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O País – A verdade como notícia

Moçambique conquistou uma medalha de ouro no Torneio Internacional de Boxe-Golden Belt Series, que decorreu em Marraquexe, Marrocos, até esta sexta-feira.

O feito foi alcançado pela pugilista Alcinda Panguana que conquistou a medalha de ouro nesta prova, o que permite ao país sair com quatro medalhas, sendo as restantes três de bronze.

Na final da categoria dos 66-70 kg, Panguana não se deixou intimidar pelo potencial da sua adversária, a russa Anastassia Demurchian, e venceu por 5-2 no resultado final.

A pugilista Moçambicana venceu categoricamente o primeiro assalto, no qual recolheu a pontuação máxima de dez pontos atribuída por três dos cinco júris.

Apesar de a pugilista russa ter estado bem no segundo assalto, Panguana continuou firme e manteve a liderança do combate, confirmada no último assalto, ao gerir melhor o combate tanto em termos tácticos, quanto em termos físicos e a não permitir que Anastassia Demurchian pontuasse como desejaria.

Mas foi precisa a decisão do júri do combate para confirmar a vitória da moçambicana que acabou por acontecer, por 5-2, dando ao país a primeira medalha de ouro no International Boxe Association.

Moçambique terminou a prova com mais três medalhas, de bronze, conquistadas por Helena Bagão, Rady Gramane e Yassine Nordine.

Com estas medalhas, os pugilistas moçambicanos somam pontos que os colocam na rota dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

A pugilista moçambicana e campeã africana do boxe vai disputar, na noite desta sexta-feira, a conquista da medalha de ouro no Boxe “Golden Belt Series”, prova que decorre em Marrakech, Marrocos.

Alcinda Panguane é a esperança de Moçambique nesta prova. A pugilista moçambicana é a única apurada para a final da competição. A campeã africana em título e melhor atleta do ano passado vai, na noite desta sexta-feira, lutar pela medalha de ouro.

Para chegar à final, Alcinda Panguane (67-71kg) derrotou a marroquina Houda Taoussi, por K.O, no segundo assalto, no combate das meias-finais. Assim, Alcinda garante, no mínimo, medalha de bronze neste certame que é disputado por pugilistas oriundos de 34 países de diferentes quadrantes do mundo.

Alcinda Panguane vai defrontar na final a pugilista russa Demurchian Anastasiia.

O boxe moçambicano continua a trazer glórias para o país. Em mais uma competição internacional, na qual o país é representado por sete pugilistas, Moçambique, que participa na prova com o estatuto de campeão africano da modalidade, tem estado a deixar a sua marca.

Depois de Rady Gramane e Yassine Nordine terem garantido a medalha de bronze, falhando em contrapartida o acesso à final, Helena Bagão, pugilista em ascensão, sofreu uma derrota frente à pugilista da Espanha Maria Gonzalez, na divisão dos 50-52 Kg femininos. Ainda assim, a moçambicana garantiu mais uma medalha de bronze para o país.

Rady Gramane perdeu com a cazaque Valentina Khalzova, na divisão dos 70-75, por 4-1. Por seu turno, Yassine Nordine (46-48kg) perdeu com o marroquino Hamza Essaddi, por 5-0.

Moçambique é representado por um total de sete pugilistas, nomeadamente Tiago Muchanga, Yassine Nordine, Armando Sigaúque, Benilde Macaringue, Rady Gramane, Helena Bagão e Alcinda Panguana, estando ainda em acção apenas esta última.

O “Golden Belt Series” é uma competição que tem como principal objectivo dar rodagem e mais experiência internacional aos atletas, tendo em conta que as eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2024 estão à porta.

Este é o terceiro evento do World Boxing Tour, a nova e inovadora série de competições da IBA, após torneios bem-sucedidos das séries Silver e Golden Belt na Eslovênia e no México, respectivamente, no ano passado. Moçambique participa pela segunda vez, depois de ter estado na Eslovénia.

O “Golden Belt Series” é um evento que faz parte do “World Boxing Tour” que, por sua vez, é composto por uma série de eventos que são classificados em três categorias: torneios faixa de ouro, faixa de prata e faixa de bronze, que contribuem para um novo sistema de classificação da IBA que ajudará a definir os pugilistas mais bem-sucedidos no fim do ano. Os quatro melhores atletas em cada categoria a serem nomeados os melhores dos melhores vão participar no evento anual designado “Diamond Belt Series”.

