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O País – A verdade como notícia

Seis jogadores moçambicanos foram suplentes pelos seus clubes durante o fim-de-semana nas respectivas equipas fora de portas. Luís Miquissone e Domingues mereceram a confiança dos seus treinadores sábado e domingo, tal como Stanley Ratifo na Alemanha. Esta segunda-feira, Zainadine Jr., pelo Marítimo, e Bruno Langa, pelo Chaves, também foram titulares no jogo entre ambos, assim como Reinildo Mandava, no Atlético Madrid.

Depois de não ter saído do banco de suplentes no penúltimo jogo do Al Ahly do Egipto para o campeonato local, o internacional moçambicano Luís Miquissone voltou a recuperar a titularidade no campeão egípcio.

Nas duas últimas partidas do gigante africano, uma para o campeonato e outra para a Taça do Egipto, Miquissone recuperou e manteve a titularidade na equipa orientada pelo português Ricardo Soares.

E, nos dois jogos em que o moçambicano esteve a titular, o Al Ahly venceu. Frente ao Al Masry, Miquissone foi substituído aos 62 minutos e, este domingo, para a Taça, jogou os 90 minutos e ajudou a equipa a garantir lugar nos quartos-de-final.

Já Domingues foi titular na partida em que a sua equipa, o Royal AM da África do Sul perdeu diante do Stellenbosch, por 3-1. O capitão Domingues saiu substituído aos 46 minutos, numa altura em que a sua equipa perdia por 1-0, sem conseguir ajudar a reverter o cenário.

Domingo, Stanley Ratifo também esteve em alta na sua equipa, o CFR Pforzheim da Alemanha, ao seu titular diante do Göppinger SV. Ainda assim, Ratifo não evitou a derrota da sua equipa à tangente para a terceira divisão da liga alemã.

Já os internacionais moçambicanos Zainadine Jr. e Bruno Langa estiveram em lados contrários na partida entre as suas equipas. Marítimo e Desportivo de Chaves defrontaram-se, esta segunda-feira, em partida da segunda jornada da liga portuguesa. Os dois foram titulares pelas respectivas equipas, enquanto Clésio Baúque, outro moçambicano que actua no Marítimo não foi convocado para o jogo.

Também a titular esteve o representante moçambicano Reinildo Mandava na liga espanhola, a LaLiga. O lateral esquerdo moçambicano continua nas graças de Diego Simeone e esteve em alta, esta segunda-feira, diante do Getafe.

 

TRÊS MOÇAMBICANOS SUPLENTES UTILIZADOS

Para além dos seis titulares, outros jogadores estiveram, este fim-de-semana, em acção pelas suas equipas. Geraldo Matsimbe entrou a substituir, na segunda parte, no empate da sua equipa, a Associação Desportiva de Fafe, diante do Lank Vilaverdense, a três golos, em partida da pré-época.

Também a substituir entrou, na segunda parte, Kamo Kamo, pelo Vitória de Setúbal. Em partida da pré-época, o internacional moçambicano ajudou a sua equipa a vencer o Recreativo por duas bolas sem resposta, a manter um início de época vitorioso.

Por seu turno, Gildo Vilankulo, que iniciou a partida no banco, entrou na segunda parte do jogo entre a sua equipa, o Sporting de Covilhã, diante do Feirense, aos 46 minutos. Vilankulo entrou quando a sua equipa já perdia por duas bolas sem resposta, que acabou por ser o resultado final do embate da segunda jornada da LigaPro portuguesa.

Além destes jogadores, há outros que ainda não conseguiram o seu lugar nas respectivas equipas. Witi Quembo ficou de fora no Nacional da Madeira na partida deste sábado, em que os insulares venceram o Torreense, por duas bolas sem resposta para a LigaPro.

O mesmo aconteceu com Mexer Sitoe, na França. O defesa central ainda está fora das apostas do seu treinador e não foi convocado no jogo da Ligue2, diante do Chamois Niortais, vencido pelo Bordéus.

Já David Malembane não foi convocado na partida desta segunda-feira, para a Liga Parva búlgara. Malembane viu da bancada a partida em que a sua equipa, o Lokomotiv Plovdov realizou no terreno do Lokomotiv Sofia, para a 6ª jornada.

Reginaldo Faite, que actua no Dinamo Tirana da primeira divisão da Albânia, e Manuel Kambala, que joga no Baroka da África do Sul, que está na segunda divisão, ainda não entraram em acção, uma vez que os respectivos campeonatos ainda não se iniciaram.

