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O País – A verdade como notícia

Com a temporada a chegar ao fim, na edição 2022, muitos treinadores terminam os seus contratos com os respectivos clubes. Um deles é Nelson Santos, cujo contrato que o liga ao Ferroviário de Nampula terminou esta quarta-feira, 30 de Novembro.

O técnico português, que chegou a meio da temporada passada aos “locomotivas” da capital do norte para suceder a Chaquil Bemat, levou a equipa a terminar na terceira posição da temporada passada, o que fez com que a direcção renovasse e elevasse a fasquia para este ano.

Com a situação regularizada, ano passado para esta temporada, Nelson Santos foi ao mercado buscar os jogadores da sua confiança para atingir os seus objectivos, que passavam por devolver títulos ao Ferroviário de Nampula. Foi nessa onda que jogadores como Maninho e Mário Sinamunda (vindos do Ferroviário da Beira) e Isac de Carvalho e Chelito (idos do Costa do Sol), entre outros que representaram outros clubes do Moçambola, escalaram a capital do norte.

Mas os resultados mostraram o contrário ao longo da temporada, tendo feito história apenas ao tornar-se numa das equipas que derrotou a Black Bulls em sua casa, na época passada e a roubar pontos aos “touros” esta temporada em Tchumene.

Ainda assim, deixa o Ferroviário de Nampula na terceira posição, alcançando os objectivos traçados no início da temporada, que passavam por manter ou melhorar a classificação da época passada.

Faltando uma jornada para o fim do campeonato, Nélson Santos prepara-se, agora, para abraçar outro projecto, uma vez que ainda não houve aproximação da direcção do Ferroviário de Nampula a manifestar o seu interesse em renovar com o técnico.

Recorde-se que o técnico português, de 38 anos de idade, chegou a Moçambique pela porta do Costa do Sol, onde foi substituir Diamantino Miranda, tendo levado os “canarinhos” à conquista do torneio de abertura e da Taça de Moçambique, em 2017.

Santos treinou, ainda, o Ferroviário de Maputo, em 2018, antes de ir a Egipto para orientar Nogoom FC. Tem ainda passagens por Marítimo, BSAD e Al Hillal Omdurman do Sudão como treinador-adjunto.

O sorteio do torneio Cosafa em sub-17 foi reestruturado devido à desistência das Maurícias e, agora, a prova será disputada por dois grupos, contrariamente aos três iniciais.

A selecção nacional dos sub-17, os Mambinhas, deixou de fazer parte do grupo C, junto à Zâmbia e Seychelles, e fazem parte, na nova reestruturação, no grupo B, em que está também a congénere da África do Sul.

As Maurícias, que tinham sido sorteados no grupo B, com África do Sul e Angola, acabaram por desistir por falta de fundos para deslocação a Malawi, país que acolhe a prova, integrada nos Jogos da AUSC.

Assim, a África do Sul foi integrada no grupo de Moçambique, Zâmbia e Seychelles, que compõem o grupo B, enquanto a formação angolana integra o grupo A, junto a Malawi, Botswana e Namíbia.

O torneio regional Cosafa, integrado nos Jogos da AUSC, retoma depois três anos interrompidos devido à pandemia da COVID-19.

A prova, que vai decorrer de 2 a 11 de Dezembro, serve de qualificação ao Campeonato Africano das Nações da categoria, que terá lugar na Argélia, em 2023.

Os restos mortais do presidente do Clube dos Desportos da Costa do Sol, Jonas Chitsumba, foram ontem a enterrar no cemitério da Texlon, numa cerimónia que contou com a presença de familiares, amigos, colegas da Electricidade de Moçambique e do Costa do Sol.

Mas o ponto alto foi o velório que decorreu na capela do Hospital Central de Maputo, que teve a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, que foi prestar a sua homenagem e o último adeus ao presidente “canarinho”.

Na ocasião, Filipe Nyusi, que não prestou declarações, saudou a família de Jonas Chitsumba, endereçando suas condolências, momentos antes da leitura das diversas mensagens, de familiares, amigos e colegas, que enalteceram os feitos de Chitsumba como chefe de família, quadro da EDM e presidente do Costa do Sol.

Coube ao vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Costa do Sol, Amade Abdulai, ler a mensagem da colectividade de Matchiki Tchiki, tendo dado o percurso do presidente desde a sua entrada até à sua morte.

“Ingressa como sócio do Costa do Sol no ano 2000, tendo sido quadro da direcção nos últimos anos, antes de ser eleito para a presidência do clube a 3 de Outubro de 2020”, disse Amade Abdulai.

Em termos de conquistas, Abdulai destacou os torneios de abertura, em futebol, em 2021, nomeadamente a Liga Jogabets, os Campeonatos da Cidade de Maputo em basquetebol masculino e feminino em 2021, bem como o campeonato nacional de basquetebol em femininos, também em 2021. Além destas conquistas, fez história ao levar a equipa feminina do Costa do Sol a disputar a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões africanos pela primeira vez na história do futebol feminino.

“Estamos satisfeitos pelos feitos que deu ao clube e, por isso, estamos todos de luto”, concluiu Amade Abdulai, vice-presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Costa do Sol.

FMF DECRETA “MINUTO DE SILÊNCIO” PARA ESTE FIM-DE-SEMANA

Como forma de prestar homenagem ao presidente do Costa do Sol, Jonas Chitsumba, falecido na passada segunda-feira, vítima de acidente de viação, a Federação Moçambicana de Futebol decretou um minuto de silêncio em todas as provas que vão decorrer no fim-de-semana.

Assim, tanto as provas da segunda divisão, da poule de apuramento ao Moçambola 2023, nas zonas Sul e Centro, entre Matchedje de Mocuba e Clube de Chibuto e entre Ferroviário de Quelimane e Chingale de Tete, respectivamente, bem como os jogos da última jornada do Moçambola 2022, terão que cumprir o minuto de silêncio em homenagem a Jonas Chitsumba.

A Federação Moçambicana de Atletismo promove, este sábado, provas da modalidade que visam a massificação na Cidade de Maputo. O evento denominado Kids Athletics é virado para crianças dos 7 aos 14 anos dos vários bairros da capital do país. Além de transmitir conhecimentos sobre o atletismo, será uma oportunidade para colocar as crianças em contacto com o tartan, tendo em conta que tem estado a treinar sem competir.

De acordo com o presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, este evento é também para “dar alegria às crianças, uma vez que não podemos exigir que treinem e não compitam”, daí que o contacto com a pista e com os treinadores de alguns clubes da capital do país vai ajudar na massificação.

São esperadas no Parque dos Continuadores – palco que vai acolher o Kids Athletics da Cidade de Maputo – cerca de 200 crianças, além de alguns diplomatas que têm estado a apoiar no desenvolvimento da modalidade.

Kamal Badrú diz mesmo que “a melhor estratégia de massificação é identificar talentos nos bairros e, depois, reencaminhá-los aos clubes”, como forma de potenciar as colectividades na Cidade de Maputo. Por isso mesmo, realça Badrú, foram convidados os treinadores dos clubes para acompanharem as actividades que vão incluir provas das várias categorias de atletismo.

Evento similar terá lugar a 17 de Dezembro, desta feita no espaço Aga Khan Academy, na Província de Maputo, com o objectivo de massificar a modalidade pelos bairros locais.

 

FMA CONTA COM APOIOS DO QUÉNIA E DA HCB

O Kids Athletics da Cidade e Província de Maputo conta com o apoio de vários parceiros da Federação Moçambicana de Atletismo, entre elas algumas embaixadas e organizações que gerem a modalidade ao nível continental e mundial.

Mas é preciso mais apoios, e o organismo que tutela o atletismo no país desdobra-se em busca de mais parceiros para apoiarem nas suas actividades e provas. Um dos encontrados é a Embaixada do Quénia, que se disponibilizou a apoiar na formação de treinadores da modalidade, segundo o embaixador Paul K. Ndung.

A garantia foi dada durante a audiência que concedeu ao Presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badrú, acompanhado pelo secretário-geral da FMF e o presidente da Associação de Atletismo da Província de Maputo, Sebastião Bebe.

Outra instituição que vai prestar o seu apoio ao atletismo moçambicano é a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB). A empresa de produção de energia prometeu apoiar na massificação e desenvolvimento da modalidade na vila de Songo – uma promessa feita aquando da visita de Kamal Badrú àquela instituição, à margem da realização mini-maratona que marcou as comemorações dos 15 anos da reversão da HCB.

A competição, que era para residentes da Vila de Songo, contou com a participação de cerca de 200 atletas e teve como vencedores Arquime Checane, em masculinos, e Domingas Checane, em femininos.

Na ocasião, foram entregues, como prémios, txopelas, motorizadas e congeladores. Vários convidados estiveram presentes no local, com destaque para o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, António Osvaldo Saíde, presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badrú, e a campeã olímpica dos 800 metros, Maria de Lurdes Mutola.

Para já, o atletismo participa, em termos de competições, nos Jogos da AUSC, que terão lugar em Lilongwe, no Malawi, de 2 a 11 de Dezembro, com seis atletas, nomeadamente Ancha Ernesto (100m e 200m), Astrid Eva (100m e 200m), Cristina António (200m e 400m), Steven Sabino (100m), Edio Mussacate (400m) e Alex Macuácua (800m e 1500m), acompanhados pelo respectivo treinador, Salvador Chitsondzo, e o juiz Alfeu Vembane.

Tunísia procura na tarde e noite de hoje, diante da França, o apuramento aos oitavos-de-final do Mundial Qatar 2022.

Último classificado do grupo D, com um ponto, não se afigura uma tarefa fácil para a Tunísia diante da França. A selecção africana que até aqui não marcou no Mundial tem a obrigação de vencer no mínimo por 2-0 e esperar que a Dinamarca, que já leva um golo, não vença a Austrália por mais de uma bola.

Uma vitória da Austrália coloca de fora a Tunísia, mesmo vencendo a França por números expressivos, isto porque os australianos passariam a somar seis pontos, contra quatro da Tunísia.

Quem já tem a situação resolvida é a seleção senegalesa, que, ontem, qualificou-se aos oitavos, ao vencer o Equador por 2-1. A selecção de Sadio Mané terminou o grupo A com seis pontos e vai defrontar na próxima fase o vencedor do grupo B, Inglaterra.

A selecção do Senegal garantiu a qualificação aos oitavos-de-final do campeonato mundial do Qatar após vencer, hoje, o Equador por duas bolas a uma.

Os campeões africanos tornaram-se na primeira selecção do continente a garantir a passagem ao terminar na segunda posição do grupo A com seis pontos, atrás dos Países Baixos que tiveram sete.

Ismaila Sarr aos 44 minutos abriu o activo, mas Moises Caicedo restabeleceu o empate aos 67 minutos. Kalidou Koulibaly fixou o resultado final aos 70 minutos, que coloca os Leões de Teranga na segunda posição do grupo.

O Senegal espera, assim, pelo adversário nos oitavos-de-final, que pode ser a Inglaterra, em jogo que se disputa no sábado.

O Interclube irá reforçar a sua equipa com as atletas americanas Alexis Tolefree, que representa o Elitzur Holon de Israel, e Sherise Williams, poste que  joga no PINKK-Pecsi da Hungria, na Taça dos Clubes Campeões Africanos de  Basquetebol em seniores femininos, prova a decorrer de 9 a 18 de Dezembro, em Maputo. As “polícias” contam ainda com a extremo-base Rosa Gala e a poste  Cristina Matiquite, dois activos do 1.º de Agosto.

É um facto! O Interclube de Angola não vem a Maputo para passear. Vem, pelo contrário, para lutar para recuperar o título de campeão africano de basquetebol em seniores femininos, estatuto perdido em 2019 para o Ferroviário de Maputo. As polícias recrutaram, para o efeito, duas basquetebolistas americanas para darem peso nas posições 1 (base) e 5 (poste).

Alexis Tolefree, base de 24 anos e 1, 73 metros, e Sherise Williams, poste  de 29 anos e 1,88 , são as grandes apostas das actuais campeãs angolanas para conquistarem mais um troféu.

Alexis Tolefree evolui actualmente no Elitzur Holon de Israel, formação na qual já disputou três partidas. A base tem uma média de 55, 6% de aproveitamento nos lançamentos de campo (10 lançamentos concretizados em 18 tentados), 16,7% na linha de lances livres (1 lançamento concretizado em 6 tentados) e 30,4% nos tiros exteriores (7 tiros exteriores concretizados em 27 tentados).

Alexis Tolefree tem ainda um registo de 14,0 pontos por jogos, 4,7 ressaltos e 2,0 roubos de bola.

Da Hungria (Hungarian A Division), precisamente da formação do PINKK-Pecsi, chega ao Interclube Sherise Williams, poste que em 2 jogos esta época apresenta uma média de 12,5 pontos em 25:05 minutos na quadra.

Sherise Williams concretizou 10 em 23 lançamentos de campo (43/5%), 1 em 2 tiros exteriores (50%) e 2 em 5 na linha de lances livres (40%). Há ainda o registo de 7,5 ressaltos, 2,0 roubos de bola e 4,0 “turnovers”.

As duas atletas juntaram-se ao Interclube na segunda-feira, esperando-se que sejam uma grande valia para a conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

Mas os reforços do clube do Rocha Pinto não ficam por aqui. O Intreclube foi ao 1º de Agosto buscar Cristina Matiquite, poste, e Rosa Gala, extremo-base. São duas atletas valiosas que, ano passado, ajudaram o D’Agosto a conquistar o Campeonato Nacional e Taça de Angola, num conjunto que foi ainda reforçado pelas moçambicanas Onélia Peróla Mutombene e Tamara Seda.

Para atacar a prova, o Interclube conta com as já citadas Alexis Tolefree e Sherise Williams,  Edvânia Pascoal, Eduarda Gabriel, Erica Guilherme, Ana Agostinho, Cássia António, Italle Lucas, Rosa Gala, Jessica Malagi, Nadir Manuel, Joana António, Cristina Matiquite, Antónia Miguel e Luísa Tomás.

É já na próxima quarta-feira, 7 de Dezembro, que se realizam os jogos das meias-finais na edição 2022 da Taça de Moçambique. O Ferroviário da Beira joga com a Associação Desportiva de Vilankulo, às 13h30, no Estádio Nacional do Zimpeto, sendo que, duas horas depois, as formações da União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo se batem no mesmo palco.

Cerca de três meses depois de ter acolhido o último jogo oficial (ndr: no dia 4 de Setembro, o ENZ foi palco do jogo Moçambique vs Malawi que ditou o apuramento dos Mambas ao CHAN 2022), o Estádio Nacional do Zimpeto volta a abrir as suas portas ao público para testemunhar a definição dos finalistas da Taça de Moçambique – com dois jogos entre formações que ambicionam erguer o segundo maior troféu do calendário futebolístico moçambicano.

Às 13h30, naquela que será a primeira semi-final, o Ferroviário da Beira e a Associação Desportiva de Vilankulo travam argumentos num jogo entre duas formações que estão a fazer uma campanha aos soluços no Moçambola.

Aliás, para o Ferroviário da Beira a conquista desta prova pode, objectivamente, significar a consolação, depois de ter falhado a conquista do título no Moçambola e ser afastado da Taça CAF.

Nos quartos-de-final, o Ferroviário da Beira derrotou o Sumeia FC de Mocuba por 3-0 com um “bis” de Pepo e outro tento apontado por Nelo.

Com apenas 28 pontos conquistados no campeonato nacional, os “locomotivas” do Chiveve estão muito longe do desejado e, sobretudo, para um conjunto que na temporada passada arrastou a decisão do título para a última jornada.

Sem a manutenção garantida no Moçambola (vai decidir na última jornada quando receber o despromovido Matchedje de Mocuba), a Associação Desportiva de Vilankulo pisca o olho à sua segunda presença na final da Taça de Moçambique de uma formação de Inhambane. Em 2010, o Vilankulo FC falhou a conquista da prova depois de perder com o Maxaquene por 2-0.

Agora, sob ordens de Artur Comboio, a Associação Desportiva de Vilankulo pretende fazer brilharete na Taça de Moçambique.

A Associação Desportiva de Vilankulo qualificou-se para as meias-finais após vitória sobre a Black Bulls, por 5-3, resultado encontrado na marcação de grandes penalidades após o nulo no tempo regulamentar.

Songo vs Ferroviário de Maputo para aquecer a prova!

48 horas depois de se defrontarem na última jornada do Moçambola 2022, numa partida que entra nas contas do título, o Ferroviário de Maputo e a União Desportiva do Songo travam argumentos no acesso à final da Taça de Moçambique.

Esta será a reedição da final da Taça de Moçambique de 2019, num duelo em que a União Desportiva do Songo venceu por 2-0.

Amadou, aos 37’, e Telinho, aos 41’, foram os marcadores em serviço, os condutores do segundo troféu da União Desportiva do Songo nesta competição.

É um duelo entre dois conjuntos que ambicionam conquistar a prova, sendo que para o Ferroviário de Maputo constitui um momento para fazer as pazes com os seus adeptos que esperavam muito mais da equipa no campeonato nacional.

O Ferroviário de Maputo chega a esta fase depois de ter afastado o Costa do Sol (venceu por 2-0 com golos de Paulana e Mário) com fortes ambições de levar mais um troféu para as suas vitrinas.

Feitas as contas, os “locomotivas” da capital já ergueram o troféu em cinco ocasiões, enquanto a União Desportiva do Songo conquistou a prova duas vezes.

A primeira vez em que os “hidroeléctricos” conquistaram a segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano foi em 2016, ano em que derrotaram o Maxaquene, na final, por 3-1. Num lance infeliz, Bernardo marcou na própria baliza aos 12’. Miquissone, aos 14’, e Kambala, aos 22’, embalaram a União Desportiva do Songo para uma vitória segura.

Já o Ferroviário de Maputo procura conquistar a sua quinta Taça de Moçambique. Os “locomotivas” levantaram o troféu pela primeira vez em 1984, quando bateram o Palmeiras da Beira por 4-2. Cinco anos depois, os “locomotivas” açambarcaram o troféu, depois de derrotarem o Desportivo Maputo, por 2-0.

Em 2004, numa final em que foi simplesmente arrasador, o Ferroviário de Maputo goleou o Textáfrica de Chimoio por 5-1. Já em 2009, o Ferroviário de Maputo bateu, na final, o Costa do Sol por 2-0. A última vez em que os “locomotivas” conquistaram a Taça de Moçambique foi em 2011, tendo vencido o Chingale de Tete por 3-0.

O Ferroviário de Maputo transitou para as meias-finais depois de vencer o Costa do Sol por 2-0. Já a União Desportiva do Songo goleou Baía de Pemba FC por 5-1.

O desporto moçambicano está de luto. Perdeu a vida, hoje, o presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol, Jonas Chitsumba, vítima de acidente de viação ocorrido no distrito da Massinga, província de Inhambane.

Chitsumba, segundo dados colhidos pelo “O País”, morreu quando regressava de uma cerimónia familiar em Inhambane.

O Costa do Sol, clube para o qual foi eleito presidente em Outubro de 2022, curva-se perante a memória de vulto do dirigente desportivo e quadro sénior da empresa Electricidade de Moçambique (EDM).

“É com um sentimento de grande dor, tristeza e consternação que o Clube de Desportos da Costa do Sol comunica o falecimento do seu presidente, o senhor engenheiro Jonas Ernesto Binda Chitsumba, ocorrido no dia 28 de Novembro corrente, no distrito da Massinga, província de Inhambane, vítima de acidente de viação. O Clube de Desportos da Costa do Sol inclina-se com o maior respeito e consideração, perante a figura de um presidente de grande dimensão humana e profissional, que geriu com clarividência e humanismo os destinos do clube”, enaltece o Clube de Desportos da Costa do Sol numa mensagem divulgada na rede social “Facebook”.

Na mesma mensagem de pesar, o Costa do Sol endereça as sentidas condolências à família do finado. “O Clube apresenta à família enlutada os seus mais profundos sentimentos de pesar e apela à serenidade de todos neste momento de dor e consternação”, lê-se na página oficial do “Facebook” do clube.

 

ELEITO PRESIDENTE DO COSTA DO SOL EM 2020

Até à data da sua morte, Jonas Chitsumba era presidente do Costa do Sol. Chitsumba foi eleito, a 3 de Outubro de 2020, presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol com um total de 30 votos, ou seja 100%.

Eleito para o quadriénio 2020/2024, Jonas Chitsumba tinha como foco dar sustentabilidade ao Clube de Desportos da Costa do Sol numa perspectiva clara de encontrar novos parceiros para financiamento público a colectividade. Chitsumba procurava ainda cumprir o desafio de reduzir o défice financeiro do clube com mais títulos no futebol moçambicano.

Outra das áreas de intervenção do finado eram as infra-estruturas desportivas, tendo, num passado recente, concluído a substituição da relva sintética do campo principal de futebol bem como assegurado a cobertura do pavilhão para desportos de sala.

Durante este período em que esteve à frente do Costa do Sol, este clube assumiu o protagonismo no basquetebol, tendo sido campeão nacional e da cidade em seniores femininos, ano passado. Este ano, o Costa do Sol vai disputar a fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos, prova a realizar-se em Dezembro, na capital do país. Nos masculinos, o Costa do Sol conquistou dois títulos de campeão da cidade, além de ter ocupado o terceiro lugar na última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

 

LMB DECRETA UM MINUTO DE SILÊNCIO NA LIGA SASOL

Jonas Chitsumba perde a vida numa altura em que decorre a Liga feminina de basquetebol Sasol, prova na qual o Costa do Sol está apurado para às meias-finais.

É neste sentido que os gestores da prova, a Liga Moçambicana de Basquetebol, decretaram um minuto de silêncio nos jogos de atribuição do 7º e 8º classificados e “play-off” de acesso às meias-finais, agendados para o dia 29 de Novembro.

“Temos a certeza de que a trajectória, memória e todo o legado que o engenheiro Jonas Chitsumba deixou será resguardado e eternizado pelo Clube de Desportos da Costa do Sol e por todos nós. A  direcção da LMB lamenta esta inestimável perda e expressamos a nossa solidariedade e condolências aos seus familiares e ao Clube de Desportos da Costa do Sol, neste momento de dor e luto”.

Por outro lado, a Liga Moçambicana de Basquetebol indica que, antes dos jogos do Costa do Sol, será observado um minuto de silêncio. “Em todos os três jogos do dia 29 de Novembro de 2022, deverá ser observado um minuto de silêncio antes do início de cada jogo, em memória do falecido. Nas jornadas seguintes, deverá ser observado um minuto de silêncio antes do início de cada jogo em que participe o Clube de Desportos da Costa do Sol”.

 

 FERROVIÁRIO DE MAPUTO LAMENTA MORTE DE JONAS CHITSUMBA

O Clube Ferroviário de Maputo (CFvM) não ficou indiferente à triste notícia do desaparecimento físico do Presidente do Costa do Sol, Jonas Chitsumba, vítima de acidente de viação.

Numa nota de pesar divulgada na sua rede social “Facebook”, o eclético clube lamenta a morte do dirigente desportivo e quadro sénior da empresa Electricidade de Moçambique (EDM). “Foi com profundo pesar que o Clube Ferroviário de Maputo, CFvM, tomou conhecimento do desaparecimento físico do engenheiro Jonas Chitsumba, Presidente do Clube de Desportos da Costa do Sol, vítima de acidente de viação, que ocorreu esta segunda-feira, 28 de Novembro, no distrito da Massinga, província de Inhambane”, lamenta o Clube Ferroviário de Maputo.

O Ferroviário de Maputo conforta ainda a família enlutada e a massa associativa do Clube de Desportos da Costa do Sol. “Neste momento de tristeza e consternação, o Clube Ferroviário de Maputo endereça as mais sentidas condolências aos sócios e adeptos do Clube de Desportos da Costa do Sol e, em particular, à família do malogrado”.

Jonas Chitsumba foi praticante de basquetebol e futebol, tendo ainda sido gestor no clube Sporting de Nampula.

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