Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Um indivíduo está detido na Cidade de Maputo por suspeitas de envolvimento em vários raptos. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que o indiciado facultava viaturas para transportar as vítimas.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, esta segunda-feira, um indivíduo de 43 anos de idade, acusado de participar em vários raptos ocorridos na Cidade de Maputo, de 2020 a 2021.

Segundo o SERNIC, o indiciado facilitava o transporte das vítimas.

“O detido estava mais envolvido na preparação dos raptos, desde a aquisição das viaturas, modificação das chapas de matrícula, até ao seguimento dos indivíduos a serem raptados”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo.

Embora admita ter recebido ligações telefónicas para o transporte das vítimas, o indiciado nega o seu envolvimento nos crimes, afirmando que “não cheguei a efectivar. O que acontece é que prenderam a pessoa que me contactou e, logo a seguir, entregou-me à polícia”, justificou o indiciado.

A detenção do indivíduo ocorreu numa altura em que cumpria liberdade condicional, por envolvimento em outros raptos ocorridos na província de Maputo.

Sobre o paradeiro do cidadão de origem asiática, raptado há cerca de duas semanas, na avenida Albert Lithule, na Cidade de Maputo, o SERNIC continua sem pistas.

A ministra da Terra e Ambiente quer que os jovens estejam envolvidos no combate aos efeitos das mudanças climáticas. Ivete Maibaze falava, hoje, em Maputo, na abertura da Primeira Consulta Nacional da Juventude sobre Acção Feminista para Justiça Climática.

Moçambique é o terceiro país mais vulnerável às mudanças climáticas a nível de África e 60% da sua população está exposta aos eventos extremos da natureza, porque vive na zona costeira.

A ministra da Terra e Ambiente quer que os jovens ajudem a controlar o fenómeno que compromete o bem-estar de todos.

“Os agregados familiares, em algumas regiões, são mais vulneráveis aos eventos extremos, entre os quais ciclones, cheias e secas. Estes fenómenos afectam, directa e negativamente, a capacidade produtiva das populações, através da destruição de bens e serviços, contribuindo para acentuar os níveis de desnutrição e da vulnerabilidade social, económica e ambiental”, elucidou a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze.

São estes desafios a que a governante quer que os jovens apresentem soluções, até porque “eles têm uma oportunidade excepcional para a acção climática, e reconhecemos, como Governo, que isso representa uma enorme ganho para o país”.

A juventude identificou-se com a causa e vai abraçá-la. Por isso, a vice-presidente do Conselho Nacional da Juventude, Sónia Bila, olha para a Primeira Consulta Nacional da Juventude sobre Acção Feminista para Justiça Climática como um espaço ideal, “onde os jovens poderão discutir ideias para juntos minimizarem as consequências das mudanças climáticas”.

Já a representante da ONU Mulheres, Marie Kayisire, afirma ser esta a oportunidade de os jovens fazerem uma declaração com as ideias que ditam o seu compromisso com a causa das mudanças climáticas, mas alinhado aos objectivos globais.

A Primeira Consulta Nacional da Juventude sobre Acção Feminista para Justiça Climática tem duração de dois dias.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, apelou, na manhã do último sábado, na cidade de Tete, a empregadores e trabalhadores da província, num encontro com representantes de médias e grandes empresas, para pautarem pelo diálogo constante, de modo a ultrapassarem qualquer diferendo ou choque de opiniões nas empresas.

Não obstante ter felicitado os visados pelo encorajador rumo que os entendimentos estão a ter entre as duas partes nas empresas da província, Margarida Talapa disse ser necessário que se continue a trabalhar numa plataforma de diálogo permanente e na identificação de potenciais focos de instabilidade laboral nas empresas ou outras unidades de produção. Ainda de acordo com a governante, os resultados dos processos de diálogo em curso, que culminaram com entendimentos e renovação de compromissos, mostram que é possível evitar paralisações laborais ou greves nas empresas. Pois, com elas, a empresa não produz lucros e os trabalhadores não terão a renda desejada.

