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Secretário-geral da FRELIMO considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e defende acções concretas para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

O secretário-geral da FRELIMO, Chakil Aboobacar, defende que a governação deve estar centrada no povo e não o contrário. O dirigente considera que a corrupção está a comprometer o desenvolvimento do país e aponta o combate ao fenómeno como uma das prioridades para melhorar as condições de vida dos moçambicanos.

“Não se pode governar sem se resolver os problemas, não se pode governar com palavras mas sim com acções e atitudes que impactem na vida de povo. Quando nós dissemos que não queremos dirigentes arrogantes, estamos a dizer que queremos dirigentes mais próximo da população. “ disse o secretário-geral da Frelimo afirmando que “alguns de nós antes de termos estes cargos que hoje ostentamos, éramos pessoas simples, humildes, parávamos numa banca, mercado, barraca e tomar uma mas, bastou um dia chagar ao cargo, mudou” afirmou defendendo que as iniciativas do Governo devem produzir resultados concretos e impactar directamente a vida da população.

Aboobacar falava esta quinta-feira, em Quelimane, por ocasião da sua chegada à província da Zambézia, que acolhe o primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM). O secretário-geral manteve um encontro com membros e simpatizantes do partido, durante o qual destacou a necessidade de reforçar a união entre os quadros da formação política e intensificar a monitoria da governação.

Na ocasião, o dirigente reconheceu a legitimidade das exigências da população, sublinhando que existe consciência de que a vida dos moçambicanos deve melhorar. O secretário-geral da FRELIMO apontou igualmente a corrupção como um dos factores que comprometem o desenvolvimento nacional, defendendo uma luta firme contra o fenómeno no seio do partido. “Quando o presidente diz que não queremos dirigentes corruptos, não é para nós repetirmos que não queremos dirigentes corruptos, é para nós todos nós unirmos, organizarmos, denunciarmos e punirmos exemplarmente, todos aqueles que usam bem público em benefício próprio” disse. 

Aboobacar afirmou ainda que a FRELIMO está a preparar um congresso de mudança, num contexto em que a formação política procura reforçar a sua ligação com os cidadãos e responder às preocupações da população.

A província da Zambézia é apontada como a que possui o maior número de membros da FRELIMO a nível nacional, com mais de um milhão e duzentos e cinquenta mil membros.

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Lula da Silva afirma que o Presidente dos EUA, Donald Trump, não tem o direito de proibir o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, de assistir à cimeira do G20. O Presidente brasileiro apela à união entre os membros para viabilizar a participação da África do Sul..

Os pronunciamentos foram feitos após as declarações prestadas pelo presidente norte americano, Donald Trump, no mês de Novembro último, segundo as quais a África do Sul não será convidada a participar na cimeira do G20, que se realizará este ano na cidade de Miami, na Florida. 

Na ocasião, Trump afirmou que a África do Sul mostrou ao mundo que não é um país digno de participar em nada. 

Em reacção, na noite desta segunda-feira, o presidente brasileiro, Lula da Silva afirmou que os EUA não têm o direito de proibir um membro fundador de participar do G20. 

O líder brasileiro disse ter aconselhado o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, a viajar para a cúpula mesmo sem o aval dos EUA. 

No ano passado, Donald Trump cortou assistência financeira a África do Sul depois de acusar o governo de genocídio contra pessoas brancas, alegando que estavam a ser alvos de perseguição racial e de assassinatos.  

Nos seus pronunciamentos, Lula da Silva acrescentou que impedir que o país africano participe da reunião, é abrir espaço para  que mais países sejam afastados. 

As declarações do presidente brasileiro foram feitas em uma entrevista na Alemanha, após se reunir com o chanceler Friedrich Merz.

Munícipes do bairro de Nhangau, na cidade da Beira, exigem a construção de uma morgue para a conservação de corpos dos seus entes queridos. O Município da Beira diz que o Governo Provincial se recusa a autorizar a construção de infra-estrutura para aliviar o sofrimento das famílias. Albano Carige promete avançar com a obra à revelia, caso não haja resposta.

O facto foi relatado pelos munícipes de Nhangau, que afirmam percorrer cerca de 12 quilómetros, enfrentando estradas em péssimas condições e falta de transporte, para chegar às morgues do Hospital Central ou provincial da  Beira.

Os munícipes pedem socorro, alegando que a situação coloca em risco a saúde pública, devido à permanência dos corpos até ao seu sepultamento. O atendimento nestes casos torna-se oneroso para as famílias.

Por sua vez, o Presidente do Conselho Autárquico da Beira, Albano Carige, reconhece o problema e atribui responsabilidades ao sector da saúde na província de Sofala.

Carige promete avançar com a construção da infra-estrutura, mesmo sem resposta das autoridades competentes.

O “O País” tentou contactar a Direcção Provincial da Saúde, mas sem sucesso.

O ministro da Defesa nigeriano, Christopher Musa, defendeu o ataque aéreo militar ao mercado de Jilli, no estado de Borno, insistindo que não se tratou de um erro, como alguns críticos alegaram.

O ministro afirmou que os alvos eram “todos terroristas ou indivíduos que colaboram com eles”, sublinhando que a operação foi baseada em informações fidedignas. “O incidente em Jilli não foi um erro. Qualquer pessoa encontrada com eles é um deles”, disse, alertando os civis contra o fornecimento de qualquer tipo de apoio a grupos terroristas, incluindo alimentos ou assistência médica. 

Acrescentou que esta assistência permite aos terroristas sustentar as suas operações, referindo: “Se as pessoas pararem de os abastecer, este problema acabará completamente”. 

Abordando as preocupações sobre os repetidos ataques aéreos acidentais que afectam civis, negou que tais incidentes estejam a ocorrer, dizendo que nenhum erro semelhante ocorreu desde o episódio de Tudun Biri. 

Entretanto, homens armados atacaram um autocarro de passageiros no estado de Benue, no Centro-Norte da Nigéria, raptando alguns estudantes que estavam a caminho de fazer o exame de admissão, disseram as autoridades. Os estudantes e outros passageiros foram sequestrados na auto-estrada Otukpo-Makurdi, disse Hyacinth Alia, governador de Benue, em comunicado.

O governador não especificou quantas pessoas foram levadas, mas os meios de comunicação locais informaram que havia um total de 14 passageiros a bordo. “O ataque a cidadãos inocentes, particularmente estudantes a caminho de fazer provas, é inaceitável e vai contra todas as normas de humanidade e ordem civil”, disse Alia.

Israel encerrará na terça e quarta-feira as passagens por onde entra a ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido aos feriados israelitas, dificultando ainda mais a situação dos dois milhões de palestinianos que vivem no enclave, foi divulgado nesta segunda-feira.

“Informamos que as passagens fronteiriças entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de Abril) por ocasião do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel”, indicou, em comunicado, o COGAT, o órgão militar israelita que administra os territórios palestinianos ocupados.

O COGAT salientou que, apesar do encerramento, o trabalho de recolha de ajuda humanitária já presente em Gaza continuará.

Este órgão militar já fechou as passagens fronteiriças de Gaza, que Israel controla na totalidade, durante as duas festas judaicas da Páscoa no início de Abril.

Também as encerrou desde o início da guerra com o Irão, a 28 de Fevereiro, durante dois dias, excepto na passagem de Rafah, na fronteira com o Egipto e a única por onde se realizam evacuações médicas de palestinianos. Esta passagem só reabriu a 18 de Março.

O COGAT diz que permite a entrada de cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia, embora apenas cerca de 120 deles sejam de agências humanitárias.

O restante é carga comercial, que a maioria dos habitantes de Gaza não consegue pagar.

A 07 de Outubro de 2023, um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em Israel causou cerca de 1200 mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, a destruição de quase todas as infraestruturas e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

O cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou em vigor a 10 de Outubro de 2025, sem que Israel esteja a cumprir o acordado em relação à ajuda humanitária, reconstrução, protecção de civis, liberdade de circulação ou autogovernação, de acordo com um relatório elaborado por cinco organizações não-governamentais, com a presença da França.

Desde o início da trégua, Israel e Hamas têm-se acusado mutuamente de violações ao cessar-fogo. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, desde então os ataques israelitas causaram 777 mortos e 2193 feridos, incluindo mais de 180 crianças.

Bancos centrais da Africa Austral e Oriental querem combater em conjunto o braqueamento de capitais e finaciamento ao terrorismo. Por isso, recomendam que os países fortaleça as instituições financeiras, públicas e privadas. 

O Instituto de Gestão Macroeconómica e Financeira da África Oriental e Austral, que  ajuda governos e bancos centrais na gestão macroeconómica das suas economias, juntou em Maputo esta segunda-feira bancos centrais e comerciais da região para encontrar caminhos conjuntos para o combate ao branqueamento de capitais.

Para Clement Kapalu, director da inteligência financeira da Zâmbia e presidente do instituto, os crimes financeiros estão a dominar o espaço digital, tornando a sua investigação mais complexa, por isso, alerta para a atenção dos países da região. 

“Por causa da natureza complexa destes crimes, é esperado que as nossas instituições se levantem, e se equiparem com marcas fundamentais sobre como lidar eficazmente com o crime financeiro.”

No evento, o Banco de Moçambique, através do Administrador Jamal Luís Omar  desafiou os bancos comerciais e centrais, bem como os governos a unirem esforços para combater o branqueamento de capitais.

“Neste contexto, é igualmente importante continuar a fortalecer a capacidade das instituições financeiras para que elas se equiparem para prevenir abusos, identificar vulnerabilidades e responder efetivamente aos riscos associados com o roubo de dinheiro e financiamento ao terrorista. O combate branqueamento requer leis, instituições e cooperação. Mas, acima de tudo, requer pessoas preparadas, vigilantes e comprometidas.”

O cenário de branqueamento de capitais na África Austral e Oriental é tido como de elevado risco nas duas regiões, impulsionado principalmente pela corrupção e pelo comércio ilegal de recursos naturais.

O crime violento voltou a atingir níveis alarmantes na cidade de Chimoio, província de Manica. O caso mais recente envolve um casal, que foi brutalmente assassinado, neste sábado, na sua própria residência, por indivíduos armados com catanas. A esposa estava no nono mês de gestação.

Evaristo Rodrigues, que trabalhava como transportador de passageiros, regressava de mais uma jornada laboral quando se dirigiu a uma bomba de combustível, onde conseguiu abastecer a sua viatura pouco depois da meia-noite. Já no momento em que entrava na sua residência, foi surpreendido e atacado pelos criminosos.

“Chegou em casa e ao sair do carro foi catanado. A esposa quando viu o carro foi abrir a porta para o marido e foi também catanada”, contou um familiar das vítimas. 

Após assassinar o casal, os malfeitores introduziram-se na residência, onde ameaçaram os filhos das vítimas e roubaram dois telemóveis.

Os familiares das vítimas estão inconsoláveis e exigem uma resposta firme das autoridades no combate ao crime violento.

O Irão recusa negociações com os Estados Unidos sobre um possível cessar-fogo, segundo informações divulgadas, neste domingo, pela agência estatal iraniana. A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente após trocas de acusações envolvendo o descumprimento de acordos recentes.

O governo iraniano justificou a recusa  de participar em mais conversações com vista a paz com os Estados Unidos, alegando que as exigências feitas por Washington são excessivas. 

Além disso, autoridades de Teerão criticaram o que classificaram como mudanças frequentes de posição por parte dos Estados Unidos. Dessa forma, o impasse compromete a continuidade do diálogo diplomático. 

“De momento, não temos planos para uma próxima ronda de negociações e não houve qualquer decisão sobre isso. EUA, ao adoptarem comportamentos contraditórios e violarem de forma contínua os termos do cessar-fogo, demonstraram que não têm seriedade no processo diplomático”, avançou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iranianos, Ismail Bagei em conferência de imprensa. 

O mesmo responsável sublinhou que tudo “intensifica a desconfiança” perante os EUA, que, em menos de nove meses, atacou o Irão em duas ocasiões enquanto decorriam negociações e matou altos dirigentes e cidadãos iranianos.

Trump alertou que se Teerão não aceitar a proposta de Washington, as forças armadas norte-americanas podem destruir todas e cada uma das centrais elétricas e pontes do Irão.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu este domingo, em Xining, na China,  o compromisso  de reforço da presença de empresas chinesas em Moçambique, com  enfoque nos sectores da energia, infra-estruturas e recursos naturais,  no quadro do aprofundamento da cooperação económica com a  província de Qinghai, durante um encontro com o Secretário  Provincial do Partido Comunista de Qinghai, Wu Xiaojun. 

No encontro, o Chefe do Estado enalteceu o modelo de  desenvolvimento observado na China, sublinhando o impacto da  liderança política no combate à pobreza e na promoção do  crescimento económico.

“Estamos muito bem impressionados com o que vimos, sobretudo o  exemplo do engajamento do nosso Partido irmão, o Partido Comunista  na China. A liderança firme e esclarecida do camarada Xi Jinping no  combate à pobreza rumo ao desenvolvimento”. 

O estadista moçambicano destacou ainda que a visita está a permitir  identificar oportunidades concretas de cooperação, sobretudo no  sector energético, incluindo produção, transmissão e integração  regional de energia. 

“Aprendemos muito desde a manhã. Aqui vimos que há  conhecimento, há recursos e nós achamos, como dois povos irmãos,  que podemos fazer projetos juntos na área de energia em  Moçambique, em linhas de transmissão para países vizinhos e  ganharmos dinheiro juntos”. 

O Chefe do Estado defendeu igualmente investimentos conjuntos em  diferentes fontes de energia, sublinhando o potencial de Moçambique  nos sectores hidroeléctrico, solar e do gás natural, bem como a  necessidade de infraestruturas modernas para sustentar o crescimento  económico. 

“Também aprendemos a questão relacionada com como produzir  energia de forma combinada. E a nossa intenção é fazermos esses  projectos juntos, investirmos juntos e gerarmos riquezas juntos”. 

O Presidente Daniel Chapo sublinhou ainda o interesse em atrair mais  investimento chinês para Moçambique, apelando à participação  activa de empresas daquele país em sectores estratégicos como  energia, minas, agricultura e infraestruturas. 

“Estamos convidando as nossas empresas para poderem vir investir em  Moçambique, saírem daqui para investir em Moçambique na área de  energias. Há muito potencial e um mercado muito grande”. 

O governante destacou também a longa trajectória das relações  entre os dois países, que considerou históricas e estratégicas, desde a  luta de libertação nacional até à actual fase de desenvolvimento  económico e social.

“Também queremos destacar que as nossas relações duram mais de  50 anos. São relações históricas que começam desde a luta pela  libertação nacional. Lutámos juntos para a independência.  Alcançamos juntos as independências. Estamos a lutar juntos para  sairmos da pobreza”. 

O encontro foi marcado por uma convergência de visões quanto à  expansão da cooperação bilateral, com o dirigente chinês a reiterar a  abertura da província para mobilizar mais empresas dos sectores  energético, mineiro e de infra-estruturas, com vista a investir em  Moçambique e participar em projectos estruturantes de  desenvolvimento. 

Wu Xiaojun sublinhou ainda a aposta no reforço da cadeia de valor  local, defendendo que mais empresas chinesas devem não apenas  investir, mas também promover a transformação de recursos em  território moçambicano, contribuindo para a industrialização do país e  para a criação de emprego. 

O dirigente chinês destacou igualmente a importância da  cooperação no domínio da energia limpa e da troca de experiências  no combate à pobreza, apontando a necessidade de aprofundar o  intercâmbio institucional entre as duas partes e de consolidar projectos  conjuntos de desenvolvimento sustentável. 

Wu Xiaojun concluiu reafirmando a disponibilidade de Qinghai para  aprofundar a cooperação com Moçambique, incluindo o envio de  delegações empresariais, concessão de bolsas de estudo e reforço do  intercâmbio institucional, apontando para uma nova fase de relações  económicas mais intensas entre os dois lados. 

Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada. Entretanto, o Irão reafirmou que o bloqueio naval norte-americano constitui um acto ilegal e criminoso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que negociadores norte-americanos estarão esta segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.

“Os meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão – estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações”, pode ler-se numa publicação de Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos vão propor “um acordo bastante justo e razoável”.

“Espero que aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão arrasar todas as centrais eléctricas e pontes no Irão”, ameaçou o presidente norte-americano.

Donald Trump diz ainda que caso o Irão não aceite o acordo será sua “honra fazer o que tem de ser feito, o que já deveria ter sido feito ao Irão, por outros presidentes, nos últimos 47 anos”, acrescentando, em maiúsculas, que “é tempo da máquina de matar iraniana acabar”.

Na publicação, Donald Trump não detalhou que oficiais dos Estados Unidos estarão presentes nas negociações, uma segunda ronda após o vice-presidente JD Vance ter participado em conversas, também em Islamabad, na semana passada.

O Presidente dos Estados Unidos também acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.

O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.

Teerão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos “viola cessar-fogo”

O Irão reafirmou este domingo que o bloqueio naval norte-americano constitui “não só uma violação do cessar-fogo”, mas também “um acto ilegal e criminoso”.

“Ao infligir deliberadamente punição colectiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.

Este domingo, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz.

O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.

O Irão impediu, este domingo, a passagem de dois petroleiros, um deles com bandeira de Angola, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, depois de emitirem avisos, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

“Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas”, informou a agência Tasnim, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana.

A agência indicou que as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, mas, após a “intervenção oportuna” das Forças Armadas iranianas, “foram obrigadas a mudar de rumo e a retirar”.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse no sábado numa entrevista citada pela Associated Press (AP) que “é impossível outros passarem pelo Estreito de Ormuz” enquanto os próprios iranianos também não conseguirem.

Qalibaf, que é o negociador-chefe do Irão nas conversas com os Estados Unidos, atacou o bloqueio dos Estados Unidos, catalogando-o como “uma decisão ingénua tomada por ignorância”, garantindo ainda que “não haverá retirada no campo da diplomacia” apesar da desconfiança entre as partes.

O Irão anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz depois de uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo militante Hezbollah (apoiado pelo Irão) no Líbano, mas depois de Trump afirmar que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos iria “continuar com toda a força” até se alcançar um acordo, Teerão anunciou que iria continuar a restringir as passagens no estreito.

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