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O País – A verdade como notícia

A Estrada Nacional Número 4 será reabilitada e ampliada para reduzir o tráfego no troço entre o Nó de Tchumene e o cruzamento da Mozal. Serão investidos 1,65 mil milhões de Meticais desembolsados pela TRAC; as obras vão durar 12 meses.

A secção 17, a ser reabilitada e ampliada, compreende um troço de nove quilómetros, partindo do  Nó de Tchumene até ao cruzamento da Mozal. Actualmente, a via apresenta um intenso congestionamento nas horas de ponta.

“A intenção é melhorarmos o cruzamento de Malhampsene, colocar ali um cruzamento de alto volume, aumentar a capacidade de evacuação da própria estrada, aumentar as faixas de rodagem de duas para quatro, sendo duas em cada sentido. Além disso, vamos construir estradas de serviços ou de serventia que vão estar nas bermas da EN4 e essas estradas vão contemplar paragens de transporte público”, explicou Fenias Mazive, director de Manutenção da TRAC, concessionária da EN4.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, entende que há mais estradas a serem concessionadas, como é o caso do troço Marracuene–Xai-Xai, Boane–Namaacha e Impaputo–Goba.

“São essas e outras também, falei da EN7 e algo que buscando um parceiro que esteja interessado em trabalhar com o Governo, também em regime de concessão, assim faremos. Estamos também a compreender o que é que um dos parceiros pretende fazer na estrada Mapinhane–Pafure.”

 Mesquita explicou ainda que as três estradas mencionadas acima já tinham sido concessionadas, mas, devido a erros, o projecto foi suspenso.

A EN4 é a via de acesso ao porto seco de Ressano Garcia e aos de Maputo e Matola, para o transporte de minérios e produtos diversos, incluindo passageiros de e para África do Sul.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos refuta a ideia de que a recente redução da tarifa cobrada na portagem Maputo–Katembe, para os veículos das classes 1 e 2, tenha sido motivada por falta de fluxo de trânsito naquela infra-estrutura. Carlos Mesquita diz que a decisão foi tomada por causa do aumento do fluxo de viaturas.

O anúncio da redução da tarifa foi dado a conhecer através do Boletim da República, publicado a 31 de Agosto do ano em curso. O jornal “O País” teve acesso a um comprovativo que mostra que já se cobram novos valores.

Segundo Carlos Mesquita, o aumento do fluxo de trânsito é que contribuiu para esta decisão: “Foi uma análise de custo benéfico; acreditamos que, mesmo com essa redução, o valor global das receitas não vai variar muito. É possível, mesmo assim, desenvolver todos os trabalhos de manutenção que são necessários. Na altura, fez-se uma expectativa do tráfego que é maior, e quando o volume aumenta, as receitas também aumentam”, explicou o ministro.

Mesquita diz haver espaço para mais redução das tarifas na portagem Maputo–Katembe.

Quanto à reabilitação da EN1, Carlos Mesquita garantiu que, nos próximos 30 dias, será assinado o acordo de concessão do dinheiro com o Banco Mundial.

Pelo menos três pessoas perderam a vida e outras 17 contraíram ferimentos ligeiros, em resultado de um acidente de viação ocorrido na manhã desta segunda-feira, na Estrada Nacional Número Seis, na cidade da Beira

O acidente ocorreu nas primeiras horas desta segunda-feira, quando a viatura, de transporte semi-colectivo, seguia o trajecto Mercado da Cerâmica–Baixa da cidade e, quando chegou a uma paragem, vulgarmente conhecida por “Descida de Nhangau”, no bairro da Manga, despistou e capotou.

Na explicação do motorista do carro, os passageiros teriam pedido “paragem”, numa situação em que já vinha a tentar fazer ultrapassagem, “então parei para que outro carro passasse e eu pudesse encostar. Sucede que só travou uma roda e puxou-se para o lado direito e é do lado que há uma vala e, então, bati num lado, depois não tive como, bati noutro lado e o carro virou”, explicou Rosário Paulino, motorista da viatura.

Devido ao acidente, três pessoas perderam a vida e outras 17 ficaram ligeiramente feridas. Ligado a isso ou não, o facto é que o automobilista reconhece que nada prova que o carro estava em condições de se fazer à via pública. “A ficha de inspecção estava caducada”.

Desde logo, a Polícia de Trânsito entende que o automobilista cometeu um erro antes de se fazer à via pública, ao sair com um carro com inspecção fora de prazo.

Refira-se que, na madrugada do último domingo, um outro condutor de uma viatura ligeira atropelou mortalmente duas pessoas no bairro de Palmeiras, na Beira, tendo, de seguida, fugido sem prestar socorro.

Pessoas que presenciaram a situação, agentes da PRM, tê-la-iam seguido e a imobilizado, disparando tiros nos pneus. O condutor da viatura estava sob efeito do álcool.

É um caso que vai fazer correr muita tinta! Um grupo de 50 motoristas moçambicanos, ligados à “Lake Trans”, estão há cerca de três meses a viver um verdadeiro drama na Zâmbia. Os respectivos passaportes e livretes das viaturas com as quais desenvolvem as suas actividades foram confiscados pelo patronato por motivos dúbios!

Desespero. Grito de alerta às autoridades moçambicanas e não só, até pelas condições deploráveis a que estão sujeitos. Este é o cenário em que se encontram 50 motoristas moçambicanos que fazem o transporte de carga diversa do Porto da Beira para o Interland, que estão retidos na Zâmbia e, alegadamente, a viverem em situação de cárcere privado. A denúncia foi feita há dias por alguns colegas que, depois de deixarem a cidade da Beira no passado dia 16 de Junho e seguirem viagem com respectiva mercadoria para o Congo, não chegaram a regressar ao país num espaço de sete dias, conforme estava previsto!

“No Congo, tínhamos carga. Tínhamos carga para poder descarregar e regressar, mas a empresa disse não. Venham carregar na Zâmbia. A empresa começou a contar histórias. Não se vai trocar matrícula, tem que sair da Zâmbia carregado directo para Moçambique”, denunciou os dos camionistas.

Os motoristas estão desesperados pelo facto de os seus passaportes terem sido confiscados, em princípios de Julho passado, pelo representante da empresa naquele país, uma situação inaceitável.

Tal atitude faz com que tenham limitações e condicionalismos para se movimentarem fora do parque, sendo que, nesta altura, a solução passa por usar os camiões como pontos de abrigo.

Os motoristas moçambicanos receberam, durante o tempo em que estão retidos na Zâmbia, 50 dólares para poderem alimentar-se.

“Quando chegámos, levaram os passaportes e livretes das viaturas. (…) A empresa tem novos contratos com clientes. Eles disseram para fazermos uma lista com as matrículas e enviarmo-la para eles, mas este assunto dos camiões já foi falado”, disse um motorista que preferiu falar em anonimato.

Os denunciantes entendem que o plano do patronato é deixá-los numa situação de desespero para, voluntariamente, regressarem a Moçambique, sem poderem reivindicar os seus direitos.

Aliás, três dos motoristas que não aceitaram entregar os passaportes foram forçados a abandonar o parque, no sábado, e a rumar para a cidade da Beira.

De resto, numa clara pressão do patronato, os motoristas, tal como o fez Lucas Remo, são obrigados a escrever uma declaração para não abandonarem o parque e regressarem à Beira para tratar de questões particulares e proceder à entrega do camião e os respectivos documentos ao patronato.

E, na tarde de sábado, os gestores da empresa na Zâmbia, acompanhados pela polícia local, dirigiram-se ao Parque para, segundo os motoristas, sensibilizá-los a regressarem à cidade da Beira.

Não havendo consenso, segundo apurou o “O País”, as partes decidiram acordar a retoma do diálogo esta segunda-feira.

Os motoristas dizem, ainda, que já denunciaram este caso às autoridades moçambicanas e que a situação que vivem já foi reportada à Embaixada de Moçambique na Zâmbia.

Dos mais de 100 camiões pertencentes a Lake Trans, segundo os motoristas, apenas seis permanecem em Moçambique, sendo que devem partir para Zâmbia, onde deverá ocorrer a alegada troca de matrículas.

Os motoristas denunciam, por outro lado, a tentativa de retirar os camiões para a Zâmbia de forma ilegal.

“Partiram daqui na segunda-feira às 20h00. Consoante a informação das autoridades, tinham que buscar informações do lado do Inchope para poderem recuar. Não está 100% legal a mudança da empresa. Praticamente, estavam a tirar a empresa clandestinamente sem nenhuma informação. É preocupante, sim, porque praticamente estão a deixar famílias desempregadas”, lamentou a fonte.

Outra das queixas tem que ver com a falta de diálogo com o patronato. “Nós estamos a fazer uma pergunta. Eles não dizem que estão a retirar-se. Alegam apenas que a empresa maior será na Zâmbia e, aqui em Moçambique, teremos apenas uma firma de manutenção. Praticamente, não há satisfação. Estamos sentados sem fazer nada”, desabafou.

O “O País” sabe que pelo menos três motoristas, que se recusaram a entregar os seus passaportes, saíram da Zâmbia na manhã deste sábado, por meios próprios, rumo à cidade da Beira.

Durante a semana passada, a nossa equipa de reportagem contactou telefonicamente os gestores da empresa, de nacionalidades tanzaniana e Indiana, para ouvir as suas versões dos factos, mas recusaram-se a prestar declarações.

Falhou o prazo para a retoma da circulação da embarcação que liga a Cidade de Maputo e Ilha de KaNyaca. Ao contrário da promessa do município de Maputo, a reparação ainda não terminou.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo fez a promessa no dia 25 de Agosto, durante uma sessão da Assembleia Municipal de Maputo.

Na altura, Eneas Comiche garantiu que até a semana antepassada os técnicos sul-africanos já teriam concluído a montagem da caixa de velocidade e do motor no sentido de a embarcação voltar a transportar passageiros.

Entretanto, a promessa não passou de palavras. A embarcação continua paralisada.

Sem gravar entrevista, uma fonte do Município de Maputo disse, à Stv, que o trabalho não foi concluído porque uma das peças importadas da África do Sul foi devolvida à retificadora. A mesma começou a ser montada nesta segunda-feira.

Enquanto os trabalhos não terminam, as viagens da Cidade de Maputo para KaNyaca continuam condicionadas.

O FIPAG diz que os danos são avultados e estão estimados em cerca de cinco milhões de Meticais. Em termos de reposição, Faquira Massalo, director do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) fez saber que serão necessários perto de sete milhões de Meticais. A reposição dos trabalhos poderá durar pouco mais de dois dias.

Os treze mil clientes afectados na distribuição de água em Quelimane são provenientes de um total de 21 bairros, designadamente Administrativo, Kansa 1 e 2, Aeroporto 1 e 2, Piloto, Janeiro, 1 de Maio, Canecos, Chirangano, Coalane 1 e 2, Manhua, Santagua, Chuabo Dembe, Incidua, Sinacura, Torone Velho, Torone Novo, Popular e 17 de Setembro.

Os técnicos estão a trabalhar, desde o início da manhã deste domingo, ao longo da noite para a reposição da tubagem. O director do FIPAG em Quelimane falou dos prejuízos.

“Em termos de perda, podemos avançar, contando com os dias que vamos ficar parados na distribuição e fornecimento, cerca de cinco milhões de Meticais. Já em termos de reposição, estamos a avaliar, numa média, seis a sete milhões de Meticais. São danos cujos trabalhos serão extremamente delicados e sem momento certo para a sua conclusão, embora acreditemos que, dentro de 48 horas, os técnicos farão a devida reposição e aí a retoma na canalização da água aos nossos clientes”, disse Faquira Massalo, director da Área Operacional de Quelimane.

A tubagem que registou avaria está no entroncamento das avenidas Heróis de Libertação Nacional e 25 de Junho, nas proximidades do Mercado Central.

No terreno, as máquinas estão a roncar, as várias frentes estão em desdobramento, visando assegurar, o mais rápido possível, o fornecimento de água nos 21 bairros de Quelimane afectados. “A conduta é a principal, sai do maior centro distribuidor da cidade e garante água a toda Zona Cimento e alguns bairros da periferia da urbe”, precisou Massalo, a quem a empresa pede compreensão dos clientes, porquanto os trabalhos vão precisar de muita ginástica até à sua conclusão.

Aliás, num comunicado emitido pela empresa e que passamos a citar: “Pelos transtornos que esta situação poderá causar, o FIPAG pede a compreensão de todos os consumidores e reforça o seu compromisso na reposição breve do serviço de fornecimento de água às zonas afectadas até às 12 horas desta segunda-feira”.

Sabe-se que a tubagem em causa, de fibrocimento colocada na era colonial, carece de requalificação.

A província de Nampula registou o primeiro ataque terrorista na última sexta-feira. Até aqui, não há registo de mortos ou feridos, mas os insurgentes incendiaram um centro de saúde, uma escola e destruíram casas.

Desde que se iniciaram as incursões terroristas na província de Cabo Delgado, há cinco anos, é a primeira vez em que se regista um ataque em Nampula atribuído àquele grupo. As vítimas foram os populares do povoado de Kutua, localidade de Odinepa, posto administrativo de Namapa, no distrito de Eráti.

Para quem sai de Cabo Delgado e segue pela Estrada Nacional n°1, Eráti é o primeiro distrito em Nampula, pelo que é o mais próximo da zona com histórico de ataques terroristas que se iniciaram a 5 de Outubro de 2017.

A população de Odinepa disse à nossa reportagem que os insurgentes entraram no seu povoado por volta das 15 horas, posicionaram-se sem criar alaridos e, por volta das 22 horas, começaram a incendiar casas; fizeram o mesmo no posto de saúde local (que ficou totalmente destruído) e atearam fogo, igualmente, num bloco de salas de aula de uma escola construída com base em material local.

“Passaram só cinco minutos e começamos a ouvir o som das armas”, explicou Antumane Samuel, um dos aldeões, e acrescentou que ainda não tiveram notícia de feridos, mortos ou raptados.

A população está em pânico. Ao longo do troço de pouco mais de 60 km de estrada de terra batida que sai da vila de Namapa até ao povoado atacado, encontrámos famílias inteiras com trouxas na cabeça, a fazerem a caminhada de fuga para Namapa. Algumas crianças denotavam cansaço, mas, porque a insegurança é enorme, nem os pais davam espaço para descanso.

Já foram posicionados militares no terreno para garantirem a segurança. E o administrador de Eráti, Manuel Manusso, assegurou que o inimigo está a ser perseguido nas matas.

“Há trabalhos das Forças de Defesa e Segurança que estão a trabalhar no sentido de corrigir esta situação. Não estaria a exagerar se dissesse que há perseguição incessante dos malfeitores que queimaram a aldeia de Kutua”.

Com estes últimos acontecimentos, as três províncias do Norte de Moçambique já registam ataques terroristas, depois de Cabo Delgado e Niassa. O que resta saber é se são grupos que se estão a alastrar devido ao apertar da segurança ou se são pequenos elementos em fuga.

Pacientes internados no Hospital Geral José Macamo dizem estar a passar fome. As refeições chegam tarde e em quantidades reduzidas.

A denúncia chegou ao “O País” através dos funcionários da unidade sanitária, que contaram que a situação se agravou, na última semana, com a redução da quantidade de açúcar e o corte do pão no chá.

