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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano, Geny Catamo, regressou aos relvados quatro meses depois. O extremo, que esteve afastado dos campos devido a uma lesão, estreou-se com um golo.

Geny Catamo, extremo cedido pelo Sporting ao Marítimo, tem sido assolado por uma onda de lesões, facto que o tem afastado dos relvados. O internacional moçambicano não tem tido vida fácil na sua carreira, que, fora as lesões, é marcada por avanços e recuos, não conseguindo, por isso, vincar na equipa principal do Sporting, onde já teve oportunidade de alinhar uma vez sob as ordens de Ruben Amorim, precisamente no dia 3 de Outubro do ano passado frente ao Casa Pia.

Na presente temporada, Geny Catamo soma apenas 29 minutos. O extremo moçambicano voltou a competir, depois de mais de quatro meses de ausência, pela equipa B do Marítimo diante da formação do Gondomar.

Catamo marcou um grande golo, ajudando a sua equipa a conservar um empate por duas bolas, após ter entrado a perder, em partida da Série “B” do campeonato de Portugal.

“Sinto-me feliz! Passei por momentos difíceis, e regressar desta forma é muito importante para mim. Sinto-me mais motivado para poder ajudar o Marítimo, embora saiba que ainda me falta um longo caminho para evoluir”, disse Geny Catamo à Marítimo TV.

O extremo de 22 anos tem, assim, a oportunidade de relançar a sua carreira e, por via disso, voltar a merecer confiança do Sporting de Portugal, clube ao qual chegou em Setembro de 2020.

O internacional moçambicano foi contratado pelos “leões” para integrar a equipa júnior do clube. Na sua primeira temporada pelos juniores do Sporting, o extremo moçambicano marcou, no total, nove golos em 25 partidas.

Geny Catamo poderá merecer a confiança do seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, para o jogo da terceira jornada da fase de qualificação para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), diante do Senegal, partida que vai ter lugar, no próximo mês, no Estádio Nacional do Zimpeto.

O jovem jogador tem sido convocado regularmente para a selecção, facto que nos últimos compromissos do combinado nacional não sucedeu, devido à arreliadora lesão que o apoquentava. Geny soma dois golos pela equipa principal dos Mambas.

A primeira vez em que Catamo foi convocado pela selecção “A” foi pelas mãos de Abel Xavier, tendo depois também merecido confiança do português, Luís Gonçalves, técnico que sempre fez questão exaltar as qualidades do jovem jogador de 22 anos.

A questão de Eduardo Jumisse, seleccionador nacional adjunto, foi outra que gerou e ainda vai gerar alguma polémica, tendo em conta a sua situação dentro da Federação Moçambicana de Futebol. O facto é que representa(va) a FMF como adjunto do seleccionador nacional, mas Feizal Sidat disse que não tinha contrato com o técnico. Ademais, a FMF não levantou a suspensão do técnico, tal como fez com os cinco jogadores.

O facto é que Eduardo Jumisse foi escolha de Chiquinho Conde para o auxiliar na missão de orientar os Mambas e a Federação Moçambicana de Futebol escolheu Victor Matine como seu homem de confiança.

Eduardo Jumisse, de acordo com Feizal Sidat, não tinha nenhum contrato de trabalho com a Federação Moçambicana de Futebol. Ou seja, “Eduardo Jumisse não é nosso funcionário”.

E a justificação de Feizal Sidat é que houve um acordo com Chiquinho Conde em relação a Jumisse. “Nós deixamos o seleccionador nacional ter a sua equipa técnica e tínhamos opções internamente, no caso o mister Matine. Fizemos acordo de cavalheiro com Chiquinho, que podia trazer o Jumisse, mas não seria da responsabilidade da FMF o salário, apenas quando se tratasse de viagens e outros a FMF iria cobrir todas as despesas”, explicou Sidat.

Outrossim, de acordo com o homem forte da FMF, Jumisse era treinador do Desportivo da Matola e tinha contrato com o clube matolense. Por isso, a FMF não queria mais contratos e o acordo terá sido aceite por todos. Sidat esclarece que “Jumisse recebeu todos os prémios e pocket money. Tudo o que os jogadores e equipa técnica receberam, Jumisse também recebeu”.

EXTINTA COMISSÃO DE INQUÉRITO DA FMF E LEVANTADA SUSPENSÃO DOS JOGADORES

Entretanto, o mesmo Eduardo Jumisse que não é funcionário da FMF foi suspenso pelo organismo que gere o futebol moçambicano, na mesma ocasião em que foram suspensos os jogadores Isac, Telinho, Chico, Kito e Shaquile.

