O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.

A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.

“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”

Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.

“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”

A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Vídeos

NOTÍCIAS

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional anunciou nesta sexta-feira, que o processo de auscultação pública vai arrancar na próxima segunda-feira, tanto nas províncias como na diáspora. O anúncio foi feito durante um encontro com organizações da sociedade civil, que manifestaram o interesse de se integrar formalmente no processo que visa restaurar a coesão nacional, abalada por uma crise política sem precedentes.

O presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional, Edson Macuácua, garantiu que a auscultação será inclusiva e aberta a todos os sectores interessados. “Vamos iniciar a auscultação já na segunda-feira, abrangendo todo o território nacional e as comunidades na diáspora. Esta é uma fase crucial para ouvirmos todas as sensibilidades da sociedade”, declarou.A partir deste sábado, inicia a alocação das brigadas da Comissão nas províncias.

No mesmo encontro, diversas organizações da sociedade civil partilharam propostas para enriquecer o processo do diálogo nacional. Entre as prioridades apresentadas estão a inclusão efectiva de pessoas com deficiência, a participação activa das mulheres, a integração de contribuições científicas, o respeito pelos direitos humanos e a realização de estudos paralelos que acompanhem o processo.

O representante da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Albachir Macassar,, destacou que “é fundamental que o diálogo seja sustentado por uma base de respeito pelos direitos humanos e que não exclua nenhum grupo da sociedade, também focados na paz e coesão nacional.”

Por sua vez, o politólogo Flávio Quembo, da Associação dos Cientistas Políticos, enfatizou a importância de se incorporar conhecimento técnico e académico ao processo: “Queremos que este diálogo seja também científico, baseado em dados, estudos e análises que permitam decisões mais sólidas e sustentáveis, para se ter diálogo como solução.”

Paula Monjane, directora do programa Aliadas, defendeu uma maior presença de mulheres nas fases decisórias. “A paz e a reconciliação só serão duradouras se forem construídas com as mulheres à mesa. Não pode haver inclusão parcial”, afirmou.

O presidente da Comissão Técnica saudou a iniciativa da sociedade civil e encorajou o grupo a apresentar propostas concretas. “Este é um espaço aberto. A Comissão Técnica acolhe de forma positiva todas as contribuições e apela à apresentação de ideias estruturadas que possam alimentar as futuras fases do processo”, frisou Edson Macuácua.

Após a auscultação, os grupos participantes deverão apresentar propostas que irão sustentar as mesas de diálogo em busca da coesão nacional.

O processo do Diálogo Nacional é visto como uma oportunidade histórica para resolver as tensões políticas e promover a reconciliação efectiva no país.

Num contexto de crescente ameaça cibernética, o Governo moçambicano está a instar as instituições de ensino superior a reforçarem os seus programas de formação nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com foco específico na cibersegurança. O apelo foi lançado durante o Workshop de Consciencialização em Segurança Cibernética, realizado esta sexta-feira, em Maputo, no âmbito da celebração do Mês de Consciencialização sobre a Cibersegurança.

Sob o lema “Moçambique com um espaço cibernético seguro, resiliente e uma sociedade consciencializada”, o evento reuniu representantes do Governo, organizações internacionais, reguladores do sector das TIC, instituições académicas e o sistema de justiça, com o objectivo de debater soluções para enfrentar a crescente ameaça dos cibercrimes no país.

A Inspectora-Geral do Ministério dos Transportes e Comunicações, Igna Macule, destacou a importância de capacitar tecnicamente os quadros nacionais para garantir a soberania digital. “As instituições de ensino desempenham um papel estratégico na construção de um ecossistema de cibersegurança robusto. É imperativo que reforcem os seus currículos com matérias específicas de segurança digital, ética informática e defesa cibernética”, defendeu.

Segundo Macule, a crescente digitalização dos serviços públicos e privados, sem a correspondente protecção, expõe o país a riscos reais de ataques cibernéticos que podem comprometer dados sensíveis, infraestruturas críticas e até decisões de soberania. “Hoje, a cibersegurança é tão importante quanto a segurança física. Se não estivermos preparados, corremos o risco de sermos atacados em sectores vitais do país”, advertiu.

No mesmo encontro, foi anunciado que Moçambique vai assinar ainda este mês, a Convenção das Nações Unidas sobre Cibercriminalidade, também conhecida como Convenção de Budapeste, um instrumento legal internacional que visa reforçar a cooperação global no combate ao crime cibernético.

“Estamos a dar passos firmes rumo à adopção de instrumentos legais e compromissos multilaterais que posicionem Moçambique no combate global ao cibercrime. A assinatura da convenção e a aprovação de legislação nacional adequada são prioridades para este mês”, sublinhou Macule.

Dados da Procuradoria Geral da República revelam que Moçambique registou mais de mil casos de cibercrime apenas em 2024, incluindo fraudes electrónicas, roubo de identidade, phishing, ataques a websites institucionais e disseminação de software malicioso.

Para o representante do UNODC, António Vivo, os números são preocupantes e exigem uma resposta coordenada e urgente. “Esses dados mostram que o crime digital está a crescer rapidamente no país, e é essencial haver não só leis claras e eficazes, mas também capacidade humana e técnica para investigar e julgar esses crimes”, afirmou. O responsável apelou ainda a uma maior cooperação regional e internacional.

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Lourino Chemane, foi taxativo ao descrever o actual cenário: “A cada segundo, os sistemas nacionais enfrentam tentativas de ataques cibernéticos. A pressão é constante, exige um ecossistema resiliente, integrado e mais investimento”.

Chemane alertou para o facto de que muitas instituições públicas e privadas ainda operam com níveis baixos de protecção, o que torna o país mais vulnerável. Para enfrentar este desafio, o INTIC tem desenvolvido acções de formação e parcerias estratégicas.

Entre as mais recentes iniciativas, destaca-se a assinatura de um memorando de entendimento com o Centro de Formação Jurídica e Judiciária (CFJJ), com o objectivo de capacitar magistrados, procuradores e outros operadores do sistema judicial em matérias ligadas ao cibercrime. “É fundamental que os nossos tribunais estejam preparados para lidar com este novo tipo de criminalidade, que é muitas vezes invisível e altamente complexa”, explicou.

No encerramento do workshop, foi reiterado o apelo à mobilização de todos os sectores da sociedade. “A cibersegurança não é um problema apenas do Governo ou das empresas de telecomunicações. É uma responsabilidade colectiva que envolve escolas, universidades, bancos, empresas, tribunais e cada cidadão que usa um telemóvel ou acede à internet”, concluiu Lourino Chemane.

A nível mundial, o cibercrime tornou-se uma das principais ameaças à segurança nacional dos países. Estima-se que, até 2025, os prejuízos globais com crimes cibernéticos ultrapassem os 10 trilhões de dólares por ano, segundo estimativas da Cybersecurity Ventures.

Em África, muitos países ainda carecem de legislação específica, recursos técnicos e humanos para enfrentar este fenómeno.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, apelou para a harmonização de esforços dos países africanos e nórdicos, com vista ao melhoramento do ambiente de negócios e incremento do investimento nórdico em África.

Ao intervir na manhã desta sexta-feira, dia 03 de Outubro corrente, na 22ª reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Países Africanos e Nórdicos, que decorre na cidade de Victória Falls, no Zimbabwe, a ministra referiu-se à necessidade do incremento do investimento nórdico em África, acto que possibilitaria a geração de mais postos de trabalho para responder aos anseios da juventude.

Instou aos ministros africanos presentes na reunião a melhorar a colaboração, permitindo uma maior partilha de experiência no domínio da atração de investimentos.

A Maria Manuela Lucas elogiou, na ocasião, os organizadores do evento por incluir no debate da reunião os componentes investimentos e juventude, que se enquadram nas agendas políticas e económicas da actualidade.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação fez estes pronunciamentos no quadro da sua participação na sessão plenária subordinada ao tema: Reforço das Relações Comerciais e de Investimentos entre África e Países Nórdicos.

A Comissão Nacional do partido Renamo reuniu-se,  na tarde desta sexta-feira, e decidiu marcar, finalmente,  o tão esperado Conselho Nacional.  

Saíde Fidel, membro da Comissão Política, garantiu que um dos pontos de agenda do encontro será a contestação, por alguns membros,  da liderança do partido. 

É que desde o ano passado que a Renamo enfrenta instabilidade,  promovida por membros descontentes com a liderança de Ossufo Momade, acusado de “vender” os resultados eleitorais do pleito de 2024.

Em resultado disso, por várias vezes as sedes provinciais do partido, incluído a nacional, foram encerradas, gerando tumultos que, aliás,  resultaram em agressões e detenções de alguns membros.  

A comissão política garantiu ainda a participação de todos os membros do partido, incluindo os desmobilizados descontentes.

Morreu o jovem de 30 anos de idade acusado de sequestrar um menor de 10 anos no distrito de Vanduzi. O suspeito perdeu a vida no hospital provincial de Chimoio, onde deu entrada após ser brutalmente espancado pela população, que também destruiu um posto policial onde o finado estava detido.

O indivíduo acusado de sequestrar um menor, depois de ter sido severamente espancado pela população, foi socorrido pela Polícia e encaminhado para o Hospital Provincial de Chimoio. Na unidade sanitária não resistiu a carga de porrada que recebeu e perdeu a vida, segundo avançou Juvenal Chithovele, Director clínico da maior unidade sanitária de Manica.

Este é o segundo caso de linchamento, que ocorre no distrito de Vanduzi, em apenas uma semana. O primeiro é de um suposto ladrão de motos, que foi queimado na zona de seis carros.

A Federação Internacional de Futebol Associado, FIFA, apresentou a “Trionda”, a bola oficial que será usada no campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se nos Estados Unidos da América, México e Canadá. Entretanto, há oito meses da prova começam a surgir conflitos entre os Estados Unidos e a FIFA.

A “Trionda” presta homenagem às três nações anfitriãs do Mundial 2026, Canadá, México e Estados Unidos. O design em forma de onda evoca o significado do nome da bola. Cada painel ostenta as cores de cada país, – vermelho, azul e verde – que se encontram em triângulo no centro do painel, simbolizando as três nações que vão organizar o torneio em conjunto pela primeira vez.

Os países anfitriões são também representados pelos símbolos presentes na bola: a Estrela para os EUA, a Folha de Ácer para o Canadá e a Águia para o México.

A nova bola incorpora também o chip sensor que permite transmitir dados precisos em tempo real para o sistema de videoárbitro (VAR), que pode ajudar os árbitros a tomarem decisões de fora de jogo mais rápidas, bem como da bola depois da linha do golo.

Entretanto, há oito meses do arranque da prova, FIFA e Donald Trump estão de costas voltadas. Recentemente o presidente dos Estados Unidos sugeriu que poderia declarar cidades como “não seguras” para a prova e alterar um plano de organização detalhado que a FIFA confirmou em 2022 e que inclui estádios perto de Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco.

Por seu turno, o Vice-presidente da FIFA mandou recado duro para Donald Trump, ao dizer que não compete ao presidente dos EUA mudar cidades-sede do Mundial. Victor Montagliani disse mesmo que o torneio é da FIFA, a jurisdição é da FIFA, e somente a FIFA toma decisões, reafirmando que o desporto é maior do que qualquer debate político actual.

O mundial de futebol terá lugar de 19 de Junho a 19 de Julho de 2026.

As recentes incursões de drones na Europa demonstram que a Rússia procura uma escalada no conflito, alertou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante uma cimeira em Copenhaga, apelando aos europeus para se mobilizarem ao lado da Ucrânia.

Segundo a imprensa internacional, Zelensky sublinhou, durante a cimeira da Comunidade Política Europeia (CEP), que reúne quase todos os países europeus, com exceção da Rússia e da Bielorrússia, que a estratégia de Moscovo era “dividir a Europa”. 

