Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Moçambique poderá desistir de participar no Campeonato Africano de Hóquei Patins, no Egipto, devido à falta de cinco milhões de Meticais para custear a sua participação na prova. Caso desista, o país será suspenso por quatro anos pelo organismo regulador mundial para desportos sobre patins.

Modalidade com tradição no país, e com reconhecimento ao nível mundial pelas excelentes prestações que culminaram com a conquista de um Campeonato do Mundo do grupo B, em 2006, em Montevideu, no Uruguai; Taça Intercontinental, em 2019, em Barcelona, na Espanha; e histórico quarto lugar no Mundial do grupo A, em 2011, em San Juan, na Argentina; o hóquei em patins continua a viver momentos de incerteza.

É que, faltando três dias para o arranque do Campeonato Africano, no Cairo, Egipto, a Federação Moçambicana de Patinagem (FMP) reclama de um défice de 5 075 000,00 MT (cinco milhões, setenta e cinco mil Meticais)  para custear as despesas de passagens aéreas, alojamento e alimentação para as selecções principal e sub-19.

A FMP diz faltar ainda 12 281,00 euros (doze mil, duzentos e oitenta e um euros) para a compra de equipamentos, valor este que, neste momento, pode ser “descartado” e concentrarem-se esforços apenas com “angariar” do Fundo de Promoção Desportiva e parceiros que apoiam a modalidade o valor de 5 075 000,00 MT para a deslocação das selecções nacionais ao Egipto. A organização do certame exige, diga-se, a presença de um árbitro acompanhante (neste caso seria o mais experiente, Ernestino Gabriel).

O órgão reitor da modalidade no país assegura ter enviado, há um mês, uma carta ao Fundo de Promoção Desportiva, a solicitar o financiamento de 60% do valor para passagens, mas não teve uma resposta satisfatória.

E, sem garantias de fundos, a Federação Moçambicana de Patinagem assume, em comunicado, a possibilidade de desistência do país do “Africano”, situação que, reitera na nota enviada ao “O País”, terá como consequência a suspensão de Moçambique da participação do Campeonato Mundial nos próximos quatro anos, conforme o regulamento da “WorldSkate”, organismo regulador mundial para desportos sobre patins, e renúncia da presidência do Comité Africano do Hóquei em Patins da WorldSkate África.

“A FMP inscreveu, na WorldSkate África, duas selecções nacionais nos escalões sénior e Sub-19. A delegação é composta por 26 elementos, entre atletas, treinadores, massagista, médico, roupeiro, jornalistas e dirigentes. O valor estimado para esta participação e aquisição de material de hóquei está fixado em 5 075 000,00 MT (cinco milhões, setenta e cinco mil Meticais) e 12 281,00 (doze mil, duzentos e oitenta e um euros), respectivamente. A participação de Moçambique nestes eventos é feita com base nos patrocínios de empresas parceiras da FMP e no apoio prestado pelo Estado, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD). Constata-se, a menos de uma semana do início do evento, nenhuma manifestação favorável. Nestas condições, Moçambique não poderá participar no evento, com todas as consequências directas e imediatas que advirão para o hóquei, para o desporto e para o país, nomeadamente (i) Moçambique ficará suspenso da participação dos campeonatos mundiais nos próximos quatro anos, conforme o Regulamento do WorldSkate. (ii), por um lado Moçambique é vice-campeão africano de hóquei em patins da WorldSkate África, fruto da sua participação no 1º torneio africano da modalidade, realizado em 2019, em Angola”, lê-se no comunicado.

No terreno, a selecção nacional de hóquei em patins trabalha há já um mês para a prova, tempo, no entanto, insuficiente para projectar uma prova desta dimensão. O ideal seria preparar o certame com seis meses de antecedência. As condições de treinamento também não são favoráveis, porquanto falta equipamento necessário e recomendável aos hoquistas, assim como trabalham debaixo de fraca iluminação no pavilhão do Estrela Vermelha.

 

CRISE DIRECTIVA E DA COVID-19

O hóquei em patins esteve parado cerca de três anos, devido à COVID-19 e a confusão instalada na federação após as eleições realizadas em finais de Novembro de 2020, que culminaram com a vitória de Eneas Comiche Jr (candidato da lista A) com oito votos contra três de Nelson Costa (candidato da lista B), o candidato derrotado impugnou as mesmas por alegadas irregularidades.

Nelson Costa disse, na altura, na sua fundamentação, que se excluíram as associações provinciais no processo de votação e deu-se primazia aos membros fundadores da modalidade, o que, na sua óptica, viola a lei de desporto vigente no país.

