Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
O novo governo da Faixa de Gaza será conhecido até o final do ano. A informação é divulgada pela imprensa internacional que cita uma fonte arabe e um diplomata ocidental.
A constituição de um novo governo na faixa de Gaza é uma medida que faz parte da próxima fase do cessar-fogo em vigor desde Outubro deste ano, fase mediada pelos Estados Unidos da América.
Para materializar o plano, o site Notícias ao Minuto escreve que uma autoridade, conhecida como Conselho de Paz, que terá um conselho de supervisão liderado por Donald Trump, vai supervisionar a reconstrução de Gaza sob um mandato da ONU de dois anos, renovável.
A informação foi revelada por um diplomata ocidental à agência Associated Press, sob anonimato por não estarem autorizados a falar sobre o assunto.
De acordo com a imprensa internacional, o anúncio sobre este assunto acontecerá provavelmente quando Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, se reunirem ainda este mês. O cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, foi testado por surtos de violência e acusações de violações da trégua por parte de ambos os lados.
O Presidente da República diz que a arte não deve ser luxo, mas sim um instrumento de transformação social. Daniel Chapo, que falava neste sábado, em Maputo, no lançamento do Concurso Nacional de Literatura, apela aos jovens para que apostem na criatividade.
O Concurso Nacional da Literatura estará subdividido em três categorias, nomeadamente poesia, prosa e ensaio. O vencedor de cada uma das categorias poderá receber um prémio de um milhão de meticais. A informação foi partilhada, este sábado, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, a quem coube lançar o concurso criativo.
“Para além do incentivo financeiro, os vencedores terão o privilégio de ver as suas obras publicadas e divulgadas, sob a responsabilidade dos que organizam. Com este gesto, pretendemos estimular a profissionalização da escrita e promover o acesso público do moçambicano a novas vozes, novas ideias e novas narrativas que enriquecem a nossa cultura. Este concurso representa igualmente uma viragem decisiva no incentivo do Estado à produção literária”, explicou Chapo. O Chefe de Estado considera que a arte tem o poder de transformação social e, por isso, deve ser, também, um instrumento de diálogo.
“A literatura tem um poder único de eternizar momentos, emoções e mensagens. Uma obra escrita pode atravessar gerações e continuar a ensinar, inspirar e dialogar com o futuro. Reafirmamos que a arte não deve ser vista como um luxo, mas como uma necessidade fundamental para o desenvolvimento humano e social.” A iniciativa é do Ministério da Educação e Cultura em parceria com a Associação dos Cineastas e a Associação dos Escritores de Moçambique.
“ Há tantos artistas cujas obras estamos a ler até hoje, de gerações e gerações, mas as suas obras continuam a ser eternizadas. Já desenhamos projetos que encorajam e promovem a participação da juventude, a participação e a inclusão de iniciativas criadoras da juventude. No fundo, o que nós queremos é a felicidade dos moçambicanos, manter a memória coletiva, manter este bem comum que é estarmos juntos e vivermos juntos e fazermos a nossa pátria”, explicou Filimone Meigos, secretário-Geral da AEMO. Na ocasião, o Chefe do Estado anunciou a implementação da iniciativa “Um Distrito, Uma Casa de Cultura”.
“É preciso criar um espaço em cada distrito deste país para que os fazedores das artes e cultura se encontrem. Nós temos falado muito sobre jovens que estão a se perder devido ao consumo de álcool, de droga e outros males, mas nós também temos que reconhecer que é preciso criar espaços para que estes jovens se ocupem positivamente.”
Os termos de referência do Concurso Nacional de Literatura serão anunciados no próximo ano.
Moçambique teve uma estreia agri-doce no Campeonato do Mundo de Boxe que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ao vencer um combate e perder outro. A delegação moçambicana nesta prova é composta por quatro pugilistas.
Tiago Muxanga, que domingo havia vencido um combate do boxe amador através de KO, nem chegou a subir ao ringue do Mundial de Dubai, na categoria dos 71 Kg, passando automaticamente para a segunda eliminatória, depois da reprovação do seu adversário, Yacouba Lauali Baro, do Níger, na sessão de pesagem.
Quem entrou na quadra e não teve o melhor desempenho foi o pugilista Manuel Paulo, na categoria dos 54 Kg, que perdeu por 2-3 diante de Anushervon Fazilov, do Tajiquistão.