“Este é apenas o início, o primeiro passo no caminho para um muro anti-drones eficaz para proteger toda a Europa”, sublinhou o líder ucraniano, cujo país desenvolveu uma indústria de drones única na Europa.

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou as acusações e garantiu que o Kremlin estava a acompanhar de perto “a crescente militarização da Europa”.

“A resposta às ameaças será, para dizer o mínimo, muito convincente. Refiro-me à resposta. Nós próprios nunca iniciámos um confronto militar”, destacou Putin em Sochi, no sudoeste da Rússia.

O líder russo acusou ainda a Europa de impedir uma solução para a guerra na Ucrânia, de “escalar constantemente” o conflito e de incitar histeria para justificar o aumento dos seus gastos militares.

Após várias incursões russas nos céus europeus, incluindo cerca de vinte drones na Polónia, Bruxelas propôs aos 27 países da UE a implementação de um “muro” anti-drones.

Drones que violem o espaço aéreo europeu “podem ser destruídos. Ponto final”, apontou o Presidente francês, Emmanuel Macron, em Copenhaga.

O primeiro-ministro romeno, Nicosur Dan, cujo país também foi sobrevoado por drones russos, alertou que as suas forças vão derrubar o próximo drone que viole o seu espaço aéreo.

A ideia de lançar um “muro” anti-drone recebeu o apoio de vários Estados-membros, mas não suscitou entusiasmo noutros, incluindo a Alemanha.

Economistas consideram positiva a decisão do Banco de Moçambique de reduzir a taxa de juro da política monetária de 10,25% para 9,75%, porém é possível que a  medida não traga benefícios concretos.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de referência de 10,25% para 9,75%. Esta medida é considerada positiva pelos economistas, embora alertem para possíveis impactos na economia do país.

“Haverá um alívio no valor das prestações que famílias e empresas têm de reembolsar aos bancos comerciais. Esse valor fica atenuado em cerca de 50 pontos base. Esse deveria ser o efeito directo; contudo, como referi, infelizmente não há uma correspondência de um para um. Haverá uma variação, sim, mas não de 50 pontos base: poderá ser de 30, 40, seja o que for.

O nosso desejo era que o efeito fosse directo: se a taxa baixou 50 pontos base, também deveria reduzir-se em meio ponto percentual”, analisou Magaço.

Por sua vez, a economista Piedade Dias, também entrevistada pela STV, considera que, embora a medida seja positiva, face ao cenário em que a economia do país se encontra, é pouco provável que venha a trazer benefícios concretos.

“Baixar a taxa significa reduzir o custo dos empréstimos, e isso pode impactar positivamente o acesso ao crédito, mas, no contexto em que nos encontramos, em que a economia ainda sofre os efeitos da tensão pós-eleitoral, não acreditamos que seja uma medida capaz de gerar benefícios reais. Basta ver que, desde o início do ano, a taxa estava fixada em cerca de 12,75% e agora encontra-se em 9,75%, uma redução de cerca de três pontos percentuais, que deveria ter um impacto visível no custo de vida, uma vez que a taxa de juro tem uma relação directa com a inflação.”

Segundo a economista, esta medida só contribuirá para a recuperação económica do país se os bancos comerciais acompanharem a redução e se famílias e empresas se mostrarem dispostas a recorrer a essas linhas de financiamento.

“Pode, de facto, ajudar na recuperação económica se os bancos comerciais acompanharem essa redução, porque o Banco de Moçambique dá o sinal, mas quem tem de a efectivar são os bancos comerciais, cuja finalidade é precisamente financiar, já que existem para vender dinheiro. Esse é o seu papel. Portanto, se o Banco de Moçambique reduzir, eles devem acompanhar a redução, mas, mais do que isso, é essencial que famílias e empresas estejam disponíveis para recorrer a essas linhas de crédito. O que está a acontecer é que os bancos comerciais até podem baixar as taxas de juro dos empréstimos, mas os operadores económicos, devido à incerteza que a economia atravessa, têm dificuldade em aceder ao financiamento”, explicou.

