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O País – A verdade como notícia

A Cidade de Maputo registou, nas primeiras horas de hoje, o rapto de uma cidadã de 47 anos de idade. O crime ocorreu à porta da empresa da vítima. A Polícia confirmou a ocorrência sem avançar detalhes.

O rapto ocorreu no intervalo das 6 às 7 horas da manhã desta terça-feira, segundo relatos recolhidos pela reportagem do jornal “O País” no local do crime. A vítima acabava de chegar à sua empresa e, quando descia do seu carro, foi bloqueada por dois malfeitores que empunhavam armas de fogo, que imobilizaram a vítima e levaram-na até à viatura ligeira que era conduzida por um dos integrantes da suposta quadrilha.

Até ao momento, não se tem muita informação detalhada sobre o assunto, senão apenas a confirmação da ocorrência por parte da PRM e do SERNIC.

Fonte próxima à família da vítima disse à reportagem do jornal “O País” que os supostos raptores ainda não estabeleceram qualquer contacto.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano garante que todos os alunos na província da Zambézia estão a ter aulas, apesar de mais de três mil salas de aula terem sido destruídas pelo ciclone Freddy. Entretanto, parte das crianças está a estudar ao relento devido à destruição.

A província da Zambézia foi das mais afectadas pelo ciclone Freddy, em Março deste ano.

Só no sector da educação, houve mais de 900 escolas destruídas, o que prejudicou o processo de ensino-aprendizagem de mais de 300 mil alunos, segundo fez saber a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.

“O ciclone Freddy afectou as províncias da região Sul e Centro do país, com maior impacto na província da Zambézia, onde foram destruídas 3038 salas de aula em 919 escolas e 127 blocos administrativos, afectando 344 349 alunos e 5698 professores, para além de outros danos”, disse a ministra.

Devido à destruição causada pelo Freddy, algumas crianças continuam a estudar ao relento, daí que Namashulua disse ser necessário o envolvimento de todos os actores sociais para a rápida reconstrução das escolas.

“A escola é uma instituição social de referência, devendo estar na vanguarda da nobre missão de moldar o cidadão em geral, pelo que convidamos todos os actores da nossa sociedade a juntar-se aos esforços do Governo na melhoria das condições das nossas infra-estruturas escolares.”

Carmelita Namashulua falava, esta segunda-feira, após a assinatura de um acordo entre o Ministério da Educação e a Fundação Salimo Abdula, que prevê a reposição da cobertura em mais de 100 salas de aula.

Falando na ocasião, Paulo Oliveira, representante da organização, disse tratar-se de uma iniciativa de solidariedade social.

“Esta iniciativa surge no âmbito dos objectivos da Fundação Salimo Abdula de promover a cidadania e o desenvolvimento sustentável através de projectos e acções concretas que concorrem para o fim de ajudar os outros e contribuir também para o desenvolvimento da sociedade”, disse Oliveira.

A iniciativa prevê a doação de seis mil chapas de zinco às escolas afectadas pelo Freddy na província da Zambézia.

“O gesto demonstrado pela Fundação Salimo Abdula é de valor incomensurável e vai, sem dúvidas, contribuir, em grande medida, para minorar o sofrimento dos nossos concidadãos e contribuir para a melhoria do ambiente escolar das nossas crianças.”

O memorando de entendimento prevê também a partilha de informações relevantes nas áreas de construção de infra-estruturas e equipamentos escolares, bem como a implementação de programas mutuamente acordados.

Milhares de fiéis católicos escalaram, este sábado, o Santuário de Namaacha, na Província de Maputo, para dar início às celebrações dos 106 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima. Na sua bagagem levaram pedidos de restabelecimento da paz em Cabo Delgado.

Segundo alguns crentes, a caminhada até ao santuário é uma das demonstrações de sacrifício, fé e adoração. Um momento reservado para os católicos e não só. É o caso de Bernardo Luís, jovem de 23 anos de idade, crente da igreja anglicana, que decidiu caminhar de Boane a Namaacha sozinho.

No Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na vila de Namaacha, geralmente pouco movimentada, eram esperados 12 mil fiéis.

