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O País – A verdade como notícia

O aluno que agrediu fisicamente o colega no Colégio Privado da Matola acabou por ser expulso, depois de ter sido suspenso por três semanas. O estudante frequentava a décima primeira classe.

A Direcção Provincial de Educação disse ter sido apanhada de surpresa com a decisão.

“Tomamos conhecimento desta expulsão com bastante espanto e admiração, porque estivemos a trabalhar junto com a escola, conforme anunciámos anteriormente. O relatório desse trabalho foi submetido a instâncias superiores para o devido despacho.

Contudo recebemos este documento, que aponta para expulsão do aluno”, disse o porta-voz daquele órgão na Província de Maputo, José Luís.

José Luís afirmou, ainda, que a instituição vai aproximar-se à escola para compreender o motivo da decisão. “Devemos reiterar que esta expulsão foi tomada unilateralmente pela escola e, obviamente, invoca o regulamento interno, contudo vamos chegar à escola para perceber o que motivou a tomada dessa decisão de forma unilateral”.

Entretanto, o colégio privado da Matola, apesar de ter emitido este comunicado, não quis prestar declarações para fornecer mais detalhes sobre o

assunto.

 

Os transportadores inter-distritais da rota Maputo-Magude paralisaram, na manhã desta sexta-feira, as actividades. Alegam que as tarifas praticadas não satisfazem às necessidades. Os transportadores exigem o aumento de 80 meticais na actual tarifa.

O cenário que se via era de dezenas de viaturas parqueadas, operadores de transporte sentados à deriva e passageiros sendo “mandados de volta”, no terminal Rodoviário Interprovincial da Junta, na cidade de Maputo.

Os transportadores da rota Xipamanine – Magude decidiram parquear as suas viaturas, por considerar insustentável a actual tarifa cobrada, tendo em conta os custos operacionais e preço do combustível, uma vez que este grupo não é abrangido pelo subsídio dado pelo Governo.

Fernando Nhabinde, um dos fiscais alocado a esta rota, explica que a decisão visa pressionar as entidades de direito a olhar, com mais celeridade a situação da tarifa, porque houve actualização para outros casos, mas o mesmo não acontece para esta rota.

“Os carros que vão a Magude não conseguem ir e vir com o actual custo de vida, principalmente com os preços dos combustíveis. Nós não estamos em greve. Apenas estamos sem combustível para tirar os carros do parque”, disse.

Os transportadores questionam o porquê da não aprovação de uma nova tarifa para a sua rota. A sua proposta, conforme mostra em documento, é fazer avançar uma subida de 200 para 280 meticais.

“Porque é que Magude, que tem a mesma quilometragem que Macia, não pode beneficiar deste reajuste, aliás, o reajuste já está lá. Porque é que quando Magude tenta aplicar a tarifa aprovada levanta-se poeira”, questionou Santos Venâncio, um dos operadores de transporte interdistrital.

Venâncio fala de tarifas agravadas para locais como Ressano Garcia, Namaacha, Xai-xai, entre outros e questionou o porquê de se excluir esta rota.

Como consequência desta paralisação, inúmeros passageiros viram os seus planos desfeitos. Alguns queriam voltar para os seus locais de origem, outros iam a Magude por missão de serviço, mas foi impossível, até para buscar alternativas.

“Agora é só voltar a casa, porque está tudo estragado. Até tentei apanhar transportes que vão a Gaza, para descer no cruzamento de chinavane, mas disseram que não valia a pena, porque toda a rota de chinavane não está a circular”, contou Darcio Timane.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários, FEMATRO, diz que foi pega de surpresa com a informação desta paralisação, mas já reuniu com os transportadores.

“Enquanto decorria a nossa reunião, decorria outra, no distrito de Magude, com o Administrador do distrito, onde ele teria garantido os colegas que vai entrar em contacto com outros administradores, para ver se, mais rápido possível se encontre uma decisão e se aprove o reajuste da tarifa”, esclareceu o presidente da FEMATRO, Castigo Nhamane.

Contudo, os transportadores avisam que vão manter as viaturas parqueadas, enquanto não for aprovada a nova tarifa.

O Governo quer que o sector privado de Gaza crie fábricas de agro-processamento para que o arroz produzido na província tenha mercado. Por sua vez, os empresários pedem que o Estado pague a dívida com as empresas para evitar sua falência.

Os empresários de Gaza estiveram, esta quinta-feira, num frente-a-frente com o Primeiro-ministro, a quem colocaram várias preocupações da classe. O destaque vai para a falta de mercado para a venda de arroz.

O Ministério da Economia e Finanças garantiu, ainda, que está a estudar formas para que as vendas nas plataformas digitais passem a pagar impostos.

Subiu de seis para sete o número de mortos em consequência do acidente de viação que ocorreu ontem no distrito da Manhiça, Província de Maputo.

Mais uma pessoa não resistiu aos ferimentos, após sobreviver ao acidente de viação desta quinta-feira, na Manhiça, e morreu no Hospital Central de Maputo.

Dos sobreviventes, socorridos da Manhiça para Hospital Central de Maputo, seis continuam internados, dois dos quais em estado grave.

O acidente desta quinta-feira na localidade 3 de Fevereiro, na Manhiça, envolveu três viaturas, um das quais de transporte passageiros.

 

Um grupo de 23 organizações não-governamentais (ONG) internacionais alertou, hoje, para o risco de se “esquecer” a crise humanitária provocada pela violência armada na província de Cabo Delgado, escreve a DW.

“Existe um risco muito real de que, com a crise agora no seu quinto ano, Cabo Delgado saia completamente do radar internacional”, referiram as ONG em comunicado.

Na nota, os subscritores lamentam o défice de orçamento para a assistência aos deslocados de guerra naquela província.

“A resposta humanitária em Cabo Delgado está seriamente subfinanciada. Não estamos a receber financiamento suficiente para responder à crise humanitária”, referem as organizações, que incluem a Save The Children e a Plan International.

Segundo o grupo, a assistência humanitária a Cabo Delgado é “muitas vezes” interrompida, devido à falta de fundos ou de recursos, limitando-se apenas a “intervenções pontuais”.

“É decepcionante para nós, como organizações humanitárias, ter de interromper os nossos esforços de atender às necessidades das populações afectadas e testemunhar o facto de as suas necessidades básicas não serem atendidas nem satisfeitas”, lamentaram, alertando que a situação na província “está em risco de se tornar numa crise esquecida”.

As organizações pediram ainda maior flexibilidade na emissão de vistos humanitários para permitir o acesso a especialistas das áreas temáticas da resposta a Cabo Delgado, visando “melhorar a qualidade” da assistência.

O grupo sugere que Moçambique aproveite o facto de ser membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para “chamar a atenção dos doadores e da comunidade internacional para financiar a resposta humanitária em Cabo Delgado”.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas está a ser aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.

Desde Julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.

O Município de Maputo só vai intervir na lixeira de Hulene no próximo ano. A informação consta do plano de actividades para 2023, que foi, hoje, aprovado pela Assembleia Municipal. As bancadas da Renamo e MDM votaram contra a proposta.

Da lista de actividades para 2023, apresentada à Assembleia Municipal, constam ainda a construção do Galpão 2 do Mercado Grossista do Zimpeto, a construção da estrada de subida de Chamissava ao Centro de Saúde de Incassane, na KaTembe e a elaboração de estudos para o Projecto Executivo e a construção do edifício da Assembleia Municipal.

O documento foi avaliado, porém não reuniu consensos. A Frelimo, bancada com maior representação, votou a favor. A Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) votaram contra e justificaram as suas decisões.

“O documento não apresenta soluções claras para os problemas candentes que afligem os munícipes da Cidade de Maputo, nomeadamente, o crónico problema de transporte público urbano de passageiros, nem sem se apresenta estratégia para resolver o mau funcionamento dos poucos existentes, muito menos para o problema, cíclico de inundações suburbanos, com destaque para os bairros de costa do sol, Magoanine A e B, MAxaquene C e Chamanculo”, disse Elísio Freitas, deputado do MDM.

O MDM diz que esperava ainda ver, na lista, projectos direccionados à juventude, emprego e redução da pobreza, principalmente por ser o último para o presente quinquénio.

A Renamo diz que o documento é vazio e não apresenta perpectivas de mudança. Para o partido, trata-se de mais uma lista de metas que, na prática, não serão realizadas, muito menos alcançadas, no tempo previsto.

Segundo o deputado da Renamo, Pedro Salvador, o instrumento não contempla as actividades planificadas e não realizadas nos últimos três anos da implementação do plano municipal de desenvolvimento 2019-2023.

“A prática tem demonstrado falta de rigor na aplicação do dinheiro orçado para investimentos, e há exemplos de actividades cujo orçamento foi aprovado nesta Assembleia, mas, no concreto, nada tem sido aplicado, para viabilizar projectos que têm impacto na vida dos munícipes”, explicou Salvador.

Já a Frelimo, que votou a favor, diz que este é mais um voto de confiança para a edilidade, tendo em conta “o esforço visível” que tem empreendido para o alcance dos objectivos traçados.

“O plano de actividades que acabamos de aprovar servirá de instrumento orientador para o alcance dos objectivos preconizados na elevação do grau de participação dos munícipes no desenvolvimento cultural e sociocultural”, defendeu Carlos Bembele, deputado da bancada municipal da Frelimo

Para a execução destas actividades, a Edilidade apresentou uma proposta de orçamento de mais de seis mil milhões de Meticais. A proposta foi aprovada, apesar dos votos negativos das bancadas da Renamo e MDM.

Dois camiões com madeira cortada ilegalmente foram apreendidos, hoje, no distrito de Moatize, província de Tete. As autoridades dizem que os documentos usados para transportar o produto também são falsos.

A apreensão da madeira em referência, de espécie chanato, aconteceu há dias num posto de fiscalização no distrito de Moatize.

O produto, equivalente a 84 metros cúbicos, era transportado em dois camiões, de acordo com a Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA).

Além de a madeira ter sido cortada ilegalmente, os documentos na posse dos condutores dos dois camiões são falsos.

“Ostentavam alguns documentos falsos. Em algumas autorizações, constatámos também falsificação de documentos. Há autorizações que são emitidas. Há uma cadeia de indivíduos que ostenta carimbos de todas as instituições. Então, quando passam por lá, vão sendo identificados e aquilo que nós conseguimos identificar, penalizamos”, explicou Alfere Simbe, delegado da AQUA em Tete.

Devido às irregularidades, o proprietário da madeira deve pagar mais de 500 mil Meticais de multa.

Para evitar o contrabando da madeira e de outros recursos naturais, a secretária de Estado em Tete, Elisa Zacarias, exigiu maior fiscalização na província.

“A província de Tete não deve continuar a ser corredor de imigrantes ilegais, contrabando de madeiras, pescas, entre outros crimes. Nesse contexto, somos obrigados a redobrar os nossos esforços de trabalho e ter uma responsabilidade acrescida no controlo da nossa província”, apelou a secretária de Estado em Tete, Elisa Zacarias.

Recorde-se que, no ano passado, mais de 2500 metros cúbicos de madeira foram apreendidos em Tete. O produto foi vendido em hasta pública.

 

HÁ CORTE ILEGAL DE MADEIRA EM ZINAVE

Há tendência de corte ilegal de madeira dentro do Parque Nacional de Zinave, na província de Inhambane.

Em muitos casos, são operadores legais que abandonam as suas áreas de concessão, para ilegalmente tirar recursos florestais dentro da área de conservação.

São 4 mil km2 de área protegida, sendo que, neste espaço, existem espécies animais e florestais bastante apreciadas, mas que, ao abrigo da Lei, não podem ser exploradas.

Entretanto, há operadores florestais licenciados que abandonam as suas áreas de concessão para tirar madeira do Parque Nacional de Zinave.

“Estamos, realmente, a ficar muito preocupados com o movimento de operadores florestais de fora para dentro. Este recurso está a escassear fora das áreas de conservação. Então, a tendência dos operadores é aproximarem-se cada vez mais das áreas de conservação e, sempre que tiverem oportunidade, introduzem-se dentro da área e retiram os recursos”, lamentou António Bacar, administrador do Parque Nacional de Zinave.

Em relação à caça furtiva, segundo o administrador do Parque Nacional de Zinave, o cenário é menos preocupante, uma vez que são as comunidades que procuram animais de pequeno porte para alimentação.

“Não colocam, até este momento, em perigo aquilo que nós temos como espécies icónicas. A caça que nós temos é miúda, portanto são os membros das comunidades que se introduzem dentro da área de conservação a procura de cabritos cinzentos que são espécies de pequeno porte como impalas, porco-bravo, recorrendo o uso de flechas e cães e alguns usam armas de fabrico caseiro”, explicou António Bacar.

Até Junho deste ano, as autoridades do Parque Nacional de Zinave registaram cinco casos de caça furtiva, envolvendo membros das comunidades que abateram espécies de pequeno porte.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou, hoje, na província da Zambézia, a resiliência do Governo e a população, no geral, face às intempéries que assolaram aquele ponto do país este ano, nomeadamente, ciclones, chuvas e ventos fortes.

Apesar de as intempéries afectarem duramente o sector produtivo, o Chefe de Estado moçambicano reconheceu os esforços que todos fizeram para ultrapassar a situação ao arregaçar as mangas e seguir rumo à criação de condições para o bem-estar do povo nesta parcela do país.

Filipe Nyusi falava durante a sessão conjunta, em que estavam os quadros do conselho dos serviços de representação do Estado e o executivo provincial.

Na ocasião, o governador da Zambézia, Pio Matos, fez saber que, em termos de receitas próprias, em “2021, foram arrecadados mais de dez milhões de Meticais. Até ao primeiro semestre deste ano, já foram colectados 5,6 milhões de Meticais, o que corresponde a uma execução de 47,4%, um crescimento de 51,4%”.

O governante disse que, no ano passado, foram “executados 1,5 mil milhões de Meticais de uma dotação de 1,7 mil milhões, o que correspondente a uma execução 86.7%”.

Já em termos de receitas do Estado, a Secretaria de Estado da Zambézia, Judite Mussácula, indicou que, em 2021, a província cresceu em 15,8% ao atingir 2,27 mil milhões de Meticais.

De Janeiro para cá, segundo a secretária de Estado na Zambézia, a província atingiu 1,23 mil milhões de Meticais, o que significa que a província cresceu 5%.

O Presidente da República enalteceu o papel e o esforço do executivo. “Temos a consciência, sendo que saúdo a vossa apresentação e desempenho. Reconhecemos as visitas negativas que tiveram dos ciclones Ana, Batsirai, Gombe, entre outras situações que afectaram sobremaneira o sector produtivo. Temos consciência disso. Estava a ver as culturas agrícolas. Apesar das intempéries já reveladas, a produção foi acima das vossas necessidades de consumo”, disse o mais alto magistrado da nação.

A embarcação que faz a ligação Cidade de Maputo-KaNyaca poderá voltar a circular a partir da próxima semana.

Segundo o edil de Maputo, Eneias Comiche, um grupo de técnicos está a trabalhar no sentido de a embarcação voltar a transportar passageiros.

A interrupção de viagens, desde o dia 01 de Julho passado, visava evitar naufrágio, devido à avaria.

A população de KaNyaka queixa-se de limitações para realizar viagens. Nos períodos de grande procura recorre a lanchas que chegavam a custar até 1.500 meticais.

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