Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
Moamba enfrenta dificuldades de acesso à energia eléctrica e falta de salas de aula nas escolas. O administrador deste distrito, Carlos Mussanhane, reconhece que há muitos desafios pela frente e apela à população para contribuir para o desenvolvimento desta parcela da Província de Maputo. Mussanhane falava no âmbito da gala do fim de ano, que teve lugar nesta segunda-feira.
O distrito de Moamba realizou, nesta segunda-feira, uma gala de fim de ano, que contou com a presença de diversas individualidades.
Na ocasião, o administrador distrital, Carlos Mussanhane, reconheceu as conquistas do distrito e o trabalho dos habitantes para o alcance das metas.
“Cada uma dessas localidades, cada um desses 123 588 habitantes estão a fazer de tudo para transformar de forma positiva o potencial que nós temos, a capacidade que está instalada em riqueza efectiva, nós queremos, como distrito de Moamba, ser uma referência no que diz respeito à produção”, começou por explicar Carlos Mussanhane, administrador do distrito.
O governante destacou como desafios que dificultam o desenvolvimento do distrito a falta de salas de aula nas escolas e dificuldades de acesso à energia eléctrica.
“Estamos a dizer que, neste momento, sob o ponto de vista de desafios, temos cerca de 123 turmas ao ar livre, crianças que quando cai chuva não têm como estudar e, com sol intenso, não têm como estudar. Temos também desafios na expansão da rede eléctrica”, referiu.
Mussanhane explicou igualmente que o Governo está a trabalhar para que em todos os postos administrativos e localidades haja pelo menos uma unidade sanitária.
“Nós, como distrito, como se pode imaginar pela localização, deveríamos ter um hospital distrital de referência, e não temos, mas há um projecto ao nível do Ministério da Saúde. Também estamos a trabalhar para pressionar para que efectivamente se possa concretizar. Estamos a trabalhar também para que em todos os postos administrativos, em todas as localidades tenhamos pelo menos uma unidade sanitária para responder àquilo que é a demanda da nossa população.”
Refira-se que o distrito de Moamba conta, actualmente, com 123 588 habitantes, numa extensão territorial de 4628 km², quatro postos administrativos e 10 localidades.
A FIFA vai distribuir cerca de 620 milhões de euros (ME), o que equivalente a 46,5 mil milhões de meticais, pelas 48 selecções presentes no Mundial 2026 de futebol, mais 50% que na edição anterior, sendo que cada nação receberá, no mínimo, nove ME.
Para o evento que vai ser coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, o Conselho da FIFA, reunido em Doha, decidiu que, deste “bolo”, 558 ME vão ser atribuídos sob a forma de prémios.
Assim, o campeão do mundo vai embolsar 42,5 ME, o finalista 28 ME, o terceiro 25 e o quarto 23.
Ficou ainda decidido que as selecções classificadas do quinto ao oitavo lugar receberão 16 ME, as do nono ao 16.º cerca de 13, as que terminarem entre a 17.ª e 32.ª posição 9,5, e as que ficarem entre o 33.º e o 48.º, 7,5 milhões.
Paralelamente, cada participante na fase final mais alargada da história vai arrecadar 1,3 ME para financiar os custos de preparação.
“O Campeonato do Mundo será também pioneiro no que respeita à sua contribuição financeira para a comunidade global do futebol”, congratulou-se o presidente da FIFA, Gianni Infantino.
O Conselho da FIFA aprovou igualmente a criação de um fundo para a recuperação de infra-estruturas que vai beneficiar, entre outros, a Palestina, destruída pela acção de Israel, em linha com o objectivo de promover os valores unificadores do futebol.
Esta medida surge na sequência do anúncio feito por Gianni Infantino na Cimeira pela Paz, realizada em Sharm El-Sheikh, Egipto, em Outubro, na qual o presidente da FIFA adiantou a intenção de criar um mecanismo de apoio às regiões afectadas por conflitos.
Este instrumento financeiro, aberto a contribuições de terceiros e sujeito a uma supervisão rigorosa, complementará as acções já implementadas no âmbito do programa “FIFA Forward” e de outras iniciativas do organismo.
As bancadas da Renamo e do Podemos solicitaram a criação de uma comissão de inquérito para averiguar as contas, a gestão e as operações da empresa Linhas Aéreas de Moçambique, por entenderem que está à beira do colapso.
A Renamo apresentou, nesta quinta-feira, uma moção de reprovação às respostas do Governo na sessão dos dias 13 e 14 últimos, por considerar vazias as informações apresentadas.
“No caso das Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, o Governo não conseguiu convencer o povo e dar garantias de que haverá mais aeronaves. Não garantiu a baixa de preços até alcançar os baixos níveis aplicados nas companhias congêneres da região e não garantiu na sua resposta que a má gestão baseada no excesso de passageiros ligados à elite governativa que não paga o bilhete de viagens vai acabar”, referiu a relatora da Renamo, Glória Salvador, justificando a pertinência da moção.
Por isso, o partido exige a criação de uma comissão de inquérito parlamentar que vai averiguar o que chama de desmandos na companhia de bandeira.
Juliano Picardo disse que, com a moção de reprovação às respostas do Governo em relação à LAM, “pretendíamos convidar a Assembleia da República a proteger os clientes como consumidores e na defesa dos recursos públicos do Estado injectados na LAM, criando, para o efeito, uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a LAM sobre os casos de corrupção, desvio de fundos públicos como um passo importante para restaurar a integridade, a confiança na gestão da companhia de bandeira, assim como para esclarecer as denúncias de má gestão”, disse.
A pretensão é apoiada pelas bancadas do Podemos e do MDM.
“São estas práticas, incluindo mão-de-obra sedentária, contratos ruinosos com fornecedores aluguer de aviões sem critérios de transparência. Lamentamos o facto da proposta da bancada parlamentar do MDM apresentada durante a primeira sessão ordinária vista a criação de uma comissão parlamentar de inquérito ter sido arquivada. Por isso, apoiamos o projecto de moção de reprovação às informações prestadas pelo Governo”, disse António Acácio, do Podemos.
“Se esta casa realmente representa o povo, não pode ficar no silêncio alheio, a esta situação. Não pode assistir a este sofrimento. Esta casa não pode ser cúmplice da incompetência dos gestores da LAM e do Governo. Por isso, exigimos que seja criada uma comissão de inquérito parlamentar para averiguar a situação das Linhas Aéreas de Moçambique”, disse.
A moção de reprovação foi debatida, levada a votação e chumbada pela bancada da Frelimo, contra as três bancadas da oposição.
“A sua fundamentação material é insuficiente e predominantemente subjectiva, não demonstrando de forma objectiva razões bastantes que a justifiquem. O Governo compareceu às sessões de perguntas ao Governo, respondeu às interpelações formuladas e prestou esclarecimento no âmbito das suas competências constitucionais e legais. Não se verifica qualquer incumprimento do dever de informar, nem foram demonstrados factos objectivos que configurem omissão relevante, recusa ilegítima de esclarecimentos ou prestação dolosa de informação falsa”, explicou Suleiman Fonseka, deputado da Frelimo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou que Moscovo buscará ampliar seus ganhos na Ucrânia caso Kiev e seus aliados ocidentais rejeitem as exigências do Kremlin nas negociações de paz.
Em um discurso proferido na quarta-feira, durante uma reunião anual com altos oficiais militares, ele afirmou que Moscou preferiria alcançar seus objetivos e “eliminar as causas profundas do conflito” por meios diplomáticos.
Mas ele afirmou que “se o lado oposto e seus patrocinadores estrangeiros se recusarem a participar de um diálogo substancial, a Rússia conseguirá a libertação de suas terras históricas por meios militares”, escreve o Africanews.
Putin quer que todas as áreas em quatro regiões-chave capturadas por suas forças, bem como a Crimeia, que foi anexada ilegalmente em 2014, sejam reconhecidas como território russo.
Ele também exigiu que a Ucrânia se retire de algumas áreas no leste do país que as forças de Moscou ainda não capturaram.
O Kremlin também insiste que a Ucrânia abandone sua candidatura para ingressar na OTAN e adverte que não aceitará o envio de tropas de países membros da OTAN, considerando-os um “alvo legítimo”.
Zelensky expressou a disposição de retirar a candidatura da Ucrânia à OTAN se os EUA e outras nações ocidentais oferecerem a Kiev garantias de segurança semelhantes às oferecidas aos membros da OTAN.
Ao mesmo tempo, Zelensky rejeitou as exigências de Moscou para que retirasse suas tropas de outras áreas que a Rússia não conseguiu tomar à força.
Um embate entre uma motorizada e um camião resultou na morte de uma pessoa na cidade de Chimoio. A vítima era condutor de moto-táxi, que teria cortado prioridade ao camião que seguia na mesma direcção.
O acidente ocorreu na Estrada Nacional Número Seis (EN6), na zona da Coca Cola, na cidade de Chimoio, em Manica. Tanto a moto como o camião seguiam na mesma direcção, mas quando o condutor do camião tentava fazer uma manobra de inversão de sentido de marcha, o embate ocorreu.
“O camião estava a contornar aqui, acho que era para descarregar a mercadoria, mas o taxista não prestou atenção quando o carro piscou (…) O camião piscou, mas o taxista não prestou atenção”, contam testemunhas.
Segundo relatos do condutor do camião, envolvido no sinistro, a vítima seguia em alta velocidade, tendo embatido na sua viatura.
“Comecei a contornar, a dar pisca, só que o homem vinha bem embalado. Logo, ele veio e bateu no tanque”, conta o motorista.
A vítima perdeu a vida a caminho do Hospital Provincial de Chimoio, segundo confirmou o director clínico da maior unidade sanitária de Manica. Este é o segundo acidente na mesma zona em menos de duas semanas.