Apesar de ter estado bem nos três assaltos e ter dado uma boa resposta aos avanços do seu adversário, Manuel Paulo acabou por não convencer o juri, que deu a vitória ao pugilista de Tajiquistão.
Moçambique ainda tem dois pugilistas que farão sua estreia na competição, nomeadamente Bernardo Marrime, nos 67 Kg, a medir forças com Almaz Orozbekov, do Quirguistão, na noite desta sexta-feira, e Armando Sigaúque, que defronta o australiano Ahmad Jamal, na categoria dos 57 Kg, no domingo.
Para esta competição, a organização definiu como prémios valores monetários que variam dos 300 mil dólares para os vencedores, 150 mil dólares para os finalistas vencidos, e 75 mil destinados aos que conquistarem o bronze.
Os atletas que alcançarem os quartos-de-final irão para casa com 10 mil dólares, uma inovação na premiação, pois nunca na história atletas sem medalhas tinham sido premiados.
A equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo estreia este sábado na Liga Africana de Basquetebol feminino, diante do First Bank da Nigéria, para a primeira jornada do grupo B. Já o Sporting de Luanda, que conta com três moçambicanas, estreia diante do REG do Ruanda, também no sábado.
É a edição 2025 da Taça dos Campeões Africanos em femininos, ora denominada Liga Africana de Basquetebol Feminino, a WBAL. O Ferroviário de Maputo regressa à prova na qualidade de campeã nacional da Liga Mozal, para defender o título africano conquistado ano passado.
Para esta edição as locomotivas estão inseridas no grupo B, juntamente com FAP dos Camarões, KPA (Quénia) e First Bank da Nigéria.
A defesa do título inicia sábado, a partir das 17h00 de Maputo, quando defrontar as nigerianas do First Bank, equipa que não tem criado muitas dificuldades às campeãs africanas, já que em cinco jogos entre ambas as moçambicanas venceram quatro e perderam um jogo.
As treinadas de Nasir Salé voltam à quadra no domingo, às 12h00 horas, diante do FAP dos Camarões, fechando a fase de grupos na segunda-feira às 17h00, frente ao KPA do Quénia.
Moçambique está presente na WBAL também representado por três atletas que representam o Sporting de Luanda de Angola. Trata-se de Eleotéria Lhavanguane, Nilsa Chiziane e Vilma Covane, que marcam estreia, no grupo A, frente ao REG do Ruanda, sábado às 19h30.
O grupo A integra ainda a anfitriã Al Ahly do Egipto e o FBA da Costa do Marfim, enquanto o grupo C é composto por APR do Ruanda, BBC do Malawi, CNSS da República Democrática do Congo e ASC Dakar do Senegal.
A WBAL disputa-se em Cairo até ao dia 15 de Dezembro corrente.
Os Presidentes da República Democrática do Congo e do Ruanda assinaram, esta quinta-feira, em Washington, um novo acordo de paz, testemunhado por Donald Trump.
Apesar de os confrontos continuarem intensos no terreno, o documento firmado na capital norte-americana estabelece, em teoria, um cessar-fogo duradouro, o desarmamento dos grupos armados não-estatais, o regresso dos refugiados e a responsabilização pelos abusos cometidos durante o conflito. O pacto prevê ainda que os Estados Unidos beneficiem de acesso preferencial aos minerais estratégicos da região.
Trump classificou o momento como um “grande milagre”, mas tanto o Presidente congolês como o ruandês mantiveram um tom reservado. Os dois líderes não chegaram a trocar o tradicional aperto de mão, embora tenham reafirmado o compromisso de cumprir o acordo e sublinhado que, caso surjam falhas, a responsabilidade não deverá ser atribuída ao ex-Presidente norte-americano.
Félix Tshisekedi, chefe de Estado congolês, afirmou que o seu país está disponível para uma cooperação pacífica, assente no respeito mútuo, na não ingerência e no combate conjunto aos grupos armados, defendendo ainda o fim de qualquer apoio a forças negativas e a criação de oportunidades económicas justas para ambos os povos.
Paul Kagame, Presidente do Ruanda, disse estar igualmente empenhado em garantir que o acordo resulte. “Compete-nos, em África, trabalhar com os nossos parceiros para consolidar e ampliar esta paz. O Ruanda – asseguro – cumprirá a sua parte. Queremos apenas um país seguro depois de tantas tragédias, confiando num futuro estável e próspero”, afirmou.
