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O País – A verdade como notícia

Está detido um dos membros da quadrilha que assaltava estabelecimentos comerciais na Província de Maputo. Sobre o integrante do grupo trajado de uniforme das Forças de Defesa e Segurança, a PRM diz que ainda não tem detalhes.

As imagens das câmaras de segurança a que tivemos acesso mostram o momento em que uma quadrilha composta por cinco indivíduos, um dos quais trajado de uniforme das Forças de Defesa e Segurança e armado, chegavam para mais um assalto.

Faziam-se transportar numa viatura do tipo “minibus” e, naquela noite de 15 de Dezembro, o destino era um dos estabelecimentos comerciais da cidade da Matola, Província de Maputo.

Os assaltantes entraram na mercearia, fizeram de refém uma mulher com uma criança ao colo e roubaram botijas de gás e 11 mil Meticais.

Este sábado, a Polícia apresentou um dos integrantes da quadrilha, que é o condutor da viatura usada no assalto.

De acordo com o indiciado, o esquema de assalto foi desenhado por agentes da Polícia. “Eu só sei que levei as pessoas nas paragens porque quem me liga é um agente da Unidade de Protecção de Altas Individualidades a dizer que devia passar do Aeroporto, em frente à Base Aérea, e levar o colega que trabalha na 15ª esquadra, um do SERNIC”, contou a sua versão dos facto o motorista indiciado de fazer parte da quadrilha.

O jovem, de 38 anos de idade, aceitou o comando sem saber ao certo para onde iam, mas tinha a certeza de que, depois de tudo, receberia cinco mil Meticais pelo trabalho.

“Quando perguntei para onde íamos, ninguém disse nada, só me foi informado que receberia algum dinheiro, e nós fomos até Khongolote. Chegados lá, eles mandaram parar em frente a uma mercearia e eles desceram a correr do carro e voltaram a entrar, já com quatro botijas. Mandaram eu seguir a viagem e começaram a contar o dinheiro que tinham conseguido e chegava a 11 mil Meticais. Depois de venderem as botijas, só abasteceram o carro com mil Meticais e deram três mil”, detalhou o indiciado.

O transportador público de profissão disse que até achou estranho como tudo aconteceu, mas não a tempo de pular do barco. “Liguei, até, para o meu patrão e disse-lhe que queria ir ter com ele para lhe apresentar um assunto, mas já havia vídeos a circular. E eu a sair de casa prenderam-me na CMC (EN4)”, explicou.

A PRM na Província de Maputo confirma a detenção de apenas um integrante da quadrilha que se dedicava a assaltos aos estabelecimentos comerciais. “Neste momento, há diligências em curso com vista à neutralização dos indivíduos que estão a monte. Os assaltantes, no momento do acto, faziam-se transportar numa viatura que facilitava o seu trabalho de roubo e, neste momento, a Polícia da República de Moçambique, a nível da Província de Maputo, vai continuar a apertar o cerco contra todos aqueles que protagonizam acções maléficas nesta parcela do país”, revelou a porta-voz da PRM na Província de Maputo, Carmínia Leite.

Sobre um dos assaltantes que estava trajado do uniforme das Forças de Defesa e Segurança, a Polícia diz que ainda não tem detalhes. “Relativamente a estas imagens do agente da Polícia, há um trabalho que a PRM está a fazer, como levantamento de base de dados com vista a aferir se realmente é membro da corporação e se está no activo ou não. No momento oportuno, vamos esclarecer”, assegurou Carmínia Leite.

Ainda no sábado, foram apresentados indivíduos detidos acusados de assalto a residências, consumo e venda de drogas.

A equipa da Yango, uma plataforma digital internacional, reuniu-se, semana passada, com o Ministério dos Transportes e o Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), com objectivo de demonstrar às autoridades moçambicanas como vai revolucionar a mobilidade urbana do país.

Tecnologia de ponta e compromisso com parcerias com empresas locais são a chave para oferecer aos usuários um serviço acessível, eficaz e ágil.

Em circulação nas ruas de Maputo desde o início de Novembro, em parceria com operadores locais, Yango apresentou, esta semana, às autoridades e aos empresários a tecnologia única de mobilidade que se desloca rapidamente a um custo muito vantajoso.

Ao longo da semana, Anton Zykov, Chefe das Relações Governamentais da Yango, reuniu-se com o Presidente da Confederação dos Empresários de Moçambique, Agostinho Vuma, com o Director Nacional dos Transportes e Comunicações, Fernando Sebastião Ouana, com o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, e outras autoridades municipais e governamentais.

Nessa reunião, Zykov enfatizou que a Yango não é uma operadora de transporte, mas uma empresa de tecnologia da informação que fornece uma plataforma para optimizar o serviço de empresas de transporte, bem como associações de táxi. Nesse sentido, demonstrou absoluta abertura para estreitar relações com empresas e entidades diversas, entre os quais a Associação de Táxis de Maputo, com quem formalizou esta semana a intenção de estabelecer uma parceria.

Além de promover a qualidade e a acessibilidade do transporte urbano, o Yango’s Chefe de Relações Governamentais destacou que as parcerias entre a plataforma e os operadores locais ajudarão a criar oportunidades de autoemprego para jovens que precisam de uma actividade económica em que todos saiam a ganhar.

A lista de oportunidades da Yango, apresentada esta semana, inclui a vontade da plataforma de atrair investidores estrangeiros interessados no sector e fazer a ponte entre instituições de crédito internacionais e empresas locais interessadas em renovar frotas de táxis.

Mecanismos de segurança, como a possibilidade de partilha de itinerários em tempo real, acesso à informação de táxis e motoristas e uma tecnologia que monitoriza o estilo de condução dos condutores, que demonstraram interesse na proposta da plataforma, foram também apresentados às autoridades moçambicanas.

Além de Moçambique, os serviços digitais Yango capacitam parceiros locais na Argélia, Angola, Costa do Marfim, Gana, Camarões, Senegal, Zâmbia, Congo Brazzaville, República Democrática do Congo. A empresa está presente em mais de 20 países em diferentes regiões do mundo, incluindo Europa, Ásia Central e Oriente Médio.

 

Falta menos de uma semana para a celebração da festa do Natal, momento em que as pessoas se juntam para celebrar o Dia da Família e o nascimento de Jesus Cristo, que os cristãos acreditam ser o Salvador do mundo.

Na Cidade de Maputo, o vermelho, o branco e o verde já dominam as avenidas, mas o destaque vai para as vitrinas das lojas, desde as pequenas até aos centros comerciais de grande superfície. Na entrada de alguns estabelecimentos, os clientes deparam-se com árvores de Natal gigantes, renas brilhantes, muitas luzes e a figura de um homem vestido a vermelho e com uma barba branca: o Pai Natal.

Nas lojas, a corrida para garantir que tudo esteja pronto nesta que é uma das maiores festas dos cristãos é frenética. O jornal “O País” visitou um estabelecimento comercial, especializado na venda de brindes e material de bolos e as prateleiras cheias de artigos natalinos são as que dominam os produtos à venda.

O entra e sai de clientes é anormal, segundo os gestores da loja. “Abrimos [a loja] às nove horas e só fechamo-la às 18. Clientes não param de entrar, não temos tempo para descansar, nem para almoçar, todos querem organizar o Natal como deve ser. As vendas estão a correr como deve ser e temos ainda stock suficiente para responder às necessidades dos nossos clientes”, disse Marlete Pedro.

Conforme disse a gestora da loja, as expectativas superaram os últimos dois anos, em que as celebrações decorreram em meio à pandemia da COVID-19. Por dia, chegam a receber mais de 500 clientes, enquanto, noutros anos, o número não passava de 100.

“Estamos a perceber que as pessoas estão a procurar as coisas muito cedo, o que é bom, assim evitam a correria da última hora. Temos tudo, desde chapéus de Pai Natal, enfeites para bolos de Natal, balões com as cores de Natal, árvores, tudo relacionado com esta época”, explicou Marlete Pedro.

Na loja, conversámos com Felizarda Guambe, confeiteira que procurava material para enfeitar os seus bolos, mas também para decorar a sua Árvore de Natal e casa. Segundo contou, aquelas eram as últimas compras que fazia para estas festas. Este ano, decidiu comprar tudo cedo para ter festas tranquilas.

“Aqui vim comprar, também, coisas para os bolos que os clientes encomendaram, já estou cheia de encomendas e não estou a receber mais nenhuma. Para os meus clientes, quero garantir que os bolos saiam da melhor forma possível, vou decorar de vermelho, verde, branco e dourado e cada vou oferecer brindes, que são estes que vim comprar aqui”, contou a confeiteira.

Não são só as lojas de brindes que estão com o movimento acima do normal. O Hotel Polana também espera por mais clientes este ano, tem para a noite do dia 24 preparadas duas salas para receber seus clientes, uma com capacidade para 150 pessoas e outra 180.

“Para o dia 25, preparamos um almoço para as famílias, que começa às 12 e vai até às 15 horas. Estamos felizes porque as pessoas estão a aderir, já temos reservas feitas e estamos preparados para receber as pessoas que vão chegar na última hora”, referiu Osvaldo Nguane, director Comercial.

Do seu menu, esperam-se entre os pratos tradicionais doces típicos da época, já há até alguns expostos para atrair os clientes.

Do tradicional ao mais rústico, artesãos decidiram presentear os clientes com Árvores de Natal feitas de madeira, esperavam superar as vendas este ano, mas as coisas não correm como o esperado.

“As vendas estão fracas, fizemos muitas árvores, mas não estão a comprar; hoje (sexta-feira) compraram uma até agora, ontem (quinta-feira) compraram três e anteontem (quarta-feira) cinco, mas temos esperança de que ainda virão comprar”, lamentou Charles Agostinho, artesão.

Nas ruas da Cidade de Maputo, pais e filhos tiram fotos em lugares com imagens que remetem ao Natal, entendem que o momento serve para ensinar às crianças o significado da época e unir ainda mais as famílias.

Ayla Francisco, uma das crianças, aprendeu que este momento representa o nascimento de Jesus Cristo, mas também sabe que as crianças merecem receber presentes.

“Eu pedi ao Pai Natal uma cozinha, porque gosto de cozinhar e pedi-lhe para visitar as crianças pobres do mundo e também oferecer-lhes presentes”, desejou a menina.

Os profissionais estão preocupados com a falta de qualidade no ensino de Direito no país e defendem a revisão do Sistema Nacional de Educação como uma das formas de se ultrapassar o problema.

No início da semana passada, o presidente da Associação Moçambicana dos Juízes, Carlos Mondlane, denunciou a falta de qualidade dos formados em Direito no país, chamando de “juristas coxos” as “pessoas que foram formadas pelas faculdades de Direito, mas têm dificuldades básicas”.

O assunto gerou debate a nível de vários domínios sociais. Entre a classe dos advogados, não foi diferente. Os profissionais entendem que as fragilidades na qualidade não estão apenas no ensino de Direito, mas também na educação oferecida no país em geral.

Para Pascoal Bié, advogado há mais de 10 anos e docente do curso de Direito, as fragilidades do ensino de Direito começam nas escolas primárias e, mais tarde, prejudicam o cidadão como beneficiário dos serviços prestados por estes profissionais.

“O beneficiário da máquina do sistema de administração da Justiça é o cidadão. O que se tem assistido é que, em grande parte desta máquina, ainda temos muitos desafios relacionados com a qualidade de serviço que é prestado”, disse Pascoal Bié, advogado.

Sobre as causas do problema, Victor da Fonseca, advogado há mais de cinco anos, condena o Estado moçambicano, por pouco estar a fazer para acabar com as fragilidades no sector da educação. “O maior violador é o Estado moçambicano, porque está plasmado na Constituição da República que o ensino superior, como o ensino básico, é prioritário para salvaguardar o bem-estar. Eu nunca estudei numa escola pública com o filho de um Presidente da República, ou de um ministro, portanto isto deixa a desejar questões de qualidade.”

Na Ordem dos Advogados, muitos recém-formados não passam do teste a que são submetidos para se filiar à organização. De acordo com o bastonário, muitos licenciados chegam à OAM com problemas elementares.

“Há pessoas que têm como resultado uma nota acima de 14, mas, quando nós conversamos com elas para perceber o seu nível de conhecimento sobre dada matéria, descobrimos que não sabem nada. Às vezes, fazemos perguntas básicas, até mesmo sobre a definição do Direito e alguns licenciados não sabem explicar o que é Direito”, exemplificou o bastonário da OAM.

A proliferação de instituições de ensino de Direito, a falta de bibliotecas e de material didáctico de qualidade são apontados pelos advogados como estando na origem da falta de qualidade de ensino no país.

Para sanar esta lacuna, os advogados defendem uma revisão profunda do Sistema Nacional de Educação.

Para Pascoal Bié, “Temos de começar por melhorar o Sistema Nacional de Educação, nos níveis mais elementares, para garantir que as faculdades de Direito, as escolas de formação jurídica e judiciária recebam pessoas com um ‘background’ em condições de assimilar conhecimentos jurídicos”.

