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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

Daniel Chapo continua a trabalhar na província de Niassa, escalando os distritos a norte da província, nomeadamente, Muembe, Sanga e Lago. Nos três distritos o candidato está a divulgar o seu manifesto eleitoral, explicando à população a razão pela qual deve votar na Frelimo e no seu candidato. 

No comício que orientou no distrito de Sanga, um dos primeiros distritos a ficar livre do colonialismo, recebendo, por isso, em 1969, no Posto Administrativo de Madjetche, o segundo congresso da Frelimo, chamado congresso da vitória contra o colonialismo português, Chapo enalteceu a história daquela região que foi palco de um dos mais importantes marcos históricos da luta de libertação de Moçambique. 

Chapo apresentou-se, mais uma vez, como o candidato mais experiente dos quatro que concorrem à presidência da República. Disse ainda que essa experiência foi ganha durante os trabalhos que realizou enquanto governante de Nacala-a-Velha, Palma como administrador distrital e, em Inhambane, como Governador Provincial. 

Foi com base nessas experiências que a Frelimo o escolheu, em Maio passado, como seu candidato. E pediu que toda a população de Sanga votasse nele para dirigir a República de Moçambique. 

Para o candidato da Frelimo, nenhum partido pode se gabar de ter feito alguma coisa em benefício ao povo de Sanga, mas a Frelimo eletrificou o posto administrativo de Macaloge e outras comunidades em Unango, construiu mercados, centros de saúde, pontes, salas de aulas. 

Chapo alertou aos presentes para que não se deixem enganar pelos que nunca fizeram nada para a população local. Lembrou aos mais velhos que em Sanga não havia estrada alcatroada, mas graças à governação da Frelimo a mesma está lá. E por isso, no dia 9 de Outubro, os eleitores de Sanga devem votar para agradecer as realizações dos últimos anos, mas também devem votar para resolver os problemas que ainda persistem.

Depois de enumerar as realizações apontou as preocupações da população que devem constituir prioridade do seu partido nos próximos cinco anos de governação. E começou por prometer resolver a preocupação que se prende com a reabilitação da estrada Unango-Madjetche, que deverá incluir ainda a estrada que dá acesso à Malulu, sede do distrito de Sanga. Disse ainda saber que a população de Sanga precisa de um Hospital Distrital, precisa de uma agência bancária. Acrescentou que a Frelimo e o seu candidato são os únicos que sabem que Sanga produz muitos cereais e precisa de uma fábrica para os processar, de modo a não continuarem a apodrecer nos armazéns dos produtores.

Sanga, segundo Chapo, precisa ainda de sistemas de abastecimento de água na vila sede e em várias outras localidades. E por ter sido o distrito que aconteceu o segundo Congresso da Frelimo, Chapo prestou homenagem ao antigo combatente, Marcos Bizale, mais conhecido por Dumbo, que recentemente perdeu a vida em Malulu.

 

Constantino Bacela, membro do Comitê Central da Frelimo, trabalhou no distrito de Massinga, sua terra natal, onde conversou com os residentes da localidade de Mudauca, próximo ao Rio das Pedras, para explicar o plano de governação do seu partido.

Bacela começou por explicar as características do Candidato Presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, classificando-o como um homem que conhece os problemas da população e, por isso, entende que só ele pode desenvolver o país.

O membro do Comitê Central da Frelimo explicou ainda como o distrito de Massinga começou a desenvolver-se, com infraestruturas como hospitais, vias de acesso, água potável e outros serviços sociais, que, ao longo do tempo, foram surgindo no distrito, segundo ele, graças a Frelimo e os seus presidentes.

Para os próximos cinco anos, Bacela disse que a população deveria votar na Frelimo e no seu candidato presidencial, pois, entre as prioridades do manifesto eleitoral da Frelimo, consta a construção de uma estrada que liga a EN1 a região de Pomene, uma área de conservação da vida marinha e terrestre, com grande potencial turístico, que pode gerar riqueza para a população e emprego para os jovens.