O banco central continua preocupado com o elevado nível da dívida pública interna. E, segundo os economistas, é necessário haver mais controlo da despesa pública, uma vez que esta também exerce pressão sobre o sistema financeiro.

 

Prime Rate desce para 16,50% em Outubro

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique vai manter-se nos 16,50% durante o mês de Outubro, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) em comunicado. O anúncio surge dias após a actualização da política monetária.

O custo do dinheiro poderá tornar-se mais baixo nos próximos dias, dado que a taxa de juro da política monetária tende a reduzir. No passado dia 29 de Setembro, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, anunciou a descida deste instrumento de 10,25% para 9,75%.

A Prime Rate resulta da soma do Indexante Único, calculado pelo Banco de Moçambique (fixado em 10,30%), com o Prémio de Custo, definido pela AMB (estabelecido em 6,20%). Este mecanismo visa aumentar a transparência na formação das taxas de juro variáveis e reforçar a transmissão da política monetária.

Desde Janeiro de 2024 que se registam descidas sucessivas, após seis meses em que a taxa permaneceu no valor histórico de 24,10%. Em Agosto, caiu para 17,20% e em Setembro, para 16,50%, valor que agora se mantém em Outubro.

As instituições financeiras devem aplicar esta taxa como referência em operações de crédito de taxa variável, acrescentando ou reduzindo um spread em função do risco do cliente e da operação. Nos bancos comerciais, os spreads variam entre 1% e 12%, consoante o tipo de crédito — habitação, consumo, leasing mobiliário ou imobiliário, bem como empréstimos de curto e longo prazo. Já nas instituições de microfinanças, os spreads são significativamente superiores: para créditos de consumo a particulares podem atingir 64,45%, enquanto para crédito a empresas oscilam entre 4% e 25,50%.

O documento estabelece ainda condições uniformes para a concessão de crédito. Nos bancos comerciais, exige-se um histórico bancário mínimo de seis meses, ausência de incidentes na Central de Registos de Crédito, garantias que cubram até 120% do valor financiado e contratação de seguros obrigatórios. O prazo máximo é de 20 anos para habitação, cinco anos para consumo e sete anos para empresas. Nas microfinanças, as condições seguem princípios semelhantes, mas adaptados ao perfil dos clientes: são requeridos comprovativos de rendimento, colaterais, garantias e seguros. Para funcionários públicos, existe um regime especial que permite prazos até 84 meses, com retenção das prestações directamente na fonte.

Desde Setembro de 2022 que a taxa directora se mantinha nos 17,25%, mas a partir de Janeiro de 2024 iniciou-se um ciclo de cortes graduais que já acumula uma descida de 700 pontos base. Apesar disso, a Prime Rate apenas acompanhou parcialmente este movimento, reduzindo cerca de 600 pontos base no mesmo período.

A petrolífera americana Exxon Mobil vai demitir aproximadamente dois mil funcionários em todo o mundo, cerca de 4% da sua força de trabalho, como parte de um plano de “reestruturação”, avançou, nesta quinta-feira, a Bloomberg.

O anúncio ocorre num momento em que se verifica uma onda de demissões no sector de energia dos EUA e menos de um mês após a Conoco Phillips, outra grande empresa do sector petrolífero, anunciar planos de demitir até um quarto da sua força de trabalho.

Especificamente, a “reestruturação” da Exxon significará demitir entre 3% e 4% dos seus funcionários em todo o mundo e está focada na redução de custos, de acordo com a Lusa, que cita a Bloomberg.

Sob o Governo de Donald Trump, o preço do barril de petróleo bruto do Texas caiu para cerca de 67 dólares, em comparação com os quase 75 dólares por barril que era negociado antes da sua posse, o que afectou as empresas petrolíferas nos EUA, reduzindo os seus lucros.

 

+ LIDAS

Siga nos

Galeria