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Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

O candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, diz que vai reduzir o custo de vida da população de Xai-Xai, caso seja eleito presidente nas eleições do próximo dia 9 de Outubro. Simango prometeu, ainda, o preço dos produtos de primeira necessidade.

“Nós queremos fazer mudanças. No plano de governação de Lutero Simango e do MDM, queremos baixar o custo de vida. Nós queremos criar condições para que a nossa população tenha o poder de compra. Na nossa governação, vamos baixar o preço de açúcar e de outros produtos”, garantiu Lutero Simango, candidato presidencial do MDM.

Simango assegurou, ainda, à população que vai e criar emprego para os jovens. “Nós queremos que os nossos jovens, além de terem emprego, continuem a ter formação. Os jovens, aqui, não têm emprego, não têm oportunidades. Lá fora, andam a tirar tomate e cebola às nossas mães, porque eles roubam. E é por isso que há sofrimento aqui. É esta a diferença que eu tenho com aquele candidato. As nossas crianças vão estudar em boas condições. Nos hospitais, haverá medicamento.”

Simango garantiu que vai trabalhar em prol da sociedade moçambicana, assegurando que é uma pessoa íntegra: “Eu não irei vender os meus votos. Outro candidato anda a sonhar acordado que nem corta o seu cabelo. Ele é igual a um homem que se casa com a primeira mulher e manda passear. Casa-se com a segunda mulher, manda passear.

Adiante, o candidato presidencial do MDM recordou os feitos alcançados pelas Forças de Defesa de Segurança de Moçambique, ao longo dos 60 anos de existência, mas disse que hoje o país trava um combate contra os novos colonos. ” Meus irmãos, meus jovens, devemo-nos inspirar naqueles homens que, no dia 25 de Setembro de 1964, combateram o colonialismo português. E, hoje, somos todos chamados a combater os novos colonos. E estes novos colonos estão no partido vermelho. É por isso que eu estou aqui para pedir o vosso voto no dia 9 de Outubro. Votem em Lutero Simango e no MDM para fazermos as mudanças.”

Organizações da sociedade civil em Nampula exigem que os partidos políticos assumam, nos seus manifestos eleitorais, compromissos concretos para a área da saúde.

O debate promovido pela Plataforma da Sociedade Civil para a Saúde de Moçambique foi antecedido de um trabalho de campo, no qual foram ouvidos os utentes das 45 unidades sanitárias existentes em Nampula, que levantaram oito assuntos prioritários, dentre eles a falta de água até para as parturientes, cobranças ilícitas, falta de medicamentos, limpeza, falta de ambulâncias, energia eléctrica e serviços de cirurgia para os partos a cesariana.

“Com este documento elaborado, apelamos aos senhores candidatos a governador da província de Nampula, membros da Assembleia Provincial, deputados da Assembleia da República pelos partidos políticos para incluírem no Programa Quinquenal do Governo para o período 2025-2029, caso sejam eleitos”, exortou Leopoldino Lubrino, representante da Plataforma Sociedade Civil para a Saúde de Moçambique.

E, porque os partidos concorrentes estavam presentes ou representados na sala, ouviu-se a visão de cada um.

“O documento prevê mais incremento e incentivo para que haja mais centros e hospitais, na vertente comunitária, que possam atender às coisas do dia-a-dia. E que o sistema público possa concentrar-se nos processos mais complexos em que, normalmente, nem nos sistemas comunitários e muitos menos privados, possam exercer”, disse Isac Jamal, representante da Frelimo.

Por sua vez, Issufo Ulane, representante da Renamo, indicou que este partido, “na sua governação nesta cidade, trouxe duas ambulâncias porque sentiu que havia uma necessidade de estas unidades estarem perto dos cidadãos, sendo que, como membros materiais, acreditamos que conseguimos fazer numa autarquia como Nampula. O país todo precisa de nós com o auxílio do manifesto do cidadão”.