 

GENY CATAMO E EDMILSON DOVE AINDA PROCURAM INTEGRAÇÃO

Por seu turno, outros dois jogadores moçambicanos no estrangeiro em destaque continuam à procura de integração para poderem jogar.

Geny Catamo, do Sporting, continua a treinar com a equipa principal, mas sem espaço na equipa. As últimas notícias indicavam que o Vitória de Guimarães está mais perto de garantir os préstimos do jogador, por empréstimo dos leões.

Os vimaranenses estão bem encaminhados para conseguir a integração do internacional moçambicano de 21 anos de idade, bastando apenas o sim da direcção verde-e-branca.

Caso se concretize este negócio entre o Sporting e o Vitória de Guimarães, seria o regresso do internacional moçambicano ao clube minhoto, onde actuou na segunda metade da época passada, também por empréstimo.

Geny Catamo está no projecto de Rúben Amorim, mas actualmente sem espaço na equipa principal e, por isso, há necessidade de ser emprestado para ganhar mais rodagem. Os próximos dias serão determinantes para o jogador formado no Maxaquene.

Por seu turno, Edmilson Dove precisa de apenas uma oportunidade para se estrear pelo Kaiser Chiefs da África do Sul. O lateral esquerdo foi apresentado quinta-feira da semana passada e não foi a tempo de ser convocado para o jogo de sábado, em que o kaiser foi goleado pelo Mamelodi Sundowns, por 4-0.

Para fechar, a indicação de que o guarda-redes moçambicano dos sub-20, Kimiss Zavala, foi apresentado como novo reforço do Marítimo B, juntando-se aos compatriotas Francisco Bonera e Amâncio “Neymar” Canhemba, num clube onde militam tantos outros moçambicanos: Zainadine Jr. e Clésio Baúque na equipa principal, Pablo Bechardas e Jeremias Nhambire, este último apresentado na semana passada, nos sub-23.

E assim vai aumentando o leque de jogadores que actua no estrangeiro, mais concretamente nas equipas portuguesas, em vários escalões.

O internacional moçambicano, Lau King, continua de pé quente e a marcar pelo quarto jogo consecutivo. Continua a liderar a lista dos melhores marcadores e a avançar para confirmar a sua coroa de rei dos artilheiros. Lau continua a ser o King dos golos do Moçambola.

O Moçambola 2022 caminha para a etapa final da primeira metade, com soluços das paragens frequentes, mas com alguns destaques. Em oito jornadas disputadas, já temos um goleador a evidenciar-se e a ser o osso duro de roer dos defesas.

Lau King começa nas mostras nesta edição do Moçambola, depois de não ter estado em grande nível nas duas edições de estreia no principal campeonato nacional de futebol.

Se na época passada o jogador da União Desportiva de Songo marcou menos que 10 golos, este ano já está a mostrar as suas valências. Nas primeiras oito jornadas, já marcou cinco golos e, este domingo, marcou pelo quarto jogo consecutivo, contando com o jogo da selecção.

Ou seja, marcou diante da Zâmbia, regressou ao Moçambola e marcou no empate diante do Costa do Sol, bisou diante do Estrela Vermelha da Beira para a Taça de Moçambique, e domingo deu a vitória aos “hidrioeléctricos” na recepção ao Ferroviário de Lichinga.

Está isolado na lista dos melhores marcadores, agora com cinco golos e a distanciar-se da concorrência, inicialmente com Isac, do Ferroviário de Nampula, Nené e Melque, da Black Bulls, estes todos que não marcaram nas duas últimas jornadas, e agora a juntarem-se o “touro” Victor e o “locomotiva” de Chiveve, Jafete, todos com três golos.

Nenhum jogador marca dois golos numa mesma partida do Moçambola há duas jornadas, desde que Victor bisou na vitória da Black Bulls diante da Associação Desportiva de Vilankulo, na 6ª jornada.

JORNADA COM 13 GOLOS APONTADOS       

O Moçambola já produziu 97 golos nestas oito jornadas, incluindo os 13 apontados neste domingo.

Além de Lau King, outros destaques vão para Victor, da Black Bulls, e Jafete, do Ferroviário da Beira, que entram para o grupo dos que estão no topo dos artilheiros. Os dois jogadores apontaram o seu terceiro golo na temporada, a juntar-se a Isac, Nené e Melque, na terceira posição.