Fiéis oriundos de vários pontos do país, bem como de países vizinhos reuniram-se no início das celebrações dos 106 anos de aparição da Nossa Senhora de Fátima, em Portugal.

Com as mãos cruzadas em oração, celebrava-se um dos momentos mais altos com a procissão de velas e exposição do considerado santíssimo sacramento.

“Este é um momento único, em que pedimos perdão e amor ao próximo. Pedimos, igualmente, que o senhor de todos nós acabe com os conflitos no país”, disse Luísa Maria, crente da igreja católica.

Para o pároco da Sé Catedral de Maputo, Giorgio Ferretti, recordar a aparição de Nossa Senhora de Fátima é uma oportunidade de se restaurar.

Este ano, as comemorações do 13 de Maio decorreram sob o lema “Maria modelo do anúncio e testemunho da palavra de Deus hoje”.

Alguns produtores agrícolas dizem-se obrigados a reduzir a produção devido à subida do preço do gasóleo. O facto aumenta a dependência do país para com o mercado sul-africano, e, por outro lado, os preços poderão subir pela escassez dos produtos em Moçambique.

Na semana passada, o litro de gasóleo saiu de 87,97 para 94,75 Meticais. É já o segundo reajuste que coloca o chamado “combustível da indústria” mais caro do que a gasolina. Os agricultores comerciais, que dependem deste combustível, dizem que não há alternativa senão reduzir o que produzem.

Uma dessas pessoas é o produtor Spensa Dambikwa, de 37 anos de idade, com uma área total de 48 hectares, onde há diversas culturas, com destaque para 14 hectares de tomate. Dos seus campos, saem, todos os dias, 10 toneladas para o mercado Grossista do Zimpeto, que é de maior referência em Maputo e não só. Porém, isso terá de mudar. “Vou passar a tirar sete a cinco”.

Não é uma mudança estratégica, é mesmo porque o custo de produção dispara cada vez que se aumenta o preço do gasóleo. Por dia, Spensa precisa de pelo menos 200 litros. Isto quer dizer que, se antes gastava 17 594 Meticais, agora, com o aumento de 6 Meticais e 78 centavos por litro, precisará de quase 19 mil Meticais diários. Por mês, cerca de 570 mil Meticais com o combustível. “Aqui pára tudo, precisamos de combustível. Temos tractores, máquinas para puxar água, duas, isso sem contar com os camiões que transportam os produtos para o mercado”.

Em teoria, quando os custos de produção sobem, há duas alternativas: ou passa-se o custo ao consumidor através do aumento imediato do preço ou reduz-se a quantidade. De todas as formas, o consumidor paga mais. Por agora, aumentar o preço não é opção, isso porque, segundo os produtores, “o mercado não depende de nós”, até porque, “60% do tomate que, por exemplo, está no Zimpeto, vem da África do Sul”.

Por enquanto, essa proporção aparentemente beneficia o consumidor na medida em que o produto vindo da África do Sul é mais barato, mas constitui um desincentivo aos produtores nacionais e, no final, com maiores quantidades a virem de fora, muitos riscos se levantam; Spensa sabe disso, principalmente porque, além de tomate, produz batata reno. “Estava a pensar em tirar 100 toneladas, mas agora vou tirar cinquenta. Claramente, vou produzir menos e, com menos produtos no mercado, obviamente, os preços vão disparar”, alerta Spensa Dambikwa.

Vasco Zitha, de 74 anos de idade, é outro produtor que tenciona reduzir a quantidade do que produz e vende no mercado Grossista do Zimpeto. Tem uma área de plantio de 40 hectares, dos quais cerca de 10 são de tomate. Com a subida do preço do gasóleo, diz que vai reduzir a área cultivada para 20 hectares, já que, para piorar, “não há apoio”.

Para ele também, o facto de o preço não compensar o custo do gasóleo é também razão para a decisão de produzir menos. “No mercado, não somos nós que decidimos o preço e as pessoas que o fazem não têm em conta os nossos custos de produção”, explica Zitha.

