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A Procuradoria-Geral da República manifesta preocupação com a superlotação do Estabelecimento Penitenciário Regional Centro, conhecido por Cadeia Cabeça-de-Velho, na cidade de Chimoio. Projectada para albergar 1.500 reclusos, a unidade prisional acolhe actualmente mais de 2.000, situação que compromete as condições de habitabilidade e o processo de ressocialização.

A preocupação foi manifestada durante a visita de trabalho do Procurador-Geral da República à província de Manica, que iniciou esta terça-feira com uma deslocação ao maior estabelecimento penitenciário da região Centro.

“É um edifício muito grande, tem capacidade para por aí 1.500 reclusos, mas está acima de 2.000 reclusos. Portanto, como podem calcular, já está fora do padrão, e isto é preocupante, porque leva a que algumas celas tenham, digamos, reclusos apertados, e isto não é muito saudável para a própria ressocialização dos próprios reclusos.”

Além da superlotação, a Procuradoria identificou o avançado estado de degradação do muro de vedação da cadeia, uma situação que representa riscos tanto para os reclusos como para as comunidades vizinhas.

“O muro de vedação realmente é um grande perigo para as populações circunvizinhas, no sentido de que a qualquer momento pode desabar, mas é também um perigo para os próprios reclusos, porque, se desabarem, então não sabemos o que pode acontecer. Agora, soluções para isto? Naturalmente que isto passa pela reabilitação de raiz do muro de vedação.”

A visita do Procurador-Geral da República à província de Manica prossegue com a avaliação do funcionamento de outras instituições da administração da justiça, incluindo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

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Duas pessoas morreram e duas contraíram ferimentos graves num acidente de viação ocorrido no sábado entre as Avenidas Ahmed Sékou Touré e Salvador Allende, na Cidade de Maputo.  Segundo a polícia, o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool estão entre as razões do sinistro. 

Enquanto uns celebravam os 33 anos dos Acordos Gerais de Paz, há quem envolveu-se naquilo que o Governo chama de guerra existencial, ou seja, acidentes de viação mortal. Corpos estatelados, danos materiais avultados, e luto semeado nas famílias.  

O Hospital Central de Maputo confirma a entrada de dois pacientes feridos que continuam a receber cuidados médicos. O banco de socorros da Maior Unidade Hospitalar do País aponta que, nos últimos dias, tem estado a ser muito pressionado por casos de acidentes de viação e apela aos condutores para maior prudência na via pública. 

A Federação Moçambicana de Basquetebol pode ser banida das competições internacionais devido a uma dívida de 15 mil dólares que mantém com a FIBA-África. A informação foi recentemente tornada pública pelo presidente da FIBA-África e confirmada pelo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol.

As dívidas foram contraídas durante a participação no último Afrobasket, em Abidjan, na Costa do Marfim, e dizem respeito ao pagamento de serviços de alojamento num valor não especificado, bem como à FIBA-África, num montante de cerca de 15 mil dólares, além de compromissos com alguns atletas.

A FMB, que convocou a imprensa este domingo para prestar esclarecimentos, reconhece a existência da dívida. Segundo explicou o presidente da FMB, a dívida relacionada com o pagamento de alojamento deveu-se ao facto de a agência de viagens ter determinado que a seleção nacional deveria apresentar-se em Abidjan três dias antes do início da competição, o que comprometeu a disponibilidade financeira para liquidar a dívida junto da FIBA.

Mazivila, que promete liquidar a dívida nos próximos dias, acusa o presidente da FIBA-África, Aníbal Manave, de falta de patriotismo ao divulgar publicamente a situação.

Actualmente, a dívida institucional da Federação Moçambicana de Basquetebol ronda os 3 milhões de meticais.

Os farmacêuticos moçambicanos realizaram, no sábado, a sua Primeira Gala Nacional, durante a qual prometeram mais esforços para melhorar a qualidade dos serviços farmacêuticos prestados aos cidadãos.

Na ocasião, a presidente da Associação dos Farmacêuticos de Moçambique, Bélia Muchanga, expressou a importância da data para a classe e reiterou o compromisso de trabalhar para servir com excelência.

