Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere amanhã, às 19h, uma Comunicação à Nação, no âmbito da Situação actual da COVID-19.

A última comunicação à Nação sobre a pandemia aconteceu em Abril passado, momento em que Filipe Nyusi anunciou o fim da Situação de Calamidade Pública.

O fim da Situação de Calamidade Pública foi anunciado dois anos depois de ter havido uma série de Estados de Emergência com um fechamento quase completo e depois seguiram-se actualizações de medidas constantes de decretos de Situação de Calamidade Pública, sendo que alguns estabelecimentos nunca tiveram permissão para voltar a funcionar, como é o caso das discotecas.

Há falta de sangue nos hospitais das províncias de Nampula e Cabo Delgado. A informação foi partilhada, esta segunda-feira, pela direcção-geral do Serviço Nacional de Sangue na Cidade de Maputo.

Doar sangue é uma das linhas de ordem do Ministério da Saúde com o crescente número de acidentes de viação que demandam maior procura do líquido.

Desde o início do ano, o país registou mais de 61 mil doações, no entanto o banco de sangue possui, actualmente, apenas três mil unidades para todo o país.

“Mas posso dizer que as províncias que mais nos preocupam neste momento são as províncias de Nampula e Cabo Delgado, que têm um stock muito reduzido”, explicou a diretora-geral do Serviço Nacional de Sangue, Sara Salimo.

Reagindo aos últimos acidentes em Nampula, uma das províncias que menos sangue têm, Sara Salimo reforça o apelo à população para intensificar as doações de sangue na região.

“Pedimos aos doadores de sangue para continuarem a dar o seu contributo para salvar a vida destas pessoas que sofrem em acidentes de viação”, salientou a directora-geral do Serviço Nacional de Sangue.

Falando à margem do Dia Nacional do Dador de Sangue que se assinalou esta segunda-feira, a vice-ministra da Saúde revelou que apenas 45% das doações de sangue são voluntárias.

“A nível nacional, foram colhidas e testadas 122 632 unidades, sendo apenas 45 por cento provenientes de doações voluntárias. Portanto, a disponibilização de sangue seguro deve ser considerada como parte integrante dos esforços nacionais para diminuir a morbidade e mortalidade da população africana e melhorar a sua qualidade de vida”, ressaltou a vice-ministra da Saúde, Farida Urci.

E é sobre ser voluntário e salvar vidas que Joaquim Abílio, dador de sangue há cerca de 17 anos, fez 122 doações e ganhou um diploma de mérito.

“Treino como o necessário e a comida é normal, por isso me sinto à vontade e tenho-me sentido, às vezes, doente, mas não perco a oportunidade de fazer as minhas quatro doações por ano”, detalhou Joaquim Inácio Abílio.

O Dia Nacional do Dador de Sangue decorre sob o lema “Doar sangue é um acto de solidariedade, junte-se à causa para salvar vidas”.

O ministro das Obras Públicas revelou, ontem, que são necessários quase nove mil milhões de Meticais para reabilitar infra-estruturas que foram destruídas pelas chuvas na passada época chuvosa. Já a Ordem dos Engenheiros de Moçambique diz que a má qualidade das obras tem a ver com o que chama de “penduras” na área.

As mudanças climáticas são o desafio presente. Todo o mundo está a braços com as consequências dos eventos extremos da natureza. Moçambique não é uma excepção. De acordo com o ministro das Obras Públicas, a fúria da mãe natureza tem estado a destruir empreendimentos como estradas e pontes. Para repor o que foi destruído pelas chuvas do ano passado, é preciso muito dinheiro.

“Aquilo que nós vimos no ano passado, com as últimas chuvas, são cerca de 8,7 mil milhões de Meticais para a recuperação das infra-estruturas”, revelou Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

O dinheiro de recuperação de infra-estruturas destruídas podia ter sido poupado se as obras tivessem sido feitas por engenheiros profissionais.

“Em muitas situações, nós temos obras feitas por aqueles que eu considero como penduras no nosso ramo. Estes penduras não percebem alguns dos fenómenos que acontecem na engenharia, mas nós vamos fazer o máximo, como Ordem dos Engenheiros, para melhorar a situação do nosso país”, apontou Feliciano Dias, bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique.

As declarações foram proferidas, esta segunda-feira, no IX Congresso Luso-moçambicano de Engenharia, que decorre até dia 01 de Setembro, sob o lema “Desafios da Engenharia para o Desenvolvimento e Combate às Alterações Climáticas”.