Atropelos à legislação laboral, maus-tratos, falta de comunicação entre o patronato e os trabalhadores, incluindo o pagamento de salários abaixo do estipulado pelo Governo foram apontados como parte dos problemas que ameaçam o mercado laboral de Tete, e não só.

A ministra do Trabalho e Segurança Social  colocou, mais uma vez, os serviços da administração do trabalho à disposição das empresas, em caso de qualquer dúvida no âmbito da interpretação da legislação vigente, uma vez que tem sido também um dos factores para a origem de injustiça e instabilidades laborais.

Por sua vez, tanto os empregadores como os trabalhadores prometeram manter a linha de diálogo pelo bem do crescimento das empresas, uma vez que, havendo paz laboral, estabelecem-se condições para o aumento da produção e produtividade na empresa.

Margarida Talapa   reuniu-se com as cerca de 40 empresas numa perspectiva de encorajamento pelo esforço que têm vindo a exercer no âmbito do diálogo social, bem como criar uma via aberta permanente em toda a província, na busca de soluções conjuntas aos problemas emergentes no mercado laboral. Na última sexta-feira, Margarida Talapa, depois de ter lançado a primeira pedra para a construção do edifício da Delegação Distrital do Instituto Nacional da Segurança Social (INSS) em Moatize, visitou a empresa Vulcan (ex-Vale Moçambique), de onde saiu satisfeita pelo compromisso assumido pela empresa e pelos trabalhadores,  com vista a ultrapassar a imagem não boa produzida recentemente, que culminou com a paralisação das actividades laborais, sobretudo no contexto do actual momento de transição da empresa, de Vale Moçambique para Vulcan.

Mais de 400 famílias e várias infra-estruturas públicas estão ligadas à rede eléctrica nacional, desde esta segunda-feira, no povoado de Nhamithembe, no distrito de Marínguè, em Sofala.

O Posto de Transformação (PT) de energia foi inaugurado pelo governador da Província de Sofala, Lourenço Bulha, no seguimento de uma solicitação do Governo Distrital de Marínguè, em Março passado, num evento dirigido pelo Presidente da República.

“A inauguração deste PT é prova do esforço do Governo na expansão de infra-estruturas socio-económicas com o objectivo de alavancar a capacidade produtiva e levar o bem-estar ao povo, com maior enfoque para as zonas rurais. A chegada de energia à população de Nhamithembe significa a materialização de um dos nossos objectivos, designadamente, a colocação de infra-estruturas que estimulam as actividades produtivas, geração de emprego e melhoria da qualidade de vida da nossa população”, disse Lourenço Bulha.

A cerimónia de inauguração foi testemunhada por Manuel Soares, presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, instituição que apoiou a instalação do PT no âmbito da sua responsabilidade social.

O dirigente destacou a importância da infra-estrutura para a população local e reiterou o compromisso do Banco em contribuir no progresso social e económico das comunidades.

“Por nos identificarmos com a causa, envidámos esforços e mobilizámos os recursos necessários para tornar este sonho uma realidade. É expectativa do Banco que o sistema eléctrico inaugurado ajude a dinamizar a actividade económica neste povoado e atraia outros serviços essenciais cuja instalação estava condicionada à disponibilidade de energia eléctrica de qualidade”, referiu Manuel Soares.

Na ocasião, o Banco doou sementes agrícolas aos agricultores locais, para o fortalecimento da produção em Marínguè na campanha agrícola 2022/2023 que se inicia este mês.

A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado ainda não sabe de quem são os contentores com madeira ilegal apreendidos em Agosto deste ano, quando estavam para ser exportados para a China. Dos 65 contentores anunciados pela Agência de Controlo e Qualidade Ambiental, a Procuradoria confirma apenas 22, contendo madeira em toros.