“Pensar em saúde é pensar no farmacêutico, e esta gala é a afirmação da nossa identidade profissional. Estamos a dizer ao país com orgulho e convicção que somos importantes e o futuro da farmácia em Moçambique depende da nossa união, visibilidade e compromisso com a qualidade”, disse Bélia Muchanga.

Por sua vez, a Medimoc afirma estar a caminhar lado a lado com os farmacêuticos para garantir que cada um tenha as ferramentas de que precisa para desempenhar a sua função com segurança e excelência.

“O grupo Medimoc tem orgulho de caminhar lado a lado com os farmacêuticos, de Moçambique, enquanto distribuidora de medicamentos a nossa missão vai para além de levar produtos as farmácias, e também nosso compromisso que cada farmacêutico tenha a ferramenta que precisa para desempenhar a sua função com segurança, eficiência, rigor e excelência”, explicou a Directora Comercial da Medimoc, Stella Mucora.

Muroca referiu também que a instituição desenvolve acções de melhoria contínua dos seus produtos, com projecto de investir na área industrial de produção de dispositivos médicos, num futuro próximo. Tendo apelado igualmente as autoridades a colaborarem para a causa.

Nos últimos anos, Moçambique tem acelerado esforços para reduzir a dependência externa no fornecimento de medicamentos.

Peter Mutharika foi empossado como presidente do Malawi, neste sábado, marcando um retorno político impressionante para o homem de 85 anos, que liderou a nação do sul da África de 2014 a 2020. Seu retorno ao poder, após uma vitória eleitoral,  coloca-o no comando de um país que enfrenta uma grave emergência económica.

Mutharika obteve 56% dos votos na eleição de 16 de Setembro, derrotando com folga o titular Lazarus Chakwera, que obteve 33%.

A vitória representa uma reviravolta para Mutharika, que perdeu a presidência depois que a eleição de 2019 foi anulada pelos tribunais devido a irregularidades.

Falando diante de milhares de pessoas no Estádio Kamuzu, o novo presidente reconheceu os profundos desafios do país.

 

Mais uma vez, os melhores desfilaram aos olhos de todos, em várias categorias na Gala Nacional do Desporto. Campeã africana de basquetebol pelo Ferroviário de Maputo, Anabela Cossa foi eleita a atleta do ano, categoria na qual também foi indicado o pugilista Tiago Muxanga, em masculinos. Na mesma gala, o internacional moçambicano Geny Catamo foi distinguido atleta popular de 2024. 

“É uma honra para mim ser galardoada num evento desta dimensão. Agradeço à minha equipa, Ferroviário de Maputo, ao meu treinador  e à minha família pelo apoio que me tem prestado durante a minha carreira”, disse Anabela Cossa.

Os atletas não foram os únicos a serem reconhecidos. O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, também foi distinguido pelo seu contributo como jogador e treinador e diz que a distinção engrandece o nome da sua família e constitui o reconhecimento das referências do desporto moçambicano. 

A Gala reconheceu ainda várias instituições, como é o caso  do Instituto Médio de Educação Física e Desporto, tido como actor fundamental para o desenvolvimento do desporto nacional.

“Esse reconhecimento chega numa altura certa, tendo em conta as actividades que o IMEDE tem estado a desenvolver ao nível das cidades da Beira, Maputo e Nampula, actividades essas relacionadas com a formação de técnicos médios, que contribuem em grande medida para o desenvolvimento do desporto. Contribuímos também com a formação de professores de educação física que trabalham para a massificação do desporto escolar”, anota o director do IMEDE, Paulo Saveca. 

Na gala houve espaço também para distinguir os diversos parceiros, que têm financiado e suportado vários projectos em quase todas as modalidades. Uma das instituições distinguidas é a Bolsa de Valores de Moçambique. O Presidente do Conselho de Administração desta instituição, o reconhecimento é um sinal de que “devemos continuar  a trabalhar para garantir que os moçambicanos possam ficar cada vez mais alegres com o desporto que é praticado no nosso país”, sublinha Pedro Cossa. 

O Ministro da Juventude e Desportos, Caifanide Manasse, destacou a importância do reconhecimento dos desportistas, assim como os desafios do desporto moçambicano.

A Doca seca de Quelimane carece de um investimento de 15 milhões de dólares, para reabilitação e apetrechamento com equipamentos modernos, para reparação de barcos e navios. Neste momento, a infraestrutura está degradada e a cair aos pedaços. 