Outros destaques são de estreantes na lista dos marcadores. Danilo II estreou-se a marcar pelo Costa do Sol, sem, no entanto, evitar a derrota no “caldeirão” do Chiveve, na mesma partida em que Melven Ling também fez gosto ao pé, pela primeira vez no Moçambola 2022.

Shelton, do Ferroviário de Nacala, também fez a sua estreia na lista dos melhores marcadores ao marcar em Tchumene, ainda a dar esperança de um bom resultado diante da Black Bulls, quando fez o 1-2, mas debalde porque os “touros” reviraram o resultado e venceram por 3-2.

Seis jogadores marcaram pelo segundo jogo nesta temporada futebolística, nomeadamente Soares, do Ferroviário de Nacala, Kadre, da Black Bulls, Mário, do Ferroviário de Maputo, Edson, do Ferroviário da Beira, e Victor e Sibale, ambos da Associação Desportiva de Vilankulo, que deram a vitória da sua equipa na recepção à Liga Desportiva de Maputo.

Houve ainda mais um auto-golo apontado nesta jornada, a juntar-se às três que já tinham acontecido. Desta vez, foi Mayunda, do Ferroviário de Nacala, a ajudar a Black Bulls a vencer na partida que teve lugar no Complexo Desportivo de Tchumene.

MOÇAMBOLA 2022 MENOS OFENSIVO QUE DA ÉPOCA PASSADA

Entretanto, fazendo uma comparação entre as primeiras oito jornadas desta edição do Moçambola e a época passada, ainda que assumindo a redução do número de equipas, a presente temporada tem sido menos ofensiva.

Ou seja, este ano, foram marcados menos golos do que na época passada. Até à oitava jornada, em 2021, tinham sido apontados 125 golos, mais 28 golos que a presente edição.

Mas a oitava jornada deste Moçambola produziu mais golos que a mesma jornada do ano passado. Com 14 equipas em 2021, a oitava jornada produziu apenas nove golos, contra 13 da mesma jornada da presente época, com 12 equipas.

Os marcadores do Moçambola 2022 continuam a evidenciar-se e, na próxima jornada, a nona, antes da interrupção, e muito mais golos teremos.

O árbitro internacional moçambicano Nilton Macamo dirigiu, este domingo, a final do Campeonato Africano de Basquetebol masculino sub-18, prova que decorreu de 4 a 15 de Agosto, no Madagáscar.

A 21.ª edição do “Afrobasket” sub-18 testemunhou, e recomenda-se, a reafirmação de jovens árbitros moçambicanos a nível continental. Isto, de resto, depois de uma autêntica travessia de deserto sem nomeações por parte da FIBA-África.

Em Antananarivo, cidade que sediou a prova de masculinos, Nilton Macamo, na qualidade de árbitro neutro, foi o primeiro acompanhante na final entre o anfitrião Madagáscar e o Egipto.

No Palais des Sports Mahamasina teve pares Erick Omondi Otieno (Quénia), Adlen Larouci (Argélia), sendo que o último foi o juiz principal.

Na véspera, Nilton Macamo apitara (como primeiro acompanhante) apitara a electrizante meia-final entre o Madagáscar e Mali, com a vitória a sorrir para os malgaxes por 84-81.

Por sinal, Adlen Larouci (Argélia) e Peter Ontita (Quénia) foram os seus pares nesta partida de fortes emoções.

Feitas as contas, Macamo teve seis indicações nesta prova cujo pano caiu este domingo. O árbitro internacional moçambicano estreou-se a 4 de Agosto, num duelo entre o Ruanda e Madagáscar e no qual teve como pares Haja Maminiaini Ranaivoson (Madagáscar) e Adlen Larouci (Argélia).

A 5 de Agosto, Nilton Macamo dirigiu, junto a Haja Maminiaini Ranaivoson (Madagáscar) e Jerome Olivier Denis (Mauritânia) o duelo entre o Egipto e a Guiné Conacri.

Já no dia 7 de Agosto, foi escalado para a partida Egipto vs Ruanda, na qual os egípcios ganharam por 20 pontos: 72-52.

A fechar a fase de grupos, Nilton Macamo, Haja Ranaivoson (Madagáscar) e Emmanuel Paterne (Benim) apitaram a partida Mali vs Guiné-Conacri.

Nos quartos-de-final, a 11 de Agosto, Nilton Macamo, Erick Omondi Otieno e Peter Ontita, ambos do Quénia, apitaram o encontro entre a Argélia e o Egipto.