Os contentores com madeira ilegal, que estavam para sair de Moçambique para a República Popular da China, foram apreendidos no porto de Pemba, pelo Serviço de Investigação Criminal, e cerca de dois meses depois, pouco ou quase nada se sabe sobre o caso.

Durante a operação, foram apreendidos 33 contentores, mas a Procuradoria teve que libertar alguns que tinham madeira numa situação considerada legal.

Este é o primeiro caso de tentativa de exportação ilegal de madeira em Cabo Delgado. Não foram registadas detenções.

A previsão do tempo para hoje indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 25 e 38 graus Celsius de máxima.  A cidade de Tete será a mais quente.

De acordo com o INAM, a região sul do país poderá registar chuvas fracas ou chuviscos nas zonas costeiras.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 30, 34, 38 e 34 e  mínimas de 21, 15, 24 e 20 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 33,30,29 e mínimas de 18,20 e 10 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 26, 25, 31 e 30 e mínimas de 19, 19, 21 e 21 graus Celsius.

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de ventos a soprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

O pedido foi feito, este sábado, em Maputo, no âmbito da comemoração do dia internacional da bengala branca, estabelecido pela Federação Internacional dos Cegos, em 1970, para consciencialização das necessidades deste tipo de deficiência.

A educação é um direito e dever de cada cidadão, tal como consagra a constituição da República de Moçambique, entretanto, as pessoas com deficiência vêm-se, muitas vezes, privadas desse direito fundamental.

Nas celebrações do dia Internacional da Bengala Branca, data instituída em 1970 com vista a chamar atenção às necessidades deste grupo social, o tema educação inclusiva soou como um grito de socorro.

No evento central, que mascarou as festividades da efeméride, “O País” conversou com José Chiaule. Ele contou que adquiriu a deficiência visual na infância e desde então enfrentou muito estigma e preconceito. O seu processo de formação é de igual modo deficitário, mas Chiaule vence todos os obstáculos, e já há mais de 20 anos, que dá aulas a alunos do nível superior.

“ Quando terminei o ensino geral, a primeira universidade a que tentei ingressar foi a universidade Eduardo Mondlane, na altura não consegui devido à minha deficiência visual. Depois consegui na Universidade Politécnica. Passado um tempo a UEM me chama para trabalhar como docente e em 2010 comecei a dar aulas”, explicou.

Exemplos como os do professor José são poucos no país. O facto acontece, segundo os membros da Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique (ACAMO), devido à falta de inclusão no sector da educação.

“Os professores ainda não estão preparado para lidar com a pessoa com deficiência visual porque eles não conhecem a grafia braile”, Isaura Baptista-membro da ACAMO

Nas escolas inclusivas, que já existem no país, os membros da ACAMO dizem que há também falta de material didático.

“ O material didático é o grande desafio, porque nós usamos material específico, o país não produz, por isso tem que ser importado. Outro desafio tem a ver com os livros de distribuição gratuita. Até o momento apenas o livro da terceira classe foi traduzido em braile, nós também queremos ter outros livros gratuitos em braile.” Rosita Maló, Secretária da ACAMO.

Para se ter uma ideia da necessidade, a delegada provincial da ACAMO, Emília De Fátima explica que “ Todas (as máquinas de braille) estão avariadas. No momento não temos nenhuma. A máquina de braile é muito cara, custa em torno de 120 mil meticais. O ideal seria termos pelo menos 25 máquinas”.

As reclamações foram feitas no âmbito das celebrações do dia internacional da bengala branca, estabelecido pela Federação Internacional dos Cegos, em 1970, para consciencialização das necessidades deste tipo de deficiência.

Moradores da Katembe, na Cidade de Maputo, querem mais água potável e soluções para o problema de transportes de passageiros. O pedido foi feito, esta sexta-feira, ao edil de Maputo, Eneas Comiche, durante um comício popular.

