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A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.

A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.

“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”

Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.

“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”

A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

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O governador de Cabo Delgado, Valige TAUABO, apela aos empresários a não ceder às ameaças terroristas, e garante uma solução para o problema que afecta a província há quase oito anos.

O apelo do governador de Cabo Delgado aos empresários da província foi lançado na cidade de Pemba, durante uma reunião de Diálogo Público Privado 2025.

“A nossa população regressou para a sua origem, onde tinha abandonado, para desafiar  os extremistas. Extremistas violentos não podem ter lugar aqui”, disse Valige Taubo, Governador de Cabo Delgado.  

Para evitar que a insegurança comprometa o futuro da província e das próximas gerações, o governador de Cabo Delgado pediu o envolvimento dos empresários no combate ao terrorismo.

O apelo do governador de Cabo Delgado surge na sequência de frequentes ataques terroristas na estrada N380, onde grupos armados têm supostamente emboscado algumas viaturas e  raptado algumas pessoas, para depois pedir o resgate, uma condição para evitar mortes.

O algodão, a maior cultura agrícola de rendimento dos camponeses de Cabo Delgado, desapareceu do mercado devido ao encerramento da única empresa fomentadora e compradora do chamado ouro branco.

Pela primeira vez na história, o algodão não fez parte dos produtos em exposição na Feira Económica de Cabo Delgado, que está a ser realizado na cidade de Pemba, a capital da província.

“Desta vez não há algodão, porque, como já é sabido na província de Cabo Delgado, nós tínhamos uma fomentadora da produção do algodão, que teve os problemas que teve e, nesta campanha, nós não produzimos algodão, mas esperamos que nos próximos anos, com as novas políticas e dinâmicas, possamos continuar a produzir a cultura de algodão, porque traz algum rendimento ao nível dos nossos produtores”, disse Arsénio Maliambulo, expositor de Montepuez. 

O governo também está preocupado com a situação e compromete-se a reactivar a produção de algodão em Cabo Delgado num futuro próximo.

“O Ministério da Agricultura lançou um concurso e está no processo de selecção de uma nova empresa, que vai trabalhar no fomento desta cultura, mas a cultura não está morta em Cabo Delgado. Nós temos um grande activo que é a população de Cabo Delgado, que tem conhecimento e tem solo fértil para a produção de algodão”, assegurou Alson Banze, Director da Indústria e Comércio de Cabo Delgado. 

Cabo Delgado era um dos maiores produtores de algodão ao nível do país, e já chegou a produzir cerca de 100 mil toneladas por ano.

 

A província da Zambézia registou bons resultados na produção de arroz. Só em Nicoadala, os números saíram de 132 mil toneladas, no ano passado, para 153 mil até ao momento. O número superou a expectativa de 145 mil toneladas para 2025. 

Nicoadala tem cerca de 41 mil hectares para a produção cultural de arroz. As machambas estão vazias, os camponeses já colheram tudo que havia nos campos de produção de arroz. Este ano, a primeira época foi satisfatória, diga-se houve super produção da cultura, o que anima os camponeses. A chuva caiu a um nível animador. 

No entanto, os camponeses clamam por financiamentos para incrementar as áreas de cultivo e a produção e escoamento do arroz. As vias de acesso para o mercado não animam os produtores. 

Izelia Sabão é Directora Distrital das Actividades Económicas, é responsável pela monitoria aos camponeses e a produção. Diz que estava planificado para este ano 145 mil toneladas, mas os números chegaram a mais 153 mil toneladas, uma percentagem de 103%. Comparativamente ao ano passado, o arroz em Nicoadala chegou aos 132 mil toneladas. 

A produção ocorre mas há falta de fábrica para processamento. Neste momento, os produtores estão a trabalhar no carregamento de produção através de carrinhas de caixa aberta para a cidade de Quelimane, para o armazenamento de produção. 

Para toda a província da Zambézia, a campanha 2024/2025 foi planificada uma área de perto de 3 milhões de hectares.

