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O País – A verdade como notícia

Texto: Elton Pila

 

Quatro filmes depois, Yara Costa coloca uma instalação na Ilha de Moçambique. “Nahota e a sereia” é um happening, não apenas para Ilha, mas também para circuitos de arte mais experimentados. Se temos um assombro pelo formato, o lugar para onde a experiência nos leva é um wake up call. A instalação imersiva nos faz olhar para o património marítimo da cultura suaíli e propõe caminhos de regresso a um passado que era já futuro. É a arte interventiva, a tentar fechar a última comporta antes do mundo se esvair dentro da sua própria lama.

 

Odeio a ideia de começar por aqui. Mas tem de ser. Quem é a Yara Costa?

Tento responder a essa pergunta através dos trabalhos criativos que faço. Os meus filmes e agora esta instalação artística são a forma de me ir descobrindo, definindo e de dizer quem eu sou.

Sou cineasta, com uma formação em jornalismo. Mas não é isso que me define. Não saberia dizer o que me define, mas posso dizer o que me move.

 

E o que lhe move?

A história, cultura, identidade, no sentido de saber o que era no passado, perceber o que acontece no presente para ajudar a revelar o futuro. E como é que todas as coisas estão interligadas. O que faço através do meu trabalho artístico ajuda a conectar todos esses pontos, ajuda-me a perceber quem sou eu neste mundo neste período histórico, neste agora e perceber qual é o meu papel e qual acho que deve ser o meu papel neste mundo.

 

E isso é uma preocupação até identitária?

Meu pai é da Ilha de Moçambique, o vínculo que tenho com a Ilha é através dele. Meu pai é nascido na Ilha e os meus avós são de Goa, na Índia, que teve muita ligação com a Ilha de Moçambique.

Lembramos que, durante um longo período histórico, a Ilha de Moçambique esteve sobre a governação da Índia.

Do lado da minha mãe, a minha bisavó é da Tanzânia, ela foi levada para Índia ainda criança, depois da sua aldeia ter sido atacada e ela se ter perdido dos pais. Depois de ter estado na Índia, chegou de barco a Maputo. A minha mãe é neta de duas mulheres negras africanas, que tiveram filhos com homens europeus. Parte da família da minha mãe é de Inhambane um lugar que eu gosto muito. E, na verdade, parte da ideia deste projecto nasceu quando eu estava lá em Inhambane durante a pandemia da Covid-19.

Fui nascida em 1981 na cidade de Maputo, no momento em que o país também está tentar formar-se de certa maneira. Não sei quem me deu, se os antepassados ou Deus, eu nasci assim numa incumbência de tentar encontrar respostas para estas linhas da história que determina quem somos e como os outros nos vêem.

Mas achava que era tentar encontrar respostas. Só depois percebi que não é sobre encontrar respostas e sim sobre fazer perguntas certas.

E, recentemente, depois que eu decidi me instalar na Ilha de forma definitiva passei a ter muito interesse na costa Suaíli, nesta identidade que eu acho um pouco invisibilizada em Moçambique.

Sempre me senti como se estivesse de costas para o mar. Apesar dos 3 000 km do mar, quando a gente vai ver o que está escrito nos livros, até a própria noção do país, construção do pós-colonialismo, é de costas para o mar, é como se esta identidade não existisse. Mas a maior parte das pessoas vem de lá. No mundo, 3/4 da população vive na costa e em Moçambique também muita gente vive na costa, e isso nāo é limitado apenas à actividade económica de pesca, mas é muito mais. Tudo isto pode nos servir hoje para entender como é que está a ser a transformação do planeta, do clima e de todas as mudanças que estão a acontecer. Então, tudo isso me faz quem eu sou, sou uma pessoa que está sempre a mudar. A Yara de há dois ou três anos não é a mesma. Aprendi muito durante estes 3 anos com as comunidades costeiras e hoje, tenho mais perguntas que ontem.

 

Sempre teve esta inquietude em relação a quem é desde a infância ou foi se desenvolvendo com o tempo?

Sempre tive inquietação sobre tudo, de entender porque é que as coisas são como são.

 

Qual era a tua Maputo?

A da Sommershield, não podia ser mais privilegiada. Ainda que a minha família não venha necessariamente desse lugar de privilégio, começou a estar a partir daquele momento em que se definiram as linhas do país, nos anos 80. Mas, na casa dos meus pais, entrava e saía muita gente, com muitas histórias sobre o que estava a acontecer na guerra. A minha irmã adoptiva mais velha tinha perdido os pais na guerra, o pai tinha pisado numa mina e a mãe tinha sido queimada. Eram histórias que tinha dentro de casa. E talvez posso também ter juntado com alguns filmes que via na altura. Mas sentia uma tensão de que isto pode chegar mais perto.  Lembro que, quando acabava energia, o meu avô dizia Afonsinho não está contente hoje. E eu me perguntava quem era este Afonsinho que trabalha na EDM. Levei muito tempo a perceber. É engraçado que, depois de formada em Jornalismo, a minha primeira entrevista foi com Afonso Dhlakama. Aquilo foi conhecer o Afonsinho da minha infância.

 

A inquietação, o colocar perguntas teve alguma influência na escolha de Jornalismo para a formação?

Eu não sabia bem o que eu ia fazer. Comecei por fazer antropologia social. Mas depois andei a pensar o que ia fazer com o curso. Tinha poucas opções como dar aulas na universidade, mas eu não gosto de dar aula. Eu sempre fui uma pessoa de pessoas, de sentar e ouvir falar, não me imaginava sentada num escritório fechado. E foi um amigo que sugeriu que tinha de fazer jornalismo, porque eu tinha muitas perguntas. E eu sempre tentava imaginar como seria se Moçambique não tivesse sido colonizado, se a África não tivesse sido colonizada. Eu sempre a querer questionar estas coisas e esse amigo disse que eu daria uma boa jornalista. Então, vi que haviam anunciado no jornal um convênio Moçambique-Brasil e que podias escolher o curso que querias e a faculdade que querias, tinhas que só fazer provas na altura. Então, fiz o curso de Jornalismo e Comunicação dentro de um Instituto de Cinema e Arte da Universidade Federal Fluminense. A Escola de Jornalismo estava lá dentro, então isso permitiu-me que tivesse professores de Cinema, de Jornalismo e Comunicação. Aprendi muito sobre olhar o mundo e como fazer as perguntas certas. Eu não sabia mexer numa câmara ou fazer uma reportagem, mas deram-me as ferramentas sobre como indagar ainda mais. Isso é o mais importante.

 

Já via muitos filmes na infância. Vai fazer a formação em Jornalismo e calha em um Instituto de Cinema e Arte. O caminho para tornar-se cineasta estava já traçado?

Talvez. E há outros episódios.

Vivia numa rua onde havia uma produtora de Cinema, a Ébano filmes. Eles estavam numa produção, acho que era uma das primeiras grandes produções com co-produção internacional. Era uma co-produção com Zimbabwe e com Estados Unidos. O filme era “Uma criança que vem do Sul”, era um pouco inspirada na história de Eduardo Mondlane e chamaram a Chude Mondlane para fazer parte da produção. O filme era muito de memória e era preciso encontrar uma criança mais ou menos parecida com a Chude para fazer o papel da actriz principal enquanto pequena. Fizeram o anúncio para o casting de crianças. E eu fui fazer o casting. Eram dezenas de crianças. Eu tinha 8 anos e o realizador gostou e disse vais ser tu e agora estas contratada para três meses de filmagens. Eu não sabia nada do que era aquilo, mas achava tudo incrível porque eu estava a dobrar o papel da actriz principal.

E, depois, veio um documentário. Eu fui assistente de um realizador senegalês, o Moussa Sene Absa já experimentado em filmes e o contrataram para fazer um filme sobre mulheres e microeconomia. O filme foi filmado na Índia, Colômbia, no México, Brasil, Senegal, Congo e Moçambique. No México, ele filmou num bordel de prostitutas reformadas. O filme era de pessoas, de mulheres e a visão das mulheres do mundo.

No Congo, foi com uma mulher que tinha um rosto de 100 anos, mas, na verdade, tinha 40. E lembro de ter ouvido ela dizer que tinha 17 crianças, todas filhas de violação durante a guerra, aquilo era pesado. Por acaso, em Moçambique foi a parte menos interessante, a história rondava o HIV, uma mulher que vivia com HIV ou trabalhava no hospital não me consigo lembrar bem.

 

Deste filme já adulta que era assistente de realização ao seu primeiro filme, quanto tempo se passou?

Não foi imediato. Depois da formação, trabalho com a STV como repórter-produtora de um programa que na altura chamava-se Ponto Parágrafo, apresentado no Teatro Avenida por Anabela Adrianopoulos ao vivo sobre temas não consensuais em que tinha três pessoas de cada lado. Era um pouco inspirado em alguns programas que víamos noutros países. Então fiz isso durante um tempo, trabalhei muito, ralei muito, foi duríssimo, aprendi muito. Mas tive a certeza de que a televisão não é para mim e é aí que ganhei uma bolsa de estudos Americana, a Fullbright. Fiz as provas e esperei um ano para poder estudar mestrado nos EUA em Nova York, onde me formei em Cinema-Documentário e como trabalho de final do curso era fazer um filme. Voltei para Ilha de Moçambique e comecei a interessar-me por ver imigrantes chineses e depois percebi que não era só aqui que estava a acontecer. Então, comecei a fazer esse projecto. Na Universidade, fui assistente de um professor que, ao final do semestre, levava os alunos para o Gana. E era também uma oportunidade de enriquecer o meu trabalho. Então filmei em Moçambique, Gana. E depois, de uma realizadora que conheci em um Festival, ouvi que o melhor lugar para o meu filme era o Lesotho, porque Lesotho é um lugar que nem os de lá ficam por lá, então lá fui. Encontrei lá chineses, mas era uma área muito complicada porque tinham assassinado um chinês pouco tempo antes da nossa chegada. E foi assim que eu fiz esse filme sobre chineses em África. E eu já tinha certeza de que queria fazer filmes, estar nos Estados Unidos a ver ajudou-me muito.

