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O País – A verdade como notícia

A delegação da selecção nacional voltou de Oran na terça-feira, 31 de janeiro de 2023, ao fim da noite, após a estrondosa vitória contra o Níger (5-0) nas semifinais do CHAN TotalEnergies – Argélia 2022.

Os Verdes juntaram-se ao Centro Técnico Nacional (CTN) de Sidi Moussa num clima de alegria com a firme vontade de ir atrás do seu sonho, nomeadamente este ambicionado título continental e pelo qual muitos sacrifícios foram feitos.

Entretanto, esta quarta-feira, 1 de Fevereiro, foi dedicada à recuperação, em particular, dos jogadores que participaram no jogo com o Níger.

O ginásio esteve aberto a partir das 17h30 para todos os jogadores, antes de o plantel ser dividido em dois grupos:

  • O primeiro, composto por KEDDAD, ABDELLAOUI, BELAID, LAOUAFI e BELKHITER iniciou os trabalhos às 18h00.
  • O segundo, composto por DRAOUI, MREZIGUE, KENDOUCI, MEZIANE, MAHIOUS e CHAAL, continuou às 18h20.

A restante componente caminhou como habitualmente pelos dois terrenos do CTN para um bom treino, tão estruturado como completo em todas as frentes, com amplo leque para o trabalho táctico.

À noite, os jogadores foram convidados para uma sessão de vídeo onde acompanharam com diligência e concentração todas as sequências escolhidas pelo staff.

Além disso, a reunião técnica da final Argélia–Senegal está agendada para sexta-feira, 3 de Fevereiro, às 10h00, no hotel Marriott, e será presidida por Kabelo BOSILONG, coordenador-geral.

Quanto à conferência de imprensa (D-1), terá lugar também na sexta-feira, às 11h00, no estádio Nelson MANDELA na presença do seleccionador nacional Madjid BOUGHERRA, que se fará acompanhar pelo avançado Soufiane BAYAZID.

Argélia e Senegal validaram os seus bilhetes para a final do CHAN depois de vencerem, respetivamente, o Níger (5-0) e o Madagáscar (1-0). Uma final inédita, já que as duas nações nunca chegaram a esta fase da competição. Madagáscar, que descobriu a competição, e Níger, que fez o seu melhor percurso, ofereceram belos jogos ao longo do torneio.

O Senegal conseguiu! Doze anos depois da sua última participação no CHAN, os senegaleses conseguiram a primeira classificação de sua história após a vitória por 1 a 0 sobre o Madagáscar na terça-feira, 31 de janeiro. Os homens de Pape Thiaw começaram o jogo com perfeição. Aos 5 minutos, Pape Amadou Diallo abriu o placar para colocar a sua equipa no caminho certo. Depois desta conquista, os Leões de Teranga monopolizaram a bola nos primeiros trinta minutos, e criaram para si as melhores oportunidades. Já o malgaxe, normalmente muito ousado e ambicioso no jogo, não conseguiu existir. Conseguiram ter a posse de bola no último quarto da primeira parte, sem serem perigosos. Ao intervalo, o Senegal fez 9 remates (3 à baliza) contra 3 do Madagáscar (0 à baliza).

Na segunda parte, o Senegal continua a pressionar alto e consegue muitas situações. Mas a melhor oportunidade virá no balcão. Após uma chamada profunda de sua metade do campo aos 71 minutos, Cheikh Ibra Diouf liberou o goleiro malgaxe. No entanto, o seu chute de pé esquerdo passou longe do golo. O perigo esteve sempre na baliza de Barea, enquanto na outra ponta Mamadou Sy não teve defesas a fazer. No último quarto de hora, Madagáscar tentou empurrar, impulsionado pela energia do desespero, em vão. Pelo seu primeiro CHAN, o Barea ainda terá chegado às semifinais. Eles tentarão a medalha de bronze na sexta-feira, 3 de Fevereiro, contra o Níger. A final será disputada no dia 4 de Fevereiro.

ARGÉLIA SEM PIEDADE

Por seu lado, a Argélia fez uma verdadeira demonstração no início do dia contra o Níger. Os Fennecs conquistaram a sua primeira qualificação para a final do CHAN após uma vitória por 5 a 0 sobre o Níger. Uma verdadeira festa quando sabemos que os argelinos se contentavam até então com um golo por jogo.

