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O País – A verdade como notícia

O Governo norte-americano, através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), entregou 100 cilindros de oxigénio para cada hospital provincial em Moçambique e 285 concentradores de oxigénio para hospitais provinciais e distritais.

De acordo com uma nota de imprensa da Embaixada dos EUA em Moçambique, os cilindros e concentradores doados contribuirão para garantir a disponibilidade de oxigénio aos pacientes nos hospitais que padecem de doenças respiratórias graves, incluindo a COVID-19.

A doação do povo americano tem por base o apoio anterior prestado ao Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU), num total de 1100 cilindros de oxigénio, 300 concentradores de oxigénio, 50 ventiladores portáteis, uma fábrica de oxigénio, vários outros equipamentos de fornecimento de oxigénio, bem como a formação de profissionais de saúde.

Além das acções, o Governo dos EUA forneceu ao país 14,2 milhões de doses de vacinas da COVID-19. O valor total do financiamento dos EUA concedido a Moçambique para combater a COVID-19 ascende, neste momento, a mais de 107 milhões de dólares, segundo a nota de imprensa da Embaixada dos EUA.

A directora da Missão da USAID, Helen Pataki, citada na mesma nota de imprensa, afirmou recentemente o seguinte: “Para muitas pessoas doentes, o oxigénio pode significar a diferença entre a vida e a morte. A nossa doação garante que os hospitais regionais possam armazenar mais oxigénio, tendo-o disponível quando se registam picos repentinos de doenças. Queremos que os hospitais regionais tenham o que necessitam para tratar doentes em estado grave no local”. Por exemplo, um dos concentradores doados foi para o Hospital Distrital de Nacala Porto, onde, recentemente, estava a fornecer oxigénio a cinco bebés prematuros que estavam a sobreviver graças à doação deste equipamento”.

Os programas de saúde representam uma componente crítica da assistência mais alargada do Governo dos EUA em Moçambique. Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos EUA fornece mais de 500 milhões de dólares em assistência anual com vista a melhorar a qualidade da educação e dos cuidados de saúde, promover a prosperidade económica e apoiar o desenvolvimento global da nação.

 

A Associação das Microempresas de Recolha de Lixo diz que a deficiente recolha de resíduos sólidos no interior dos bairros da Cidade de Maputo se deve à falta de locais para depositar o lixo e atira a culpa às empresas gestoras dos contentores de lixo.

Contentores cheios e com o lixo a transbordar é o cenário que caracteriza várias ruas nos bairros da Cidade de Maputo.

Em algumas, as próprias ruas transformaram-se aos poucos em lixeiras informais e, actualmente, constituem um problema crescente nos bairros, à medida que aumenta a preocupação dos munícipes com a saúde pública.

A Associação das Microempresas de Recolha de Lixo disse que tem conhecimento do problema e explicou que a resposta não está ao seu alcance.

“Este problema surge pela fraca remoção do lixo nos contentores, porque as microempresas dependem também de uma outra empresa que é da recolha secundária. O nosso trabalho é tirar lixo nas casas no interior dos bairros e de seguida depositar nos contentores”, disse Oliveira Pereira, presidente da Associação Moçambicana das Microempresas de Prestação de Serviços.

Há dias, o “O País” noticiou que os moradores estão indignados com a ineficiência  das microempresas de recolha de lixo.

O presidente da referida agremiação reagiu esta quinta-feira e explicou que o problema se deve à falta de locais para depositar o lixo.

“Há muito lixo à volta dos contentores e que estão também cheios. Nós temos a nossa tarefa que é tirar [o lixo] dos bairros até aos depósitos, mas, se não há condições, não temos como fazer o trabalho. Quando falamos com os gestores da empresa secundária de recolha de lixo, alegaram que o período chuvoso é que dificulta o processo, porque os camiões têm tido dificuldades de se fazer às lixeiras. Desta forma, nós não temos forças também para prosseguir.”

As 46 microempresas contratadas pelo Município de Maputo operam em 46 bairros, para garantir o saneamento. Sobre o problema, a edilidade não comentou.

Uma mulher foi assassinada, hoje, dentro de um salão de beleza na Cidade de Maputo. Testemunha conta que o crime foi protagonizado por dois homens, até agora em parte incerta.

Mais uma vida foi apagada na Cidade de Maputo. Em curto espaço de tempo, criminosos entraram num salão de beleza e abriram fogo contra uma senhora que se encontrava no interior. De seguida, puseram-se em fuga. No local da barbaridade, tanto o chão como a mobília ficaram pintados de sangue.

O facto ocorreu por volta das 15 horas desta quinta-feira, na Avenida Emília Daússe, nas proximidades da empresa municipal de Transporte Rodoviário de Maputo. Segundo algumas testemunhas, dois homens que se faziam transportar numa viatura ligeira, entraram no salão e abriram fogo contra uma cliente.

“Deram dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Depois disso, os dois homens saíram e foram-se embora como se nada tivesse acontecido”, contou uma testemunha em anonimato.

Contactados pelo “O País”  e sem gravar a entrevista, a Polícia da República de Moçambique e o Serviço Nacional de Investigação Criminal disseram que já iniciaram investigações sobre o sucedido e prometeram pronunciar-se oportunamente.

Agência Metropolitana de Transportes reconhece a dívida de quatro meses de compensações aos transportadores e explica que tal ocorreu devido à demora na disponibilização das listas por parte da FEMATRO. Contudo, a AMT garante o pagamento total da dívida até ao fim deste mês.

Há dois dias, os operadores de transporte público de passageiros ameaçaram agravar a tarifa de transporte, alegadamente por se sentirem enganados pelo Governo que, dos seis meses de compensações prometidos, apenas pagou dois, sem nenhuma explicação.

Esta quinta-feira, a Agência Metropolitana de Transportes (AMT) veio a público apresentar a sua versão. “Quando o ministro disse ‘este dinheiro é para o pagamento de compensações’, foi pago, em Maputo, Beira e Dondo. Nós pagamos consoante os dados que tínhamos”, referiu o presidente do Conselho de Administração da Agência Metropolitana de Transportes.

O PCA da AMT reconhece a dívida de quatro meses das compensações, porém defende que o atraso na disponibilização das listas dos beneficiários é que retardou o processo.

“Nós pagamos dois meses, volta de 2151 veículos por mês, entretanto continuamos a receber mais listas. E este é um processo que, uma vez que entra nas finanças um pedido de reforço de verba para um determinado número de veículos, mas depois aparece outro número de veículos, evidentemente que começamos a questionar como é que isto se faz”, disse.

António Matos diz que a chegada desregrada de listas faz com que o todo o processo seja moroso, por isso o Governo decidiu parar com o processo de pagamentos, por forma a recolher todas as listas, organizar o dossier e fazer os devidos pagamentos ainda este mês.

“Nós vamos pagar este mês. Nós estamos a trabalhar para resolver esta situação que nos aflige a todos nós. Temos consciência de que os operadores têm o problema da rentabilidade da operação, sabemos que temos que trabalhar em conjunto, e estão três opções em cima da mesa para serem avaliadas para que, até ao fim deste mês, tenhamos uma solução.”

Sobre a ameaça de agravamento da tarifa de transportes, caso o Governo não dê continuidade ao pagamento das compensações, Matos apela à calma e diz que está a ser avaliada a viabilidade da continuidade ou não do processo.

Existem pelo menos 37 mil pessoas afectadas por inundações a nível nacional, o correspondente a 6119 famílias. Em termos de infra-estruturas, 318 salas de aulas ficaram inundadas. A Província e a Cidade de Maputo são as mais afectadas. Entretanto, o INGD garante que a situação está sob controlo. 

A época chuvosa iniciou-se em Outubro  do ano passado e já vai à sua segunda fase. Neste momento, há muitos rios ao longo do país a registarem níveis de água acima do desejável, o que causa inundações. A situação tem estado a condicionar a vida das pessoas e a mobilidade.

O porta-voz do INGD, Paulo Tomás, partilha a informação pontual: “Até ao momento, foram contabilizadas 37 mil pessoas afectadas um pouco por todo o país, o que corresponde a 6119 famílias. Também temos dados do sector da educação, que correspondem a 318 salas de aulas também afectadas. Grande parte deste número foi devido a inundações que ocorreram e também ventos fortes que causaram a destruição dessas infra-estruturas”.

