Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Cinco pessoas deram entrada em alguns hospitais da Cidade de Maputo por causa da intoxicação alimentar, causada pela má conservação de alimentos. A vereadora de Saúde e Accão Social no Município de Maputo, Alice de Abreu, diz que em alguns casos a intoxicação alimentar pode causar a morte.

Nesta altura do ano, várias iguarias que não são comuns no dia-a-dia de muitos cidadãos são confecionadas e consumidas sem o devido cuidado. Para evitar problemas de saúde, entre os quais a intoxicação alimentar, a vereadora de Saúde e Accão Social no Município de Maputo chama atenção para a escolha de alimentos a comprar e a respectiva conservação.

O que também se deve evitar é a mistura inadequada de alimentos, para evitar intoxicação alimentar, que pode levar à morte.

Alice de Abreu apela ao cuidado na alimentação e no consumo de bebidas alcoólicas nesta quadra festiva para evitar situações que pressionem os hospitais.

A um dia para o Natal, as compras de última hora criaram enchentes em alguns estabelecimentos de venda de roupa e supermercados na Cidade de Maputo.

Todos os anos é assim: correria daqui para lá. Agitação de pessoas a venderem e a comprar produtos é o que se assistiu. Tudo porque o Natal está à porta e as famílias não querem que nada falte nas festas, sobretudo roupa.

Ainda na capital do país, alguns supermercados registram um movimentado também intenso, pois muitos citadinos correram para completar o que faltava em casa.

Depois de dois anos de restrições por conta da COVID-19, este Natal será celebrado sem contenção, pelo que as autoridades apelam à calma.

Várias pessoas viram-se impedidas de chegar aos seus destinos, na manhã de hoje, devido a um congestionamento de mais de dois quilómetros. A Rua do Jardim, que dá acesso aos bairros de Infulene, Patrice Lumumba e Machava, no Município da Matola, estava quase intransitável, entre as 07h30 às 11h00.

Retidas no engarrafamento, por mais de duas horas, algumas pessoas preferiram continuar a viagem a pé e debaixo do calor intenso que se fez sentir este sábado.

A Polícia fez-se ao local para regular o trânsito, mas mesmo assim a situação levou muito tempo para melhorar porque não se sabia o que causava o congestionamento.

O nosso jornal apurou junto da Polícia de Trânsito que o congestionamento foi provocado por um camião de transporte de carga, que ficou encalhado na ponte pedonal da Maquinac, tendo bloqueado as duas faixas da Estrada Nacional número 4.

Perante o problema, vários condutores optaram por usar a Estrada Nacional número 1 até o bairro Jardim, e desta para diferentes zonas da cidade da Matola.

Quatro horas depois, o trânsito normalizou-se, com a retirada do camião encalhado na Estrada Nacional número 4.

A Igreja Velha Apostólica em Moçambique já pode retomar as suas actividades, dois meses depois da suspensão, devido a desentendimentos entre os membros de direcção. Entretanto, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos alerta que em caso de actos de violência haverá responsabilização criminal.

Depois de mais de dois meses com as portas fechadas, por ordem do Governo, devido a episódios de violência entre crentes, a Igreja Velha Apostólica em Moçambique já pode retomar as suas actividades.

O levantamento da suspensão das actividades da Igreja Velha Apostólica foi anunciada esta sexta-feira, pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, através de um comunicado comunicado no qual diz que “por se ter notado evolução na busca de pacificação no seio da Igreja e havendo necessidade de criar condições para que os crentes possam passar condignamente as festas do Natal e do Fim do Ano, o Governo, através Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, decide pelo levantamento a suspensão das actividades religiosas da Igreja Velha Apostólica a nível nacional’.

Apesar da autorização para se abrir as portas, o Governo deixa um aviso: “Todos aqueles que praticarem actos de violência ou incitarem a sua prática, comprometendo a ordem e tranquilidade dos crentes, bem como das comunidades circunvizinhas das diferentes paróquias, serão criminalmente responsabilizados nos termos da lei”.

As actividades da congregação foram interrompidas no dia 19 de Outubro passado.

Para o levantamento da suspensão, houve encontros entre o Governo e a liderança máxima da Igreja Velha Apostólica na África do Sul e Médio Oriente.

A Renamo afirma que a falta de pagamento de pensões é que está a dificultar o conclusão do processo de DDR. Este posicionamento do partido contraria o que o Presidente da República explicou há poucos dias.

Falhou, na segunda-feira, o encerramento da última base da Renamo no contexto de DDR e o Presidente da República garantiu que o entrave não eram as pensões.

E a Renamo apresentou, no programa Noite Informativa da STV Notícias desta quinta-feira, a sua versão dos factos.

“Dos mais de quatro mil que já foram desmobilizados, nenhum deles já recebeu pensão. Não haverá paz enquanto aqueles combatentes que já desmobilizaram não têm dinheiro para comprar medicamentos, para mandar seus filhos à escola e, muito menos para alugar a casa. Como é que nós vamos avançar com a desmobilização da última base?”, questionou André Magibire, membro da Renamo.

A base de Vanduze, em Sofala, é, também, tida como o Estado-maior General da Renamo e a desativação está mesmo condicionada à criação de condições.

“Se na próxima semana as condições foram criadas ou amanhã, aqueles vão ser desmobilizados. As conversações estão em curso, tanto é que conseguimos o ponto de que a fixação de pensões é um facto”, revelou André Magibire.

Magibire reagiu, igualmente, às declarações de Mirko Manzoni, segundo as quais, nem todas as armas podem estar a ser entregues nesse processo.

“Mirko Manzoni é responsável ou guardou armas da Renamo para saber quantas é que existiam e quantas já saíram? Ele fez isso? Não é ele quem controlava as armas da Renamo. Nós estamos a ser honestos neste processo. Nós estamos a entregar todas as armas. Não precisamos de esconder algo. Se Mirko Manzoni tem esta desconfiança, eu me ofereço a acompanhá-lo para nos mostrar onde estão as outras armas. Ele deve saber melhor”, rematou.

E mais: a Renamo diz que o Enviado Pessoal de António Guterres para Moçambique fixou 19 de Dezembro como o dia do encerramento da última base, sem o conhecimento do partido.

Para prestar mais esclarecimento aos guerrilheiros da Renamo sobre o processo de DDR, Ossufo Momade deslocou-se à província de Sofala.

Na sequência, circularam informações segundo as quais o líder da perdiz foi encurralado pelos seus generais, o que para o partido é tudo mentira.

“Essa notícia é falsa porque o presidente do nosso partido, desde à chegada aquele ponto da província de Sofala, goza de protecção, simpatia e fidelidade dos generais e de todos os combatentes ali aquartelados. Queremos deixar bem claro que jamais houve rebelião na Gorongosa desde que o presidente Ossufo Momade assumiu a liderança do partido”, desmentiu Clementina Bomba, secretária-geral da Renamo.

Clementina Bomba não poupou os elogios para sustentar a sua posição: “ele é muito querido no seio da Renamo e todas as falsidades envolvendo seu nome são criação de gente de má-fé, ambiciosa, sem projecto político, buscando projecção e sobrevivência, através da Renamo e seu presidente”.

Sobre o porquê de não ser o próprio líder a Renamo a conceder a conferência de imprensa, a secretária-geral do partido foi categórica.

“O presidente encontra-se no Quartel-general na base em Gorongosa. Ele goza de boa saúde. Gorongosa está em festa e os senhores jornalistas terão a oportunidade de ver o nosso presidente. Essas mentiras que são propaladas, não passam mesmo de mentiras”, sublinhou.

De acordo com a Renamo, a falsa informação de que o líder da Renamo está sob custódia de guerrilheiros que não querem ser desmobilizados foi propagada por Vitano Singamo, antigo membro daquela formação política.

Uma comissão de inquérito da Assembleia da República vai averiguar o suposto envolvimento de um deputado no Tráfico de Drogas usando o Porto de Macuse, na Zambézia.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na Zambézia deteve, em Novembro, um oficial da marinha afecto à base naval e um professor, supostamente envolvidos no tráfico de drogas usando o Porto de Macuse, que dista a cerca de 100 quilómetros da capital provincial, Quelimane.

