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O País – A verdade como notícia

O Estádio Nacional do Zimpeto, qual ovo de Colombo, rebentou pelas costuras sábado último. O povo, esse, não quis perder a oportunidade de se deleitar do seu próprio ópio, neste caso o futebol. Disse, por isso, “sim” ao chamamento da pátria para uma missão hercúlea e histórica.

Hirto, os adeptos fizeram do Zimpeto um “inferno” para os visitantes. Embora, claro, em alguns momentos o ar gélido tenha pairado quando as redes de Ernani balançaram. Não só: quando, após uma distração, o ferro negou o golo ao Benin. Realistas, mas nem por isso fatalistas, os adeptos perceberam que o Benin não era pêra doce. Era preciso acertar agulhas. O bom, nisso tudo, é que estávamos perante milhões de braços, uma só força. O verso do “Pátria Amada” foi, seguramente, uma inspiração “divina” ou mote para colocar em marcha a corrida à Costa do Marfim. Uma causa, uma Nação. Todos eram Mambas, todos entendedores de futebol. O protagonismo e outros “ismos” enchia os egos. Era preciso, afinal, dar a entender que conhecemos algo. Ainda bem que assim foi, embora seja preciso separar águas de uma modalidade que hoje por hoje é ciência.No final do jogo, os jogadores dos Mambas exultaram com a qualificação para o CAN, treze anos depois.

“Fomos à procura do resultado. Achamos que fomos crescendo no jogo. Foi um jogo difícil mas nós sabíamos o que queríamos. Fomos muito felizes e agora é só comemorar”, disse Geny Catamo, jogador dos Mambas.

Em modo eufórico estava outrossim Edmilson Dove, um dos esteios da defensiva da selecção nacional de futebol. “É um momento de euforia não só para nós jogadores como também para o povo moçambicano. É um feito histórico. O nosso povo está de parabéns, sempre acreditou em nós. Esta vitória é de todo o povo moçambicano. Agora temos é que festejar”, regozijou-se Edmilson Dove.

Especial, claramente, para Mexer Sitoe é a qualificação para o CAN 2023 depois de ter feito parte do grupo que, em 2010, esteve na campanha para Angola.

“É um momento especial. Estivemos a semana toda a conversar sobre isso. Se calhar é o último CAN, pode ser o último CAN. Para nós é um momento gratificante, é um momento histórico. Nós estamos felizes por isso”, disse, emocionado, Mexer.

Autor de um dos golos dos Mambas, Witi, jogador do Nacional da Madeira, encheu o peito e ainda que ofegante por tamanho feito, precisou que “estamos todos orgulhosos” e “lutamos muito para alcançar esta qualificação”. Para o esquerdino, “enfrentamos muitas batalhas ao longo desta campanha, e, felizmente, conseguimos o que queriamos”.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou, sábado, o papel do povo moçambicano na qualificação dos Mambas para o Campeonato Africano das Nações. Filipe Nyusi diz que os moçambicanos mostraram, uma vez mais, que estavam unidos por uma causa.  

“Primeiro, quero felicitar o povo moçambicano porque, afinal, a presença deles é fundamental não só aqui no campo, por aquilo que vimos. Eu vi este campo cheio quando o Papa Francisco chegou. Isto significa que o nosso grito até ao último segundo foi determinante. Hoje foi o dia em que o Estádio Nacional do  Zimpeto mais encheu”, começou por se expressar Filipe Nyusi.

O Chefe de Estado reiterou ainda o trabalho desenvolvido pelos jogadores e equipa técnica dos Mambas nesta fase de qualificação ao CAN.  “Felicito os próprios Mambas, não só aqueles que estiveram em campo mas também os que representaram a equipa que se qualificou ao longo deste tempo. Não são todos que jogaram. Outros também fizeram a sua parte.  Quero dar os parabéns a estes jovens.”

O trabalho do seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, não podia passar despercebido aos olhos de Filipe Nyusi.

É o primeiro moçambicano a estar numa posição de treinador que evoluiu no CAN, e depois como treinador a qualificar a selecção nacional,.

“Incontornável é a própria equipa técnica dirigida por  Chiquinho Conde. Portanto, uma pessoa persistente que trabalhou debaixo de todas as pedras que nós lançámos quando a equipa não estava bem. Mas também cantamos alto quando tudo resulta bem. A persistência é importante para o desporto não só aqui mas em todo o lado”, observou o Chefe de Estado.

O Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola, mereceu também destaque por parte do Presidente da República, Filipe Nyusi.

“Há uma coisa que não podemos esquecer e agradecer: o próprio Moçambola. O Moçambola é que faz esta equipa. Os treinadores de todas as gerações, aqueles treinadores antigos que treinam e os que não treinam são os que constroem as nossas vitórias.”

Nyusi gostaria de ter sugerido à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) um “slogam” para as camisetas dos Mambas no momento da consagração. “ Eu ostento a camisola dos Mambas que vem escrito ‘já está’ mas eu teria sugerido a ‘fase já iniciou’. Portanto, ainda temos muitos quilómetros por percorrer. Mas para percorrer estes quilómetros todos era preciso passar por essa fase. Eu quero, mais uma vez, felicitar a população moçambicana que está a vibrar. Gostaria de apelar à calma e nada de emoções. Não vamos exceder.”

Mambas regressam à alta roda do futebol africano 14 anos depois da sua aparição, em 2010, e vão disputar o Campeonato Africano das Nações, CAN, próximo ano, na Costa do Marfim. A façanha foi alcançada graças à vitória sobre o Benin, este sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, por 3-2. Witi, Ricardo Guima e Clésio foram os autores dos golos dos Mambas.

“Milhões de braços, uma só força, oh pátria amada, vamos vencer!” Sim, vencemos porque os milhões de braços estiveram unidos este sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, no jogo decisivo da qualificação ao CAN-2023.

Uma vitória sofrida, angustiante, mas bastante saborosa, que coloca o nome do país na ribalta do futebol moçambicano, 14 anos depois da última participação, em Angola, em 2010. Uma vitória assistida por mais de 45 mil almas no Estádio Nacional do Zimpeto, incluindo o mais alto magistrado da nação, o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Houve muita alegria nas bancadas, muita festa no campo e nos balneários, com jogadores, equipa técnica e staff da Federação Moçambicana de Futebol, acompanhados do Presidente da República.

 

VITÓRIA SOFRIDA AINDA NA PRIMEIRA PARTE

Para este jogo houve algumas surpresas por parte de Chiquinho Conde. Ernan regressou à baliza dos Mambas e em grande, com defesas espectaculares e a dar muita confiança nos seus colegas, mas também a integração de Ricardo Guimarães, nova coqueluche da selecção, que jogou no lugar (normalmente) de Shaquile.

Do resto não havia muitas outras surpresas, com Bruno Langa na esquerda, Mexer Macandza na direita e Mexer Sitoe a fazer dupla com Malembane no centro. Guima fazia o primeiro tampão com Kambala, enquanto Witi, Domingues e Geny Catamo jogavam atrás do único ponta-de-lança, Ratifo.

Mas nem tudo foi um mar de rosas na vitória dos Mambas sobre os Chitas, no sábado. Benin queria mesmo vencer e dispôs das primeiras oportunidades, com Ernan a encher a baliza para evitar que fosse violada.

Só não conseguiu parar o remate de Steve Mounié, aos 20 minutos, porque foi na marca da grande penalidade, após Kambala tocar a bola com a mão na grande área.

Os adeptos puxaram pela selecção e logo houve reacção: Geny deu o aviso à navegação num remate bem defendido por Allagbé, mas na segunda não houve possibilidades. Cruzamento de Bruno Langa para o coração da área onde apareceu Witi a fuzilar para o fundo das malhas.

Um golo que espevitou os Mambas para a frente do ataque e, mesmo quando os Chitas procuravam se reerguer, veio a magia de Guima. o luso-moçambicano apresentou-se aos moçambicanos, na sua estreia com a camisola dos Mambas, com que mais se queria: o golo. Fez mossa a um adversário e rematou rasteiro para o fundo das malhas.

Quase o estádio caía. Mas era preciso segurar as pontas porque havia ainda muito jogo pela frente. Mas ao intervalo o carimbo no passaporte para Costa do Marfim estava lá. Só faltava entregar a Moçambique.

 

FRIO NA BARRIGA, GELO QUENTE E EXPLOSÃO DEFINITIVA

Na segunda parte o combinado moçambicano entrou apática, talvez já pensando que tudo eram favas contadas. Adormeceu à sombra da bananeira e Babin tratou se acordar, não só os jogadores, como também o público.

Cinco minutos da etapa complementar e estava feito o empate por Jodel Dossou, que desviou com a cabeça um remate cruzado do seu companheiro e encontrou desprevenido Ernan e a defensiva.