Entretanto, durante a audição a Feizal Sidat por parte da comissão de inquérito independente da Secretaria de Estado do Desporto (a pedido do próprio Feizal Sidat, que viajou ainda ontem para Egipto, para o arranque do CAN de sub-20), a FMF recebeu um pedido para levantar a suspensão de todos.

Assim, depois da reunião da direcção do executivo federativo, a suspensão dos cinco jogadores acabou por ser levantada, ou seja, anulada, mas o mesmo não sucedeu a Jumisse. “Anular a suspensão preventiva que havia sido imposta aos atletas dos trabalhos da selecção nacional. Remeter todas matérias ao Conselho de Disciplina da FMF. Não mencionamos o Jumisse porque não é nosso funcionário”, disse Feizal Sidat, deixando transparecer que já não quer contar com o técnico ao serviço da selecção nacional.

Ou seja, Chiquinho Conde terá que encontrar outro adjunto, depois de dois dos seus homens de confiança terem sido preteridos pela Federação Moçambicana de Futebol.

Outra das medidas tomadas na reunião da direcção da FMF é a revogação da comissão de inquérito por si criada, e “todo o processo a decorrer vai passar para o conselho de disciplina”.

Ademais, a FMF decidiu dar o apoio necessário para a comissão de inquérito independente da SED para que investigasse os acontecimentos de Argélia.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, diz que não há nenhuma dívida com os jogadores e que o prémio que reivindicam foram recebendo desde o início da campanha do CHAN, na eliminatória diante da Zâmbia, até ao último jogo com o Madagáscar. Sidat diz ainda que a FMF tem suas despesas que devem ser pagas e que não são somente com a selecção principal. Falou da situação de Eduardo Jumisse, adjunto de Chiquinho Conde que diz não ser funcionário da FMF, mas que o suspendeu e não levantou a sua suspensão.

O que parecia uma conferência de imprensa para apaziguar os ânimos em relação ao “caso da premiação dos Mambas no CHAN da Argélia” virou mais lenha na fogueira, colocadas por Feizal Sidat. É que o dirigente não trouxe nada de novo e nem algo que pudesse ajudar na solução do imbróglio.

Pelo contrário, Feizal Sidat foi agudizar ainda mais, confirmar que não haverá prémio acrescido aos Mambas e que os jogadores receberam o equivalente ao que exigiam ao longo de toda campanha.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol começou por dizer que ainda não recebeu nenhuma informação da parte da Confederação Moçambicana de Futebol e que o documento que circula, que revela que a CAF vai premiar com 400 mil dólares, não é reconhecido por si.

“Oficialmente não recebemos nenhuma carta da FMF e ouvimos isso nas redes sociais. O que aconteceu foi um excel de tamanho A6 que não tinha nenhuma assinatura dos dirigentes da CAF. Não vamos pegar um documento que não está assinado por nenhuma entidade da CAF para usarmos como documento oficial”, começou por dizer Sidat.

O argumento de Sidat foi para dar a conhecer que todo processo do CHAN era do conhecimento da FMF, uma vez que a troca de documentação iniciou ainda na fase de qualificação, até à fase final.

Aliás, Feizal Sidat disse que a FMF entrou na luta pelo CHAN como forma de valorizar os jogadores moçambicanos, sendo uma prova que não é obrigatória. “Dos 54 países só disputaram a qualificação ao CHAN da Argélia 34 países. Mas nós, como queremos promover os nossos atletas além-fronteiras, queríamos colocar a selecção lá. O objectivo do CHAN é promover os atletas para serem vistos além-fronteiras”, argumentou Sidat.

Feizal Sidat esclareceu ainda que a FMF ainda não recebeu o valor dos 400 mil dólares. “Somente vai receber daqui a cinco ou seis meses porque a CAF tem que fechar as contas”, explicou.

 

JOGADORES RECEBERAM SUA PREMIAÇÃO

Relativamente à exigência dos jogadores em relação a premiação, o presidente da FMF esclareceu que os mesmos já receberam o equivalente ao que exigem (60% dos 400 mil dólares) desde o início da campanha do CHAN.

“A FMF já pagou, em premiação, aos atletas, dinheiro que tem nas suas contas, 178.800 dólares, o equivalente a 11 milhões e 600 mil meticais. Receberam a premiação com a Zâmbia, com Malawi, prémio de qualificação e passagem aos quartos-de-final. Tudo isso em tempo oportuno, com todo esforço”, disse o líder da Casa do Futebol que acrescenta ainda que até teve que ir à banca para ter parte do valor que era exigido pelos jogadores antes da partida para Argélia.

