Foram concluídos, recentemente, novos trabalhos de manutenção mecanizada pesada no Caminho de Ferro do Corredor de Nacala, garantindo a circulação segura e sem interrupções dos comboios numa das principais artérias de transporte de carga do norte do país.
A linha, com 912 quilómetros, liga a região carbonífera de Moatize, na província de Tete, ao porto de águas profundas de Nacala, atravessando o Malawi, e transporta cerca de 18 milhões de toneladas de carga por ano. Inaugurada em 2016, tem 650 quilómetros construídos e mantidos pela CR20.
Dado o tráfego intenso, a via não pode ser encerrada por longos períodos. Os trabalhos — compactação da via, correcção do alinhamento e reposição de balastro — decorrem em janelas de interdições programadas, com máquinas de grande porte e sob acompanhamento do dono da obra e da fiscalização. Antes de cada reabertura é feita uma verificação conjunta do estado da linha.
Segundo a empresa, as anomalias diminuíram significativamente, tendo sido eliminadas as restrições de velocidade e as paragens temporárias causadas por problemas de infra-estruturas, contribuindo para a estabilidade do corredor e para a economia nacional.
A manutenção mecanizada pesada realizada pela CR20 incluiu a compactação da via, a correcção do alinhamento e a reposição de balastro, assegurando melhores condições de segurança e eficiência no transporte ferroviário de carga.
Um grupo de indivíduos ainda não identificados tem protagonizado actos de roubo e vandalização de infra-estruturas da empresa Águas de Moçambique, na província da Zambézia. As acções comprometem seriamente o fornecimento de água, afectando cerca de 6 mil clientes.
Parte significativa dos equipamentos essenciais para garantir o fornecimento de água utilizados no sistema de abastecimento é adquirida na África do Sul. Contudo, nas últimas semanas, a empresa Águas de Moçambique tem registado uma onda preocupante de ataques às suas infra-estruturas, com destaque para o roubo de grupos de bombagem e componentes do sistema eléctrico.
Os prejuízos já ultrapassam um milhão de meticais em equipamentos, impactando directamente a capacidade de distribuição e deixando milhares de consumidores em situação de vulnerabilidade.
Como medida de mitigação, a empresa está a investir na construção de novos furos de água no distrito de Nicoadala, cada um avaliado em cerca de 2 milhões de Meticais. A iniciativa visa reduzir os efeitos das interrupções e reforçar a resiliência do sistema.
A Águas de Moçambique em Quelimane condena veementemente estes actos criminosos e apela à colaboração da população, no sentido de denunciar qualquer actividade suspeita, contribuindo assim para a protecção de um bem essencial à vida.
O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.
Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora constitui uma prática regular da governação. “Consta permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao estrangeiro”.
Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento rumo à nossa independência econômica”.
O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50 anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os dois países.
Segundo explicou, a visita visa consolidar a cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura, energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e mulheres.
Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política, económica e social.
No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI, sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao terrorismo em Cabo Delgado.
A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400 cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais, enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.
Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e obstáculos na realização de operações bancárias na China com cartões moçambicanos.
Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma articulada.
No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o encontro em Pequim representa um momento de proximidade e valorização dos moçambicanos no exterior.
O país conta, a partir desta quarta-feira, com uma nova forma de prevenção do HIV/SIDA. Trata-se da Lenacapavir, uma injecção lançada pelo ministro da Saúde, que quando administrada duas vezes ao ano reduz o risco de infecção.
Dados do sector da Saúde apontam que o país regista anualmente 92 mil novas infecções por HIV, sendo que grande parte dos casos em adolescentes e jovens.
A adesão ao tratamento continua um desafio, numa altura em que prevalecem situações de estigma e descriminação.
Porque a ideia é reduzir as novas infecções, o ministro da Saúde lançou, esta quarta-feira, na província de Maputo, a Lenacapavir, uma nova forma de protecção contra a doença.
“Esta introdução vem alargar o leque de medicamentos de prevenção de profilaxia. Isto vai reduzir a pressão sobre nós. As pessoas vêm levando medicamentos todos meses. Agora vai reduzir a pressão porque vai-se apanhar uma injeção duas vezes por ano. ”
O método injetável deve ser administrado duas vezes, a cada seis meses, mas de forma combinada.
