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O País – A verdade como notícia

Ismael Nurmamad foi uma das pedras-de-toque do Ferroviário da Beira na brilhante campanha na divisão Este de apuramento para a Liga Africana de Basquetebol (BAL), prova ocorrida em Ellis Park, na África do Sul. O terceiro jogador mais utilizado diz que há boas perspectivas da equipa para a fase final, a decorrer no próximo ano, em Kigali, no Ruanda.

Soltou os mágicos na quadra, sábado, no jogo que ditou a vitória do Ferroviário da Beira sobre o Urunami do Burundi, por 68-62, resultado que garantiu a segunda presença dos campeões nacionais na Liga Africana de Basquetebol (BAL). Em 28:16 minutos na quadra do Ellis Park, em Joanesburgo, Ismael “Timo” Nurmamad contabilizou 13 pontos, quatro assistências e dois ressaltos.

Com a dorsal 8, Ismael “Timo” Nurmamad concretizou 6 em 14 lançamentos de campos tentados (42,9%) e 1 em 4 na linha dos 6,75 metros. Olhos marejados, a transpirarem alegria e emoção, eram evidentes no fim do jogo no seio do terceiro jogador mais utilizado por Luiz Lopez no grupo “F” da divisão Este de apuramento para a Liga Africana de Basquetebol. “Qualificarmo-nos pela segunda vez para a BAL é fantástico. É uma emoção muito grande. As equipas vêm com outra mentalidade e outra experiência. Digamos que as equipas preparam-se para esta prova com renovadas ambições. Devo dizer que não é fácil estar aqui. Vai ser uma segunda experiência. Estou muito feliz. É uma felicidade muito grande”, manifestou o melhor jogador (MVP) da Liga Moçambicana de Basquetebol de 2017.

Na hora da celebração do feito alcançado pelo Ferroviário da Beira, Ismael Nurmamad não se esqueceu do seu suporte para o sucesso desportivo na sua carreira. O seu pilar, claro, é a família que sempre o apoiou nos bons e maus momentos. “Para a minha família, e os mais próximos, só tenho que agradecer. O meu muito obrigado pela força, em particular aos meus pais, minha esposa, que têm sido pessoas extraordinárias e muito próximas. Depois dos jogos, os meus primos têm igualmente dado muita força”, enalteceu Ismael Nurmamad.

Na majestosa Arena de Kigali, Ruanda, onde ano passado o Ferroviário da Beira ocupou a 9ª posição na classificação geral com uma vitória e quatro derrotas, a equipa moçambicana terá que se aplicar ainda mais a fundo. Não é para menos: lá estarão as 12 melhores equipas de basquetebol do continente. Ismael Nurmamad acredita que o Ferroviário da Beira pode fazer uma boa campanha: “As perspectivas são boas. Nós já não somos novatos. Vai ser a nossa segunda participação. Nós temos que trabalhar para fazer o melhor. Eu estou com boas perspectivas”.

Há, sempre que o Ferroviário da Beira joga, uma falange de apoio muito grande. Os adeptos vibram com as actuações dos bicampeões nacionais. A estes vai, do lado de Ismael Nurmamad, uma palavra de apreço. “A minha mensagem para os adeptos e simpatizantes do Ferroviário da Beira, em primeiro lugar, é de agradecimento. Segundo, [quero] dizer que estou sem palavras. São pessoas que deixam os seus afazeres para poderem estar connosco. O meu muito obrigado a este pessoal”. A delegação do Ferroviário da Beira da divisão Este da fase de apuramento para a Liga Africana de Basquetebol desembarca na capital do país na manhã desta terça-feira, ida de Joanesburgo.

Numa partida em que o internacional moçambicano Witi Quembo entrou na segunda parte (aos 81’), o Nacional da Madeira perdeu, ontem, com o Gil Vicente por 2-0 em partida da segunda jornada do Grupo E da Taça da Liga, que os minhotos resolveram com dois golos madrugadores.