Um empreendimento importante para reparação e manutenção de barcos e navios está degradado e a cair aos pedaços. A comporta da doca, que é a parte mais importante para serviços de reparação e manutenção está destruída e precisa de uma nova comporta. 

O secretário de Estado na Zambézia, Avelino Muchine, visitou a doca seca para se inteirar do funcionamento, mas não gostou de ver o estado do empreendimento. 

O “O País” sabe que Investidores privados espanhóis e chineses já manifestaram interesses em reabilitar e ficar com o empreendimento para a utilização, mas sem sucesso. 

Existe uma outra empresa que está a quatro anos à espera da resposta do ministério dos transportes e logísticas 

Uma outra infraestrutura também visitada pelo dirigente é o Porto de Pescas de Quelimane. carece de investimentos para o tornar não só funcional como também moderno. Os frigoríficos industriais de produção de gelo, que outrora abasteciam a cidade, estão parados.

A travessia de Quelimane a recambia em Inhassunge e a sede da administração marítima na Zambézia foram outros locais escolhidos para uma visita pelo secretário de Estado da província. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, efectua a partir de hoje, uma visita de trabalho à República do Malawi, em resposta ao  convite formulado pelo homólogo malawiano, Lazarus  Chakwera, para participar na cerimónia de investidura do  Presidente-eleito daquele país vizinho, Arthur Peter Mutharika. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, durante a sua estadia em Blantyre, o Chefe do Estado  moçambicano manterá um encontro de trabalho com o  Presidente Arthur Peter Mutharika, ocasião em que os dois  dirigentes irão passar em revista o actual estágio das relações de cooperação política, económica e social entre Moçambique e  Malawi, bem como identificar novas áreas de interesse comum  para o aprofundamento da parceria bilateral. 

Nesta deslocação oficial, o Chefe do Estado faz-se  acompanhar pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia,  Estevão Rafael Pale; pela Secretária do Estado dos Negócios  Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de  Fátima Simão Manso e outros quadros da  Presidência da República.

Lurdes Mutola foi homenageada ontem pelo Presidente da República durante a Gala Nacional do Desporto como uma das maiores atletas do país nos últimos 50 anos. Daniel Chapo considera que a campeã olímpica dos 800 metros é o maior orgulho de Moçambique na arena desportiva, sobretudo no atletismo.

A família do desporto reunida entre encontro e reencontro de gerações que marcam e marcaram o desporto moçambicano nas diversas modalidades. A Gala Nacional do Desporto reconheceu os seus melhores actores, que com muito esforço, sacrifício e sentido patriótico elevaram a bandeira nacional nos últimos 50 anos, quer nos campos, nas quadras, nas pistas e no dirigismo desportivo. 

O momento mais alto do evento foi a homenagem à campeã olímpica dos 800 metros, Lurdes Mutola, acto dirigido pela Presidente da República. Para Daniel Chapo, Mutola é uma das maiores referências do desporto mundial e o maior orgulho de Moçambique.

“Quando correu nos Jogos Olímpicos, Lurdes Mutola não correu apenas por si e para si, mas fê-lo pelos milhões de moçambicanos, correu pela bandeira, correu pela Pátria, por cada criança jovem, por cada mulher moçambicana e cada homem que acreditava que Moçambique podia estar entre os melhores do mundo. Nesse dia não me esqueço, Moçambique inteiro chorou de alegria e vibrou de orgulho”, disse Daniel Chapo. 

Um orgulho que para o Chefe do Estado ultrapassa todos os limites, sobretudo porque as conquistas da Lurdes Mutola carregam o peso da história do país. Chapo reconheceu ainda o contributo da campeã olímpica na massificação do desporto. O Chefe do Estado referiu estar convicto de que o povo moçambicano ainda prestará muitas homenagens a Lurdes Mutola, pois o seu nome não pertence apenas a si, mas sim pertence à história, à juventude e a Moçambique.

“Pessoalmente, em conversa com a Lurdes sempre falamos da necessidade de construirmos um Centro de Alto Rendimento em Moçambique porque sem o referido centro nunca teremos mais Lurdes Mutola e nunca teremos atletas de qualidade que nós gostaríamos de ter”, alertou o Presidente da República. 

