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O País – A verdade como notícia

Chefe de Estado classifica a SOICO Televisão (Stv) como resultado de inovação, manifestação de resiliência e cujas iniciativas contribuem para o crescimento de Moçambique. Filipe Nyusi desafia o canal a expandir o sinal e a apostar num jornalismo ético e de qualidade.

Uma televisão cuja “existência representa a manifestação mais sublime da resiliência”. É assim que o Presidente da República resumiu, hoje, os 20 anos da STV. Convidado de honra à gala de celebração da efeméride, Filipe Nyusi começou por felicitar aqueles que, no dia 25 de Outubro de 2002, tomaram a “ousada” iniciativa de lançar o órgão de Comunicação Social.

“Tratando-se de uma decisão de investimento privado para um mercado onde se vislumbrava uma pressão concorrencial, foi necessário que a confiança no sucesso suplantasse todas as dificuldades e todos os riscos que acompanham todo o negócio numa fase inicial”, referiu o Chefe de Estado, acrescentando que o canal é resultado de época distinta do país e da Lei de Imprensa que “abriu caminho para a diversidade de canais de televisão, rádio, jornais para exposição dos moçambicanos para Moçambique e para o mundo”.

Passam-se duas décadas desde a criação da Stv. Filipe Nyusi diz que vê uma “televisão de carácter independente, que evoluiu ao longo dos anos, à altura do passado e do presente, reflectindo a imagem do país e do mundo e que hoje seguramente olha para o futuro com a capacidade inovadora face aos desafios de enfrentamos”.

Aliás, mais do que simplesmente informar, a Stv é, hoje, um canal televisivo que, na sua área de actuação, contribui para o desenvolvimento do país. Para Nyusi, as iniciativas da Stv dão “um contributo significativo para o crescimento e desenvolvimento do país”, afirmou o Chefe de Estado, referindo-se a projectos como as “100 melhores PME”, a MozTech, com enfoque na inovação, enquanto a Mozefo, que, quando foi introduzida numa primeira fase, havia receio, mas, depois, apercebeu-se de que era para contribuir para o desenvolvimento do país.”

Os conteúdos produzidos pela Stv têm, hoje, uma dimensão internacional, pois, no Grupo em que o canal teve origem, nasceu, 12 anos mais tarde, a Stv Notícias, transmitida para Angola, Cabo Verde e Portugal, além de chegarmos a quase todo o mundo através do aplicativo Stv Play. São essas e outras iniciativas que, para o Presidente da República, não fazem restar dúvidas de que estamos perante um canal que “desde a sua existência, procura representar a manifestação mais sublime de uma instituição que é resiliente, como temos testemunhado nos momentos socio-económicos adversos, que o país tem vivido”.

EXPANSÃO, ÉTICA E DIGITALIZAÇÃO: OS DESAFIOS DO PR

Mais do que o passado, a gala dos 20 anos da Stv levou o Presidente a trazer uma visão futurista. Que o Grupo SOICO “continue a apostar na inovação, qualidade e que cada vez mais na diversificação dos seus conteúdos, sendo mais actuante e participativa no desenvolvimento socioeconómico e político do país, em toda a cadeia dos seus tributos”.

Nesse processo, os resultados são imprescindíveis. Nyusi desafia o Grupo SOICO “a expandir o seu sinal para as zonas rurais, fortalecendo a inclusão de mais moçambicanos e assegurando o direito e disponibilidade de informação útil, relevante e atempada”.

O segundo desafio do Chefe de Estado é um jornalismo baseado nos mais elevados princípios da ética profissional, da transparência e da independência e, o terceiro, a busca por uma convivência saudável e sustentável entre os interesses do lucro e da utilidade pública”.

OS COMPROMISSOS DO GOVERNO

Como Chefe de Governo, Nyusi assegurou que o Executivo vai “procurar a melhoria das condições de actuação do sector privado nacional nas áreas de comunicação e informação, o que é atestado pelas várias intervenções de políticas e medidas levadas a cabo”.

A título de exemplo, estão em curso revisões da legislação aplicável à Comunicação Social, dado o desenvolvimento tecnológico. Por isso, Filipe Nyusi anunciou que há três acções a serem realizadas: a realização de investimentos públicos e a promoção de investimentos privados em infra-estruturas para a transformação digital; a electrificação de todos os distritos do país, estabelecendo as infra-estruturas necessárias para os diversos sectores de actividade, o que propicia a penetração dos serviços de informação nos segmentos geográficos das zonas rurais; e a expansão do ensino como factor de criação de cidadãos para maior interacção com os canais de informação, fazendo com que assumam uma postura crítica, participativa e activa como parte do nosso processo democrático.

