Há cada vez mais pacientes com cancro da mama a desistir da quimioterapia devido às reações do tratamento. O Cancro da mama é a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, depois do colo de útero.
Dados do Ministério da Saúde indicam que anualmente, pelo menos 800 mulheres perdem a vida por cancro da mama no país. Parte da estatística, até chega a diagnosticar a doença, mas mas abandona o tratamento. O fenómeno foi apresentado por activistas em uma palestra sobre a doença, promovida pelo Instituto Nacional de Saúde.
“Muitas param pelo caminho porque fizeram uma ou duas sessões de quimioterapia. Aquele processo do tratamento, as reacções e as pessoas acabam ficando com aquele peso e desanimam pensando que podem morrer no meio. A pessoa não pode desistir só porque está com as reacções do tratamento, reconhecemos que são fortes”, contou uma activista, que venceu a doença
O Observatório Nacional de Saúde diz haver condições técnicas para o país registar avanços significativos no combate à doença, mas deve ser conjugado com estratégias de comunicação para a saúde.
“Percebemos que cancro ainda é uma questão que carece de explicação e de apresentação à comunidade no geral. Então, há um nível de conhecimento, mas a maior parte da população ainda não tem um conhecimento de forma geral.”
O cancro da mama é considerado a segunda maior causa de morte por cancro em mulheres no país, sendo que a chegada aos hospitais em estágios avançados, é um dos principais desafios.
A Polícia da África do Sul anunciou uma recompensa de 400 mil rands por informações que conduzam à identificação e detenção dos responsáveis pela morte de oito mulheres, cujos corpos foram encontrados em diferentes locais de Ekurhuleni, na província de Gauteng.
O anúncio foi feito terça-feira, durante uma conferência de imprensa, pela comissária interina da Polícia Nacional, Puleng Dimpane, que apelou à colaboração da população para o avanço das investigações. “Estamos disponibilizando 400 mil rands para que possamos fortalecer as nossas investigações”, afirmou Dimpane.
A descoberta dos oito corpos, num período de aproximadamente dois meses, levou as autoridades a constituírem uma investigação de alto nível, num contexto marcado pelos elevados índices de feminicídio e de criminalidade violenta na África do Sul.
As autoridades policiais apelam a qualquer pessoa que disponha de informações relevantes a que as forneça às autoridades. Ao mesmo tempo, a Polícia aconselha as mulheres a evitarem caminhar ou praticar exercício físico sozinhas, sobretudo em zonas isoladas.
O ministro interino da Polícia, Firoz Cachalia, assegurou que as autoridades estão empenhadas em esclarecer os casos e identificar os responsáveis.
“Não deixaremos pedra sobre pedra para levar os culpados à justiça. Montámos uma equipa multidisciplinar de alto nível, sob a liderança do vice-comissário provincial, para conduzir esta investigação”, declarou.
Apesar das semelhanças entre os casos, a Polícia sul-africana afirma que, nesta fase, não pretende estabelecer uma ligação entre as mortes antes que as investigações apresentem provas nesse sentido. As autoridades sublinham, contudo, que necessitam da colaboração da população para esclarecer os crimes.
A Electricidade de Moçambique está a fazer uma auscultação pública aos seus clientes no bairro Polana Caniço, na cidade de Maputo. A actividade vai durar três dias, a contar a partir desta quarta-feira.
A provedoria itinerante é uma iniciativa da empresa pública Electricidade de Moçambique, que visa facilitar o atendimento ao consumidor levando os serviços para mais perto das comunidades.
“Estaremos aqui das 7h30 às 15h30 onde teremos os nossos técnicos a atenderem os clientes e ao cidadão até aquele que não tem energia pode aproximar-se, apresentar as suas questões, as suas inquietações. Aquele que tiver reclamações que ainda não foram atendidas pela EDM também pode se aproximar para apresentar. Temos uma equipa técnica que está aqui de prontidão para responder a essas situações”, explica Elsa Prata da Silva, representante da EDM.
O campo 7 de Abril, no bairro Polana Caniço na cidade de Maputo, foi o local escolhido para os utentes apresentarem as suas preocupações, na esperança de ter soluções.
“A preocupação é pedir um candeeiro, porque temos um poste ali. Ali é um sítio onde aglomeram-se esses meninos que quando fumam e assaltam pessoas. Mas com o candeeiro, acho que a situação poderá melhorar”, disse um dos utentes presentes no local.
Em função da complexidade, a EDM explica que alguns problemas serão resolvidos no momento.
“Temos aqui uma equipa técnica que está pronta para resolver as questões que serão apresentadas durante estes três dias. Obviamente, dependendo de situação para situação, mas aquelas que podemos resolver em tempo útil serão todas resolvidas em tempo útil. Aquelas que precisarem de um pouco mais tempo, de uma apreciação um pouco mais profunda, poderemos levar connosco mas na esperança e na expectativa de que serão resolvidas com a maior brevidade possível”, acrescenta Elsa Prata da Silva.
Durante os três dias, a EDM espera atender uma média de 300 consumidores.
Os empresários da província de Tete defendem o reforço da participação das empresas locais nos grandes projectos em curso na província e no país. A preocupação foi apresentada ao presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Álvaro Massingue, durante um encontro com o sector privado.
Durante a reunião, os empresários apontaram as dificuldades de acesso às oportunidades no âmbito do conteúdo local como um dos principais constrangimentos que afectam o crescimento das empresas nacionais.
Segundo o sector privado, apesar de o conteúdo local representar uma oportunidade para a expansão dos negócios moçambicanos, persistem desafios relacionados com a capacidade de resposta das empresas locais às exigências dos grandes projectos.
Os empresários defenderam, por isso, a criação de melhores condições para que as empresas de Tete possam participar de forma mais efectiva nas cadeias de fornecimento e prestação de serviços às grandes empresas que operam na província.
Outra preocupação apresentada está relacionada com as demoras nos pagamentos por parte do Estado. Os empresários afirmam que os atrasos no pagamento de serviços prestados às instituições públicas afectam a capacidade financeira das empresas e condicionam o normal funcionamento das suas actividades.
Na ocasião, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, defendeu que o fortalecimento do conteúdo local deve ser acompanhado por acções de formação e capacitação das empresas moçambicanas, de modo a permitir que estas estejam preparadas para cumprir os padrões e requisitos exigidos pelos grandes projectos.
Massingue abordou ainda os efeitos da decisão de passar a tratar, na África do Sul, os pedidos de vistos para os Estados Unidos da América. Segundo o presidente da CTA, a medida começa a criar constrangimentos para empresários moçambicanos que necessitam de se deslocar aos Estados Unidos por razões de negócios.
O encontro entre a CTA e os empresários de Tete serviu para recolher as principais preocupações do sector privado e identificar matérias que poderão ser levadas à discussão com o Governo, com vista à melhoria do ambiente de negócios e ao reforço da participação das empresas nacionais na economia.
Mais de um milhão de pessoas no Sudão do Sul correm o risco de perder a ajuda alimentar vital, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA) na terça-feira.
Conflitos, deslocamentos, choques climáticos e a guerra no vizinho Sudão estão convergindo para empurrar milhões de pessoas para uma situação de vulnerabilidade ainda maior. E os cortes na ajuda internacional estão exacerbando esses efeitos, afirmou à agência da ONU.
“Hoje, 7,8 milhões de pessoas, mais da metade da população do país, lutam para encontrar comida todos os dias. 2,2 milhões de crianças e 1,2 milhão de gestantes e lactantes precisam de apoio nutricional urgente”, disse Matthew Hollingworth, Diretor Executivo Adjunto de Operações do PMA, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“A menos que recursos adicionais sejam garantidos, mais de um milhão de pessoas vulneráveis poderão perder o acesso a alimentos e assistência nutricional essenciais até outubro. Portanto, essa é uma situação iminente.”
O PMA afirma que atualmente enfrenta um déficit de US$ 86 milhões e uma lacuna de mais de US$ 400 milhões nos próximos seis meses.
A crise de financiamento ocorre no auge da estação chuvosa, quando os alimentos se tornam mais escassos, os preços sobem e as estradas alagadas dificultam cada vez mais o acesso humanitário.
Muitas famílias sobrevivem comendo menos, vendendo o que possuem e cortando gastos com saúde, educação e moradia.
“Embora o Sudão do Sul seja um país que enfrentou muitos desafios em sua curta existência como nação independente, estamos vendo algo diferente agora”, disse Hollingworth. “Estamos prestes a cair em um abismo financeiro em um momento em que as necessidades estão no nível mais alto dos últimos 13, 14 anos.”
A assistência alimentar continua sendo essencial para evitar uma catástrofe humanitária, afirmou a agência, mas ressaltou que ela também deve servir como uma ponte para a recuperação a longo prazo.
O documento fez um apelo ao governo do Sudão do Sul para que comece a mobilizar seus próprios fundos para apoiar seu povo.
A regulamentação sobre o uso da inteligência artificial no sector da educação encontra-se em fase avançada de elaboração e deverá ser submetida ao Conselho de Ministros ainda este ano, para apreciação e aprovação.