As províncias de Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Zambézia serão assoladas por ventos moderados a fortes, entre hoje e amanhã.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê ainda ventos com rajadas, podendo atingir entre 50 e 70 quilómetros por hora.

Segundo o INAM, amanhã, as províncias de Maputo e Gaza continuarão com ventos moderados localmente fortes.

Para Manica, prevê-se uma ligeira descida da temperatura para as províncias de Manica e Tete, amanhã.

O INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança face aos riscos associados a ventos moderadas a fortes e à descida da temperatura.

No mar, prevê-se igualmente a ocorrência de ventos moderados a fortes com rajadas de 60 a 80 quilómetros por hora, o que poderá agitar o mar e criar ondas com alturas entre quatro e seis metros.

A reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1) pode arrancar no segundo semestre do próximo ano. A garantia é do ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, que aponta a instalação de mais portagens como uma das formas de manutenção.

Com o dinheiro para a reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1) disponível, o Governo já sabe quando poderão iniciar-se as obras. “Se tudo correr bem, mais tardar, no segundo semestre próximo, ou seja, em 2023, vamos começar com as obras. As portagens são uma parte do processo de manutenção da via reabilitada”, revelou o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita.

Antes disso, há algumas coisas que precisam de ser acertadas. Por exemplo, a questão do cumprimento de “todos os procedimentos normais que o Banco Mundial tem, sob o ponto de vista técnico e prático. Vamos ajustar e assinar os estudos que já temos e depois desenvolver-se o projecto executivo de engenharia. Após isso, vêm processos de lançamento de concurso público”, explicou Carlos Mesquita.

O Banco Mundial aprovou, ontem, um financiamento de 400 milhões de dólares por via da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) para EN1. O valor deve apoiar o Projecto de Estradas Seguras para uma Melhor Integração Económica de Moçambique.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve, esta segunda-feira, um cidadão na posse de 28 quilogramas de mandrax. Decorre investigação para se aferir se o indivíduo está ou não envolvido com uma organização internacional de tráfico de drogas.

Um cidadão sul-africano foi detido, esta segunda-feira, na posse de 28 quilogramas de mandrax. De acordo com o SERNIC, a droga, com um composto com efeito sedativo, muito usado em comprimidos para dormir, seria vendida no mercado sul-africano.

“O SERNIC tomou conhecimento [da existência] de duas viaturas que estavam a baldear mercadorias, algures no bairro Liberdade. Feitas as investigações, foi encontrado este indivíduo. Durante a revista desta viatura, foram encontrados estes pacotes, escondidos no interior das portas”, disse Henrique Mendes, porta-voz do SERNIC ao nível da Província de Maputo.

O acusado é um homem de 45 anos, natural da vizinha África do Sul, para onde se presume que a droga teria destino. O indivíduo nega ser proprietário da substância, e alega que vinha ao país para visitar um amigo, ao qual lança a culpa.

“Não sei, não sei. O meu amigo é moçambicano, mas não sei onde ele está agora. Talvez ele tenha posto isto (droga) no carro, mas não sei, nunca vi estas coisas”, disse.

Segundo o porta-voz do SERNIC, a instituição está a trabalhar com a Polícia internacional para aferir se o indivíduo em causa está ou não envolvido com uma organização internacional de tráfico de drogas.

No dia 17 de Agosto corrente, as autoridades moçambicanas anunciaram a detenção de um costa-marfinense que tentou entrar no país pelo Aeroporto Internacional de Maputo, com droga escondida em 25 lanternas.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê ocorrência de ventos, com rajadas, em todas as regiões do país. Maputo poderá registar a temperatura mais baixa de hoje, de  22 graus.

As cidades de Maputo, Xai-xai, Inhambane e Vilankulo poderão registar máximas de 22, 23, 27 e 25 graus Celsius, e mínimas de 15,16,18 e 15 respectivamente.

Para as cidades da zona centro do país, Beira,Chimoio, Tete e Quelimane, a previsão é de máximas a atingirem 27, 24, 35 e 30 e mínimas de 18,10,20 e 18 graus, respectivamente.

Já para as cidades da região nortenha de Moçambique, prevêem-se máximas de  20,28 e 23 e mínimas de 15, 18 e 7 graus Celsius, respectivamente.