O Chefe de Estado terminou manifestando o desejo de ver a STV continuar a “surpreender na positiva, a trilhar cada vez mais pelo caminho da modernização e da inovação e que não fique aprisionada ao sucesso dos 20 anos”.

No passado dia 25 de Outubro, a Stv completou 20 anos de existência. Por isso, na gala de celebração realizada na noite de hoje, na Cidade de Maputo, o PCA do Grupo SOICO, Daniel David, prometeu continuar a tornar o canal de excelência e, sobretudo, competitivo a nível global.

Segundo disse Daniel David, os pilares da Stv não se baseiam numa visão míope do passado, mas na convicção de que é com projectos estruturantes que se podem alcançar os objectivos pretendidos.

No seu discurso, Daniel David lembrou que a Stv é vista em todo o mundo, através da Stv Notícias e da Stv Play. Ainda assim, a ambição é continuar a crescer, com investimento na inovação, na infra-estrutura e no Homem, pois só assim a televisão pode ser diferenciadora.

Falando a uma audiência que contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, Daniel David prometeu que, em breve, os telespectadores irão desfrutar de uma tecnologia de ponta, o que, simultaneamente, irá permitir que o canal cresça de forma competitiva e se afirme como referência global. Segundo acredita o PCA da SOICO, o futuro da Stv é promissor, pois estão a ser edificados os pilares importantíssimos para garantir as vantagens competitivas e capacidade inovadora da instituição.

“Brevemente, iremos partilhar com todos o que estamos a preparar na edificação desses pilares. No futuro, teremos capacidade de alcançar uma produção nacional de excelência, competir a nível global e com qualidade aceite em qualquer parte do mundo. Iremos agir de uma forma local, produzindo em Moçambique, mas tendo telespectadores globais”. Prometeu Daniel David, para quem, apesar das várias dificuldades enfrentadas, durante os 20 anos, o momento é de celebrar e partilhar alegrias.

Uma vez que a Stv é uma construção conjunta, Daniel David descreveu o momento de celebração em uma palavra: gratidão, ao Presidente da República, por testemunhar o aniversário; àqueles que investem no canal, por acreditarem que agrega valor nos seus negócios; aos que fazem com que o canal exista, os telespectadores; aos parceiros e aos colaboradores que trabalham dia e noite para que o sinal, a imagem que vale mais do que mil palavras, esteja em casa dos moçambicanos.

“Queremos celebrar a capacidade que esta instituição, Stv, teve em formar quadros que continuam a ser a bandeira e a imagem da informação e do entretenimento, garantindo que possamos informar, educar e entreter com qualidade. São esses colaboradores que hoje reconhecemos. Queremos também ter uma palavra muito especial às empresas que usam a Stv como um meio para chegarem aos seus clientes. Sem as empresas, não estaríamos aqui. E se organizamos este evento, é graças a essas empresas.”

Depois de ter dito que é graças aos profissionais que são formados na Stv, David prometeu que o canal continuará a inovar e a ser uma televisão de referência; revelou que o grupo terá um centro de eventos com iniciativas que a Stv tem como responsabilidade social. Afinal, “somos parte de uma nação que vive e respira usando a Stv para se comunicar”, sublinhou.

A Stv está a investir para baixar os custos de produção e passar a ser ágil a trabalhar. “Vamos crescer competitivos. Essa é a nossa grande aposta, esse é o nosso grande desejo. Para que isso aconteça, contamos com a vossa Excelência [Filipe Nyusi] e com o vosso Governo, contamos com as empresas, que são as geradoras de renda, que geram emprego e desenvolvem a nossa economia”, reforçou.

Num dos momentos mais simbólicos da sua intervenção, Daniel David lembrou que não caminhou sozinho e que o sucesso da Stv também se deveu muito ao apoio da sua família.

Professores de algumas Escolas Secundárias da Cidade de Maputo dizem estar insatisfeitos com atraso de salários, falta de clareza e erros sucessivos no seu enquadramento na Tabela Salarial Única. A classe ameaça paralisar as aulas.