Victor da Fonseca acrescenta que “O Estado moçambicano deve investir na qualidade de ensino e motivar o professor que chora por causa dos seus salários”.

Por sua vez, as instituições de ensino de Direito reconhecem o problema e prometem melhorias. “A Faculdade de Direito [da UEM] está, neste momento, a fazer a revisão do currículo de Direito, que tem como um dos objectivos tornar o curso mais relevante, para que possa formar juristas que manifestem menos fragilidades”, garante Teodósio Wate, director da Faculdade de Direito da UEM.

Atracou no último ontem, no Porto de Maputo, o navio veleiro da expedição marinha “One Ocean”. No país, a embarcação norueguesa vai, durante mais de duas semanas, fazer pesquisas sobre os maiores problemas marinhos e apontar prováveis soluções.

Eram por volta das 09 horas do último sábado quando o navio veleiro, da expedição “One Ocean”, atracou no Porto de Maputo.

Na embarcação de 98 metros de cumprimento, estavam mais de 100 estudantes e investigadores que pretendem através de pesquisas no oceano, responder aos problemas do ambiente marinho.

“A poluição marinha é um dos factores que estão a matar os nossos oceanos e a edificação dos corais, o que afecta as mudanças climáticas. Então, as informações irão trazer enormes benefícios ao nosso país como uma nação costeira e também para outros países costeiros”, explicou Lídia Cardoso, ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas.

O navio norueguês intitulado “Statsraad Lehmkuhl” chega à capital moçambicana depois de viagens por 37 lugares do mundo, durante 20 meses.

“Em Maputo, o navio chegou esta manhã [sábado] e vai permanecer até ao dia 03 de Janeiro. Eu penso que isso retrata as excelentes relações entre a Noruega e Moçambique e destaca a importância do país como um Estado oceânico”, disse o embaixador do Reino da Noruega, Haakon Gram.

A ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas disse que as pesquisas feitas por estudantes e investigadores que viajam no navio veleiro vão contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia do mar.

“Eles, em certos momentos, param e colhem informações sustentáveis sobre a água, fazem estudos sobre o lixo, e nós faremos parte do processo.”

No navio, estão a bordo investigadores de diferentes partes do mundo, e no país, espera-se “recrutar” 10 estudantes e docentes universitários, que farão parte da viagem para Durban, na África do Sul.

A partida da embarcação do Porto de Maputo para a cidade sul-africana está prevista para 3 de Janeiro.

Pessoas com doenças como a asma, hipertensão arterial e cardíacas podem ter complicações de saúde devido ao calor intenso que se faz sentir na Cidade e província de Maputo nos últimos dias. O alerta é da médica de clínica geral do Hospital Central de Maputo, que aponta a hidratação como uma das saídas.

São simples hábitos que mantém o corpo saudável, principalmente, em dias de calor intenso.

“ Primeiramente beber água para desidratar, ficar em lugares frescos, um lugar onde a pele não ira queimar ” diz a banhista da praia da Costa do Sol, na Cidade de Maputo, Deolinda Cumbe.

Já Flávio Simone gosta de praticar exercícios físicos para se manter em forma e toma cuidado com as altas temperaturas e tem as suas estratégias.

“ Costumo correr, fazer alguns exercícios físicos e tenho feito isso a partir das 19 horas por causa do calor e, é, também, uma hora morta, o sol não está no auge” disse o banhista.

Nos últimos dias, os termómetros têm apontado para altas temperaturas na Cidade e província de Maputo. E, sendo assim, pessoas com doenças como asma, hipertensão arterial e doenças cardíacas arriscam-se a ter complicações de saúde.

“ As temperaturas muito altas criam um estado de desidratação que pode se tornar grave quando o indivíduo não consome ou não se hidrata, ou seja, repõe a perda do líquido que perdeu”, explicou a médica clínica geral do Hospital Central de Maputo, Amila Fábula.

E os mais vulneráveis não são apenas os que têm doenças crónicas.

“São as idades extremas e falo de crianças ou bebês, idosos, jovens também, sobretudo aqueles que praticam exercícios físicos, porque a temperatura aumenta principalmente quando se expõem ao sol” disse Amila Fábula.

E que cuidados ter com a saúde numa altura onde o calor já se faz sentir no país?