Comiche, que devia tomar posse num prazo de 15 dias, sequer chegou a fazê-lo, porque o processo seguiu ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo que, até ao presente momento, não deu o seu parecer sobre o mesmo.

 

PERCURSO INVEJÁVEL BELISCADO

Aliás, o percurso fala por si. Moçambique é a única selecção de África que atingiu as meias-finais do Mundial do grupo A, em 2011, em San Juan, na Argentina. O combinado nacional, então orientado por Pedro Nunes, fez uma campanha irrepreensível na prova, terminando no histórico 4ª lugar atrás de potências, como Itália (5ª classificada), Chile (6ª classificada), França (7ª classificada) e Brasil (8ª classificada).

Os chamados “Guerreiros de San Juan” chegaram mesmo a colocar em sentido a Espanha, vencedora da prova, com quem perderam nas meias-finais por 4-3. Caros patrícios, a selecção espanhola de hóquei em patins é uma das grandes potências do desporto, tendo, veja-se, exactamente o mesmo número de europeus e mundiais conquistados: 17 de cada competição. Nas classificativas do 3º lugar, a selecção nacional perdeu diante de outra potência, Portugal (açambarcou 16 títulos mundiais), por 9-2. Nos quartos-de-final, Moçambique afastara o Brasil com uma vitória saborosa por 9-6.

Ainda no historial de participações em Mundiais, que engrandeceram a imagem do país, a selecção nacional de hóquei em patins ocupou a 7ª posição na primeira prova disputada em África, precisamente em Angola, em 2013. José Querido foi o homem que teve a responsabilidade de orientar “MOZ” nesta prova disputada nas cidades de Luanda e Namibe e na qual os angolanos não ficaram nada a dever ao mundo.

É de salientar que, mesmo tendo investido mundos e rios para não sediar o Mundial como também ter uma classificação histórica, Angola ficou em 9º lugar. Dois anos depois, em La Roche-sur, na França, foi resgatado Pedro Nunes como seleccionador e Moçambique voltou a ocupar a 7ª posição, mantendo-se, desta forma, na elite da modalidade.

Na 43ª edição do Mundial, em 2017, prova já integrada nos Jogos Mundiais de Patinagem, Moçambique esteve integrado no mesmo grupo que a Espanha, Chile e Alemanha, terminando a fase de grupos em segundo com seis pontos, menos três que a Espanha, vencedora. O combinado nacional terminaria a prova, que englobou a Taça FIRS e Taça das Confederações, na 8ª posição.

Antoninho Muchanga foi afastado, esta quarta-feira, do cargo de treinador do Ferroviário de Nampula, conjunto que, com 14 jornadas disputadas, ocupa a 9ª posição no Moçambola 2023 com 17 pontos. Os maus resultados estiveram, segundo fonte do clube, na origem da rescisão do contrato.

Ponto final a uma relação que durava desde o início da temporada 2023. Antoninho Muchanga já não é treinador dos “axinenes”, que estão, pasme-se, um degrau acima da zona de despromoção no Campeonato Nacional de Futebol.  A derrota, no passado sábado, diante do seu homónimo de Lichinga, por 1-0, foi a gota de água que fez o copo transbordar. Feitas as contas, o Ferroviário de Lichinga contabiliza, no Moçambola 2023, sete derrotas, cinco vitórias e dois empates. O seu saldo é de onze golos marcados e quinze sofridos.

O Ferroviário de Nampula foi ainda afastado da Taça de Moçambique ZAP após perder com a Baía de Pemba, por 3-2, em jogo disputado no Estádio Municipal de Pemba.

A direcção do Ferroviário de Nampula indicou, para ocupar a vaga deixada por Antoninho Muchanga, o técnico Payo Armachande a título interino.

Esta não é a primeira “chicotada psicológica” no Moçambola 2023. Artur Macassar foi afastado, curiosamente, em Junho, do cargo de treinador do Ferroviário de Lichinga por alegado mau ambiente que se vivia no clube. Macassar deixou, na altura, os “locomotivas” de Lichinga na sexta posição com 13 pontos, os mesmos que Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário de Nampula.

Em Maio, Rogério Balate, mais conhecido por Zulu, foi demitido do cargo de treinador do Ferroviário de Quelimane por alegados maus resultados na prova.

Aliás, em cinco jogos realizados no Moçambola 2023, o Ferroviário de Quelimane teve um saldo de quatro derrotas e uma vitória.

Em comunicado, o Ferroviário de Quelimane argumentou o seguinte: “Informamos aos nossos sócios, adeptos, simpatizantes e o público, em geral, de que acabamos de rescindir o contrato com os treinadores da equipa principal de futebol liderada pelo ‘mister’ Zulu. Informamos ainda que, enquanto aguardamos a apresentação da nova equipa técnica, os trabalhos serão dirigidos interinamente pelos treinadores da equipa B, nomeadamente César Teixeira e Ossifo Zeca. Ao ‘mister’ Rogério Balate e à sua equipa técnica (Bartolo e Sitói), só nos resta agradecer pelos anos de entrega e dedicação ao nosso Ferroviário e desejamos sucessos nas suas carreiras”, escreveu o clube. Em Julho, foi a vez de Artur Comboio ser “sacrificado” no Ferroviário de Nacala. A direcção do Ferroviário de Nacala cedeu à pressão dos adeptos, tendo em vista também salvaguardar a imagem do jovem treinador Artur Comboio que, muitas vezes, teve dificuldades para fazer o seu trabalho devido à insatisfação da exigente massa associativa. Para colmatar essa saída, os “locomotivas” da cidade portuária de Nacala foram ao mercado buscar o ex-capitão dos Mambas, Dário Monteiro.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que os pugilistas moçambicanos são heróis e promete trabalhar para a melhoria das condições de trabalho dos mesmos. Nyusi felicitou, esta quarta-feira, a selecção nacional pela conquista de nove medalhas no “Africano” dos Camarões durante um encontro mantido com as atletas na Sala Nobre da Base Aérea.

Sem formalismos, tal como fez questão de alertar o mestre-de-cerimónias na introdução do encontro, o Presidente da República, Filipe Nyusi, antecipou-se à deslocação dos pugilistas nacionais a Dakar, Senegal, em Setembro, onde vão disputar uma etapa decisiva de qualificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024, para reconhecer os seus feitos ao nível internacional. Feitos que dignificam o país, e que constituem motivo de orgulho para os moçambicanos, sobretudo, quando os atletas se transcendem e superam as adversidades com as quais se têm deparado no dia-a-dia.

Dirigindo-se aos atletas, treinadores e dirigentes da modalidade antes de cumprirem um estágio pré-competitivo, o Chefe de Estado destacou que “vocês são heróis deste país, não devemos esperar pelos momentos bons, mesmo nos momentos difíceis da nossa vida temos de vos elogiar.”

Com uma presença inédita nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e o domínio que tem exercido nos ringues ao nível da região e do continente, o boxe reclama outro tipo de tratamento. E o Presidente da República promete intervir para que a modalidade continue a dar o salto qualitativo. “Quero agora felicitar-vos pelo trabalho muito belo que fizeram. É extremamente agradável e temos de encontrar uma forma de vos reconhecer de forma visível, e não apenas através de palavras”, reconheceu o Presidente da República.

Mesmo em meio a dificuldades, os pugilistas garantem dar o seu melhor para que o país brilhe a cada dia no concerto das Nações, sendo de destacar o facto de Alcinda Panguana e Rady Gramane serem bicampeãs africanas. Mais ainda: as duas atletas estão na posição 1 do “ranking” mundial das respectivas categorias, tal como fez questão de sublinhar o presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior. E, perante os factos, Nyusi nada mais fez senão assumir que há necessidade de prestar maior apoio à selecção nacional de boxe.

“Bons treinos para vocês. Continuarei a acompanhar o vosso desempenho. Falarei com o Gabriel Júnior e com o Gilberto Mendes para perceber como está a acontecer a vossa evolução e, também, para garantir aqueles apoios dentro da capacidade do país. Vocês tanto merecem, fazem tudo sozinhos e o país é que colhe os frutos. Mas é assim mesmo, as federações foram feitas para pensar, e gosto quando são criativos e inovadores. Vamos espalhar esta modalidade pelo país. Acredito que existem talentos e, se fizerem isso, os vossos nomes continuarão a crescer além-fronteiras. Sabemos que isso tem custos, mas façam dentro das vossas capacidades”, apelou Nyusi.

 

NYUSI: “O QUE MAIS APRECIO NA FAMÍLIA DO BOXE É A UNIÃO”

A união faz a força e é o segredo para o sucesso, pelo que Nyusi destacou este espírito no seio dos pugilistas. “Continuem unidos. O que aprecio na família do boxe é a união que existe, a coesão entre a equipa técnica, o alinhamento entre a direcção da Federação e a área do desporto ao nível do país. Isso é fundamental para o sucesso. No tempo em que dirigi o desporto, aprendi que, quando a equipa, nas vésperas do jogo, começa a murmurar e a exigir coisas, fica claro que não vai conseguir os resultados desejáveis. Isto porque é o argumento que se coloca à frente e as pessoas não batalham e não se entregam para o sucesso”, frisou o Chefe de Estado, como que a lembrar o episódio de Kigali, no qual as atletas da selecção nacional ameaçaram não jogar por falta de pagamento de subsídios.