Na condição de anonimato, um dos professores de uma das escolas da capital do país diz não entender a razão para que esta classe seja sacrificada em relação aos salários. Dada a insatisfação, explica que nos próximos dias, os professores vão exigir explicações do Governo sobre as irregularidades na Tabela Salarial Única.

“A ideia a que chegamos ao consenso é que vamos sentar com os outros colegas de outras escolas da Cidade de Maputo e traçarmos as ideias juntas, de todos os colegas, as insatisfações, as inquietações que temos em relação a esta nova tabela aprovada. Em função disso, vamos redigir um relatório de toda a Cidade de Maputo e vamos remeter às instâncias superiores, a procurar mostrar a indignação em relação à alteração daquilo que fomos comunicados pelos sindicatos que nos representaram no processo de discussão sobre enquadramento”.

Os professores dizem ainda que a Tabela Salarial Única fere o Estatuto Geral dos funcionários do Estado que prevê a progressão de 2 em 2 anos. E a TSU segundo os professores são necessários 5 anos para a progressão, consideram este aspecto para prejudicar o funcionário público.

Na Escola Secundária Josina Machel, houve interrupção momentânea de aulas. Os alunos ficaram nos corredores e no pátio. O director da escola, Orlando Dima nega que a paralisação esteja relacionada à reivindicação de uma tabela salarial mais justa. Entretanto, reconhece haver problemas com os salários.

“É verdade que se levante a questão dos salários que infelizmente ainda não receberam, mas também tivemos orientações claras sobre qualquer reclamação que tivermos. Temos um documento concreto para escrever onde apresentamos as nossas preocupações com relação à tabela salarial única, os professores sabem disso e quem está nessa situação já estão a fazer”.

Na Francisco Manyanga, os professores continuam a dar aulas, embora insatisfeitos explicou o Director da Escola Sabino Congolo.

“Há uma insatisfação, há uma preocupação os salários estão atrasados e do conhecimento de todos nós, mas nós temos um corpo docente altamente comprometido com a causa de servir e servir bem e com qualidade razão pela qual este corpo docente está neste momento a trabalhar com os alunos”.

Várias classes profissionais têm-se manifestado agastadas com a Tabela Salarial Única, mesmo depois da revisão da lei visando corrigir as irregularidades no instrumento.

Munícipes do bairro Chamanculo estão agastados com o Município de Maputo, devido à falta da limpeza da drenagem, que está entupida de lixo há mais de seis meses. A água da chuva não tem por onde passar e a situação agrava o cenário de inundações sempre que chove.

O cenário que se vive é de imundície, a vala de drenagem nas proximidades da terminal rodoviária da Junta está entupida de lixo e, sempre que chove, a situação piora, o lixo fica a flutuar nas águas da chuva e o capim dificulta a circulação da água vindo do bairro Chamanculo.

“Está cheio de relva e muita sujidade que não permite a passagem da água e, no interior da vala de drenagem, há muito entulho, o que torna difícil que a água passe para outro lado, além disso deixa em risco a nossa própria saúde e, assim que chegou a época chuvosa, vai provocar inundações e mau cheiro no bairro”, afirmou uma das residentes de Chamanculo.

O mau cheiro incomoda até os que exercem as suas actividades no local. Os vendedores dizem que já se passam mais de seis meses que não vêem o município a limpar a vala de drenagem. “Sempre que chove, a água fica estagnada, nunca vimos ninguém fazer limpeza na drenagem, estou a vender neste local há mais de um ano, mas nunca vimos alguém do município vir fazer a limpeza na drenagem”, disse Ivete Soares, vendedeira.

Os moradores acrescentam que os que varem a estrada colocam areia nas bermas e isso dificulta a passagem da água. “As senhoras que fazem limpeza na estrada varem e colocam o lixo nas bermas da estrada e, quando chove, a área gera esse constrangimento”, disse a munícipe.

A drenagem em alusão devia escoar água no bairro Chamanculo. Estando entupida, nestes dias de chuva, o risco de inundações agrava-se. Nos arredores da vala de drenagem, é possível ver o camião do município a recolher o lixo, mas a vala continua inundada como se nada estivesse a acontecer. Os que fazem o trabalho de limpeza no local fazem as suas actividades, mas não se aproximam da drenagem, o que deixa os moradores indignados.