Como depois de 4 filmes, pensa numa instalação?

Eu já sabia da história dos Nahotas ou Nakhodhas e já tinha interesse. O Nakhodha é o capitão do dhow, embarcação à vela de origem suaíli, que conhece o mar, os ventos e as estrelas como ninguém. Alguém falou-me de um senhor que é grande conhecedor do mar e eu sempre ia conversar com ele. Era o senhor Torodji, uma grande Nahota e tivemos várias conversas. O senhor é uma biblioteca. Meu interesse aumentou. Tinha de pensar numa forma de eternizar isto. Eu absorvi tudo o que ele disse, mas não podia estar só em mim. Estava a pensar em alguma coisa. Fazer com as pessoas e para as pessoas. Então, pensei que devia fazer com os jovens da Ilha. Então fiz anúncio para quem estava interessado e acabei seleccionando seis jovens.

Começamos com formação. Era uma formação que ensinava como recolher histórias, que tipo de histórias e qual é a relevância de cada história. Na altura, só tínhamos telefones pessoais de cada um. Então, trabalhamos com os meios que tínhamos. Fomos seleccionando as pessoas com que nos interessava falar. E as histórias de Nahotas e sereias sempre passavam pelos nossos ouvidos. Não me interessava muito perceber a veracidade ou não dos Nahotas com casos com sereia mas sim como as pessoas vêem, vivem e interpretam o mundo de outras formas.

A história que ouvi era de um pescador abastado que encontrou com uma sereia. A sereia era uma figura não humana que mudava toda hora, às vezes era um monstro, às vezes era uma voz, uma cor. O que achei mais incrível ainda é a ideia de como é que as pessoas entendem o mar e o ambiente em que estão como extensão delas mesmas. Na verdade, respeitam aquelas criaturas ao ponto de casarem com elas e essa é uma maneira de ver a natureza. Ele então casou-se com a sereia, mas manteve uma promessa em que ele não podia ter uma relação terrena. Só que o pescador queria ter filhos e acabou casando. E a sereia foi desaparecendo e a partir desse tempo nunca mais voltou a pescar.

Parece ficção.

O meu olhar como artista me faz pensar este conceito do mar e humanidade, quando há um equilíbrio entre a natureza e o ser humano, quando as coisas estão equilibradas, este casamento – homem e natureza – as coisas correm bem. O homem tem o que comer, a natureza consegue se regenerar. Mas quando essa relação está descontrolada vivemos o que vemos agora. Estamos a viver uma ruptura nos ciclos, os constantes ciclones. Antes, era um em cada 40 anos, depois 20, agora, é um ou mais a cada ano. A nível do mar sobe a uma velocidade acelerada, aqui nesta região fala-se em 20 cm até ao ano de 2030!. O que estamos a ver é, no fundo, o divórcio entre natureza e humanos. A humanidade passou a extrair da natureza de forma desregrada para criar um estilo de vida que hoje o mundo já entende que não funciona, não é sustentável. Não se pode tirar da terra, chupar dela e achar que isso não tem consequências.

Então, para mim a relação do Nahota e da sereia é essa metáfora.

Há uma pesca industrial internacional que está acontecer que faz com que não haja peixe e quem sofre depois é o pescador artesanal que depois tem que ir com uma rede mosquiteira e é dele que depois a gente vai falar. Mas no fundo ele não é o problema, mas ele vive a consequência de um problema que a gente sabe onde começa. Todas essas histórias, a dimensão histórico-cultural, do conhecimento ambiental e climático, da arte música como é escrita tudo isso me interessou.  Mas não cabia num filme de 60 minutos. Então, foi aí que comecei a pensar em gravar sons, filmar e apresentá-los de outra maneira.

Nas conversas com o Nahota, ele dizia-me que do lado de cima da água, a uma grande distância ele conseguia ver o que estava por baixo das águas, e que isso foi algo que foi aprendendo ao longo do tempo. A mim, isso pareceu-me tecnologia pura. Então, comecei a enquadrar os elementos e coordenar de uma forma coerente. Foi assim que comecei a escrever “Nahota e Sereia”.

Ao ver a instalação, a coisa que passa pela cabeça é como tudo isto foi feito, como é que este material foi levado até aquele edifício que está a acontecer a exposição. Qual é que foi o processo para que tivéssemos aquelas imagens do fundo do mar. Como foi tudo isto?

Já tinha a ideia de fazer uma coisa da realidade virtual. Era muito importante para mim gravar o som o mais próximo possível da realidade e do ouvido humano. Eu queria o som do pássaro que passa, o vento, o mar, ou seja queria poder transportar as pessoas para os espaços reais através do som. Por isso, gravamos o som em 360 graus.

O termos gravado antes com o telemóvel, ajudou a mapear que tipo de material seria importante. E isso facilitou quando começamos a gravar já a sério com o Rufus Maculuve que foi fundamental neste processo.

Como é ter um projecto deste género na Ilha de Moçambique. As questões ambientais aqui se fazem sentir imenso. Mas este formato é novo para todos. Como é comunicar estas coisas?

A Ilha em algum momento já foi o centro do mundo, eu queria de alguma forma honrar isto. O berço é a Ilha. Mas o projecto pode sair daqui para outro canto, Maputo, Cape Town, Dar-es-Salam e mais longe.

Mas as pessoas, cultura, conhecimento, ciência, sabedoria, arte e engenharia da Ilha tem um grande destaque aqui. O que estou a tentar fazer é que isso seja visibilizado, promovido, celebrado e protegido e que a gente possa olhar para nós mesmo conseguindo enxergar a riqueza e diversidade que temos em todas essas áreas. Porque eu acho que sofremos da síndrome de não olharmos para nós mesmos, para dentro, para casa, para a palhota, para o macúti, para o barco, para o pescador.

Eneas Comiche diz que está a cumprir com sucesso as promessas do seu manifesto eleitoral para o actual mandato. O edil de Maputo reconhece, porém, que alguns projectos poderiam ter sido mais céleres. Comiche falava hoje, em KaTembe, após um comício popular.

Quando faltam pouco menos de cinco meses para o término do seu mandato como edil de Maputo, o presidente do Município conclui que, apesar de alguns sobressaltos, está a cumprir com êxito as promessas que fez ao eleitorado.

“Faço um balanço positivo, pois aquilo que me propus a fazer está a ser feito, e creio que estou a cumprir aquilo que prometi aos eleitores. Certamente que gostava de ver as coisas já no lugar, mas as coisas não são assim, na prática o processo leva o seu tempo”, disse Comiche.

A crise de transporte e a degradação de estradas foram alguns dos desafios do mandato de Eneas Comiche.

Questionado sobre as actividades de resselagem em curso, nalguns troços da capital do país, Comiche diz que o importante não é a resselagem, mas sim a reabilitação de estradas, e isso poderá ver-se ultrapassado com o Plano de Mobilidade Urbana, recentemente apresentado pelo Governo, através do ministro dos Transportes.

“O projecto de Mobilidade Urbana, que foi transformado em MOV, cobre, não só a Cidade de Maputo, mas também Matola, Boane e os novos municípios de Marracuene e Matola Rio. Isso é que nos vai permitir alcançar, no sentido de termos vias preparadas para podermos ter estradas com melhor qualidade, para também podermos ter meios de transporte adequados àquilo que precisamos”, defendeu.

Eneas Comiche falava esta quinta-feira, à margem do comício de prestação de contas sobre a execução do plano de desenvolvimento municipal 2019-2023, tendo dito que KaTembe avançou nos sectores de segurança, educação, saúde e mobilidade.

Comiche disse ainda que, no âmbito do ordenamento territorial, foram atribuídos 427 títulos de uso e aproveitamento de terras, uma acção acelerada pela descentralização da autorização para a aquisição deste documentos. O facto influenciou positivamente na arrecadação de receitas.

“Com a implementação da descentralização do processo de aquisição de DUAT, foi possível, a partir de Junho de 2022, aumentar as receitas, de mais de oito milhões de Meticais para, em Janeiro de 2023, situar-se em mais de 800 milhões.”

Mas nem tudo correu bem, como ficou evidente nas intervenções de alguns munícipes de KaTembe.

Cristina Txemane queixa-se da demora na conclusão da estrada que dá acesso aos bairros Chamissava e Incassane.

“Faz tempo que as obras da estrada (da subida de Chamissava) sofrem interrupções. Sofremos, principalmente, na época chuvosa. Nestas últimas chuvas, por exemplo, sofremos bastante com a falta de transporte público, devido a problemas na transitabilidade. Pedimos que os responsáveis pelas obras sejam céleres, para que paremos de sofrer.”

“Na zona Inguide temos falta de transporte. Passam cinco anos, mas não vejo melhorias no acesso ao transporte público. Ao longo da EN1, entre a baixa até Malhampfane não temos transporte. Temos que orar de joelhos para o conseguir”, disse Francisco Faduku.

Ainda nesta quinta-feira, o edil acompanhou de perto as obras de construção da estrada da rua da subida, que, segundo esta placa, deviam ter sido entregues em Fevereiro.

Um incêndio de grandes proporções destruiu dezenas de bancas e barracas no Mercado T3 no Município da Matola. O fogo consumiu centenas de fardos de roupa usada.

O incêndio deflagrou na noite da última quarta-feira, numa altura em que quase todos os vendedores já tinham saído do mercado. Na secção de venda de lenha e carvão, onde igualmente funcionava um armazém, no qual se depositavam fardos de roupa usada, tudo foi destruído e reduzido às cinzas.

Líria Francisco, junto à sua mãe, tinha uma banca de venda de roupa usada e depositavam os fardos no armazém ora destruído. As duas estão agora desesperadas: “Da noite de ontem para hoje (de quarta à quinta-feira), recebi um telefonema a informar-me que o armazém onde depositámos a roupa estava a queimar. Mas, não conseguimos vir cá naquela alta noite, viemos cá esta manhã e perdemos tudo”.

Segundo os vendedores, o incêndio foi originado por fogo posto, este que queimou as cartolinas e papelões na lixeira e, com o vento desta quarta-feira, as chamas propagaram-se facilmente, segundo contou Judite Alberto: “Veio uma mana do interior do mercado, que vende comida, com cinza quente e deitou-a ali. Depois, a cinza originou fogo nós ainda aqui. Antes de irmos, tentámos apagá-lo e fomos para casa convencidos de que tivéssemos apagado, mas às 19h/20h ligaram”.

Adélia Balói, jovem que confecciona comida no Mercado T3, esteve presente na hora em que o fogo começou e lamenta que os bombeiros não tenham conseguido debelar as chamas. “O primeiro carro de bombeiros não conseguiu, voltou e veio o segundo que também não conseguiu. Por isso, nós, os vendedores, nos juntámos e tirámos a água dentro do tanque e começámos a ajudar para apagar o fogo.”

O Município da Matola já está a remover o lixo junto do mercado e garante o apoio aos afectados. João Mucavel, director de Salubridade naquela autarquia, disse que estava a ser feita a contabilização dos estragos.

“Neste momento, a actividade que está a decorrer é a de removermos os resíduos. Vamos sentar-nos para fazer a avaliação para podermos ver o tipo de assistência a prestar.”

O jornal O País contactou o porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública, Leonildo Pelembe, para obter esclarecimentos em torno do caso, mas não foi possível.

Moçambique e Zimbabwe assinaram, quarta-feira, um acordo que prevê que os dois países cooperem na gestão das águas dos rios Búzi, Púnguè e Save através de uma comissão conjunta.

O acto foi testemunhado pela vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota, e pelo vice-ministro da Terra, Agricultura, Pescas, Água e Reassentamento Rural do Zimbabwe, Davis Mharapira.

A comissão conjunta será responsável pela gestão dos sistemas de aviso e mitigação de cheias e secas, conservação e restauração dos ecossistemas para os meios de subsistência sustentáveis, assim como planeamento integrado das bacias dos referidos rios.

“Hoje, testemunhamos a cerimónia de lançamento da comissão das bacias hidrográficas do Búzi, Púnguè e Save [Comissão BUPUSA]. Com o nosso país-irmão, nos últimos anos, assinámos os acordos sobre a cooperação para o desenvolvimento, gestão e uso sustentável dos recursos hídricos da bacia hidrográfica dos Rios Púnguè, Búzi e, recentemente, do rio Save”, disse a vice-ministra das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Cecília Chamutota.

Cecília Chamutota acrescentou que este acordo sinaliza “vontade inequívoca e inabalável” dos dois países em contribuir para a gestão dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas compartilhadas.

Por sua vez, o vice-ministro da Terra, Agricultura, Pescas, Água e Reassentamento Rural do Zimbabwe, Davis Mharapira, frisou que o lançamento oficial da comissão de gestão das bacias representa um marco histórico e que vai trazer vantagens para as comunidades das duas nações.

“Este memorando não vai gerir os rios. As nossas comunidades é que vão fazê-lo. Os nossos rios jamais serão geridos da melhor forma, caso as comunidades não sejam envolvidas na gestão sustentável das águas e do seu ecossistema. O próximo passo é saber o que vamos fazer. Em Zimbabwe, temos estado a enfrentar a problemática de água, por isso estamos a edificar barragens em áreas de mais de 10 mil hectares”, disse o vice-ministro da Terra, Agricultura, Pescas, Água e Reassentamento Rural do Zimbabwe, Davis Mharapira.

Recorde-se que o lançamento da comissão é o culminar de um memorando assinado em Maio deste ano, em Harare, entre o Governo de Moçambique e o do Zimbabwe, com o objectivo de melhorar a coordenação e a cooperação sobre a gestão e a utilização conjunta.

O MISA Moçambique condenou, esta quinta-feira, o condicionamento da cobertura jornalística de uma conferência de imprensa, ocorrida no passado dia 13 de Julho, na sede do Partido Frelimo, na província de Maputo.

O caso deu-se no dia 13 de Julho de 2023, quando o partido Frelimo convidou vários órgãos de comunicação social para uma conferência de imprensa que tinha por objectivo anunciar a eleição de cabeças de lista para as eleições de 11 de Outubro nas 65 autarquias do país.

Sucede, porém, que, já no local, o partido negou o acesso à sala onde iria decorrer a conferência de imprensa aos operadores de câmera, fazendo com que estes não exercessem a sua actividade. Ao contrário disso, o partido optou por fazer as filmagens da conferência e entregar aos jornalistas no dispositivo.

Esta acção não caiu bem aos olhos dos jornalistas e do MISA, em particular. Através de um comunicado de imprensa, o MISA Moçambique repudiou a acção do partido no poder, justificando que tal prática coloca em causa os direitos dos jornalistas emanados na Constituição da República.

“O MISA Moçambique repudia esta atitude do partido Frelimo, que constitui uma interferência e restrição ao livre exercício do jornalismo. O livre acesso e permanência em lugares onde se torne necessário o exercício da profissão (ainda que, neste caso, não seja, necessariamente, um lugar público, conforme a Lei 18/91 de 10 de Agosto), é um dos direitos consagrados aos jornalistas, conforme previsto na alínea a), do número 1 do Artigo 27, da Lei de Imprensa”, Lê-se no comunicado da organização.

A organização explica ainda que “a alínea b), do mesmo artigo (Lei de Imprensa), determina que, no exercício da sua função, o jornalista goza do direito de não ser detido, afastado ou, por qualquer forma, impedido de desempenhar a respectiva missão no local onde seja necessária à sua presença como profissional de informação, nos limites previstos na lei”.

A organização que advoga os direitos dos jornalistas referiu que os órgãos televisivos enviaram, à conferência convocada pelo partido, além de jornalistas de escrita, os operadores de câmera por estes fazerem parte do processo de produção jornalística. O trabalho dos repórteres de imagem é, pois, uma das componentes imprescindíveis da reportagem em televisão, em conjugação com o realizado pelos repórteres tradicionais.

“O saber fazer filmagens institucionais ou de outra natureza não é igual a fazer registos de natureza jornalística e não assume igual responsabilidade profissional. Nas filmagens jornalísticas, há regras próprias por observar, que incluem enquadramentos, ângulos e planos de corte específicos, conforme a orientação editorial de cada órgão de comunicação”, explica o MISA.

O MISA desencoraja qualquer acção que condicione o trabalho dos profissionais de comunicação social e que coloque em causa a liberdade de imprensa, particularmente o livre acesso e permanência, pelos jornalistas, a lugares onde se torne necessário o exercício da sua profissão, que deve ser reconhecida e protegida como um pilar fundamental da democracia.

São ao todo mais de 500 alunos que deixam de estudar ao ar livre e sentados no chão com a entrega, terça-feira, da Escola Primária de Senga, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, requalificada pelo projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.

Aos cânticos e aplausos, as crianças da aldeia de Senga, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, olhavam o movimento anormal de pessoas e para a sua escola que estava com a entrada isolada de fitas e com uma flor.

Não faziam ideia do que podia estar a acontecer. Mas era um prenúncio de que estava na hora de abandonar as árvores, tendas improvisadas e salas de construção precária para salas de alvenaria e mais modernas.

As memórias que os alunos têm das aulas no passado não são das melhores, sobretudo em dias de chuva. “Quando chovesse, nós não tínhamos aulas porque nem nós nem os professores nos fazíamos presentes na escola. Ainda que as condições não fossem das melhores, tentávamos estudar”, contou Elsa Jaime, aluna da Escola Primária Completa de Senga.

E nos dias de sol, as crianças eram nómadas em função da posição da sombra das árvores, aliás, das suas salas. Sem carteiras, os alunos escreviam as linhas do seu futuro sentados no chão.

“Estudar daquela maneira era um grande sofrimento para nós. Mas, agora que temos uma nova escola, estamos mais motivados e pedimos aos professores que estejam firmes porque as coisas melhoraram”, revelou Ernesto Duve, também aluno da Escola Primária de Senga.

Se a educação era um sofrimento para os alunos, para os que se dedicam a ensinar era incontáveis vezes pior. “Era muito difícil porque, no tempo chuvoso, obrigávamos os alunos a abandonar para ir à casa porque não é possível dar aulas numa mangueira. Com a nova escola, vai mudar muita coisa. Faça chuva, faça sol, estaremos sempre a trabalhar”, disse Morez Abai, professor da Escola Primária de Senga, num tom entusiasmado.

E o corte de fita, que parece simples, é que abre a porta para a mudança na Escola Primária Completa de Senga, distrito de Palma, em Cabo Delgado.

A infra-estrutura escolar entregue, esta terça-feira, pelo governador da província de Cabo Delgado, foi requalificada com o financiamento do projecto Mozambique LNG, liderado pela multinacional TotalEnergies.

São quatro salas com carteiras e a parte administrativa devidamente equipada. A escola tem corrente eléctrica com base na energia solar. O investimento é de cerca de 500 mil dólares.

“Tudo o que vamos fazer, queremos fazer juntos. Cada passo que damos, cada obra que fazemos, eu acho que é justo e é necessário que sejam as pessoas de Cabo Delgado, de Palma, de Senga que se beneficiem e tenham trabalho, também”, indicou o director-geral da TotalEnergies, Maxime Rabilloud.

Com o regresso da população às zonas de origem, depois de deslocadas pelos ataques terroristas, o governador da província de Cabo Delgado destacou a importância da infra-estrutura escolar.

“As obras que aqui foram erguidas vão aliviar a fadiga de muitas das nossas crianças que o distrito de Palma tem, num total de 18 892 alunos, onde destes 8692 são raparigas”, sublinhou Valige Tauabo, governador da província de Cabo Delgado.

Os habitantes da aldeia da Maganja, ainda no distrito de Palma, já andam com os pés bem assentes sobre um passadiço, mas nem sempre foi assim. “Para fazer a travessia, tinha que ser de barco ou tirar a roupa para poder mergulhar”, descreveu Faizal Momade, residente da Maganja, Cabo Delgado.

E nem é passar por lazer. A população da Maganja tem na pesca a sua fonte de sustento e este é o único caminho que as leva ao mar.

“Estamos felizes com o passadiço e vamos fazer a travessia sem medo de sermos atacados por crocodilos. Nos dias de chuva, atravessávamos mesmo com a água perto do pescoço”, afirmou Zenabu Momade, também residente de Maganja.

Também inaugurado esta terça-feira, a construção do passadiço foi financiado pelo projecto LNG, no valor de 300 mil dólares.

Com uma extensão de mais de 100 metros, a vida útil da infra-estrutura é de mais de 15 anos. E em dias de muito calor, a descida para um banho refrescante também está facilitada.

A primeira família que aderiu ao serviço de internet via satélite recebeu, hoje, a visita do PCA da Interactive e mostrou-se satisfeita com a velocidade e acessibilidade do serviço.

No distrito de Marracuene, Província de Maputo, está situada a primeira residência em que foi instalado o serviço da internet via satélite, fornecido pela VivaNet.

Ricardo Augusto, chefe da família Machogote, enfrentava, na sua casa, problemas de lentidão da internet fornecida pelo anterior fornecedor do serviço, quando no dia 28 de Junho, enquanto acompanhava o telejornal, soube do lançamento do novo provedor e não hesitou em aderir.

“Eu já vinha, há algum tempo, procurando uma alternativa porque o anterior provedor não mostrava estabilidade em termos de internet e nós precisamos de internet para trabalhar e os miúdos para trabalhar. Subscrevi e o processo de instalação foi rápido e, hoje, já é uma realidade.”

Com a internet da VivaNet em uso há mais de uma semana, descreve que a mesma permite, sem dificuldades, “ver televisão via internet e achamos que foi uma boa escolha”.

Miguel, filho de Ricardo, com 20 anos de idade e frequentando o curso de licenciatura em Engenharia Mecânica, recorre muitas vezes à internet para ver vídeo-aulas que lhe permitem aprofundar os seus conhecimentos na sua área de estudo. Está feliz porque sabe que, com a nova internet, “esta (internet) que é via satélite acaba por ser muito melhor, porque evita interrupções devido à mudança da temperatura. A antiga, por exemplo, oscilava em dias de chuva”.

A família recebeu, hoje, uma visita do Presidente do Conselho de Administração da Interactive, Daniel David, que decidiu, pessoalmente, agradecer pela confiança rapidamente depositada no serviço.

“Esta foi a família que, logo que anunciámos, se registou na plataforma e arriscou em aceitar um projecto destes. Vim manifestar o nosso agradecimento e o nosso reconhecimento por acreditarem no nosso projecto e num produto que transforma e impacta vidas”, afirmou Daniel David, recordando que “com internet, é possível adquirir conhecimento, comunicabilidade e interagir com a sociedade e o mundo”.