“Este médico de prevenção não deve ser implementado de forma isolada. Deve ser combinado com o uso de preservativo, a testagem rápida, o tratamento antirretroviral e campanhas de educação para mudança social e de comportamento”.
Numa primeira fase, a Lenacapavir será administrada em 55 unidades sanitárias e terá como prioridade adolescentes e jovens a partir de 15 anos de idade.
“Iremos iniciar pelas unidades sanitárias das cidades e província de Maputo e Zambézia. Quando se fala muito do chamado dividendo demográfico, é isto contingente. É por isso que esta injeção vai ser dada a partir dos 15 anos. Porque é este grupo que nós temos que salvar”.
Com a sua introdução o país passa a ser o nono em África a recorrer a este método de protecção, produzido nos Estados Unidos da América.
O ministro da Saúde reiterou que a Lenacapavir é uma injecção de acesso gratuito e deve ser somente administrada nas unidades sanitárias.
O mercado de transferências de Verão ainda não abriu, mas o nome de Geny Catamo já domina as manchetes desportivas na Europa. O extremo moçambicano do Sporting CP, que se tornou uma peça fulcral na estratégia dos “leões”, está a ser acompanhado de perto por vários emblemas da Premier League, com o Liverpool e o West Ham na linha da frente da corrida.
A imprensa britânica tem colocado Catamo como um dos nomes na lista de sucessão de Mohamed Salah no Liverpool. A polivalência do moçambicano, capaz de actuar em todo o corredor direito, aliada à sua explosividade e capacidade de drible, agrada particularmente aos observadores dos Reds.
Por outro lado, o West Ham vê em Geny o perfil ideal para reforçar o seu ataque, procurando antecipar-se à concorrência de outros clubes ingleses como o Newcastle e o Aston Villa.
Ciente do crescente assédio, a SAD do Sporting agiu preventivamente. Após uma renovação contratual que estendeu a ligação do jogador até 2029, o clube de Alvalade fixou uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.
Embora o valor de mercado de Geny tenha disparado após as suas exibições consistentes na Liga Portugal e na Liga dos Campeões, os especialistas acreditam que uma proposta na ordem dos 25 a 30 milhões de euros poderá levar os responsáveis leoninos para a mesa de negociações, dada a necessidade de realizar mais-valias financeiras.
A temporada 2025/26 tem sido a da afirmação absoluta para o camisola 10 do Sporting. Com números que já superam os registos da época passada, Geny Catamo celebrou recentemente a marca histórica de 100 jogos oficiais pelo clube, consolidando-se como um dos extremos mais desequilibradores a actuar em Portugal.
Em Alvalade, o discurso oficial é de tranquilidade. O treinador Rui Borges tem reiterado a importância do jogador para os objectivos da equipa, mas o próprio Geny, embora focado nos títulos nacionais, nunca escondeu o sonho de actuar na “melhor liga do mundo”.
Se a transferência se concretizar pelos valores especulados, Geny Catamo poderá tornar-se a venda mais cara de sempre de um jogador moçambicano, superando largamente os registos anteriores e confirmando o excelente momento que o futebol de Moçambique atravessa no palco internacional.
Realizado no passado dia 18 de Abril, a Royal Aroma reforçou o seu compromisso com o desenvolvimento comunitário ao apoiar o evento “Cordas e Raquetes em Ritmo”, uma iniciativa que une desporto, cultura e entretenimento.
Sob o lema “Nutrindo Comunidades, Impulsionando Futuros”, o evento reuniu participantes de diferentes idades, proporcionando um ambiente dinâmico e inclusivo, com actividades desportivas, momentos culturais e convívio, incentivando estilos de vida saudáveis e a valorização da cultura moçambicana.
A aposta no badminton, enquanto modalidade acessível, permite à marca conectar-se directamente com jovens em escolas e comunidades, promovendo disciplina, inclusão e participação activa.
Com esta iniciativa, a Royal Aroma posiciona-se como mais do que uma marca alimentar, assumindo-se como um agente activo na promoção do bem-estar social e no crescimento das comunidades.
A ligação à saúde e nutrição mantém-se central, estando alinhada com a visão futura da marca, que inclui a introdução de arroz fortificado no mercado, reforçando o seu contributo para a energia, saúde e bem-estar das famílias.