Sem gravar entrevista, o Conselho Municipal de Maputo prometeu fazer a limpeza das valas.

É um caso que irá fazer correr muita tinta. Um operador de madeira, no distrito de Caia, em Sofala, orientou os seguranças do estaleiro, denominado Gigante Panda Segurança, a impedirem que a madeira apreendida fosse retirada e posteriormente vendida em hasta pública devido à exploração ilegal do recurso florestal.

Está instalado o braço-de-ferro entre as autoridades da Beira, em Sofala, e um explorador de madeira da empresa Cam Internacional que se recusa a proceder à entrega de cerca de dois mil metros cúbicos do recurso florestal, apreendido e vendido em hasta pública. A madeira, que se encontra depositada no estaleiro Gigante Panda Segurança, no distrito de Caia, teria sido dada como ilegal pelas autoridades e, por via disso, foi apreendida.

Acontece, porém, que o proprietário da mesma empresa recorreu à força para impedir que quem de direito retirasse a madeira do local. Foi neste processo que cerca de três seguranças, quando confrontados com a ordem para apreensão, recorreram a disparos contra uma pá mecânica para impedir o processo.

“Quando chegámos, ele disse pára. Já que a pá mecânica não tem problemas de bateria, eu tinha que conduzir para iniciar a apreensão. Eles disparam contra o pneu”, contou o motorista.

O autor dos disparos justificou que cumpria apenas ordens dos seus patrões, no sentido de impedir que a empresa HT, que comprou a madeira, retirasse o recurso do estaleiro. “Nós cumprimos apenas as ordens do patrão. Não podíamos deixar sair a madeira”, explicou um dos seguranças.

Falando sobre este caso, a directora do Serviço Provincial do Meio Ambiente confirmou a ocorrência e assegurou estar a trabalhar para a reposição da legalidade. Mais, disse ser difícil saber do paradeiro da mercadoria.

“Nós estamos a trabalhar com o Governo e outras instituições como a PGR e a PRM, no sentido de ultrapassarmos este constrangimento. Do nosso lado, interagimos com o pessoal do estaleiro”, precisou a fonte.

A população que reside próximo ao estaleiro entrou em pânico no momento dos disparos. “Ficámos assustados. Estávamos a fazer o nosso trabalho. De repente, ouvimos disparos”, contou um morador.

O Presidente da República, Filipe Nyusi vai participar, esta quinta-feira, em Maputo, na Gala de celebração dos 20 Anos da Soico Televisão (STV).

O evento terá transmissão em directo, na STV e na STV Notícias a partir das 16h00, sendo que a gala, a ser dirigida pelo Chefe do Estado, começa às 18h00.

Os organizadores e os artistas convidados garantem que tudo está a posto para que a festa seja memorável.

Hoje, a nossa reportagem testemunhou que está tudo preparado, ao mínimo detalhe, para que a festa dos 20 anos da STV seja um verdadeiro show. O saxofonista Moreira Chonguiça lidera a banda que irá actuar no evento e, como sempre, estava sistematicamente a exigir perfeição aos integrantes.

“A Stv está de parabéns, são 20 anos e temos que ser exigentes. Tive a felicidade de conhecer o percurso deste canal e estou feliz com o seu crescimento. Aqui, teremos vários músicos que irão fazer uma actuação que irá percorrer a história da Stv. Este canal foi e continua a ser uma incubadora de talentos e isso também é de se destacar”, referiu Moreira Chonguiça.

Filho da casa, Nelson Nhachungue referiu que não vê hora de mostrar o produto final, fruto de ensaios intensos. “Estamos entusiasmados, estou feliz por estar aqui e fazer parte das escolhas para esta celebração. Sou fruto desta casa, hoje sou reconhecido por causa da Stv. O que posso dizer é que irão testemunhar um momento bonito. Estou a trabalhar com uma equipa fantástica que prima pela perfeição. Podem esperar surpresas”, garantiu.

A cantora Onésia Muholove também fará parte da festa e promete. “Estamos todos empenhados para que esta festa seja inesquecível. Sinto-me privilegiada por fazer parte deste momento importante. São 20 anos a informar com qualidade aos moçambicanos, e fazer parte deste evento é gratificante. Todo o esforço será feito para garantir que tanto os que estarão aqui, assim como os telespectadores, possam gostar do que preparamos.”

Na ocasião, a organização da gala garantiu que o processo de preparação decorreu como o planeado. “Estamos na fase conclusiva dos trabalhos de organização. Estamos felizes porque tudo está praticamente concluído. Toda a logística técnica e operacional esteve no seu melhor. Tudo está a ser feito para que as pessoas possam ficar agradados com o que preparamos”, referiu Enoque Jerónimo.

Este evento terá transmissão em directo, a partir das 16h00, sendo que a gala começa às 18h00.

A ministra da Cultura e Turismo desconhece as pinturas nas praças públicas em Pemba, que têm gerado discórdia no seio dos munícipes. Eldevina Materula explica que há instrumentos legais que orientam o tipo de pintura a ser feito em cada lugar.

São pinturas coloridas, com os símbolos e cores da bandeira nacional, dispostas em praças e locais públicos, como a Praça dos Heróis, que dividem opiniões dos munícipes de Pemba. Noutros casos, há desenho de homens com armas em punho, casas em chamas, imagens que, segundo os munícipes, não condizem com os espaços.

Há quem defenda que as praças, para quem não conhece o local, podem ser confundidas com barracas de venda de álcool ou até jardins-de-infância.

Sobre as armas e outros materiais bélicos, os cidadãos daquela urbe dizem que só servem para afirmar o ambiente de violência que se vive na província e ridicularizam o Estado.

Confrontada pela nossa equipa, esta quarta-feira, a ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, afirmou não ter informação alguma sobre tais pinturas, porém diz que há regras para pintar qualquer que seja a infra-estrutura pública.

“Há, sim, instrumentos que nos orientam sobre qual e quem autoriza onde é que se deve pintar. Eu dou exemplo daquilo que está a acontecer na baixa da Cidade de Maputo, onde houve contacto e pré-autorização do Município, que, em contacto com o Ministério da Cultura, houve autorização do trabalho”, defendeu a governante.

Materula explicou ainda que procedimentos semelhantes têm acontecido um pouco por todo o país: “estamos a falar de Nampula, Quelimane, inclusive em Cabo Delgado, algumas das pinturas de que está a falar foram previamente autorizadas pelo Governo e, provavelmente, estas em específico, que desconheço, não foram autorizadas”.

O jornal O País sabe que tais praças estão a ser geridas pelo Município de Pemba, entidade de quem aguardamos reacção.

O Ministro da Economia e Finanças diz que há comissões criadas para corrigir as irregularidades que ainda constam da Tabela Salarial Única revista. Max Tonela reitera que todos funcionários terão os seus salários ainda este mês.

A reacção surge 24 horas depois de os médicos e docentes universitários terem manifestado indignação sobre as suas remunerações com base na nova Tabela Salarial Única, reclamando da redução dos subsídios e dos níveis e consideram que a revisão não acomoda as suas reais preocupações.

Por exemplo, os médicos defendem que as especializações, em áreas como neurocirurgia, deviam ser mais valorizadas, no entanto, na TSU, estão todas no mesmo nível.

“A nível mundial, por exemplo, os neurocirurgiões são os que mais recebem devido à responsabilidade que assumem. Enquadrar todos licenciados no mesmo nível parece-nos inapropriado”, lamentou Gilberto Manhiça, bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique.

Reagindo, o ministro da Economia e Finanças garantiu já haver comissões que estão a corrigir possíveis erros.

“É uma reforma profunda e abrangente, há situações já antecipadas, de eventuais reclamações, por isso todos os pagamentos deste mês estão a ser pagos tendo em conta o enquadramento considerado provisório, uma vez que, de acordo com os decretos acordados, querendo, os funcionários e agentes do Estado podem reclamar o enquadramento que têm e, a partir disso, há um espaço de resposta do Governo, através das comissões estabelecidas”, explicou Max Tonela.

Enquanto isso, o Governo diz que procede, desde a última terça-feira (25), ao pagamento dos salários, com base na nova tabela.

Max Tonela acautela, porém, que quaisquer alterações nos quantitativos serão feitas tendo em conta o Orçamento de Estado já aprovado.

“Na verdade, temos um pacote de reforma, com um valor calculado, que inclusive foi aprovado pela Assembleia da República, que é da ordem dos 19 mil milhões de Meticais e qualquer pagamento da despesa no global respeita este limite”, explicou.

O ministro da Economia e Finanças falava, esta quarta-feira, após mais uma sessão da Assembleia da República.

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