O internacional moçambicano Geny Catamo deve renovar o seu contrato com o Sporting de Portugal nos próximos dias, para mais dois a três anos de ligação. É uma pretensão que a direcção leonina quer transformar em realidade antes do jogador se juntar aos Mambas para o CAN de Marrocos, ainda este mês de Dezembro.
Com a renovação já em marcha, Catamo vai ver a sua cláusula de rescisão aumentar de 60 para 80 milhões de euros, para além do aumento salarial, ainda não revelado.
Geny Catamo, que deverá ser opção de Rui Borges na noite desta sexta-feira diante do Benfica no derby lisboeta, é dos jogadores de destaque nos leões, tendo disputado, esta temporada, 17 jogos, 10 dos quais no campeonato, sendo 11 como titular, num total de 833 minutos, com um golo e três assistências.
Recorde-se que no verão passado Fenerbahçe e Aston Villa estiveram interessados em Geny Catamo e ambos chegaram aos 20 milhões de euros, mas não ao valor pretendido pelos leões, que era na ordem dos 25 a 30 milhões de euros.
Subiu de dois para quatro o número de pessoas detidas, por suposto envolvimento, no vazamento dos exames de História, Inglês, Física e Química da nona classe. A PRM diz que as investigações continuam e que poderão culminar com a detenção de mais suspeitos.
Mais duas pessoas foram detidas, no distrito de Milange, acusadas de abrir os envelopes e divulgar os exames de História, Inglês, Física e Química da nona classe.
Trata-se de dois professores, que se juntam ao director da Escola Básica de Nagor, e ao director adjunto.
“São, no total, quatro indivíduos, a esta altura que falamos, estão, desde ontem, depositados nos serviços penitenciários do distrito de Milange, onde vão aguardar naturalmente por passos subsequentes em relação ao crime por si cometido”, explicou Leonel Muchina.
Falando em conferência de imprensa, entre o Ministério de Interior e o Ministério da Educação, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia apelou à ética, por parte de quem teve acesso às avaliações.
“Eu quero chamar a atenção e apelar a todos aqueles que têm o privilégio de posse, portanto, destes exames, a manterem uma postura de ética e de ideologia profissional. Ao violarem, portanto, estes exames, incorrem a uma secção de violação de todos os princípios éticos e vão embaraçar, naturalmente, todo o processo avaliativo e de exame.”
Sobre os exames da 10ª e 12ª classes, o porta-voz do Ministério da Educação explicou que houve boicote dos professores, em algumas escolas.
“Em relação aos professores que abdicaram do trabalho dos exames, partilhamos em tempo oportuno que duas escolas, uma da província de Maputo, a escola secundária de Boquisso, e uma da cidade de Maputo, a escola 12 de Outubro, afetaram o exame. Os professores reivindicam o pagamento de horas, sim, é de direito, mas já não é de direito impedir que o trabalho dos exames ocorra”, disse Silvestre Dava.
Silvestre Dava explica que os professores envolvidos no boicote dos exames das 10ª e 12ª classes poderão ser responsabilizados.
A Universidade Eduardo Mondlane tem cerca de 5 mil vagas para o ano académico 2026. Até ao momento, as vagas poderão ser concorridas por mais de 30 mil alunos, inscritos para os exames de admissão.
Os exames de admissão, para o ano acadêmico de 2026, na Universidade Eduardo Mondlane, terão lugar entre 06 e 09 de Janeiro.
São ao todo 124 cursos, para as modalidades presencial e a distância, para os períodos laboral e pós-laboral.
“Entre os 124 cursos que a UEM vai oferecer no próximo ano, 89 são do período laboral e 35 são do período pós-laboral”, explicou Elias Manjate, o director-adjunto Pedagógico da instituição de ensino superior.
A maior universidade pública do país tem disponíveis 4.790 vagas, que poderão ser disputadas por mais de 30 mil candidatos, já inscritos para os exames de admissão.
“Apelamos para que todos os candidatos leiam o edital, todos os interessados consultem o edital, onde constam informações em relação aos cursos, em relação ao número de vagas, em relação ao calendário dos exames e em relação às sanções previstas para os possíveis prevaricadores ou fraudulentos neste processo.”