E diz mais: “como valorizamos o atleta fizemos um esforço adicional financeiro para que fossem a Argélia sem pensar nos valores”. E acrescenta: “pagamos pochet money que tem que sair do mesmo saco, quase 70 mil dólares para toda delegação, que perfaz quase 250 mil dólares. Dos 400 mil, 250 mil é acima de 60%”, explanou para justificar que não haverá mais nenhum valor a ser dado aos jogadores.

Aliás, para justificar o facto de não dar mais nenhum valor aos jogadores, Sidat socorreu-se dos gastos que a Casa do Futebol tem nas suas actividades. “Qualquer delegação que viaja, entre 38 a 42 elementos, temos que pagar todas despesas e os custos são elevados desde a passagem aérea, que custou mais de 530 mil dólares da operação CHAN desde a eliminatória com a Zâmbia até regresso a Maputo depois da fase final”, disse.

Falando em termos práticos, Sidat esclareceu que o regulamento de premiação prevê 40 mil meticais por cada eliminatória “nós demos 50 mil meticais”. Ou seja, foram 100 mil das duas eliminatórias, adicionados aos 150 mil meticais de prémio de qualificação e ainda 100 meticais pela qualificação aos quartos-de-final do CHAN.

“Neste momento, só de premiação, os atletas já receberam 350 mil meticais, mais 1000 dólares de pocket money”, disse Sidat que fala de cerca de 480 mil meticais que cada jogador recebeu desde o início da operação até ao fecho da nossa participação no CHAN.

Acrescentou ainda dos gastos que terá com a selecção sub-20 que está no CAN do Egipto, a deslocação da selecção de futsal a Tailândia, bem como das restantes selecções. “Temos 11 categorias que gerimos na FMF, desde as camadas de formação em masculinos e femininos, futsal e futebol de praia, para além das formações que fazemos e tudo mais”, é o que faz a FMF gastar valores que agora não permitem a divisão do prémio da CAF pela passagem aos quartos-de-final do CHAN.

Ou seja, para Feizal Sidat, dos 400 mil dólares que a CAF vai premiar a federação pela participação no CHAN, já foi desembolsado aos jogadores pouco mais de 62%, “mesmo sem termos recebido ainda esse valor da CAF”, sentenciou Feizal Sidat.

 

SITUAÇÃO LAMENTÁVEL E QUE FERE CÓDIGO DE CONDUTA DA FMF

Entretanto, falando dos acontecimentos na Argélia, Feizal Sidat começou por esclarecer nos seguintes termos: “lamentamos a atitude dos atletas de não quererem sair do hotel. Mesmo que tivéssemos algum problema ou défice com os atletas os problemas se resolvem na sua casa e não na casa dos outros”.

Sobre o documento assinado por Jorge Bambo com os jogadores, Sidat esclareceu que foi sob sua orientação que tal aconteceu, como forma de persuadir os jogadores a abandonarem o hotel, já que estes não queriam deixar os quartos. “O que aconteceu é que tínhamos que partir do hotel e devíamos sair entre 10:30 e 11h para o aeroporto, e até as 14:30 os jogadores não queriam sair do hotel. Fomos reunir com eles para negociar e pedimos que tudo fosse resolvido em casa”, esclareceu.

Sidat fala de “uma situação diplomática” que aconteceu, já que teve que haver intervenção da polícia e da federação local para desbloquear o atraso no aeroporto e permitir que a delegaao viajasse.

Entretanto, Feizal Sidat alertou: “nós temos código de conduta, regulamento disciplinar e não iremos admitir nenhum tipo de indisciplina”. E depois deixou um alerta: “qualquer um que me apresentar um documento da CAF que diz que a premiação deve ser dividida em 60% dos jogadores e 40% para a FMF, eu entrego o valor imediatamente”.

Por isso, para o presidente da Federação Moçambicana de Futebol “o documento que foi assinado não tem nenhum valor jurídico e só fizemos isso para que os jogadores subissem no avião”.

Feizal Sidat terminou a esclarecer que não há braço-de-ferro entre a direcção que dirige e os Mambas, mas sim explicação em relação a não entrega de mais nenhum valor aos jogadores que fizeram história com a qualificação, pela primeira vez numa fase final de uma competição da CAF.

O Ferroviário da Beira está na Conferência Nilo da terceira edição da Basketball África League (BAL), tal como ditou o sorteio realizado na Nigéria. Este grupo estará sediado na cidade do Cairo, no Egipto, os seus jogos estão agendados entre os dias 25 de Abril e 6 de Maio deste ano.

O Ferroviário da Beira terá, nesta competição, como adversários os anfitriões do Al Alhy, o campeão Angola Petro Atlético de Luanda, o campeão sul-africano Cape Town Tigers, os ugandenses do City Oielers e o SLAC, formação da Guiné Conacri.

É com esses adversários que os “locomotivas” do Chiveve vão tentar chegar à segunda fase da BAL, competição na qual vão participar pela segunda vez.

Por seu turno, a Conferência Sahara tem os seus jogos agendados entre os dias 11 e 21 de Março. A Conferência Sahara é composta pelas formações de Abidjan BC (Costa do Marfim), Kwara Falcons (Nigéria), Stade Malien (Mali), AS Douanes (Senegal), REG (Ruanda) e o campeão em título US Monastir (Tunísia).

A BAL, competição que vai na sua terceira edição começa a ser disputada no dia 11 de Março. À semelhança da edição passada, na presente a prova contará com a participação dos 12 melhores clubes de 12 países africanos, os quais vão fazer um total de 38 jogos em Dakar, no Senegal, Cairo, no Egito e Kigali, no Ruanda, durante três meses em 2023.

Segundo o plano da competição da organização da BAL, a Conferência do Sahara jogará uma fase de grupos de 15 jogos, na Arena Dakar. Por seu turno, a Conferência do Nilo jogará uma fase de grupos de 15 jogos no Hassan Mostafa Indoor Sports Complex, no Cairo.

As quatro melhores equipa de cada conferência qualificam-se para os “Playoffs” e finais de eliminação simples, fase que comportará oito jogos na BK Arena em Kigali, de 21 a 27 de Maio.

O Ferroviário da Beira abriu, esta segunda-feira, as suas “oficinas”, tendo em vista o Moçambola 2023, prova na qual pretende conquistar o título. Os “locomotivas” do Chiveve contam com seis reforços, dos quais três estrangeiros.

Novas perspectivas. O Ferroviário da Beira exibiu-se esta segunda-feira para a sua massa associativa, apresentando a equipa que vai disputar a edição 2023 do Moçambola, competição na qual nos últimos anos não tem tido prestações animadoras.

Para fazer face à época, a direcção dos “locomotivas” do Chiveve foi ao mercado buscar um treinador português, que vai substituir o zambiano Wedson Nyirenda, técnico que bateu com a porta por não ter conseguido cumprir o desiderato do clube.

Ao técnico português, Filipe Moreira, junta-se Artur Faria, que assume o papel de director-desportivo, função que desempenhara num passado recente no Costa do Sol. Como uma das primeiras medidas, Faria fez uma “limpeza” no plantel do ano passado, na tentativa de trazer novos activos ao clube.

O Ferroviário da Beira foi ao mercado estrangeiro buscar três reforços. Trata-se de Cephas Doku, avançado ganês de 24 anos de idade, que é visto como a nova esperança para o ataque “locomotiva”. Doku teve uma passagem por equipas do seu país, como é o caso das formações de Dordoi Bishkek, Legon Cities FC e Berekum Chelsea.

O jogador ganês é descrito como um atacante possante e com uma veia goleadora invejável. No rol das contratações, os “locomotivas” do Chiveve foram buscar, também, um médio, de nome Patrick Sibomana, de nacionalidade ruandesa. Ainda no mercado ganês, a direcção liderada por Valdemar de Oliveira trouxe ao emblema “locomotiva” o médio Elvis Sakyi, jogador de 26 anos de idade, com passagens no Sangurali, ND Primorje Hapoel Afula e Larnaka GB, ambos do seu país.

Elvis Sakyi é um futebolista ganês que actua como meio-campista. Sakyi formou-se na Kumasi Anglican High School, onde jogou no time da escola antes de se juntar ao Cheetah FC, time de nível inferior do Gana.

De 26 anos de idade, à semelhança do Doku, ele também teve passagens por equipas do seu país, com destaque para Police FC, Mukura Victory, tendo ainda vestido as cores do Young Africans, clube da primeira divisão tanzaniana. Internamente, o Ferroviário da Beira reforçou-se com três jogadores.

