A corrupção continua a afectar sectores-chave na província de Gaza, com mais de uma centena de processos em investigação na Procuradoria Provincial. Educação, Polícia e contratação pública figuram entre as áreas mais vulneráveis. Paralelamente, empresários denunciam alegados esquemas de corrupção nos processos de licenciamento de empresas.
A corrupção continua a constituir um dos principais desafios às instituições públicas na província de Gaza. Mais de 100 processos relacionados com alegados crimes de corrupção encontram-se em investigação, envolvendo sectores críticos como a educação, a Polícia e a contratação pública de bens e serviços, numa realidade que compromete a transparência e a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado.
“Estamos a falar de tipos legais de crime como corrupção passiva, abuso de cargo ou função e peculato. As áreas onde se registam mais actos de corrupção são os sectores da educação, da Polícia e da contratação pública. Temos um número considerável de processos remetidos à Procuradoria Provincial de Gaza e que, neste momento, estão em tramitação. Não posso indicar com precisão quantos processos existem, mas são mais de 100”, afirmou Saquina Jengal, magistrada do Ministério Público.
Enquanto a Justiça prossegue com as investigações, os empresários manifestam outras preocupações. O sector privado denuncia alegadas práticas de corrupção nos processos de licenciamento de empresas, alegando que a excessiva burocracia e as supostas exigências ilícitas dificultam a abertura de novos negócios e desencorajam o investimento na província.
“Também deviam estar presentes nesta sala alguns funcionários do Governo, porque a corrupção não existe apenas no sector privado. Há um corrupto e há um corruptor. Todo o processo envolve ambas as partes”, afirmou um dos participantes.
Perante as denúncias, o director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção apelou a um maior envolvimento da sociedade na prevenção e combate a este fenómeno.
“A corrupção não é inevitável. Nenhum país consegue alcançar um desenvolvimento sustentável se a corrupção se transformar numa prática tolerada. Almejamos uma sociedade que rejeite atalhos ilícitos e escolha construir o seu futuro com base no esforço, na competência e na responsabilidade”, afirmou Cristóvão Mondlane, director do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção.
As declarações foram feitas esta quarta-feira, durante uma acção de formação sobre prevenção e combate à corrupção, ética e deontologia profissional, dirigida a activistas e empreendedores da província de Gaza.
Pelo menos 27 pessoas foram mortas e várias ficaram feridas, num ataque desencadeado por um grupo de homens armados no estado de Plateau, no centro da Nigéria, segundo fontes locais.
“Vinte e sete pessoas inocentes foram mortas a tiros e algumas a golpes de machetes, principalmente mulheres. Muitos feridos foram transportados para o hospital. Suspeitamos que os agressores sejam criadores de gado, [da etnia] fula”, disse Haggai Gankis, secretário da organização local dedicada à juventude, Berom Youth Moulders, citado por Notícias ao Minuto.
O estado de Plateau sofre há muito tempo com a violência, que se intensificou recentemente devido aos efeitos das alterações climáticas, entre criadores de gado, muçulmanos e agricultores, predominantemente cristãos, pelo controlo de terras e recursos.
Segundo Gankis, o ataque ocorreu na noite de segunda-feira, quando os agressores entraram numa aldeia, dispararam e mataram as suas vítimas.
“Estávamos a dormir quando ouvimos tiros. Os assaltantes dispararam (…) [e] também usaram machetes para matar muitas pessoas”, disse David Chuwang, um morador.
Segundo Chuwang, entre os cadáveres, foram encontrados alguns queimados e, por isso, irreconhecíveis.
O livro “Belmiro Simango – Black Simon – O Embondeiro do Basquetebol Moçambicano” é lançado hoje, no auditório do BCI, em Maputo. O livro faz parte do projeto “Memórias das Personalidades Desportivas Nacionais”.
O evento é promovido pelo Ministério da Juventude e Desporto, através do Instituto Nacional do Desporto.
O lançamento é uma homenagem a Belmiro Simango, uma figura proeminente no basquetebol moçambicano. O livro celebra a sua trajetória e contribuição no desporto moçambicano.
A Liga Moçambicana de Futebol precisa de 100 milhões de meticais para garantir a continuidade do Moçambola 2025, nomeadamente para o transporte aéreo. Nesta terça-feira, a LMF apresentou as suas dificuldades ao ministro da Juventude e Desporto, que garantiu apoio para o prosseguimento da prova.
O Moçambola disputou as primeiras cinco jornadas quase sem sobressaltos, ainda que os jogos fossem adiados para datas próximas, devido à logística da empresa Linhas Aéreas de Moçambique em disponibilizar lugares nos seus aviões, mas todos foram realizados.
Os problemas surgem à entrada da sexta jornada, quando a companhia aérea de bandeira nacional suspender as passagens aos clubes do Moçambola, devido ao não pagamento dos valores dos bilhetes.
Do orçamento inicial de perto de 180 milhões de meticais para viabilizar a prova, 64,7% era destinado ao transporte aéreo, ou seja, pouco mais de 116 milhões de meticais, um valor que aumentou em relação aos anos anteriores, mesmo devido à retirada da bonificação à metade da passagem de cada membro das delegações.
A Liga Moçambicana de Futebol não pagou os valores das passagens, e a empresa Linhas Aéreas de Moçambique fechou as portas.
O Moçambola parou e agora se buscam soluções para que seja retomado e chegue ao fim. A principal dificuldade da Liga Moçambicana de Futebol é o orçamento para o transporte aéreo, segundo disse Alberto Simango Jr., presidente do organismo que gere o Moçambola.
“Em termos orçamentais, o que nós estamos a precisar, neste momento, é de qualquer coisa como 100 milhões de meticais para pagar as passagens, é isso que nós precisamos, porque da época passada para esta, houve um incremento de 100% do custo da passagem, portanto, é isso que está a nos trazer algum custo”, disse Simango.
O facto é que a bonificação que era feita pelas Linhas Aéreas de Moçambique deixou de existir, o que dificulta qualquer acção orçamental da Liga Moçambicana de Futebol, de acordo com Alberto Simango Jr.
“No ano passado, nós viajávamos com cerca de 21 mil meticais por cada passageiro, ou cada atleta, e desta vez são 42 mil”, explicou, garantindo entender as razões que levaram a LAM a exigir o pagamento de 100% da passagem aérea.
“Nós entendemos as razões que a empresa tem, naturalmente, mas não cabe a nós decidirmos. Com este incremento, que é justificável, segundo eles, temos algumas dificuldades, mas o orçamento é esse mesmo, são 100 milhões de meticais”, clarificou.
MOÇAMBOLA SEM DATA PARA RETOMA
Com este défice orçamental de 100 milhões de meticais, Alberto Simango Jr. não sabe quando o Moçambola vai retomar, até porque ainda não há solução para o problema.
Assim, a direcção da Liga Moçambicana de Futebol está à espera da possível solução governamental, por isso pode não haver Moçambola nesta semana.
“Antes é difícil dizer se teremos ou não teremos, mas o importante é que ficou claro com as declarações de Sua Excelência, Ministro da Juventude e Desporto, que o governo vai intervir e Moçambola vai continuar a existir. Portanto, se será esta semana ou não, esperemos para ver”, destacando haver ainda tempo para decisões, até porque “hoje ainda é terça-feira”.
Simango diz mesmo que se dependesse de razões meramente desportivas, “podia dizer que sim”, mas remata que há questões que não dependem de si. “Vamos acompanhar o que o Governo é capaz de fazer nas próximas horas, nos próximos tempos, e aí diremos quando é que nós retomamos.”
O Moçambola disputou apenas um jogo da sexta jornada do Moçambola, com o Baía de Pemba a vencer o Ferroviário de Nampula por duas bolas sem resposta.
CAIFADINE MANASSE NÃO TEM VARINHA MÁGICA PARA CRISE DA LMF
O ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, ouviu as preocupações da Liga Moçambicana de Futebol mas não tem a varinha mágica para os problemas do Moçambola.
Manasse prometeu apenas que vai fazer contactos e trabalhar com outros segmentos para garantir o retorno da prova.
“Isto é algo que tem a ver com transportes. Neste caso, o que vamos fazer como governo é trabalhar com os nossos colegas que estão nesta área”, garantiu, reconhecendo os desafios que as LInhas Aéreas de Moçambique têm pela frente, num momento do processo de reestruturação muito séria para adequá-la àquilo que são as exigências.
“Nós, como o Ministério da Juventude e Desporto, estamos a trabalhar afincadamente para encontrar soluções para a área de desporto para os próximos tempos”, prometeu Manasse.
Aliás, o ministro da Juventude e Desporto prometeu que a imprensa será a primeira a saber das soluções que serão encontradas, afinal os media “sempre sabe das coisas até antes de acontecerem”, por isso “o que vamos fazer é trabalhar para que a mídia saiba quais são os passos que vamos seguir, como governo”.
Sem solução à vista, o Moçambola continua parado, num ano atípico em que iniciou tarde e deve encerrar até Novembro, para dar lugar à preparação dos Mambas que em Dezembro vai disputar o CAN 2025, em Marrocos.
A Mozal está a enfrentar dificuldades para a renovação do contrato de fornecimento de energia elétrica com a Hidroelétrica, cujo término será em março do próximo ano. Entretanto, o Governo diz estar a acompanhar as negociações e quer que a compra seja feita através da Empresa Electricidade de Moçambique e não directamente da HCB.
O contrato de fornecimento de energia elétrica entre a Hidroelétrica de Cahora Bassa e a multinacional Mozal termina em março do próximo ano, e as negociações para a sua renovação têm-se revelado menos conseguidas. Através de um documento da gigante fundida de alumínio, apresentado em Moçambique desde 1998, a que O País teve acesso, a companhia afirma estar em negociações com o Governo de Moçambique para a extensão do acordo, entretanto, até esta parte, nada está assegurado.
“Temos vindo a trabalhar com o Governo da República de Moçambique, a HCB e a Eskom nos últimos seis anos para garantir o fornecimento de eletricidade à Mozal para além de março de 2026. Até à data, a Mozal ainda não chegou a acordo sobre uma tarifa de preços de eletricidade acessível. A HCB também fez recentemente consultas com os clientes para considerar o impacto do aumento dos custos de eletricidade e da capacidade de geração hidroelétrica prevista para este ano”, lê-se no documento.
Devido à situação, a empresa assume estar a viver na incerteza relativamente ao futuro do fornecimento de energia elétrica, maioritariamente gerada em Moçambique por um gerador hidroelétrico da HCB, e diz estar a avaliar a previsão das opções financeiras disponíveis no mercado. Para além da hidroelétrica nacional, a empresa tem recorrido à Eskom, outro parceiro no fornecimento de energia para a dinamização dos seus serviços, mas em quantidade insuficiente, daí o diálogo com a parte moçambicana.
“Continuamos a envolver-nos com o Governo da República de Moçambique, a HCB e a Eskom para garantir a continuidade do fornecimento de eletricidade à Mozal para além do termo do contrato existente em março de 2026 e manter a sua contribuição substancial para a economia de Moçambique”, predispõe-se a empresa.
O Governo de Moçambique diz ter consciência do contributo da empresa para a economia nacional; entretanto, o fornecimento de energia eléctrica deverá passar a ser feito através da Electricidade de Moçambique e não pela HCB.
Segundo Inocêncio Impissa, “hoje a contratação é feita de forma direta, e o que se pretende é introduzir o jogador, que é a EDM, que é uma entidade responsável pela comercialização da energia produzida pela nossa hidroelétrica. E há aqui elementos que têm de ser fechados para o efeito. Então, tem de haver uma transição entre o atual fornecedor desta energia para a EDM, para que a EDM possa fazer o braço comercial deste negócio.”
Os termos deverão continuar a ser debatidos nos próximos dias, mas o Governo garante que a Mozal não ganhará sem energia. “Os termos dos contratos ainda devem ser debatidos, mas com certeza a Mozal não vai ficar sem energia, porque é uma indústria cujo interesse não é só da própria Mozal, mas sobretudo dos moçambicanos”, disse Inocêncio Impissa, porta-voz do Conselho de Ministros.
A Mozal é um dos principais projetos industriais do país, responsável por cerca de 3% do Produto Interno Bruto moçambicano, empregando milhares de trabalhadores diretos e indirectos.
O Presidente da República, Daniel Chapo, afirma que não há falta de divisas em Moçambique. Segundo Chapo, a escassez é criada pelos bancos, para a transformarem em oportunidade de negócio. O Chefe de Estado falava na noite desta segunda-feira, num encontro com empresários na cidade da Beira.
No prosseguimento da sua visita à província de Sofala, o Presidente da República manteve encontro com empresários locais na cidade da Beira, que apresentaram as suas preocupações.
Foi da voz do presidente da Associação Comercial da Beira, Félix Machado, que ficaram três pontos de preocupação dos empresários de Sofala. Aliás, Machado começou por pedir condições claras para trabalhar, competir e gerar oportunidades reais para o povo. “Queremos ser parceiros do Estado, e não dependentes dele. Queremos contribuir para trazer soluções, e não para apontar problemas”, disse.
E apresentou as preocupações começando pela questão de divisas, que considera serem escassas quando os empresários procuram.
“Excelência, nenhuma economia cresce sem produção e nenhuma produção avança sem acesso previsível das divisas. Mas hoje, em Moçambique, vivemos uma contradição preocupante. Empresas que geram divisas para o país através de exportação, prestação de serviços internacionais ou investimento de direito enfrentam enormes dificuldades para aceder a essas mesmas divisas quando precisam de importar matéria-prima, tecnologia ou insumos essenciais”, disse, realçando que sem divisas não há produção e sem produção não há economia.
Para Machado “até mesmo transacções locais entre bancos da mesma praça não são processadas em tempo real, levam 24 a 48 horas”, e isso cria outros constrangimentos, dentre eles “trava negócios, cria ineficiências, penaliza quem cumpre, quem investe e quem tenta formalizar-se”.
Mas há também a questão da corrupção. Félix Machado diz que a corrupção funciona como um imposto invisível, “que não aparece nas contas públicas, mas pesa fortemente sobre quem empreende com ética, limita o investimento, mata o mérito, afasta a confiança do empresário sério, tanto nacional assim como estrangeiro”.
Outra preocupação é o investimento estrangeiro no país. Os empresários de Sofala dizem que o capital estrangeiro é necessário e é bem-vindo, sobretudo quando traz consigo conhecimento, tecnologia, emprego e produção. “Mas esse capital deve vir para acrescentar valor à economia nacional e não para ocupar espaços que pertencem a pequenos empreendedores moçambicanos”.
Os empresários dizem que esta prática desincentiva o empreendedorismo nacional e acentua as desigualdades que são vividas no dia-a-dia. Por isso “propomos que Moçambique estabeleça critérios claros para o investimento estrangeiro”, segundo Félix Machado.
NÃO HÁ FALTA DE DIVISAS, DIZ DANIEL CHAPO
Daniel Chapo ouviu atentamente as preocupações e respondeu a todas. Sobre a falta de divisas, Chapo diz tratar-se de manobras dos bancos para aumentarem seus negócios.
“É que realmente quando há escassez da moeda estrangeira começa-se a transformar essa escassez em oportunidade de negócio. Isto acontece até nos bancos comerciais, vocês que fazem negócio todos os dias. Não há uma verdadeira escassez, é uma escassez criada para depois criar essa oportunidade de negócio”, disse Daniel Chapo.
Para justificar esta posição, Chapo diz que os próprios agentes do banco não têm problemas de divisas para suas preocupações. “Por exemplo, nunca faltaram dólares para se entregarem dividendos entre eles. Nunca faltou dólar para pagar salário a eles. Alguma vez ouviu que faltou? Só vai faltar para Félix Machado quando quiser importar algum bem. Então, é realmente uma situação que temos de continuar a trabalhar para ultrapassar”, assegurou.
Relativamente à corrupção, o Presidente da República diz ser um mal, mas disse ter ficado satisfeito com as propostas apresentadas de criação de canais de denúncias.
“Mas a única coisa que eu queria dizer é que aqui o combate tem que ser de todos nós. Portanto, tanto o corruptor como o corrupto devem ser combatidos. Porque o problema não está só no lado do corrupto, está também no lado do corruptor”, disse destacando a importância de se ter em conta este aspecto.
Sobre a proposta apresentada de canais de denúncia, Chapo diz que foi o motivo da criação do Ministério de Comunicações e Transformação Digital. “A digitalização e simplificação dos procedimentos pode diminuir o nível em que nos encontramos, em termos de corrupção”, explicou Chapo.
Quanto à questão do investimento estrangeiro, Daniel Chapo diz que o Governo já trabalha para acomodar os interesses dos empresários moçambicanos. Deu como exemplo os negócios que são feitos dentro de uma província, onde as compras começam da base até chegarem ao empresário, quer seja moçambicano ou estrangeiro.
“Fizemos o lançamento da comercialização agrícola em Manica. E deixamos de forma clara e inequívoca que é preciso proteger o investidor nacional, principalmente o pequeno”, disse.
Chapo diz que, através destas práticas, o dinheiro distribui-se para muitos moçambicanos. “Antes do produto chegar aqui na capital da província há uma cadeia aqui de distribuição de dinheiro, e isto dinamiza a economia. Então, achamos que isto é legítimo e já começamos a fazer esse trabalho, e é normal, porque em países aqui da região fazem isso”, disse.
Mas também, de acordo com Daniel Chapo, “é preciso rever o valor do investimento estrangeiro”, porém esclarece que para isso tem de haver um debate muito sério, “porque não basta só elevar. Nós não somos uma ilha”, apela.
Para além dos empresários, estiveram presentes no encontro o governador e a secretária de Estado da província.
O Presidente da República reiterou, esta terça-feira, em Metuchira, distrito de Nhamatanda, em Sofala, o compromisso do Governo no combate à corrupção, sublinhando que este fenómeno constitui um obstáculo ao desenvolvimento do país e à construção de um futuro melhor para todos os moçambicanos.
Falando durante um comício popular realizado após a visita a uma feira agropecuária provincial, onde foram expostos diversos produtos locais, o Chefe do Estado enfatizou que o progresso nacional requer mais do que crescimento económico, sendo igualmente necessário promover valores humanos como a paz, a harmonia e o amor entre irmãos.
“Para termos um futuro melhor, temos de cultivar o espírito de paz, de harmonia e de amor entre irmãos. A corrupção não pode ter espaço entre nós. Devemos combatê-la com firmeza, porque ela retarda o desenvolvimento e mina a confiança dos cidadãos nas instituições”, afirmou.
Durante o seu discurso, o Presidente Chapo destacou ainda a importância da coesão nacional, referindo-se ao recente acordo para a realização de um diálogo nacional inclusivo como um passo essencial para consolidar a paz e promover a unidade em todo o país, “do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico”.
“Este diálogo será uma plataforma onde todos, independentemente da sua origem, religião ou filiação política, poderão contribuir para a construção de um Moçambique mais justo, unido e próspero”, acrescentou.
Chapo aproveitou igualmente a ocasião para valorizar o contacto direto com as comunidades, assegurando que as preocupações manifestadas pela população de Nhamatanda serão tidas em conta na definição de políticas públicas.
“As preocupações que ouvimos aqui em Nhamatanda são importantes. Elas servem como base para a elaboração de políticas públicas orientadas às reais necessidades do nosso povo. O Governo deve saber escutar para melhor se orientar e trazer soluções concretas e eficazes”, afirmou, sob aplausos da população.
A visita à feira agropecuária evidenciou também o papel estratégico do setor agrícola na economia nacional. O Presidente encorajou os produtores locais a continuar a investir na diversificação e modernização da produção, como forma de garantir segurança alimentar e gerar mais empregos nas zonas rurais.
Esta deslocação a Nhamatanda insere-se num ciclo de visitas presidenciais destinadas a auscultar as populações e a reforçar os laços entre o Governo e as comunidades locais, num momento em que o país se prepara para novos desafios de desenvolvimento e consolidação da paz.
A Kuvaninga – Cartão d’Arte vai realizar, nos dias 31 de Julho e 2 de Agosto, no Instituto Guimarães Rosa e no Restaurante Mar à Vista, na Cidade de Maputo, a primeira Mostra de Livros de Cartão.
Para a Kuvaninga, trata-se de uma iniciativa que se insere na missão de valorizar, promover e dinamizar a cultura moçambicana, criando plataformas que incentivem o intercâmbio artístico, literário e cultural.
A programação de três dias, inclui exposições de arte e de livro, feira do livro, lançamentos de livros e assinatura de autógrafos, mesas redondas, sarau cultural e lançamento de concursos com o objectivo de aproximar artistas, escritores, académicos, gestores culturais e público em geral, fomentando um ambiente vibrante e inclusivo para a expressão e difusão das artes e da literatura em Moçambique.
A Mostra de Livros de Cartão da Kuvaninga será inaugurada no dia 31 de Julho, quinta-feira, às 18h00, numa cerimónia que irá juntar personalidades diversas das artes e cultura do país, mas antes, às 17h30, haverá a inauguração de uma exposição de artes plásticas da autoria do artista visual, ilustrador e membro-fundador da Kuvaninga, Jossias Guambe (Joss).
Já no dia seguinte, 1 de Agosto, sexta-feira, haverá lançamento de livros e sessões de autógrafos do acervo da editora, constituído por mais de 30 títulos, a partir das 18h00, mas antes, às 17h30, haverá lançamento de concursos literários e de artes.
Durante os dois dias, entre às 14h00 e às 17h30, terão sessões de mesas redondas, debates e reflexões sobre temas culturais e literários actuais que colocam o livro artesanal no centro das atenções.
Todas as actividades terão lugar no Instituto Guimarães Rosa, incluindo uma feira de livro, entre às 10h00 e 17h30, sendo que no dia 2 de Agosto, sábado, a feira decorre até às 13h00. A partir das 15h00, todas as atenções estarão viradas para o Restaurante Mar à Vista, que vai acolher a Feira do Livro e a partir das 18h00, a realização de um Sarau Cultural.
Nesta quinta-feira, entre 14h30 e 17h30, a cantora lírica e gestora cultural Stella Mendonça vai ministrar uma aula de sapiência. O evento vai decorrer nas instalações da Fundação MUSIARTE, cita na Travessa Tenente Valadim 67, perto do Museu da Mueda, na baixa da Cidade de Maputo.
Na sessão designada “A construção de uma carreira artística: Perspectivas e Desafios”, Stella Mendonça vai abordar os seguintes tópicos: Talento vs formação; A consistência artística como elemento estruturante de uma carreira sustentável; Que perfil construir no contexto das artes e Alternativas de geração de renda no universo artístico.
Para a Fundação MUSIARTE, a presença de Stella Mendonça, cuja trajectória profissional é marcada por um compromisso com a excelência, inovação e desenvolvimento cultural, constituirá uma oportunidade ímpar para todos os que actuam ou pretendem actuar no sector artístico, nomeadamente artistas, estudantes, docentes, agentes culturais e o público em geral.
A sessão com a cantora lírica insere-se na missão da Fundação MUSIARTE de promover o fortalecimento do sector artístico por meio da formação, partilha de conhecimento e valorização da experiência profissional.
Stella Mendonça é primeira cantora lírica moçambicana, estudou em França nos Conservatórios Nacionais de Paris e Lyon, onde concluiu o Mestrado. Posteriormente, especializou-se em Belcanto, na Suíça, com Dennis Hall, em Espanha, com Magda Olivero, na Áustria, com Grace Bumbry, e na Juilliard School, em Nova Iorque.
Com mais de 35 anos de percurso artístico e académico, Stella Mendonça leccionou na Suíça, em França e foi professora convidada nas universidades de North Carolina, Missouri e St. Louis, nos Estados Unidos.
Fundadora e Directora da MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática, é uma das figuras incontornáveis do panorama musical moçambicano, com um contributo inestimável para a formação artística e o desenvolvimento da cultura em Moçambique.
De 15 de Julho a 15 de Agosto de 2025, estarão abertas as candidaturas para a programação cultural de 2026 do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na Cidade de Maputo, dirigidas a artistas e produtores nacionais e estrangeiros.
Através do modelo de chamada pública, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) reafirma o seu compromisso com a transparência, a diversidade e a equidade na selecção de projectos. Assim, a abordagem permite reunir propostas de diferentes proveniências, estimular a circulação de ideias e abrir espaço a múltiplas expressões artísticas e culturais — dando visibilidade tanto a artistas consolidados como a novas vozes do panorama criativo moçambicano.
De acordo com uma nota do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), candidaturas submetidas serão objecto de uma pré-selecção interna, que definirá os projectos a serem avaliados pela Comissão de Avaliação de Projectos, composta pela direcção da própria instituição, representantes das suas entidades tutelares — a Embaixada de França e o Ministério da Educação e Cultura — e ainda por agentes públicos e privados do sector das indústrias culturais e criativas. A aprovação final será tomada por unanimidade desta comissão.
Os interessados poderão submeter as suas candidaturas através do preenchimento do formulário de inscrição (disponível em ccfmoz.com a partir de 15 de Julho) anexando toda a informação complementar solicitada.
Depois do processo de avaliação, apenas os candidatos seleccionados serão contactados.

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