Para o próximo ano acadêmico há cinco novos cursos.
“ A partir de 2026, vamos introduzir 5 novos cursos de licenciatura, que são os cursos de licenciatura em Engenharia de Petróleo e Gás Natural, o curso de licenciatura em Engenharia de Telecomunicações, o curso de licenciatura em Ecoturismo e Conservação da Natureza, o curso de licenciatura em Psicologia das Organizações e o curso de licenciatura em Psicologia das Necessidades Educativas Especiais.”
As inscrições para os exames de admissão terminam a 10 de Dezembro.
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, na Matola, que a classe trabalhadora é o pilar central para a construção da independência económica de Moçambique.
Ao intervir na cerimónia de abertura do VIII Congresso da OTM–Central Sindical, na cidade da Matola, o Chefe do Estado afirmou que os trabalhadores são “eles que constroem Moçambique” e que a estabilidade laboral alcançada no país constitui hoje uma das suas maiores vantagens competitivas.
Dirigindo-se aos delegados, o governante evocou a Matola como “berço industrial da República de Moçambique, coração operário de Moçambique”, destacando que ali se ergueu a memória viva das lutas laborais. Saudou os trabalhadores “do Rovuma ao Maputo, do Zumbu ao Índico”, afirmando que, apesar de cheias, secas, pandemias e crises, “o trabalhador moçambicano continua a avançar” e sustenta diariamente o progresso nacional.
Daniel Chapo sublinhou que o ano do VIII Congresso coincide com o cinquentenário da Independência Nacional, um marco que, segundo afirmou, exige a consolidação dos alicerces da independência económica. Considerou tratar-se de um “tempo fundacional” em que o presente dialoga com o futuro e em que o país deve transformar a liberdade conquistada em prosperidade merecida e dignidade para todos.
O estadista moçambicano afirmou que o encontro sindical tem relevância nacional, por representar “uma encruzilhada histórica do povo moçambicano e do trabalhador moçambicano”, num momento crucial para renovar energias, afirmar uma liderança moderna e fortalecer a missão da classe trabalhadora. Recordou o papel histórico da OTM-CS, que ao longo de quase cinco décadas “moldou consciências”, protegeu direitos e manteve acesa “a chama da justiça do trabalhador”.
No campo histórico, o Presidente da República recuperou as palavras do primeiro Presidente de Moçambique independente, Samora Machel, segundo quem “o caminho a percorrer é longo, sinuoso e duro. Mas não existe outro”. Reafirmou que três lições emanam dessa mensagem: a liberdade conquistou-se com sacrifício, a independência económica depende do esforço nacional e os trabalhadores permanecem no centro da República.
Além disso, alertou para as transformações globais no mundo laboral, desde o impacto da automação e da inteligência artificial ao surgimento de novas profissões e desafios de inclusão. Defendeu a necessidade de uma OTM-CS “capaz de proteger o trabalhador, sem travar o progresso”, de negociar com firmeza, dialogar com a juventude e antecipar a economia do futuro, sob pena de o sindicalismo ficar distanciado das novas realidades.
Ao destacar o lema do congresso – “Consolidação da Democracia Sindical, Justiça Laboral e Bem-Estar Social” –, o Presidente Chapo afirmou que este traduz um compromisso nacional com sindicatos fortes, trabalho digno e transformação social. Afirmou que a democracia sindical é “uma ferramenta estratégica para o nosso desenvolvimento”, decisiva para enfrentar desafios com unidade e visão de longo prazo.
Dirigindo-se ao processo eleitoral interno, advertiu que as escolhas dos delegados terão impacto directo na paz laboral e na produtividade nacional. Defendeu que a liderança sindical do século XXI deve assentar na “inteligência política, económica e social”, na negociação, na defesa da estabilidade e na visão estratégica orientada ao bem comum.
No fecho da sua intervenção, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo com a dignidade do trabalhador, a justiça salarial, a formação técnico-profissional e a redução da informalidade. Acrescentou que “a estabilidade só existe com diálogo social”, reforçando que sindicatos fortes e respeitados são indispensáveis para o crescimento do país. Apelou à unidade e responsabilidade histórica, afirmando que “Moçambique precisa de sindicatos fortes, de trabalhadores protegidos e de líderes íntegros e éticos”.

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