Terá sido na conferência de imprensa convocada para anunciar as detenções que se falou do alegado envolvimento de um deputado da Assembleia da República no tráfico de estupefacientes.

E o caso voltou a ser abordado no Parlamento, a 1 de Dezembro, pelo deputado Venâncio Mondlane, que solicitava esclarecimentos a respeito.

Esta quinta-feira, por meio de um comunicado de imprensa, a Comissão Permanente da Assembleia da República anunciou a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para averiguar o caso.

“A criação da CPI surge na sequência da informação veiculada, em Plenário da Assembleia da República, do dia 01 de Dezembro de 2022, pelo deputado Venâncio António Bila Mondlane, Relator da Bancada Parlamentar da RENAMO, do envolvimento de um deputado da Assembleia da República, no tráfico de droga, usando o Porto de Macuse, Província da Zambézia”, diz o comunicado do Parlamento.

A comissão que vai averiguar o caso é composta por sete deputados, sendo quatro da Frelimo, dois da Renamo e 1 do MDM. A mesma comissão é presidida por António Niquice.

Ao “O País”, o porta-voz do SERNIC na província da Zambézia diz que nunca falou de algum deputado envolvido no tráfico de drogas e que esta informação terá sido inventada.

“Se há um processo em instrução, envolve um tenente e um professor implicados no tráfico de droga, metanfetamina. A informação (sobre o suposto envolvimento de um deputado da Assembleia da República) veio (a público) através de uma fonte que nós não conhecemos. Nós não tínhamos esse dado.  A pergunta foi de um jornalista para nós. Houve essa edição (de um vídeo sobre o assunto) de má-fé para fazer crer que nós estamos a investigar. Não é verdade, não existe nenhuma investigação envolvendo algum deputado”, explica o prota-voz do SERNIC na Zambézia, Maximino Amilcar.

O Governo alargou o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de restauração para os dias 23 e 31 de Dezembro. A medida, segundo o Ministério do Trabalho e Segurança Social, visa permitir melhor preparação da quadra festiva.

Os estabelecimentos comerciais e de restauração observam, esta sexta-feira e no dia 31 de Dezembro corrente, um horário reajustado para garantir que os cidadãos consigam comprar os produtos necessários para as festas.

Neste contexto, esta sexta-feira, os estabelecimentos comerciais deverão funcionar das 08h00 às 21h00.

No dia 31 de Dezembro, os estabelecimentos de restauração deverão funcionar das 08h00 às 00h00, sem prejuízo do regime da licença de porta aberta.

Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho e Segurança Social, a que o “O País” teve acesso, o alargamento do horário de funcionamento visa permitir melhor preparação da quadra festiva.

Contudo, a instituição sublinha que:

“A adopção destes regimes de funcionamento e atendimento não prejudicam os direitos dos trabalhadores, quer relativos ao número de horas diárias, nem os pagamentos decorrentes da jornada laboral nos termos da lei”.

Mais de 50 mil turistas poderão entrar no país durante a quadra festiva. A informação foi revelada, quarta-feira, pelo presidente do pelouro de Hotelaria, Turismo e Restauração da CTA, que avançou que a este número se juntam os cerca de 300 mil visitantes de diversos países que, este ano, já tinham visitado Moçambique.

Depois de ter recebido o balão de oxigénio com o levantamento das medidas restritivas impostas no âmbito da prevenção e combate à pandemia da COVID-19, o turismo nacional volta a respirar de alívio.

“Agora, com esta abertura que se faz sentir a nível do mundo, e Moçambique tem acompanhado muito bem a dinâmica internacional, com a esta questão da facilitação dos vistos com plataforma E-visa lançada, recentemente, sem dúvida que os números vão aumentar este ano. Já estamos a falar de cerca de 300 mil visitantes, ainda antes da quadra festiva, portanto penso que é possível receber mais de 50 mil visitantes nesta quadra festiva”, avançou Mohammad Abdullah, presidente do pelouro de Hotelaria, Turismo e Restauração da CTA.

Mohammad Abdullah falava, quarta-feira, durante a conferência de imprensa sobre a quadra festiva, na qual foram anunciadas medidas adicionais paras as fronteiras nacionais.

Para a CTA, o SENAMI deve ter uma equipa altamente qualificada para dar vasão a demanda que se anuncia.

E na medida em que o e-Visa processará outro tipo de vistos, Muhammad Abdullah, espera que a sincronização dos processos possa promover a facilitação para melhor atendimento ao público e permitir a flexibilização na entrada de visitantes ao país.

“Além da fronteira de Ressano Garcia que já funciona 24 horas por dia, a nível das outras também estenderam o horário, e afectamos mais funcionários para responder a maior demanda do movimento migratório que se vive nesta altura do ano. Em Maputo Província, concretamente nas fronteiras da Ponta de Ouro, Namaacha e Goba, estendemos o horário e passam a funcionar das 6 às 20 horas”, revelou Leidita Mahanjane, representante do Serviço Nacional de Migração.

O Ministério da Indústria e Comércio e a Inspecção Nacional das Actividades Económicas dizem que vão reforçar a vigilância para combater a especulação de preços durante a quadra a festiva.

“Os preços estão estáveis com tendência a baixar e notamos uma ligeira baixa nas províncias de Manica e Cabo Delgado, em cerca de 20 a 30 Meticais, mas, para assegurar que estes preços não subam sem justa causa, a INAE, além de obrigar à fixação dos preços dos produtos, tem ido confrontar junto dos fornecedores para que sejam fornecidos recibos, através dos quais possamos aferir a margem máxima de lucro nos estabelecimentos”, disse a inspectora Leonor Mabutane.

A Direcção Nacional de Comércio Interno diz que deve haver cooperação entre a população e o sector económico para a denúncia de casos de violação dos direitos do consumidor “e, para tal, temos linhas verdes para que sejam encaminhadas quaisquer denúncias ou recurso”, disse Florêncio Chavango.

A equipa multissectorial é composta pelo Ministério da Indústria e Comércio, Inspecção Nacional das Actividades Económicas, Serviço Nacional de Migração, Alfândegas de Moçambique, Direcção Nacional de Turismo e sector privado.

Mais de 50% dos alunos da 10ª e 12ª classes foram reprovados em algumas escolas da Cidade de Maputo. Indignados, os pais e encarregados de educação querem que os testes sejam corrigidos novamente.

Os exames finais da 10ª e 12ª classes terminaram a 09 de Dezembro em todo o país. Duas semanas depois, as escolas da Cidade de Maputo já têm disponíveis os resultados nas vitrinas.

Na Escola Secundária Francisco Manyanga, por exemplo, foram examinados quase 970 alunos da 10ª classe, dos quais apenas 420 foram aprovados.

Já da 12ª classe, foram aprovados 730 dos mais de 1400 alunos examinados, segundo fez saber o director da instituição, Sabino Congolo.

“O resultado que tivemos foi o possível, não é o positivo, tendo em conta que os mesmos reflectem o que aconteceu há dois anos devido à COVID-19 ”, disse.

A Escola Secundária Estrela Vermelha lecciona apenas até 10ª classe e avaliou perto de 1300 alunos, dos quais apenas 472 passaram de classe, o que, segundo o director da Escola, Elias Armando, “comparativamente ao ano passado, registámos uma baixa, porque muitos alunos  foram reprovados”.

Na ronda feita, esta quinta-feira, por algumas escolas secundárias, da Cidade de Maputo, o “O País” constatou que, na sua maioria, mais de 50% dos alunos da 10ª classe foram reprovados, e segundo Armando Rangel, director da Escola Secundária Noroeste 1, “o aproveitamento dos alunos da 10ª classe não foi bom e estamos a trabalhar neste momento no sentido de perceber quais é que terão sido as reais causas das reprovações ”.

Os pais e encarregados de educação dizem-se indignados e prometem recorrer, tal como Eva Cumbe, que se deslocou à escola para confirmar os resultados apresentados pela sua educanda.

“Ela viu as pautas e informou-me que foi reprovada, mas eu não acreditei porque ela vinha tirando boas notas. A situação é lamentável, mas nada posso fazer, senão recorrer”, lamentou Cumbe.

Em todo o país, os exames finais da 10ª e 12ª classes abrangeram pouco mais de 600 mil alunos.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE