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O País – A verdade como notícia

Reabilitada há cinco meses, a Avenida das Instâncias, na Cidade de Maputo, voltou a ter buracos, o que condiciona a mobilidade. As autoridades municipais não sabem quando é que a via será reabilitada definitivamente, e a solução é, novamente, uma reabilitação de emergência.

A Avenida das Instâncias, que se beneficiou de uma reabilitação de emergência em Maio deste ano, volta a degradar-se cinco meses depois, facto que deixa os automobilistas indignados.

“O que tenho a dizer é que é um cancro, uma coisa para a qual a nossa engenharia e os nossos engenheiros já deviam ter arranjado uma solução. Mexeram há pouco tempo aqui, entretanto está assim. Portanto, eu penso que a nossa engenharia tem que mudar qualquer coisa”, disse Sérgio Maguengue, automobilista.

António Mapandzene, outro automobilista, secundou o primeiro interveniente e lamentou a situação da via.

Esta situação é causada, em parte, pela água que escorre a partir de um dos muros existentes nas proximidades e também por uma conduta de água entupida, que está há quase dois metros de profundidade. A empresa municipal de mobilidade e estacionamento (EMME), que está a financiar a obra, sabe disso e vai voltar a fazer reabilitação de emergência, segundo avançou João Ruas, presidente do Conselho de Administração da EMME.

“Volto a dizer que esta reabilitação não será definitiva. Era para permitir que os carros passassem e, quando a Avenida da ONU estiver completamente reabilitada, vamos fazer uma intervenção diferente. Isso vai depender de muitas coisas, porque estamos a trabalhar em coordenação com a vereação de infra-estruturas, que é a dona da obra, porque eles é que sabem qual é a solução que deve ser dada.”

O outro troço da Avenida das Nações Unidas, que ainda não está reabilitado, também está refém de estudos de engenharia que devem ser feitos para localizar os canais de escoamento de águas pluviais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de chuvas moderadas a fortes, localmente fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes, a partir da tarde de hoje, nas províncias de Inhambane e Gaza.

Em Gaza, as chuvas poderão afectar, sobretudo, os distritos de Massingir, Chókwe, Bilene, Limpopo, Mabalane, Mandlakaze, Chongoene, Chigubo, Chibuto, Guijá e cidade de Xai-Xai).

Inharrime, Jangamo, Homoine, Morrumbene, Massinga, Vilankulo, Inhassoro, Mabote, Funhalouro, Panda e cidades de Inhambane e Maxixe serão as regiões mais afectadas na província de Inhambane.

O INAM espera que o mau tempo também influencie a temperatura nos distritos das províncias de Sofala e Manica, a partir da manhã deste sábado.

Face à ocorrência de chuvas moderadas a fortes, trovoadas e ventos com rajadas fortes, os meteorologistas recomendam a tomada de medidas de precaução e segurança.

Foi perante académicos da Universidade Pedagógica de Maputo, estudantes, escritores e vários convidados que a Universidade Pedagógica de Moçambique conferiu, esta quinta-feira, o título de Doutora Honoris Causa à escritora Paulina Chiziane.

Laureada por seus feitos nas pesquisas literárias, Paulina Chiziane lançou fortes críticas aos moçambicanos. Chiziane diz que Moçambique pode perder a liberdade e voltar a ser colonizado. A escritora entende que o país precisa despertar, produzir o seu próprio conhecimento e deixar de depender dos outros.

Chiziane vai mais longe e acusa os estudantes, depois da formação, de mendigar o emprego.

Além disso, a escritora lança culpa aos dirigentes do Estado, às instituições e congregações religiosas. Alerta para a necessidade de reflectir sobre o rumo que o país está a tomar.

Os médicos ameaçam entrar em greve nacional a partir do dia 07 de Novembro se o Governo não corrigir as inconformidades da Tabela Salarial Única. A greve poderá durar 21 dias prorrogáveis.

A decisão de uma provável greve nacional dos médicos a partir do dia 07 de Novembro consta de um documento elaborado pela Associação Médica de Moçambique, após um encontro havido esta quinta-feira.

No referido comunicado, os médicos referem que: “A greve terá a duração de 21 dias prorrogáveis, com início às 07 horas do dia 07 de Novembro de 2022. Ao longo dos próximos dias serão publicadas as diretrizes da greve”.

Na origem da greve, de acordo com a classe médica, estão as inconformidades na Tabela Salarial Única.

Os profissionais dizem-se traídos pelo Governo, que não fez constar os seus anseios na nova Tabela Salarial Única. O Bastonário da Ordem dos Médicos sublinha que  a redução dos subsídios prejudica a classe.

Para impedir a possível paralisação das actividades, a classe médica exige melhorias da Nova Tabela Salarial Única.

Na gala da celebração dos 20 anos da Stv, houve espaço para a distinção de Balbina Inroga, funcionária que está na SOICO há 22 anos, e Enoque Massango, que faz parte da empresa há 21 anos. Igualmente, com 21 anos de serviço no Grupo, foi laureada Lúcia David. Seguiram-se Olívia Massango há 17 anos no Grupo, Igor Frechaut há 15 anos, Kátia Mussá com 17 anos de trabalho e Aniceto Manhique no Grupo há 15 anos. Os premiados prometeram continuar a dar o seu melhor para o crescimento do Grupo SOICO.

 

OLÍVIA MASSANGO

Laureada

“Este prémio tem um significado profundo, porque, durante os 17 anos, tive a oportunidade de ter várias experiências, experiências essas que projectaram o meu crescimento profissional e, por conta disso, ditaram as responsabilidades que assumo hoje”

 

IGOR FRECHAUT

Laureado

“Esse prémio tem um significado ainda maior porque não é só para mim, mas para todos que trabalham na minha equipa. Esta distinção vai para toda equipa técnica e operacional que dia-a-dia tem trabalhado para o sucesso do Grupo”

 

BALBINA INROGA

Laureada

“Nesses anos, passei por vários momentos difíceis e muito bons, mas aprendi bastante com o PCA. Ele sempre diz que temos que ser resilientes, temos que ser fortes e temos que ser sonhadores. Ele é um grande sonhador e grande parte dos seus sonhos foram concretizados”

 

ENOQUE MASSANGO

Laureado

“A Stv sempre será um bebé. Vimos a sua construção e o seu crescimento e fizemos parte desse percurso. Este é um momento de júbilo e de grande celebração. Estamos todos felizes e de parabéns. Esse projecto foi sonhado e, hoje, estamos a celebrar os seus 20 anos”

 

KÁTIA MUSSÁ

Laureada

“Quando trabalhamos e gostamos do que fazemos, não esperamos que sejamos premiados. Fiquei surpresa quando ouvi o meu nome entre os laureados. Isso significa muito para mim, estou muito agradecida e emocionada”

 

ANICETO MANHIQUE

Laureado

“Estou sem palavras porque a emoção é grande. Foi uma grande surpresa receber esse prémio. É fruto de muito trabalho, dedicação e muito profissionalismo. Agradeço muito ao PCA pelo reconhecimento; continuaremos a fazer o nosso melhor para o crescimento desta marca”

Uma mulher que desde sempre esteve com a Stv, quando o sonho nasceu, quando as primeiras pedras foram colocadas, quando as antenas foram montadas e até quando o sinal chegou à casa dos moçambicanos. Chama-se Graciete Carrilho e, hoje, assiste ao que ajudou a construir – o canal “onde a gente se vê”.

Conhecida como uma mulher serena, Graciete Carrilho esteve sempre preocupada com as causas sociais. Deu as caras no projecto “Futuro Esperança” que tinha como objectivo dar às crianças vulneráveis e com alguma deficiência a oportunidade de melhorarem as suas vidas.

Não parou por aí, esteve à frente das feiras de saúde, realizadas pela STV, e sempre defendeu a necessidade de as pessoas se preocuparem mais com a responsabilidade social e darem continuidade.

No “Moçambique em Acção”, fez entrega de ambulâncias para as unidades sanitárias, ajudou a pintar os prédios da cidade capital no “Chonga Maputo” e disse que “é importante que cada um saiba que é sua responsabilidade contribuir para a manutenção do edifício”.

Graciete Carrilho entrou no “Cozinha Moçambique” e “Árvore Amiga”, onde ensinou às crianças o quão é importante plantar árvores para proteger o ambiente.

Passou por vários obstáculos até chegar aos agricultores do projecto “Agro-Mozal”, mais um projecto do Grupo SOICO. Nunca desistiu, pois sabia que os resultados a alcançar seriam surpreendentes. Não ficou de fora de mais uma iniciativa – “100 melhores PME” – para incentivar o crescimento da economia; esteve, igualmente, no MOZEFO.

Por estes e outros motivos, na noite de gala dos 20 anos da Stv, foi homenageada, lágrimas caíram e palavras de apreço foram dirigidas a uma das fundadoras da Stv. Daniel David, PCA da do Grupo SOICO, não poupou nos elogios, ao descrever Graciete Carrilho.

“A Graciete é uma pessoa muito especial para nós, por aquilo que representou, para o nosso Grupo, e representa até hoje; vou resumir numa palavra: serenidade. É uma pessoa serena, uma pessoa calma, uma pessoa que transmite confiança e maturidade.”

David procurou até nas palavras de Luís Vaz de Camões e de Carlos Drummond de Andrade a melhor forma para agradecer à mulher que também é sua madrinha, mas só encontrou nas de Samora Machel o “Khanimambo” que, traduzido para português, significa “Obrigado”.

Em lágrimas, a homenageada começou por falar do percurso que trilha junto de Daniel David – são mais de 30 anos – recordou-se dos primeiros passos dados para a criação da Stv e dos momentos de alegria, aprendizagem que teve no canal “Onde a gente se vê”, sempre a acompanhar a visão, as batalhas e o sonho do PCA do Grupo SOICO.

“Eu fiz o meu papel com essa minha serenidade, que foi dita aqui; em relação àquilo que é a Stv, dizer que foi uma longa experiência, longo aprendizado, o que mais me animou ao estar aqui a trabalhar foi ter estado com jovens e perceber que valeu a pena. Quando se lhes dá espaço, eles fazem alguma coisa e é isto que estamos a ver aqui, são jovens que fizeram”, destacou.

Nesses jovens, segundo referiu, Daniel David faz parte; a garra, a vontade e o facto de acreditar que seria capaz, fez ele chegar onde chegou, por isso, junto ao seu marido, Francisco Carrilho, acreditou e apoiou.

“Então, Daniel, parabéns para ti também. Esses 20 anos da Stv foram um grande momento da minha vida, de muita aprendizagem, de muito sofrimento, mas também de muitas alegrias… valeu a pena”, concluiu a homenageada.

Cerca de 13% das crianças, dos 12 aos 17 anos, que têm acesso à internet já sofreram abuso sexual on-line no país. A Direcção Nacional da Criança diz que há falta de informação sobre os riscos da exposição à internet.

A crescente exposição de crianças à internet está a aumentar a vulnerabilidade ao abuso e à exploração sexual infantil.

Os casos envolvem ameaças e partilha de imagens de partes íntimas das vítimas, segundo explicou a directora-executiva da Rede da Criança, Amélia Fernanda.

“Muitas crianças não têm noção de que estão a passar por estas situações e de que a internet tem certos malefícios”, disse a directora-executiva da Rede da Criança, explicando que “as plataformas digitais permitem a interacção com pessoas desconhecidas, por isso os malfeitores aproveitam-se da fragilidade das crianças para tentarem as suas acções. Eles aliciam as crianças, manipulam, com vista a convencerem-nas a partilharem imagens de partes íntimas do seu corpo em troca de presentes e dinheiro”.

Uma preocupação para o Ministério do Género, Criança e Acção Social que diz que a falta de informação sobre os riscos da exposição à internet está por detrás do aumento dos casos de abuso sexual.

“É preciso que as famílias pautem pelo uso informado da internet. O telefone é um recurso importante para a investigação e a pesquisa e a tendência é de disponibilizar com facilidade às crianças, mas é o mesmo aparelho que pode representar perigo quando associado à internet, principalmente quando o seu uso não é regrado e acompanhado”, disse Angélica Magaia, directora nacional da Criança.

As constatações foram apresentadas, esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, durante o lançamento de uma pesquisa sobre exploração e abuso sexual infantil online.

Transportadoras e pessoas singulares que transportem cidadãos estrangeiros ilegais passam a ser obrigados a repatriá-los, assumindo todas as despesas que surgirem do processo. Esta medida está na lei que estabelece o regime jurídico do cidadão estrangeiro, aprovada esta quinta-feira, na generalidade, pelo Parlamento.

A proposta de lei que estabelece o Regime Jurídico do Cidadão Estrangeiro, fixando as respectivas normas de entrada, permanência e saída do país, bem como os seus direitos, deveres e garantias e revoga a Lei 5/93, de 28 de Dezembro, a Lei da Imigração resulta, dentre outros, da necessidade do Governo de combater a onda de entrada e permanência ilegal de cidadãos estrangeiros no país, saída ilegal de menores, bem como as acções terroristas.

Segundo a ministra do Interior, quem apresentou à plenária a proposta de lei, o instrumento resulta igualmente das várias experiências acumuladas ao longo dos anos, cerca de 30 anos de vigência da lei anterior e mostra-se urgente o estabelecimento de leis próprias e mais actuais, para o combate aos crimes transnacionais.

“No contexto da prevenção e combate à imigração ilegal, com a presente revisãol pretende-se, igualmente, reforçar as normas relativas à entrada e saída de menores do país. No mesmo sentido, pretende-se ajustar as normas que determinam os procedimentos e as competências relativas à expulsão administrativa, incluindo as formas de recursos admissíveis”, explicou Massingue.

As comissões responsáveis pela avaliação dos instrumentos consideram-no actual e pertinente, pois vai robustecer o quadro jurídico do país no combate aos crimes transnacionais.

Com o novo regulamento, há novas obrigações para as transportadoras, segundo se pode ler no artigo 13:

– As transportadoras que transportem cidadão estrangeiro que não reúna condições que o habilitem a entrar no território nacional são obrigadas a garantir o seu retorno, no mais curto espaço de tempo possível, para o ponto onde este começou a utilizar o transporte;

– Enquanto não ocorrer o reembarque, as transportadoras são sujeitas ao pagamento de despesas de alimentação e assistência que se reputem necessárias;

– São ainda responsabilidades das transportadoras as despesas relativas ao repatriamento do cidadão estrangeiro.

Sempre que se justifique, o repatriamento do cidadão estrangeiro pode ser efectuado sob escolta de membros dos Serviços de Migração, sendo as despesas integralmente suportadas pelas transportadoras.

Um posicionamento partilhado pelos parlamentares, que acautelam porém que se combatam antes as teias de corrupção que vulnerabilizam as fronteiras moçambicanas.

A Bancada da Frelimo defende que a criação de regras de imigração ajuda os países a melhorarem o controlo de vários fenómenos, como é o caso do Terrorismo. Por isso, é crucial que o instrumento seja implementado e cumprido na íntegra, para que não seja apenas mais uma lei.

“Como a própria proposta advoga, pretende-se combater a imigração ilegal, tráfico de seres humano, crimes de natureza transfronteiriça, que colocam em causa, entre outros, a integridade do território nacional. Estamos perante um instrumento que vai criar balizas da imigração, punindo e responsabilizando aqueles que, de forma sistemática, violam as nossas fronteiras”, reagiu Elcina Marindze, deputada da bancada da Frelimo.

A deputada sublinhou o seu posicionamento ao recente caso de imigração ilegal de cerca de 70 cidadãos estrangeiros que se encontravam escondidos no interior de um camião cisterna, na província de Manica, alegadamente a caminho da vizinha República da África do Sul.

Já para a Renamo, um dos problemas que é deveras banalizado é a existência dos chamados “intermediários”, sejam pessoas singulares ou colectivas, que ficam à volta dos postos de travessia, ou fronteiriços, mas também “os que ficam à volta dos balcões de atendimento das instituições públicas, como a SENAMI, DNIC, Autoridade Tributária e outros. Na sua maioria, são estes os vectores da corrupção, para a protecção dos estrangeiros ilegais, fuga ao fisco e mesmo para o tráfico de seres humanos”, defendeu Arlindo Maquevel, da Renamo, que diz ser necessário que as forças estejam focadas, também, no combate às teias de corrupção.

Por seu turno, Elias Impuiri, do Movimento Democrático de Moçambique, defende que a lei é de “estrema importância e ocorre numa altura em que o nosso país é considerado, por vários estudos e relatórios, o mais vulnerável à imigração ilegal, facto que é promovido por esquemas de corrupção que nunca são desmantelados, uma vez que constituem um negócio lucrativo da elite, deste e dos anteriores Governos.

Refira-se que o Parlamento aprovou, igualmente, em definitivo, a ratificação da carta de renascença de África.

Um homem de mais de 60 anos de idade matou a esposa e suicidou-se por ciúme, no bairro Maxaquene “B”, na Cidade de Maputo.

Ciúme foi o motivo que levou luto ao bairro Maxaquene “B”, na Cidade de Maputo.

Jaime Miambo, vizinho do casal, conta que o marido vigiava cada passo da esposa, facto que fazia com que eles vivessem em brigas a quase todo o momento. “Ele esfaqueou a mulher, depois se enforcou. Viviam em brigas, mas às escondidas. Depois de o desastre ter acontecido, as pessoas já comentavam que o casal sempre entrava em conflitos”, explicou o vizinho Jaime Miambo.

Por sua vez, o amigo do homem que se suicidou conta que ele sempre comentava que a relação com a sua esposa não estava a andar bem, mas ele não dava especial atenção ao seu companheiro, pelo que se surpreendeu quando ouviu, na manhã de hoje, que o seu amigo cometeu essa desgraça. “Eles viviam em paz, mas, nos últimos dias, o casal não se entendia. Ele ficava sempre comigo, era meu amigo e contava os problemas que tinha com a sua esposa, mas ele falava em tom de brincadeira, facto que me fez não levar a sério o que contava”, disse Francisco Sitoe, amigo do suicida.

O chefe do quarteirão diz que o casal nunca se aproximou às estruturas do bairro para tentar resolver os seus problemas. “Nunca recebemos nenhuma queixa do casal a falar do relacionamento a dois. Quando acontece esse tipo de episódio, ficamos preocupados. Todo o quarteirão “53” ficou isolado por conta do que aconteceu”, disse Azarias Zunguene, chefe do quarteirão.

O chefe do quarteirão apela aos residentes para pautarem sempre pela conversa e procurarem as autoridades quando não conseguem resolver os problemas internamente.

A psicóloga Lia Alves diz que a falta de capacidade de gestão de emoções é o que pode ter levado a esta atitude trágica. “Estamos numa sociedade em que está cada vez mais difícil a sociedade lidar com as emoções; não só a parte emocional, mas a falta de maturidade emocional não permite que sejamos capazes de lidar com emoções como o ciúme. É algo que a sociedade precisa de trabalhar neste momento, tanto para os homens como para as mulheres”, disse Lia Alves, psicóloga.

O casal ora morto vivia junto há mais de 20 anos e deixou quatro filhos e netos.

O “O País” sabe que o idoso que se suicidou era negociante e tinha trabalhadores. Os jovens que trabalhavam com ele são os que descobriram o desastre no interior da casa, tendo, de imediato, contactado a Polícia.

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