Aimen Mahious, o goleador, bisou (25º, 34º). Isso permite que ele assuma a liderança no ranking de artilheiros. Antes dele, o capitão Ayoub Abdellaoui havia aberto o caminho (15º). Os outros dois golos foram marcados por Katkoré (45º, CSC) e Sofiane Bayazid (83º). Os nigerianos, por sua vez, têm o mérito de terem feito a melhor campanha da sua história no CHAN.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra em Maputo desde a manhã desta quinta-feira, numa viagem carregada de muita tensão entre os jogadores e a direcção da Federação Moçambicana de Futebol. Em causa está a questão da premiação que continua a ser o ponto de divergência.

A delegação moçambicana que esteve no CHAN da Argélia chegou por volta das 10 horas à capital do país, vindo de Argel, onde disputou a prova continental reservada a jogadores que actuam nos respectivos países.

O semblante carregado dos jogadores e o silêncio caracterizaram a chegada, revelando claramente o ambiente turvo que se vive no seio do combinado nacional, ainda em rota de colisão com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol em torno da premiação.

Aliás, os jogadores ouvidos pelos jornalistas no Aeroporto Internacional de Mavalane limitaram-se apenas a agradecer o apoio dos moçambicanos, sem comentar outro assunto do seu interesse e de interesse público.

Telinho e Lau King foram os únicos jogadores que aceitaram parar para falar à comunicação social e fizeram um balanço positivo da prestação dos Mambas em campo, rejeitando qualquer comentário em torno da questão da premiação que divide os Mambas e a Casa do Futebol.

SAÍRAM NOS “QUARTOS” DO CHAN MAS NÃO QUERIA SAIR DOS QUARTOS DO HOTEL

A viagem de regresso dos Mambas ficou, por instantes, comprometida em Argel, em virtude da recusa dos jogadores em deixar os quartos do hotel, em reivindicação ao prémio pela qualificação para os quartos-de-final do CHAN 2022.

De acordo com a imprensa moçambicana que esteve na comitiva dos Mambas, o voo estava marcado para as 15h30 locais (16h30 de Maputo) desta quarta-feira, mas só uma hora antes do embarque é que os jogadores aceitaram deixar o hotel situado a cerca de 30 Km do centro de Argel.

Teve que haver uma forte intervenção do pessoal do corpo diplomático moçambicano acreditado na Argélia e autoridades argelinas para que o voo atrasasse por cerca de uma hora e meia enquanto a delegação era levada ao aeroporto sob forte escolta policial para flexibilizar o caótico trânsito de Argel.

É que, à hora inicialmente marcada para a saída do hotel para o aeroporto, os jogadores se haviam trancado nos quartos, ameaçando não sair enquanto a situação da premiação não se resolvesse.

Facto mesmo é que os Mambas querem 240 mil dólares dos 400 mil que a Federação Moçambicana de Futebol vai receber pela qualificação para os “quartos” do CHAN, um valor que só vai entrar nos cofres da Casa do Futebol entre três e seis meses, período em que a CAF promete canalizar os valores.

A saída dos jogadores do hotel, segundo a imprensa moçambicana presente em Argel, só foi possível após o organismo que gere o futebol moçambicano ter cedido às exigências dos atletas, comprometendo-se, por escrito, a pagar a verba de cerca de 240 mil dólares, que deverá ser distribuída pelos membros da delegação dos Mambas, nomeadamente jogadores, equipa técnica e pessoal de apoio.

“HOUVE QUEBRA DE CONFIANÇA NOS MAMBAS”, DIZ SIDÓNIO CHAVISSE

À sua chegada a Maputo, o chefe da delegação dos Mambas a Argélia, Sidónio Chavisse, inspector-geral do Desporto, disse a jornalistas que houve quebra de confiança nos Mambas, uma vez que acabaram por reivindicar fora de portas o que devia ser discutido em casa.