Para aderir aos serviços da VivaNet, basta apenas, em primeiro lugar, conectar a página de internet – www.vivanet.co.mz – e “lá nós temos toda a informação dos nossos serviços e do respectivo pacote para casa. Dentro do próprio website, a pessoa pode escolher o pacote e imediatamente nós entramos em contacto para proceder à instalação. Além disso, temos contactos telefónicos na página, através dos quais os gestores atendem às solicitações”, explica Igor Frechout, Director-Geral da Interactive.

A internet via satélite está disponível em todo o país desde o passado dia 01 de Julho, mas, nesta primeira fase, está a ser instalada na Cidade e Província de Maputo.

O Hospital Central de Maputo (HCM) diz que em média marca 64 faltas por dia aos médicos grevistas. Pouco mais de 300 médicos da maior unidade hospitalar aderiram a greve de 21 dias.

Passam, hoje, 10 dias desde que os médicos iniciaram uma greve nacional.

No hospital Central de Maputo, o maior do país, cerca de 300 médicos de categorias diferentes  aderiram à paralisação de actividades.

“Registamos, desde os primeiros dias, a ausência de médicos, principalmente aqueles questão na formação de especialidade, o que chamamos de residentes, também alguns especialistas mais novos, mas, as actividades no hospital, tanto nos serviços de urgências, como nas enfermarias encontram-se garantidas, principalmente pelos médicos especialistas mais velhos, que são cerca de 300”, disse António Luís De Assis, Director-clínico do HCM.

Mas, as ausências estão a ter um tratamento administrativo.

“Qualquer ausência não justificada é passível de falta. Isso sempre nos referimos, tanto que elas foram sendo marcadas desde o primeiro dia. No geral, no primeiro dia tivemos cerca de 75 casos registrados de faltas. No segundo dia tivemos um caso de 64 faltas. Estamos a recolher os dados e para já não sabemos qual é o nível de faltas, mas não tem havido muita alteração da média”, explicou De Assis.

Para suprir as ausências, o HCM diz que conta com o reforço de médicos de outros sectores, com destaque para cinco do departamento psiquiátrico, mas também já tem médicos a cumprir mais horas de trabalho, que o normal.

Ora, a contar que faltam 11 dias para o término do período inicial proposto para a paralisação, a longo prazo, esta alternativa poderá trazer consequências graves, conforme esclareceu o gestor.

“Obviamente que incorremos à exaustão, pois, veja, no serviço de traumatologia, os poucos que não aderiram a greve têm a obrigação para de 48h a 48h voltarem às urgências. Somos humanos, embora queiramos ter a sensação de sermos úteis, poderá incorrer a exaustão”.

Segundo o director clínico do HCM, nenhum médico grevista está a  garantir  serviços mínimos, por isso deixou um apelo aos seus colegas a retornarem o trabalho, em nome do juramento feito de salvar vidas, acima de qualquer valor, apesar de “reconhecer as preocupações apresentadas nos cadernos de reclamações, mas temos que saber que, acima de tudo somos médicos e a nossa forma de ser estar deve ser sempre diferente”.

A greve dos médicos poderá durar em 21 dias prorrogáveis, entretanto o Governo afirmou que haverá punição aos grevistas justamente por não garantirem serviços mínimos.

O Gabinete Central de Combate à Corrupção deteve um juiz afecto ao Tribunal Judicial da Província de Maputo, na cidade da Matola, ao ser encontrado na posse de 20 mil Meticais cobrados para criar facilidades num processo que dirigia.

Foi através de uma denúncia recebida pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção que dava conta da ocorrência de cobranças ilícitas de valores monetários numa secção do Tribunal Judicial da Província de Maputo, na cidade da Matola, por um juiz de Direito de categoria A, ou seja, o nível mais alto da magistratura. O implicado foi detido em flagrante delito, na posse de uma quantia monetária de 20 mil Meticais.

De acordo com o comunicado a que o “O País” teve acesso do Gabinete Central de Combate à Corrupção, existem fortes suspeitas de prática de crimes de concussão e de prevaricação.

“Cumpridas as formalidades legais, na tarde do dia 17 de Julho de 2023, o indiciado foi presente ao juiz do Tribunal Superior de Recurso de Maputo para o primeiro interrogatório do arguido preso, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação máxima, a prisão preventiva”, lê-se no documento.

Para o jurista Damião Cumbane, é preciso ter em conta mais elementos à volta do acto de corrupção envolvendo o magistrado.

“A única coisa que se sabe é que o indiciado foi apanhado com 20 mil Meticais, então a junção de todos os elementos que andam à volta deste crime é que vai determinar a moldura penal que vai ser aplicada”, disse Damião Cumbane, jurista.

De acordo com a mesma nota do Gabinete Central de Combate à Corrupção, o processo-crime registado encontra-se na fase de instrução.
A Procuradoria-Geral da República confirma a detenção e promete trazer mais detalhes sobre o assunto nos próximos dias.

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