Os cinco jogadores, Isac, Telinho, Kito, Chico e Shaquille e ainda o assistente de Chiquinho Conde, Eduardo Jumisse, divulgaram, esta terça-feira, uma nota de esclarecimento relacionada ao diferendo com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), na qual, dentre várias coisas, nomeiam dois advogados para os representar em qualquer instância que seja.

Mais um capítulo se abre na novela entre a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e os Mambas. Depois de não terem marcado presença no encontro havido na segunda-feira, na Secretaria de Estado do Desporto, que tinha em vista apurar os acontecimentos que sucederam na Argélia, os cinco atletas suspensos preventivamente, incluindo o assistente de Chiquinho Conde, Eduardo Jumisse, reagiram esta terça-feira.

Através de uma nota de esclarecimento partilhada pelos mesmos nas contas oficiais do “Facebook”, os jogadores explicam que nunca foram notificados de qualquer suspensão pela Federação Moçambicana de Futebol, tendo tomado conhecimento através dos órgãos de comunicação social e das redes sociais.

Na referida nota, esclarecem ainda que, após o regresso ao país, nunca foram ouvidos e/ou convocados para uma reunião, entrevista ou pedido de informação. Os signatários da nota esclarecem ainda que tomaram conhecimento da convocação e realização da reunião na Secretaria de Estado do Desporto, mais uma vez através dos órgãos de comunicação social, apesar de as instituições envolvidas terem os seus contactos.

Em relação aos assuntos relacionados aos acontecimentos da Argélia, explicam que sempre agiram em nome de todos os jogadores que estiveram no CHAN.

“Tudo o que lá ocorreu foi discutido, analisado e decidido em conjunto, e o facto é do conhecimento da Federação Moçambicana de Futebol, como também é prática nessa organização”, esclarecem os jogadores. Na nota de três páginas, os signatários explicam ainda que, caso exista a definição da premiação em qualquer competição, deve ser feita de forma prévia.

“Os jogadores e a equipa técnica tudo fizeram para que assim fosse, não tendo logrado sucesso, pois a direcção da FMF sempre pautou pela sonegação da informação, promessas vãs e, sabe-se agora, das negociações lideradas pelo Chefe da Delegação realizadas de forma desonesta e de má-fé”, observam os jogadores, sublinhando que “todas as competições internacionais observam um conjunto de práticas e regras de premiação, cabendo aos órgãos competentes, como a direcção da FMF, harmonizar com base nos dispositivos locais e posteriormente comunicar aos visados”, entendem os atletas.

NOMEADOS DOIS ADVOGADOS

Na nota de esclarecimento tornada pública esta terça-feira, os jogadores suspensos e o assistente da equipa técnica nomearam dois advogados para os representar em qualquer instância. Trata-se de João Nhampossa, advogado dos Direitos Humanos com credenciais reconhecidas na praça e Manuel Bila Jr, também causídico de nomeada.

Mais do que estarem dispostos a irem até às últimas consequências, os suspensos esclarecem que estão disponíveis para, de forma honesta, transparente e aberta, encontrarem uma solução para “o problema que não só afecta aos jogadores que estiveram no CHAN, mas todas as selecções nacionais”, esclarecem.

Não obstante essa abertura, os signatários da nota de esclarecimento afirmam que em nenhum momento deixarão de defender os seus direitos e interesses, não só das entidades nacionais competentes, como também junto dos órgãos que gerem o futebol africano e mundial.

“O futebol e os desportistas nacionais merecem ser respeitados, não só pelos jogadores e equipa pela técnica, mas também pelos dirigentes desportivos, através de uma gestão transparente e responsável, cumprindo quer as regras locais, quer as emanadas pelos órgãos internacionais”, dizem os atletas na nota.

Ainda na referida nota, os signatários agradecem o apoio que têm vindo a receber do povo moçambicano, sobretudo pelo facto de terem alcançado um feito inédito no CHAN, qualificando-se pela primeira vez, para os quartos-de-final da competição.

O Costa do Sol está desde segunda-feira a observar um estágio pré-competitivo na África do Sul, onde vai prosseguir com a preparação com vista à sua participação no Moçambola 2023.

A equipa principal de futebol do Clube de Desportos da Costa do Sol iniciou, na segunda-feira, um estágio de sete dias na África do Sul. O grupo é composto por 30 elementos, dos quais 23 são jogadores, e seis do “staff”. Durante o estágio na terra do Rand, a equipa vai realizar jogos de controlo para ganhar ritmo competitivo e aprimorar aspectos técnicos e tácticos para a temporada 2023.

O Costa do Sol partiu para Nelspruit depois de ter iniciado os trabalhos internamente, tendo realizado várias sessões de treino no seu campo. Durante a primeira fase de preparação, os “canarinhos” privilegiaram a componente de recuperação dos atletas, através da preparação física, assim como aspectos técnicos.

Com uma nova equipa técnica chefiada pelo português Horácio Gonçalves, responsável pela conquista do último título em 2019, 12 anos depois, os “canarinhos” apetrecharam o seu plantel, tendo em vista resgatar a mística e apagar a pálida imagem da época passada. Do plantel da presente temporada, destaca-se o regresso de Isac de Carvalho, jogador que na época passada representou o Ferroviário de Maputo.

Em solo sul-africano, o Costa do Sol realizou, esta terça-feira, um jogo de treino com uma equipa local denominada Kanyamazane All Star, partida na qual os “canarinhos” venceram por quatro bolas sem resposta. Os quatro tentos foram apontados por Lucky, Isac, Loyd e Mbulu.

No quadro de preparação na vizinha África do Sul, estão previstos mais jogos amigáveis com adversários locais que militam na segunda divisão. Com este estágio, os “canarinhos” pretendem criar um entrosamento da equipa, assim como diminuir a pressão que possivelmente os jogadores poderiam sofrer internamente. O Costa do Sol é, até aqui, a única equipa moçambicana que está a realizar um estágio fora do país.

ADV AINDA EM MAPUTO

A Associação Desportiva de Vilankulo (ADV) continua na capital do país, onde está a realizar um estágio. Os “hidrocarbonetos” já efectuaram jogos de preparação com equipas que militam no Moçambola, como é o caso da Associação Black Bulls.

Chefiada por Antero Cambaco, a equipa técnica dos representantes da província de Inhambane na alta-roda do futebol moçambicano, tem concentrado o seu trabalho na componente física, tendo em conta que os jogadores vêm de um período de defeso. A ADV, que apetrechou o seu plantel com o objectivo de melhorar a classificação do ano passado, sofreu uma sangria, ao perder muitos jogadores, com destaque para o experiente guarda-redes Germano Nhacume, que se juntou ao Ferroviário da Beira.

Ainda no que diz respeito à preparação, o Matchedje de Maputo continua no terreno. A equipa de Manuel Casimiro, por sinal a primeira a arrancar com a preparação das 12 que vão corporizar os Moçambola 2023, tem privilegiado sessões bidiárias. Essa medida, segundo Manuel Casimiro, visa recuperar os jogadores, que ficaram inactivos durante três meses. Os Matchedje de Maputo tem previsto um estágio internamente, num local ainda por definir.

Por seu turno, a Associação Black Bulls (ABB), formação que conta com uma nova equipa técnica, em substituição de Inácio Soares, acelera a preparação tendo em vista o Moçambola. Nesta primeira fase, os “touros” têm trabalhado no seu reduto, alternando sessões bidiárias e normais. Até aqui, a ABB já efectuou jogos de controlo com a Associação Desportiva de Vilankulo e com a selecção Sub-20, partidas nas quais venceu.

Já o Ferroviário de Maputo, equipa orientada por João Chissano, também está a intensificar a preparação. Os “locomotivas” da capital do país pretendem, na presente temporada, fazer diferente, lutando pelo título que foge há muitos anos. João Chissano já conta com os jogadores que recentemente estiveram na Argélia ao serviço dos Mambas no CHAN, no caso Shaquille, Kito e Yude.

Os trabalhos dos “locomotivas” decorrem no Estádio da Machava, onde João Chissano e a sua equipa técnica pretendem recuperar os jogadores o quanto possível, de modo a arrancar com o Moçambola com todos eles em condições físicas aceitáveis.

O presidente do Sindicato Nacional dos Jogadores de Futebol, Tony Gravata, defende que, ao contrário do que o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, disse esta segunda-feira durante o encontro com a Federação Moçambicana de Futebol, no qual os jogadores estiveram ausentes, que a selecção é, sim, um sítio para ganhar dinheiro, pois os jogadores são profissionais.

Mesmo sem afastar os valores patrióticos sistematicamente defendidos por Gilberto Mendes, Tony Gravata entende que não se pode minimizar o esforço dos jogadores, que durante um mês estiveram longe das suas famílias para representarem a selecção nacional.

“Acho que tenho que dizer de forma directa ao secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, que o jogador de futebol está para ganhar dinheiro na selecção nacional. É melhor que as pessoas metam isso na cabeça, principalmente o secretário de Estado. O jogador de futebol é profissional”, defende Gravata.

Para o presidente do sindicato, os jogadores não só devem ganhar dinheiro na selecção, assim como eles metem dinheiro nos cofres da Federação Moçambicana de Futebol, tendo como base, por exemplo, os 400 mil dólares disponibilizados pela Confederação Africana de Futebol (CAF), em face da qualificação dos Mambas para os quartos-de-final do CHAN.

Gravata entende que o diferendo entre a FMF e os jogadores atingiu um ponto de saturação porque o organismo que gere o futebol moçambicano assim o quis, ao não definir de forma clara os processos de premiação dos jogadores.

“Ficamos mais decepcionados com a postura das pessoas que estão à frente destas instituições, que, no lugar de pacificar, continuam a atirar achas para a fogueira, sempre procurando denegrir a imagem dos jogadores”, lamenta, ajuntando que “pensei que com os novos intervenientes no processo a ideia fosse encontrar uma solução e não o contrário”, explica.

Sobre o argumento da Federação Moçambicana de Futebol segundo o qual a instituição não tinha conhecimento de que a CAF disponibilizaria um valor às federações, Gravata diz que não constitui a verdade, pois os regulamentos do organismo reitor do futebol africano são claros nesse aspecto.

“As regras são pré-definidas. A CAF, dentro da sua transparência, tem partilhado toda a informação com as federações. Há premiação para cada uma das fases, inclusive para a preparação da participação das selecções nas competições sob sua égide”, explica Tony Gravata.

“ESTÁ-SE A ATACAR O PROBLEMA POR CIMA”

Tony Gravata lamenta o facto de o problema que coloca os jogadores dos Mambas e a federação em rota de colisão estar a ser tratado por cima. Ou seja, as pessoas não procuram saber da génese do mesmo. Diz ainda que há muita coisa que poderia ter sido evitada, caso a FMF tivesse agido de forma didática.

“O espírito dos gestores que estão à frente do processo deveria ser de pacificação. O aconselhável seria conversar, mas quando a delegação regressou da Argélia, em vez de juntar as partes sem ameaças e coações como tem vindo a acontecer, primou-se por outra via”, diz Gravata.

O presidente do sindicato questiona os critérios da criação da comissão de inquérito por parte da Federação Moçambicana de Futebol.

“O que é que esta comissão vai fazer, se a mesma já decidiu suspender os jogadores? E mais, a FMF já disse que não vai pagar aos jogadores. A SED também já apareceu [a dizer] que os jogadores não devem ir à selecção com o intuito de ganhar dinheiro”, questiona.

Gravata diz não entender como é que a comissão é composta por elementos da federação, por sinal, parte interessada no processo. Em relação ao acordo assinado pela FMF e os jogadores na Argélia, em que se comprometia a pagar o valor, que foi posteriormente “rasgado” em Maputo, Tony Gravata considera que faltou transparência por parte do organismo reitor do futebol moçambicano.

“Julgo que ainda há condições para que se encontre uma solução para este problema. Penso também que é preciso que quem está à frente do processo tenha consciência de que conduziu mal este assunto. A reacção dos jogadores pode não ter sido a mais correcta possível, mas faltou discernimento da parte dos dirigentes da FMF”, explica Gravata.

Os Mambinhas sub-20 deixaram o país esta segunda-feira com destino ao Egipto, país que vai acolher o Campeonato Africano das Nações da categoria. Antes do arranque da prova, o combinado nacional vai realizar um estágio pré-competitivo de 12 dias em solo egípcio.

Depois dos Mambas, selecção principal de futebol de Moçambique, que disputou o CHAN da Argélia e logrou a histórica qualificação para os quartos-de-final da competição, desta vez são os Mambinhas sub-20 a entrar em cena, para a fase final do Campeonato Africano das Nações da categoria.

Para disputar a prova que arranca a 19 de Fevereiro corrente, o combinado nacional de sub-20 deixou o país esta segunda-feira com destino ao Egipto 12 dias antes do arranque, como forma de realizar um estágio pré-competitivo de ambientação ao clima e a temperaturas daquele país magrebino.

Para esta empreitada, que é a segunda consecutiva para o combinado nacional, Dário Monteiro levou para o Egipto 23 jogadores, com destaque para três que actuam fora de portas, nomeadamente Kimiss Zavala, guarda-redes do Marítimo de Portugal, Djwa Ramos, médio do Torrente de Portugal, e Edson Macuana, médio volante do Vilafranquense, também de Portugal.

De fora, dos inicialmente convocados e que jogam fora de portas, ficaram outros três, nomeadamente Momed Perreira (Sport Lisboa e Benfica) e Eduardo Nércio (Sporting de Braga), estes dois que não chegaram a juntar-se aos trabalhos da selecção nacional em Maputo, e Kelven Mendes (University Of Pretoria da África de Sul), este último que até se juntou ao combinado nacional, mas não seguiu viagem para Egipto.

 

BLACK BULLS CONTINUA DOMINANTE

Dos levados a Egipto por Dário Monteiro destaque vai para seis jogadores da Associação Black Bulls, equipa que continua a ter maior número de jogadores nos Mambinhas, tal como aconteceu na edição passada.

Depois dos “touros” segue-se o Ferroviário de Maputo, clube que contribui cinco jogadores, e por fim a Liga Desportiva de Maputo e o Ferroviário de Nampula, com dois jogadores cada.

Aliás, dos “locomotivas” da capital do Norte saiu o único jogador com experiência na selecção nacional, o guarda-redes Fazito, que inclusive fez cerca de 60 minutos no CHAN, e que agora vai disputar a baliza dos Mambinhas com Kimiss Zavala, outro experiente guarda-redes que actua fora de portas.

Os Mambinhas vão realizar um estágio pré-competitivo de 12 dias em solo egípcio, que vai incluir dois a três jogos de controlo com equipas locais e selecções que também vão chegar cedo para disputar a competição.

 

MAMBINHAS RECEBIDOS PELO EMBAIXADOR FILIPE CHIDUCO

Entretanto, os Mambinhas não chegaram perdidos no Egipto. O Embaixador de Moçambique naquele país, Filipe Chidumo, deslocou-se, na tarde desta terça-feira, ao Jewel Sport City, para saudar a delegação da selecção nacional de sub-20 que desembarcou na mesma madrugada no Cairo, para realizar um estágio pré-competitivo tendo em vista a participação no CAN da categoria.

Durante a sua intervenção, Chidumo garantiu que a Embaixada de Moçambique no Egipto está de portas abertas e pronta para auxiliar o grupo no que for necessário. Informou-se dos objectivos, do programa geral dos Mambinhas e teceu palavras de encorajamento ressaltando a grande responsabilidade de cada um e de todos no exercício da representação de Moçambique no evento.

Em nome dos jogadores, Ivan Tropa manifestou o seu agradecimento pela visita e saudação e prometeu que o grupo de trabalho de tudo fará para dignificar o nome e a bandeira do país na competição.

Os Mambinhas cumpriram, ainda ontem, terça-feira, um treino de recuperação física depois de mais de oito horas de voo entre Maputo e Cairo.

Mambinhas já estão no Cairo para um estágio antes da sua segunda participação no CAN Egipto 2023 de 19 de Fevereiro a 11 de Março.

 

CONVOCATÓRIA DOS SUB-20 PARA CAN-2023

GUARDA-REDES

Ananias Tembe           LD Maputo

Fasistêncio João          Fer. Nampula

Kimiss Zavala              Marítimo Portugal

 

DEFESAS

António Langa             Costa do Sol

Ivan Tropa                   Textáfrica

Edilson Nhabanga       Fer. Maputo

Atílio Henriques          Black Bulls

Izequiel Machava        Fer. Maputo

Calilo Traoré               Fer. Nampula

Cleid Tropa                 Black Bulls

Pene Simango             Fer. Maputo

Aylton Zerefos             Black Bulls

 

MÉDIOS

Júlio Carrelo                Black Bulls

Leonel Calção             Black Bulls

António Sumbane        Fer. Maputo

Keyns Abdala               LD Maputo

José Zavala                  Black Bulls

Djwa Ramos                FC Torrente de Portugal

Edson Macuana          Vilafranquense de Portugal

Xamin Chalinda           UD Songo

 

AVANÇADOS

Ângelo Contolo           Chingale de Tete

Chamito Alfândega     Têxtil de Púnguè

Dénio Munhave          Fer. Maputo

Gilberto Mendes diz que a selecção nacional não é um lugar para ganhar dinheiro, mas sim para exaltar o patriotismo. O secretário do Estado de Desporto diz ainda que o que aconteceu na Argélia revela a falta de comunicação entre a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e os jogadores.

Ausência dos jogadores e da equipa técnica marcou a reunião convocada pela Secretaria do Estado de Desporto, a fim de se inteirar dos acontecimentos da Argélia relacionados com a greve dos atletas em reclamação ao pagamento do prémio de jogo, em face da qualificação para os quartos-de-final do CHAN.

Os jogadores exigiram à FMF o pagamento de 60 por cento dos 400 mil dólares, o equivalente a 25 milhões de Meticais pela qualificação, facto que foi prontamente recusado pelo organismo que superintende o futebol moçambicano.

Dos 40 mil Meticais previamente acordados, os jogadores elevaram a fasquia para 150 mil, o que não foi possível. Depois de muitas negociações, a Federação Moçambicana de Futebol prontificou-se para pagar 75 mil Meticais. Esse facto concorreu para um ambiente de crispação no seio da selecção, com os jogadores a ameaçarem não sair do hotel em que estavam hospedados de volta a Moçambique.

Para o secretário do Estado de Desporto, Gilberto Mendes, a quem coube a missão de dirigir o encontro desta segunda-feira, em que apenas os membros da direcção da FMF se fizeram presentes, a falta de comunicação poderá ter sido um dos motivos para que se chegasse à fase em que o assunto atingiu.

O governante disse ainda que não se pode permitir que o movimento desportivo se desvie daquilo que é o seu valor mais precioso, que é o patriótico e não o financeiro.

“A selecção nacional não é um sítio para ganhar dinheiro, mas sim para exaltar o patriotismo e de orgulho nacional. Não estou a dizer que a federação não possa nalgum momento premiar os jogadores pelos feitos que possam alcançar”, diz Gilberto Mendes, sublinhando que se desviou do foco principal que eram os resultados desportivos, para discutir prémios de jogos.

Gilberto Mendes considera que a atitude dos jogadores dos Mambas pode ter um efeito multiplicador noutras federações, facto que não pode cair bem para o desporto moçambicano. Durante o encontro, Mendes disse que o Governo tem o direito de saber o que é que, de facto aconteceu, pois tem tirado dinheiro para custear as despesas das participações internacionais das selecções nacionais.

Em relação à ausência dos jogadores e da equipa técnica no encontro, o governante classificou a situação como preocupante, pois era preciso ouvir as partes do processo, de modo a encontrar-se uma solução viável.

SED CRIA COMISSÃO DE INQUÉRITO

Paralelamente à medida da Federação Moçambicana de Futebol, a Secretaria do Estado de Desporto nomeou uma comissão de inquérito, que se vai encarregar de apurar o que é que aconteceu na Argélia.

Segundo Gilberto Mendes, a referida comissão vai apurar o comportamento dos jogadores e tentar entender junto da federação os reais motivos que levaram os atletas a agirem daquela maneira.

“É do nosso interesse saber a verdade. A comissão vai investigar os jogadores e a própria federação. Talvez possamos investigar também como Secretaria do Estado de Desporto. A verdade é que precisamos de apurar a verdade”, disse Gilberto Mendes. Em relação à comissão de inquérito criada pela FMF, Gilberto Mendes considera que o organismo reitor do futebol moçambicano agiu de cabeça quente, na medida em que poderia ter consultado às outras instituições.

FMF NÃO VAI PAGAR NENHUM VALOR AOS ATLETAS

A Federação Moçambicana de Futebol diz que não vai pagar nenhum valor aos jogadores dos Mambas, dos 400 mil dólares disponibilizados pela Confederação Africana de Futebol. A FMF justifica que o regulamento da CAF não determina isso e, por isso mesmo, não há obrigatoriedade de se dividir o valor com os atletas.

O vice-presidente para a Área de Administração e Finanças, Jorge Bambo, por sinal chefe da delegação que esteve na Argélia, entende que há muito barulho à volta da selecção, o que, para ele, não faz sentido. Diz ainda que, quando se foi ao CHAN, não havia nenhum anúncio de prémio. Ou seja, a FMF só tomou conhecimento de que a CAF iria alocar um valor às federações durante a competição.

Sobre o termo de compromisso assinado com os jogadores aquando da partida da Argélia para Moçambique, Jorge Bambo diz que o mesmo não tem nenhum valor jurídico, até porque foi rubricado fora do país e sob pressão.

Justifica que só fez como forma de garantir que os jogadores saíssem do hotel, pois a sua permanência mancharia a imagem do país e colocaria a federação numa posição descredibilizada dentro da CAF.

No seu discurso, Jorge Bambo falou de supostos detractores, aqueles que, na sua opinião, estão a desestabilizar a selecção nacional, por motivos por si desconhecidos.

“Devo garantir que essas pessoas serão apanhadas. Estamos a trabalhar no sentido de as neutralizar”, garantiu Jorge Bambo.

Em reconhecimento das suas qualidades, a equipa alemã da “BWT Muke Motorsport” vai manter o piloto moçambicano nos seus quadros. Almeida vai competir ao volante de um Mercedes-AMG GT4 no ADAC GT4 Germany.

Nova temporada, parceria comprovada: Rodrigo Dias Almeida vai competir pela BWT Mücke Motorsport na temporada 2023 do automobilismo. O piloto moçambicano, de 18 anos, voltará a mostrar todo o seu potencial ao volante de um Mercedes-AMG GT4 no ADAC GT4 Germany.

Na verdade, não será uma nova etapa, porque Almeida já conhece o Mercedes-AMG GT4 do ano passado, quando se estreou na prestigiada prova denominada DTM Trophy ao lado da BWT Mücke Motorsport. De resto, em momentos que fizeram o hino nacional ser entoado em grandes palcos do automobilismo mundial, Rodrigo Almeida conquistou dois pódios, incluindo a sua primeira vitória no “Red Bull Ring” em Spielberg.

Os primeiros quilómetros-teste do ano de Rodrigo Almeida já estão agendados. Com efeito, o piloto moçambicano deverá testar-se em Fevereiro corrente no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal.

E a sua primeira corrida deverá ser entre os dias 11 e 12 de Fevereiro na “GT Winter Series”, em Jerez de la Frontera, na Espanha. A nova temporada do ADAC GT4 Alemanha começa em Oschersleben (no fim de semana de 26 a 28 de Maio).

Seguem-se cinco provas a decorrerem em Zandvoort (23 a 25 de Junho), em Nürburgring (4 a 6 a 8 de Junho), Lausitzring (18 a 20 de Agosto), Sachsenring (8 a 10 de Setembro) e Hockenheimring (20 a 22 de Outubro).

Em entrevista publicada no “site” “motorsport xl”, o piloto moçambicano manifestou a sua satisfação pelo facto de continuar a evoluir na BWT Mücke Motorsport na temporada 2023 do automobilismo. “Estou realmente ansioso para pilotar por uma equipa tão rica em tradição como a BWT Mücke Motorsport novamente nesta temporada. Fizemos nossa estreia juntos no Troféu DTM no ano passado e foi uma experiência fantástica para mim. Senti-me confortável com a equipa imediatamente e mal posso esperar para voltar à pista. O carro foi muito competitivo em 2022 e as pessoas da equipa são incrivelmente profissionais”, disse Rodrigo Almeida para depois projectar a temporada 2023.

“Este ano eu conheço o carro e a equipa e posso aproveitar a minha experiência da temporada passada. Depois da minha primeira vitória no Red Bull Ring, senti o gosto e, juntamente com a minha equipa, continuarei a fazer tudo o que puder para, com sorte, voltar a subir ao pódio em breve. Estou convencido de que faremos uma boa temporada”.

Por sua vez, o chefe da equipa, Peter Mücke, frisou: “Estamos muito satisfeitos por Rodrigo estar num dos nossos carros novamente este ano. Já o conhecemos desde o ano passado, quando ele pilotou para nós no Troféu DTM e comemorou sua vitória de estreia no Red Bull Ring. Rodrigo desenvolveu tremendamente ao longo da temporada e é fantástico que possamos continuar nesse caminho juntos em seu segundo ano connosco. Agora estamos ansiosos para atacar com Rodrigo no ADAC GT4 Germany e alcançar nosso objetivo declarado, lutar juntos pelo campeonato”.

Depois da conquista do CAN de 2022, disputado nos Camarões, o Senegal fez a dobradinha, sábado, ao vencer a 7ª edição do CHAN da Argélia, ao derrotar a equipa da casa, por 5-4, nos pontapés das grandes penalidades, após o empate (0-0) no tempo regulamentar e no prolongamento, no Estádio Nelson Mandela, em Argel.