Para o inspector-geral do Desporto, as negociações feitas entre os jogadores e a Federação Moçambicana de Futebol não tiveram uma conclusão agradável para a comitiva, o que acabou por gerar uma onda de desconfiança e descontentamento por parte dos jogadores, que fizeram de tudo para ver os seus pedidos atendidos.

Sidónio Chavisse apelou para que as negociações entre os atletas e as federações nacionais das diversas modalidades sejam feitas de forma clara, para que não criem situações que firam o bom ambiente interno.

Já o vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para Área Financeira, Jorge Bambo, falou de bom senso que acabou por reinar no seio dos Mambas para que a viagem se efectivasse. Bambo não desmentiu a situação que aconteceu nas vésperas da partida de regresso e disse que só uma negociação com os jogadores permitiu o desbloqueio do imbróglio.

Jorge Bambo esclareceu ainda que a última palavra que vincou foi que as negociações continuariam em Maputo, uma vez que fora de portas descredibilizava a Federação Moçambicana de Futebol e o futebol moçambicano.

Assim a delegação dos Mambas está em Maputo, carregando o histórico apuramento para os quartos-de-final do CHAN, entretanto ofuscado pelo braço-de-ferro criado entre os jogadores e a direcção da Federação Moçambicana de Futebol por causa dos prémios de jogos.

Aliás, a chegada dos briosos e heroicos Mambas acabou por não ser com pompa e circunstância que se esperava, e foi carregada de ambiente turvo e silêncio por parte dos jogadores.

A Federação Moçambicana de Futebol tem um prazo de uma semana para apresentar o relatório de pré-inspecção do Estádio Nacional do Zimpeto, acompanhado de lista de verificação à Confederação Africana de Futebol.

O relatório de pré-inspecção deverá ser acompanhado por fotos e vídeos e deverá ser feita por um gestor do Departamento de Licenciamento da FMF, com informações detalhadas e credíveis sobre o real estado do Estádio até 10 de Fevereiro.

Após a verificação, a CAF vai decidir se o Estádio Nacional do Zimpeto reúne condições para acolher a partida entre os Mambas e o Senegal, inserida na quarta jornada do Grupo L das eliminatórias para o CAN–2023.

O Estádio Nacional do Zimpeto não consta da lista dos cerca de 40 estádios pré-aprovados pela CAF para os jogos da terceira e quarta jornadas, que estão agendados para finais de Março próximo.

Recorde-se que em Setembro de 2021 a CAF tinha reprovado o Estádio Nacional do Zimpeto por não reunir condições para a realização de provas internacionais, o que levou o conjunto nacional a receber o Malawi, em partida da primeira jornada do Grupo L, em casa emprestada, na África do Sul.

Depois dessa interdição o Estádio Nacional do Zimpeto só voltou a acolher jogos, para a fase de qualificação ao CHAN, diante da Zâmbia e Malawi, após uma aprovação temporária feita em Julho.

A corrida agora é evitar que o cenário se repita e a Federação Moçambicana de Futebol terá que correr com o expediente, para garantir que os moçambicanos tenham oportunidade de apoiar a sua selecção no embate diante da campeã africana do CAN-2021 e agora finalista do CHAN-2022.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, regressa esta quinta-feira ao país, depois da sua participação no Campeonato Africano das Nações para jogadores internos, que decorre na Argélia. Os Mambas carregam nas costas a histórica qualificação aos quartos-de-final.

Os jogadores da selecção nacional de futebol, Mambas, recusam-se em deixar o hotel onde estão hospedados na capital argelina, Argel, exigindo o aumento do Prémio por terem atingido os quartos-de-final, um diferenço que os atletas mantém com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), escreve o jornal Desafio na sua página online.

Os Mambas exigem que o valor da premiação seja aumentado em função do que a FMF vai receber pela qualificação aos quartos-de-final do CHAN-2022. É que a Confederação Africana de Futebol (CAF) vai atribuir a Moçambique o prémio de 400 mil dólares americanos (cerca de 26 milhões de Meticais) e os jogadores exigem que cerca de 60 por cento deste valor, ou seja,  240 mil USD (o equivalente a cerca de 15.6 milhões de Meticais) sejam repartidos pelos atletas, equipa técnica e pessoal de apoio.

