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O País – A verdade como notícia

Pelo menos seis pessoas morreram e sete, das 14 feridas, estão em estado grave, em resultado de um acidente de viação que ocorreu na manhã de hoje, no posto administrativo 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, Província de Maputo.

O acidente do tipo choque ocorreu por volta das 09 horas, próximo à ponte Cuenga, na localidade 3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, quando duas viaturas, que faziam o sentido Maputo–Xinavane, embateram, frontalmente, uma viatura de transporte semi-colectivo de passageiros que fazia o sentido oposto, com destino à África do Sul.

Segundo a Polícia de Trânsito, a visibilidade reduzida naquele local, devido à fumaça causada por queimadas descontroladas, poderá estar na origem do acidente.

“Havia fumaça ao longo da via. Uma das viaturas que fazia a direcção Maputo–Chinavane tentou parar. Durante a tentativa de imobilizar a sua viatura, uma outra que vinha por trás, que é de transporte de mercadorias, não teve paciência e tentou fazer ultrapassagem e embateu no mini-bus que fazia o sentido oposto”, explicou Alberto Matsinhe, agente da Polícia de Trânsito.

Das vítimas do acidente que deram entrada no Hospital Distrital da Manhiça, cinco perderam a vida no local, uma durante a transferência ao Hospital Central de Maputo (HCM), e 11 estão entre feridos graves e ligeiros e encontram-se internados, outras três tiveram alta hospitalar.

Nas unidades sanitárias, os médicos esforçam-se em prestar assistência aos feridos.

“Por volta das 11 horas, tivemos conhecimento da ocorrência deste acidente na zona de 3 de Fevereiro. Recebemos 20 vítimas, das quais seis foram transferidas ao HCM devido à gravidade. Nesta unidade sanitária, estão internados seis que se encontram estáveis”, garantiu Hélio Chiconela, médico do Hospital Distrital da Manhiça.

Henriques Machava é um dos sobreviventes do acidente e seguia viagem no transporte semi-colectivo de passageiros, com destino à África do Sul, local onde trabalha. Ainda no leito hospitalar, contou o que viveu.

“Na zona de 3 de Fevereiro, havia fumaça e a visibilidade era reduzida. A camioneta que vinha de Maputo fez ultrapassagem enquanto a visibilidade era reduzida”, contou Machava.

Ainda não se conhecem as causas reais do acidente, mas a Direcção Provincial dos Transportes e Comunicações na Província de Maputo já se fez ao terreno e disse ser necessário apostar na consciencialização dos condutores e na punição dos que violam as regras de condução.

“Há vários fenómenos que contribuem para a ocorrência dos acidentes, desde as condições da via até mesmo aos fenómenos naturais, mas a principal causa é o factor humano. Todas as forças vivas da sociedade devem continuar a trabalhar e a ser implacáveis nas medidas a adoptar e responsabilizar os envolvidos nos acidentes de viação”, apelou Paulo Cossa, director provincial dos Transportes e Comunicações na Província de Maputo.

Com os sucessivos acidentes de viação no distrito da Manhiça, nos últimos meses, o Hospital Distrital começa a enfrentar problemas de falta de sangue e as autoridades sanitárias apelam aos cidadãos para que doem o líquido vital, para fazer face à procura.

O Parque Nacional do Zinave, no sul de Moçambique, recebeu mais oito rinocerontes no âmbito dos planos de revalorização da área, apoiados pela fundação sul-africana Peace Parks.

Trata-se de animais raros e em vias de extinção, portanto, é extremamente importante reforçar a segurança”, explicou à comunicação social Bernard van Lente, gestor de projectos da fundação Peace Parks, durante a chegada dos animais.

No total, o Parque Nacional do Zinave recebeu 27 rinocerontes nos últimos dois meses, depois de quase 40 anos sem os animais na área, no âmbito da iniciativa apoiada pela Peace Parks, que investiu cerca de 4,6 milhões de dólares (quase cinco milhões de euros) para transportar os animais e reforçar a segurança na área de proteção.

“Nós treinámos 54 homens que estão agora distribuídos pelo parque para reforçarem a segurança e nós solicitámos um helicóptero para reforçar a patrulha, que está no local dia e noite”, frisou Bernard van Lente.

A organização, fundada em 1997, entre outros, pelo então presidente sul-africano Nelson Mandela, defende a reintrodução dos rinocerontes no Zinave como um marco importante na região para proteger a espécie, que tem estado na mira de caçadores.

Segundo dados da entidade, na última década, mais de 8.000 rinocerontes pretos e brancos (mais de um terço de toda a população restante no mundo) foram abatidos por caça furtiva na África Austral.

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique e a Peace Parks associaram-se e iniciaram a recuperação do parque em 2016.

O Parque Nacional do Zinave, localizado na província de Inhambane, sul de Moçambique, tem 408 mil hectares e foi dizimado após a guerra civil moçambicana que durou 16 anos.

O Executivo vai introduzir um sistema de transporte inteligente na região metropolitana do Grande Maputo. O projecto ainda está em estudo e não há datas previstas para a sua implementação.

Depois do sistema de bilhética electrónica, cuja implementação vai permitir o subsídio ao passageiro, o Governo tem, agora, mais uma iniciativa para, através da tecnologia, facilitar a mobilidade. 

Trata-se de um sistema de transporte inteligente, sendo que a sua aplicação estará a cargo da Agência Metropolitana de Maputo.

Já há bilhética, é um passo. Agora, precisa de incorporar a parte da gestão do tráfego e integração de outros métodos de transporte. O que significa que uma pessoa, onde estiver, pode saber qual é o transporte que pode apanhar naquele momento, os horários, tudo isso, incluindo a informação relativa aos congestionamentos”, disse Armando Bembele, administrador da Agência Metropolitana de Maputo.                            

A Coreia do Sul é o parceiro de implementação da ideia e vai usar da sua experiência em cidades com características semelhantes às de Moçambique.

“Nós até visitámos uma cidade com características semelhantes à Cidade de Maputo e eles foram-nos mostrando o que conseguem fazer. E, com isso, até evitam problemas de roubos, porque há envolvimento de pessoas de todos os sectores, Polícia, bombeiro e cada um toma conta do que diz respeito à sua área”, destacou Bembele.

O chefe de delegação sul-coreana, Han Jun Yoo, garante que o projecto será implementado tendo em conta a realidade do país.

Não podemos copiar todo o sistema da Coreia. Temos que procurar uma solução adequada para Moçambique. Primeiramente, nós vamos escolher que tipo de soluções e que tipo de políticas podemos adequar em Moçambique e, depois, vamos procurar uma metodologia para o país.”

Neste momento, a iniciativa está em fase de estudo.

 

 Para David Munongoro, o sistema de recrutamento vigente não prepara o militar para a guerra. O dirigente avança que muitos recrutas são filhos de militares que não estão dispostos a ver seus familiares a lutarem em Cabo Delgado.

É um assunto que já vem sendo debatido em voz baixa no seio da sociedade e das Forças de Defesa e Segurança. A existência de nepotismo na selecção de candidatos está a causar problemas no combate aos terroristas em Cabo Delgado.

“Temos que adoptar uma política de recrutar para fazer a guerra. O que acontece hoje é que recrutamos para que as pessoas tenham emprego. Recruto o meu filho porque não consigo educá-lo, mando-lhe para a tropa ou para a Polícia, mas, quando oiço que ele foi destacado para Cabo Delgado, faço de tudo para o tirar da lista. Imaginemos que todos nós fizéssemos isso, quem irá a Cabo Delgado? questionou David Munongoro, comandante do Comando de Reservistas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Munongoro, que já foi director da Polícia Judiciária Militar por 12 anos, lança maior responsabilidade ao Estado para a motivação das tropas.

“Tem que haver respeito e bom tratamento em relação ao militar. Haver qualidade de alimentação, qualidade no equipamento, boa remuneração. Quando falo da remuneração, não falo apenas do salário, mas também do seguro de vida. Em caso de morte, este deve ter a certeza de que a sua família será cuidada”, defendeu.

David Munongoro foi também vice-comandante do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza.

 

LULUVA CONSIDERA CURRÍCULOS DE FORMAÇÃO MILITAR DESACTUALIZADOS

Os currículos das instituições de formação militar em Moçambique estão desactualizadas. O director dos Serviços Sociais das Forças Armadas, Samuel Luluva, diz que é precisa uma reforma urgente para melhor entender e combater o terrorismo.

“O desempenho das tropas no combate depende essencialmente das circunstâncias concretas no campo de batalha e de um conjunto de factores de natureza técnica e táctica. As acções dos terroristas desenrolam em cenários diferentes que não se encaixam com os currículos formais das nossas instituições de ensino militar hoje. Os currículos não são estáticos. Eles são actualizados em função do contexto actual”, disse.

Face a essa realidade, aconselhou que “precisamos de reorientar os currículos, em função dos desafios que se apresentam na actualidade. E o desafio que temos hoje é o terrorismo. Então, em função dos seus modus operandi, precisamos de garantir formação adequada aos nossos instruendos”, enfatizou Luluva.

O brigadeiro Abel Zicai, que foi chefe do Comando Conjunto em Macomia e viveu de perto o terrorismo, explicou os perigos da falta de actualização do ensino.

“Dou o exemplo de uma posição nossa que foi atacada em Macomia. Fomos para o local do ataque, encontrámos um soldado esquartejado e colocado numa panela. O soldado e o oficial viram aquela situação. O trabalho psicológico deve ser feito desde a base em Munguine. Os instruendos devem ser explicados sobre o comportamento dos terroristas. Esse processo deve ser contínuo e acompanhado pela educação cívico-patriótica. Esses são factos reais. Considero que não há adjectivos, em português, para descrever aqueles indivíduos. Eles fazem coisas irracionais”, lamentou.

Os intervenientes lamentaram, ainda, que o

Foi neutralizado, na província de Maputo, um dos suspeitos do sequestro da estudante da Universidade Católica de Moçambique (UCM), na cidade da Beira. O individuo, apresentado esta quarta-feira, pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal, tem antecedentes criminais e já foi condenado por roubo em Sofala.

Cerca de três meses depois do rapto de uma jovem estudante da Universidade Católica de Moçambique nas proximidades da instituição, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou o primeiro suspeito de envolvimento no caso.

Segundo o porta-voz da instituição, em Sofala, Alfeu Sithoe, a detenção aconteceu, na semana finda, na província de Maputo, no cumprimento de um mandado de busca e captura emitido pelo tribunal Judicial de Sofala.

A autoridade disse haver fortes indícios de que se trata de um cadastrado criminoso e foragido da Polícia, que vem praticando crimes contra a liberdade das pessoas e contra a propriedade. Segundo Sithoe, o telefone do indiciado, ora detido, foi utilizado para o pedido de resgate da rapariga.

“É usuário de um número registado pelo mesmo documento que registou o número que pediu o resgate”, explicou Sithoe.

Contudo, o suspeito, que refuta as acusações, alega que o número foi dado pelo seu cunhado que também é indiciado de rapto pela Polícia.

O indiciado é também implicado de envolvimento em outro caso de rapto, cuja vítima foi um empresário, proprietário da Ferragem Chiveve. O SERNIC diz que “o detido vem sendo citado por Samir Ayoob, detido na Cadeia Central da como sendo um dos participantes desse caso”

O histórico criminal do suposto sequestrador, não termina por aí. Em 2020, foi julgado a revelia pelo crime de roubo agravado.

“Agora vai cumprir a pena pela qual foi condenado juntamente com seus comparsas. Também estamos a tramitar o expediente para aferir até que pontos assas acusações pesam sobre ele e só depois saberemos dizer o que vai acontecer”, disse Sithoe a finalizar.

Recorde-se que o sequestro deu-se na manha de 19 Maio, numa rua próxima a universidade. Na ocasião, quatro indivíduos indivíduos munidos de uma arma de fogo, arrastaram a rapariga para o interior de uma viatura na qual se faziam transportar escapuliram-se em alta velocidade.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo diz que acolhe a preocupação dos munícipes que estão contra os valores estipulados para o Imposto Predial Autárquico (IPRA) e exigem esclarecimentos. Eneas Comiche explica que se estão a encontrar formas de prolongar o prazo de pagamento.

O Conselho Municipal de Maputo reagiu à preocupação da população relativa ao Imposto Predial Autárquico, tendo dito que está a refletir sobre o assunto, chamando, entretanto, os munícipes para a consciência do seu dever para com o Estado.

“Por via da comunicação social, o Conselho Municipal tomou conhecimento de que munícipes do Bairro Zimpeto, Distrito Municipal Kamubukwana, estavam preocupados com os valores que lhes estão a ser cobrados, relativos ao Imposto Predial Autárquico, por os considerarem altos para as suas capacidades”, expôs o edil de Maputo, Eneas Comiche, para depois avançar que “este assunto está a merecer a nossa reflexão, entretanto, gostaríamos de usar esta ocasião para referir alguns aspectos sobre o IPRA.

Comiche diz que é imperioso que as pessoas estejam cientes do seu dever de contribuir, através do pagamento de impostos, à luz da Lei 1/2008, e regulamentado pelos Decretos 63/2008 e 61/2010.

A Edilidade já está a trabalhar desde 2020 nos distritos municipais KaMavota (bairro Costa de Sol), KaMubukwana (bairros Magoanine B, Zimpeto e 25 de Junho) e KaTembe (bairros Chalí e Gwachene). Nesse processo, segundo o Presidente do Conselho Municipal, os agentes responsáveis informam o cálculo do IPRA.

“O imóvel deve ser registado no Cadastro Fiscal do Município a partir do momento em que se tenha tornado possível a normal utilização do prédio para os fins a que se destina. Os proprietários de qualquer título de imóveis urbanos que não se encontram registados no Cadastro Fiscal do Município, por falta de comunicação e declaração do munícipe, incorrem em multa igual ao dobro do IPRA”, explicou.

Reagindo à preocupação dos munícipes, Comiche diz que “O Conselho Municipal tem vindo a interagir com os munícipes, para caso-a-caso, avaliar a capacidade de pagamento dos tributos e, em função disso, acordar planos de pagamento além das duas prestações previstas por lei”.

A edilidade acrescentou, na ocasião, que “o Conselho Municipal não exige a apresentação de DUAT para o pagamento do IPRA, pois a existência de uma edificação não precária no terreno demonstra, de facto, a utilização e aproveitamento da terra”.

Eneas Comiche falava esta quarta-feira (24), durante a abertura da 17ª sessão ordinária da Assembleia Municipal.

O Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) diz que muitos dos praticantes de crimes cibernéticos estão localizados na zona da cadeia da Machava.

O que era especulação agora é confirmado pela autoridade reguladora das comunicações em Moçambique. Sobre a proveniência das mensagens de burla que circulam nas redes de telefonia móvel, o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique já tem uma resposta.

“Através de algumas plataformas de inteligência artificial, conseguimos constatar que os praticantes destes tipos de fraude estão localizados, principalmente, na zona da cadeia da Machava, em Maputo”, confirma Osvaldo Cossa, técnico de informática no INCM.

Cossa aponta o Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, província de Maputo, como fonte principal das mensagens que fazem muitas pessoas caírem nas malhas dos criminosos. O assunto não é novo e reveste-se de várias formas.

Euclides Flávio, munícipe de Nampula, diz que nunca lhe aconteceu, mas conhece uma pessoa próxima, que lida com serviços de moeda electrónica numa das operadoras de telefonia móvel nacionais, que sofreu uma espécie de clonagem de dados, tendo sofrido um prejuízo financeiro considerável.

“Pelo que ela deu a entender, é alguém que já conhece a operacionalização daquilo. Ele já tinha os códigos daquele processo. Foi algo que acabou por lhe criar um desfalque de 26 mil Meticais”.

Os casos mais comuns têm a ver com mensagens de pedido de transferência de dinheiro que, por vezes, chegam de destinatários conhecidos, remetendo, todavia, a transferências para números de terceiros. Nesses casos, para quem sofre esse tipo de burlas, o processo de recuperação do valor perdido ficou mais fácil através da plataforma on-line (fraude-denuncias.pgr.gov.mz), que foi lançada em Fevereiro deste ano para atender a essas reclamações com celeridade.

“Fazendo a denúncia a partir da plataforma, temos a vantagem de já termos incorporadas todas as entidades: a Procuradoria-Geral da República, o SERNIC, os próprios operadores e os bancos. Então, quando alguém denuncia a partir da plataforma, no mesmo instante, a denúncia é visível para todas essas entidades em tempo real, diminuindo o tempo de tratamento da mesma”, assegura Osvaldo Cossa.

De Fevereiro para cá, mais de 2500 denúncias de fraudes dessa natureza foram atendidas na referida plataforma. Contudo o desafio neste sector vai para além da internet, num contexto de terrorismo, onde as telecomunicações são usadas também para fins criminais.

“Há aqui um chamamento para que haja uma solução integrada, porque envolve, não só o regulador; não só os ligados aos serviços de comunicações, mas também outros que são militares e paramilitares”, sublinha Isaías Muanambane, chefe do departamento de Cooperação internacional no INCM.

O Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique garante que, em Outubro, poderá entrar em operação a nova empresa provedora de serviços de internet a satélite, licenciada para o efeito.

Manuel de Araújo, edil de Quelimane, inaugurou, esta terça-feira, uma das principais avenidas da cidade. A via, orçada em pouco mais de dois milhões de Meticais, recebeu o nome de Bonifácio Gruveta, em homenagem ao herói nacional.

A Avenida Marginal de Quelimane – que percorre a orla marítima da cidade e tem cerca de 2,5 quilómetros – foi inaugurada, esta terça-feira, por Manuel de Araujo e passa a ostentar o nome do herói nacional Bonifácio Gruveta Massamba.

O evento contou com munícipes e familiares do homenageado. Na ocasião, Manuel de Araújo explicou o porquê da atribuição do nome. Tendo dito que Gruveta Massamba é uma figura que transcende a mono-partidarização, na medida que lutou pela libertação e independência do povo moçambicano.

De Araújo diz que Gruveta lutou para o bem-estar dos zambezianos na maneira de ser e estar, mas fundamentalmente na identidade cultural. Aliás, diz que o herói nacional sempre se preocupou com o bem-estar do povo moçambicano e da Zambézia, em particular.

De Araújo recordou, aquando da passagem pela Assembleia da República, o quanto Gruveta Massamba, enquanto deputado, procurava aglutinar, independentemente da filiação político-partidária, todos os Zambezianos para pensarem pela província que os viu nascer. Para Manuel de Araújo, Gruveta Massamba era aquele que lutava pelo bem-estar do seu povo, daí a homenagem.

“O general Gruveta Massamba foi o primeiro governador da província da Zambézia no período pós-independência. Este facto ninguém lhe pode retirar, ele foi o primeiro governador da nossa província”, disse Manuel de Araújo.

O filho mais velho de Bonifácio Gruveta Massamba, representando a família, mostrou-se visivelmente emocionado com a homenagem feita ao seu pai. Edmundo Massamba diz que o gesto imortaliza o percurso de um homem que lutou pela pátria, no geral, e província, em particular.

“Nós, os filhos, primos e família, no geral, estamos muito satisfeitos com esta decisão do conselho municipal de Quelimane. Atribuir o nome do meu pai a esta avenida mostra, sem dúvida, o quanto ele soube ser filho desta pátria. Gruveta Massamba é alguém que lutou para o bem de todos nós, sendo, por isso, uma homenagem merecida”, disse Edmundo Gruveta Massamba, filho mais velho do general.

Várias individualidades que estiveram em Quelimane, para participar na festa da cidade, elogiaram a homenagem feita pelo município ao herói nacional.

O prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) aponta para tempo fresco a frio, com temperaturas máximas  a variarem de 20 a 29 graus, e possibilidade de queda de chuvas no Centro e Norte do país.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, na região Norte do país, poderão registar céu pouco nublado, neblinas ou nevoeiros, chuvas fracas e vento a soprar de  sueste a leste fraco a moderado.

Assim, para Nampula, Pemba e Lichinga, prevêem-se máximas de 28, 29 e 20 e mínimas de 17, 20 e 10 graus, respectivamente.

Para as cidades da zona Centro do país – Chimoio, Beira, Tete e Quelimane –, a previsão meteorológica aponta que poderão, igualmente, registar céu pouco nublado a  localmente nublado, neblinas ou nevoeiros e vento de  sueste a leste fraco a moderado.

Em graus Celsius, Chimoio, Beira, Tete e Quelimane apontam para máximas de 24, 26, 29 e 28 e mínimas de 10, 15, 19 e 16, respectivamente.

Já para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, na zona Sul do país, o prognóstico aponta para a ocorrência de céu geralmente pouco nublado, possibilidade de chuviscos e vento a soprar de sueste a nordeste fraco a moderado.

Para as quatro urbes, Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, as máximas previstas são de 27, 25, 26 e 25 e mínimas de 13, 11, 17 e 13  graus Celsius, respectivamente.

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