Já o cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique, Fernão Magalhães Raúl, precisou que “devemos diminuir esta dependência externa de importarmos continuamente os cérebros em Moçambique, até porque temos cabeças e capacidades humanas para desenvolvermos esta actividade e nós queremos mitigar este problema através da construção de uma fábrica.”

No debate, esteve, igualmente, o representante do partido AMUSI, Issufo Combo, que, na ocasião, considerou que “vamos tentar minimizar o problema da corrupção, porque vimos que, em muitos distritos, há problemas deste fenómeno”.

O cabeça-de-lista do PODEMOS, Dias Coutinho, defendeu que “criámos um projecto para saúde para limpar esta fase de cobranças ilícitas que dividimos por duas partes, neste caso que são bónus de subsídio para minimizar as cobranças ilícitas.”

Abel Fole, representante da sociedade civil em Monapo, entende que se deve olhar para a questão das vias de acesso, que são “uma lástima”.

Cento e setenta observadores eleitorais de vinte e quatro Estados-Membros da União Europeia já se encontram em Moçambique para fazer o acompanhamento do processo eleitoral em curso no país.

Margarida Alves, chefe-adjunta da missão de observação eleitoral da União Europeia, disse, esta terça-feira, à Rádio Moçambique que 64 observadores de curto prazo, diplomatas dos Estados-Membros da União Europeia acreditados em Moçambique e uma delegação de deputados do Parlamento Europeu vão juntar-se à missão, na qual vão avaliar o processo de votação, a contagem dos votos e o apuramento dos resultados.

Margarida vincou a necessidade de aprimorar as três recomendações feitas sobre o pleito eleitoral de 2019, nomeadamente a constituição de um código eleitoral harmonizado, recenseamento eleitoral permanente e a publicação das actas e dos editais das mesas de assembleia de voto numa plataforma on-line.

Enquanto decorre a campanha eleitoral, a desinformação vai-se propagando, sobretudo nas redes sociais. A constatação é do consórcio Mais Integridade, que analisa o processo eleitoral em curso.

A quarta semana da campanha eleitoral foi, mais uma vez, acompanhada por 2562 observadores do consórcio eleitoral Mais Integridade e refere-se ao período de 14 a 20 de Setembro corrente. Dentre vários aspectos, a desinformação aparece como um dos problemas constatados, sobretudo nas redes sociais.

“Com a campanha eleitoral no auge, a desinformação continua a ser uma arma poderosa que está a ser usada para manipular e influenciar a opinião pública sobre as eleições. Tal foi o caso da desinformação que alegava que, como forma de evitar fraude, a CNE teria decidido que, este ano, os que votarem no partido Renamo e no seu candidato presidencial, Ossufo Momade, deverão exercer o seu direito cívico no dia 10 de Outubro e não dia 9. A mesma desinformação indicava que, nas eleições deste ano, os votos da Renamo estarão em urnas especiais”, explicou António Mutoa, membro da plataforma Mais Integridade.

E, no processo de campanha eleitoral, Mais Integridade continua a notar com preocupação o uso indevido de meios do Estado por parte de alguns concorrentes.

“A Frelimo continua a liderar o uso indevido dos meios públicos em 27% das actividades observadas, tendo registado um ligeiro aumento de 2% no uso dos meios do Estado em relação à terceira semana. A Renamo e o MDM aparecem com uso indevido de meios em menos de 1% nos eventos da campanha observada. Tem registado uma redução desta prática”, frisou.

Sobre a presença policial nos eventos de campanha eleitoral, há uma nota também preocupante.

“Os alvos escolhidos pelos observadores mostram que, à medida que a campanha avança, a presença da polícia nos eventos da campanha vai diminuindo. Com efeito, a polícia esteve presente em 37 eventos observados, uma redução de 5% em relação à semana anterior.”