Tanto Argélia quanto Senegal entraram determinadas e procuravam ganhar vantagem nos minutos iniciais da contenda. Quer o técnico argelino, como o homólogo senegalês apresentaram o mesmo sistema táctico (4-3-3).

Com os processos de jogo bem urdidos, a Argélia actuava em bloco médio, baixo ou alto, dificultando as estratégias da equipa senegalesa. Mas não encontrava espaço de manobra, para transpor a barreira defensiva contrária.

Durante a primeira parte, os “donos” de casa beneficiaram-se de duas  oportunidades, para estarem em vantagem no marcador, por intermédio de Mahrious e Maziane, aos oito e 15 minutos.

A jogar no reduto do adversário, o Senegal apresentou-se destemido, quer a defender, quer a atacar. O técnico Pape Thiaw leu bem o jogo da selecção argelina e anulou as principais unidades da equipa, casos de Mahrious, Maziane, Ayoub Abdellaoui e Youcef Laouafi.

No minuto 35, o Senegal desperdiçou uma jogada de golo, por intermédio de Moussa, depois de um excelente trabalho de Ousmane, valendo o corte de um defensor argelino para canto.

No regresso dos balneários, as duas selecções apostaram todas as fichas e apresentaram um futebol corrido, com ocasiões de golos repartidos. O Senegal optava por um jogo inteligente. Quando não tivesse a bola da bola recuava as linhas mais adiantadas no terreno, após a recuperação partia no contra-golpe. A segunda parte foi disputada sob o signo do equilíbrio.

 

MADAGÁSCAR CONQUISTA BRONZE

Contra todas as expectativas, o Madagáscar conquistou a medalha de bronze, ao derrotar o Mali, por 1-0, em jogo de atribuição do terceiro lugar, disputado na última sexta-feira, no Estádio Olímpico de Oran.

Os malgaxes realizaram uma campanha memorável, representando da melhor maneira a região da África Austral, depois do afastamento de Angola e de Moçambique, respectivamente. Os Palancas Negras não passaram da primeira fase, enquanto os Mambas foram eliminados nos quartos-de-final, perdendo para o Madagáscar, por 3-1.

O técnico do Madagáscar, Romuald Rakotondrabe, está satisfeito com o terceiro lugar da sua equipa no Campeonato Africano das Nações TotalEnergies (CHAN) 2022, que se disputou na Argélia, e elogiou a atitude dos atletas ao longo da competição.

Depois da vitória de 1-0 sobre o Níger, no Estádio Miloud Hadefi, em Oran, com golo de Jean Razafindrakoto, Roro, como é conhecido, era um homem bastante animado e foi abraçado pela equipa técnica e jogadores.

Os Leões de Teranga, denominação da selecção do Madagáscar, que disputaram o CHAN pela primeira vez, choraram quando o árbitro egípcio Mohamed Adel Elsaid Hussein deu por terminado o jogo.

“Este é um momento incrível para mim e a equipa de um modo geral. Foi uma longa jornada desde os preparativos até terminar em terceiro lugar. Estamos muito orgulhosos dos jogadores e de todos que trabalharam duro para chegar aqui”, disse Roro à imprensa visivelmente emocionado.

“Trabalhamos muito ao longo da competição. Desde quando estávamos em Constantine para a fase de grupos e a partida dos quartos-de-final, depois fomos para Argel para a semifinal. Perdemos para o Senegal e vencemos em Oran.”

Por sua vez, a delegação do Níger está orgulhosa pela campanha efectuada  no CHAN da Argélia. O técnico-adjunto, Hassan Idé Barkire, em nome do colectivo, disse que está orgulhoso do desempenho da selecção, apesar de ter perdido nas classificativas do terceiro e quarto lugares.

O treinador admitiu que os Menas, denominação da selecção do Níger, adorariam ter terminado no pódio, mas o quarto lugar é a posição mais alta que o país já alcançou.

“Estou muito orgulhoso. Trabalhamos muito para chegar a esta fase. Adoraríamos chegar à final ou pelo menos terminar em terceiro, mas isso é futebol. Ficamos aquém do nosso objectivo, mas estamos em quarto lugar no continente”, disse Barkire.

Esta é a classificação mais alta do Níger no CHAN depois de chegar aos quartos-de-finais, na edição de 2011, treinado por Harouna Doula. Em 2016, no Ruanda, não conseguiram passar da fase de grupos.

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