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O País – A verdade como notícia

Por temer uma nova paragem de actividades por parte dos transportadores, tal como aconteceu há cerca de uma semana, quando estavam agastados com o Município, pelo facto de este estar a demorar aprovar novas tarifas, cujas propostas já se encontram na Assembleia Municipal da Beira, a direcção da Associação dos Transportadores, no Chiveve, decidiu reunir-se com os seus associados, com vista a sensibilizá-los a continuar com o transporte de pessoas e bens normalmente, até à introdução dos novos preços.

Sabe-se, pois, que o incremento da tarifa poderá ser de quatro ou cinco Meticais em cada rota, que são duas propostas depositadas no Município, sendo a primeira da edilidade e a segunda dos transportadores.

“Com este encontro, pretendíamos fazer um balanço das nossas actividades, particularmente em torno da paralisação registada semana passada. Pretendíamos, junto dos nossos associados, encontrar as melhores plataformas para continuarmos a desenvolver as nossas actividades normalmente, sobretudo para não optarem por encurtamento, desvio de rota e especulações de tarifas”, disse Américo Massicuane, presidente da Associação dos Transportadores da Beira.

O presidente da Associação dos Transportadores da Beira reconhece que poderá encontrar resistência nalguns transportadores, pelo que explica: “Eles têm estado a acatar os apelos, mas, infelizmente, há cobradores e motoristas indisciplinados e a solução é os proprietários ‘chapas’, a edilidade, a associação e os próprios utentes fiscalizarem o transporte para o bem de todos”.

Refira-se que a Assembleia Municipal da Beira estará reunida nos próximos dias 15 e 16 deste mês em sessão ordinária e um dos pontos da agenda será o debate das novas tarifas na Beira que não são actualizadas há quatro anos, apesar da subida constante dos preços de combustíveis e dos custos de manutenção.

A activista social, Alice Mabota, entende que não há perseguição de ceitas religiosas no país, apesar de o Governo, em alguns momentos, não conseguir distinguir terroristas dos religiosos. Mabota reagia assim ao relatório dos EUA sobre liberdade religiosa em Moçambique que aponta algumas fragilidades.

No entender da activista social, o Governo pode estar a mostrar que está “atrapalhado” ao perseguir qualquer pessoa que vê, porque “não sabe quem é quem”, referindo-se aos terroristas.

Entretanto, Mabota considera que alguns terroristas têm usado a capa da religião islâmica para cometer atrocidades, por isso questiona: “E a própria religião, onde é que se esquiva, para dizer ‘o governo está a nos perseguir’?”

Mabota procura entender ainda a fiabilidade das informações que constam do relatório dos EUA e argumenta: “quem escreveu esse relatório ouviu alguém que foi confundido com insurgentes, enquanto, na verdade, era religioso”.

Trata-se de um problema que, segundo explica, tem a ver com os métodos de investigação das autoridades moçambicanas. Aliás, a fonte afirma que o serviço de inteligência perdeu credibilidade.

“Não é dizer que estou a distanciar-me e ficar por aí. É fazer algo que demonstre que está distante. Contudo, estamos a debater, mas e os próprios muçulmanos? Quando é que houve um debate muito grande a dizerem ‘estamos a ser confundidos, vamos pôr os pontos nos ii’?”, perguntou.

Mabota diz que se os insurgentes fossem pessoas com ideologia islâmica, fariam o bem às populações, teriam tomado Cabo Delgado e governado sem resistência, já que a população está abandonada e vive sem serviços básicos.

Um incêndio destruiu, parcialmente, um armazém de venda de produtos agrícolas, esta Terça-feira, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Salvação Pública desconhece as causas da ocorrência.

Eram cerca de uma hora da madrugada, quando Jorge Matimbe, agente de segurança privada que estava em serviço no momento da ocorrência, se apercebeu de um curto-circuito nas instalações daquele estabelecimento de venda de produtos agrícolas.

Para evitar que o pior acontecesse, recorreu, com a ajuda dos seus colegas, a um extintor para debelar o fogo.

 “Quando houve o curto-circuito, usou-se um extintor, como uma forma primária de combater o incêndio. Quando nos apercebemos de que não estava a dar certo, accionámos a equipa de bombeiros ”, explicou Jorge Matimbe, tendo revelado que, com a chegada tardia do corpo de salvação pública, não foi possível recuperar quase nada.

“A intervenção dos bombeiros não foi tão agradável. Eles só chegaram uma hora depois, razão pela qual o fogo se alastrou e queimou, inclusive, todos os computadores da Casa do Agricultor ”, justificou o agente de segurança privada.

Sem causar vítimas mortais nem feridos, o incêndio provocou danos materiais avultados, avaliados em mais de 60 milhões de Meticais, conforme fez saber o director-geral do armazém de venda de produtos agrícolas, Rolando Gemo, que acrescentou que, para além da chegada tardia dos bombeiros, o corpo de salvação pública não tinha água, pelo que não foi possível evitar a destruição do armazém.

“Nós perdemos equipamento, insumos agrícolas, rações, medicamentos veterinários, entre outros bens. Os bombeiros chegaram por volta das três horas da madrugada, e isso foi uma hora mais tarde depois de solicitarmos. O primeiro camião que chegou não tinha água, o que a tinha era só o segundo. Todavia, mesmo assim, há chamas nalguns lugares, mas eles disseram que isso não é motivo de preocupação”, queixou-se Rolando Gemo.

Por sua vez, o Serviço Nacional de Salvação Pública tem outra versão sobre o mesmo problema.

“Isto não corresponde à verdade. Os bombeiros chegaram ao local cinco minutos depois. Não havia viatura alguma que ficou sem água, até porque voltamos com água”, explicou Francisco Candine, comandante do Serviço Nacional de Salvação Pública, na Cidade de Maputo.

Até à chegada da equipa do “O país” no local, pouco depois das 08h00, os funcionários ainda tentavam apagar o fogo.

A diarreia e a disenteria mataram 38 pessoas no país, só no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados do Ministério da Saúde, as províncias da Zambézia, Sofala, Nampula e Niassa são as mais críticas.

A informação foi publicada esta terça-feira, pela chefe do Departamento de Saúde Ambiental, no Ministério da Saúde, Ana Thuzine, que falava no âmbito das celebrações do dia mundial de alimentos seguros, uma data que visa apelar às pessoas para o consumo de produtos alimentares e água em condições dignas.

Segundo a fonte, as instituições de saúde continuam a registar dados preocupantes de casos de doenças de origem hídrica, com principal destaque para a diarreia, cólera e disenteria, que tiveram uma ligeira subida no número de óbitos.

“Em relação à diarreia, nós tivemos cerca de 162 mil casos, no primeiro trimestre de 2021, não tendo havido uma grande alteração em 2022. Em relação à cólera, tivemos, no mesmo período, cerca de 4360 casos de cólera e zero casos em 2022”, disse Ana Thuzine.

Dados a que tivemos acesso indicam que, no primeiro trimestre de 2021, o país registou 162 942 casos de diarreia, contra 162 694 em 2022, uma descida de 248 casos. Sobre a disenteria, um outro problema causado pela ingestão de alimentos contaminados, ano passado, foram registados 26 965 casos, contra 26 449 em 2022, uma descida de 516 casos.

Sobre a Cólera, que durante anos foi causa de muitos óbitos, ano transacto, registou 4362, o que provocou 17 óbitos, contra zero caso em 2022.

Os dados avançam, ainda, que a diarreia e a disenteria, apesar da redução dos casos, mataram tanto em 2021, assim como em 2022: diarreia com 37 casos, ano passado, contra 30 em 2022, e disenteria com 1, ano passado, contra 8 neste ano.

Segundo o MISAU, a ocorrência de doenças transmitidas por água e alimentos é um grave problema em saúde pública, devido ao seu impacto negativo e significativo na sociedade, uma vez que contribui para as faltas à escola e ao trabalho, reduzindo, assim, a produtividade.

As zonas Centro e Norte do país são as que registaram mais casos de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados, por influência da falta de higiene e inundações urbanas, o que constitui uma grande preocupação para o sector da saúde.

“As províncias com maior incidência são: Zambézia, Sofala, Nampula e Niassa. Como sabemos, choveu muito e, muitos pontos do país têm a situação de saneamento não muito adequadas, por isso apelamos para que haja intervenção para o melhoramento das condições dos locais em que os alimentos são comercializados, da forma como os produtos são transportados e até da forma como o produto é conservado no destino final”.

A nossa fonte diz que o mais importante é que se garanta a higiene, tanto do meio, bem como dos alimentos, pois, no caso das doenças hídricas, a boca é o principal caminho para a contaminação.

O chefe do Departamento de Saúde Ambiental apelou, ainda, para o envolvimento de vários sectores da sociedade, principalmente num dia em que se deve refletir em torno da segurança alimentar.

O Dia de Mundial de Alimentos Seguros foi instituído, em 2018, pela Organização Mundial da Saúde e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com o objectivo de sublinhar a importância da segurança dos alimentos e a necessidade de que todos tenham acesso equitativo a alimentos seguros, nutritivos e em quantidade suficiente.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura fria a fresca em quase todo o país, com máximas entre 19  e 29 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento em algumas capitais provinciais.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 27, 24, 24 e 26 e mínimas de 14, 19, 20 e 13_, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 25,21, 26 e 24 e mínimas de 17, 7, 17 e 12 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 26, 29 e 19 e mínimas de 15, 16 e 9 graus, respectivamente.

Um grupo de terroristas atacou, domingo, 5 de Março, a aldeia de Nanduli, no distrito de Ancuabe, a 100 Km da província de Cabo Delgado, incendiando casas e pilhando bens da população local e outras circunvizinhas.

Estes ataques, perpetrados a 30 Km do entroncamento entre a EN1 e EN380 (conhecido como “Silva Macua”), não só criaram pânico entre os populares como também forçaram as comunidades a pernoitarem nas matas.

Houve registo de movimentação da população que saiu em debanda da aldeia partiu em busca de abrigo e segurança na sede do distrito.

O facto foi confirmado, hoje, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que falava à margem de uma reunião virtual entre a Frelimo e o secretário-geral do partido comunista de Vietnam

Filipe Nyusi começou por dizer que o terrorismo não termina, acrescentando ainda que os terroristas atacaram uma aldeia perto de Ancuabe, província de Cabo Delgado, com o objectivo de assaltar comida.

“Por vezes, pensamos que terminou, mas o terrorismo não termina. Mesmo aqui há sinais. Sentimos alguma movimentação nesta mesma semana. Ainda ontem atacaram uma aldeia perto de Ancuabe, chamada Nhanduli. Esse ataque foi porque eles se movimentaram e as nossas forças controlaram. As pessoas saíram em debandada, mesmo assim, foi-lhes explicado que eram movimentos das Forças de Defesa e Segurança. Mais tarde, eles apareceram. Tem estado a fazer esses ataques, por vezes, à procura de comida”, explicou o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Os dados indicam que, de 2017 a 2022, os terroristas mataram mais de duas mil pessoas no Norte de Moçambique, e até aqui, acima de 850 pessoas já ficaram deslocadas por causa da insurgência e a situação ainda está longe do fim. Houve, no domingo, mais um ataque, próximo à vila de Ancuabe, a cerca de 100 km de Pemba.

Para controlar a situação, Filipe Nyusi diz que o país precisa de melhorar a sua capacidade operativa. Para já, a prioridade é a reconstrução das zonas já recuperadas, que, há alguns meses, estavam nas mãos dos terroristas.

“O Governo aprovou um plano de reconstrução daquelas zonas que foram recuperadas na província de Cabo Delgado. Estamos a desenvolver um programa de reconstrução, porque há um regresso tímido das populações, apesar de continuarmos a dizer que precisamos de consolidar a segurança na região e, depois, para haver um regresso mais sustentável”, disse o Chefe de Estado.

AGITAÇÃO EM ANCUABE

A presença de um contingente das Forças de Defesa e Segurança, na zona de Gihote, que se deslocou para este ponto com claras indicações de repelir qualquer tentativa de ataque, criou alguma agitação no seio da população. Precisou-se de uma explicação por parte das autoridades para que a população se acalmasse.

Há relatos de algum medo por parte de populares da aldeia de Nhamomani que receiam ataques terroristas, depois de terem sido avistados homens armados naquela zona. Neste momento, questiona-se se os terroristas não terão ajustado a sua forma de actuação face à presença da Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM)

Desde Julho do ano passado, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a SADC, permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde Agosto de 2020.

Crianças vulneráveis estão a receber aulas de apoio para leitura no âmbito do projecto Esperança, apadrinhado pelo NedBank Moçambique, no distrito de Marracuene, Província de Maputo.

Crianças órfãs e outras que não dispõem de recurso para sobreviver devido à pobreza beneficiam-se de um programa que pretende melhorar o seu nível de leitura e aprendizagem. A iniciativa é levada a cabo pelo projecto Centro de Esperança e apadrinhado pelo NedBank Moçambique, no distrito de Marracuene, Província de Maputo.

Alberto Vilanculos, estudante universitário beneficiário da iniciativa desde os seus oito anos de idade, é um exemplo de que, com o envolvimento da sociedade e do empresariado, as pessoas podem formar-se e fazer a diferença.

“Recebi o apoio do centro que me facilitou no pagamento de mensalidades e transporte. Não tenho condições para pagar o nível superior. Devo destacar que o centro me apoiou desde o ensino primário”, afirmou.

Por sua vez, Olívia Tamele, fundadora do projecto, fala do surgimento da iniciativa e dos passos que tem dado no processo de apoio a pessoas desfavorecidas. “Comecei o projecto com quatro crianças que, na altura, acabam de perder os seus parentes vítimas de HIV/SIDA. Temos estado a trabalhar com o objectivo de assegurar que pessoas sem condições possam dar continuidade aos seus estudos”, realçou.

A representante do NedBank Moçambique, Elsa Graça, destaca a importância do apoio às crianças para desenvolver a leitura. “Todos os sábados, temos um grupo de leitura, porque percebemos as dificuldades das crianças e apoiamo-las na componente académica.”

O Projecto Esperança é constituído por três centros de apoio, dois em Marracuene e um na cidade da Beira.

A erosão de solos ameaça fazer desaparecer do mapa a maior baía da África e a terceira maior do Mundo, a cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado.

O problema é antigo, mas, nos últimos anos, a situação agravou-se devido à ocupação desordenada das zonas naturais de protecção ambiental, especialmente na margem costeira.

“Pemba corre sérios riscos de desaparecer por ser uma cidade vulnerável à erosão, e a situação está a agravar-se, porque as pessoas estão a remover dunas de areia nas praias e quase toda vegetação nativa das encostas da cidade para erguer infra-estruturas; algumas até já foram arrastadas pelas ondas do mar e água da chuva”, alertou Joyce Amilicola, uma das ambientalistas preocupadas com o futuro da baía.

A ocupação das zonas de protecção ambiental começou na praia do Wimbe, onde foram erguidas várias infra-estruturas, na sua maioria hotéis, restaurantes e casas para férias, mas a maior onda de invasão foi registada depois da independência de Moçambique e, hoje, quase toda linha costeira da baía de Pemba está ocupada.

“Apesar dos nossos apelos, continuamos a ver infra-estruturas a serem erguidas nas zonas de protecção, especialmente ao longo das praias. Primeiro, construíram o calçadão da Baía, que depois uma parte foi destruída porque era um projecto que punha em perigo a protecção contra ondas do mar. Depois, construíram outra infra-estrutura na marginal, a praça do Metical. Estão sempre a ignorar os nossos apelos”, lamentou Mário Parina, outro ambientalista preocupado com a situação.