A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos (DNH) emitiu, ontem, uma nota na qual interdita a construção de bombas de combustíveis em espaços localizados na zona “A” de todas as capitais provinciais e a Circular de Maputo.

A decisão de interdição da implantação de projectos desta natureza, segundo a DNH, visa garantir a segurança de bens e pessoas e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos

“A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos vem, de acordo com o número 2 do artigo 5 do Decreto 89/2019 de 18 de Outubro, comunicar ao Serviço Provincial de Infraestruturas e todos intervenientes na questão de licenciamento de Postos de Abastecimento de Combustíveis que, devido a proliferação de Postos de Abastecimento de Combustíveis em espaços localizados na zona A, concretamente nas circunscrições das cidades capitais, e Circular de Maputo, a interdição para a implantação de projectos desta natureza com vista a garantir a segurança de bens e pessoas e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos”, lê-se no comunicado da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos (DNH).

A DNH diz estarem, à luz do Decreto no 89/2019 de 18 de Novembro, apresentados pelas alíneas a), g) e j) do artigo 4, alcançadas na sua plenitude de forma eficiente – salvo algumas excepções, devidamente fundamentadas, condições para “assegurar o abastecimento de produtos petrolíferos no país de forma eficiente, efectiva e económica, de acordo com as condições de mercado; Promover a segurança das pessoas e bens, e a protecção do meio ambiente em todas actividades relacionadas com produtos petrolíferos, desde a sua produção ou implantação até ao fornecimento de aos consumidores finais, garantir a segurança, à regularidade e qualidade do abastecimento de combustíveis”.

A ordem surge depois de, recentemente, o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter denunciado que há proprietários de postos de combustível que usam o negócio para lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo em Cabo Delgado.

As declarações do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, foram feitas durante a Reunião dos Conselhos Executivo e dos Serviços de Representação do Estado, em Sofala.

“Há proliferação de bombas de combustíveis na vossa província, não estou a proibir. Mas que usem métodos legais (…) Temos informações de pessoas que usam estes meios para subsidiar os terroristas. Algumas pessoas, proprietários de bombas de combustível, fugiram. Quando os fomos procurar, tinham desaparecido. Eram donos de algumas bombas [postos de combustível”, denunciou Filipe Nyusi.

Os operadores de transporte semi-colectivo de passageiros da cidade de Chimoio, província de Manica, ameaçam aumentar as tarifas de 13 para 15 Meticais e de 13 para 18 Meticais a partir da próxima quinta-feira, 1 de Setembro.

Em comunicado, os transportadores justificam o agravamento da tarifa com a subida do preço do combustível, que, segundo estes, faz com que o valor actual praticado já não seja sustentável.

“O preço do combustível subiu nos últimos tempos. Estamos bastante sufocados. A receita já não é a mesma, até porque estamos em situação de prejuízo. Os patrões exigem aos transportes a cobertura da receita”, desabafou Luís Vasco, um dos transportadores.

Por sua vez, António Alberto diz que a situação está cada vez mais “sufocante” porque “estamos, praticamente, a trabalhar sob pressão e sem capacidade para cobrir as receitas”.

Entretanto, a Assembleia Municipal de Chimoio assegura que não haverá agravamento da tarifa porque o órgão ainda não deliberou sobre essa matéria.

“Teremos que ver entre as suas propostas que estão em circulação qual das tarifas poderá ser aprovada, isto de acordo com as condições que os munícipes têm. Reconhecemos que os preços dos combustíveis estão a agravar”, disse Manuel Sueta, presidente da Assembleia Municipal de Chimoio, para depois deixar claro que “não há espaço para entrada em vigor, no dia 1 de Setembro, de uma nova tarifa de transporte inter-urbano. Quem tem competência para discutir e aprovar tarifas é a Assembleia Municipal”.

Recentemente, os transportes semi-colectivos de passageiros passam a cobrar mais cinco Meticais em todas as rotas na cidade da Beira, depois da aprovação da nova tarifa pela Assembleia Municipal.

Com o agravamento, o preço do “chapa” da rota Baixa-Macúti passa de 10 para 15 Meticais, Baixa-Manga passará de 13 para 18 Meticais e da Baixa à Cerâmica passará de 20 para 25 Meticais.

O incremento surgiu em resposta a uma manifestação, no passado dia 30 de Maio, por parte dos transportadores semi-colectivos que paralisaram a sua actividade exigindo o aumento da tarifa.

+ LIDAS

Siga nos