…E MARIA BAGNATH ESTEVE BEM TAMBÉM

No quadro feminino, a juíza Maria Bagnath apitou (ao lado de Nadjet Zenagui, da Argélia, e  Benedicte Tresor Kologo, da Costa do Marfim) o jogo das meias-finais entre o Egipto e Madagáscar (vitória das egípcias, por 98-66).

Maria Bagnath fez parte, no dia 10 de Agosto, do trio de arbitragem indigitado para o jogo dos quartos-de-final que colocou frente a frente o Egipto e a Argélia. A moçambicana foi acompanhada por Nadege Zouzou (Costa do Marfim) e Paulo Luvati (Angola).

Com um total de cinco nomeações, Bagnath fez parte junto a Nadege Zouzou (Costa do Marfim), Paulo Luvati (Angola) da equipa que dirigiu, no passado dia 7 de Agosto, a partida entre Mali e Uganda, na qual as malianas venceram por 100-40.

No mesmo dia e local, Maria Liliana Bagnath juntou-se a Nadege Zouzou (Costa do Marfim) e Yomna Arafa (Egipto) para ajuizarem o encontro em que a anfitriã Madagáscar derrotou a Argélia, por 59-43.

Seguiu-se o jogo Uganda vs Argélia (as argelinas venceram por 72-69), a 8 de Agosto, tendo tido como pares Paulo Luvati (Angola) e Benedicte Tresor Kologo (Costa do Marfim).

Antes, a 5 de Agosto, Maria Liliana Bagnath, Nadege Zouzou e Benedicte Tresor Kologo (Costa do Marfim) foram indigitados para apitar o duelo Egipto vs Argélia (as egípcias impuseram-se com um resultados de 111-38).

O rolo compressor da Sérvia (Srdjan Zivojnov, treinador da UD Songo) continua a cimentar recordes de melhor sequência de resultados dos “hidroeléctricos” (melhor série com de resultados com oito jogos sem perder na prova) desde que aportou no Moçambola em 2009. Tudo por culpa do Lau, o King de golos no campeonato nacional de futebol. São já cinco bolas que os guarda-redes tiveram que ir recolher no fundo das malhas.

Suspeito do costume, Lau King foi suficiente e, já agora, eficiente para assegurar a sétima vitória da União Desportiva do Songo no Moçambola. O avançado marcou, aos 60’, o golo solitário na vitória diante do Ferroviário de Lichinga, por 1-0. Mais líderes, os de Songo, com 22 pontos, mais sete que a Associação Black Bulls com 15.

No Complexo Desportivo de Tchumene, a Associação Black Bulls tremeu! Esteve a perder, não encolheu ofensivamente e deu cambalhota ao resultado! Soares abriu as hostilidades aos 6′, el “maestro” Kadre empatou aos 24′.

Mayunda foi infeliz, marcando na própria baliza no minuto 31! Victor não esteve para brincadeiras, marcando o 3-2, resultado final. Foi sofrer até ao fim! Os campeões são assim! Superam as adversidades, recuperam fôlego e evidenciam a sua alma! Segunda posição para ABB, no rescaldo da 8ª jornada, 15 pontos somados até agora!

Na Machava, houve domínio total do Ferroviário de Maputo e… muita inocência na zona de finalização. Faltou critério. Ou seja, se o Ferroviário de Maputo tivesse marcado todas as oportunidades marcadas, teria construído um resultado volumoso e/ou histórico. Mário marcou aos 5′, mas foi responsável por tantos falhados.

Vitória merecida em semana de grande tensão com ataques ferozes que não abalaram, nem tão pouco, a tribo verde-e-branca.

Com o triunfo sobre os “axinenes”, os “locomotivas” da capital saltaram para a 4ª posição na tabela classificativa com 15 pontos, os mesmos que o seu adversário deste domingo.

No Caldeirão do Chiveve, o Costa do Sol saiu cabisbaixo! Foi ousado, esteve a vencer o Ferroviário da Beira, mas…terminou goleado por 3-1.

Danilo até colocou, aos 2′, os “canarinhos” em vantagem! Edson (8′), Ling (39′) e Jaffette (78′) deram a cambalhota no marcador! Segunda vitória consecutiva dos “locomotivas” da Beira, aproximação ao pelotão da frente (Ferroviário da Beira está, agora, na 6ª posição com 12 pontos). Noite, ou melhores, dias tranquilos seguramente para Wedson Nyirenda, treinador do Ferroviário da Beira, após passar no teste de fogo com um eterno candidato ao título.

A segunda vez para Artur Comboio ao leme da Associação Desportiva de Vilankulo. Em duelo de treinadores da nova geração (Dario na Liga Desportiva e comboio na AD Vilankulo), saiu-se melhor Comboio que venceu por 2-0.

No Alto Makassa, Cibale (39′) e Victor (77′) devolveram, por enquanto, tranquilidade aos hidrocarbonetos, que agora ocupam a 9ª posição com nove pontos. Em queda vertiginosa, a Liga Desportiva de Maputo caiu para a zona de despromoção, sendo 11ª classificada com apenas cinco pontos.

Ainda não foi desta que o Incomáti se encontrou com as vitórias na prova-mor da bola indígena. Em casa, hoje, os açucareiros empataram com o Matchedje do Mocuba sem abertura de contagem, resultado que deixa os comandados de Victor Manyamba na posição 11.

O Matchedje de Mocuba, esse, não atina. E muito menos anima os seus adeptos! Vá lá se saber o porquê! O certo é que o caminho parece estar traçado: jogar nos bairros!

 

HÁ JOGO NO SONGO…

A jornada 9 do Moçambola 2022 reserva-nos, em Tete, um apetecível União Desportiva do Songo vs Ferroviário da Beira, dois conjuntos que venceram na jornada 8.

A atravessar um mau momento, a Liga Desportiva de Maputo tem uma deslocação difícil a Lichinga, onde se lhe espera o Ferroviário local que tem feito bons jogos! E não menos importante será o duelo entre o Ferroviários de Nampula e a Associação Black Bulls, confronto entre dois candidatos ao título.

O Matchedje de Mocuba recebe um super-motivado Ferroviário de Maputo, conjunto que esteve debaixo de fogo cruzado, mas soube estar e venceu o seu homónimo de Nampula.

O Ferroviário de Nacala recebe a Associação Desportiva de Vilankulo, enquanto o Costa do Sol joga com o Incomáti de Xinavane.

Fim-de-semana recheado de muito basquetebol na capital do país, fim-de-semana de fortes emoções na quadra. No quadro feminino, destaque, evidentemente pelos resultados alcançados, para o Ferroviário de Maputo na dupla jornada do Campeonato da Cidade. Rolo compressor nos dois embates disputados entre sexta-feira e sábado!

No primeiro, o conjunto orientado por Nasir “Nelito” Salé não teve dificuldades para vencer o Desportivo Maputo de Deolinda Carmem Ngulela, por 69-19.

As “locomotivas” controlaram todos os quartos do encontro, tendo aproveitado a falta de réplica para fazerem a rotação da equipa.

Já no sábado, o Ferroviário de Maputo aplicou “chapa-100” ao histórico e hoje por hoje renovado Clube de Desportos da Maxaquene.

Sem precisar de acelerar, e a um ritmo de treino, o Ferroviário de Maputo venceu por 100-34. O Maxaquene não foi feliz na dupla jornada, até porque na sexta-feira perdeu diante da estreante Lazio, por 79-35.

O Ferroviário de Maputo “B”, orientado pelo “coach” Carlos Dezanove, perdeu diante da A Politécnica por 52-43. Vingou-se, no sábado, com uma vitória por dez pontos diante do Desportivo Maputo: 50-40.

O Costa do Sol, campeão em título, derrotou sábado a A Politécnica de Hélio de Sousa por 74-57. Esta foi a primeira vitória das “canarinhas” que ficaram de fora na 1ª jornada devido ao número ímpar de equipas no Campeonato da Cidade.

COSTA DO SOL IMPERIAL

Ao nível dos seniores masculinos, o Costa do Sol não deu tréguas e somou uma vitória na prova. Diante da equipa das Águias Especiais, adstrita à Polícia, o Costa do Sol venceu por expressivos 81-37.

Vice-campeão, Ferroviário de Maputo “A” derrotou a sua equipa satélite (B) por 69-22. Num encontro entre “tricolores”, saiu-se melhor a equipa principal do Maxaquene (A) que venceu a “B” por 80-65. Destaque ainda para o Desportivo Maputo que venceu o Aeroporto, por 61-29, em desafio disputado sábado no campo do Ferroviário de Maputo. A UP de Lourenço Buque sentiu algumas dificuldades para levar de vencida a formação do Bravos do Norte, por 49-34.

O Kaizer Chiefs da África do Sul confirmou Edmilson Dove como sua mais recente contratação para a temporada futebolística 2022/23.

Os Amakhosi confirmaram a contratação do ex-defesa do Cape Town City e da União Desportiva do Songo, Edmilson Dove, pela equipa de Arthur Zwane.

