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A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.

A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.

“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”

Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.

“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”

A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

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O Textáfrica do Chimoio é o clube que mais trocou treinadores nos últimos dois anos. Do ano passado a esta parte, so “fabris” do Planalto foram orientados por quatro técnicos, entre moçambicanos e estrangeiros.

Primeiro campeão de Moçambique independente, o Textáfrica de Chimoio continua a enfrentar dificuldades para se auto afirmar no contexto do futebol nacional. Os “fabris” do Planalto lideram, neste momento, a lista dos clubes que mais trocaram de treinadores nos últimos dois anos, por alegados maus resultados. 

Mas em alguns casos os treinadores abandonaram o emblema devido aos recorrentes atrasos salariais. De ano passado a esta parte, o Textáfrica foi orientado por quatro treinadores. Em 2024, passaram pelo clube: Abdul Omar, João Chissano e Alexandre Cepeda. 

Se o primeiro técnico foi demitido à entrada da segunda jornada por alegados maus resultados, o segundo abandonou o clube quatro meses após assumir o comando técnico devido aos atrasos salariais. 

Seguiu-se o técnico português, que orientou a equipa até ao fim do Moçambola, porém sem conseguir evitar a despromoção. Resgatado este ano para colmatar a desistência do Brera FC, o Textáfrica já está na lista dos clubes que afastaram os respectivos treinadores, com a saída de Sulemane Barros. 

O Moçambola 2025 tem mais dois treinadores demitidos em relação à época passada em seis jornadas disputadas. Em 2024 apenas dois treinadores tinham sido afastados, Abdul Omar, no Textáfrica, e Sérgio Bóris, no Ferroviário de Maputo. Victor Mayamba, Manuel Casimiro, Sulemane Barros e João Chissano, são os treinadores que caíram até agora. E assim vai o Moçambola!

Mais de 20 palestinianos morreram, hoje, após ataques do exército israelita, na Faixa de Gaza. Os bombardeamentos feriram 20 pessoas.

Mais uma ofensiva israelita à faixa de Gaza resultou em dezenas de mortos. Esta sexta-feira, 21 pessoas morreram, incluindo cinco membros da mesma família, segundo confirmaram fontes médicas locais.  

Mais de 20 pessoas contraíram ferimentos, em resultado de bombardeamentos a uma das tendas de deslocados, na cidade de Khan Younis, a sul de Gaza.

Segundo a agência de notícias oficial palestiniana Wafa, uma mulher e o seu filho morreram na região, quando um drone israelita bombardeou uma escola.

O número de deslocados, em resultado dos ataques, na faixa de Gaza, continua também a subir. Desde a interrupção do cessar-fogo, a 18 de Março, mais de 737 mil palestinianos ficaram deslocados, o que representa 35 por cento da população da Faixa de Gaza, segundo dados das Nações Unidas. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, foi diagnosticado com insuficiência  venosa crónica. A informação foi partilhada, esta quinta-feira, pela  Casa Branca. 

O diagnóstico foi alcançado depois de o chefe de estado, de 79 anos de idade, ter relatado ligeiros inchaços na parte superior das pernas e hematomas nas mãos, tendo passado por exames de sangue. 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descreveu a condição como “benigna e comum, especialmente em indivíduos com mais de 70 anos”, e esclareceu que “não foram encontrados indícios de trombose venosa profunda ou doença arterial”.

A insuficiência venosa crónica é uma condição que faz com que as válvulas nas veias do paciente não funcionem devidamente e passam a impedir que o sangue retorne para o coração, causando um acúmulo de sangue nas pernas.

O país não se deve preocupar muito com o crescimento da população, mas deve focar-se na educação e na produção para conseguir controlar a economia. A opinião é do economista e professor universitário José Chichava. Por seu turno, o economista Egas Daniel diz que o crescimento da dívida pública limita os investimentos do Estado em projectos sociais.  