As Nações Unidas revelaram que a rápida piora da insegurança alimentar na República Democrática do Congo (RDC) já afecta mais de 4 milhões de crianças menores de cinco anos. A situação causada pela continuação de conflitos armados, pelo deslocamento de civis e pela degradação das condições sanitárias agravou a ameaça da desnutrição.
Segundo o relatório da ONU, estima-se que mais de 1,3 milhão de menores são vítimas da desnutrição grave, de acordo com o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar, IPC. A ferramenta de um grupo de especialistas internacionais analisa periodicamente a situação alimentar.
As Nações Unidas defendem ainda que a crise abrange igualmente os adultos e os mais vulneráveis. Cerca de 1,5 milhão de mulheres grávidas ou lactantes sofreram de desnutrição e precisaram de tratamento urgente no mesmo período.
Refira-se que nos últimos dias, uma nova ofensiva dos rebeldes do grupo M23 na província do Kivu do Sul, teve impacto em vários locais. Com os ataques foi tomada a cidade de Uvira em 9 de Dezembro após intensos combates.
O Presidente da República, Daniel Chapo, confere hoje posse a José Inácio Ramos Santos, recentemente nomeado ao cargo de Procurador-Geral Adjunto da República.
Segundo o comunicado da Presidência da República, a cerimónia enquadra-se no contexto do fortalecimento institucional e tem como objectivo garantir a estabilidade, a eficácia e o reforço da actuação do Ministério Público, assegurando o cumprimento da lei, a proteção dos direitos dos cidadãos e a salvaguarda do interesse público.
A Comissão Política da Renamo marcou para Março de 2026 a realização de mais um Conselho Nacional e diz tratar-se de uma reunião que visa integrar todos os generais e membros que têm contribuído desde a existência do partido.
Em declarações prestadas à imprensa nesta terça-feira, o partido liderado por Ossufo Momade assegurou que a marcação de mais uma reunião se enquadra nas iniciativas que visam colocar fim à “situação” que a Renamo atravessa.
O partido Renamo serviu-se ainda da ocasião para queixar-se de actos de desinformação e para condenar a vandalização das suas delegações.
Sobre outras situações e processos internos do partido, o porta-voz da Comissão Política da Renamo, Saíde Fidel, anunciou ainda a marcação de uma reunião que poderá acontecer em Janeiro de 2026 e que servirá de ponte para o Conselho Nacional 2026, que afirma ser mais abrangente e diferente da reunião de 16 Outubro deste ano, realizada pela ACOLDE.
Aliás, de acordo com o porta-voz do órgão, a reunião de Março é donde poderá sair a data do Congresso Nacional.
O porta-voz da Comissão Política da Renamo, Saúde Fidel, falava nesta terça-feira, em Maputo, após mais uma sessão do órgão.
Um agente de segurança privada foi filmado a agredir uma criança de oito anos de idade numa área de exploração de areias pesadas em Inhassunge, província da Zambézia. O agressor está foragido, de acordo com o Governo.
O caso que chocou a sociedade foi exposto através de um vídeo que viralizou nas redes sociais. O agente de segurança privada, ora em parte incerta, segundo o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, alegou que a criança teria furtado bens de uma empresa mineira que explora areias pesadas em Inhassunge – a Africa Great Wall Mining.
O caso levou o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social a convocar uma conferência de imprensa, nesta terça-feira, para reagir à situação. A instituição diz que a empresa de segurança não está a prestar informações precisas sobre o seu trabalhador.
“Foi destacada uma equipa multissectorial para ir ao terreno, onde se constatou que, de facto, o menor foi violentado. O trabalhador não é da mineradora, ele é de uma empresa de segurança que presta serviço de segurança”, disse Baltazar Egídio, porta-voz do Ministério de Trabalho, Género e Acção Social.
Na ocasião, assegurou que a polícia está a trabalhar para apurar elementos relevantes, incluindo a localização do infractor. O menor e a respectiva família foram localizados, e o ministério garante que vai prestar apoio à vítima, embora haja uma contrariedade sobre a data dos factos.
“No contacto com a família, constatámos que há informação divergente. Há uma informação que dá conta de que os factos ocorreram no mês de Dezembro, mas a outra dá conta de que os factos ocorreram em Janeiro.”
O facto passa, agora, de um assunto laboral para criminal: a procuradoria já abriu um processo para a responsabilização do agente de segurança privada.

| Cookie | Duração | Descrição |
|---|---|---|
| cookielawinfo-checbox-analytics | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics". |
| cookielawinfo-checbox-functional | 11 months | The cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional". |
| cookielawinfo-checbox-others | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other. |
| cookielawinfo-checkbox-necessary | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary". |
| cookielawinfo-checkbox-performance | 11 months | This cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance". |
| viewed_cookie_policy | 11 months | The cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data. |