Os Mambas rejeitam o Prémio de 100 mil Meticais que já cantam nas suas contas, pois a FMF efectuou o pagamento  de 75 mil Meticais acrescido de mais 25 mil concedidos pelo Governo pela qualificação aos quartos-de-final.

Em face deste braço-de-ferreiro os jogadores  recusam-se em deixar o hotel para iniciar a viagem de regresso a Maputo na madrugada de amanhã, quarta-feira, 1 de Fevereiro, escreve o desafio.

A chegada dos Mambas a Maputo está prevista para a próxima quinta-feira, 2 de Fevereiro, sendo que nesta altura o Seleccionador Nacional, Chiquinho Conde, é o Vice-Presidente, Martinho “Paito” Mucuana, já se encontram em Portugal, país onde têm residências e famílias.

O internacional moçambicano, Bruno Langa, resistiu à cobiça das equipas francesas e vai continuar no Desportivo de Chaves até ao fim da época. Entretanto, vários clubes continuam a seguir o jogador moçambicano. Já Reinildo Mandava chegou à marca de 50 jogos com a camisola do Atlético Madrid.

A saga das contratações no mercado de inverno já terminou, esta terça-feira. Dos vários jogadores que estiveram na montra das equipas europeias esteve o moçambicano Bruno Langa, que actua no Desportivo de Chaves.

O Toulouse e o Estrasburgo, duas equipas da 1ª Liga francesa, manifestaram interesse em Bruno Langa, mas o Chaves não cedeu.

O emblema português já havia garantido que o internacional moçambicano não seria cedido nem transferido na janela de inverno que fechou a 31 de Janeiro.

A garantia tinha sido dada por Francisco Carvalho, presidente da SAD do Grupo Desportivo de Chaves, em declarações prestadas ao jornal português Record.

A mesma fonte tinha confirmado a existência de propostas por Bruno Langa, mas assegurou que “ainda há um objectivo desportivo por concretizar” pelo que, “não sairia ninguém em Janeiro”.

Os transmontanos chegaram a recusar uma proposta de um milhão e duzentos mil euros (cerca de 83 milhões de Meticais) dos franceses do Toulouse FC, emblema da 1ª Liga Francesa  (Ligue 1).

Assim, o lateral moçambicano continua de pedra e cal no clube português, até ao fim da época, em Maio, não havendo garantia de que vá continuar ainda a representar os “amarelos” na próxima temporada.

Aliás, além das duas equipas francesas, outros clubes europeus têm estado de olho no jogador moçambicano que ajudou o Desportivo de Chaves a ascender à primeira liga portuguesa, dentre as quais da Espanha, Alemanha e Portugal.

Na presente época futebolística, Bruno Langa já disputou 14 jogos ao serviço do Desportivo de Chaves, 13 deles na totalidade e um em que foi substituído, diante do Braga, em Outubro, quando contraiu uma lesão que o afastou dos relvados durante um mês.

Para a Liga Allianz fez apenas dois jogos, um deles substituído aos 88 minutos e outro em que entrou faltando 36 minutos. Ao todo, contabiliza 1329 minutos.

 

REINILDO MANDAVA JÁ SOMA 50 JOGOS DE “COLCHONERO” AO PEITO

Quem também continua a fazer a sua caminhada na Europa é Reinildo Mandava. O lateral esquerdo moçambicano contabilizou o 50º jogo com as cores do Atlético Madrid, este domingo, na vitória da sua equipa diante do Osasuna, por uma bola sem resposta.

O jogador formado no Ferroviário da Beira e transferido a meio da época passada ao clube espanhol ido do Lille da França, só não disputou uma partida esta temporada, a 29 de Dezembro de 2022, diante do Elche, para a LaLiga, um jogo em que não saiu do banco.

Do resto, Reinildo manda na lateral esquerda do Atlético Madrid, clube pelo qual já disputou 29 jogos esta temporada, dos quais 18 pela LaLiga, seis para a Liga dos Campeões Europeus, e cinco para a Copa do Rei, tendo sido totalista em 23 partidas. Ao todo são já 2423 minutos contabilizados por Reinildo Mandava na época 2022/2023.

Recorde-se que Reinildo Mandava concorre ao prémio de melhor jogador africano da primeira metade da temporada 2022/2023 da LaLiga. Nas redes sociais, o lateral esquerdo moçambicano pediu votos para ser eleito o melhor africano da liga espanhola.

Mandava concorre com jogadores como Yassine Bounou, guarda-redes marroquino que actua no Sevilha e que foi a principal figura da sua selecção no Mundial do Qatar, o senegalês Youssouf Sabaly, do Real Bétis, o togolês do Getafe, Djene Dakonam, o ganês Inaki Williams, do Athletic de Bilbao, o senegalês Nicholas Jackson e o nigeriano Samuel Chukwueze, ambos do Villarreal, e o senegalês Pathe Ciss, que actua no Rayo Vallecano, que esteve no último Mundial do Qatar.

O internacional moçambicano já venceu um prémio individual quando foi eleito o melhor lateral esquerdo da liga francesa ao serviço do Lille da França.

Os jogadores dos Mambas já receberam os restantes 25 mil meticais que ainda faltavam do prémio pela qualificação aos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações, destinado aos jogadores que actuam nos respectivos países, CHAN-2022, totalizando 75 mil meticais garantidos pela Federação Moçambicana de Futebol.

A Casa do Futebol já havia adiantado 50 mil meticais antes do jogo diante do Madagáscar, na sexta-feira passada, tendo ficado a promessa de concluir o pagamento logo a seguir ao jogo, acto que acabou acontecendo esta segunda-feira, segundo o presidente da FMF, Feizal Sidat, em declarações ao semanário Desafio.

“Já canalizámos os 25 mil meticais que faltavam para completar os 75 de prémio de qualificação aos “quartos” deste CHAN, mas continuamos abertos às contribuições da sociedade civil para reforçarmos este prémio. Tive conhecimento, através das redes sociais, que o presidente do Município de Chimoio ofereceu terrenos a toda delegação. É um gesto louvável e que outras instituições sigam o exemplo.” Disse Feizal Sidat, citado pelo Desafio.

Entretanto, sabe-se que o prémio aumentou para 100 mil meticais, depois da entrada do Governo, através da Secretaria do Estado do Desporto, que oferece a cada integrante mais 25 mil meticais.

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol encaixou 400 mil dólares americanos, cerca de 27 milhões de meticais, atribuídos pela Confederação Africana de Futebol (CAF) pela qualificação aos quartos-de-final do CHAN, depois do incremento em 60 por cento da premiação comparativamente a última edição da prova.

Os Mambas regressam ao país na próxima quinta-feira depois da sua participação na prova continental.

Os Mambas terminaram a sua participação na sétima edição do CHAN com um registo inédito. Pela primeira vez, Moçambique alcançou os quartos-de-final de uma prova organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

 

Texto: Ibraimo Assamo

 

Heróis improváveis. Uma nação dividida entre o mundo ideal e o real. Sonhos repartidos entre o desejo e a necessidade. Seria, no mínimo, contraproducente se os sentimentos fossem tão lineares.

A prova de que, afinal, tudo é possível veio de uma elite de jogadores que, por sinal, já havia dado indicações. O percurso sorrateiro na fase de qualificação, porém evidente no que diz respeito à necessidade de fazer a diferença, era o prenúncio de que ainda havia mais. De autênticos “outsiders”, os Mambas chegaram à Argélia sem que fossem tidos nem achados no contexto do futebol africano.

A sentença já estava, por isso, lida. Ou seja, a participação do combinado nacional na prova destinada aos jogadores que militam nos campeonatos internos era uma morte anunciada.

Não havia quem acreditasse que os Mambas pudessem passar da primeira fase, por força de uma história, que, escrita num quadro invertido, não nos era favorável. Nem os mais crentes dos humanos colocavam Moçambique numa posição digna dos grandes. Contudo, a história tratou de desmentir os factos.

OS INIMAGINÁVEIS “QUARTOS”

Primeira selecção a chegar à Argélia. Chiquinho Conde, exímio conhecedor do futebol, e os seus labirintos, cedo fez a leitura do quão fundamental era chegar ao local da competição com antecedência. Era preciso adaptar-se ao clima, sobretudo por ser diferente do de Moçambique.

Entretanto, não só o clima interessava ao seleccionador nacional, mas também a necessidade de concentrar o grupo de trabalho longe do “barulho” dos moçambicanos, uma vez que se tratava de uma fase crucial. Nisso o ex-capitão do Mambas se saiu bem.

E chegou o momento da competição. Ditou o sorteio que a Etiópia apadrinhasse o combinado nacional naquela que era a sua segunda participação no CHAN. Numa partida em que se antevia um desfecho favorável tanto para uma, como para a outra selecção, os Mambas tiveram uma entrada à altura do jogo.

Com uma equipa com processos do jogo bem definidos, os rapazes de Chiquinho Conde abordaram a partida de uma forma adulta. Apesar de terem criado muitas oportunidades de golo, não conseguiram concretizar.

A partida acabou por terminar empatada. Um arranque promissor para a selecção nacional, quando comparado com a sua estreia nesta prova, em 2014, na África do Sul. O país exultou com o empate, como que a antever que os próximos dias seriam ainda mais promissores.

O jogo contra a Etiópia tornou-se numa página virada para Chiquinho Conde e os seus jogadores. Pela frente nos esperava a Líbia, país que, não sendo necessariamente uma potência no futebol africano, tem as suas valências e uma bandeira por defender.

Para esta esta partida, o seleccionador nacional montou uma equipa com uma postura marcadamente virada ao ataque. Susto no início! Chico marca na sua própria baliza. Quão mestre da táctica, Chiquinho Conde conseguiu virar a história do jogo na segunda parte, mormente pelas mexidas que fez. E foi o que se viu.

Os Mambas conseguiram virar o resultado, vencendo a partida por 3-1. Diga-se, pela primeira vez, a selecção nacional “ousou” alcançar a sua primeira vitória numa competição sob égide da CAF. O povo moçambicano gritou o nome dos Mambas a plenos pulmões. O “Pátria Amada” elevou-se no concerto das nações.

A primeira vez é sempre primeira vez. A vitória contra os líbios colocava Moçambique com um pé nos quartos-de-final. Se antes não passava de um pensamento utópico, o sonho ganhou consistência.

Ora, ainda tínhamos a Argélia, por sinal, a única selecção que, à entrada da última jornada do Grupo A, havia feito o pleno, vencendo os primeiros dois jogos. Chiquinho Conde tinha noção das valências do seu adversário. Ainda assim, nunca se deixou intimidar, incutindo uma disciplina de respeito e irreverência nos seus jogadores.

Os Mambas encerram a primeira fase com uma derrota, por 0-1, diante da anfitriã Argélia. Mas a notícia é outra. Não obstante a derrota, a selecção nacional garantiu, pela primeira vez, qualificar-se para os quartos-de-final do CHAN.

Inédito! O feito foi exuberantemente festejado pelos moçambicanos. Chiquinho Conde e seus jogadores escreveram mais um pedaço de história no “livro sagrado” do futebol moçambicano.

“MEIAS” FALHADAS

Fechou-se uma etapa, mas abriu-se outra. Uma vez garantido o acesso aos quartos-finais, a música cantada com as notas de Maria Callas era outra. O sonho de Chiquinho Conde, seus jogadores e os moçambicanos ganhou outra dimensão. Porque o sonho comanda a vida, a qualificação para as meias-finais passou a ser a meta, até porque não era algo doutro planeta.

Calhou-nos o Madagáscar, conjunto que venceu todos os jogos na fase de grupos, conservando ainda o estatuto de melhor selecção. A Confederação Africana de Futebol não hesitou em dar as faixas e os respectivos galardões aos malgaxes.

Na antevisão da partida, Chiquinho Conde atribuiu o favoritismo à selecção do Madagáscar, quiçá na tentativa de sacudir a pressão. Mexidas no “onze”. O seleccionador nacional lançou duas novas unidades, no caso Yude e Macaime.

A intenção até foi boa, mas a história do jogo escreveu-se de uma outra maneira. O Madagáscar impôs-se no jogo, com uma vitória por 3-1. Terminava assim o sonho dos Mambas de chegarem às meias-finais pela primeira vez. O quadro geral da participação moçambicana no CHAN aponta para um gráfico surpreendente. Ainda há mais mares que marinheiros.

NOTAS E ILAÇÕES

Os jogadores dos Mambas não só travaram batalhas dentro do campo com os seus adversários, assim como fora dele. A qualificação da selecção nacional para os quartos-de-final gerou um burburinho. O prémio do jogo foi o pomo da discórdia.

Os jogadores exigiram à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o incremento do prémio, dos 40 mil previamente acordados para 150 mil Meticais. Entendiam, os jogadores, que mereciam mais. Depois de rondas negociais aturadas, a FMF fixou o prémio em 75 mil Meticais, facto que não agradou aos jogadores.

Como forma de mostrarem o seu descontentamento, os atletas chegaram a ameaçar não viajar à Cidade de Constantine onde deveriam defrontar o Madagáscar. Entre avanços, incertezas e recuos, sobretudo pela honra às cores nacionais, os jogadores reconsideraram a sua decisão.

Nas vésperas da partida contra a selecção malgaxe, os Mambas foram bafejados pela sorte, com o Governo a prometer um aumento no valor do prémio, totalizando já os 150 mil exigidos pelos jogadores.

Muito se disse e se escreveu em relação ao “dossier” prémios de jogo, a verdade é que a FMF veio a terreiro dizer que a exigência dores jogadores devia-se à suposta disponibilização de 400 mil dólares (cerca de 25 milhões de Meticais) pela CAF, facto que segundo esse organismo não constituía a verdade.

O futuro profissional de Zinedine Zidane continua a manter várias incertezas. Segundo a RMC Sport, as quatro equipas que o técnico francês poderia orientar a curto prazo são Paris Saint-Germain, Bayern Munique, Juventus e Real Madrid, embora esta última opção seja muito remota.

Quanto aos parisienses, as negociações intensificaram-se em Junho. Tanto Al Khelaïfi, ao contrário de Luís Campos, que sempre tinha defendido a assinatura de Galtier, transmitiram a Zidane o seu desejo de que ele tomasse as rédeas do campeão gaulês.

Após um longo período de reflexão, Zizou finalmente recusou a oferta, dando prioridade à selecção francesa. Contudo, após a continuidade do Deschamps, não é de excluir que, se houver um deslize esta época na Liga dos Campeões, como no ano passado contra o Real Madrid, Galtier possa estar na rota de saída.

Outra alternativa é a Juventus. A Vecchia Signora não está a atravessar o seu melhor momento desportivo depois de ter sido punida com 15 pontos por irregularidades cometidas no mercado de transferências. No entanto, Zidane valoriza carinhosamente o seu sucesso como jogador, em Turim, nos anos 90, e não exclui a possibilidade de rumar para Itália.

O Real Madrid, onde já teve duas passagens, é outra possibilidade, segundo a RMC Sport, embora pareça altamente improvável após a sua partida em 2021. Finalmente, o Bayern Munique aparece no horizonte, um gigante europeu por quem o treinador, natural de Marselha, tem um profundo respeito e, de facto, em 2015 visitou as instalações do clube durante o seu período de formação como treinador, tendo ficado impressionado com as suas instalações, num período em que por lá morava Pep Guardiola.

 

FIFA CASTIGA QUATRO URUGUAIOS PELOS INCIDENTES NO ADEUS AO MUNDIAL

A FIFA puniu quatro jogadores do Uruguai por incidentes após a partida da fase de grupos do campeonato do Mundo 2022 do Qatar que culminou com triunfo por 2-0 frente ao Gana, a um golo de evitar a eliminação.

Com os mesmos quatro pontos da Coreia do Sul, o Uruguai acabou em terceiro lugar do Grupo H, ganho por Portugal, com seis, ficando a um golo de se superiorizar aos asiáticos orientados por Paulo Bento.

José María Giménez e Fernando Muslera acabaram punidos com quatro jogos de suspensão cada um, além de uma multa de cerca de 20 mil euros e de “serviço comunitário em benefício da comunidade do futebol”.

Por sua vez, Edison Cavani e Diego Godín foram condenados a uma partida de suspensão, cerca de 15 mil euros e igualmente a serviço comunitário.

“Se me sancionarem por derrubar o monitor do VAR, então vão ter de prender o árbitro por nos ter afastado do Mundial. Foram erros que, com VAR, com todas as câmaras e todos os árbitros que estão, não podem acontecer”, disse, na altura, Edison Cavani.

Já a federação uruguaia foi considerada “responsável pelo comportamento discriminatório dos seus adeptos” bem como pela dos seus atletas, pelo que no seu próximo jogo FIFA em casa vai jogar com o estádio parcialmente fechado, além de uma multa de 50 mil euros.

 

USAIN BOLT DESPEDE GESTOR FINANCEIRO APÓS FRAUDE MILIONÁRIA

Despedir o gestor financeiro e começar a preparar uma acção na justiça: foram as primeiras medidas de Usain Bolt após a fraude milionária de que recentemente foi vítima. O antigo atleta jamaicano assume que ficou abalado quando percebeu que 12,7 milhões de dólares, cerca de 11,7 milhões de euros, desapareceram da sua conta bancária.

“Não estou falido, mas afectou-me, definitivamente. Era o meu futuro. Todos sabem que tenho três filhos, que estou a cuidar dos meus pais e ainda quero viver bem”, disse durante um evento publicitário.

Actualmente com 36 anos, o ainda recordista mundial e olímpico nos 100 e 200 metros foi um dos muitos clientes vítimas da empresa financeira jamaicana Stocks and Securities Limited (SSL) num desfalque que terá ascendido os três mil milhões de euros.

“Não quero falar muito sobre o assunto, mas estou tão confuso como os outros. É uma situação infeliz porque, tanto eu como os outros lesados, trabalhámos muito para ganhar aquele dinheiro”, rematou Bolt, que viu a sua fortuna ficar reduzida a 12 mil euros.

A SSL não cumpriu o prazo de dez dias estipulados pelos advogados de Bolt para repor o dinheiro e informou que já iniciou uma investigação interna que aponta um ex-funcionário como responsável pela fraude.

Os Mambas falharam o acesso às meias-finais do CHAN 2022, após perderem diante do Madagáscar por três bolas a uma, este sábado. Os Mambas regressam à casa com o marco histórico de terem chegado aos quartos-de-final de uma fase final de uma competição africana.

Chiquinho Conde cumpriu a promessa de utilizar todos os jogadores que levou à Argélia, com a titularidade de Macaime e Yude. Mas os dois jogadores pouco fizeram na partida, já que Madagáscar entrou com tudo e visitou a baliza de Victor por duas ocasiões.

E como não há duas sem três, à terceira foi de vez. Minuto 19 e Razaf a fazer magia. Uma excelente colocação com pé esquerdo e bola só parou no fundo das malhas.

Moçambique respondeu logo a seguir por Isac, que rematou rasteiro a obrigar o guarda-redes malgaxe a aplicar-se.

Os Mambas enfrentavam imensas dificuldades para impor o seu jogo e os malgaxes eram perigosos no contra-ataque e gelavam sempre a defensiva moçambicana.

Na retoma, o mais do mesmo. Mais posse de bola dos Mambas e mais contra-ataques do Madagáscar. E num contra-ataque os malgaxes marcaram por Tsiry, aos 57 minutos, num remate rasteiro, mas o VAR interveio e assinalou uma falta no início da jogada.

Não foi antes, mas foi logo a seguir. Macaime e Victor não comunicaram e viram Jean Yves intrometer-se e desviar a bola para o fundo das malhas. 2-0 quase definido o resultado. Quase porque os Mambas estiveram perto de reduzir num pontapé de canto, com Isac e Chico a proporcionarem a Zakanirina duas defesas de luxo.

Porém, aos 86 minutos, os malgaxes selaram a sua qualificação às meias-finais com o terceiro golo. Marcio bate a defensiva em corrida e coloca longe do alcance de Victor.

Ainda deu tempo para Isac reduzir a desvantagem, aos 94 minutos, que nem por isso evitaria a eliminação no CHAN.

Fica apenas a história de os Mambas terem chegado aos quartos-de-final pela primeira vez.

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