A informação foi avançada, esta quarta-feira, pela Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, em Maputo, à margem da abertura da 4.ª Conferência Nacional de Educação à Distância, que debate os desafios e as soluções para o sector.
Segundo a governante, o documento pretende estabelecer balizas concretas para o uso da inteligência artificial nas instituições de ensino, com vista a salvaguardar a qualidade da educação e assegurar que esta tecnologia seja utilizada de forma responsável e ética.
A regulamentação deverá abranger, particularmente, o uso da inteligência artificial generativa, ferramenta capaz de produzir conteúdos e apresentar respostas a partir de comandos introduzidos pelos utilizadores.
“Estamos a trabalhar com todas as instituições. Já tivemos encontros de trabalho e o documento está a ser produzido. Dentro de pouco tempo vamos apresentá-lo e, posteriormente, as normas serão levadas ao Conselho de Ministros para aprovação”, explicou Samaria Tovela.
A ministra esclareceu que as futuras normas terão âmbito nacional e deverão abranger todos os níveis de ensino, desde o primário ao superior.
EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA GANHA ESPAÇO
Durante a conferência, foram igualmente apresentados dados preliminares relativos à educação à distância no ensino superior, referentes a 2025. Os números apontam para cerca de 75.200 estudantes matriculados nesta modalidade, correspondentes a 26,6 por cento do total de estudantes do ensino superior a nível nacional.
Para a Ministra da Educação e Cultura, os números representam mais do que uma realidade estatística, traduzindo o acesso de jovens, mulheres, trabalhadores e outros cidadãos que encontram na educação à distância uma oportunidade para adquirir competências e transformar as suas vidas.
Segundo Samaria Tovela, a expansão desta modalidade de ensino constitui também uma via para reforçar a contribuição dos cidadãos para o desenvolvimento do país.
O Exército dos Estados Unidos enfrenta uma escassez de munições e armamento avançado, na sequência da guerra em curso com o Irão. A informação consta de um relatório do Inspector-Geral do Departamento de Defesa norte-americano, que alerta para os impactos do elevado consumo de armas sobre os arsenais militares e a capacidade de reposição da indústria de defesa.
Segundo o documento, a guerra terá custado cerca de 33,4 mil milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 29 mil milhões de euros, entre 28 de Fevereiro e 30 de Junho. Deste montante, pouco menos de 20 mil milhões de dólares foram destinados à aquisição e utilização de munições.
O relatório refere que a dimensão e a intensidade dos ataques provocaram uma “escassez estratégica de stocks”, expondo igualmente limitações na capacidade da indústria de defesa dos Estados Unidos para repor, em tempo útil, os equipamentos e munições utilizados no conflito.
Apesar das conclusões do relatório, o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou as preocupações relativas ao nível dos arsenais militares, defendendo que os Estados Unidos dispõem de stocks de munições “virtualmente ilimitados”.
Especialistas citados no relatório estimam, contudo, que poderá levar cerca de três anos para que os Estados Unidos consigam repor os seus stocks de mísseis avançados e de interceptores defensivos aos níveis registados antes da guerra.
O documento revela ainda que os ataques iranianos provocaram danos significativos em bases militares norte-americanas no Médio Oriente. Centenas de edifícios e outras infra-estruturas terão sido danificados ou destruídos.
Os custos relacionados com a reparação dessas instalações, segundo o relatório, não estão incluídos na estimativa de 33,4 mil milhões de dólares relativa às despesas da guerra.
Jornalista José de Nascimento defende reforço da segurança e revisão da governação sul-africana perante a persistência dos actos xenófobos
As manifestações que têm ocorrido na África do Sul, particularmente às quintas-feiras, continuam a suscitar preocupações sobre a segurança dos imigrantes e o impacto da xenofobia na economia do país. Segundo o jornalista José de Nascimento, que se encontra na África do Sul, os protestos, inicialmente mais concentrados em Durban, agora denominada eThekwini, deverão estender-se à província de Mpumalanga, onde estão previstas novas manifestações.
José de Nascimento explica que, ao contrário da mobilização registada a 30 de Junho, os actuais protestos têm tido uma incidência mais localizada, embora exista preocupação com a sua expansão para outras regiões do país.
O jornalista considera que as autoridades sul-africanas devem reforçar a segurança e actuar de forma mais firme para proteger os imigrantes. Segundo afirma, a polícia tem demonstrado maior intervenção, citando como exemplo um episódio recente em que impediu manifestantes de atacarem um grupo de imigrantes que se encontrava acampado junto do Departamento de Administração Interna, na tentativa de solicitar o estatuto de refugiado ou asilo político.
Para José de Nascimento, a persistência de actos xenófobos está a afectar negativamente a imagem internacional da África do Sul e poderá ter consequências económicas, sobretudo nas zonas fronteiriças e nas regiões que mantêm fortes relações comerciais com os países vizinhos.
XENOFOBIA AFECTA ECONOMIA
O jornalista chama particular atenção para a província de Mpumalanga, onde, segundo explica, a actividade económica está fortemente ligada ao intercâmbio com Moçambique.
Nascimento destaca o crescimento de Mbombela, anteriormente conhecida como Nelspruit, atribuindo parte desse desenvolvimento ao intercâmbio comercial e industrial com Moçambique. Salienta que a circulação de cidadãos moçambicanos que atravessam a fronteira para realizar compras e desenvolver actividades comerciais representa uma importante fonte de dinamização económica para a região.
Neste contexto, alerta que a continuidade dos actos xenófobos e a eventual redução da circulação de cidadãos estrangeiros poderão provocar consequências negativas para a economia local e, de forma mais ampla, contribuir para o enfraquecimento da economia sul-africana.
O jornalista defende, por isso, que o Governo sul-africano deve rever aspectos da sua governação, particularmente no que diz respeito à política migratória e à forma como as autoridades respondem aos episódios de violência contra estrangeiros.
POLÍCIA DEVE ACTUAR CONTRA VIOLÊNCIA
José de Nascimento considera que, numa primeira fase, as autoridades devem reforçar a presença policial e responsabilizar criminalmente os autores de ataques contra imigrantes.
Defende igualmente uma intervenção de maior alcance, acompanhada por programas de educação cívica dirigidos não apenas às escolas, mas à sociedade sul-africana no seu conjunto, com o objectivo de combater preconceitos e reduzir a hostilidade contra estrangeiros.
Na sua análise, a questão ultrapassa a situação dos imigrantes em situação irregular ou sem documentação, uma vez que, independentemente do seu estatuto migratório, todos os indivíduos estão protegidos pelos direitos humanos e não devem ser vítimas de violência física, psicológica ou emocional.
RELAÇÕES COM MOÇAMBIQUE EM RISCO
O jornalista considera ainda que a xenofobia pode prejudicar as relações da África do Sul com outros países africanos, particularmente com os Estados vizinhos. No caso de Moçambique, recorda que milhares de pessoas atravessam regularmente a fronteira para trabalhar, fazer negócios ou realizar compras na África do Sul, contribuindo para a circulação de bens e capitais entre os dois países.
Nascimento defende que a África do Sul deve adoptar uma abordagem migratória mais inclusiva e transformar as declarações políticas em medidas concretas.
Para o jornalista, a União Africana e a SADC também devem assumir uma posição mais exigente perante as autoridades sul-africanas, tendo em conta que os episódios de xenofobia têm ocorrido de forma cíclica nos últimos anos.
MANIFESTAÇÕES CHEGAM A MPUMALANGA
As manifestações que têm ocorrido regularmente às quintas-feiras deverão, desta vez, ter como novo foco a província de Mpumalanga. José de Nascimento admite que a mobilização poderá manter-se pacífica, mas alerta para a necessidade de reforço da segurança, considerando que a evolução dos protestos poderá ser imprevisível. O jornalista recorda ainda que a actual situação ocorre num país cuja história de luta contra o apartheid contou com o apoio de vários Estados africanos, incluindo Moçambique, Angola e Zimbabwe.
Na sua perspectiva, a defesa dos direitos dos imigrantes e o combate à xenofobia devem ser encarados também como uma questão de responsabilidade regional, num continente onde a mobilidade das populações e as relações económicas entre países são cada vez mais importantes.
A Amnistia Internacional instou, na terça-feira, o Governo da Argélia a abandonar os planos de retomar as execuções e de alargar a aplicação da pena de morte a responsáveis por incêndios florestais, na sequência dos fogos que devastaram o nordeste do país no mês passado.
Os incêndios, que atingiram várias zonas do nordeste da Argélia, provocaram oficialmente 12 mortos, embora testemunhas tenham relatado um número de vítimas significativamente superior.
A Argélia não realiza execuções desde 1993, apesar de os tribunais continuarem a proferir sentenças de morte em alguns casos, incluindo processos relacionados com terrorismo. As penas, contudo, não têm sido executadas.
Na sequência dos incêndios, o Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, ordenou ao ministro da Justiça que preparasse alterações ao Código Penal para permitir a aplicação da pena de morte a pessoas consideradas responsáveis por provocar incêndios florestais.
Num comunicado, a Amnistia Internacional apelou às autoridades argelinas para que abandonem imediatamente qualquer plano destinado a ampliar o âmbito da pena de morte ou a retomar as execuções, depois de mais de três décadas sem que nenhuma tenha sido concretizada.
A organização defendeu ainda a adopção de uma moratória oficial sobre as execuções como primeiro passo para a abolição total da pena de morte no país.
Tebboune afirmou que as pessoas condenadas à pena capital deverão ser executadas imediatamente depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso. O Governo iniciou este mês a análise de propostas de alteração ao Código Penal.
Além dos responsáveis por incêndios florestais, o Presidente argelino indicou que os planos de alargamento da pena de morte poderão abranger também casos de rapto e abuso de crianças.
Os incêndios florestais são frequentes no norte da Argélia durante o Verão. Especialistas apontam, contudo, que as alterações climáticas têm contribuído para agravar o fenómeno, através de períodos de seca mais prolongados e temperaturas elevadas.
Tebboune, por sua vez, afirmou que os incêndios registados recentemente apresentavam indícios de uma acção criminosa.
A Amnistia Internacional afirmou igualmente ter recebido relatos de fontes consideradas credíveis que apontam para um número de vítimas muito superior ao balanço oficial, incluindo mais de 70 mortos num único município.
Em Julho de 2023, mais de 30 pessoas morreram quando incêndios atingiram milhares de hectares de florestas e terras agrícolas na Argélia, destruindo também centenas de habitações.
No mesmo ano, mais de 50 pessoas foram condenadas à pena de morte, algumas à revelia, pelo linchamento de um homem de 38 anos que tinha sido falsamente acusado de provocar incêndios florestais mortais dois anos antes.
Nairobi, capital do Quénia, vai receber em 2029 os Mundiais de atletismo, a primeira edição da competição disputada no continente africano, seguindo-se a cidade alemã de Munique, em 2031, anunciou ontem a World Athletics.
A decisão foi tomada na 242.ª reunião do Conselho Mundial de Atletismo, a decorrer em Budapeste, capital da Hungria, após um processo de candidatura que contou com quatro propostas de “elevada qualidade”, revelou o presidente do organismo, Sebastian Coe, citado em comunicado.
“Nairobi e Munique apresentaram, em última análise, duas propostas convincentes. Oferecem oportunidades muito diferentes, mas igualmente entusiasmantes para a nossa modalidade”, sublinhou o dirigente.
A escolha de Nairobi marca a estreia do continente africano a receber o evento maior da modalidade. Entre outros, a capital queniana já acolhera os Mundiais de sub-18, em 2017, os Mundiais de sub-20, em 2021, e integra desde 2020 o circuito do World Athletics Continental Tour Gold através do Kip Keino Classic.
O palco da competição em 2029 será o Estádio Kasarani, que está a ser alvo de uma remodelação estrutural completa no âmbito dos preparativos para acolher a Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, em 2027.
O Quénia é a segunda Nação mais medalhada da história dos Mundiais de atletismo e concluiu a edição de Tóquio 2025 na segunda posição do quadro de medalhas, com sete títulos e 11 pódios no total.
“Era importante que o Campeonato Mundial de atletismo viesse para África quando tivéssemos o anfitrião certo, a candidatura certa e as circunstâncias certas. Nairobi demonstrou enfaticamente que este é o seu momento”, afirmou Sebastian Coe.
Dois anos mais tarde, em 2031, a competição regressa à Alemanha, 22 anos após ter passado por Berlim, em 2009.
O Estádio Olímpico de Munique voltará a ser o centro das atenções, depois de, em 2018, ter acolhido o Campeonato da Europa e, em 2022, os Europeus multidesportivos, cuja vertente de atletismo atraiu cerca de 267 mil espectadores.
Nos Mundiais de Tóquio, em 2025, a Alemanha arrecadou cinco medalhas, uma das quais de ouro, tendo terminado no terceiro lugar do quadro de medalhas nos Europeus de Birmingham.
“Sabemos que Munique tem capacidade para organizar grandes campeonatos, sabemos que a Alemanha tem um público para o atletismo e acreditamos que Munique 2031 tem todos os ingredientes para ser um espetacular Campeonato do Mundo de atletismo”, sustentou Coe.
Depois da passagem pela capital japonesa no ano passado, o evento agendado para Munique assinala também o regresso dos Mundiais a solo europeu.
A próxima edição da competição decorre em Pequim, de 10 a 19 de Setembro de 2027, mantendo-se o mês de Setembro como horizonte previsto para a realização das edições de Nairobi 2029 e Munique 2031.