Face às previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que indicam a probabilidade de formação de um sistema de baixa pressão atmosférica entre os dias 13 e 14 de Janeiro, que pode evoluir para tempestade tropical, o INGD diz estar preparado para responder a uma eventual necessidade.

“Estamos atentos e acompanhamos as informações por parte do INAM. Fazemos parte desta estrutura. O INAM está a fazer a monitoria deste evento e, naturalmente, em caso de ocorrência de eventos extremos, já temos preposicionados os meios de atuação”.

Ao longo de todo o país, há 96 embarcações posicionadas para a presente época chuvosa e o porta-voz do INGD diz haver combustível disponível para o funcionamento das embarcações.

A Procuradoria da República vai notificar o Município de Nampula para, em cinco dias, apresentar todos os documentos que deram lugar ao licenciamento de obras de construção de lojas num local proibido. Enquanto isso, as obras devem parar.

A polémica autorização de construção de lojas ao longo da rua Mártires de Mueda, numa servidão pública, está a ganhar outros contornos. Enquanto decorrem as obras no terreno, o Ministério Público prepara-se para notificar o Município de Nampula para, num prazo de cinco dias, apresentar todos os documentos que culminaram com a emissão de licenças de construção.

“E, com base nesse processo administrativo, iremos observar se foram observadas todas as formalidades da lei para a construção de algum edifício naquele local. Mas primeiro há que saber que aquele local é de domínio público porque temos postes de energia naquele local, bem como os transformadores”, disse a procuradora Lucinda Nunes da Fonseca, em entrevista ao nosso jornal.

A Electricidade de Moçambique veio a público esta quinta-feira dizer que não foi consultada pelo Município de Nampula antes de autorizar as construções, como manda o n°3 do artigo 3 do Regulamento do Solo Urbano. Eduardo Pinto, director daquela empresa em Nampula, foi claro: “infelizmente, não fomos contactados, nem informados, muito menos consultados. Naquelas condições como estão a ser erguidas as obras, no dia em que houver alguma descarga atmosférica ou algum problema na nossa rede, podemos ter até casos de incêndio ou mesmo perda de vidas humanas naquele local.

O mesmo acontece com a empresa de distribuição de água, que, para além de não ter sido ouvida, alerta que, por aquela faixa, passa uma conduta de 160 milímetros. “Se futuramente forem a edificar as obras, a conduta vai ter que estar por baixo das obras e isso vai dificultar-nos um pouco em questões de manutenção da própria linha e na manutenção da linha que vai aos clientes”, lamentou Juliano Malua, director da área de Gestão de Perdas no FIPAG, empresa de distribuição de água.

Com estes posicionamentos, o Ministério Público adianta que, mesmo antes de se decidir pelo embargo ou não das obras, estas devem parar enquanto se analisa todo o dossier.

“Iremos intimar o Conselho Autárquico de Nampula para que esse processo administrativo seja remetido num prazo de cinco dias e ainda que se abstenha de qualquer início de obra naquele local. Portanto, não poderá dar-se início a qualquer obra naquele local enquanto o Ministério Público não se pronunciar sobre o que constatou nesse processo administrativo e dos pareceres que constam desse processo administrativo”, alertou Lucinda Nunes da Fonseca.

Não é a primeira vez em que o Município de Nampula autoriza a construção de estabelecimentos comerciais em locais impróprios no centro da cidade e já chegou a dar licença de construção de um estabelecimento comercial no meio do passeio, a menos de 20 metros das instalações do posto administrativo central. E foi através da intervenção da nossa reportagem que o Ministério Público agiu, e o presidente do Município teve que se retratar em público, assumindo que foi induzido em erro pelos seus subordinados e acabou por revogar essa licença.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que o sistema meteorológico pode evoluir para tempestade tropical, o que originaria chuvas e ventos fortes. Entretanto, o Instituto diz que ainda não constitui perigo para Moçambique.

Trata-se de um sistema designado sistema de baixas pressões e poderá formar-se entre esta sexta-feira e sábado no Oceano Índico.

Apesar de haver possibilidade do sistema se transformar em Tempestade Tropical, causando chuvas e ventos fortes de até 70 km/h, no local para onde se vai dirigir, o INAM diz não haver perigo para o nosso país.

“Trata-se de um sistema de baixas pressões, não de um ciclone, que não oferece nenhum perigo na zona onde vai se formar. Está distante de Madagáscar e muito mais distante do país. Estando distante e não oferecendo perigo na sua área de formação, tão pouco constitui nenhum perigo para o nosso país”, disse Lelo Tayobe, Meteorologista.

Para a presente época ciclónica, o INAM prevê a formação de 6 a 10 sistemas meteorológicos, sendo que deste número, 3 a 5 sistemas podem evoluir para ciclones. Contudo, ainda não há sinal de perigo para o país.

O Ministério dos Transportes e Comunicações, suspendeu, com efeito a partir de hoje, o exercício das actividades de transporte de passageiros da empresa “SEQELANE GROUP”.

A medida, segundo explica a instituição, em comunicado de imprensa, surge após ter sido constatado que a empresa não dispõe de frota de autocarros em condições técnicas para a prestação do serviço de transporte interprovincial seguro e condigno.

Ainda no mesmo documento, o Ministério refere que no dia 23 de Dezembro de 2022 a transportadora foi flagrada, no Terminal da Junta, numa situação de “irresponsabilidade, falta de compromisso e respeito aos passageiros, tendo chegado ao extremo de vender bilhetes de passagem para uma viagem Maputo-Nampula que não chegou a ser efectuada por esta empresa, devido à falta de autocarro em condições mecânicas para a prestação deste serviço”.

A suspensão vai durar até a correcção das deficiências técnicas da sua frota e posterior aprovação por uma inspecção técnica da Direcção Nacional dos Transportes e Segurança do Ministério.

O Ministério dos Transportes e Comunicações reitera o apelo à observância das regras de trânsito e ao cumprimento dos termos e condições da licença da actividade de transporte público de passageiros, como observância da lotação dos veículos, cumprimento do tempo de descanso e habilitação dos condutores, entre outras.

“Aos infractores, continuaremos a aplicar medidas mais arrojadas com vista à proteção da vida dos passageiros e demais utentes da via pública”, lê-se no documento.

Recorde-se que no dia 19 de Dezembro último, as autoridades suspenderam a empresa Transportes Ideal, devido às “deploráveis condições mecânicas” de um dos seus autocarros.

A Polícia da República de Moçambique deteve um indivíduo, de 21 anos, suspeito de violar a sua sobrinha de 10 anos até à morte e agredir fisicamente a sua mulher, de 18 anos.

Os factos deram-se na sua casa, na cidade da Beira, província de Sofala, onde vive com a esposa, dois filhos e a vítima mortal, a filha de seu irmão.

De acordo com a PRM, “suspeita-se que à medida que estava decorrer o acto de violação, a sua esposa teria tentado impedir a consumação, e com isso, nada restava ao cidadão a não ser ensaiar um rol de golpes, com recurso a objectos contundentes e cortantes, como garrafas e catanas”.

De acordo com esses dados, o jovem é suspeito de ter cometido “homicídio agravado. Há, sim, um crime de ofensas corporais graves.”

A esposa diz que não presenciou actos de violação, entretanto confirma que o indiciado pode ter matado a sua sobrinha a pancadas.

“Ele fechou a porta e começou a bater na criança e, depois, começou a bater-me com enxada e catana”, contou a esposa do agressor.

O indiciado confessa o crime, mas lança culpa à bebida tradicional que terá consumido. “Eu matei a filha do meu irmão, mas eu não queria que isso acontecesse. Eu bebi e, depois disso, não me recordo de mais nada”, disse o indiciado.

Para apurar os factos, a PRM, em coordenação com o Serviço Nacional de Investigação Criminal e o técnicos de saúde, investiga o caso, sendo que o próximo passo, de acordo com a PRM, é, através de exames médicos, confirmar se houve ou não violação.

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