Além de infraestruturas sociais, Bacela disse que pela experiência de governação que tem, Daniel Chapo poderá lutar para acabar com o terrorismo que vem destruindo infraestruturas em Cabo Delegado, atrasando o desenvolvimento daquela província.

No encontro que manteve com a população do Rio das Pedras, não esqueceu do problema da corrente elétrica, sendo esta também uma prioridade do plano de governação da Frelimo para aquela região. 

O “camarada” disse ainda que, além de vias de acesso e corrente eléctrica, a Frelimo poderá prover outras infraestruturas sociais à província de Inhambane, citando como exemplo, Hospitais, Vias de Acesso e água Potável. A Frelimo também pretende atrair projectos de desenvolvimento que podem trazer renda para as famílias moçambicanas.

Constantino Bacela é natural de Massinga e usou a sua inferência como filho de casa, para conquistar votos a favor da Frelimo e do seu candidato presidencial.

O candidato da Renamo à Presidência da República, Ossufo Momade, prometeu incentivar a agricultura no país, através da criação de um fundo que vai apoiar a actividade agrária. O candidato da Renamo falava, este domingo, na localidade de Alto Maganha, na província de Zambézia, perante milhares de potenciais eleitores. 

Por via terrestre há uma estrada terraplanada, aliás, é uma estrada com um bom piso, o que sugere uma velocidade média de 80km/h. Foi por essa via que a fila de carros da comitiva do candidato presidencial da Renamo chegou à localidade de Alto Maganha, precisamente no bairro de Moebasse, no distrito de Pebane, província de Zambézia. A tarde irrompe pela imensidão, e milhares de pessoas ladeavam a via para primeiro ver e depois ouvir a mensagem que Ossufo Momade trazia para os populares, no contexto de campanha eleitoral, que, na verdade, só tem mais duas semanas de vida.

Por falar em vida, este foi o assunto discutido por Ossufo Momade, quando pegou o microfone e começou a falar, vida que, aliás, depende integralmente da prática da agricultura. Por isso, começam as promessas, que caracterizam o momento eleitoral.

“Nós vamos fazer tudo para resolvermos os vossos problemas e vamos criar condições para que possam trabalhar na agricultura, porque a agricultura desenvolve o país. Mas essa agricultura deve ter um incentivo, temos que criar um fundo para que a nossa população, aqueles que trabalham a terra, tenha dinheiro para fazer agricultura e desenvolver o país”. Disse Momade, acrescentando que os assuntos sociais terão prioridade no seu governo, com destaque para a assistência social domiciliar e outros programas que visam minimizar o sofrimento das pessoas. 

“Temos um programa para assistir aqueles que não conseguem sair das suas casas, para que tenham uma assistência domiciliária. Também temos um outro programa que é de promover o ensino técnico profissional, para que os nossos jovens tenham profissão, aprendam a serralharia, a carpintaria e tantas outras profissões que criem auto-emprego. A desnutrição é outra preocupação, com a qual queremos acabar, aqui vocês produzem e temos que trabalhar de modo a terem acesso aos nutrientes e comida de qualidade”.

No mesmo domingo, Ossufo Momade trabalhou em Magiga e na vila sede do distrito de Pebane, província da Zambézia, onde a tónica dominante foi pedir votos para si e para o seu partido, com o objectivo, segundo as suas palavras, melhorar a vida dos moçambicanos.

O candidato presidencial, Venâncio Mondlane, diz que vai, esta segunda-feira, submeter uma denúncia à Procuradoria-Geral da República, contra mais de 40 crimes eleitorais, supostamente cometidos pelo partido Frelimo, durante os primeiros 20 dias da campanha eleitoral.

Venâncio Mondlane dedicou o passado sábado para fazer o balanço dos primeiros 20 dias da “caça ao voto”.