Além de colocar em risco a protecção ambiental da baía, os ambientalistas consideram um desperdício a construção de infra-estruturas que vão ter pouca durabilidade.

“Pensamos que está a ser gasto muito dinheiro em vão, porque, depois de vermos algumas infra-estruturas da época colonial construídas nas zonas de protecção a serem arrastadas pela água do mar e da chuva, não temos dúvidas de que quase todas essas outras, que estão a ser erguidas, também não vão resistir”, disse Luciano José, ambientalista.

“O País” contactou o Município de Pemba, dono do calçadão da Baía e da Praça do Metical, últimas grandes infra-estruturas erguidas ao longo da marginal da cidade de Pemba, para saber das razões que levaram a ocupar uma zona de protecção parcial, mas não obteve resposta.

O mesmo aconteceu com a Direcção Provincial do Ambiente, Agência de Controlo de Qualidade Ambiental (AQUA), incluindo a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, que devia agir por serem considerados crimes ambientais, mas também não se mostraram disponíveis a responder à preocupação dos ambientalistas da província de Cabo Delgado, que prevêem consequências graves no futuro, caso medidas oportunas e urgentes não forem tomadas para inverter o actual cenário que põe em causa a maior baía de África.

A venda ilegal de fármacos do Sistema Nacional de Saúde é uma realidade nos mercados informais da capital provincial de Tete. Os referidos medicamentos são comercializados à margem da lei e sob olhar impávido das autoridades.

Indivíduos sem conhecimentos técnicos de saúde colocam, com a sua acção criminosa, em perigo a vida das pessoas. Para estancar a venda ilegal de fármacos, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) realizou, na última sexta-feira, uma operação em locais onde a venda ilegal de fármacos ocorre e o resultado desta acção foi a detenção de três indivíduos e apreensão de quantidades diversas de medicamentos. Os indiciados desta prática no mercado informal negam seu envolvimento no crime e alegam estar detidos injustamente.

“Eu estava na banca do meu amigo e vinha comprar alguma coisa para comer, mas, quando cheguei ao local, a Polícia estava a fazer o seu trabalho e os agentes pediram-me para os acompanhar. Não sei por que estou detido”, disse um dos indiciados.

Outro indiciado alega ser apenas vendedor de chinelos no mercado Kwachena e não propiamente de fármacos. “A Polícia confundiu-me com indivíduos que vendem medicamentos quando saía de um alfaiate no mercado. Mas eu sou apenas um vendedor ambulante de chinelos e estou a ser acusado injustamente”, negou a prática do crime.

Um dos detidos que assumiu seu envolvimento de venda ilegal de medicamentos nos mercados informais esclareceu ter adquirido os fármacos numa das farmácias privadas, no centro da cidade de Tete.

“Eu compro estes medicamentos nas farmácias Goving e Aziaty, no centro da cidade Tete”, refere um dos indiciados também a contas com as autoridades.

A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete, Celina Roque, diz que os fármacos foram apreendidos em plena luz do dia nos mercados Kwachena, Cambinde e Canongola na última sexta-feira.

A fonte refere, ainda, que maior parte dos fármacos apreendidos já se encontra fora de prazo. Por isso, apela à população para não seguir por vias ilegais para compra de medicamentos, facto que pode ser prejudicial à saúde pública.

“Eles efectuavam a venda nos três maiores mercados informais da cidade de Tete, nomeadamente Kwachena, Cambinde e Canongola. Maior parte dos medicamentos já está fora de validade e, por isso, apelamos às comunidades para não enveredarem por esta via para comprar medicamentos”, alertou.

Celina Roque esclareceu ainda que foi aberto um processo-crime contra os indiciados, pelo que deverão responder pelos seus actos na barra da justiça.

Refira-se que a venda ilegal de fármacos em Tete acontece numa altura em que se regista a falta de medicamentos nas farmácias das unidades sanitárias públicas.

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