A equipa de Barcelos foi exímia nas bolas paradas, e depois de Vítor Carvalho ter inaugurado o marcador, aos quatro minutos, na sequência de um livre, Lucas Cunhas, alicerçou a vantagem, aos 16, através de um canto, numa partida em que os madeirenses só conseguiram reagir na segunda parte, mas sem acerto na finalização.

Com este resultado, os galos, que quebram uma série de seis jogos consecutivos sem vencer, e conseguem o primeiro êxito sobre a nova liderança do técnico Daniel Sousa, ascendem ao primeiro lugar do grupo, com quatro pontos.

Já o Nacional, que vinha de uma sequência de oito vitórias seguidas, a últimas das quais nesta competição, frente ao primodivisionário Portimonense, cai para o terceiro lugar da poule, com três pontos.

Dez equipas já confirmaram a participação na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se de 9 a 17 de Dezembro, em Maputo.

Contagem regressiva para o Campeonato Africano de Clubes em seniores femininos, competição que volta à ribalta dois anos depois de ter sido disputada pela última vez no Cairo, Egipto, em 2019.

A pandemia da COVID-19 condicionou, em 2020 e 2021, a realização da Taça dos Clubes Campeões Africanos, prova que tem no Ferroviário de Maputo o actual detentor do troféu. Na capital do país, precisamente no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, irão desfilar o Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, AS Ville Dakar (Senegal), Energie BBC (Benin), Oversdose UP Station (Camarões), ASB CNSS (República Democrática do Congo), Sporting Club Alexandria (Egipto), Kenya Ports Authority (Quénia), Interclube (Angola) e Armee Patriotique du Ruanda (Ruanda).

Deste leque, apenas o Ferroviário de Maputo, Interclube, CNSS e Energie disputaram a competição em 2019.

Feitas as contas, esta será a sexta vez que Maputo irá sediar a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, depois de ter acolhido o certame em 1991, 2003, 2007, 2016 e 2018.

Curiosamente, apenas em  2003 e 2016 é que o país acolheu a prova e não conseguiu sair-se vencedor. Foi, aliás, em 2016 ano amargo porquanto o Ferroviário de Maputo derrotou na final o Interclube por 67-49.  O mesmo se pode dizer de 2003, ano em que o Maxaquene não foi para além do terceiro lugar, numa prova em que se reforçou com duas atletas brasileiras.

Em 1991, o Maxaquene foi o grande vencedor depois de derrotar, na final, o Tourbillon da República Democrática do Congo, por 67-56. O Desportivo de Maputo fez o pleno em 2007 e ergueu, pela primeira vez, o troféu ao bater o 1º de Agosto por 64-47.

Finalmente, depois de ter sido vice-campeão em 2016 e 2017, o Ferroviário de Maputo conquistou o Campeonato Africano em 2018, na capital do país, após derrotar o Interclub de Angola por 59-56.

O grande ausente é o 1º de Agosto de Angola, vencedor da prova em 2006, 2015 e 2017. As “agostinas” anunciaram a sua desistência da prova semana passada devido ao facto de não terem verbas para contratar jogadoras estrangeiras.

O Interclube de Angola é a equipa de maior sucesso na história da competição, tendo vencido a Taça dos Campeões Africanos em cinco ocasiões: 2010, 2011, 2013, 2014 e 2016.

No historial da competição, quatro atletas moçambicanas já lograram ser nomeadas MVP’S (melhores jogadoras), nomeadamente Deolinda Carmem Ngulela (2008), Clarisse Eulália Machanguana (2012), Leia “Tanucha” Dongue (2014 e 2015) e Ingvild Mucauro (2019).