Disseram que há pacientes cujo chá e papa, feita à base da farinha de milho, chegam sem açúcar. O jornal “O País” visitou o hospital para aferir a denúncia e, dos pacientes, a queixa era a mesma; até numa conversa entre duas pacientes que estavam internadas.

“A comida daqui nem agrada”, dizia uma e a outra respondia: “O problema é que não põem sal e eu preciso de consumir muito sal por causa da minha doença, mas o pior é o chá e a papa… não põem açúcar”.

A última vez em que tomaram chá foi na quinta-feira e uma delas pediu aos seus familiares para providenciarem um termo e açúcar para poder dividir com as suas colegas.

Escapa quem tem familiares que visitam, mas os que não têm, tal como João, nome fictício de um doente que está internado desde domingo, passa mal.

“O pequeno-almoço só chega por volta das 08h ou 09h, enquanto acordamos às 05h para medicar. O nosso corpo fica sem forças e, assim, é difícil melhorar. Morremos à fome, jantar servem às 16h, enquanto tomamos medicamentos às 21h e temos a refeição subsequente no dia seguinte às 08h”, reclamou o paciente.

As queixas vão mais longe, outros disseram que “pelo menos eu, desde que cheguei no domingo, só como, no almoço, feijão e, no jantar, peixe. Se alguém me visitasse, eu não comeria isto, mas não tenho opção; o meu organismo já não aguenta…”

Disseram que as quantidades da comida também são reduzidas. Quem tem um acompanhante deve dividir o seu prato de comida.

O pão é dividido para quatro pessoas e, assim, as refeições não matam a fome. Os funcionários disseram que já questionaram os motivos e a resposta foi clara: há falta de comida no Hospital José Macamo.

“O meu doente comia, mas já não aceita comer feijão e peixe; sinto que só está a piorar, porque só come de manhã. Se eu tivesse familiares aqui, em Maputo, a situação estaria melhor”, desabafou a mãe de um paciente internado.

Sem gravar entrevista, a Direcção do Hospital José Macamo reconheceu que está a passar por problemas financeiros e está a tentar criar condições, para que os funcionários, na escala, e os doentes internados tenham o que comer.

Voltou a circular o comboio que liga Maputo e distrito de Chicualacuala, na província de Gaza, depois de dois anos paralisado devido à COVID-19. A empresa Caminhos de Ferro de Moçambique diz que a retoma vai dinamizar a vida da população.

O comboio de passageiros que liga Maputo e distrito de Chicualacuala, na província de Gaza, retomou, esta semana, dois anos após a paralisação devido à eclosão da pandemia da COVID-19.

A partir da estação central dos Caminhos de Ferro de Moçambique, na Cidade de Maputo, Helena Pedro, passageira, disse que se sente mais segura em viajar de comboio, com destino a Chicualacuala, cerca de 500 quilómetros de distância.

“A retoma é bem-vinda, até porque estamos mais seguros viajando de comboio, além de este meio ser mais barato”, disse Helena Pedro.

Comparativamente ao transporte rodoviário, o comboio é, para os utentes, mais barato. “Chapa ou machimbombo para ir a Chicualacuala está muito caro. Então, com o comboio, podemos economizar dinheiro, e isso é um alívio para todos os passageiros”, referiu Alberto Cossa.

Por outro lado, os passageiros dizem-se aliviados com a retoma da circulação do comboio, tendo em conta o índice de sinistralidade rodoviária.

A retoma do comboio, que liga Maputo e Chicualacuala, foi possível com a aquisição de mais carruagens, que permitem transportar cerca de 1800 passageiros.

“No distrito de Chicualacuala, muitas pessoas dependem deste comboio para poder desenvolver os seus negócios e ter uma fonte de sobrevivência. Então, durante o período de paralisação, viveram momentos muito difíceis”, explicou Iara Ponpisky, chefe dos Transportes de Passageiros, dos CFM.

Este ano, a empresa CFM adquiriu outros 90 veículos que serão distribuídos pelo país.

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