De visita ao distrito Municipal da Katembe, nesta sexta-feira, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), Eneas Comiche, inteirou-se da execução das obras de duas infraestruturas públicas e logo a seguir interagiu com a população, com vista a colher as maiores preocupações e buscar as prováveis soluções.

“Temos de criar capacidade de modo a que ao nível do distrito possa-se intervir sempre que necessário”, disse o edil da Cidade de Maputo ao dirigir- se dirigir aos residentes daquele distrito, que a princípio o confrontaram com o drama da falta de água potável que vivem há anos.

“Temos água aqui na Katembe mas é salgada e não conseguimos beber. Para tomarmos chá, eu tenho que ir buscar vinte litros de água em Guachene. Para cozinhar temo-nos ajeitado com aquela, mas sai espuma quando preparamos arroz ou caril”, relatou Leonor Jorge.

Para a vida correr normalmente, não falta apenas água na Katembe, o transporte para circular no interior do distrito é outra preocupação que cresce, com o surgimento de novos bairros, segundo queixou ao edil Sabina Jorge.

“Os moradores de Chali não tem transporte semicolectivo de passageiros. Quando temos carga devemos alugar carros para nos levar ao destino. Há coisas em falta papá. Pedimos transporte que passe desta estrada. Já faz muito tempo que pedimos mas não vemos a resposta. Iremos ficar com a voz roca”.

E a solução exigida pelos residentes é imediata.

“Papá pedimos transporte, porque inicialmente tínhamos um machimbombo que nos beneficiava bastante, quando inauguraram a estrada. Mas o tal carro só trabalhou durante dois meses e desapareceu. Nunca mais voltou”, clamou Isac Albino.

O director da área de transportes diz que a edilidade já tem um plano para pôr fim ao problema.

“Na zona da rotunda teremos uma terminal, através da qual vai-se fazer interligação aos bairros de Chamissava, Chali, Inguide, e tantos outros. Nós vamos desenhar estratégias para que algumas viaturas circulem apenas internamente”, garantiu Nelson Massango, director de Mobilidade, Transportes e Transito, no município de Maputo. Sobre a falta de transporte da baixa da Cidade de Maputo ao distrito municipal Ka Tembe, no período nocturno, o município garante haver negociações com os transportadores para estenderem o horário.

Voltou a funcionar a única morgue da Katembe, na cidade de Maputo, após cerca de um ano paralisada. Os residentes do distrito Municipal tinham de se deslocar à Bela Vista ou ao Hospital Geral José Macamo para conservar os corpos dos seus entes queridos.

O distrito municipal Katembe, na cidade de Maputo, possui apenas uma morgue para atender a necessidade de conservação de corpos.

Durante cerca de um ano, os serviços ficaram condicionados no distrito, devido à vandalização do sistema eléctrico no Centro de Saúde da Katembe, que impossibilitou o funcionamento da morgue.

Os moradores tinham que se deslocar à Bela Vista ou ao Hospital Geral José Macamo, para conservar os corpos de seus entes queridos nas respectivas morgues, segundo fez saber o director da saúde daquele distrito, Francisco Mucavel.

“Tivemos um período difícil para conservar os corpos devido a avaria da morgue condicionada pela fraca qualidade de corrente eléctrica que era fornecida ao centro de saúde. Para melhorar houve a necessidade de instalação de um posto de transformação de energia e neste momento o centro de saúde tem uma linha autónoma para o fornecimento de energia de qualidade para o bom funcionamento da morgue”, explicou Mucavel.

Com a reposição do sistema elétrico, a morgue tem a capacidade para conservar nove corpos, com uma média diária de três mortes.

“A morgue veio resolver a preocupação da população deste distrito, porque antigamente tinham custos para transladar os corpos por conta própria para outros pontos da província”, acrescentou Francisco Mucavel.  

No entanto, a Direcção da Saúde do distrito está preocupada com a segurança nas unidades sanitárias, devido a falta de vedação em três das quatro unidades sanitárias.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE