Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Um agente da PRM foi acusado, hoje, na cidade da Beira, de estar a interferir negativamente no processo de recenseamento eleitoral, ao facilitar a entrada de pessoas para serem inscritas em detrimento de dezenas de munícipes que estavam na fila desde a madrugada. A situação criou um tumulto que paralisou, por alguns instantes, o processo na capital de Sofala.

Os munícipes da Beira manifestaram-se, na manhã desta segunda-feira, contra o agente da Polícia que, alegadamente, facilitou a entrada de sete pessoas para serem recenseadas, em detrimento dos que estavam na fila desde a madrugada e de outros que há vários dias não conseguem recensear-se na Escola Primária de Macombe, no bairro da Munhava. A comunidade insurgiu-se e um dos jovens do bairro foi detido.

O jovem em causa foi levado para uma viatura da Polícia e, enquanto a nossa equipa de reportagem tentava colher o seu depoimento, os agentes conduziram a viatura para uma das esquadras da cidade da Beira.

A comunidade local afirmou ainda que há sempre uma lista na posse dos brigadistas de pessoas para serem recenseadas ou os mesmos facilitam a entrada de pessoas que não estão na fila.

Os munícipes entrevistados acrescentaram que, devido às alegadas listas das filas, diariamente, só são recenseadas três a cinco pessoas.

O director do STAE, na cidade da Beira, afirmou que irá averiguar o caso e que, oportunamente, irá pronunciar-se.

 

O Governo pagou apenas um dos quatro meses da dívida aos transportadores para compensar a alta dos preços dos combustíveis. A FEMATRO espera receber a outra parte da dívida nos próximos dias.

Trata-se de uma dívida de quatro meses de compensação aos transportadores, prometidos no ano passado para minimizar o impacto do custo dos combustíveis.

O valor, referente aos meses de Setembro a Dezembro, devia ter sido pago em Janeiro deste ano, mas até agora a dívida continua.

Segundo o presidente da Federação Moçambicana dos Transportes Rodoviários, os transportadores já receberam o pagamento correspondente ao mês de Outubro.

“Foi pago um mês na semana passada para todos os transportadores. Esperamos que o processo continue na próxima semana”, disse Castigo Nhamane.

Sobre as medidas determinadas pelo Ministério dos Transportes e Comunicações para travar os acidentes de viação, que passam por os transportadores resolverem problemas relacionados às más condições técnicas, deficiências mecânicas e imundície nos carros, a FEMATRO diz que houve extensão do prazo dado para mais 45 dias.

Os transportadores dizem que não falta vontade de ter autocarros em boas condições mecânicas, mas as condições das estradas são um entrave.

Quatro pessoas morreram carbonizadas num acidente de viação, que ocorreu na manhã deste domingo, em Nampula.

O sinistro, do tipo choque entre carros, ocorreu no distrito de Rapale, cerca de 20 quilómetros da cidade de Nampula. Estiveram envolvidas no acidente duas viaturas ligeiras.

Segundo contam testemunhas, a viatura que seguia no sentido Rapale-cidade de Nampula saiu da sua faixa de rodagem e foi embater frontalmente no outro veículo que fazia o sentido oposto. O carro causador do acidente acabou em chamas, causando a morte das quatro pessoas que nela seguiam.

Os sobreviventes foram socorridos para o hospital mais próximo.

A polícia presume que a velocidade excessiva esteja entre as causas do acidente

Electricidade de Moçambique desmantelou, este sábado, 20 esquemas de roubo de energia nos bairros Hulene e Mavalane, na Cidade de Maputo. A empresa diz que de Janeiro a esta parte já perdeu cerca de um milhão de Meticais por ligações clandestinas só na capital do país.

A Electricidade de Moçambique (EDM) perdeu, de Janeiro a esta parte, cerca de um milhão de Meticais, só na Cidade de Maputo, em consequência, principalmente, de ligações clandestinas.

Este sábado, técnicos da EDM, acompanhados de agentes da Polícia da República de Moçambique, fiscalizaram algumas casas nos bairros de Hulene B e Mavalane, na Cidade de Maputo. O objectivo era desmantelar esquemas de roubo de energia.

“Num universo de 70 clientes, conseguimos encontrar 20 pessoas a roubar energia. Nós partimos da consciencialização, mas em alguns casos levamos alguns destes infractores à esquadra para responderem pelo furto de energia. Como devem ter-se apercebido, existem clientes que desde que celebraram contratos nunca compraram energia”, disse Sílvia Macamo, directora de Operações da EDM, na Cidade de Maputo.

Segundo a gestora, há clientes que usam energia “de borla” há mais de dois anos. Durante tempos, a EDM vem substituindo os contadores antigos por novos – os chamados “contadores inteligentes” – mas porque ainda não foi feito para todos os locais, persiste o consumo ilegal electricidade.

O preço da energia, considerado alto, tem sido apontado como uma das causas do roubo, mas há quem não concorda com a justificativa e apela aos cidadãos para não se deixarem iludir pelos preços e recorrerem ao crime.

A EDM diz que vai continuar com a operação em outros bairros para desincentivar as ligações clandestinas.

O sector de Educação em Sussundenga, Província de Manica, acaba de reconstruir 16 salas de aula destruídas por ciclones naquele distrito. Ao todo são mais de 900 alunos que deixaram de estudar ao relento naquele ponto da província de Manica.

Os ciclones Idai, Keneth, Chalane, Eloise e Freddy destruíram várias infra-estruturas na província de Manica. Só no distrito de Sussundenga, foram mais de 50 salas destruídas total ou parcialmente. O sector de Educação e parceiros já começou a reconstruir as infra-estruturas escolares, segundo avançou Chico Ferrão, Director de Educação, Juventude e Tecnologia naquele distrito.

Chico Ferrão avançou que mais infra-estruturas deverão ser entregues à comunidade escolar nos próximos dias.

Ao nível da província de Manica foram cerca de 200 salas de aulas destruídas por ciclones, cuja reconstrução já começou nos distritos afectados.

Filipe Nyusi elogiou, hoje, a bravura da mulher no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Para o Presidente da Frelimo, a paridade de género alcançada no Governo não deve provocar relaxamento na luta pela emancipação da mulher.

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, orientou, na manhã desta quinta-feira, o arranque da segunda sessão ordinária do Conselho Nacional da Organização da Mulher Moçambicana, maior e mais antigo órgão social daquele partido.

O Chefe de Estado saudou o empenho da mulher nas várias acções tendentes ao desenvolvimento do país. Filipe Nyusi disse que, a título de exemplo, a mulher tem estado a assumir um papel preponderante, no âmbito do combate ao terrorismo.

No seu discurso, Nyusi, que é também Presidente da República, destacou o envolvimento da mulher no combate ao terrorismo e pediu mais firmeza.

“O fluxo da mulher que adere ao combate ao terrorismo é grande e faz isso com bravura, com uma vontade enorme. Muitas vezes são jovens e casadas, namoram, têm seus planos de vida. Ouço muitas delas a dizerem em forma de pergunta: se tem aqui um homem, por que eu não posso estar? Por que já houve mulheres no combate e eu não posso combater? Essa mensagem é muito forte, sobretudo porque são pessoas com muitas carências”, sublinhou.

Nyusi disse ainda que o país está a merecer reconhecimento internacional por ter alcançado a paridade de género no Governo, uma conquista que não deve criar relaxamento no seio das mulheres.

“Hoje, Moçambique faz parte da lista dos países que alcançaram a paridade de género na governação. No continente africano, é o terceiro país, depois do Ruanda e da Guiné-Bissau. Ao nível da SADC, Moçambique é o primeiro país a atingir a paridade de género no Conselho de Ministros. Mas os indicadores alcançados não devem ser entendidos como resultado de acomodação da mulher na liderança, nem se deve concluir que se trata de uma exigência na qual não se observa competência. A nossa opção pela mulher ou pelo homem é em resultado de meritocracia.”

A secretária-geral da OMM, Mariazinha Niquice, diz que as mulheres moçambicanas ocupam cargos de chefia ou destaque no país por mérito e competência e aponta exemplos de sucesso, para garantir que não há espaço para relaxamento.

“Assumimos que esta mulher está a desenvolver uma actividade ou ocupa um cargo de chefia por competência, porque, se não fosse isso, não estaríamos a ter cada vez mais mulheres em cargos de relevo”, argumentou Niquice.

Filipe Nyusi garantiu que o Governo vai continuar a promover acções que, de uma vez por todas, reduzam a violência contra a mulher, no seio familiar e da sociedade.

Numa altura em que está em curso o processo de recenseamento eleitoral no país, o Presidente da República e do partido Frelimo apelou à mulher para que seja o canal principal na disseminação de mensagens de persuasão para que a população aflua aos postos de recenseamento.

Nyusi encorajou, por isso, a OMM a mobilizar potenciais eleitores a aderirem ao recenseamento eleitoral, para que o partido consiga vencer nas 65 autarquias em disputa nas próximas eleições autárquicas, agendadas para o dia 11 de Outubro próximo.

“A meta da Frelimo é vencer de forma convincente em todas as 65 autarquias tanto na eleição dos presidentes dos municípios, como nas assembleias municipais.”

A segunda sessão ordinária do Conselho Nacional da Organização da Mulher Moçambicana, que termina esta sexta-feira, tem como objectivo apresentar e debater o relatório das actividades e execução orçamental 2022, discutir a proposta do plano de actividades para 2023 e o respectivo orçamento. O evento serviu, também, para homenagear o Presidente da Frelimo e da República, Filipe Nyusi, pela paridade de género no Governo de Moçambique.

O director-geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) desmente a informação posta a circular, dando conta do recenseamento de eleitores de forma clandestina num armazém no distrito de Gurué. Loló Correia, que esteve nos últimos três dias a trabalhar na província da Zambézia, para avaliar o processo de recenseamento em curso, explica que tudo não passou de mal-entendido.

De acordo com o responsável máximo do STAE, o que se deu no Gurué “é que os brigadistas de um dos postos de recenseamento eleitoral tiveram dificuldades de imprimir cartões de alguns eleitores porque as impressoras estavam sujas, carecendo de manutenção rápida. Mas, como algumas pessoas já tinham sido recenseadas, ou seja, cadastradas no sistema informático, para poder ter o cartão impresso, o acordo foi que os cartões seriam impressos, sim, mas no armazém, para onde os equipamentos seriam feitos a manutenção. Foi um processo coordenado com os respectivos donos dos cartões, que, na sequência depois da limpeza, a situação das impressoras foi normalizada. Os cartões foram impressos e entregues na sequência aos legítimos proprietários, tal como estava acordado”, disse Loló Correia, para quem todos os eleitores em causa estão, neste momento, com os cartões na sua posse.

O director-geral do STAE reconhece ter havido falha no processo, na medida em que os brigadistas não interagiram sobre o assunto com as partes interessadas no processo, no caso os partidos políticos, “daí este equívoco que veio ao público sem, no entanto, haver uma investigação realista sobre a matéria. Devo dizer que a situação ocorreu porque os brigadistas estavam ainda no processo de adaptação dos equipamentos e que, neste momento, está tudo normalizado e a correr da melhor forma possível”.

Ainda assim, o balanço do processo eleitoral, volvidas duas semanas, é positivo, de acordo com o director-geral do STAE, que, na manhã desta quinta-feira, manteve encontro de cortesia com o governador e a secretária de Estado da Zambézia.

Pelo menos 11 jornalistas foram violentados ano passado no país, segundo dados apresentados, hoje, pelo MISA Moçambique. Embora os casos tenham reduzido face ao ano 2021, o cenário inquieta os media.

Os casos recorrentes de violência contra jornalistas e empresas de comunicação social dominaram, hoje, o Dia da Liberdade de Imprensa em Moçambique, num seminário alusivo à efeméride organizado pelo Misa Moçambique na Cidade de Maputo.

Numa sala composta por alguns jornalistas decanos, o director executivo do Misa Moçambique deu a conhecer que o número de casos de violência reduziu de 23, em 2021, para 11, em 2022. No seu entender, factores políticos explicam a situação.

“A questão da cultura política autoritária, muito vigente no nosso contexto, demarca muito aquilo que é a expectativa dos actores políticos em relação aos jornalistas. E quando essas expectativas não se vêem realizadas, esses actores usam o poder que têm para coartar a liberdade de imprensa”, disse Ernesto Nhanale.

Segundo um relatório resultante de uma pesquisa feita pelo Misa Moçambique, “as agressões físicas e o estabelecimento de um quadro legal ‘ruidoso’  ao jornalismo e ao espaço físico, em nome da prevenção e combate ao terrorismo e ao branqueamento de capitais, reforçam o medo e as incertezas quanto ao futuro do país relativamente ao exercício de direito e liberdades fundamentais”.

Para o jornalista Salomão Moyana, participante no seminário de hoje, a ausência de jornalistas mais antigos e experientes no terreno é a razão da recorrente violência contra os profissionais da comunicação social, uma ideia rebatida pelo jornalista Paul Fauvet.

“O jornalismo ficou uma paisagem em que qualquer autoridade com 20 anos de cargo, no poder, pode tentar perguntar ‘de que ano você é? Quando é que você começou a fazer-me esse tipo de perguntas?’ E o jovem jornalista vai tremer. Eu não acredito que um Polícia pudesse desrespeitar o jornalista Rogério Sitoe”, defendeu Salomão Moyana.

Em jeito de reacção, Fauvet referiu que “eu não concordo com essa ideia segundo a qual o problema do jornalismo resulta de os mais velhos não estarem no activo, nas redacções. O problema é mais profundo que isso. No passado, as pessoas que entravam no jornalismo tinham um certo compromisso com a verdade, com o país e alguns até se consideravam nacionalistas”.

Na ocasião, juntou-se ao debate outro jornalista, também decano, Rogério Sitoe. No seu entender, para que se faça a análise em causa, é preciso distinguir as formas de violência contra os jornalistas da ética e deontologia profissional da classe.

“Os problemas da ética e deontologia profissional são evidentes. Tratemo-los à parte. A problemática da violação dos direitos de liberdade de imprensa é outra parte. Em algum momento, vamos fazer com que se encontrem. Quando entrei no jornalismo em 1980, o paradigma era o jornalismo como vocação. Era o que a sociedade produzia como paradigma da época. Hoje, o jornalismo é como um emprego, um desenrascado, mas é a sociedade que nós temos. A questão é: como é que nós lidamos com isso?”, reflectiu o jornalista Rogério

É possível controlar e acabar com a cólera no mundo, com o envolvimento das autoridades locais no combate à doença. O posicionamento é da Organização Mundial da Saúde, através do Grupo de Trabalho Mundial para o Controlo da doença.

A região Austral de África tem registado, desde o ano passado, o ressurgimento de surtos de cólera, associados a fragilidades no saneamento, que é agravado por eventos climáticos extremos.

“Estes eventos climáticos extremos colocaram pressão negativa nos esforços que foram desenvolvidos pelos países da região, incluindo Moçambique, para o controlo da cólera. Como resultado, tivemos surtos massivos em Moçambique e outros países da região”, disse Filipe Barbosa, representante da Organização Mundial da Saúde, Programa da Cólera.

Moçambique tem sido atingido por ciclones, mas ainda assim, conseguiu controlar o surto, o que para Grupo de Trabalho Mundial para o Controlo da Cólera constitui esperança para eliminação da doença no continente africano e no mundo.

“O Exemplo de Moçambique para mim ilustra duas grandes relações. A primeira é que é possível controlar a cólera, que é possível eliminar a cólera. É verdade que os desafios foram enormes, os eventos extremos climáticos vão continuar em toda a parte do mundo. A comunidade global deve providenciar mais apoio à África para o controlo da doença”, acrescentou Filipe Barbosa, representante da Organização Mundial da Saúde, Programa da Cólera.

O Grupo de Trabalho Mundial para o Controlo da Cólera para além da comunidade internacional, insta a sociedade no geral a adoptar as medidas de prevenção da doença para a devida erradicação.

O Grupo de Trabalho Mundial para o Controlo da Cólera (GTFCC, sigla em Inglês) é uma parceria de mais de 50 instituições, incluindo organizações não-governamentais, instituições académicas e agências das Nações Unidas.

A plataforma reúne organizações que trabalham em vários sectores e servimos como uma plataforma eficaz para apoiar os países na implementação do Roteiro Global, que tem como objectivo uma redução de 90% nas mortes por cólera e a eliminação da cólera em 20 países.

+ LIDAS

Siga nos