 

Equipas confirmadas:

Costa do Sol
Ferroviário de Maputo

AS Ville Dakar (Senegal)
Energie BBC (Benin)
Overdose Up Station (Camarões)
ASB CNSS (RD Congo)
Sporting Club Alexandria (Egipto)
Kenya Ports Authority (Quénia)
Inter Clube de Luanda (Angola)
Armee Patriotique (Ruanda)

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, divulgou, hoje, a lista de 27 jogadores pré-convocados para o CHAN 2022. O destaque vai para o longilíneo Kito, médio do Ferroviário de Maputo que já não era chamado para os Mambas há cerca de três meses.

Os Mambas já projectam a segunda participação no CHAN, prova a decorrer de 8 a 31 de Janeiro, na Argélia. Com efeito, na corrida para a competição reservada aos atletas que jogam nos respectivos campeonatos internos, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, divulgou, na manhã hoje, a pré-convocatória dos Mambas composta por 27 jogadores.

O técnico vai, mesmo antes de os Mambas iniciarem o ciclo preparatório com os trabalhos de campo, divulgar, em Dezembro, a lista final dos jogadores que vão representar as cores nacionais no CHAN.

Na pré-convocatória, destaque para o regresso do capitão do Ferroviário de Maputo, Kito, jogador que já não era convocado há cerca de três meses. Kito ainda chegou a ser chamado para jogo amigável com eSwatine, mas não chegou a integrar os trabalhos dos Mambas devido ao facto de se ter lesionado no embate com a Black Bulls.

O longilíneo médio falhou, igualmente, o duelo entre o Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Vilankulo, no alto Macassa.

Há ainda a destacar a chamada de Fasistêncio João, mais conhecido por Fazito, guarda-redes do Ferroviário de Nampula, que tem estado a um bom nível no Moçambola.

A União Desportiva do Songo, com nove jogadores, continua a ser o clube que mais contribui com atletas para o combinado nacional, seguido da Associação Black Bulls, campeã nacional, com um total de sete. O Costa do Sol contribui com cinco jogadores, enquanto o Ferroviário de Maputo fornece quatro aos Mambas.

Os Mambas estão inseridos no grupo “A” do CHAN 2022, juntamente com a anfitriã Argélia, Líbia e Etiópia. A estreia do combinado nacional está prevista para o dia 13 de Janeiro, diante da Etiópia, seguindo-se, quatro dias depois, o confronto com a Líbia.

Os Mambas fecham a sua participação na fase de grupos diante da Argélia, num duelo a realizar-se no Baraki Stadium.

Eis a lista de convocados:

Guarda-redes:

Ernâni Siluane: UD Songo

Victor Guambe: Costa do Sol

Ivane Urubal: Black Bulls

Fasistêncio João: Ferroviário de Nampula

 

Defesas:

Infren Matola: UD Songo

Domingos Macandza: Costa do Sol

Bhéu Januário: UD Songo

Ângelo Jonasse: Black Bulls

Agero Jonasse: Black Bulls

Daniel Mutambe: UD Songo

Danilo Muze: Costa do Sol

Alberto Alface: Ferroviário da Beira

Martinho Thauzene: Black Bulls

Feliciano Jone: Black Bulls

Ferando Macaime: Black Bulls

Francisco Muchanga: Costa do Sol

 

Médios:

Amade Momade: UD Songo

Keyns Abdala: Liga Desportiva

Shaquille Nangy: Ferroviário de Maputo

Dário Melo: UD Songo

João Bonde: Ferroviário da Beira

Ailton Macuácua: Ferroviário de Maputo

Sebastien Grine: Ferroviário da Beira

Saddam Guambe: Ferroviário de Maputo

 

Avançados:

Stélio Ernesto: Costa do Sol

Celso Calisto: Ferroviário de Maputo

Nelson Divrassone: UD Songo

Dayo António: UD Songo

Melque Alexandre: Black Bulls

Isac Carvalho: Ferroviário de Nampula

Pachoio King: UD Songo

Melven Choi: Ferroviário da Beira

O presidente da FIBA-África, Aníbal Aurélio Manave, diz que o país merece um pavilhão que dignifique o desporto moçambicano, sobretudo, nas modalidades de sala. Manave defende, igualmente, que o pavilhão do Maxaquene, palco dos maiores eventos de basquetebol do país e de África, necessita de uma intervenção séria, pois está descontinuado.

O país enfrenta o dilema da degradação dos recintos desportivos. Os pavilhões para a prática das modalidades de sala, com destaque para o basquetebol, que tem trazido muitas glórias ao país, não oferecem condições. A título de exemplo, o pavilhão do Maxaquene, recinto que em 2003 e 2011 acolheu os “Afrobaskets” e, em 1985, 2007, 2016 e 2018 foi palco da fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, já não oferece condições para sediar eventos de grande envergadura. De tal forma que a FIBA-África chumbou, recentemente, a “catedral” do basquetebol moçambicano para sediar a fase final do campeonato africano de clubes, prova a realizar-se em Dezembro próximo. Recentemente, a sala de visitas do basquetebol moçambicano “envergou” o país ao denunciar o crónico problema de infiltração de água que obrigou a organização a cancelar os jogos (1) de atribuição do terceiro lugar e da final da Liga Moçambicana de Basquetebol. Mas há também problemas relacionados com os balneários assim como acessos que não respondem aos padrões internacionais.

“A situação do pavilhão do Maxaquene é complicada. Já sofreu várias reabilitações e, um ano depois, acaba sempre por ter problemas. O problema é o de sempre, o da chuva”, reconheceu Manave.

Os pavilhões do Maxaquene e da Universidade Eduardo Mondlane beneficiaram de obras de melhoramento aquando dos Jogos Africanos, tendo sido gastos milhões de dólares, dinheiro dos contribuintes moçambicanos, para a sua melhoria. Mesmo assim, quando chove é o caos que se viu quer nas finais do Campeonato da Cidade quer na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

É um facto que o país não tem, nesta altura, um pavilhão multiusos sério e com condições para acolher eventos internacionais. Há consciência disso, pelo menos, a avaliar pelo facto deste problema ir a debate em Dezembro próximo no “board” da FIBA-África, em Maputo.

“Nós temos estado, em muitos locais, a apresentar aquilo que são as nossas experiências, falo especificamente dos pavilhões, de forma a que sejam melhorados. Durante o Campeonato Africano de clubes, em Dezembro, nós teremos uma reunião do ‘board’ da FIBA-África e um dos assuntos que vamos abordar é precisamente esse dos pavilhões”, explicou Aníbal Manave.
Para que inverter este cenário, defende Aníbal Manave, é fundamental que haja uma correlação de forças. “Se nós unirmos forças, o Governo, a FIBA-África e todos stackolders acredito que podemos ter um pavilhão que prestigie o país”.

 

 

Temos campeão esta semana? A Associação Black Bulls (segundo classificado com 44 pontos, menos dois que o líder União Desportiva do Songo), numa conjugação de resultados, consegue arrastar a decisão do título para a última jornada do Moçambola 2022? Estas são algumas das questões que pairam no ar no meio futebolístico do país. Com estatuto de líder, a União Desportiva do Songo recebe, domingo, o aflito Incomáti de Xinavane num duelo em que a palavra de ordem é mesmo a vitória do lado dos “hidroeléctricos”.

É que, em caso de vitória sobre os açucareiros, e derrota ou empate da Black Bulls em Quelimane, a União Desportiva do Songo torna-se virtual campeã nacional de futebol. Vamos aos cenários!

Caso vença e a Black Bulls empate, a União Desportiva do Songo passaria a somar 49 pontos, enquanto o seu concorrente directo na luta pelo título ficaria 46!

Acontece que, na última jornada, mesmo que a Black Bulls ganhe e a União Desportiva do Songo perca, as duas formações terminariam igualadas com 49 pontos, mas com vantagem para os “hidroeléctricos” no confronto directo uma vez que venceram os dois jogos entre ambos por 1-0 e 3-0.