Cinquenta anos de gestão das finanças públicas e desenvolvimento local foi tema do debate organizado pelo Fórum de Monitoria do Orçamento, nesta quinta-feira, na Cidade de Maputo. Entre várias opiniões, o economista e professor universitário José Chichava mostrou desacordo com a ideia de que o país precisa de controlar o número de filhos por cada casal para controlar a economia.

“Não é necessário fazer uma gestão demográfica nenhuma. Caso contrário, qualquer dia, alguém vai dizer o seguinte: as pessoas têm de ter um filho ou não ter filhos. Não é por aí, essa não é a solução. A solução é a educação.  Se educarmos as pessoas e as comunidades, por exemplo, as pessoas com o meu nível de educação já sabem o que significa ter três, quatro, cinco ou seis filhos sem que ninguém lhes diga. Elas próprias optam por ter menos filhos. Portanto, não é limitando a natalidade que vamos resolver o problema”, disse o economista, que falou igualmente da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, que, no seu entender, “ela não pode planificar o desenvolvimento da economia sem considerar a população”.

Para Chichava, “o Governo deve focar-se primeiro na educação e depois na produção”.

Questionado sobre a situação actual da dívida pública, José Chichava diz que o crédito do Estado com os bancos comerciais prejudica o crescimento do sector privado.

“E por causa disso que nós temos um sector produtivo que não produz, porque os empresários, quando vão ao banco, têm dificuldades para obter financiamentos. O que acontece é que os montantes que deviam ser absorvidos para darmos crédito ao sector empresarial para poder criar mais postos de emprego, para poder produzir mais, são aqueles que o Estado usa para pagar salários da sociedade e para outras despesas”, explicou.

Aliás, o economista Egas Daniel aponta que o crescimento da dívida interna e a pressão de liquidez a curto prazo limitam a capacidade do Estado de promover melhores condições de vida ao povo moçambicano.

“O serviço da dívida, que são as prestações que o Estado tem de pagar,  também entra na contabilização das despesas que o Estado deve efectuar naquele determinado ano. Isso significa que, para um determinado ano, se a dívida contraída nos anos anteriores implicar um maior serviço da dívida no presente ano, então os sectores prioritários, os sectores sociais vão ficar reprimidos. E são, talvez, os mais fáceis, ou pelo menos os que, supostamente, ao longo do tempo, vão sofrendo uma diminuição no seu aumento, porque parte do aumento da receita é canalizada para o pagamento do serviço da dívida”, elucidou e acrescentou que, em vez de aumentar os recursos para os sectores da educação, saúde, agricultura ou qualquer outro que seja considerado importante, uma parte significativa da receita é canalizada para o pagamento do serviço da dívida, suprimindo a relevância dos sectores sociais dentro do orçamento.

Com os problemas elencados, Egas Daniel aponta como saída o alinhamento da estratégia de gestão da dívida com a realidade macroeconómica, o cenário fiscal e as perspectivas económicas é essencial para garantir a sua execução. Estratégias demasiado otimistas tendem a não ser cumpridas. O não cumprimento também pode resultar da falta de coerência com outros instrumentos de planificação pública. Para uma melhor gestão da dívida, é importante limitar os riscos do sector empresarial do Estado e aprimorar a selecção de investimentos, especialmente os financiados por crédito externo

Egas Daniel termina apontando que  “muitos projectos não passam por avaliações de viabilidade, como pode ser o caso do aeroporto de Chongoene”, o que levanta preocupações sobre a eficácia na utilização dos recursos fundos públicos provenientes da dívida.

SITUAÇÃO ACTUAL DA DÍVIDA PÚBLICA DE MOÇAMBIQUE (2025)

Nos últimos anos, a dívida pública de Moçambique tem crescido rapidamente. Em 2024, a dívida alcançou cerca de 74,2% do PIB, segundo o Governo, com expectativa de redução para 67,6 % em 2025 e 60,8% em 2029, como parte do Programa Quinquenal (PQG) 2025–2029. Porém, o risco fiscal permanece alto e a relação dívida/PIB pode subir a até 80,5% caso o crescimento económico não se concretize conforme o previsto .

O serviço da dívida (juros e amortizações) disparou, com previsão de aumento de 17,3% em 2025, totalizando cerca de 120,6 mil milhões de meticais, ou 7,8% do PIB, o que pressiona ainda mais o espaço orçamentário para investimentos sociais e de desenvolvimento. O documento orçamental admite que o serviço da dívida e a remuneração da função pública consomem aproximadamente 85% da receita tributária, evidenciando uma severa limitação ao orçamento estatal .

Em termos de stock de dívida, o país superou a cifra de 1 trilhão de meticais (cerca de 16,7 mil milhões de dólares) no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 2,7% em relação ao trimestre anterior. A maior parte desse crescimento foi impulsionada pela dívida interna, que aumentou 8,9 % (~6,9 mil milhões de dólares), enquanto a dívida externa recuou ligeiramente, para 9,8 mil milhões de dólares.

A dependência de financiamento doméstico de curto prazo, especialmente por meio de Tesouro e empréstimos do banco central, é preocupante. Cerca de 41 % da dívida interna é de curto prazo, o que eleva os riscos de refinanciamento e pressiona o tesouro público. A agência S&P chegou a rebaixar o rating da dívida interna moçambicana para “Default Selectivo” (SD), devido a atrasos em pagamentos e reestruturação de títulos, ressaltando a fragilidade fiscal e a deterioração da confiança dos investidores.

Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um orçamento de 17 milhões de dólares (mil milhões de meticais) para apoiar os programas de reconstrução da província de Cabo Delgado, região Norte de Moçambique, afectada pelo terrorismo desde 2017.

Num comunicado citado pela agência Lusa, a entidade refere que a verba deverá contribuir para a criação de 24 mil postos de emprego para jovens com idades entre 18 e 35 anos, sendo que 50% do valor será destinado a apoiar mulheres, beneficiando um total de 100 mil.

“O desemprego juvenil atinge actualmente 25% da população da província, na maioria jovens sem emprego e sem estarem matriculados em cursos de educação ou formação”, afirmou Babatunde Omilola, gestor de Capital Humano, Juventude e Desenvolvimento de Competências do Gabinete Regional do BAD.

Mencionado na nota, o responsável explicou que o fundo vai ser alocado no âmbito do Projecto Investimento Resiliente para o Empoderamento Socioeconómico, Paz e Segurança (RISE-PS) que visa combater as fragilidades de Cabo Delgado através do empoderamento. “O programa coloca os jovens como agentes de construção da paz, libertando o seu potencial por meio do desenvolvimento de competências, do empreendedorismo e de oportunidades de trabalho dignas para impulsionar os esforços de estabilização económica”, sustentou.

Omilola frisou que de entre as várias iniciativas a materializar, a RISE-PS vai avançar, dentro do mesmo pacote de financiamento, com a criação de um Centro de Investimento para a Paz e a Segurança, a ser coordenado pela Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) de Moçambique.

O Prémio Literário Fernando Leite Couto, 2025 dedicado ao género Poesia, é atribuído a “Costurar a Linguagem”, original da autoria de Zacarias Lucas Lázaro Nguenha (31 anos), da província de Manica. A decisão do júri foi anunciada na noite desta quinta-feira, 17, em cerimónia pública que teve lugar na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.  Coube ao presidente do júri, Matteo Angius, o anúncio da decisão.

“Costurar a linguagem associa de forma apelativa os elementos universais que vêm ganhando uma dimensão nova da linguagem poética, explorada como matéria viva construída, criando uma poesia ao mesmo tempo física e abstracta. Trata-se de um trabalho com ritmos e significação que revela domínio técnico e elevada maturidade da escrita.”

O júri que integra ainda o poeta Álvaro Taruma e a professora e poetisa Lica Sebastião felicitou o vencedor, alertando-o para “não adormecer à sombra da glória.”

Numa edição com 107 obras candidatas de autores de todo o país, destaca-se o conteúdo patente na maioria das obras propostas.

“Os autores manifestaram preocupação com o estado da Nação. As lamúrias revelando pessimismo sobre o futuro foram mitigadas por uma incessante procura de identidade, com a urgência de uma maior dedicação ao Amor e à partilha do bem comum.”, disse o presidente do júri.

Sinal de alerta vem da identificação de textos que terão sido escritos com recurso à inteligência artificial. De acordo com a acta, o júri tais práticas “comprometem a autenticidade, a originalidade e o amadurecimento literário individual dos participantes.”

Quanto ao vencedor da edição de 2025 do Prémio Literário Fernando Leite Couto, terá o livro editado e publicado em Moçambique pela Fundação Fernando Leite Couto, recebe o valor pecuniário de 150.000 Meticais, terá uma estadia por 30 dias em Portugal onde participará de um conjunto de actividades literárias, destacando-se a participação e apresentação do livro no FOLIO. Estes prémios são possíveis com as parcerias do Moza, Câmara Municipal de Óbidos, Câmara de Comércio Portugal Moçambique e Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Zacarias Lucas Lázaro Nguenha nasceu a 20 de fevereiro de 1994, na localidade de Munhinga, distrito de Sussundenga, província de Manica. É professor de Língua Portuguesa, licenciado pela Universidade Católica de Moçambique e frequenta o curso de Direito pela Universidade de Púnguè. Estrou-se como autor em 2024 com o livro de “Confissões da Madrugada”.

A França devolveu suas duas últimas bases militares às forças senegalesas na manhã desta quinta-feira, em meio a uma onda de sentimento anti-francês na África Ocidental.

O general Mbaye Cissé e o chefe do comando francês na África, Pascal Ianni, supervisionaram o evento oficial de transferência em Dacar, que marca o fim da presença francesa de 65 anos no Senegal.

O exército francês tem uma base permanente no Senegal desde a independência do país da França em 1969. O Campo Geille, onde cerca de 350 soldados franceses estão estacionados, é a última base a retornar ao comando senegalês depois que várias outras instalações militares foram fechadas desde março do ano passado.

Os sistemas de abastecimento de água, que estão sob gestão de comissões locais, na vila de Boane, Província de Maputo, serão revertidos a favor do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água, devido à incapacidade de satisfazer a demanda, escreve a Rádio Moçambique no seu site. 

A presidente do Conselho Municipal de Boane, Geraldina Bonifácio, disse, numa entrevista à Rádio Moçambique, não se justificar que, mesmo com o pagamento pelo consumo de água, muitas das comissões não consigam garantir a manutenção das infra-estruturas. A água chega a ser fornecida uma vez por semana em alguns bairros.

São, no total, seis comissões que poderão perder a gestão dos sistemas de abastecimento de água, por incapacidade operacional, adianta a Rádio Moçambique.

Está detido, em Tete, um indivíduo acusado de roubo e venda de diversos medicamentos, supostamente desviados do Sistema Nacional de Saúde.

O indiciado foi detido pela Polícia quando estava a vender os medicamentos no interior do mercado Kwachena, na cidade de Tete. Na sua posse, foram encontrados diversos frascos de Amoxicilina, Paracetamol, Azitromicina, seringas, testes rápidos, reagentes e outros, todos do Sistema Nacional de Saúde. O indiciado é confesso e alega ter adquirido os fármacos através de fornecedores particulares, cuja identidade não quis revelar.

A Polícia não descarta a possibilidade de o indiciado pertencer a uma rede de roubo e comercialização de medicamentos.

Este é o sétimo caso de apreensão e detenção de indivíduos por  roubo e venda ilegal de medicamentos, neste ano, na provincia de Tete. No entanto, em conexão com os casos, 18 pessoas ficaram detidas, duas das quais são funcionários afectos aos depósitos de medicamentos.

 

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