“ Ventilar bem a casa, abrir as portas e janelas mas também tendo o cuidado com os mosquitos sobretudo por tratar-se de uma época caracterizada por chuvas, e os mosquitos estão a espreita, outra forma é consumir muitos líquidos, frutas como a melancia que contém muito líquido e é ideal, estamos numa altura em que se aproxima a época de festas e é importante referir que o álcool não hidrata o nosso corpo ” acrescentou Fábula.

A médica de clínica geral do Hospital Central de Maputo alerta que em caso de febres causadas por altas temperaturas desaconselha-se a automedicação, devendo consumir-se líquidos e permanecer em lugares frescos.

Faltando apenas duas semanas para o fim das matrículas para os novos ingressos, há pais que ainda não matricularam seus filhos, na Cidade de Maputo. O País fez uma ronda pelas escolas e constatou esse cenário.

Apesar de mais da metade dos pais e encarregados de educação já terem feito as matrículas, na Cidade de Maputo, há aqueles que ainda não se dirigiram às escolas para o efeito.

“Nós tínhamos a meta de 233 alunos e até agora já conseguimos preencher 197 vagas, o que corresponde a acima de 70 por cento, e temos 36 vagas que sobram e avaliação que fazemos é positiva porque já ultrapassamos a fasquia dos 70 por cento” disse a directora da Escola Primária Completa 3 de Fevereiro, Custódia Zucula.

Um cenário que não é notável para as escolas primárias Completa Kurhula e a Luta Continua que já têm mais de 95 por cento das vagas preenchidas.

“Tínhamos 209 vagas e nós dissemos que comparado ao ano passado estamos muito bem, conseguimos atingir 99 por cento, faltam apenas 4 vagas”, detalhou o Chefe da Secretaria Escola Primária Completa Kurhula, Armando Zimba.

“ Estamos quase a atingir a meta para o ano 2023, estamos num bom caminho, tínhamos 82 vagas para 2023, estamos com 99 por cento no processo de matrículas das crianças, disse director adjunto da Escola Primária Completa a Luta Continua, Edson Muthemba.

Mas afinal o que leva os pais e encarregados de educação a não efectuarem as matrículas atempadamente?

“O que realmente condiciona isto deve ser o facto de os pais tardam em efectuar o registo do boletim de nascimento das crianças, e alguns pais até vem às escolas para reservar vagas mas nós não fazemos isso sem o documento da criança” defendeu a Directora da Escola Primária Completa 3 de Fevereiro.

Jeremias Majobar é pai e encarregado de Educação e diz que já tinha esquecido de matricular o seu filho para que comece a frequentar a escola no próximo ano.

E os que já garantiram as vagas para os seus filhos deixam o conselho “ o pilar da sociedade é a escola, e é preciso que não deixemos assuntos importantes como estes para o último minuto sob o risco de não termos sucesso neste processo” explicou um pais e encarregado entrevista pelo “O País” que preferiu não se identificar.

A previsão do sector de educação é de matricular, em 2023, um milhão e quinhentos mil alunos da primeira classe em todo país.

Mais de mil pessoas morreram vítimas de acidentes de viação em todo o país, no ano passado. O mês de Dezembro foi um dos mais sangrentos, com o registo de 100 óbitos. Para evitar que o cenário se repita, na presente quadra festiva, a Polícia está a intensificar a fiscalização rodoviária.

Ao longo da Estrada Nacional Número Quatro (EN4), as brigadas da Polícia promoveram uma campanha de sensibilização para a prevenção dos acidentes de viação durante a quadra festiva.
A sinistralidade rodoviária é responsável pela morte de mais de um milhão de pessoas por ano, em todo o mundo e Moçambique está no rol das estatísticas de países com maiores índices. Os dados evidenciam o facto.

Só para se ter uma ideia, do total de 1027 acidentes de viação que o país registou no passado, cerca de 315 ocorreram nos meses de Setembro e Dezembro.

No rol das estatísticas nacionais sobre a sinistralidade rodoviária, a província de Maputo ocupa o quarto lugar, atrás da capital do país, Gaza e Inhambane.

A província de Maputo quer, na presente época festiva, mostrar que aprendeu a lição com os acidentes do passado, fez o TPC e quer colocar em prática novas estratégias para reduzir a sinistralidade rodoviária.

“Queremos que todos nós possamos passar as festas com boa saúde, calmaria e sem choros, sobre choros que vêm da estrada”, ansiou Afonso Miquichone, comandante da Polícia da República de Moçambique na província de Maputo, interagindo com os condutores e passageiros.

E foi a partir da estrada que a brigada de fiscalização rodoviária reforçou mensagens de condução segura durante a quadra festiva para evitar o derramamento de sangue.

“Se forem a perceber que a velocidade é excessiva, a condução não é defensiva, é um pouco violenta, denunciem de modo a reduzir os índices de acidentes de viação”, apelou Leonel Cossa, director da Ordem na Província de Maputo, falando aos utentes de transporte público.

E durante a quadra festiva, haverá mais sensibilização, porque o objectivo é atacar o factor comportamento humano. “A sensibilização visa, essencialmente, trabalhar no factor homem.

Quem pensa em fazer ultrapassagem irregular é o homem, quem circula em velocidade excessiva é o homem, quem circula sabendo que está fatigado é o homem. É por isso que achamos que mudando a opinião do homem, poderemos ganhar mais”, indicou Afonso Miquichone.

O troço da EN1, no distrito da Manhiça, considerado corredor de morte, vai merecer especial atenção das autoridades.

“Temos muitos postos ao longo da via Marracuene–Manhiça, que são de observação. Portanto, o nosso plano operativo para esta quadra festiva dá prioridade a este troço para que não seja palco de derramamento de sangue”, revelou o comandante da PRM na Província de Maputo.

Mortes que não foram poucas, segundo as estatísticas do ano passado. Dos 1027 acidentes de viação registados no ano passado em todo o país, 398 foram do tipo atropelamento, 168 choques entre carros e 202 de despiste e capotamento. O terror na estrada matou, em 2021, mais de mil pessoas e, destas, o maior número, quase duzentas, perderam na província de Maputo.
E o balanço dos primeiros 10 meses deste ano não foi dos melhores, pelo menos para a província de Maputo.

“Não estamos bem. Olhando para os dados estatísticos, de Janeiro a Outubro deste ano, tivemos o registo de 123 casos de acidentes de viação contra 115 registado no igual período do ano passado. Nos óbitos, tivemos uma redução. Foram 128 óbitos contra 144, mas tivemos aumento em outras consequências. Tivemos 164 feridos graves contra 74, 200 ligeiros contra 74 e 87 danos avultados contra 71”, revelou Rodrigo Tchabana, porta-voz da Polícia de Trânsito na província de Maputo.

Para inverter este cenário, diga-se, preocupante, a brigada de fiscalização não vai atacar apenas o comportamento humano. “Durante este período, vamos reduzir a fiscalização, mas vamos intensificar a sensibilização, vamos trabalhar na educação do homem, vamos chamar à razão, à consciência. Teremos alguns postos de observação e controlo de velocidade”, destacou o porta-voz da Polícia de Trânsito na província de Maputo.

A REVIMO diz que não será possível acabar com os acidentes de viação no país e defende que se mantenha o que chamou de realidade sustentável. “Não podemos ter situações em que acidentes evitáveis nos aconteçam sem nenhuma explicação. Por exemplo, o estacionamento de camiões nas bermas da estrada, isso não pode acontecer”, referiu Alexandre Nhampossa, presidente da REVIMO.

Na missão de reduzir a sinistralidade rodoviária durante a quadra festiva, a Polícia socorre-se de três planos, nomeadamente: Tsakane, Stop acidentes de viação e Zalala.

Está interrompida a circulação rodoviária no troço do posto administrativo de Catuane e da localidade de Madubula, no distrito de Matutuine, província de Maputo, devido à subida do caudal do rio Maputo. O facto deve-se ao aumento das descargas na Barragem de Pongolapoort, na Africa do sul.

A 18 de Novembro passado, a Administração Regional de Águas do Sul previu o aumento do nível das águas no rio Maputo, devido ao aumento das descargas na Barragem de Pongolapoort, localizada na vizinha África do Sul, depois do último incremento em 2018.

Dito e feito. As descargas aumentaram e, segundo um Comunicado da ARA-sul, já há consequências. “Regista-se inundações dos campos agrícolas nas zonas baixas do rio Maputo e, por consequência, está interrompida a circulação rodoviária no troço do posto administrativo de Catuane e localidade de Madubula”, lê-se no comunicado.

Face à situação, a ARA-Sul reitera o apelo à sociedade em Geral para a observância de medidas de precaução ao se fazerem ao Rio Maputo.

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