Em vídeo, o candidato presidencial criticou a suposta má actuação da Procuradoria-Geral da República, por alegadamente agir de forma parcial ao ignorar presumíveis 40 casos de ilícitos eleitorais cometidos pelo partido no poder, enquanto nunca ignorou os atropelos da oposição.

“Só para citar alguns casos, nós tivemos, recentemente, uma imagem que viralizou, em que uma brigada de um comité provincial do partido Frelimo se deslocou a várias ruas, com escadotes, para derrubar os mastros das bandeiras do partido MDM. É uma imagem que está a viralizar nas redes sociais, mas esta brigada está impune, ninguém foi processado ou detido. Tivemos um outro caso, na província de Nampula, em que um membro da direcção de uma instituição de ensino convoca uma concentração de estudantes para vender o manifesto de um partido político”, apontou o candidato presidencial.

Venâncio Mondlane diz que vai submeter todos os casos ao Ministério Público, esta segunda-feira, para que haja responsabilização dos infractores.

“Na segunda-feira, nós queremos submeter uma denúncia à Procuradoria-Geral da República, sobre os vários ilícitos, irregularidades e até crimes eleitorais que foram praticados, mas que a procuradoria não notificou a esse partido. Então, para reavivar a memória, vamos submeter e depois vamos ficar à espera que a procuradoria possa notificar”, garantiu Venâncio.

Por outro lado, disse conhecer os desafios que enfermam os sectores da educação e saúde e promete restaurar o sistema, caso seja eleito.

“Nós identificamos o primeiro grande problema da saúde. Tem muito a ver com a máfia, a corrupção, com a quadrilha que tomou conta, sobretudo a questão de procurement na saúde, que condiciona os medicamentos, os hospitais, que condiciona a capacidade de o Estado poder responder, porque a máfia está lá instalada. Nós queremos uma educação que permita ao estudante, ainda no ensino secundário, ir ao mercado com qualificações que lhe permitam oferecer serviços concretos à sociedade, ganhar dinheiro e ter prosperidade”, explicou Mondlane.

Como em todos os seus comícios, Venâncio Mondlane reiterou que, caso seja eleito, pretende ser o governante apenas a serviço do povo.

Pelo segundo dia consecutivo, o candidato da Frelimo trabalhou, este domingo, na província de Niassa. Iniciou as acções de “caça ao voto” escalando a vila autárquica de Insaca, sede do distrito de Mecanhelas, que se situa no sul de Niassa, junto à fronteira sul com o vizinho Malawi.

Para além de Insaca, ainda neste domingo, Daniel Chapo, escalou os distritos de Ngaúma e Mandimba, com o objectivo de divulgar o seu manifesto eleitoral, com vista a alcançar o maior número possível de votos para si e para o seu partido nas eleições do próximo dia 9 de Outubro.

No comício que dirigiu em Insaca, Daniel Chapo apresentou-se como o candidato mais experiente, dentre os quatro que concorrem a Presidente da República, na gestão da coisa pública e para dirigir o povo e resolver as suas preocupações. Chapo diz que os outros três nunca foram, pelo menos, secretários de bairro, chefes de 10 casas e nem sequer já geriram uma barraca, e equipara isso a entregar um autocarro com passageiros a um motorista que nunca conduziu e nem carta de condução tem. O candidato presidencial da Frelimo diz que ele, porém, foi visto a governar em Nacala-a-Velha, em Palma e em Inhambane e, por isso, os eleitores de Mecanhelas devem confiar os destinos de Moçambique a si e à Frelimo.

Daniel Chapo recordou aos presentes que os sucessivos governos da Frelimo construíram em Mecanhelas três centros de saúde em diferentes localidades. Foram, igualmente, construídas novas salas de aula na Escola Secundária de Chissawa. Em Charanda, foi construída uma escola básica, foram instaladas fontes de água em diferentes localidades, para além de um sistema de aviso prévio em caso de calamidades. A seguir, perguntou se alguém, além da Frelimo, terá ido a Mecanhelas construir escola, hospitais e dar água à população? E a resposta foi não.

E, para Chapo, isso significa que só a Frelimo conhece e resolve as preocupações do povo moçambicano e reconhece que, ao resolver uma preocupação, sempre surgem outras para a Frelimo resolver. Por conta disso, enumerou as preocupações de Mecanhelas que, caso seja eleito, vai procurar resolver.

O candidato da Frelimo disse que sabe que há necessidade de asfaltagem da estrada Insaca-Cuamba e, sendo Mecanhelas o distrito mais populoso da província de Niassa, considera o candidato, é preciso construir um hospital distrital. E ainda promete a construção das estradas Insaca-Etária e Insaca-Entre Lagos para reduzir a dependência do distrito em relação ao Malawi.

Por outro lado, enumerou diferentes distritos de Mecanhelas que devem ser electrificados e ainda quer que seja reabilitado e ampliado o sistema de abastecimento de água na vila de Insaca.

Ainda este domingo, Daniel Chapo escalou o distrito de Ngaúma e terminou o dia na vila autárquica de Mandimba, onde, em comício, recordou à população local que, há poucos anos, não havia estrada naquele distrito e foi o Governo da Frelimo que construiu as estradas Mandimba-Cuamba e Mandimba-Lichinga. E graças ao esforço do partido Frelimo, mesmo com chuva, os cidadãos viajam à vontade de Mandimba para Cuamba e/ou Lichinga e regressam à casa no mesmo dia, o que antes da estrada não era possível.

Falou, outrossim, da central eléctrica construída em Mitande, da reabilitação da linha férrea e da reabilitação do sistema de abastecimento de água que será entregue dentro de dias. Chapo disse que o seu partido vai a Mandimba de dia porque tem estes resultados da sua governação para mostrar ao povo, ao contrário dos outros, que só chegam a Mandimba de noite. O candidato presidencial acusa os seus adversários de nem pelo menos uma escola ou hospital de capim não conseguirem ir construir naquele distrito desde as últimas eleições de 2019.

No entanto, disse reconhecer que o povo tem ainda mais preocupações por resolver, e é por isso que a Frelimo sabe que falta, em Mandimba, a construção de um hospital distrital de raiz, para que deixe de ser necessário transferir doentes graves para Lichinga e/ou Cuamba. Disse que ele sabe que a população quer a construção de uma escola secundária, de um instituto médio e de uma universidade.

O candidato presidencial da Renamo, Ossufo Momade, prometeu reabilitar a estrada que liga os distritos de Gilé e Pebane, na província da Zambézia, caso seja eleito.  As promessas foram feitas durante um comício que decorreu em Mehucué, no distrito de Pebane, onde Momade também prometeu melhorar a venda dos produtos agrícolas, dando vantagem aos produtores.

A comitiva do candidato presidencial da Renamo saiu ao meio-dia, de sábado, do distrito de Gilé, com destino a Pebane. O destino final do candidato era, na verdade, Nabure, mas, porque ao longo do percurso há várias comunidades, Ossufo Momade parava em cada ponto, para conversar com os eleitores. Isto foi o que aconteceu em Megucué, onde a multidão esperava ver e ouvir o candidato da Renamo. 

Ossufo Momade aproveitou as suas paragens para “vender” o seu manifesto eleitoral, destacando que infraestruturas económicas, como estradas, são para ele uma prioridade. 

“A primeira coisa que vamos fazer é reabilitar a estrada. Esta nossa via precisa de estar em condições de transitabilidade, para permitir o escoamento de produtos agrícolas. Com a estrada em condições, os que também vêm comprar os produtos agrícolas terão boas condições. Votem em Ossufo Momade e na Renamo para criarmos melhores condições para vocês e para o país”.

Ossufo Momade prometeu ainda que, caso seja eleito, vai intervir no sector da comercialização agrícola, de modo a estabelecer preços justos, na compra dos pedidos agrícolas que saem das terras de Pebane.

“Vocês produzem milho, mapira, castanhas de cajú e muitas outras coisas, mas quando chega a vez da comercialização, os compradores é que determinam o preço, e nós não queremos isso, queremos mudar isso. Assim que, no dia 9 de Outubro, votarem em nós, vamos trabalhar para mudar isso”.

Destacando o seu manifesto eleitoral, Ossufo Momade falou da necessidade de se melhorar o sector da educação, pois, no seu entender, não faz sentido que os alunos se sentem no chão enquanto há muitas florestas.

Lutero Simango diz que vai fazer melhor que os governam o país há 49 anos. A promessa foi feita, hoje, em Catandica, ponto escolhido para o começo da campanha eleitoral na província de Manica.

Por volta das 13 horas desta sexta-feira, Lutero Simango e sua comitiva ensaiavam as primeiras palavras para convencer o eleitorado da província de Manica a votar em si e a entrada foi pelo distrito de Guro.

Depois de marchar com a população, fazer algumas interacções, Lutero fez promessas. “Nós queremos mudanças nas coisas. Queremos promover um Moçambique para todos. Pois, Moçambique é pertença de todos. Para os jovens , vamos promover mais emprego e oportunidade de negócio”.

E mais, diz que vai fazer diferente daqueles que governam o país há 49 anos.

“Chissano fez o quê? Guebuza e Nyusi fizeram o quê por vocês? Vocês estão a sofrer, não têm emprego, Manica não desenvolve. Vocês estão abandonados. Na minha governação vocês terão uma vida melhor.”

De Guro as promessas de Simango tiveram outro público, o da vila Municipal de Catandica, distrito de Bárue onde foi recebido com muita festa.

Já no comício, no mercado central de Catandica, Simango prometeu dedicar atenção especial ao sector da educação.

“Na escola, vamos acabar com a falta de carteiras. As nossas crianças não podem estudar sentadas no chão. Os vermelhos confundem ciências com política, é por isso que para ser director de escola você deve ter cartão vermelho. Com Lutero Simango e o MDM isso vai acabar.

Simango criticou também a intolerância política em Catandica. “Confundem partido com Estado. E roubam o dinheiro do estado. Isso nós vamos acabar”, prometeu.

Além de Guro e Bárue, no seu primeiro dia em Manica, Lutero Simango pediu votos, também, no distrito de Vunduzi.

O candidato presidencial, suportado pelo partido PODEMOS, Venâncio Mondlane, continua a sua campanha pela província de Tete, no distrito de Macanga, onde prometeu água e energia, caso seja eleito.

“Vocês aqui tem um rio muito grande que passa por aqui, que é o rio Zambeze… mas muitas famílias que estão aqui não têm água potável nas suas casas. Então, nós queremos instalar centros de tratamento da água e distribuição, para toda a população de Tete ter água na sua casa.

Toda a população, todas as famílias que não conseguem pagar água, o Governo é obrigado a dar água a todas as famílias pobres e necessitadas”, disse o candidato.

Mondlane prometeu ainda que o seu governo fará com que Cahora Bassa beneficie a população de Tete.

“Aqui em Tete, vocês tem a chamada Cahora Bassa é nossa, mas a maior parte das famílias aqui não têm energia nas suas casas. Muitas famílias aqui, para ter luz em casa e ver alguma coisa, usam nhale”, disse o candidato, prometendo que no seu governo a situação será mudada.

Aos combatentes, garantiu que vai elaborar um Estatuto do Combatente, no qual todos terão direitos iguais e os filhos terão bolsas de estudo para o ensino primário e secundário.

“Eu sou o único candidato que sempre falou, desde muito tempo… Esse tipo de pensão que estão a dar aos desmobilizados da Renamo, não só é uma injustiça, como também é uma vergonha. Por isso é que nós queremos elaborar o estatuto do combatente, não interessa se combateu para a luta de libertação, não interessa se combateu para a luta de democracia, não interessa se está a combater hoje em Cabo Delgado, todo o combatente deve ser tratado de igual maneira”, disse.

Depois de Tete, Venâncio Mondlane chega ao fim da tarde desta sexta-feira à Cidade de Maputo.

Daniel Chapo encerrou, hoje, o périplo pela província de Nampula com um comício no bairro de Muahivire, nos arredores da capital do norte. Naquele província escalou nove distritos, nos quais reuniu milhares de eleitores para transmitir o seu manifesto eleitoral. Daniel Chapo esteve a tentar convencer a maior parte dos mais de 3,2 milhões de eleitores para si e para o seu partido, que disputa 48 assentos para a Assembleia da República e 103 na Assembleia Provincial. 

Pediu aos eleitores de Nampula para que, no dia 9 de Outubro, dirijam-se em massa às Assembleias de Voto para o escolherem, pois ele é sinónimo de Juventude, da renovação, mudança, esperança e solidariedade. E que o partido Frelimo e o seu candidato são os únicos que conhecem, apontam e  resolvem as preocupações do povo, todos os dias.

E para ilustrar e convencer os eleitores presentes recorreu às acções levadas a cabo pela Frelimo na cidade de Nampula, desde que reassumiu a edilidade. São essas a expansão de energia eléctrica para diversos bairros, a construção de 200 casas resilientes e de duas escolas, uma secundária e outra primária, escolas e unidades sanitárias foram electrificadas.

Por outro lado, houve intervenção de grande vulto no sector de saúde, com a conclusão das obras do Hospital Geral de Nampula, com o objectivo de descongestionar o hospital central, visto que esta última atende a doentes graves de todas as províncias do norte do país. Recordou a inauguração recente do hospital geral da Beira, e disse esperar que o hospital geral de Nampula tenha o mesmo impacto. Chapo disse que não há outro partido que se preocupa em resolver os problemas do povo, reiterou que só a Frelimo dá escolas, hospitais ao povo, dá livros gratuitos às crianças nas escolas, dá propinas gratuitas da primeira à nona classe nas escolas públicas às crianças, dá água, energia, etc.

Disse ainda que junto com a edilidade de Nampula o Governo está a trabalhar para que sejam construídos mais centros de saúde nos diferentes bairros da capital do norte. E deu exemplo dos bairros Sawasawa, Namachilo e Naburi.

O candidato garante ainda a construção de sistemas de abastecimento de água em Anchilo e Namigonha bem como a construção de mais escolas secundárias, de forma  para reduzir as distâncias percorridas pelos alunos e também o rácio alunos-professor é muito elevado.

Chapo promete aumentar as vias de acesso de entrada e saída na cidade de Nampula, para flexibilizar o tráfego e acabar com enormes engarrafamentos nas horas de ponta.

Em relação ao seu compromisso, Daniel Chapo voltou a falar sobre o seu projecto de descentralizar às capitais do país, para Nampula, a par de Nacala, uma vez que as duas cidades têm condições para serem Capitais Económicas de Moçambique. Para tal será necessário reactivar a Zona Económica Especial de Nacala, assim como o Parque Industrial de Nacala porque isso vai colaborar para o desenvolvimento económico daquela região. Acrescentou ainda que acredita que esse movimento irá atrair mais investimentos para instalações de diversos tipos de fábricas e indústrias, que irão garantir a criação de empregos para a juventude.

O candidato presidencial da Frelimo quer ainda explorar o potencial agrícola e turístico em Nampula.  Quer expandir as áreas de exploração turística para além da Ilha de Moçambique, Chocas a Mar, entre outras, deu exemplo das Ilhas Crusse e Jamali que precisam de ser infraestruturas, com água, energia e vias de acesso para facilitar a atracção de investimentos neste sector.

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