Francisco Pagula promete a criação de um fundo específico para que os antigos mineiros de Inhambane possam desenvolver actividades como agricultura, mecânica, carpintaria, serralharia, entre outras. A ideia é potenciar as áreas que os antigos mineiros já possuem experiência e habilidades, permitindo-lhes usar esse conhecimento para criar negócios.

O cabeça-de-lista da Frelimo, que concorre para ser governador da província de Inhambane, tem-se desdobrado na sua campanha eleitoral ao prometer criar meios de sobrevivência para os antigos mineiros da região.

Durante o encontro, os antigos mineiros apresentaram as suas preocupações ao candidato, especialmente, no que diz respeito falta de pagamento das suas pensões pelos anos de trabalho, que tem sido uma frustração que tem afectado as suas vidas e as suas famílias.

Em resposta, Pagula garantiu que levará essa questão ao candidato presidencial Daniel Chapo, comprometendo-se a torná-la uma das prioridades no programa de governação de Chapo.

Pagula detalhou que o fundo de apoio será destinado a financiar projectos em áreas como agricultura, mecânica, carpintaria e serralharia. Ele destacou que esses sectores são cruciais, pois muitos dos antigos mineiros já possuem habilidades nessas áreas. A ideia é que, com o financiamento adequado, eles possam iniciar ou expandir negócios, gerando renda e melhorando suas condições de vida. Este fundo também visa promover a autossuficiência e a sustentabilidade económica entre os antigos mineiros.

Além do diálogo com os antigos mineiros, Francisco Pagula também trabalhou na localidade de Mahalamba, onde dirigiu um diálogo com a população local. Durante este encontro, ele fez várias promessas de serviços sociais que visam melhorar a qualidade de vida dos residentes.

Pagula prometeu a instalação de corrente elétrica em Mahalamba. A eletrificação dos bairros periféricos da localidade trará inúmeros benefícios, incluindo a melhoria da segurança, a possibilidade de desenvolver pequenos negócios que dependem de eletricidade e o acesso as tecnologias que podem facilitar a vida diária dos moradores.

Outra promessa deixada por Pagula foi a construção de um hospital em Mahalamba. Este hospital será crucial para fornecer cuidados de saúde essenciais à população local, reduzindo a necessidade de viajar longas distâncias para obter atendimento médico. A presença de um hospital também pode melhorar a saúde geral da comunidade, proporcionando serviços de emergência, consultas regulares e programas de saúde preventiva.

Pagula também prometeu a melhoria da estrada que liga Mahalamba à Vila de Inharrime. O candidato a Governador de Inhambane destacou que a estrada melhorada facilitará o transporte de pessoas e mercadorias, promovendo o comércio local e o acesso a serviços essenciais. Além disso, uma infraestrutura rodoviária de qualidade pode atrair investimentos e fomentar o desenvolvimento econômico da região.

Por fim, Pagula comprometeu-se a fornecer insumos agrícolas aos produtores de ananás de Mahalamba. Estes insumos, que podem incluir sementes, fertilizantes e equipamentos, são essenciais para aumentar a produtividade e a qualidade das colheitas. Com melhores recursos, Pagula explicou que os produtores de ananás poderão expandir suas operações, aumentar sua renda e contribuir para a economia local.

A campanha de Francisco Pagula em Inharrime foi marcada por promessas concretas e direcionadas às necessidades específicas da população local.

Pelo segundo dia consecutivo, seguranças do candidato presidencial do MDM, Lutero Simango, e o chamado “grupo de Choque” da Frelimo envolveram-se em actos de pancadaria, na província de Inhambane. 

Primeiro foi na tarde de segunda-feira, no primeiro dia de caça ao voto de Simango em Inhambane, durante um comício no posto administrativo de Belane, distrito de Vilanculos: é que um grupo de apoiantes da Frelimo posicionou-se no mesmo local do comício do MDM. 

Mesmo assim, o MDM não parou, Simango continuou a fazer promessas, enquanto do outro lado os cânticos não paravam. 