Chiquinho Conde não gostou do que viu. Começava a ficar preocupante, até porque um golo do Benin podia fazer a CAF rasgar o passaporte para Costa do Marfim.

Por isso mesmo o seleccionador nacional fez alterações na equipa com saídas de Amadou, Guima, Witi, Domingues e Ratifo e as entradas de Shaquile, Nené, Gildo, Faisal Bangal, que também regressa aos Mambas, e Clésio.

A avalanche ofensiva dos Mambas cresceu e passou a dispor de algumas, e bem boas, oportunidades de marcar. Por duas vezes Geny Catamo steve perto do golo. Primeiro rematou para o poste e depois para uma defesa de Allagbé.

Quando os adeptos já pediam pelo final do jogo, eis que veio da cartola a machadada final. Uma excelente combinação entre Clésio Baúque e Geny Catamo, com o génio do Sporting a servir de bandeja

13 anos depois, o livro de registos da história de Moçambique poderá ganhar mais um capítulo. Um capítulo que, escrito de forma desapaixonada, poderá contar cada pedaço da epopeica caminhada de um povo que, através dos Mambas, exterioriza o valor da sua inalienável moçambicanidade. 

Na verdade, tudo gravita, por esses dias, em torno da selecção nacional, cuja participação em fases finais do campeonato africano de futebol que, por sinal, até prova em contrário, é a maior montra do futebol do berço da humanidade, tem sido cíclica. E é justamente nesta selecção em que encontramos um dos maiores activos do futebol moçambicano: Dominguez!

Dominguez é daqueles filhos pródigos que qualquer pai, no mínimo lúcido, poderia orgulhar-se de tê-lo feito vir ao mundo. É, também, daqueles filhos que um país cujas obras superam e soterram os egos no esgoto da irrelevância, deveria curvar-se  perante à sua grandeza.

Dominguez é daqueles jogadores que, ainda que consciente do seu descomunal talento, nunca deixou que sua grandeza falasse mais alto que a sua nação. Dito doutra forma, Dominguez sempre respondeu positivamente ao chamamento da pátria.

Nunca, em nenhum momento, vendeu a sua alma ao preço da chuva àqueles que eventualmente não tenham a sensibilidade necessária para exaltar a pátria.

Sempre vestiu as cores nacionais e as representou com galhardia e com o orgulho dos símbolos que guiam e colocam Moçambique num lugar de destaque no concerto das nações. O seu patriotismo é inalienável, é incondicional e é, acima de tudo, algo genuino que circula no manto do seu corpo.

Sempre esteve disposto a suar a estopinhas por um bem maior,  sempre esteve presente nos bons e nos maus momentos da selecção e sempre esteve disposto a lutar por Moçambique, tal como Eduardo Mondlane o fez.

É, enfim, por causa da sua exemplar postura que ele, embora nenhum ser humano reúna consenso, é aclamado por muitos. Dominguez nunca passa despercebido, pelo menos para os que acompanham o seu percurso airoso na arte de jogar à bola.

O “puto maravilha” está ligado à selecção nacional desde o limiar da sua carreira. Durante esses longos anos, muitas gerações de jogadores, muitos deles ainda à procura de um lugar ao sol, foram por ele recebidos no privilegiado e restrito espaço da selecção.

Inspirou, inspira e continuará a inspirar jovens que sonham em um dia brilhar nos grandes palcos do futebol mundial. À porta da ternura dos 40 – completa no dia 13 de Novembro -, Dominguez está no fim da sua carreira.

Poderão, talvez, pensar que, pelo facto de ter conquistado tudo ao nível de clubes, já não mais precisa de experimentar outras glórias.

Por tudo o que fez durante a sua carreira, sobretudo pelo seu sentido de pertença da nação que o viu nascer e que tanto ajudou a cada galhardete em punho a hastear a bandeira de Moçambique, merece algo maior. 

A qualificação para o CAN seria o maior presente que todos os moçambicanos do bem poderiam oferecer-lhe. Não é o suficiente, pois as suas obras não têm preço.

Ora, é o mínimo que se pode fazer por ele. Encerrar a carreira com uma presença no CAN, que em caso – acredito – de qualificação seria o segundo da sua carreira, seria também para ele, creio, uma sensação de missão cumprida com êxito.

Deveríamos, como nação, após o apito final no sábado no jogo contra o Benim, já com um lugar confirmado na Costa do Marfim, gritar em uníssono o nome de Dominguez. Claro que não será o único obreiro dessa façanha, mas essa seria a mais sublime demonstração do amor que os moçambicanos deveriam ter por ele.

Merece amor porque é com e por amor que ele soube afagar milhões de corações a cada toque, a cada vitória e, sobretudo, aos milhões de vezes que deixou cair cada gota do seu suor em campo, com o único objectivo de dar alegria ao povo moçambicano.

Mais do que um CAN, Dominguez merece, sim, uma estátua no panteão do futebol moçambicano. Merece, ainda, um cajado para que dele possa apoiar os pés franzinos na longa caminhada que o espera no pós-futebol.

A selecção nacional de futebol, Mambas, joga, sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto, a presença no Campeonato Africano das Nações. Em caso de empate ou vitória diante do Benim, os asseguram, treze anos depois, a presença no CAN.

Descer ao Estádio Nacional do Zimpeto com o fito único de alegrar aos moçambicanos. Outra coisa não passa, seguramente, pela cabeça dos jogadores e equipa técnica dos Mambas por estas alturas. É que, na verdade, uma vitória ou empate sábado diante do Benim colocam os Mambas na fase final, treze anos depois, de um Campeonato Africano das Nações. Milhões de almas, milhões de moçambicanos estão expectantes por um momento de explosão no Estádio Nacional do Zimpeto.

Aos jogadores, recomenda-se, um elevado índice de concentração. Controlo total dos níveis de ansiedade. Boa capacidade de finalização. Melhor interligação entre os sectores. Solidariedade, capacidade de sofrimento nos momentos menos bons da selecção nacional.

É fundamental que, mesmo precisando apenas de um empate, a selecção nacional assuma as rédeas do jogo. Pressione o seu adversário. Ganhe os duelos ao nível do meio campo. Crie crise de raciocínio aos visitantes.

Esta é a receita para que cumpramos a nossa missão. Missão que passa por voltarmos a estar entre as melhores selecções de África. Uma qualificação, aliás, será o prémio para uma geração de jogadores que vai encerrar um ciclo depois de muitos anos a representar a selecção nacional de futebol. Tais são os casos de Dominguez, capitão dos Mambas que já assumiu que este será o último Campeonato Africano das Nações na sua carreira. Mas há também nomes como Mexer e até Zainadine Júnior (caso as diferenças com Chiquinho Conde sejam sanadas e seja novamente chamado aos Mambas).
Mas há mais: há um leque de novos “recrutas” dos Mambas que almejam disputar, pela primeira vez na sua carreira, uma fase final de um Campeonato Africano das Nações.

 

PRÉMIO DE 250 MIL METICAIS PELA QUALIFICAÇÃO

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) fixou em 250 mil Meticais o prémio de qualificação dos Mambas para o Campeonato Africano das Nações. O órgão reitor do futebol moçambicano vai ainda dar 70 mil Meticais em caso de vitória da selecção nacional diante do Benim, o que significa que, no final, os Mambas poderão encaixar um valor global de 320 mil Meticais.

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, o valor duplica, ou seja, irá receber 500 mil Meticais, tal como vem estabelecido no contrato entre as partes.

O valor foi acordado antes mesmo do arranque da fase de qualificação para o CAN entre a direcção da Federação Moçambicana de Futebol e os jogadores, segundo assegurou ao “O País” um dirigente sénior da FMF.

A Federação Moçambicana de Futebol está, neste momento, aberta aos parceiros privados para o incremento da premiação da selecção nacional que joga uma cartada decisiva no próximo sábado, no Estádio Nacional do Zimpeto. É que está em causa a presença dos Mambas, treze anos depois, numa fase final do Campeonato Africano das Nações.

 

EGÍPCIOS DIRIGEM MOÇAMBIQUE VS BENIM

O egípcio Mohamad Abel Elsaid Hussien foi o designado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como árbitro principal do jogo Moçambique vs Benim, inserido na 6ª jornada do grupo L de qualificação para o CAN. Hussien terá como auxiliares os compatriotas Sami Mohamed Malhal e Yousser Wahid Elbosaty.
Já Mohamoud Albana será o quarto árbitro deste duelo decisivo nas contas de qualificação para o Campeonato Africano das Nações.
O árbitro principal, de 37 anos, dirigiu, no passado dia 27 de Março, o duelo Angola–Gana, que terminou empatado a uma bola.

