Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Os supostos terroristas voltaram a intensificar ataques armados em Cabo Delgado, e o último alvo foi a aldeia Natugo, no distrito de Quissanga, na zona Centro da província.

“Eles entraram aqui por volta das 18 horas. Queimaram casas, destruíram alguns bens e foram-se embora sem matar nem ferir ninguém”, confirmou um sobrevivente da aldeia Natugo no distrito de Quissanga.

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) visitou a aldeia três dias depois do ataque terrorista e conversou com a população.

“Os nossos homens estão a perseguir os terroristas desde que saíram de Nampula e entraram na província de Cabo Delgado a partir do distrito de Chiúre e, quando passaram pelo distrito de Quissanga, atacaram a aldeia Natugo, onde queimaram casas e destruíram bens da população. Trata-se de jovens recentemente recrutados no distrito de Memba, em Nampula, para reforçar o efectivo que está reduzido e fragilizado”, tranquilizou Bernardino Rafael

Segundo a fonte, os terroristas dirigem-se a Nkoe, uma zona que fica entre os distritos de Macomia e Muidumbe, e outros elementos recentemente recrutados estão  a tentar chegar ao distrito de Nangade, onde eles têm um acampamento. “Segundo informações que temos, quase todos dias morrem elementos do grupo devido à fome, ferimentos contraídos em combates e até por ataque de animais, como leões que encontram nas florestas onde estão escondidos”, disse o comandante-geral da PRM.

Na sua visita ao distrito de Quissanga, Bernardino Rafael apresentou, publicamente, alguns supostos terroristas recentemente capturados.

“Estas quatro pessoas que estão aqui à vossa frente faziam parte dos terroristas, três são naturais da província de Nampula e um é daqui de Quissanga. Um era recrutador e começou no ano 2013 numa mesquita na aldeia Nanhupo, distrito de Montepuez, onde ensinava madraça aos jovens. O outro era transportador que usava o seu barco de pesca para levar elementos do grupo do distrito de Mecufi. Durante os combates, vários elementos perderam a vida e outros escaparam para as zonas de combate. Este casal que carrega uma criança são jovens recrutados em Memba, na província de Nampula. Estamos a apresentá-las para vocês verem que há pessoas nas nossas comunidades que estão a colaborar com os terroristas”, alertou Bernardino Rafael, num comício com a população da sede do posto administrativo de Bilibiza.

No distrito de Quissanga, não foram registados ataques terroristas desde que Moçambique recebeu a ajuda militar externa.

 

POPULAÇÃO DEVE RESISTIR AOS TERRORISTAS

A população da província de Cabo Delgado deve parar de fugir por causa dos ataques terroristas e começar a enfrentar o grupo armado que continua a circular na província de Cabo Delgado.

O apelo foi lançado pelo comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, na sua visita às zonas que recentemente foram alvos de ataques terroristas.

“Quando os terroristas entrarem nas machambas, vocês têm que resistir e perseguir com facas, catanas e zagais e tudo que tiverem, enquanto outros membros da população chamam as Forças de Defesa e Segurança para entrar acção, entenderam?”, pediu Bernardino Rafael .

O comandante-geral da PRM prometeu à população o reforço da segurança, mas pediu mais vigilância para evitar mais ataques terroristas.

“Em colaboração com as autoridades locais, vamos seleccionar e oferecer treinos militares a alguns membros da população para criarmos uma Força Local, de modo a garantir mais segurança, mas também apelamos para uma maior vigilância porque os terroristas continuam a circular nas nossas aldeias”, alertou Bernardino Rafael.

Além de Quissanga, continuam a ser registados  ataques armados nos distritos de Metuge, Macomia e Nangade.

A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo garante ter recebido 1750 listas de transportadores que eram informais, mas já legalizaram a sua situação, tornando-se elegíveis a receber a compensação do Governo para minimizar o impacto dos custos dos combustíveis.

Muito se disse sobre as compensações a serem pagas aos transportadores. Houve até ameaças de agravamento da tarifa por parte dos donos dos operadores de transporte. Mas o Governo sempre disse que só receberia a compensação o transportador que estivesse devidamente licenciado, como fez questão de enfatizar o presidente do Conselho de Administração da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo, António Matos.

“Em termos gerais, posso dizer que são cerca de 1750 transportadores semi-colectivos de diferentes capacidades. Não estamos apenas a olhar para aqueles de 15 lugares, mas também os de 23, 32 e 50 lugares que operam na nossa área metropolitana do Grande Maputo. Além disso, há outros que ainda estão a reunir a documentação em torno de todo esse processo”, disse António Matos.

A Agência Metropolitana de Transporte de Maputo diz que os transportadores vão receber as compensações em Outubro, incluindo as dos meses em atraso, segundo avançou a fonte.

“Nós vamos pagar conforme aquilo que prometemos. O dinheiro sempre existiu; o que é preciso é nós termos muito cuidado porque estamos a falar de dinheiro público e é preciso verificar dados, é preciso prestar contas. Então, temos que cruzar listas. São esses dados que estamos a fazer neste momento. Passado todo esse tempo, estamos em melhores condições”, garantiu o PCA da AMT.

Quanto ao sistema de bilhética electrónica, continua a não ser abrangente e a não funcionar eficazmente. Aliás, muitos carros de pequeno porte, de 15, 32 e 50 lugares, operados por privados, ainda não têm nenhum sistema de cobrança electrónica que é a condição para a implementação do subsídio ao passageiro.

A Empresa Municipal de Transporte de Maputo precisa de 300 autocarros para poder responder à demanda de passageiros. Neste momento, a companhia opera com 65 autocarros.

O sector dos transportes é um dos mais críticos no país, em particular na área metropolitana do Grande Maputo onde os passageiros ficam muito tempo nas paragens e nos terminais à espera de embarcar nos autocarros da empresa pública.

Esta quinta-feira, os gestores da Empresa Municipal de Transporte de Maputo reuniram-se para debater a actual situação do sector, avaliar o desempenho e planificar próximas acções. Entretanto, a incapacidade da empresa ganhou maior tónica, e o presidente do Conselho de Administração da EMTPM, Lourenço Albino, sabe da situação e empurra a solução para edilidade e ao Governo central.

“Neste momento, por aquilo que temos constatado, ao nível das paragens e terminais, estamos aquém de satisfazer aquilo que é a demanda da Cidade de Maputo, porque não só é procurada pelos citadinos desta Cidade, como também por aqueles que visitam a urbe, incluindo os da região metropolitana do Grande Maputo e, por isso, para nós, ainda não estamos no nosso ponto óptimo”, reconheceu Lourenço Albino, presidente do Conselho de Administração da EMTPM.

A estratégia para atingir a eficácia é o aumento da frota a médio e longo prazos. “No nosso entender, os 65 autocarros não são suficientes para atender a todos os passageiros. Precisamos de mais 300 autocarros e, com isso, talvez seja possível a atendermos a esta demanda.”

Ainda assim, a empresa cresceu em 16%, em relação aos primeiros oitos meses do ano passado, o que significa que, de Janeiro a Agosto do ano em curso, transportou sete milhões de passageiros, tendo arrecado mais de 104,6 milhões de Meticais em receitas e espera transportar 13 milhões de passageiros até Dezembro.

“O que nós colhemos no mercado, do ponto de vista de receita, receita depende da tarifa, não corresponde àquilo que é o volume de serviços que nós prestamos, razão pela qual a receita está aquém dos custos operacionais”, referiu Albino.

Actualmente, as tarifas praticadas nos autocarros da Empresa Municipal de Transportes de Maputo são entre 12 e 15 Meticais em 36 rotas. Projecta-se, entretanto, reabrir rotas do interior dos bairros periféricos, mas ainda não há datas definidas.

Operadores de uma fábrica de produção de plástico na província de Tete, denunciam alegado maus tratos e exigem aumento salarial. Entre os relatos de funcionários consta a falta de pagamento de horas extras.

Dezenas de trabalhadores da indústria de produção de plástico, decidiram esta terça-feira, quebrar o silêncio e relatar o drama que vivem no local de trabalho. Denunciando negligência em cuidados com a saúde e violações de direitos do trabalhador.

Entre os relatos de funcionários, está a falta de pagamento de horas extras, contratos de trabalhos, pagamento de salários abaixo do mínimo e concessão de férias.

Os trabalhadores contam ainda que mesmo depois de várias denúncias, as autoridades nada fazem para reverter a situação e acusam a Inspeção Nacional de Actividades Económicas de ser conivente.

O representante da firma distancia-se das acusações e avança que está a trabalhar junto das autoridades locais e os colaboradores para resolver o problema.

A Inspeção Nacional de Atividades Económicas e a Direção provincial de Trabalho, em Tete, efetuaram uma visita relâmpago no local dos factos, onde foram constatadas diversas irregularidades e a firma envolvida será sancionada.

Esta á a terceira vez que os trabalhadores da mesma fábrica denunciam alegados maus tratos e violações graves dos direitos do trabalhador.

A Academia Militar Samora Machel diz-se preparada para fazer parte do combate no teatro operacional norte e avança que os terroristas estão em fuga e desesperados devido à ofensiva militar.

Quando foi criada, há 19 anos, Moçambique vivia a paz, fruto dos acordos de 1992, à luz dos quais, irmãos desavindos depuseram as armas e decidiram trilhar os caminhos da paz. Vangloria-se por ter sido a primeira academia, no país, a formar militares de nível superior, nos ramos da Marinha de Guerra, Força Aérea e Exército, mas as glórias do passado estão no baú dos museus da história.

O presente reserva outros desafios e os actores podem ser quaisquer. A Academia Militar quer fazer parte desses personagens da história que será contada no futuro, por isso abriu as portas, sob o pretexto do seu aniversário que se celebra no dia 2 de Outubro, para através do nosso jornal manifestar publicamente a sua prontidão para defender a pátria.

“Temos contribuído com subunidades, até a partir do teatro operacional [norte]. A Academia Militar tem destacado subunidades para fazer face aos insurgentes. Então, não é de descartar que estejamos preparados para intervir nesta situação quando recebermos o comando”, diz, convicto, o coronel Basílio Murtar.

No dia 5 de Outubro próximo, passarão cinco anos após o início dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado. No ano passado, registaram-se as primeiras incursões desses grupos no Niassa e este ano, na província de Nampula, dando uma sensação de alastramento da violência por toda a zona norte do país.

Para o coronel Murtar, os terroristas estão em fugas e desesperados devido à grande ofensiva militar que sobre nas suas bases. “Isso é táctiva para qualquer guerrilha. Eles estão em debandada. Estão a desmembrando-se não querem se dar como vencidos. A causa principal não que eles estão a criar novas bases. É mesmo uma situação de desespero”, assegura o coronel, com conhecimento de causa dos assuntos de guerra.

E nos distritos de Eráti e Memba, onde atacaram na província, a população vai regressando, à medida que se vai devolvendo a estabilidade em termos de segurança.

Cerca de 130 mil adolescentes, dos 12 aos 17 anos, serão vacinados contra a COVID-19 na Cidade de Maputo. Os primeiros dois dias da campanha foram marcados por boa afluência, segundo a Vereação da Saúde e Acção Social.

A administração da primeira dose da vacina contra a COVID-19 aos adolescentes arrancou na terça-feira, em todo o país, e decorre até ao dia 11 de Outubro.

O Ministério da Saúde espera imunizar cerca de 4,8 milhões de adolescentes, dos 12 aos 17 anos de idade.

Hassane Issufo tem 13 anos de idade e faz parte do grupo-alvo. Recebeu a vacina contra a COVID-19 pela primeira vez e sabe que a única forma de evitar o contágio pela doença é associá-la às medidas básicas de prevenção.

“Sinto-me muito bem por já ter recebido a vacina contra a COVID-19, porque eu acho que ela é muito boa para nos proteger. A doença é muito perigosa e pode matar as pessoas a todo o momento”, explicou o adolescente.

Na Cidade de Maputo, a meta é abranger mais de 130 mil adolescentes dos 12 aos 17 anos de idade.

Para que ninguém do grupo-alvo fique de fora, foram mobilizadas 19 equipas para os sete distritos municipais e distribuídas pelas escolas primárias, secundárias e outros locais com aglomerados.

“Arrancámos com a campanha de vacinação e, logo no primeiro dia, conseguimos vacinar mais de onze mil adolescentes, ou seja, já alcançámos nove por cento da meta prevista”, afirmou Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Acção Social, no Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Na Escola Secundária da Polana, por exemplo, há três equipas montadas no pátio para vacinar cerca de 1700 adolescentes.

“A nossa escala é vacinar uma escola por dia e, caso não consigamos terminar, é que voltamos para poder concluir”, referiu Joana Salomão, técnica de Medicina Preventiva.

Por outro lado, na Escola Primária 03 de Fevereiro, as equipas passam de sala em sala, e a vacina só é administrada mediante a autorização dos pais e encarregados de educação.

“Nós entramos nas salas, conversamos com as crianças e sensibilizamos os professores. De seguida, dividimos a turma entre meninas e rapazes, fazemos a administração da vacina e seguimos para outras salas”, explicou Sheila Massingue, também técnica de Medicina Preventiva, acrescentando que nem tudo corre bem, pois: “Há algumas crianças que não têm a permissão dos pais e encarregados. Estes proíbem que seus educandos sejam vacinados; alguns pensam que serão transformados”.