A segurança de Simango apelou pelo afastamento do grupo, mas sem sucesso, e daí foram socos, pauladas, pontapés e outras formas de agressão, com golpes vindos dos dois lados. 

Hoje, no mercado Zimpeto, bairro Alto-Maxixe, na cidade com mesmo nome, o cenário repetiu-se. 

Enquanto Simango falava para os seus eleitores, uma carrinha carregada de membros da Frelimo e aparelhagem de som apareceu e estacionou próximo do local de comício, com música alta e cânticos.

De novo, a segurança agiu: com paus, agrediu os ocupantes da camioneta e outros membros que já se posicionavam para dançar no local, obrigando assim a retirada do grupo. Só mais tarde a polícia apareceu. 

O comício continuou e Simango avisou, “quando nos provocarem, nos  vamos reagir. Estamos cansados desses ladrões. São eles  que dilapidam os nossos recursos e vos deixam pobres. Está na hora de mudar e tirar esses vermelhos do poder”. 

 

Pelo quarto dia consecutivo, Daniel Chapo trabalha na província de Niassa, escalando o distrito de Chimbonila e a capital provincial Lichinga, totalizando, desta forma,  11 locais visitados e igual número de comícios realizados em Niassa.

A província do Niassa registou mais de 834 mil eleitores para as eleições de 9 de Outubro, o que fez com que a província mantivesse os 13 mandados para a Assembleia da República e 60 assentos para a Assembleia Provincial. No seu périplo pela província nortenha, Daniel Chapo procurou convencer a maior parte dos eleitores a votarem nele e no seu partido.

Chapo descreve-se como o único candidato jovem e com experiência de resolver os problemas do povo, aliado ao facto de ser suportado por um partido sério, maduro e organizado. Deu exemplo de acções dos Governos anteriores, com destaque para a construção do sistema de abastecimento de água na sede do distrito e na localidade de Chólua, a requalificação do centro de saúde de Opaca, foi instalado um banco comercial e construído o depósito de medicamento. Apontou ainda para a construção da Estrada Nacional Número 13 que passa por Chimbunila. 

E para que aquele distrito continue a testemunhar o seu desenvolvimento, Chapo convidou aos eleitores locais a votarem nele e no seu partido, no dia 9 de Outubro, porque a Frelimo é o único partido que conhece as preocupações do povo, ouve essas preocupações e aos poucos vai resolvendo. Se votar na Frelimo, a população de Chimbonila estará, em primeiro lugar, a agradecer à Frelimo pelas coisas que levou à Chimbonila e, em segundo lugar, a dar mandato à Frelimo para continuar a resolver as dificuldades com que a população de Chimbonila se debate.

Dentre as preocupações que continuam a ser um desafio para a Frelimo, Daniel Chapo destacou a necessidade de construção de um hospital distrital e a asfaltagem desde o desvio da Estrada Nacional Número 14, até à vila sede e a expansão da rede eléctrica para as localidades. Apontou ainda a necessidade de se fazer a manutenção da estrada que liga Lichinga à fronteira com o Malawi.

Disse também que os jovens daquele distrito pedem uma Escola de Formação Técnico-profissional e com um lar para que possam aprender algumas profissões específicas. Chapo disse, no entanto, que mesmo resolvendo essas preocupações, vão aparecer outras e a Frelimo vai continuar a trabalhar para resolver.

Ossufo Momade promete erradicar casamento prematuros e assédio sexual nas escolas de Mocubela assim que ganhar as eleições gerais de 9 de Outubro. Ossufo Momade promete, ainda, restaurar a produção de copra de coco, da extinta companhia de Borrori.

A província da Zambézia inscreveu para estas eleições dois milhões oitocentos mil sessenta e três, trezentos e oito eleitores (2 863 308).

Zambézia é o segundo maior círculo eleitoral do país, tem quarenta e dois (42) mandatos para a Assembleia da República e noventa e nove mandatos para a assembleia provincial. São esses números que norteiam a campanha eleitoral do candidato presidencial da Renamo Ossufo Momade que continua na província da Zambézia a pedir votos e esteve a trabalhar em Bajone, distrito de Mocubela. Momade disse saber dos problemas da população e prometeu resolvê-los.

“Nós sabemos dos vossos problemas. Vamos combater o assédio sexual nas escolas, vamos combater a perseguição política que há aqui. Nós quando chegarmos à presidência, vamos combater as uniões prematuras, porque o lugar da criança é na escola, para desenvolver o país. Nós não queremos isso e vamos combater isso. Os professores que andam a envolver-se com alunas, nós não queremos.”

“Quando formos Governo, vamos recuperar a produção destes coqueiros que, no passado, deram empregos aos nossos pais”. Ossufo Momade fazia referência ao palmar que outrora pertenceu à extinta companhia de Borrori. “Vamos procurar investidores para continuarmos a produzir aqui, nestes coqueiros. Vocês vão ter emprego e vão desenvolver a economia. Então, só votando na Renamo é que teremos estes projectos no activo”, disse.

Porque Mocubela tem potencialidades pesqueiras, Ossufo Momade prometeu instituir uma instituição financeira para dedicar à promoção do sector pesqueiro, com enfoque para a industrialização do sector e exportação do pescado. “Temos de deixar de usar canoas, temos de pescar com embarcações mecanizadas para garantir melhor captura do peixe que servirá para o consumo e também para a exportação.”

Ossufo Momade fez apresentação de Maria Dlhakama, uma das filhas do histórico líder da Renamo Afonso Dhlakama, que veio reforçar a campanha da Renamo.

O mandatário do PODEMOS, partido que suporta a candidatura do candidato presidencial Venâncio Mondlane, submeteu, hoje, uma petição contra os ilícitos eleitorais que têm acontecido desde o início da campanha eleitoral. Venâncio Mondlane diz que a petição tem como objectivo desafiar a Procuradoria-Geral da República (PGR) a penalizar a todos os partidos que cometem ou cometeram ilícitos eleitorais de igual maneira.

“É uma denúncia que nós fizemos, no âmbito da promessa por mim feita, durante a comunicação à nação, em que eu tinha dito que nós apresentaríamos, sobre o caso de ilícitos, irregularidades e crimes eleitorais, para as pessoas perceberem a dimensão da parcialidade da nossa PGR, porque as atenções de todas as redes sociais e todo o baque nacional estão à volta da notificação que Venâncio havia recebido da PGR, então ficou a ideia de que parece que o Venâncio era o maior prevaricador deste processo que está a decorrer de campanha eleitoral”, disse o candidato.

Venâncio Mondlane avançou, também, que, junto com o seu partido, fez o arrolamento de casos de conhecimento público que não precisam de investigações, pois “tornaram-se virais e as provas são evidentes”.

A questão central da acusação, explicou Mondlane, é o uso de bens públicos para a campanha de um partido político. “É sempre o mesmo partido que faz, e, para mim, o mais grave é que são bens públicos fulcrais. A área de educação, por exemplo. Nós, neste momento, houve um grande investimento que foi feito, em relação às viaturas que foram adquiridas para o Ministério da Educação, que era para suportar os distritos, as províncias e lugares de difícil acesso em matérias de educação, mas essas viaturas, e tantas outras de registo público, estão a ser usadas na campanha de um partido político.”

O candidato falou, também, do uso de viaturas da polícia para “a campanha de um certo partido político”. Mencionou o facto de, durante a pré-campanha, o candidato presidencial da Frelimo ter feito uso do avião presidencial.

Outro ilícito arrolado pela comitiva de Venâncio Mondlane é a questão de violência eleitoral, destacando a destruição de materiais do MDM. Mondlane sublinha a necessidade de “despartidarizar” o Estado. “Temos aqui mais de 30, 40 casos do partido que está no poder, e não começou hoje, começou na pré-campanha, mas não há nenhum processo movido, não há nenhum auto policial”.

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