Para além do badminton, a Royal Aroma aposta em modalidades como futebol, xadrez e música, adoptando uma abordagem integrada que promove o desenvolvimento físico, mental e cultural.
O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, foi recebido na sede da Administração Geral do Desporto da República Popular da China, por Gao Zhidan, Ministro do Desporto e Presidente do Comité Olímpico Chinês, onde discutiram áreas de cooperação, numa nova forma do estreitamento das relações, na área desportiva.
O encontro entre Caifadine Manasse e Gao Zhidan, Ministro do Desporto e Presidente do Comité Olímpico Chinês, aconteceu num ambiente de hospitalidade e de amizade, respeito e confiança mútua.
Do encontro foram identificadas as seguintes áreas de cooperação, nomeadamente formação de atletas de alto rendimento em centros de excelência chineses, capacitação de treinadores, médicos desportivos e fisioterapeutas, desenvolvimento do desporto escolar e comunitário, reforço do combate ao doping, em nome de um desporto limpo e ético, apoio em infra-estruturas desportivas modernas para todo o País.
A experiência desportiva da China é uma das mais notáveis do planeta na actualidade, oportunidade não deixada de lado pelo ministro moçambicano para buscar experiências e parcerias para o crescimento do desporto moçambicano.
Em poucas décadas, a China tornou-se uma potência olímpica global, organizou duas edições dos Jogos Olímpicos, Beijing 2008 e Beijing 2022, construiu um sistema desportivo de referência mundial, que combina, de forma exemplar, desporto escolar, identificação precoce de talentos, formação científica de atletas e treinadores, medicina desportiva de ponta e infra-estruturas de excelência.
Na ocasião, Caifadine Manasse destacou o facto de ser uma experiência rica, inspiradora e altamente replicável, da qual Moçambique tem muito a aprender.
Para o dirigente moçambicano, “o desporto é, hoje, muito mais do que competição: é saúde pública, é disciplina, é coesão social, é afirmação soberana de um país perante o mundo”.
Por isso, segundo Manasse, “investir no desporto é investir na juventude, na economia e na imagem de Moçambique, e essa é, precisamente, a leitura estratégica que orienta a acção do Presidente Daniel Chapo”.
Nos últimos anos Moçambique tem estado a afirmar-se no mundo do desporto, com destaque para as modalidades individuais, onde ganha protagonismo e respeito ao nível global, para além das modalidades colectivas, como futebol masculino e basquetebol feminino, onde vai ganhando o seu espaço ao nível continental.
“A visita de Estado à República Popular da China é prova inequívoca dessa visão, uma visão que coloca a juventude e o desporto no centro da agenda nacional e que eleva Moçambique a um patamar superior de diálogo e cooperação internacional”, escreve o MJD na sua página das redes sociais.
Caifadine Manasse integra a delegação moçambicana liderada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que está de visita à China, a convite do presidente chinês, Xi Jimping.
Agentes económicos de Macia, em Gaza, amotinaram-se em frente ao tribunal judicial do Bilene, em protesto a uma detenção ilegal de dois comerciantes, e acusam Agentes da Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e da Polícia de República de Moçambique de detenções arbitrárias e extorsões em valores que variam de mil a 15 mil Meticais.
O grupo diz atravessar dias e noites de pesadelo desde Fevereiro e acusa agentes do SERNIC de chantagens, detenções arbitrárias e extorsões de valores, que variam entre 2 a 15 mil Meticais.
De acordo com os queixosos, quem resiste às alegadas cobranças ilícitas é recolhido às celas do Comando Distrital de Macia, onde segue sob ameaças e pressão de agentes da PRM. Sem gravar entrevista, o SERNIC garantiu estar a par do assunto e que há investigações para apurar a identidade dos envolvidos.
Mas para já , o grupo exige a devolução de vários bens apreendidos nos últimos dois dias.
Foram detidos cinco Agentes da PRM que se faziam passar por agentes do SERNIC em Bilene.
O Ministério Público revelou detalhes de vários processos de corrupção que resultaram em prejuízos significativos para o Estado, envolvendo instituições públicas e empresas estatais, com destaque para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), as Linhas Aéreas de Moçambique e a Autoridade Tributária.
No caso do INSS, segundo o Procurador-Geral da República, o processo envolve gestores que, através de dois contractos de prestação de serviços avaliados em cerca de 48,56 milhões e 55 mil meticais, terão recorrido a esquemas fraudulentos para autorizar pagamentos acima dos valores contratados.
A acção resultou num prejuízo estimado em cerca de 433 milhões de Meticais. O dinheiro terá sido transferido para contas da empresa contratada e, posteriormente, para contas pessoais dos gestores envolvidos. O processo conta com sete arguidos, indiciados por crimes como corrupção e associação criminosa, e encontra-se na fase de instrução preparatória.
Já nas Linhas Aéreas de Moçambique, Américo Letela, avança que o processo envolve gestores seniores acusados de práticas de gestão fraudulenta, incluindo contratos irregulares, venda de aeronaves e participação em negócios com benefícios próprios e de terceiros. Entre os crimes apontados estão administração de danos, corrupção, branqueamento de capitais e fraude. O processo tem oito arguidos, dos quais quatro estão em prisão preventiva, três em liberdade e um encontra-se foragido. O caso está em fase final antes da dedução da acusação.
Outras declarações de irregularidades na companhia incluem pagamentos indevidos de passagens aéreas, contratação ilegal de entidades estrangeiras e serviços inexistentes ou sobrefaturados.
Na Autoridade Tributária, funcionários das áreas de tecnologia e cobrança são suspeitos de manipular o sistema informático de arrecadação de receitas do Estado. Através da criação de perfis com privilégios elevados, serão concedidos ilegalmente ao sistema, permitindo discrepâncias entre valores declarados e montantes efetivamente depositados nos cofres do Estado. O processo também se encontra em instrução preparatória, com arguidos em prisão preventiva.
Dados do Ministério Público indicam que, no período de 2025, foram detidos 166 cidadãos por crimes de corrupção, uma redução em relação aos 296 do período anterior.
No sector privado, foram registados 138 processos de corrupção, menos 24 em comparação com o ano anterior, representando uma redução de 14,8%.
“No total, o Estado foi prejudicado em mais de 2,9 mil milhões de meticais devido a práticas ilícitas como corrupção, peculato e participação económica em negócios. Durante as investigações, foram apreendidos mais de 15 milhões de meticais, além de oito imóveis, dez viaturas e diversos bens, incluindo material de construção e equipamentos eletrónicos”.
O conflito no Médio Oriente já começa a fazer-se sentir no Porto de Maputo, sobretudo nas operações de manuseamento de carga, com registo de atrasos na entrada e saída de camiões devido à escassez de combustível nos países da região.
Apesar de o impacto ainda ser gradual, o presidente do Conselho de Administração da Maputo Port Development Company, (MPDC), Osório Lucas, aponta os primeiros sinais nas operações logísticas. “Actualmente, já sentimos atrasos operacionais. Estamos, por exemplo, a descarregar um navio com cerca de 25 mil toneladas de arroz, o que exige um fluxo constante de camiões para recepção e expedição”, explicou.
A escassez de combustível tem impedido a chegada atempada de alguns camiões, condicionando o ritmo de descarga. Ainda assim, segundo Osório Lucas, não há, para já, impacto significativo nos volumes de carga, tanto geral como a granel.
O gestor admite, contudo, possíveis efeitos a curto prazo na carga contentorizada, tendo em conta a dependência de rotas internacionais, nomeadamente, através do porto de Porto de Jebel Ali, um dos principais pontos de triangulação para Maputo. “Se até março não houver impacto relevante, é possível que em Abril comecemos a sentir algum efeito”, referiu.
A crise dos combustíveis está também a afectar a eficiência operacional, ao prolongar o tempo de permanência dos navios no porto. Este cenário traduz-se em custos adicionais, sobretudo ao nível do frete marítimo.
“Um navio pode custar entre 15 mil e 25 mil dólares por dia. Se uma operação passa de três para cinco dias, há custos adicionais. Além disso, o frete aumentou, passando de cerca de 20 para mais de 30 dólares por tonelada na carga a granel”, explicou o PCA.
Apesar destes constrangimentos, o Porto de Maputo mantém-se competitivo, com as linhas de navegação operacionais e os exportadores a continuarem a recorrer à infraestrutura, ainda que enfrentando custos mais elevados.