A turma “locomotiva” piscou o olho para o avançado Estêvão Novela, jogador que na época passada defendeu as cores da Liga Desportiva de Maputo, não tendo conseguido ajudar a equipa a escapar da despromoção. Ainda no mercado interno, o Ferroviário da Beira foi buscar o defesa Manucho, que na época passada representou a Associação Black Bulls, clube no qual não conseguiu vincar. Manucho não constituía aposta do técnico português Inácio Soares.

O emblema representante da província de Sofala na fina-flor do futebol moçambicano apostou, igualmente, nos serviços do experiente guarda-redes Germano Nhacume, que no Moçambola do ano passado defendeu as balizas da Associação Desportiva de Vilankulo, equipa com a qual foi até às meias-finais da Taça de Moçambique, curiosamente caindo aos pés da sua nova equipa, Ferroviário da Beira.

Natural da província de Gaza e produto das escolas de formação do Ferroviário de Gaza, Germano é um guarda-redes com muita tarimba, tendo chegado à primeira divisão pela porta do Ferroviário de Maputo, em 2013.

O guardião já vestiu as camisolas do Ferroviário de Nampula, onde teve o condão de ser o guarda-redes menos batido, amealhando 100 mil Meticais da Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Vestiu ainda a camisola do Ferroviário de Nacala, onde deixou a sua marca.

META É VENCER O TÍTULO

A direcção do Ferroviário da Beira definiu como prioridade para esta temporada a conquista do Moçambola, título que foge desde 2016, último ano em que o clube “locomotiva” levantou o canecão nacional.

Na edição passada do Moçambola, os “locomotivas” do Chiveve quedaram-se na quinta posição, terminando a prova com 29 pontos. O Ferroviário da Beira ainda teve a oportunidade de salvar a época com a Taça de Moçambique, o que não foi possível, tendo em conta que perdeu na final, por uma bola sem resposta, diante do seu homónimo de Maputo, golo marcado pelo defesa central, Jeitoso.

O internacional moçambicano, Lau King, já se encontra em Angola, onde vai representar o Sagrada Esperança. Lau King foi apresentado esta segunda-feira no seu novo clube. O jogador reforça a formação do Lunda Norte, tendo em vista a conquista do Girabola.

Uma nova página abre-se na carreira do internacional moçambicano. Lau King já se encontra em Angola, onde vai juntar-se aos seus novos colegas. O jogador teve, esta segunda-feira, dia em que foi apresentado, a oportunidade de conhecer as instalações do clube, acompanhado por um membro de direcção.

Naquela que é a sua primeira aventura no futebol de outras águas, o internacional moçambicano de 24 anos de idade partiu para aquele país do Atlântico depois de ter sido um dos jogadores notáveis do Moçambola, facto que atiçou a cobiça do Sagrada Esperança.

À sua chegada ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, Lau foi recebido como um “King” pela massa associativa do Sagrada e também pela imprensa local.

O emblema angolano vê em Lau King uma esperança no ataque, sector cujo clube tem défice. Com uma veia goleadora de se lhe tirar o chapéu, Lau King foi melhor marcador da União Desportiva do Songo no Moçambola 2022, com 11 golos, menos um que Isac.

A nova equipa do moçambicano pretende conquistar o Girabola, razão pela qual reforçou o seu plantel com jogadores de nomeada. Lau King vai juntar-se, no ataque da formação da província diamantífera do Lunda Norte, ao Joca, que regressa do Desportivo da Lunda-Sul, onde esteve emprestado, bem como a Deco, Abdel, Latif Bamba e Niang. Espera-se ainda que a direcção do clube angolano abra os cordões à bolsa para a contratação de novos activos.

O internacional moçambicano chega a Angola após a sua participação no CHAN, competição na qual marcou um golo na vitória dos Mambas diante da Líbia, naquela que foi a sua primeira participação numa fase final de um campeonato africano.

Lau King ajudou também a selecção nacional a qualificar-se, pela primeira vez, para os quartos-de-final da prova.

O Sagrada Esperança ocupa, neste momento, a quinta posição do Girabola, com 28 pontos, numa prova que é liderada pela formação do Petro de Luanda, com 35 pontos. Em 16 jogos, o Sagrada Esperança soma oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas. O Sagrada é uma das equipas mais concretizadoras do Girabola, tendo já marcado 24 golos e sofrido 12.

Lau King será o único moçambicano a actuar na primeira liga angolana, depois de notáveis passagens de Eduardo Jumisse, que envergou a camisola do 1º de Agosto, assim como da tripla Miro, Josimar e Sonito, jogadores que alinharam pela formação de Bravos de Maquis. Aliás, em reconhecimento ao seu trabalho, a Miro acabou por ser confiada a missão de treinar a equipa principal.

Alcinda Panguana, medalha de ouro no Torneio Internacional de Boxe, Rady Gramane, Helena Bagão e Yassine Nordine, medalhas de bronze, já se encontram em Maputo desde a manhã desta segunda-feira. Os pugilistas colocam como meta a qualificação aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

Chegaram empunhando as medalhas conquistadas em Marraquexe, Marrocos, e transbordando felicidade por mais uma conquista para o país. Assumem que não foi tarefa fácil atingir o pódio do Torneio Internacional de Boxe e, quiçá, trazer alegria ao povo moçambicano, numa altura em que se vive o drama das cheias no Sul do país.

“Sinto muito também pelos irmãos que estão a passar dificuldades devido às cheias. Sentimos muito porque acompanhamos ainda lá e vamos fazer o nosso possível para ajudar estas pessoas”, disse Alcinda Panguana, medalha de ouro em Marraquexe.

Já Rady Gramane diz ser uma satisfação enorme representar condignamente o país. “É uma felicidade enorme ter participado num torneio de grande visibilidade, porque trago uma medalha para Moçambique. Para nós, os africanos, não é fácil participar num torneio desportivo desta dimensão. Então, é gratificante. Ainda mais trazer uma medalha… São várias medalhas que trouxemos para Moçambique e isso é uma satisfação”, disse Gramane, medalha de bronze.

Satisfeito está também Yassine Nordine, que, à semelhança de Rady Gramane, conquistou a medalha de bronze. Yassine afirma: “sinto-me muito feliz, porque é um prazer representar o país num torneio intercontinental”. Até porque “uma vez que eu era campeão africano, tinha a responsabilidade de defender o meu título e consegui ficar no pódio”, defende-se.

Outra medalha de bronze foi conquistada por Helena Bagão, que diz não haver satisfação maior que representar e conquistar medalhas para o país. “Estou muito feliz por mais uma vez ter ido ao pódio”.

A maior satisfação de Bagão é ter sido mais uma conquista pessoal. “Não é a primeira vez; já estive em Dezembro com uma medalha de ouro na mesma competição”, argumenta e aponta os motivos: “Lá também ganhei uma experiência maior, porque lutei com as melhores e voltei a lutar com as melhores agora, e foi bom porque mais uma vez subi ao pódio”.

Bagão diz que a preparação foi muito positiva e o resultado é o que está à vista de todos.

FOCO AGORA É NA QUALIFICAÇÃO PARA OS JOGOS OLÍMPICOS

O internacional de Marraquexe fica para trás e agora há que olhar para frente. Vêm mais competições que vão servir de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. A meta é chegar a essa competição.

Alcinda Panguana sabe que não será fácil, por isso pede apoio para que o sonho se concretize. “Nós conseguimos trazer isto sem apoios e se tivéssemos mais apoios poderíamos chegar aos Jogos Olímpicos qualificando todos os atletas. Neste momento, precisamos de apoios para conseguirmos ir mais além, porque já mostramos que nós podemos”, justifica a medalha de ouro no Torneio Internacional de Boxe.

Quem também segue pelo mesmo diapasão é Rady Gramane, que pede a quem de direito “o apoio necessário para que possamos preparar-nos da melhor forma para irmos aos Jogos Olímpicos e fazermos frente aos vários países de renome”.

Gramane assume que “não temos muitas condições”, mas “nós podemos fazer diferente, e é o que costumamos fazer quando saímos e voltamos com medalhas”.

A medalha de bronze fala dos objectivos para o futuro, nomeadamente os Jogos Olímpicos e o Mundial. “O objectivo é tentar manter o meu lugar no pódio e tentar fazer com que a minha participação nos Jogos Olímpicos seja melhor no caso de me qualificar”, argumenta Gramane.

Até porque “o treino não vai parar porque temos o mundial em Março e vamos continuar a treinar fortemente para voltar a levantar a nossa bandeira na Índia. Espero que isso seja possível”, tal como augura Helena Bagão.

Aliás, Yassine Nordine diz que se sente mais próximo dos Jogos Olímpicos, uma vez que a preparação se iniciou há bastante tempo.

LUCAS SINOIA COM OS PÉS ASSENTES NO CHÃO

O mentor destas conquistas, Lucas Sinoia, diz ter acreditado no potencial dos pugilistas que levou a Marraquexe. “Estou feliz pelo feito e acreditei, eu como treinador, assim como a minha direcção e todo o público do país que gosta da modalidade também acreditou. E nós fizemos valer este apoio que recebemos por parte da nossa direcção, do Comité Olímpico e de todos os nossos parceiros”, começou por dizer o seleccionador nacional.

Ainda assim, Sinoia tem os pés bem assentes no chão, já que reconhece que ainda há muito trabalho pela frente. “Sempre trabalhei com o objetivo de dizer que é possível chegar lá e vencer, e de facto aconteceu, porque chegamos lá. Sei que há um caminho muito grande por percorrer porque, afinal, temos o Campeonato do Mundo e a seguir temos os Jogos Africanos, os Jogos da Qualificação e o Campeonato Africano, e esse é um caminho muito grande para podermos alcançar os Jogos Olímpicos”, reiterou Lucas Sinoia.

Para Lucas Sinoia, a qualificação para os Jogos Olímpicos começa agora a ser preparada “e o trabalho que estamos a fazer agora é de tentarmos qualificar-nos porque não está fácil”. O mentor argumenta ainda que “os outros países já estão atentos só por saber que Moçambique é um adversário forte e sério, por isso estamos já a preparar-nos para fazermos frente aos nossos adversários”.

Já a direcção da Federação Moçambicana de Boxe fala de apoios necessários que possam garantir mais participações em provas internacionais e, quem sabe, a qualificação para os Jogos de Paris.

“Depende de nós, depende do país. Deixou de ser uma causa da Federação do Boxe e é uma causa do país. O país tem que se mobilizar para ajudar estes meninos, que são verdadeiras estrelas”, disse Gabriel Júnior, presidente da Federação Moçambicana de Boxe, que acrescenta que “é preciso que as autoridades comecem a dizer que agora é hora de investir nesta juventude, colocá-los fora do país a competirem e a participarem em circuitos para que possamos qualificar-nos para os Jogos Olímpicos e, em que podem acontecer coisas maravilhosas”.

O Torneio Internacional de Boxe contou com a participação de cerca de 500 pugilistas e África conseguiu duas medalhas de ouro, sendo uma para o país organizador e outra para Moçambique.

A comissão de inquérito criada pela Secretaria de Estado do Desporto para averiguar os motivos do braço-de-ferro entre os Mambas e a Federação Moçambicana de Futebol já está a trabalhar. A comissão tem 30 dias para apresentar os resultados e promete independência nas suas actividades.

Carlos Gilberto Mendes já tinha dado a conhecer que criaria uma comissão de inquérito para apurar as causas dos incidentes ocorridos na Argélia, à margem da realização do CHAN 2022, envolvendo a selecção nacional de futebol, os Mambas, e a Federação Moçambicana de Futebol (FMF). A mesma já foi conhecida e já começou a trabalhar.

São, ao todo, 13 os membros da comissão de inquérito, que incluem juristas, dirigentes desportivos, líderes das associações desportivas que lidam com o futebol, jornalistas e gestores, que têm a missão de determinar eventuais responsabilidades, bem como propor a adopção de medidas que possam prevenir a ocorrência dos mesmos factos ou similares, no desporto nacional.

Pedro Sinai Nhatitima foi designado presidente da comissão e, na passada sexta-feira, dirigiu uma conferência de imprensa para dar a conhecer as responsabilidades da mesma, tendo garantido independência no exercício das suas actividades.

“A independência resulta do facto de a partir do momento em que a comissão está criada, durante o período de 30 dias em que vamos fazer o nosso trabalho, não recebemos ordens ou directivas dessa entidade que nos criou. Terá que aguardar que receba o relatório que vai ser produzido por esta comissão”, disse Pedro Nhatitima.

A independência não se vai cingir apenas na interferência da Secretaria de Estado do Desporto na comissão, mas também na sua formação, já que conta com pessoas de diversas organizações e segmentos da vida social, política, jurídica e desportiva do país.

“A independência também resulta da composição desta comissão, começando por mim próprio, que represento um outro poder do Estado, para emprestar mais imparcialidade e independência ao trabalho que se pretende fazer. Resulta, também, de antigos dirigentes desta instituição que vão dar a sua experiência nas actividades a serem desenvolvidas, e porque contamos também, nesta comissão, com representantes das organizações da sociedade civil ligadas ao desporto moçambicano”, referiu o presidente da comissão de inquérito.

Serão 30 dias de trabalho, os mesmos que nos separam do próximo compromisso dos Mambas, diante do Senegal, em Março, para a qualificação para o CAN da Costa do Marfim, na dupla jornada intermédia, e a comissão quer garantir melhor ambiente no seio do balneário.

Pedro Sinai Nhatitima diz mesmo que a missão é contribuir para o alcance de bons resultados dos Mambas. “Pensamos nós que é muito importante que até lá este ambiente esteja desanuviado. Nós pretendemos contribuir para um bom ambiente das nossas selecções, que se traduza em bons resultados”, frisou Nhatitima.

PROCURAR SOLUÇÕES E NÃO CULPADOS

A comissão de inquérito assegurou ainda, durante a conferência de imprensa, que a sua missão não é encontrar culpados ou inocentes, mas ajudar na busca de respostas para melhor resolução deste tipo de situações no futuro.

“Estamos aqui apenas para apurar os factos e que ajudem, no futuro, quer a secretaria de Estado do Desporto, quer a Federação Moçambicana de Futebol e outras federações a lidarem melhor com estas matérias e situações”, esclareceu Pedro Sinai Nhatitima.

A comissão de inquérito integra juristas, gestores e dirigentes desportivos e ainda antigos jogadores e jornalistas, através das diversas associações que lidam com o futebol moçambicano.

 

EIS A COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE INQUÉRITO

Pedro Sinai Nhatitima             Juiz Conselheiro Tribunal Supremo

António Munguambe              Antigo director do Instituto Nacional do Desporto

Carlos Tembe                            Antigo chefe de Departamento Jurídico do MJD

Francisco da Conceição           Director nacional do Desporto de Rendimento

Amélia Cabral Chavana            Directora-geral do Fundo de Promoção Desportiva

Gerson Mubai                            Inspector sectorial-adjunto do Desporto

Mahomed Valá                          Representante do Comité Olímpico de Moçambique

Zeca Chauque                            Presidente do Comité Paralímpico de Moçambique

Rui Évora                                     Representante Associação Treinadores de Futebol

António Marinho Gravata        Presidente do Sindicato dos Jogadores de Futebol

José Gabriel Dava                       Presidente da Associação de Gestores Desportivos

Adão Matimbe                            Presidente da Associação de Imprensa Desportiva

Ângelo Matinene                        Representante da Associação de Veteranos de Futebol

 

FEIZAL SIDAT FALA DO “CASO PREMIAÇÃO DOS MAMBAS” NA QUARTA-FEIRA

O Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, vai falar pela primeira vez dos acontecimentos de Argel, que envolvem os Mambas e o órgão que dirige, bem como da participação da selecção nacional no CHAN 2022, que se disputou na Argélia.

De acordo com o comunicado da FMF, o presidente da Casa do Futebol vai falar na próxima quarta-feira, não especificando mais detalhes desta conferência de imprensa.

Os Mambas terminaram a competição nos quartos-de-final da prova, pela primeira vez, o que acabou por levantar um braço-de-ferro entre a comitiva e a direcção da FMF em torno da premiação.

Os jogadores exigem a divisão dos 400 mil dólares ganhos pela FMF pela passagem aos quartos-de-final em 60% para eles e 40% para a Casa do Futebol, o que não está a ser aceite pelo organismo que gere o futebol. Uma situação que levou à suspensão de cinco atletas, nomeadamente Isac, Telinho, Chico, Shaquile e Kito, bem como do treinador-adjunto Eduardo Jumisse.

O Fulham recebe esta tarde o Nottinghan Forest em partida da 23ª jornada da Premier League. As duas equipas estão separadas por oito pontos na tabela classificativa. Uma partida para ver em directo, na Stv, quando forem 17h00.

O Nottingham Forest está invicto há cinco jogos consecutivos, e defronta um Fulham que espera terminar uma sequência de três jogos sem vencer na Premier League.

O Fulham está em oitavo lugar com 32 pontos, enquanto o Nottingham Forest está em 13º com 24 pontos. Com 16 partidas para disputar, os Cottagers estão a sete pontos das vagas da Liga Europa e começam a ver a possibilidade a fugir, a cada derrota.

Na última partida entre ambos, na primeira volta, o Fulham venceu por 3-2 no The City Ground em Setembro.

Nos últimos seis jogos do campeonato, o Fulham venceu três, empatou um e perdeu dois. O Nottingham Forest, por sua vez, venceu três, empatou dois e perdeu um nas últimas seis partidas.

No confronto directo o Fulham tem larga vantagem já que venceu 17 jogos, perdeu 10 e empatou 9, nos 36 jogos diante do Nottinghan Forest. A 37ª partida entre ambos joga-se hoje, a partir das 17h00, com transmissão na Stv.

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