Por isso, a vereadora de Saúde e Acção Social, Alice de Abreu, reitera que, “a vacina é segura, já foi testada e aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, tendo em conta o que está documentado, não é uma vacina com grandes complicações”.

Em todo o país, estima-se que 4,8 milhões de adolescentes, dos 12 aos 17 anos, tomem a vacina contra a COVID-19. A administração da primeira dose termina a 11 de Outubro.

Os funcionários públicos não têm domínio das tecnologias de informação e comunicação (TIC), o que dificulta o acesso à informação nas instituições públicas. A conclusão é do MISA Moçambique.

Celebra-se, esta quarta-feira, o Dia Internacional do Acesso à Informação. Ao reflectir sobre a data, o presidente do MISA Moçambique, Jeremias Langa, constatou que a organização da informação nas instituições é o que mais dificulta o acesso.

Um estudo realizado em 2021, pelo MISA, mostra que há pouca abertura nos ministérios nacionais para a disponibilização de informação de interesse público.

Jeremias Langa diz que o problema pode estar na falta de domínio das tecnologias de comunicação e informação por parte dos funcionários públicos.

O estudo do MISA compara os anos 2020 e 2021 e conclui que houve uma regressão da acessibilidade. De 10 intuições estudadas, apenas uma, o Ministério da Saúde, mostrou-se acessível na disponibilização de informação.

Dos pacientes, 13 foram feridos em um acidente de viação, ocorrido no dia 25 deste mês, tornando este fim-de-semana, de acordo com o médico-chefe do Banco de Socorros no HCM, mais agitado se comparado com o do igual período do ano passado.

As festividades do 25 de Setembro, Dia das Forças Armadas de Moçambique, não terminaram bem para todos. O Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo (HCM) recebeu mais de mil pessoas. Houve feridos, sendo “80 por queda, 72 por acidentes de viação e 52 por agressões físicas”.

Ainda durante o feriado prolongado, 13 pessoas ficaram feridas num acidente de viação do tipo despiste e capotamento de um semi-colectivo de passageiros, que ocorreu no bairro Kumbeza, no dia 25. Deste número, 12 tiveram alta e somente um se encontra internado para cuidados intensivos.

Em termos comparativos, houve mais procura pelo Banco de Socorros este ano, que no igual período do ano passado.

“Este ano, [o feriado] foi mais agitado em relação ao ano passado, em que tivemos um total de entradas de 891 pacientes, este ano, 1212. Ainda no ano passado, tivemos 693 pacientes por doença e, este ano, 911; 255 deram entrada, ano passado, por trauma (ferimentos graves) e este ano 301. No ano passado, internamos 141 numa época parecida e, este ano, 166 pacientes”, explicou o médico-chefe do Banco de Socorros do HCM.

Em relação às temperaturas elevadas que se verificam nos últimos dias, Justino Madeira recomenda que se redobrem os esforços em relação às pessoas mais vulneráveis, como as crianças, doentes crónicos e idosos, aplicando medidas como beber água, usar óculos de sol, optar por roupas claras e largas.

São 28 escolas primárias que passarão a leccionar da primeira à nona classe na Cidade de Maputo, no âmbito da extensão do ensino básico obrigatório. A Direcção dos Serviços Sociais prevê também a contratação de cerca de 300 professores para a capital do país.

Com a revisão da Lei do Sistema Nacional de Educação, que determinou a extensão do ensino obrigatório, da primeira à sétima classe e a introdução da sétima classe no ensino secundário geral, a partir do próximo ano, decorrem os preparativos, e algumas mudanças no sector da educação já começam a ser notórias.

Na Cidade de Maputo, por exemplo, 28 escolas primárias passarão a leccionar até à nona classe. “Apenas nove, neste momento, já estão aprovadas, algumas ainda estamos a trabalhar no sentido de que também sejam aprovadas, de modo a responder à avalanche dos graduados da sexta classe, assim como receber os reprovados da sétima classe”, explicou Artur Dombo, director dos Serviços Sociais da Cidade de Maputo.

Além da contratação de cerca 300 professores, Artur Dombo diz que, ainda na Cidade de Maputo, serão construídas 36 salas de aula, nos distritos municipais KaMubukwana, KaMavota e KaTembe. “O objectivo é reduzir a pressão que existe dos alunos, numa turma.”

Sobre as matrículas da primeira classe, que decorrem de 03 de Outubro a 31 de Dezembro, o responsável fez saber que há, na Cidade de Maputo, para o ano lectivo 2023, cerca de 19 mil vagas para os novos ingressos.

+ LIDAS

Siga nos