Um navio de grandes dimensões está ancorado há quatro dias na Praia de Xai-Xai, na província de Gaza, a cerca de oito quilómetros da costa. A presença da embarcação tem causado preocupação entre residentes, pescadores e turistas.

As autoridades marítimas locais suspeitam que se trate de uma embarcação ilegal, devido à ausência de qualquer comunicação oficial sobre a sua entrada nas águas moçambicanas.

O Instituto Nacional dos Transportes Marítimos (INTRASMAR) suspeitou inicialmente que o navio estivesse ligado às obras do Porto de Chongoene. No entanto, a empresa Dingsheng, responsável pelo projeto, afirma desconhecer a origem da embarcação.

Tentativas de contacto via rádio falharam, o que levou à comunicação do caso ao Posto Rádio Naval Central e ao consequente acionamento da Marinha de Guerra.

De salientar que, neste ano, três cidadãos sul-africanos perderam a vida por afogamento na mesma praia, aumentando o nível de preocupação em torno da segurança marítima na região.

Os estudantes finalistas do curso de Medicina continuam a manifestar-se contra a decisão do Governo de retirar os subsídios no último ano da formação. Em resposta à medida, que consideram injusta, submeteram pedidos de audiência ao Presidente da República, à Primeira-Ministra e à Ministra da Educação.

Os estudantes alertam que a retirada dos subsídios prejudica directamente a qualidade da formação médica, comprometendo a preparação dos futuros profissionais de saúde no país. Na sua perspectiva, esta decisão poderá ter repercussões negativas para o Sistema Nacional de Saúde e, por consequência, para toda a população moçambicana.

Face ao cenário actual, os finalistas afirmam que tomaram medidas que classificam como responsáveis e construtivas, procurando o diálogo e a sensibilização das autoridades e da sociedade civil.

O Movimento Estudantil apela à solidariedade dos utentes do Sistema Nacional de Saúde, dos deputados da Assembleia da República, dos sindicatos profissionais, da Ordem dos Médicos, da Associação Médica de Moçambique e de todas as organizações da sociedade para que se juntem à causa. 

O governo do Burkina Faso adoptou um projecto de lei na quarta-feira no Conselho de Ministros para dissolver a Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Segundo o Ministro de Estado, Emile Zerbo, citado pelo Africanews, a decisão faz parte da reformulação do governo e das reformas institucionais que visam reduzir os custos operacionais. A gestão eleitoral voltaria a ser confiada ao Ministério da Administração Territorial, como era antes de 1998.

Considerado “excessivo em termos orçamentários” e inconsistente com a Carta de Transição, o CENI, criado por meio de um compromisso político em 1998, poderia, portanto, ser eliminado se a Assembleia Legislativa de Transição validasse o projecto.

A transição em Burkina Faso foi estendida por reuniões nacionais até 2029 para reconstruir e recuperar a soberania nacional.

De acordo com a lei de 2001 sobre o CENI, esta instituição é composta por 15 comissários, incluindo representantes de partidos políticos e da sociedade civil.

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está a ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal nesta sexta-feira. A acção inclui mandados de busca e apreensão em locais ligados ao ex-chefe de Estado, que é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito de um processo por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com informações divulgadas pela corporação, foram realizadas buscas em residências relacionadas a Bolsonaro. Além disso, outras medidas estão a ser executadas, embora não tenham sido detalhadas publicamente.

A equipa de defesa de Bolsonaro confirmou à imprensa brasileira que a operação está em curso. Imagens transmitidas pela GloboNews mostram viaturas da Polícia Federal em frente à residência do ex-presidente, em Brasília. Outra diligência ocorreu na sede do Partido Liberal (PL).

O Supremo Tribunal Federal determinou diversas restrições ao ex-presidente. Entre elas, o uso obrigatório de pulseira electrónica, a proibição de aceder às redes sociais e a imposição de recolher domiciliário entre as 19h e as 7h.

Bolsonaro também está impedido de manter qualquer tipo de contacto com embaixadores e diplomatas estrangeiros, incluindo aproximação física de embaixadas, assim como de se comunicar com outros réus ou investigados no mesmo processo.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), ao nível da cidade da Beira, garante que o local onde supostamente Vitano Singano teria sido raptado não existe. O SERNIC revelou, por isso, que não consegue apurar em que circunstâncias Singano foi raptado há 16 dias.  

Duas semanas depois da família, o partido Revolução Democrática e algumas organizações da Sociedade Civil terem denunciado um suposto rapto de Vitano Singano, na cidade da Beira, as autoridades vieram a terreiro para clarificar o caso. 

É que, depois de ter estado detido numa das esquadras da capital do país, acusado de supostamente ter estado envolvido num plano engendrado para um golpe de Estado, Singano foi liberto. 

E, no regresso à Beira, capital de Sofala, terá sido raptado e, depois, a família denunciou o caso à Procuradoria Geral da República.  

Duas semanas depois da acção movida pela família de Vitano Singano, o Serviço Nacional de investigação Criminal diz não ter elementos consistentes para considerar que se trata de um caso de rapto.

“Estamos preocupados porque estas informações não são coerentes. Elas vêm de várias formas, mas também trazem alguma discrepância. Dizem que ele foi raptado ou sequestrado em Maquinino, mas do trabalho que foi feito não se conseguiu localizar este local”, disse o porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe.

Outrossim, as autoridades, em conferência de imprensa, manifestaram a sua preocupação em relação à forma como a família de Singano está a tratar o caso. 

“Outra informação indica que ele teria sido encontrado morto enforcado. A família teria aparecido a dizer que não é verdade. Como eles sabem ? Então, sabem onde ele está. É importante eles virem dizer onde está.”

O Partido Revolução Democrática emitiu, há dezasseis dias, um comunicado no qual afirmam que os supostos raptores terão usado, no acto, trajes que se assemelham aos que os agentes do SERNIC usam. 

“Não somos nós que temos a missão de cometer algum crime, mas sim de esclarecer esta situação. Do trabalho feito desde o início desta situação, constatou-se que um cidadão foi encontrado com documentos do Vitano. Quando questionado, disse que teria recebido de um motorista”, explicou Sitoe. 

O mesmo indivíduo viria a ser libertado pelas autoridade.

 A esposa de Vitano Singano foi ouvida, nesta sexta-feira, em torno deste caso. 

A mesma disse ao “O País” que as informações que são veiculadas nas redes sociais não constituem a verdade.

O Textáfrica do Chimoio é o clube que mais trocou treinadores nos últimos dois anos. Do ano passado a esta parte, so “fabris” do Planalto foram orientados por quatro técnicos, entre moçambicanos e estrangeiros.

Primeiro campeão de Moçambique independente, o Textáfrica de Chimoio continua a enfrentar dificuldades para se auto afirmar no contexto do futebol nacional. Os “fabris” do Planalto lideram, neste momento, a lista dos clubes que mais trocaram de treinadores nos últimos dois anos, por alegados maus resultados. 

Mas em alguns casos os treinadores abandonaram o emblema devido aos recorrentes atrasos salariais. De ano passado a esta parte, o Textáfrica foi orientado por quatro treinadores. Em 2024, passaram pelo clube: Abdul Omar, João Chissano e Alexandre Cepeda. 

Se o primeiro técnico foi demitido à entrada da segunda jornada por alegados maus resultados, o segundo abandonou o clube quatro meses após assumir o comando técnico devido aos atrasos salariais. 

Seguiu-se o técnico português, que orientou a equipa até ao fim do Moçambola, porém sem conseguir evitar a despromoção. Resgatado este ano para colmatar a desistência do Brera FC, o Textáfrica já está na lista dos clubes que afastaram os respectivos treinadores, com a saída de Sulemane Barros. 

O Moçambola 2025 tem mais dois treinadores demitidos em relação à época passada em seis jornadas disputadas. Em 2024 apenas dois treinadores tinham sido afastados, Abdul Omar, no Textáfrica, e Sérgio Bóris, no Ferroviário de Maputo. Victor Mayamba, Manuel Casimiro, Sulemane Barros e João Chissano, são os treinadores que caíram até agora. E assim vai o Moçambola!

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