Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
O Estatuto de Jornalistas Moçambicanos vai sancionar profissionais que exercerem, em simultâneo a actividade de Jornalista e outras como Assessoria de imprensa, Relações Públicas e Marketing, bem como em acções publicitárias de marcas ou serviços. A informação consta da proposta do documento que está em auscultação pública.
Jornalistas a nível nacional reuniram-se nesta segunda-feira (8), em Maputo, para debater em torno das propostas de estatuto de jornalista e da carteira profissional, dois instrumentos importantes para a reconstruir, dignificar e valorizar a profissão Jornalística, no âmbito da revisão em curso do pacote legislativo da comunicação social.
O instrumento de 28 artigos, que para além de definir Jornalistas como aqueles que “Como ocupação principal, permanente e remunerada, exercem funções de pesquisa, recolha, selecção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a divulgação, pela imprensa, por agência noticiosa, pela rádio, pela televisão ou por qualquer outro meio electrónico de difusão”… determina incompatível o exercício do Jornalismo com profissões como Assessoria de imprensa, Relações Públicas e Marketing, corporação policial, até para acções publicitárias, conforme se pode ler no número 2 do artigo 5.
“É igualmente considerada actividade publicitária incompatível com o exercício do jornalismo a participação em iniciativas que visem divulgar produtos, serviços ou entidades através da notoriedade pessoal ou institucional do jornalista, quando aquelas não sejam determinadas por critérios exclusivamente editoriais”.
O mesmo instrumento determina, como dever do Jornalista: Artigo 19, “a) Informar com rigor e isenção, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente os factos da opinião”.
O decano do Jornalismo, Tomás Vieira Mário, que actua como Consultor do projecto, defendeu, durante a apresentação do documento, se tratar de um artigo que pretende colmatar um problema recorrente parece passar despercebido.
“Temos visto, hoje em dia, muito comum, nas televisões, reportagens, em que o repórter dá facto à opinião, condena, é juiz, é advogado, é procurador. Mas não se faz! Uma vergonha! É repórter e é assim. A opinião, sim, podemos colocar na opinião”, disse.
Em caso de incumprimento ou violação, o Jornalista incorre em sanções que podem levar à cassação da carteira Profissional. Este processo será gerido pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, a ser criada.
“Esta comissão, de facto, é que dá a ideia de ordem. De uma ordem profissional. Porque é ela que atribui, que renova e pode fazer a cassação da cartela. É o órgão que tem dentes para morder. Porque sempre houve esta lacuna.
Da plateia veio uma preocupação. Mas porque não ser uma ordem profissional.
“A parte de respeito à carteira profissional, ela está praticamente igual àquilo que as ordens profissionais fazem. Então, por que nós não assumimos que queremos uma ordem de jornalismo? Ou ordem de jornalismo sabido, ou não sei qual é o nome. A ideia minha é que a ordem, ela existindo, de jornalistas, ela vai, de facto, garantir que haja ordem no exercício da nossa profissão”, disse o Jornalista Ernesto Martinho.
A quem atentar contra a liberdade de imprensa, também há sanções previstas, conforme explica Mário.
“Nós vimos nas eleições, equipes de televisão sendo agredidas, sendo barradas, arrancando o telefone. Aqui está claro qual é a consequência. Há quem atentar contra a verdadeira informação, ou de qualquer forma, não está com a doença, mas a física, ou de quaisquer membros da lei, apreender ou danificar materiais necessários desde a profissão, ou impedir a entrada ou permanência em locais públicos, como fiz o programa de notícias”.
O decano Filipe Mabutana defende que o instrumento deve sancionar também os jornalistas. “Eu sinto que falta aqui um artigo que devia tratar de abusos à liberdade de informação. E depois tem um problema. Será que o melhor título seria. Abusos à Liberdade de Informação ou Abusos da Liberdade à Informação”, defendeu Filipe Mabutana.
O Misa e o Sindicato de Jornalistas dizem que a regulação do sector é essencial para travar os desmandos no Jornalismo.
O instrumento surge numa altura em que está em curso a revisão das leis de comunicação social e Radiodifusão.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se hoje, na cidade do Porto, com a comunidade moçambicana residente em Portugal, num encontro marcado pelo apelo ao reforço das ligações entre a diáspora e o país, pela partilha da situação política e económica nacional e pela valorização do papel da comunidade no processo de diálogo inclusivo que Moçambique está a conduzir.
Durante a sessão, enquadrada na visita de trabalho que efectua a Portugal para participar na VI Cimeira Bilateral Portugal–Moçambique, o Chefe do Estado explicou o contexto da sua deslocação, sublinhando a importância do reforço das relações de amizade, cooperação, irmandade e familiaridade entre os dois países. O Presidente da República agradeceu a participação activa da diáspora nos processos sociais, económicos e políticos que ligam Moçambique a Portugal.
Ademais, manifestou satisfação por estar junto dos compatriotas residentes no país europeu, afirmando tratar-se de uma oportunidade essencial de contacto directo e diálogo. Partilhou informações sobre a situação política, económica e social do país, destacando o Diálogo Nacional Inclusivo em curso, cuja finalidade é consolidar a paz e a estabilidade com a participação de todos os estratos sociais, sem discriminação de qualquer natureza.
Ao reforçar a natureza ampla deste processo, o governante afirmou que “neste momento, este diálogo está a acontecer, não só ao nível do país, mas também na diáspora, e nós achamos que todos nós precisamos de participar”. Por isso, apelou à comunidade moçambicana em Portugal para contribuir com ideias e propostas que enriqueçam as discussões nacionais.
O Chefe do Estado apresentou igualmente a visão do Governo para o actual ciclo, assente no lançamento dos alicerces da independência económica, destacando que Moçambique dispõe de condições favoráveis em áreas como turismo, transportes, logística, corredores de desenvolvimento, recursos minerais, agricultura, energia e indústria. “Precisamos todos estar unidos e trabalhar para que esta diversificação da nossa economia possa acontecer”, afirmou.
O estadista saudou o contributo contínuo da comunidade moçambicana para a boa imagem do país em Portugal, reconhecendo que representam de forma exemplar a diáspora nos mais diversos planos, incluindo o cultural.
Sublinhou que Moçambique tem beneficiado das contribuições vindas dos seus cidadãos no exterior, em particular de Portugal. “Vamos continuar a trabalhar juntos para encontrar soluções às preocupações que aqui foram apresentadas, que são todas legítimas, registámos e vamos continuar a trabalhar para melhorar”, garantiu.
O Presidente da República anunciou ainda medidas concretas para responder a algumas das preocupações levantadas, assegurando que equipas móveis serão enviadas a Portugal para facilitar o tratamento de documentos, e que o Governo está a mobilizar recursos para que estas brigadas permaneçam por mais tempo no país e noutros destinos com forte presença da diáspora.
Outrossim, informou também sobre as reformas em curso na Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), anunciando a intenção de retomar voos de Moçambique para Portugal, bem como para o Brasil e a Índia. “Já está na manga a retoma dos voos para Portugal”, disse, defendendo que essa retoma contribuirá para estabilizar os preços das passagens.
Em nome da comunidade, os representantes consideraram a visita do Presidente Chapo “uma honra”, sublinhando que há muitos anos um Chefe do Estado moçambicano não visitava a cidade do Porto, facto que descrevem como um “abraço do país”.
Recordaram que a diáspora é composta por cerca de 13.700 moçambicanos entre estudantes, profissionais, empreendedores, atletas e famílias. Reconheceram desafios relacionados com
adaptação cultural, acesso a oportunidades e burocracia, mas afirmaram enfrentá-los com coragem, acrescentando que aspiram a contribuir activamente para as soluções do país.
A comunidade pediu mais bolsas de estudo, maior atenção dos ministérios às dinâmicas da diáspora, a criação de um espaço físico para actividades culturais e reafirmou a disponibilidade para reforçar o desenvolvimento de Moçambique.
A União Desportiva de Songo e Desportivo de Nacala vão dar um pontapé de saída amanhã, em Xai-Xai, para a disputa da “Final Four” que dá acesso à final da Taça de Moçambique.
O já campeão nacional procura fazer a “dobradinha” na presente temporada, enquanto o representante da segunda maior prova futebolística nacional vai procurar chegar à sua primeira final.
Já as formações do Ferroviário de Maputo e a Associação Black Bulls vão medir forças na quarta-feira, num jogo que se espera seja difícil para os dois emblemas.
Em caso de a União Desportiva do Songo chegar à final e vença, a equipa adversária qualifica-se para a Taça CAF. Uma vez campeões nacionais, os “hidroeléctricos” vão representar o país na Liga dos Campeões Africanos e a segunda vaga para as competições africanas (Taça CAF) fica para o finalista vencido da Taça de Moçambique.
As Forças Armadas do Benin frustraram, este domingo, uma tentativa de golpe de Estado. A informação foi divulgada pelo Ministério do Interior daquele país da África Ocidental, após um grupo de soldados ter reivindicado, em rede nacional de televisão, a tomada do poder.
Na manhã deste domingo, foram ouvidos tiros enquanto soldados bloqueavam o acesso ao palácio presidencial, na capital econômica do Benin.
Oito soldados, usando boinas de cores variadas e armados com fuzis, autodenominados “Comitê Militar para a Refundação” anunciaram, na televisão pública daquele país da África Ocidental, que haviam deposto o presidente Patrice Talon e encerrado todas as instituições estatais.
O grupo proclamou um tenente-coronel como presidente e justificou a tentativa de tomada de poder, apresentando uma lista de reivindicações, citando a deterioração contínua da situação de segurança no norte do Benim, o descaso com os soldados mortos em combate e suas famílias abandonadas à própria sorte, bem como “promoções injustas às custas dos mais merecedores”.
Entretanto, a acção foi rapidamente neutralizada pela Guarda Republicana, que retomou o controle do edifício e repôs a ordem. Momentos depois, o governo do Benim declarou que a tentativa de golpe em Cotonou havia sido “frustrada”.
“Na manhã deste domingo, 7 de Dezembro de 2025, um pequeno grupo de soldados engajou uma mutinaria com o objetivo de desestabilizar o Estado e suas instituições. Frente a esta situação, as Forças Armadas Berinoas e sua hierarquia, fieis ao seu exército, continuaram republicanas. Suas respostas permitiram manter o controle da situação e derrubar a manobra”, disse Alassane Seidou, ministro do Interior do Benin.
Em resultado, 13 soldados foram presos, incluindo os autores da tentativa, embora o tenente-coronel Pascal Tigri, apontado como líder, e outro membro tenham conseguido fugir, de acordo com fontes militares e de segurança.
Patrice Talon está no poder desde 2016 e deverá concluir o seu segundo mandato em Abril de 2026, após as eleições presidenciais.
Este é o mais recente golpe militar na África Ocidental, depois de, na semana passada, um grupo de militares tomar o poder na Guiné-Bissau, destituindo o Presidente Umaro Sissoco Embaló.
O Presidente da República lamentou o acidente de viação ocorrido ontem na vila de Manhiça, que culminou com a morte de sete cidadãos. Daniel Chapo apelou ainda à uma condução mais responsável e prudente.
Através de um comunicado enviado ao “O País”, o Chefe do Estado lamentou o sinistro na Vila de Manhiça e endereçou “os mais profundos sentimentos de solidariedade, conforto e força” às famílias enlutadas, assegurando que “o país se junta em luto e respeito pela memória das vítimas deste sinistro rodoviário”.
Daniel Chapo apelou aos automobilistas e demais utentes das estradas a “pautarem por uma condução prudente, responsável e atenta”, sublinhando que o “respeito pelo Código de Estrada continua a ser fundamental para preservar vidas e evitar mais derramamento de sangue nas vias nacionais”.
O Presidente da República reafirma o compromisso do Estado moçambicano de continuar a trabalhar com as instituições competentes na prevenção de acidentes, na educação rodoviária e na promoção de maior segurança nas estradas.
O Chefe do Estado encoraja igualmente todas as entidades envolvidas na gestão de tráfego, fiscalização e assistência às vítimas a redobrar esforços para garantir que tragédias como esta sejam prevenidas e reduzidas.
“Que as almas dos nossos compatriotas descansem em paz. Moçambique solidariza-se com todas as famílias afectadas”, conclui.
Donald Trump afirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não está disposto a assinar uma proposta de paz elaborada pelos EUA, com o objectivo de pôr fim à guerra com a Rússia.
O Presidente norte americano criticou Zelensky depois de os negociadores norte-americanos e ucranianos terem concluído três dias de conversações no sábado, com o objetivo de tentar reduzir as diferenças em relação à proposta da administração norte-americana.
Numa troca de impressões com os jornalistas na noite de noite, Trump sugeriu que o líder ucraniano está a impedir que as conversações avancem.
“Estou um pouco desapontado por o presidente Zelensky ainda não ter lido a proposta, isso foi há algumas horas. O seu povo adorou, mas ele não”, afirmou Trump numa conversa com jornalistas antes de participar na cerimónia do Kennedy Center Honors, cita a Euronews.
Trump tem mantido uma relação instável com Zelensky desde que assumiu o segundo mandato na Casa Branca, insistindo que a guerra era um desperdício de dinheiro dos contribuintes americanos. Trump também tem instado repetidamente os ucranianos a cederem território à Rússia para pôr fim a um conflito que já dura quase quatro anos e que, segundo ele, custou muitas vidas.
Zelensky disse, no sábado, que teve uma “conversa telefónica substancial” com os funcionários americanos envolvidos nas negociações com uma delegação ucraniana na Flórida.
“A Ucrânia está determinada a continuar a trabalhar de boa fé com o lado americano para alcançar genuinamente a paz”, escreveu Zelensky nas redes sociais.
Os deputados da Assembleia da República foram instados a fortalecer o quadro jurídico que regula o trabalho marítimo em Moçambique, ajustando-o às disposições da Convenção Internacional do Trabalho Marítimo de 2006, com vista a garantir maior dignidade aos trabalhadores deste sector.
O apelo foi feito durante um seminário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), envolvendo deputados membros das comissões dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social, e de Agricultura, Economia e Ambiente, 1ª, 3ª e 5ª comissões, respectivamente.
De acordo com a Presidente da 3ª Comissão, Lucília Nota Hama, para se chegar a este desiderato há uma necessidade de Parlamento reforçar o seu papel legislativo, preparando as iniciativas necessárias e fortalecer o quadro jurídico, bem como garantindo a articulação entre o Parlamento, o Governo, a inspecção, a justiça e os parceiros sociais.
“Somos, igualmente, chamados a intensificar a nossa acção fiscalizadora, assegurando que os compromissos do Estado se traduzam em mecanismos eficazes de inspecção, aplicação a justiça, com o envolvimento crucial do Tribunal Marítimo, do Ministério Público e das instituições de fiscalização”, disse Hama apelando aos seus pares para que analisem com rigor as lacunas legislativas identificadas, para alinhar a legislação nacional com as disposições da Convenção do Trabalho Marítimo, 2006.
Para a Presidente da 3ª Comissão, a identidade nacional de Moçambique está profundamente ligada ao mar, e a sua costa, com mais de 2.400 km, sustenta comunidades, dinamiza o comércio e torna a economia azul um pilar essencial do desenvolvimento sustentável.
“Para que este potencial se realize com justiça e equidade, é imperativo que quem trabalha no mar, os nossos marinheiros, pescadores e profissionais do sector, o faça em condições dignas, seguras e justas”, disse Hama alertando que foi com este propósito que Moçambique ratificou a Convenção do Trabalho Marítimo (MLC, 2006), em 25 de Maio de 2021, assumindo perante o mundo um compromisso claro com os mais altos padrões internacionais de trabalho digno neste sector.
Por sua vez, o Director do Escritório da OIT para a África Austral, Juvenal Arcanjo, sublinhou que os principais instrumentos legais relacionados ao trabalho marítimo em Moçambique são o Regulamento do Trabalho Marítimo (RTM, aprovado pelo Decreto n.º 50/2014, de 23 de Setembro) e a Lei do Trabalho (Lei n.º 23/2007 de 1 de Agosto, entretanto, revogada pela Lei n.º 13/2023 de 25 de Agosto), “os quais não cobrem integralmente os requisitos da MLC, 2006”.
“A realização do Diálogo Parlamentar sobre o Trabalho Marítimo marca mais um estágio na relação entre a Assembleia da República e a Organização Internacional do Trabalho”, disse explicando que este diálogo visa envolver os parlamentares na promoção do trabalho digno no sector marítimo em Moçambique, destacando a necessidade de abordar as lacunas legislativas e alinhar a legislação nacional com as disposições da MLC, 2006.
Moçambique ratificou a MLC, 2006, através da Resolução n.º 5/2018, de 18 de Setembro, reiterando deste modo o seu compromisso de melhorar as condições de trabalho dos marítimos.
A ratificação de Moçambique, junta-se à de outros 110 Estados, que fazem desta convenção uma das mais cultivadas ao nível da Organização Internacional do Trabalho, representando mais de 95 por cento da tonelagem bruta mundial de navios, e é frequentemente descrita como sendo a “Carta de Direitos dos Marítimos” e um instrumento para criar condições equitativas para os países e armadores que se comprometem a proporcionar condições de trabalho e vida dignas aos marítimos, protegendo-os da concorrência desleal por parte dos navios que não cumprem as normas.
Para além dos deputados da Assembleia da República, participaram do Diálogo Parlamentar sobre o Trabalho Marítimo actores não parlamentares, como as constituintes tripartidas da OIT, que aplicam a legislação do trabalho marítimo, incluindo os tribunais do trabalho e o Tribunal Marítimo, académicos, bem como estudantes de ciências náuticas no país.
O Papa Leão XIV afirmou este domingo que a paz é possível e que os cristãos, através do diálogo com outras religiões e culturas, podem contribuir para a sua construção, ao referir-se à sua recente viagem à Turquia e ao Líbano.
“O que aconteceu nos últimos dias na Turquia e no Líbano ensina-nos que a paz é possível e que os cristãos, em diálogo com homens e mulheres de outras religiões e culturas, podem contribuir para a sua construção. Não nos esqueçamos: a paz é possível”, disse Leão XIV, após a oração do Angelus, a partir do Palácio Apostólico, no Vaticano, ao dirigir-se aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
O chefe de Estado do Vaticano, que regressou na terça-feira da sua primeira viagem apostólica, agradeceu a todos os que o acompanharam em oração durante a deslocação àqueles dois países.
“Na Turquia, tive a alegria de me encontrar com a comunidade católica que, através do diálogo paciente e do serviço aos que sofrem, sabe dar testemunho do Evangelho do amor e da lógica de Deus manifestada na humildade”, referiu Leão XIV.
Já em relação ao Líbano, o Papa notou que o país “continua a ser um mosaico de convivência” e manifestou consolo por ver tantas pessoas nas ruas a saudá-lo.
“Encontrei pessoas que proclamam o Evangelho acolhendo refugiados, visitando prisioneiros e partilhando o pão com os necessitados”, disse Leão XIV.
O Papa recordou ainda o encontro com as famílias das vítimas da explosão no porto de Beirute.
“Os libaneses esperavam uma palavra e uma presença de consolo, mas foram eles que me consolaram com a sua fé e entusiasmo”, adiantou.
Leão XIV explicou que, durante a viagem, se encontrou com o patriarca ecuménico de Constantinopla e outros representantes de diferentes confissões cristãs na antiga cidade de Niceia, local histórico do primeiro concílio ecuménico, há 1.700 anos.
O Papa recordou ainda que assinalou-se ontem o 60.º aniversário da histórica declaração conjunta entre o Papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras, que pôs fim à excomunhão mútua entre as igrejas Católica e Ortodoxa.
“Damos graças a Deus, renovemos o nosso compromisso no caminho para a plena e visível unidade de todos os cristãos”, acrescentou.
O líder da Igreja Católica lembrou também as populações do sul e sudeste asiáticos, gravemente afectados pelas recentes inundações, apelando à comunidade internacional para apoiar com gestos de solidariedade aqueles que são atingidos pelos desastres naturais.
“Rezo pelas vítimas, pelas famílias que choram os seus entes queridos e por todos aqueles que prestam auxílio”, afirmou.
As chuvas torrenciais e os deslizamentos de terras registados recentemente na Indonésia, no Sri Lanka e na Tailândia fizeram pelo menos 1.400 mortos e cerca de 800 desaparecidos, enquanto milhares permanecem desalojados.
O Presidente da República diz que a arte não deve ser luxo, mas sim um instrumento de transformação social. Daniel Chapo, que falava neste sábado, em Maputo, no lançamento do Concurso Nacional de Literatura, apela aos jovens para que apostem na criatividade.
O Concurso Nacional da Literatura estará subdividido em três categorias, nomeadamente poesia, prosa e ensaio. O vencedor de cada uma das categorias poderá receber um prémio de um milhão de meticais.
A informação foi partilhada, este sábado, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, a quem coube lançar o concurso criativo.
“Para além do incentivo financeiro, os vencedores terão o privilégio de ver as suas obras publicadas e divulgadas, sob a responsabilidade dos que organizam. Com este gesto, pretendemos estimular a profissionalização da escrita e promover o acesso público do moçambicano a novas vozes, novas ideias e novas narrativas que enriquecem a nossa cultura. Este concurso representa igualmente uma viragem decisiva no incentivo do Estado à produção literária”, explicou Chapo.
O Chefe de Estado considera que a arte tem o poder de transformação social e, por isso, deve ser, também, um instrumento de diálogo.
“A literatura tem um poder único de eternizar momentos, emoções e mensagens. Uma obra escrita pode atravessar gerações e continuar a ensinar, inspirar e dialogar com o futuro. Reafirmamos que a arte não deve ser vista como um luxo, mas como uma necessidade fundamental para o desenvolvimento humano e social.”
A iniciativa é do Ministério da Educação e Cultura em parceria com a Associação dos Cineastas e a Associação dos Escritores de Moçambique.
“ Há tantos artistas cujas obras estamos a ler até hoje, de gerações e gerações, mas as suas obras continuam a ser eternizadas. Já desenhamos projetos que encorajam e promovem a participação da juventude, a participação e a inclusão de iniciativas criadoras da juventude. No fundo, o que nós queremos é a felicidade dos moçambicanos, manter a memória coletiva, manter este bem comum que é estarmos juntos e vivermos juntos e fazermos a nossa pátria”, explicou Filimone Meigos, secretário-Geral da AEMO.
Na ocasião, o Chefe do Estado anunciou a implementação da iniciativa “Um Distrito, Uma Casa de Cultura”.
“É preciso criar um espaço em cada distrito deste país para que os fazedores das artes e cultura se encontrem. Nós temos falado muito sobre jovens que estão a se perder devido ao consumo de álcool, de droga e outros males, mas nós também temos que reconhecer que é preciso criar espaços para que estes jovens se ocupem positivamente.”
Os termos de referência do Concurso Nacional de Literatura serão anunciados no próximo ano.

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