O Chefe de Estado fez questão de a selecção nacional de boxe participar no cerimonial de despedida a Angola, onde irá participar na 43.ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). “Tenho de arranjar um tempo. Não queria que fosse um ambiente formal. Quando conversei com as meninas do basquetebol, em Kigali, já estava num ambiente mais descontraído, e foi na casa do embaixador. Nós vamos criar um ambiente desses. Desejo-vos um bom estágio, trabalhem como sempre trabalharam. Normalmente, quando aparecem outras pessoas depois das vitórias, vocês ficam mais nervosos do que é habitual. Mas, como vocês estão habituados a ganhar, creio que estão fora desse risco da emoção. Por isso, voltarei a estar convosco num ambiente totalmente descontraído, onde conversaremos tête-à-tête”, assegurou Nyusi.

Rady Gramane, bicampeã africana, fez ecoar a voz dos seus colegas de selecção nacional: “Excelência, muito obrigado. Estamos felizes por estar aqui. Temos vivido anos de conquistas, é um trabalho de grupo, depois da conquista dos Camarões, no Campeonato Africano, segue mais uma missão que é a qualificação para os Jogos Olímpicos na qual nos comprometemos a prepararmo-nos para dar o melhor de nós e elevar a bandeira de Moçambique”, disse Rady Gramane.

O Secretário-geral da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Ilídio Silva, disse, em entrevista ao programa Noite Informativa da Stv, sentir muita pena pelo facto do Secretário de Estado, Carlos Gilberto Mendes, ter-se referido de forma “leviana” sobre a instituição que tutela a modalidade da bola ao cesto no país.

Silva rebatia, desta forma, os argumentos apresentados por Gilberto Mendes em relação a gestão dos fundos da TotalEnergies de patrocinio a selecção nacional e a projectos de formação, assim como o “barulho” havido em Kigali, onde Moçambique disputou o “Afrobasket” 2023. “Dá-me pena ver o Governo a ser representado por um indivíduo como este a representar o Estado e a comportar-se desta maneira, sobretudo pelo facto de nós como povo contribuirmos para o pagamento do seu salário”, disparou Ilídio Silva.

Adiante, Ilídio Silva lembrou que “não é favor o Governo apoiar ou financiar a actividade desportiva, visto que a Lei do Desporto indica que é uma das obrigações do Estado/Governo apoiar ou financiar as actividades das Federações nacionais.”

O Secretário-geral da Federação Moçambicana de Basquetebol deixou claro, no “Noite Informativa”, que foi esta agremiação quem desenhou o projecto de patrocínio da TotalEnergies que, curiosamente, o seu contrato viria a ser assumido pelo Fundo de Promoção Desportiva. “Em 2020, quando iniciámos a preparação para participação no Torneio Pré-olímpico da Sérvia, as atletas disseram que havia problemas de dívidas anteriores ao nosso mandato. Foi nessa altura que fomos contactados pela TotalEnergies, através da senhora Samira Mulungo que manifestou o interesse da empresa em apoiar a selecção feminina e o encontro teve lugar a 4 de Março desse ano e os contactos interromperam-se devido a COVID-19”, esclareceu Ilídio Silva.

Um ano depois, ou seja, em 2021, e de acordo com Silva, foram retomados os contactos com a TotalEnergies para viabilização do projecto. “Nós apresentamos um projecto macro cujo objectivo principal era apurar para a selecção nacional para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, mas que era uma iniciativa estruturante que previa a melhoria do quadro competitivo nacional, estágios pré-competitivos, realização de formação e capacitação de treinadores e árbitros numa planificação apresentada no dia 21 de Maio de 2021, não sabemos o que imperou para levar avante este projecto que tinha o valor de 73 milhões de Meticais”, argumentou.

Numa outra abordagem, o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Basquetebol disse que, em Setembro de 2021, a SED contactou os dirigentes da agremiação que tutela a modalidade da bola ao cesto no país para um encontro, onde foi anunciado que havia luz verde para o projecto avançar.

“Fomos nós quem contactou a TotalEnergies para apoiar a selecção feminina de basquetebol e como havia muitos interesses e muita gente a submeter propostas para a modalidade, fomos chamados em Setembro de 2021 a SED onde a empresa através do senhor Maxime Rabilloud anunciou que iria apoiar o basquetebol feminino e daí criaram-se comissões de trabalho para viabilizar este apoio, mas até aqui não conhecemos o conteúdo do memorando final que foi assinado com o Fundo de Promoção Desportiva. Não digo que a federação não tem responsabilidades na movimentação da selecção. Mas o projecto que apresentamos a TotalEnergies é estruturante e iria ajudar-nos a organizar estruturalmente a federação e, por via disso, atrair a outros parceiros”, assegurou Ilídio da Silva.

Gilberto Mendes disse, no programa “Noite Informativa”, que a Federação Moçambicana de Basquetebol havia submetido tardiamente  o plano de preparação para o “Afrobasket” 2023, argumento rebatido por Ilídio Silva.  “A nota com a nossa planificação sobre a ida ao Afrobasket 2023 foi enviada à SED a 21 de Março deste ano, com o plano e as necessidades e só recebemos as respostas em Julho, cerca de quatro meses depois. Enquanto não conhecemos o que a TotalEnergies iria cobrir e qual o tipo de patrocínio, ficamos amarrados e sem possibilidade de contactar outros apoios por uma questão ética. Ainda assim, procuramos outros apoios que viabilizaram o início dos treinos e equipamentos para a preparação da equipa nacional”, notou o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Basquetebol. E disse mais Ilídio Silva: “Se não sabemos quais as contrapartidas que vão ser oferecidas ao parceiro que vai patrocinar em 1 milhão e 200 mil dólares, como é que vou a praça a busca de outros parceiros sem saber que contrapartidas poderei oferecer?”, indagou a fonte.

O Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, Roque Sebastião, não seguiu para Kigali, situação que levanta alguns questionamentos até porque outros dirigentes de várias agremiações que participaram da prova marcaram presença no evento. Aliás, há cenários em que, à margem do “Afrobasket”, realizam-se congressos da FIBA-África. Ilídio da Silva não tem dúvidas que a ausência de Roque Sebastião “teve um impacto negativo, porque no dia-a-dia quem lida com as atletas é a federação e nota que o seleccionador nacional se ofereceu a trabalhar com a equipa a custo zero fruto das relações que tem com a Direcção da federação. Em eventos deste nível como o Afrobasket é importante a presença do Presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol para a realização de contactos ao mais alto nível como aconteceu na Sérvia onde conseguimos apoios e parcerias que ofereceram de treinadores do nível da Euroliga que iniciativas estas que só não foram implementadas devido a COVID-19”.

Sobre a alegada divida de USD 18 mil da FMB, relativa a participação da selecção masculina no AfroCAN-2023, Silva esclareceu da seguinte forma: “Você é preso por ter cão e também preso por não ter cão. Quando decidimos que a selecção não participaria numa prova africana o Governo veio dizer que não deveríamos ter tomado essa decisão. A selecção partiu para Angola com a promessa de que haveria conseguir os fundos e a selecção participou na fé de que conseguiríamos resolver o assunto. Tivemos garantias de que teríamos as condições de alojamento e alimentação, negociamos com a nossa congénere Angola e esta situação também acontece com outras selecções africanas, pois no basquetebol continental não temos rendimentos que vem da nossa confederação”, disse Ilídio da Silva.

Os “locomotivas” da capital irão defrontar, na próxima fase, o Sagrada Esperança de Angola, formação onde milita o internacional moçambicano Lau King. De acordo com o calendário da CAF, o jogo da primeira mão está agendado para os dias 15, 16 e 17 de Setembro, na capital do país. Já o encontro da segunda mão realiza-se entre os dias  29 e 30 de Setembro e 1 de Outubro próximo.

O Ferroviário de Maputo transitou para a segunda eliminatória da Taça da Confederação Africana de Futebol, na sequência da desistência do Belle Lumière das Ilhas Comores da competição. Os ilhéus deviam disputar, no sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, o jogo da primeira mão da pré-eliminatória com o Ferroviário de Maputo, mas comunicaram à Federação Moçambicana de Futebol sobre a sua desistência da corrida a fase de grupos da prova.

Assim sendo, os “locomotivas” irão defrontar, na próxima fase, o Sagrada Esperança de Angola, formação onde milita o internacional moçambicano Lau King. De acordo com o calendário da CAF, o jogo da primeira mão está agendado para os dias 15, 16 e 17 de Setembro, na capital do país. Já o encontro da segunda mão realiza-se entre os dias  29 e 30 de Setembro e 1 de Outubro próximo.

Na última aparição na Taça CAF, que data de 2012, o Ferroviário de Maputo caiu aos pés do Al Ahly do Sudão na primeira eliminatória, sendo que os “locomotivas” ultrapassaram, na pré-eliminatória, o Gor Mahia do Quénia.

Em 2016, já para a Liga dos Campeões Africanos, o Ferroviário de Maputo foi afastado precocemente da prova, ou seja, na primeira eliminatória, pelo AS Vita Club da República Democrática do Congo. No mesmo ano, os “locomotivas” haviam beneficiado da desistência, na pré-eliminatória, do Centre Chiefs do Botswana.

Assinale-se o facto do Ferroviário de Maputo, em tempos de glória, ter feito brilharete na Liga dos Campeões Africanos de Futebol ao atingir a fase de grupos, decorria a temporada 1997.  Feitas as contas, e num ano em que estiveram inseridos no mesmo grupo que o Zamalek (Egipto), Ashant Gold (Gana), Club Africain (Tunísia), os “locomotivas” tiveram um saldo de duas vitórias, um empate e três derrotas.

O Ferroviário de Maputo, na altura orientado por Arnaldo José Salvado, venceu no Estádio da Machava o Zamalek, por 2-0, e Ashanti Gold, por 2-1.

Já afastado da Taça de Moçambique ZAP, e com diferença de seis pontos em relação ao líder do Moçambola, a Black Bulls, o Ferroviário de Maputo vai procurar fazer uma boa campanha na Taça CAF.

O jogo União Desportiva do Songo vs Green Mamba de eSwatini, inserido na pré-eliminatória da Liga dos Campeões Africanos de Futebol, será dirigido por um trio de arbitragem de Cabo Verde. Já a partida Ferroviário de Maputo vs Belle Lumiere das Comores, para Taça CAF, vai ser dirigida por um trio do Quénia.

Contagem regressiva para a União Desportiva do Songo, campeã nacional, e Ferroviário de Maputo, vencedor da Taça de Moçambique, entrarem em cena nas competições africanas e inverterem o cenário em que as mesmas são afastadas precocemente.

E, com os seus jogos agendados para o próximo fim-de-semana, ambos a evoluírem no Estádio Nacional do Zimpeto, a Confederação Africana de Futebol indicou as respectivas equipas de arbitragem. Para o jogo entre a União Desportiva do Songo e o Green Mambas de eSwatini, domingo, foi indigitado um trio de Cabo Verde, designadamente Fabrício Duarte, árbitro principal; Jorge Hélio, primeiro assistente; Djêry Lopes; segundo assistente; e Delgado Lenine, quarto árbitro. Sinon Georges, das Ilhas Seychelles, foi indicado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como comissário do jogo. O moçambicano Artur Machava será o oficial de media.

Em 2018, o  árbitro cabo-verdiano foi chamado para apitar nove jogos internacionais. Fabrício Duarte dirigiu o jogo da final de qualificação dos sub-17, a nível da União das Federações Oeste Africana (UFOA), no Senegal.

Duarte  ainda  foi considerado árbitro do ano 2018 na VI Gala do Desporto Cabo-verdiana, que aconteceu na Cidade do Porto Novo, Ilha de Santo Antão.

Antes, no sábado, o Ferroviário de Maputo recebe o Belle Lumiere das Ilhas Comores, numa partida a ser dirigida por um trio de arbitragem do Quénia: Nyagrowa Dickers, árbitro principal; Samuel Kuria, primeiro assistente; Joshua Ashila, segundo assistente; Meshack Obilo, quarto árbitro. O angolano Inácio Cândido será o comissário do jogo.

Caso transitem a eliminatória, União Desportiva do Songo e Ferroviário de Maputo terão como adversários respectivamente o Petro de Luanda e Sagrada Esperança de Angola.

 

SONGO FAZ DOIS JOGOS EM CASA

A União Desportiva do Songo defronta o Green Mamba, de eSwatini, no Estádio Nacional do Zimpeto, os dois jogos são da pré-eliminatória da Liga dos Campeões Africanos de Futebol. Com a já esperada reprovação do campo do Ferroviário da Beira pela Confederação Africana de Futebol, por não reunir os requisitos para acolher jogos sob a sua égide, o Estádio Nacional do Zimpeto será a casa da União Desportiva do Songo na sua ambiciosa caminhada na Liga dos Campeões Africanos de Futebol. Desta forma, os campeões nacionais irão receber, no próximo fim-de-semana, o Green Mamba de eSwatini, em desafio da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à “champions” africana.

Uma semana depois, ou seja, entre os dias 26 e 27 de Agosto corrente, a União Desportiva do Songo voltará a evoluir no Zimpeto, uma vez que eSwatini não tem nenhum campo aprovado para os jogos das Afrotaças.

Enquanto isso, o Ferroviário de Maputo vai, igualmente, fazer o jogo da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à Taça CAF no Estádio Nacional do Zimpeto.

Os “locomotivas” recebem, no próximo fim-de-semana, o Belle Lumiere das Comores, segundo ditou o sorteio da competição realizado na semana passada, no Cairo, Egipto.

O secretário de Estado do Desporto (SED), Gilberto Mendes, diz que a Federação Moçambicana de Basquetebol tem graves problemas e um histórico de dívidas acumuladas com as atletas da selecção sénior feminina de basquetebol e com várias instituições.

Esse facto, segundo o dirigente, terá contribuído para que a SED, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD), interagisse directamente com as atletas sobre o pagamento dos subsídios.

Os acontecimentos de Kigali, durante a participação da selecção sénior feminina de basquetebol, e a demissão do presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) continuam a alimentar muitos debates em vários círculos de opinião.

Na conferência de imprensa em que colocou o seu lugar à disposição, Roque Sebastião alegou, dentre vários motivos, a interferência da SED na gestão da selecção nacional sénior feminina de basquetebol, mormente no “dossier” relacionado ao valor desembolsado pela multinacional francesa Total, destinado ao apoio à selecção no Afrobasket 2023.

Gilberto Mendes deu o peito às balas e esclareceu algumas zonas de penumbra. O dirigente diz que o barulho criado em torno da selecção nacional de basquetebol não faz sentido, até porque as pessoas não têm noção do que realmente aconteceu.

 

FMB TEM HISTÓRICO DE DÍVIDAS

Disse ainda que o processo de preparação da selecção, que falhou o estágio na Turquia, deveu-se ao facto de a federação ter demorado a submeter a carta de pedido de apoio.

“A Federação Moçambicana de Basquetebol tem graves problemas. Esse problema de as atletas condicionarem a partida de Maputo para Kigali a determinado pagamento é um histórico. Há um histórico de dívidas acumuladas com as atletas, assim como com algumas instituições”, esclareceu Gilberto Mendes.

O secretário de Estado do Desporto considera que não é tarefa do Estado pagar subsídios às jogadoras, mas sim da federação.

“A tarefa do Governo é apoiar o desporto. As federações devem encontrar soluções”, avançou o dirigente, acrescentando que “se o Governo não tivesse entrado a pagar 22 passagens, hotel, alimentação e toda a logística em Kigali, não teríamos as atletas naquele evento”.

Gilberto Mendes disse ainda que a selecção corria o risco de não participar no Afrobasket devido à dívida que a Federação Moçambicana de Basquetebol tem para com a sua congénere de Angola.

“A Federação Angolana de Basquetebol submeteu o caso à FIBA-África. Eu tive de intervir para que a nossa selecção participasse na prova. Mas tudo isso ninguém vê. E mais: a nossa federação tem uma dívida com a Fiba-África. Esse conjunto de problemas tira algum brilho ao país”, sublinhou o dirigente.

Em relação ao facto de o Fundo de Promoção Desportiva ter feito a gestão do valor desembolsado pela Total, explica que quer o Governo quer a Total não disponibilizam o dinheiro nas contas das pessoas.

“O Estado faz transferências e não o contrário. Essa medida visa conferir transparência no processo. Foi nesse espírito que o Fundo de Promoção Desportiva fez a gestão do dinheiro”, disse.

O Sporting, com Genny Catamo a titular, entrou com uma vitória sofrida na edição 2023/24 da Liga ao bater o Vizela em casa por 3-2, sendo que o golo da vitória surgiu apenas aos 90’+9 (haviam sido dados oito minutos de compensação) na última acção do jogo, por intermédio de Paulinho, a salvar a honra do leão.

Na primeira parte, Viktor Gyokeres marcou aos 14’ e aos 15’, em ambos os casos com excelentes trabalhos individuais e primorosas finalizações, enquanto a etapa complementar da partida trouxe ao de cima a outra face deste leão, sem ideias, sem agressividade, facilitando a difícil missão dos minhotos em chegarem ao empate, com golos de Essende (75’) e Nuno Moreira (77’), a deixar incrédulo o público leonino perante não só o que estava a acontecer, mas também pela forma como estava a suceder-se, com tantas facilidades.

Porém, esta reacção do Vizela, com todo o mérito, sem dúvida, havia já começado a brotar no último quarto de hora da primeira parte, sucedendo-se alguns remates, ainda que sem perigo, enquanto o Sporting até podia ter chegado aos 3-0, por Daniel Bragança (44’).

A segunda parte, essencialmente, continuou em toada semelhante, como se não tivesse havido intervalo sequer: o Sporting manteve falta de criatividade, sem pôr à prova, nos segundos 45’, as qualidades de Buntic, enquanto o Vizela, que começou por assustar aos 63’, por Diogo Gonçalves, aproveitando a ‘suavidade’ da zona central do meio-campo, ocupada por Morita e Pedro Gonçalves, a testar os reflexos de Adán.

Alcançada a surpreendente igualdade, os minhotos resguardaram-se bem no sector defensivo e não permitiram, apesar de algum sufoco, que o Sporting tivesse espaço para ameaçar a baliza de Buntic, excepção feita ao lance final, protagonizado por Paulinho. Rúben Amorim ainda tirou o entrado Afonso Moreira e colocou Luís Neto, no entanto, foi bola ao centro e apito para o fim do jogo.

Carlos Aik denunciou, nas vésperas do jogo com a Costa do Marfim, a desorganização e desorientação dos quadros da SED no processo de gestão da selecção nacional. Curiosamente, os gestores da SED haviam garantido ao presidente da República, Filipe Nyusi, que estava tudo bem na selecção nacional quando haviam dívidas por liquidar com as atletas. Há dívidas com o demissionário seleccionador nacional desde Fevereiro.

Carlos Ibraimo Aik demitiu-se, sexta-feira, do cargo de seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino, cargo que vinha ocupando desde Janeiro de 2023.

Agastado com o rumo que a modalidade está a tomar, e com a desorganização e desorientação dos elementos da Secretaria de Estado de Desporto (SED) na gestão da selecção nacional no “Afrobasket” 2023, Aik comunicou a sua decisão à Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), argumentando, na carta enviada ao órgão reitor da modalidade da bola ao cesto no país, que tal tem a ver com a sua “coerência” e “forma de ser e estar no desporto”.

O experimentado “coach” realça que a sua posição foi “tomada após uma série de problemas que se registaram, antes, durante e após a competição recentemente realizada, o “Afrobasket” Kigali 2023”.

Com a voz embargada, Aik denunciou, nas vésperas jogo com a Costa do Marfim, o atraso no pagamento de subsídios às atletas mesmo depois da Secretaria de Estado de Desporto ter assegurado que iria honrar com os seus compromissos. Alias, o demissionário “coach” chamou atenção a imprensa nacional que cobriu o “Afrobasket” para que relatasse os factos que apontavam para a um possível boicote do jogo com a Costa do Marfim porque as atletas não tinham recebido os subsídios.

A velocidade de cruzeiro, o Fundo de Promoção Desportiva depositou o dinheiro na conta de algumas atletas, o que fez as águas baixarem. Em campo, as atletas responderam com profissionalismo e conduziram Moçambique a uma vitória por 70-48.

O martírio de Carlos Aik começou ainda antes da fase de qualificação da zona VI para o “Afrobasket” com o arranque tardio da preparação da selecção nacional de basquetebol sénior feminino. Depois de consumada a qualificação, Carlos Aik desenhou atempadamente um plano de preparação que incluía um estágio pré-competitivo na Turquia, onde a selecção nacional devia fazer alguns jogos de controlo. A preparação arrancou tarde, as condições não eram das melhores e, a agravar a situação, algumas atletas preponderantes juntaram-se tardiamente ao grupo de trabalho porque reclamavam o pagamento de subsídios. Mas não era tudo! O estágio pré-competitivo não chegou a ser materializado, tendo sido improvisado um programa em Kigali que incluiu jogos de controlo com o Ruanda e Senegal. Com o Fundo de Promoção Desportiva desorientado, e sem fazer bem o seu papel, o seleccionador nacional foi obrigado a tirar dinheiro do seu bolso para pagar uma taxa de jogo de controlo com Senegal bem como a comprar água. Isto tudo mesmo com o acordo assinado entre a Secretaria de Estado de Desporto com a TotalEnergies de patrocínio da selecção nacional, cuja primeira tranche de 18.5 milhões fora desembolsada pela multinacional. O Fundo de Promoção Desportiva diz que os valores da TotalEnergies foram disponibilizados tardiamente.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE