Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A Polícia ainda não sabe onde foram enterradas vivas duas das 7 pessoas, incluindo, agentes da corporação, em Junho, no distrito da Manhiça. O Serviço Nacional de Investigação (SERNIC) diz já haver nove detidos em conexão com o caso.

Afinal, são nove e não cinco os indivíduos detidos por suspeitas de terem participado do enterro de sete pessoas vivas na Manhiça, Província de Maputo.

Na lista das pessoas mortas, estão quatro agentes da Polícia e um militar. Até aqui, cinco corpos foram exumados e outros dois não foram encontrados.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Província de Maputo, Henriques Mendes, diz que “ainda não foram identificados os locais onde foram enterrados, mas está-se a trabalhar quer com as comunidades locais, quer com os arguidos, até agora detidos”.

Henriques Mendes acrescenta que a corporação quer também identificar mais indivíduos que podem estar envolvidos no crime.

Já o chefe do Posto Administrativo da Maluana, Juvenal Sigauque, confirma a colaboração com a Polícia, mas diz que a população tem medo e, por isso, fecha-se.

“A população afirma que não sabe de nada. As pessoas têm receio de serem acusadas de estar envolvidas no crime. A população marca distância em relação ao sucedido.”

Ainda assim, Juvenal Sigauque insta a comunidade a colaborar com as autoridades para localizar os corpos. Mas, enquanto isso não acontece, o caso continua sem desfecho.

O Conselho Municipal da Matola está a usar cimento para tapar buracos em algumas vias de acesso da urbe. A edilidade reconhece que o material é inapropriado, mas diz não ter dinheiro para colocar asfalto.

“Esta mal, as estradas da Matola não estão em condições, estão esburacadas desde há muito tempo, até o presidente vai cessar as funções enquanto as estradas estão assim”. É a descrição do condutor, Zarito Da Guerra, transportador de passageiros que usa com frequência as vias que apresentam buracos.

O “O País” visitou algumas estradas da urbe, nos bairros da Matola G, Liberdade e Sikwama. Os utentes queixam-se das péssimas condições.

“As viaturas acabam por estragar-se aqui mesmo, depois exigem inspeção, mas é inspeção para quê com buracos assim?” Questionou, o transportador Júlio Bernardo.

Já Marcos Sopaio revela que quem passa por estas vias deve escolher o buraco.

“A via está razoável, os buracos estão mais ou menos, mas é só escolher qual buraco deve bater” lamentou.

O Conselho Municipal da Matola conhece o problema e diz estar a executar um plano que consiste em tapar buracos das estradas.

“Temos estradas maioritariamente asfaltadas e com problemas de buracos. O que nós temos estado a fazer é, com recurso a betão hidráulico (cimento), vamos resolvendo alguns pontos, que seja oportuno ou sustentável” explicou o porta-voz do Conselho Municipal da Matola, Firmino Guambe

O material usado pode resolver o problema a curto prazo mas não é o mais recomendado, daí que requer cuidados especiais.

Aquele material até tapa os buracos mas carece de alguma técnica, primeiro os buracos não estão a ser cortados e facejados, segundo a parte de colagem do material, com o material betuminoso nas pontas, não esta a ser acautelado, terceiro quando se tapa o material de betão de cimento deve esperar pelo menos oito horas para secar e normalmente deve ter uma cura esperada de sete dias para ter uma capacidade de resistência suficiente para suportar o peso” detalhou o engenheiro, Celso Nicols.

O engenheiro Celso Nicols adverte que caso não sejam tomadas as medidas poderão prevalecer os buracos nas estradas.

“Podemos continuar a ter buracos porque algumas fissuras rapidamente vão saltar” acrescentou o engenheiro.

Mas afinal o que leva o Conselho Municipal da Matola a usar este material para resolver o problema?

“ Mas, por exiguidade de recursos, por vezes essas intervenções não ocorrem, e não ocorrendo, o que vai acontecer é que vamos ter um buraco aqui e outro acolá. E vamos criando soluções para que a nossa mobilidade não seja condicionada a medida que também vamos trabalhando para mobilizar recursos para que tenhamos este tipo de intervenção” explicou, Firmino Guambe, Conselho Municipal da Matola.

Um facto que não ecoa aos ouvidos de Zarito da Guerra, transportador de passageiros.

“ É uma vergonha isso ai, nós pagamos impostos e o dinheiro reverte-se para reabilitar as estradas, mas levar-se betão para tapar buracos, em termos de engenharia sabemos que isso aí não é a coisa apropriada, pelo menos se usasse alcatrão de segunda” lamentou, Zarito Da Guerra.

Por sua vez, o município da Matola está à procura de um empreiteiro para a reabilitação de algumas estradas que estão degradadas.

“Existe um trabalho que foi feito de mapeamento nos pontos considerados críticos posso dar o exemplo da estrada que liga Patrice a Singatela, KM 15 a Nkobe, fez um trabalho para garantir a transitabilidade e está se a trabalhar para solucionar o problema de buracos” revelou o porta-voz do Conselho Municipal da Matola.

Até ao momento, a edilidade da Matola já tapou os buracos nas estradas das avenidas União Africana, 5 de Fevereiro e Joaquim Chissano.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de ventos moderados a fortes, com rajadas de até 70 quilómetros por hora, hoje e amanhã, nas províncias de Maputo e Gaza.

Além de ventos, espera-se uma descida acentuada das temperaturas máximas, sobretudo nos distritos de Matutuíne, Boane, Namaacha, Moamba, Marracuene, Magude, Manhiça e cidades de Maputo e Matola.

Em Gaza, a mudança de temperatura será verificada com maior incidência em Massangena, Massingir, Mabalane, Guija, Chibuto, Manjacaze, Chongoene, Chókwè, Bilene, Limpopo e cidade de Xai-Xai.

O mau tempo poderá, segundo o INAM, agitar o mar e gerar ondas com alturas até cinco metros entre os paralelos 22 e 27 graus sul.

Há casas que continuam inundadas, na Cidade de Maputo, cinco meses depois de a chuva ter parado. Sem resolver esta situação, a edilidade de Maputo diz já estar pronta para responder à próxima época chuvosa.

A chuva que caiu no passado mês de Março invadiu várias casas, no bairro Hulene “B”, e Júlio Macare foi forçado a abandonar a sua residência. Segundo conta a vítima, por viver numa zona baixa, era recorrente, na época chuvosa, assistir a cenários de enchentes, porém o último foi devastador.

“A última enxurrada é que foi mais violenta e, porque as águas só se acumulam ano após ano, não teve jeito. Tivemos que recorrer a asilo na vizinhança”, desabafou Júlio Macare.

Vovó Macare, como é carinhosamente tratado, ainda tinha esperança de regressar à sua casa, mas, aos poucos, vai perdendo a fé, pois, cinco meses depois, a água continua, numa altura em que se aproxima a época chuvosa 2022–2023.

“A reabilitação da casa vai depender de as águas baixarem, mas é necessário que não baixem apenas no meu quintal. A área toda deve ser intervencionada. Eu até posso elevar a minha casa, mas, em caso de mais chuva, poderei estar numa ilhota, rodeado de água”, desabafou a fonte.

Na mesma situação, há outras famílias, em vários outros bairros, na Cidade de Maputo, que, sempre que chove, perdem sono.

Há quem conta que já perdeu a conta das vezes em que perdeu electrodomésticos. Outros vizinhos decidiram abandonar, para sempre, as suas casas, por não suportar a situação e pedem ajuda a quem de direito.

A edilidade até tenta minimizar a situação através dos camiões-cisternas, que bombam as águas das chuvas, mas, conforme contam os munícipes, não tem sido eficiente, pois, quando chove, tudo volta.

“Não temos paz. Pedimos que façam uma bacia hidrográfica, para onde a água possa ser drenada. Veja que já não passa carro por aqui. São covas por todo o lado”, desabafou Isabel Murrene.

A idosa diz ainda que “Estamos tristes pela situação. Não há como estarmos tranquilos, porque sabemos que a água está próxima e pode não desaparecer antes da próxima época chuvosa”.

A edilidade de Maputo não conseguiu resolver o problema das cerca de 12 mil pessoas afectadas, mas tirou lições. Por isso, para época chuvosa e ciclónica que se aproxima, já prevê algumas acções: “Activação do comité de emergência da Cidade de Maputo, remoção de resíduos sólidos, limpezas de valas de drenagens, sensibilização dos munícipes em matérias de prevenção em caso de eventos extremos, bombeamento de água nos vários distritos municipais”, entre outras.

Há funcionários da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) que se envolvem no roubo de energia, segundo o PCA da instituição. Marcelino Alberto avançou que 15 trabalhadores foram expulsos no ano passado.

A EDM diz que a perda de energia tem sido o seu calcanhar de Aquiles, chegando a perder mais de 100 milhões de dólares.

Neste processo, por reconhecer que, além de clientes, há funcionários envolvidos em roubo de energia, a instituição diz que tem feito trabalhos internos de modo a “cortar o mal pela raiz”.

“Fizemos um programa que não só olha para o que o cliente faz para roubar energia, mas também para dentro de casa. Conseguimos identificar colegas nossos que acabam por incentivar esse roubo”, disse Marcelino Alberto, presidente do Conselho de Administração da EDM.

O PCA revelou, ainda, que, só no ano transacto, 15 pessoas foram expulsas da empresa e há processos internos que correm para desencorajar esta actividade.

Sobre os cerca de 50 milhões de dólares que algumas empresas públicas e privadas devem à EDM, Marcelino Alberto aponta avanços nas negociações.

“Temos, de facto, algumas empresas em dívida com a EDM, estatais e públicas. Temos feito alguns memorandos de entendimento que permitem que as empresas devedoras paguem a dívida de forma gradual e temos estado a lograr algum sucesso”, explicou.

Segundo o PCA da instituição, já foram electrificados 317 postos dos 416 planificados para até 2024.

Treze pessoas perdem a vida e 20 contraíram ferimentos, em resultado de três acidentes de viação, ocorridos nas últimas 24 horas em Nampula. Os sinistros aconteceram nos distritos de Malema, Monapo e cidade de Nampula.

Os feridos foram transferidos para o Hospital Central de Nampula e os mortos continuam na morgue do mesmo hospital.

O Ministério dos Transportes e Comunicações confirma a ocorrência dos acidentes e explica que “trata-se de um despiste e capotamento e um choque entre um comboio e uma viatura, numa passagem de nível, na linha férrea de Nacala”.

O sinistro do tipo despiste e capotamento aconteceu por volta das 02:30 horas, na EN13, no povoado de Muripa, distrito de Malema, e resultou em seis óbitos, um ferido grave e quatro feridos ligeiros, além de danos materiais avultados.

“Este acidente envolveu uma viatura pesada de mercadoria, que seguia no sentido Malema – Nampula que se despistou e capotou no local”, refere a instituição, em comunicado de imprensa.

A colisão entre comboio e uma viatura sucedeu a 01:00 hora, na passagem de nível, próximo à estação de Rapale, tendo resultado em três óbitos e danos avultados na viatura sinistrada.

Quadros do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), da Polícia de Transito, Administração Nacional de Estrada (ANE), peritos ferroviários e da Saúde fizeram-se aos locais para prestar o apoio necessário às vítimas e às suas famílias, bem como para a recolha de dados para a peritagem.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo doou, hoje, diversos produtos às vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado. Eneas Comiche diz que o acto é uma demonstração de solidariedade e amor ao próximo.

Mais ajuda continua a chegar às vítimas do terrorismo na província de Cabo Delgado.

Este sábado, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMM) ofereceu alimentos não perecíveis, roupas, material escolar, máscaras cirúrgicas e brinquedos ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com o município, os donativos visam responder às necessidades dos deslocados.

“Devemos enxugar as lágrimas uns dos outros, consolarmo-nos uns aos outros e manifestarmos de forma mais sincera, prática e confortante a nossa solidariedade para com os nossos irmãos que sofrem”, disse o Presidente do CMM, Eneas Comiche.

Para o INGD, o apoio da edilidade vai aliviar a carência dos deslocados.

“As famílias estão a regressar às suas zonas de origem e às suas casas. Com isso, há necessidade de se continuar a fazer este apoio, porque isto permitiu que as famílias voltassem à sua vida normal”, referiu Esselina Mazime, delegado do INGD, na Cidade de Maputo.

Desde 2017, os ataques terroristas causaram quase 900 mil deslocados.

A cerimónia de entrega de donativos ao INGD foi antecedida de um culto inter-religioso de clamor pela paz em Cabo Delgado.

Há funcionários da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) que se envolvem no roubo de energia, segundo o PCA da instituição. Marcelino Alberto avançou que 15 trabalhadores foram expulsos no ano passado.

A EDM diz que a perda de energia tem sido o seu calcanhar de Aquiles, chegando a perder mais de 100 milhões de dólares.

Neste processo, por reconhecer que, além de clientes, há funcionários envolvidos em roubo de energia, a instituição diz que tem feito trabalhos internos de modo a “cortar o mal pela raiz”.

“Fizemos um programa que não só olha para o que o cliente faz para roubar energia, mas também para dentro de casa. Conseguimos identificar colegas nossos que acabam por incentivar esse roubo”, disse Marcelino Alberto, presidente do Conselho de Administração da EDM.

O PCA revelou, ainda, que, só no ano transacto, 15 pessoas foram expulsas da empresa e há processos internos que correm para desencorajar esta actividade.

Sobre os cerca de 50 milhões de dólares que algumas empresas públicas e privadas devem à EDM, Marcelino Alberto aponta avanços nas negociações.

“Temos, de facto, algumas empresas em dívida com a EDM, estatais e públicas. Temos feito alguns memorandos de entendimento que permitem que as empresas devedoras paguem a dívida de forma gradual e temos estado a lograr algum sucesso”, explicou.

Segundo o PCA da instituição, já foram electrificados 317 postos dos 416 planificados para até 2024.

A sociedade civil quer recorrer à Procuradoria-Geral da República para defender os direitos das mulheres do sector informal. O Observatório das Mulheres diz que há actos de violência praticados pela polícia contra os vendedores do Mercado do Peixe e do Mercado de Frango e Magumba, na Cidade de Maputo.

O Observatório das Mulheres e os vendedores do Mercado do Peixe e do Mercado de Frango e Magumba, ambos transferidos para novas instalações, juntaram-se esta sexta-feira para repudiar aquilo que consideram actos de violência e desrespeito aos direitos humanos.

“Há tentativa de homicídio contra as vítimas de violência. Nós faremos a devida participação criminal nos próximos dias, quer sobre a questão dos baleamentos, quer sobre a questão da manifestação”, disse Quitéria Guirigane, secretária-executiva da organização.

A secretária-executiva da organização da sociedade civil assegura lutar, lado-a-lado, com vendedores informais do Mercado do Peixe pelo cumprimento dos seus direitos. “Não vamos desistir; a Procuradoria-Geral vai receber-nos nos próximos dias, para participações criminais contra estes agentes por todas estas práticas criminais, mas também vamos continuar a mitigar os tribunais em relação aos direitos das nossas mães”, realçou Guirigane.

São mais de 400 vendedores que se queixam de supostos altos custos cobrados pela CTA para o arrendamento de quiosques, bem como péssimas condições no recinto.

+ LIDAS

Siga nos