O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, Agostinho Langa Júnior,  diz que se tudo correr bem o  Estádio da Machava vai ser entregue em Dezembro do próximo ano, sendo que a infra-estura será moderna e com padrões internacionais. 

O Estádio da Machava, infra-estrutura desportiva que testemunhou momentos inolvidáveis de glória do futebol moçambicano, está neste momento em processo de reabilitação e requalificação. O recinto desportivo viu-se, este ano, riscado pelo Departamento de Licenciamento de Clubes da Federação Moçambicana de Futebol por não reunir requisitos para acolher jogos do Moçambola.  Esta situação forçou o Clube Ferroviário de Maputo a optar pelo campo do Costa do Sol para acolher jogos.  

Dada a dimensão do projecto e importância do Estádio da Machava, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique colocou-se na dianteira do processo de reabilitação e requalificação do Estádio da Machava, tal como deu a conhecer o presidente do Conselho de Administração, Agostinho Langa Júnior, durante a cerimónia de tomada de posse da nova direcção do CFM. 

A previsão é que as obras de modernização sejam concluídas até Dezembro de 2024 e, o final do dia, o Estádio da Machava tenha uma nova cara  e seja uma infraestrutura de grande relevo. “O Estádio da Machava é superior ao Ferroviário de Maputo. Por isso, a reabilitação e requalificação do  Estádio da Machava é da responsabilidade da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique. E nós queremos entregar, se tudo correr bem, até o fim do próximo ano um estádio moderno e se calhar melhor que o  Estádio Nacional do Zimpeto”,  disse  Agostinho Langa Júnior durante a cerimónia de tomada de posse da nova direcção do Clube Ferroviário de Maputo.

Agostinho Langa Júnior deixou claro, na ocasião, que a massa associativa do quase centenário clube- o Ferroviário de Maputo completa 100 anos a 13 de Outubro de 2024- tem a sua responsabilidade neste processo, sendo que mesma deve  “valorizar cada centavo que é colocado à disposição do clube”. 

A Empresa Portos de Caminhos de Ferro de Moçambique canaliza um bolo para o apoio dos Ferroviários, através da contribuição por parte dos funcionários. Neste sentido, diz o PCM dos CFM, é fundamental que os dirigentes e sócios saibam valorizar o esforço dos cerca de 6 mil funcionários que contribuem para a existência e sobrevivência dos vários Ferroviários.

“Saibam, todos, e também para os sócios, já agora, os Ferroviários existem  graças aos Caminhos de Ferro de Moçambique.  Não é fruto da contribuição dos sócios que os Ferroviários existem.  Há cerca de seis mil trabalhadores, neste momento, que trabalham nos Caminhos de Ferro e que contribuem com o seu suor para que os Ferroviários existam. Não é fruto da contribuição dos sócios que os Ferroviários existem”, alertou o Presidente da Empresa  Portos  e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Sem “espinhas”,  Agostinho Langa Júnior avisou que os CFM não irão hesitar em cortar o apoio aos Ferroviários em caso de não valorização do esforço da empresa que faz uma ginástica financeira para poder apoiar os Ferroviários. Há cerca de seis mil trabalhadores, neste momento, que trabalham nos Caminhos de Ferro e que contribuem com o seu suor para que os Ferroviários existam. Se não souberem valorizar este esforço, nós não hesitaremos em cortar os apoios que damos a qualquer que seja o Ferroviário deste país. Se não souberem valorizar este esforço que a empresa faz, não hesitaremos em cortar o apoio”, avisou. 

Outrossim, o desafio passa por transformar o CFM numa colectividade autossustentável, ou seja, que produza receitas próprias para cobrir as suas despesas. O caminho é irreversível, pelo que Agostinho Langa Júnior frisou que os dirigentes do Ferroviário de Maputo devem arregaçar as mangas e rentabilizar as infraestruturas do clube.

“É necessário que  o clube saiba ir buscar outros patrocínios. Temos muitas infraestruturas. Semana passada, tivemos um encontro com empresários que se mostraram interessados em explorar parte das infraestruturas que nós temos aqui. Nós dissemos sim, avancem. Valorizem estas infra-estruturas, não tenham medo de fazer parcerias. A empresa autoriza que façam isso, mas  não vendem activos do clube e dos Caminhos de Ferro. Busquem mais dinheiro para o clube. E, assim, nós teremos mais disponibilidade financeira para habilitarmos o Estádio da Machava e todos outros campos que os Ferroviários têm no país. E que, realmente, a partir do próximo ano, o Ferroviário seja o primeiro clube neste país.”

A actuação dos adeptos e sócios do Ferroviário de Maputo, criando confusão no final de alguns jogos, não passou despercebida aos olhos do Presidente do Conselho de Administração da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique. A polícia teve mesmo que intervir, em alguns Agostinho Langa Júnior momentos, para amainar os ânimos dos adeptos. “Não damos apoio aos Ferroviários para alimentarem arruaceiros. Eu fico envergonhado quando vejo gente a fazer confusão, a insultar, partir coisas e partir estádios dizendo que são sócios do Ferroviário”, chamou a atenção Agostinho Langa Júnior.

O palmarés do Ferroviário de Maputo, clube ecléctico, diz muito da sua mística ganhadora. É por isso mesmo que a nova direcção é desafiada a resgatar a veia ganhadora do clube.

“Eu sou Ferroviário antes de começar a trabalhar nos Caminhos de Ferro. Então, quero vos dizer, caros dirigentes, presidente da assembleia, presidente de direcção e os restantes órgãos, por favor ponham o Ferroviário no seu lugar. Ponham o Ferroviário no lugar que merece. Ponham o Ferroviário no lugar que merece. Saibam, todos, e também para os sócios, já agora, os Ferroviários existem graças aos Caminhos de Ferroviário.”

A finalizar, o PCA dos CFM entende que “não faz sentido o Moçambola ter 12 equipas, e metade dessas equipas serem Ferroviário e não conseguirmos ser campeões nacionais. Então, nós temos seis ferroviários e não conseguimos ser campeões?”, questionou. E completou o seu fio de raciocínio: ” Meus caros, nós queremos ver o Ferroviário de Maputo ou um dos ferroviários ser campeão neste país”. 

 

Nova direcção do Ferroviário de Maputo:

 

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Ório Benzane;

Vice-Presidente: João Cossa;

Secretário: Valódio Mapsanganhe;

Relator: Dinis dos Santos.

 

DIRECÇÃO

Presidente: Arnaldo Manjate – Coordenação Geral;

1o Vice – Presidente: Deolinda Tembe – Admin. e Finanças;

2o Vice – Presidente: Omaire Gafur – Alta Competição;

3o Vice – Presidente: Adélio Dias – Comunicação e Imagem e Marketing;

4o Vice – Presidente: Samuel Muzime – Infra-estrutura e Património;

António Lourenço Jr. – Secretário;

Mário Manhique – Vice – Secretário;

Carlos Aik – Tesoureiro.

 

CONSELHO FISCAL

Pedro Manguana – Presidente;

Patrício Sitoe – Vice-Presidente;

Márcia Caifaz – Secretário;

Celso Amiel – Vice – Secretário;

Haider Gafur – Relator.

 

CONSELHO JURISDICIONAL

Tomás Nhacale – Presidente;

Mariza Macie – Vice – Presidente;

Vasco Maculuve – Secretário;

Adair Casimiro – Vice-Secretário;

Almiro Langa – Relator.

Angola vai tentar assegurar, esta quinta-feira, a partir das 17h de Luanda (18 horas de Maputo), diante de Madagáscar, no Lubango, o bilhete para a CAN 2023, que se realiza na Costa do Marfim entre 13 de Janeiro e 11 de Fevereiro de 2024.

A selecção angolana dirigida por Pedro Gonçalves depende só dela própria à entrada para a 6ª e última jornada, pois segue no 2º lugar do Grupo E, com 8 pontos, menos um do que o líder Gana, que conta com 9, e que enfrenta a República Centro Africana, terceiro com sete pontos.

Os jogadores mostram-se confiantes na obtenção de um bom resultado diante dos malgaxes e consequente apuramento para a fase final do Campeonato Africano das Nações. Eddie Afonso, lateral do Petro Atlético de Luanda, diz que “estamos imbuídos do sentimento patriótico e tudo faremos para ganhar o jogo e alcançar o apuramento”.

A equipa técnica tem ao seu dispor todos os jogadores convocados, após a integração de Zito Luvumbo, Milson, Depu e Modesto, que terça-feira à noite escalaram a cidade do Lubango, e esta quarta-feira juntaram-se ao treino matinal, no Estádio Tundavala, no último treino para o jogo desta quinta-feira diante de Madagáscar.

Já qualificada, a Nigéria, de José Peseiro, defronta, no domingo, São Tomé e Príncipe, em Uyo, a contar para a 6ª jornada. A Nigéria lidera o Grupo A com 12 pontos, mais dois do que a Guiné-Bissau, também já apurada.

ARTUR ALMEIDA E SILVA ESTÁ CONFIANTE NA VITÓRIA
O presidente da Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida e Silva, mostrou-se confiante na vitória dos Palancas Negras no jogo decisivo diante do Madagáscar, esta quinta-feira no Estádio Tundavala, referente à sexta e última jornada do Grupo E, qualificativo para o CAN 2023.

O “número um” da FAF espera que a ansiedade não reine tanto no seio do conjunto às ordens do seleccionador Pedro Gonçalves, pois a missão é única: vencer.

“Há um controlo absoluto da ansiedade, porque temos transmitido aos atletas o máximo de serenidade possível”, frisou Artur Almeida e Silva em declarações à imprensa.

O ambiente encontrado na cidade do Lubango, aliado ao entusiasmo desportivo reinante no seio do grupo, são factores que deixam Artur Almeida bastante confiante na qualificação.

Reforçou que a Federação Angolana de Futebol tem a logística criada para o efeito. Por isso, o dirigente agradeceu, mais uma vez, ao governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi Dala, pelo apoio que tem dedicado à Federação Angolana de Futebol (FAF) e em especial à selecção nacional de futebol de Honras.

Enalteceu igualmente o tributo que tem sido manifestado pela população da Huíla. “A imprensa também tem sido simpática e bastante acolhedora com a nossa presença aqui (no Lubango). Por isso, muito obrigado a todos!”, reconheceu.

Angola só depende de si para assegurar um lugar na fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, que terá lugar entre Janeiro e Fevereiro de 2024, na Costa do Marfim.

A equipa feminina do Costa do Sol perdeu, esta quarta-feira, diante do Double Action Ladies do Botswana, por duas bolas sem resposta, em partida das meias-finais do torneio regional do Cosafa que apura os representantes da região para a Liga dos Campeões africanos.

As “canarinhas” entraram, praticamente, a perder no jogo, graças a um golo apontado por Ontlametse, logo aos sete minutos, a aproveitar o nervosismo que ainda tomava conta das jogadoras moçambicanas.

Com muito tempo ainda por se jogar, a turma moçambicana correu atrás do prejuízo, chegou a encurralar a sua adversária na zona mais recuada, principalmente na segunda parte, onde o Costa do Sol esteve muito melhor e a merecer, inclusive, o empate.

Mas com a equipa a balançar para o ataque à procura do golo que desse o empate, para depois procurar a reviravolta, veio a machadada final para lá dos 90 minutos. Novamente Ontlametse, aos 90+4, deitou balde de água fria nas moçambicanas e fez esfumarem-se as esperanças do alcance de um lugar na final da competição e, consequentemente, um lugar na Liga dos Campeões.

Cai de pé a turma moçambicana, que em quatro jogos disputados venceu dois e perdeu igual número, tendo apontado quatro golos e sofrido o dobro, oito.

Às “canarinhas” resta agora lutar pela consolação, esta sexta-feira, em jogo de atribuição do terceiro lugar da prova que qualifica os finalistas à Liga dos Campeões africanos.

 

 

“CANARINHAS” COLOCAM DUAS JOGADORAS NO “ONZE” DA FASE DE GRUPOS

A equipa sénior feminina do Costa do Sol, que disputa a fase de apuramento à Liga dos Campeões Africanos pela região austral de África, nomeadamente no torneio regional do Cosafa, colocou duas jogadoras na equipa base da fase de grupos que terminou na passada segunda-feira.

Trata-se da central Rosa António Manque e da ponta-de-lança Neide Jorge Maconho, respectivamente, que se destacaram do lado da equipa moçambicana nesta prova, juntando-se aos atletas do Mamelodi Sundowns, Green Buffalos e Double Actions Ladies.

As sul-africanas do Mamelodi Sundowns colocam no “onze” base da fase de grupos quatro jogadoras, nomeadamente a guarda-redes Andile Dlamini, as médias ofensivas Chuene Morifi e Lelona Daweti e a ponta-de-lança Andisiwe Mgcoyi, que faz dupla com a moçambicana Neide Maconho.

As twanas do Double Action Ladies contam com três atletas na equipa base da fase de grupos, nomeadamente a média defensiva Obenetsi Rathori e outras duas ofensivas Oteng Bonang e Lesego Radiakanyo.

Tal como a turma feminina do Costa do Sol, as zambianas do Green Buffalos tem duas atletas, ambas defesas, nomeadamente Leshomo Mweemba e Simangele Sikhondze.

Entretanto há que destacar a ausência, nesta equipa base, de uma das melhores marcadoras da prova, a sul-africana Lelona Daweti, do Sundowns, bem como o facto da melhor marcadora das “canarinhas”, Albertina Pondja, com dois golos, também não fazer parte desta equipa base.

Recorde-se que o Costa do Sol terminou a fase de grupos na segunda posição do grupo B do Cosafa que qualifica à Liga dos Campeões femininos, com seis pontos, atrás do Mamelodi Sundowns, que venceu o grupo com nove pontos. As “canarinhas” venceram Young Buffaloes e Olympic de Moroni, tendo perdido apenas com as sul-africanas.

A fase de qualificação à Liga dos Campeões africanos em femininos, ao nível da região austral, decorre desde o passado dia 30 de Agosto, na cidade sul-africana de Durban, devendo terminar esta sexta-feira, 8 de Setembro do ano corrente.

Referir que o vencedor e o finalista vencido desta prova serão os representantes da região da África Austral na terceira edição desta prova, cuja fase final terá lugar de 5 a 19 de Novembro, na Costa do Marfim.

O Mamelodi Sundowns Ladies da África do Sul conquistou a primeira edição da Liga dos Campeões Africanos de femininos, ao vencer na final, disputada em 2021,  no Cairo,  o Hasaacas Ladies FC do Gana, por 2-0, sendo que Green Buffaloes é o actual detentor do título do Cosafa femininos.

A cidade de Nampula foi palco, de 29 de Agosto a 3 de Setembro, da fase de apuramento da zona norte para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Foram, feitas as contas, seis formações que deram corpo ao certame, nomeadamente  Ferroviário de Nampula, Academia New Vision de Nampula, Núcleo Desportivo de Expansão de Cabo Delgado, Niassa Basquetebol Team de Lichinga, Associação Desportiva Mucopelinhas de Nacala e Academia New Vision de Pemba.  Ao cabo de cinco jornadas, o Ferroviário de Nampula terminou a prova invicto, vencendo, desta forma, a fase de apuramento da zona norte com dez pontos.

A  prova, organizada pela Liga Moçambicana de Basquetebol, contou com a colaboração da Associação Provincial de Basquetebol de Nampula (APBN), organismo dirigido por Albino Dimene, e outros parceiros. 

Na hora do balanço, Albino Dimente frisou que “fazemos uma avaliação positiva dado que os objectivos traçados foram alcançados em todos os aspectos, tendo o Ferroviário de Nampula se mantido cabeça-de-série.”   Para Albino Dimene, “a Associação Provincial de Basquetebol de Nampula cumpriu a sua missão com zelo e dedicação.”

Num cenário em que as agremiações desportivas enfrentam problemas financeiros para viabilizar actividades, a Associação Provincial de Basquetebol da Cidade de Maputo arregaçou as mangas para que a fase de apuramento da zona norte acontecesse sem sobressaltos. “Devo dizer que, para que a prova decorreu sem sobressaltos, tivemos que nos aproximar ao empresariado local e amantes da bola ao cesto e simplesmente as coisas aconteceram”, observou o presidente da Associação Provincial de Basquetebol de Nampula.

Em termos competitivos, garante Albino Dimene, a competição merece destaque porquanto houve entrega por parte das equipas que proporcionaram um bom espectáculo. “Damos nota 20 para a prova. A prova elevou os níveis de todos os envolvidos. Estamos todos de parabéns pelo sucesso que a prova foi.”

A cidade de Nampula voltará a sediar, entre os dias  3 a 8 de Outubro próximo, a série “A” da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, certame que vai contar com a participação do Ferroviário de Nampula, Costa do Sol,  Sporting de Quelimane, Academia New Vision de Nampula, A Politécnica  e Clube Desportivo Municipal da Beira. 

“Para a fase que se segue, os objectivos mantêm-se em relação ao representante da província e vai um recado para que eles se reforcem nas posições em que tiveram algumas dificuldades.”

A série “B” estará sediada na cidade da Beira, onde se vão bater as formações do Ferroviário da Beira, Ferroviário de Maputo, Maxaquene, Academia New Vision de Pemba, Academia de Basquetebol de Sofala e Núcleo Desportivo de Expansão de Pemba.

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