De acordo com a imprensa sul-africana, os gigantes do Soweto apresentaram um contrato de dois anos para o internacional moçambicano, uma semana depois de impressionar Zwane e a sua equipa técnica nos treinos.

O jogador de 28 anos deve preencher o vazio no lado esquerdo da defesa central dos Chiefs, que tem sido uma preocupação, após uma longa lesão de Sifiso Hlanti.

O Kaiser Chiefs confirmou a contratação do lateral esquerdo na conta oficial do clube, Twitter, deixando claro que assinou um contrato de dois anos, com mais um de opção.

Na página oficial, os Amakhosi escrevem: “Chiefs assinam com Edmilson Dove. Os Amakhosi adicionam Edmilson Gabriel Dove à sua lista do plantel para a temporada 2022/23, com um contrato de dois anos com mais uma opção de um ano”.

Edmilson juntou-se ao Kaiser Chiefs depois de ter actuado em apenas 8 jogos pela União Desportiva de Songo – nos seis jogos do Moçambola e em mais dois da pré-época.

O jogador moçambicano separou-se do Cape Town City no início deste ano, depois de vestir as cores dos Citizens desde 2017.

Recorde-se que o internacional moçambicano de 28 anos foi convidado para treinar com os Amakhosi depois de liderar a selecção nacional no torneio COSAFA, que teve lugar em Durban, em Junho passado.

Com base na sua qualidade comprovada no PSL ao serviço do cape Town City e na aparente impressão nos exames médicos, Arthur Zwane não teve dúvidas e apostou no jogador para fechar a lacuna na esquerda que existia no clube.

Assim, Edmilson Dove pode ser aposta de Zwane já este sábado, quando a equipa se deslocar ao terreno do Mamelodi Sundowns, em Loftus, para a segunda jornada da Liga Sul-africana.

A selecção nacional de futebol de praia intensifica a preparação para a Taça COSAFA e para o Campeonato Africano das Nações (CAN). As duas provas vão decorrer em Setembro e Outubro, na África do Sul e em Vilankulo.

Falta pouco tempo para a COSAFA e para o CAN. Por isso, a selecção nacional de futebol de praia já está a redobrar os esforços, com vista a garantir que, até à competição, tudo esteja no devido lugar.

Como forma de conferir maior traquejo aos jogadores, o seleccionador nacional, Abineiro Ussaca, com todos os convocados à sua disposição, trabalha três dias por semana, plano que poderá mudar nos próximos dias.

Nesta fase, em que os dias começam a apertar-se, Ussaca exige dos seus jogadores mais desempenho e concentração, na medida em que só com esses elementos é que se pode ter ideia do que ainda é preciso melhorar.

Para Ussaca, ninguém tem lugar cativo na selecção nacional, razão pela qual cada um deve trabalhar mais para conquistar um espaço pensando, principalmente, no país.

Depois do brilharete na edição passada da COSAFA, em que Moçambique foi campeão, o timoneiro do combinado nacional quer repetir a proeza. Apesar de reconhecer que não será fácil, Abineiro Ussaca acredita que, com muito trabalho, é possível alcançar esse desiderato.

Em relação ao Campeonato Africano da modalidade, Ussaca diz que, depois do sorteio marcado para 10 de Setembro, em Vilankulo, o grupo de trabalho vai treinar em função da estratégia dos adversários.

Entende que, uma vez conhecidos os adversários, será fácil definir o plano de trabalho, tendo em conta as especificidades de cada selecção. Moçambique é vice-campeão de África, facto que coloca alguma pressão ao país.

Ainda assim, o seleccionador nacional diz que é preciso pensar jogo a jogo e, no fim, fazer as contas. Isso quer dizer que o combinado nacional vai tentar dar o seu máximo para garantir um lugar na final, para daí pensar na conquista da prova.

Moçambique, Senegal, Madagáscar, Marrocos, Egipto, Nigéria, Uganda e Malawi são as selecções qualificadas para o CAN de Outubro próximo. Senegal parte para esta competição com o estatuto de campeão em título, após vencer Moçambique na final da edição passada.

Dois grandes jogos de cartaz terão lugar, este fim-de-semana, em Maputo e Beira, e podem mexer com as estruturas direccionais das respectivas equipas e com os posicionamentos na tabela classificativa do Moçambola 2022. Todos os “locomotivas” terão, domingo, jogos de alto risco.

O embate entre o Ferroviário da Beira e o Costa do Sol é o de cartaz da 8ª jornada do campeonato nacional. É um jogo de grandes emoções, envolvendo duas das melhores equipas do país, que buscam a conquista do título, não fossem os “locomotivas” vice-campeões nacionais e os “canarinhos” campeões de 2019.

Duas equipas que se equivalem sempre que se cruzam, e com um resultado imprevisível, que pode ser mínimo ou mesmo por números gordos, a exemplo do que aconteceu época passada, em que o Ferroviário da Beira venceu em casa por 3-1 e o Costa do Sol goleou em sua casa por 4-0.

Nas 22 partidas até aqui disputadas, o equilíbrio foi a nota dominante, com o Costa do Sol a ter ligeira vantagem no confronto directo, já que venceu nove jogos contra oito do Ferroviário da Beira, e um registro de cinco empates.

Certamente, a goleada sofrida ano passado não deixa tranquila a formação de Chiveve, que entrará com tudo para este jogo, a aproveitar o bom momento que atravessa, em que vem de dois jogos sem perder, inclusive uma importante vitória fora de portas, em Quelimane.

Porque joga em casa, com apoio do seu público, quer manter a senda dos bons resultados.

Mas a turma de Artur Semedo vai com o trabalho de casa feito e acautelado; claramente, motivado por ter conseguido travar e roubar os primeiros pontos à líder da prova, União Desportiva de Songo. Até porque quer se aproximar ainda mais dos “hidroeléctricos” na tabela classificativa.

Uma partida que vai mexer com os sentimentos dos amantes do futebol, para além de mover muitos ao Caldeirão do Chiveve.

Em Maputo, porém, haverá outro jogo que vai levar muitos amantes do futebol ao campo – Ferroviário de Maputo vs Ferroviário de Nampula. Um embate que envolve jogadores de grande nível e que tem experiência em jogos de alto risco.

Os “locomotivas” de Nampula, terceiros na tabela classificativa, vêm com duas desvantagens para este jogo: o facto de estarem com orgulho ferido após a eliminação na Taça de Moçambique, esta quarta-feira, diante do seu homónimo de Lichinga, além de jogarem fora de portas.

Contudo, vai encontrar um Ferroviário de Maputo moralizado após vitória forasteira na jornada anterior, em Nacala, e por números gordos (0-3), o que coloca a equipa na linha da frente.

Uma vitória do “mais velho” de Maputo pode alterar as posições na tabela classificativa, já que estarão empatados em pontos e os golos estarão a desfavor do “mano” de Nampula. Mas a turma do Norte tem vantagem no confronto directo, onde venceu 10 jogos e a turma de Maputo venceu metade, cinco.

O Estádio da Machava poderá acolher um número considerável de espectadores, uma vez que há uma curiosidade em ver como vai reagir o Ferroviário de Maputo, que não contou com o seu treinador na jornada passada, em Nacala. Na época transacta, houve empate a dois golos na Machava.

A pergunta para responder no domingo é: Jean Loscuito vai sentar-se no banco ou não?

 

HAVERÁ TOURADA EM TCHUMENE NO DOMINGO

Ainda na tarde de domingo, com os jogos todos a iniciarem-se quando forem 15h00, a Black Bulls recebe o Ferroviário de Nacala, no Complexo Desportivo de Tchumene.

Depois das touradas acontecidas na Taça de Moçambique, esta quarta-feira, em que a Black Bulls goleou o Desportivo da Matola por 4-1, espera-se mais uma sessão de touradas em Tchumene.

Caberá à “locomotiva” de Nacala travar os “touros” e mostrar-se seguro e firme na luta pela manutenção segura. Afinal, uma derrota dos nacalenses pode comprometer esse objectivo e a crise de resultados pode começar a ser uma realidade.

Quem também está em alta é a líder da prova, União Desportiva de Songo, que recebe o Ferroviário de Lichinga. Os “hidroeléctricos” ainda não sabem o que é perder e não querem provar desse sentimento neste jogo.

Ainda assim, são duas equipas que vêem vitórias moralizadoras, quarta-feira, para a Taça de Moçambique. A União Desportiva de Songo goleou o Estrela Vermelha da Beira por 6-1 e os “locomotivas” de Lichinga eliminaram o seu homónimo de Nampula.

Mas está claro que a turma de Songo leva ligeira vantagem neste jogo, que é o terceiro entre ambos, pese embora ter havido, ano passado, divisão de vitórias.

Finalmente, o embate entre aflitos, no domingo. Incomáti de Xinavane e Matchedje de Mocuba marcam encontro no Canavial. Os “açucareiros”, treinados por Victor Mayamba, fizeram vida negra ao Ferroviário de Nampula na jornada anterior e podem aproveitar esta ocasião para atingir um resultado positivo, que passa por vencer.

Aliás, Maymaba quer provar que é um treinador competente e com qualidades para tirar a equipa da zona em que se encontra. Nacir Armando, por outro lado, continua na “corda bamba” e mais uma derrota pode significar o atirar da toalha nos objectivos da época.

Em jogo de aflitos, entre equipas da zona da despromoção, tudo pode acontecer. É só esperar para ver.

 

JORNADA ARRANCA SÁBADO NO ALTO MACASSA

A jornada 8 arranca este sábado, com a Associação Desportiva de Vilankulo a receber a Liga Desportiva de Maputo. Duas equipas que vêm de derrotas nas duas últimas jornadas e, por isso, em zona incômoda na tabela classificativa.

Cada uma delas procura reverter o cenário e começar a somar pontos para fugir da zona da despromoção. Os “hidrocarbonetos” levam vantagem de jogarem em casa e perante o seu público. Resta saber se os jogadores já assimilaram os ensinamentos de Artur Comboio para colocarem em prática no campo.

Já Dário Monteiro teve uma semana para trabalhar os aspectos que considerou estarem a prejudicar a equipa na defensiva, principalmente nas bolas paradas, para que a Liga Desportiva de Maputo possa carburar a contento e sair da zona da despromoção.

Para já, só ao fim dos 90 minutos saberemos qual posição cada uma das equipas vai ocupar no fim da 8ª jornada.

A delegação moçambicana que esteve na 22ª edição dos Jogos da Commonwealth já se encontra no país. No evento, Moçambique conquistou três medalhas, duas de prata e uma de bronze, na modalidade de boxe.

Deixaram a sua marca no velho continente. Duas medalhas de prata e uma de bronze, feito alcançado pelos pugilistas Tiago Muxanga, Rady Gramane e Alcinda Panguane, é tudo quanto uma nação pode ter, por essas alturas, como motivo de orgulho.

O boxe moçambicano já é uma referência obrigatória no contexto do desporto mundial. Motivos há até de sobra, pois Moçambique tem, nos últimos anos, marcado presença em grandes eventos, nos quais, mais do que participar, os pugilistas têm deixado a sua última gota de suor defendendo a honra de uma nação com uma medalha.

Assim foi no mundial da modalidade há três meses, competição na qual as pugilistas Alcinda Panguane e Rady Gramane trouxeram na bagagem duas medalhas, uma de prata e outra de bronze.

E porque na vida não há meras coincidências, as duas atletas voltam, desta vez nos Jogos da Commonwealth, a mostrar que o trabalho duro sempre compensa.

Mais duas medalhas. Da cidade de Birmingham, Tiago Muxanga lançou um aviso à nação. Irredutível e sereno, o pugilista moçambicano, de 21 anos de idade, foi uma figura de relevo neste evento, “despachando” os seus adversários por 5-0.

“Apesar de ter ganhado a medalha de prata, sinto que tenho muitos aspectos por melhorar”, diz Rady Gramane. Alcinda Panguane considera que poderia ter feito melhor, pelo que acha que a sua prestação não é o que augurava.

“Estou com as expectativas defraudadas, pois não consegui alcançar os meus objectivos que passavam por, pelo menos, trazer uma medalha de prata”, explica.

PRATA, BRONZE E A MELHORIA DAS MARCAS

Moçambique fez-se representar na 22ª edição dos Jogos da Commonwealth, não só pela modalidade de boxe, mas também pelo atletismo e natação. Nas duas modalidades, o país foi representado por atletas principiantes, no que diz respeito à presença em eventos desta magnitude.

Todavia, mais do que buscar experiências, os atletas moçambicanos deram tudo de si para que conseguissem uma medalha, algo que não aconteceu. Ainda assim, conseguiram melhorar as suas marcas, facto que constitui um bom sinal para eles.

Ancha Mandlate, na modalidade de atletismo, deixou uma mensagem ao país, melhorando as suas marcas. É, por isso, uma atleta a ter em conta para os próximos anos.

Apesar de reconhecer que Moçambique teve a sua melhor participação nos Jogos da Commonwealth, o secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, diz que é necessário que o país não perca o foco. Por isso, segundo ele, tem de se pensar, a partir de já, nos próximos eventos internacionais, tendo como foco os jogos olímpicos.

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