No segundo caso, se a União Desportiva do Songo perder com o Incomáti e a Black Bulls for derrotada no encontro com o Matchedje de Mocuba, os dois conjuntos entram para a última jornada separados por dois pontos e com a decisão do título ainda em aberto.

Para se sagrar campeã, nesta equação, a Black Bulls teria que vencer o Costa do Sol e esperar por um deslize (derrota) da União Desportiva do Songo no confronto com o Ferroviário de Maputo. Feitas as contas, a Associação Black Bulls não depende apenas de si para revalidar o título de campeã nacional de futebol.

Seja como for, a Black Bulls vai procurar fazer a sua parte no duelo diante do Matchedje de Mocuba que “luta pela vida”, ou seja, pela manutenção no Moçambola 2022. Outro resultado não interessa aos “militares” de Mocuba senão mesmo a vitória. Para se manter na final flor do futebol moçambicano, o Matchedje de Mocuba precisa de vencer os dois últimos jogos (tem 17 pontos) e esperar que a Associação Desportiva de Vilankulo, 9º classificado da prova com 23 pontos, não vença. Contas complicadas!

Ainda na luta pela manutenção, a Associação Desportiva de Vilankulo desloca-se à Nampula onde vai jogar com o Ferroviário local, que pretende terminar na 3ª posição. Os “axinenes”, com 32 pontos, já não conseguem alcançar o segundo classificado mesmo que vençam os dois últimos jogos. A Associação Desportiva de Vilankulo está pressionada pelo Incomáti (10º classificado com 20 pontos), pelo que vai jogar para pontuar pelo menos num terreno tradicionalmente difícil.

Os “hidrocarbonetos” dependem apenas de si para assegurar a manutenção, podendo fazer mais seis pontos e terminar a prova com 29.

Quem também não tem a manutenção garantida é o Ferroviário de Nacala que, à entrada desta jornada, ocupa a 8.ª posição com 23 pontos. E, nesta jornada, o Ferroviário de Nacala vai jogar em casa com a Liga Desportiva de Maputo, conjunto que já está despromovido da prova.

Uma vitória dos nacalenses pode aliviar a pressão nas bandas de Nacala e evitar males maiores nas contas finais do campeonato!

 

CLÁSSICO SENSABORÃO

A penúltima jornada do Moçambola 2022 abre sábado com a realização do clássico Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo, partida agendada para o relvado sintético dos “canarinhos”.

Um degrau acima do seu adversário, com dois pontos a mais (4ª posição com 30 pontos), o Ferroviário de Maputo vai ao “ninho” do canário para conquistar arrancar a vitória e lutar para terminar a prova na 3ª posição.

Mesmo com o afastamento de Artur José Semedo, o Costa do Sol não conseguiu reencontrar-se com as vitórias, tendo perdido na última jornada diante do Incomáti por um a zero. Os “canarinhos” já não vencem há quatro jogos no Moçambola 2022, sendo que o último triunfo foi na 16ª jornada diante do Matchedje de Mocuba por 3-0.

No Caldeirão do Chiveve, o Ferroviário da Beira recebe o seu homónimo de Lichinga, numa partida em que o conjunto de Wedson Nyirenda vai procurar repetir a excelente exibição arrancada quarta-feira diante da União Desportiva do Songo, partida na qual houve registo de empate a duas bolas. À entrada desta ronda, o Ferroviário da Beira ocupa a 6ª posição com 25 pontos, os mesmos que o seu homónimo de Lichinga.

 

Quadro de jogos:

21ª jornada

Ferroviário de Maputo     vs Costa do Sol

Matchedje Mocuba       vs Black Bulls

Ferroviário de Nampula    vs   AD Vilankulo

Ferroviário da Beira       vs Ferroviário de Lichinga

Ferroviário de Nacala      vs  Liga Desportiva

UD Songo               vs   Incomáti

Num caso recorrente, ao qual os clubes assobiam para cima a cada ano, a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) foi forçada a interromper há três semanas as provas dos escalões de formação devido à falta de pagamento de taxas pelos clubes filiados a esta agremiação. Parte do valor das taxas em dívida, cerca de 200 mil meticais, é aplicado no pagamento dos subsídios aos árbitros para que as provas decorram sem sobressaltos. Foi sempre assim nos últimos anos, uma prática que os próprios clubes concordaram e cumpriram ainda que com alguns atrasos.

A interrupção das provas acontece quando faltam três jornadas para o término do Campeonato da Cidade e a capital do país deve apresentar os seus representantes para os “nacionais” de juvenis e juniores masculinos e femininos, provas a realizarem-se em Janeiro próximo em Xai-Xai e Quelimane, respectivamente.

O mais preocupante é que, dos clubes que ainda não pagaram taxas, alguns têm investido no pagamento de salários “gordos” a atletas de alta competição, mas levam muito tempo para desembolsar valores para movimentar os escalões de formação.

Mais: gabam-se de contratar atletas estrangeiros para competições internas assim como continentais, mas não são flexíveis a desbloquear

Sem o pagamento de taxas, os atletas, alguns dos quais em período de férias, são obrigados a treinar sem poderem competir, isto num país que ficou cerca de três anos sem competições devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

 

“NACIONAIS” EM GAZA E ZAMBÉZIA

Três anos depois, os Campeonatos Nacionais de basquetebol nas categorias de juvenis e juniores em ambos sexos voltam a ser disputados no país.

Com efeito, a Federação Moçambicana de Basquetebol atribuiu à cidade de Xai-Xai, província de Gaza, a organização do Campeonato Nacional de basquetebol de juvenis masculinos e femininos entre os dias 8 e 14 de Janeiro. O evento, de acordo com o comunicado oficial N°09/FMB/2022, deve contar com a participação de 12 equipas.

A província da Zambézia ganhou o direito de organizar o Campeonato Nacional de basquetebol de juniores masculinos e femininos, prova que vai decorrer de 16 a 21 de Janeiro.

Numa decisão que está a gerar uma onda de contestação, a Federação Moçambicana de Basquetebol atribuiu aos clubes a responsabilidade de alojamento, quando no passado a agremiação assumiu estas despesas.

Aliás, há casos de clubes ou núcleos emergentes que, num passado recente, tomaram parte da prova dada a comparticipação da Federação Moçambicana de Basquetebol que incentiva a massificação e realização regular de provas dos escalões de formação. Estes mesmos clubes ou núcleos fizeram ou fazem um trabalho notável nos escalões de formação, dai que mereceram uma atenção por parte do órgão reitor do basquetebol moçambicano.

O Ferroviário da Beira marcou no último minuto do jogo, diante da União Desportiva do Songo, e adiou a possibilidade, por enquanto, de encomenda de faixas de campeão, pelos líderes da prova. O resultado de 2-2 castiga a turma de Songo, que saiu ao intervalo a vencer por 2-0. A diferença pontual com a Black Bulls é agora de dois pontos.

Era o jogo que podia definir o futuro do Moçambola em caso de vitória da União Desportiva do Songo, diante do Ferroviário da Beira, no “Caldeirão”. E as projecções até estavam encaminhadas quando logo ao segundo minuto os “hidroeléctricos” abriram o marcador por intermédio de Bhéu.

Um golo madrugador que fazia transparecer que a vitória da União Desportiva do Songo era certa, faltando apenas saber dos golos a serem apontados. Até porque, nessa fase, a turma de Songo era dominadora e controlava a bola nas quatro linhas.

Fruto desse domínio inicial, não tardou que o segundo chegasse, através de John Banda, aos 22 minutos, a dar ainda mais força na projecção da vitória e a perspectivar uma goleada.

Os “locomotivas” pareciam ter deixado os maquinistas na estação e andavam à deriva sobre os caris. O intervalo chegou com vantagem da turma de Songo por 2-0.

O segundo tempo voltou a iniciar-se com a mesma toada e a União Desportiva do Songo a controlar os acontecimentos, perante fraca reacção da turma da casa. Wedson Nyirenda fez as alterações no bom momento e a equipa abriu-se no campo.

 

Reduzir, reagir e empatar: que loucura!

As substituições deram outra dinâmica à turma de Chiveve, que começou a encostar os “hidroeléctricos” na zona mais recuada. Ernan era constantemente chamado a intervir e a sua atenção era mais testada.

Foi então que Ling voltou a marcar pela sua equipa, várias jornadas depois, aos 57 minutos, para reduzir a desvantagem e dar mais motivação ao Ferroviário da Beira, mas também a acordar os adeptos já “desfalecidos” nas bancadas do “Caldeirão”.

O cansaço começou a tomar conta dos jogadores da União Desportiva do Songo que já baixavam as linhas, não atacavam e ficavam mais concentrados na sua zona recuada.

A ponta final do jogo trouxe um Ferroviário da Beira mais galvanizado, afinal acreditava que era possível alcançar outro resultado no jogo. A pressão “verde-e-branco” acabou por surtir efeito no último lance do jogo.

De bola parada, houve confusão na área da União Desportiva do Songo e apareceu, finalmente, Celso, como que a justificar a chamada à selecção nacional, a tocar para o fundo das malhas.

Houve ebulição no “Caldeirão” do Chiveve. Jogadores, equipa técnica e adeptos explodiram de felicidade e deram mais emoção à ponta final do Moçambola 2022.

Um resultado que adia, por ora, o encomendar das faixas que seriam colocadas no domingo, na partida entre União Desportiva do Songo e Incomáti de Xinavane, que poderia ser determinante e decisivo para a conquista do título pelos “hidroeléctricos”.

 

TUDO DEIXADO PARA A PONTA FINAL

Com o empate no “Caldeirão”, nem a União Desportiva do Songo definiu a sua posição na luta pelo título nem o Ferroviário da Beira a sua situação em relação à manutenção. As duas equipas estão no “quase” dos seus objectivos actuais.

Os “hidroeléctricos” contam agora com 46 pontos, mais dois que a Black Bulls, enquanto se espera pela decisão da Liga Moçambicana de Futebol em relação à possível violação do regulamento de competições, no que se refere à utilização de mais jogadores estrangeiros do que está preconizado.

Assim, a União Desportiva do Songo só conquista o título em sua casa, caso vença o Incomáti e a Black Bulls perca na deslocação a Quelimane, onde defronta o Matchedje de Mocuba. Em caso de resultados contrários, derrota ou empate do Songo, e vitória dos “touros”, a decisão final será levada à última jornada, em que os “hidroeléctricos” jogam no Estádio da Machava diante do Ferroviário de Maputo, e a Black Bulls recebe o Costa do Sol.

A luta pelo título ainda vai ser discutida pelas duas equipas, União Desportiva do Songo e Black Bulls, até às últimas consequências.

Já o Ferroviário da Beira passa a precisar de apenas um ponto para conseguir a sua manutenção na prova, pese embora ter somado mais um ponto e destronado o homónimo de Lichinga da sexta posição.

É que os “locomotivas” de Chiveve passam a somar 25 pontos, contra 20 do Incomáti de Xinavane, primeiro na zona da despromoção. Em caso de derrota do Ferroviário de Beira nas duas últimas partidas, aliado às vitórias dos “locomotivas” de Lichinga e de Nacala, da Associação Desportiva do Songo e Incomáti de Xinavane, a turma da Beira pode ainda descer de divisão.

Ou seja, somente um ponto pode salvar o Ferroviário da Beira na prova. A luta pela manutenção vai ser disputada a ferro e fogo pelas seis equipas, de onde sairão duas que vão acompanhar a Liga Desportiva de Maputo, já despromovida.

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