O Presidente da República alerta que o país tem o desafio de investir nas infra-estruturas desportivas, de modo a garantir futuras conquistas e evitar possíveis exigências aos diversos actores do desporto moçambicano sem, no entanto, ter bases. 

“Não podemos continuar a exigir que um Chiquinho Conde leve a nossa selecção para um campeonato mundial ou ganhar um campeonato africano sem infra-estruturas de qualidade. Não podemos continuar  a exigir que um Nasir Salé leve a nossa selecção de basquetebol a conquistar medalha africana ou conquistar um campeonato do mundo sem que tenhamos camadas de formação, sem que tenhamos campeonatos de juvenis, juniores e seniores”, desafiou o PR. 

Para Lurdes Mutola, a homenagem é um reconhecimento do seu trabalho, esforço e dedicação no desporto moçambicano, particularmente o atletismo. A campeã olímpica diz sentir-se orgulhosa pelo reconhecimento volvidos 50 anos, período em que continua a ser a única com uma medalha olímpica no país. 

“Valeu a pena contribuir para o desporto moçambicano. É a primeira vez que sou reconhecida nesta dimensão desde nesses 50 anos de independência nacional. É gratificante para mim”, regozija-se Lurdes Mutola. 

A campeã olímpica garante continuar a contribuir para a elevação do desporto nacional, através de vários projectos.

“Tenho falado muito com o Presidente da República sobre a necessidade que temos de criar um Centro de Alto Rendimento para o nosso desporto porque sem esse centro fica difícil garantir a concentração dos atletas e trabalhar ao mais alto nível”, anota. 

A Gala Nacional do Desporto é um evento anual que serve para reconhecer e homenagear actores desportivos, que se destacam em várias modalidades.

A Comissão Técnica do Diálogo Nacional anunciou nesta sexta-feira, que o processo de auscultação pública vai arrancar na próxima segunda-feira, tanto nas províncias como na diáspora. O anúncio foi feito durante um encontro com organizações da sociedade civil, que manifestaram o interesse de se integrar formalmente no processo que visa restaurar a coesão nacional, abalada por uma crise política sem precedentes.

O presidente da Comissão Técnica do Diálogo Nacional, Edson Macuácua, garantiu que a auscultação será inclusiva e aberta a todos os sectores interessados. “Vamos iniciar a auscultação já na segunda-feira, abrangendo todo o território nacional e as comunidades na diáspora. Esta é uma fase crucial para ouvirmos todas as sensibilidades da sociedade”, declarou.A partir deste sábado, inicia a alocação das brigadas da Comissão nas províncias.

No mesmo encontro, diversas organizações da sociedade civil partilharam propostas para enriquecer o processo do diálogo nacional. Entre as prioridades apresentadas estão a inclusão efectiva de pessoas com deficiência, a participação activa das mulheres, a integração de contribuições científicas, o respeito pelos direitos humanos e a realização de estudos paralelos que acompanhem o processo.

O representante da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Albachir Macassar,, destacou que “é fundamental que o diálogo seja sustentado por uma base de respeito pelos direitos humanos e que não exclua nenhum grupo da sociedade, também focados na paz e coesão nacional.”

Por sua vez, o politólogo Flávio Quembo, da Associação dos Cientistas Políticos, enfatizou a importância de se incorporar conhecimento técnico e académico ao processo: “Queremos que este diálogo seja também científico, baseado em dados, estudos e análises que permitam decisões mais sólidas e sustentáveis, para se ter diálogo como solução.”

Paula Monjane, directora do programa Aliadas, defendeu uma maior presença de mulheres nas fases decisórias. “A paz e a reconciliação só serão duradouras se forem construídas com as mulheres à mesa. Não pode haver inclusão parcial”, afirmou.

O presidente da Comissão Técnica saudou a iniciativa da sociedade civil e encorajou o grupo a apresentar propostas concretas. “Este é um espaço aberto. A Comissão Técnica acolhe de forma positiva todas as contribuições e apela à apresentação de ideias estruturadas que possam alimentar as futuras fases do processo”, frisou Edson Macuácua.

Após a auscultação, os grupos participantes deverão apresentar propostas que irão sustentar as mesas de diálogo em busca da coesão nacional.

O processo do Diálogo Nacional é visto como uma oportunidade histórica para resolver as tensões políticas e promover a reconciliação efectiva no país.

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