Outro alerta vem de Chókwè, onde se produz tomate e todos os outros que se produzem em Maputo, acrescentando arroz. Eles também se sentem sufocados pelo novo preço do gasóleo e dizem que vão ter de reduzir a área cultivada.

E, porque Chókwè é, também, um grande fornecedor do Zimpeto, a redução de lá traduzir-se-á na diminuição do produto disponível no mercado nacional. Ou seja, está iminente um aumento do nível da dependência nacional em relação às importações.

Aliás, mesmo agora, há dependência, porém o produto nacional concorre de forma equilibrada com o estrangeiro. Olhemos, por exemplo, para batata reno, cebola e tomate que entraram no Grossista no último sábado.

O mercado recebeu 13 camiões de tomate, dos quais 7 vindos da África do Sul e seis, do mercado nacional; sete viaturas levaram batata ao Zimpeto. Destas, cinco são nacionais e dois, da África do Sul. Dois carros de cebola, ambos vindos da África do Sul.

A redução da produção nacional é descrita por economistas como prenúncio de maus dias em termos de preços ao consumidor. Isto é, os 3,58% de aumento do nível geral de preço atingidos de Janeiro até Abril podem crescer ainda mais nos próximos tempos.

Três meses depois da onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana, os transportadores continuam a usar a via mais cara para fugir de prováveis novos ataques. Além do alto custo, os operadores reclamam de assaltos e de burocracia nas fronteiras.

A onda de queima de viaturas de matrícula moçambicana na África do Sul, no início deste ano, continua a preocupar os transportadores rodoviários.

A afluência tímida de passageiros e os assaltos frequentes têm caracterizado o negócio desde que cerca de 14 viaturas, particulares e de transporte de passageiros, foram incendiadas.

Segundo os transportadores, o negócio de transporte internacional já não prospera.

“As pessoas, quando chegam aqui e vêem um caro moçambicano, nem querem apanhar, preferem um sul-africano”, disse um transportador, no terminal da Baixa da Cidade de Maputo.

“Nesta semana, partiram 10 carros com matrícula sul-africana, mas os nossos foram poucos. Isto já foi à falência, só nos falta parar, um dia”, lamentou outro.

Por segurança, há um mês, os transportadores usam uma via alternativa que passa pela fronteira da Swazilândia. Uma opção mais cara por implicar que os veículos moçambicanos percorram 123 quilómetros a mais de Maputo para Durban.

“É mais tempo e mais dois carimbos no passaporte, mais alguns quilómetros, mais combustível e mais custos”, afirmou Fernando Lopes, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários Internacionais.

A via alternativa, segundo explicam os transportadores, pode deixar de ser útil em breve.

“Ouvimos dizer que vão encerrar a fronteira na Suazilândia para os moçambicanos”, avançou um transportador.

Três meses depois, o medo de novos ataques e a insegurança reinam no negócio de transporte, em Maputo. No terminal rodoviário da Junta, os transportadores relatam assaltos frequentes.

“Na semana passada, um dos nossos colegas foi assaltado e seus bens levados. Tinha carteira, dinheiro e telefone”, revelou um transportador.

Sem solução à vista por parte dos Governos nacional e sul-africano, os transportadores avançam medidas próprias.

“Vamos ter uma reunião, na terça-feira, entre nós, transportadores do sul do Save e, depois, vamos convocar os outros colegas do outro lado”.

Os ataques tiveram mais incidência em Fevereiro deste ano. As comunidades locais de KwaZulu-Natal queixavam-se de roubos de veículos, alegadamente contrabandeados para Moçambique.

O tomate, a cebola, a alface, a couve e outros produtos e serviços de primeira necessidade ficaram mais caros em algumas cidades do país, no passado mês de Abril. A cebola, por exemplo, passou dos anteriores 450 para 700 Meticais, por cada saco de 10 quilogramas.

A vida ficou mais cara em algumas cidades do país, no mês de Abril, segundo indica o índice de Preços no Consumidor Moçambique, referente ao mês de Abril de 2023, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o documento, as cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e a província de Inhambane registaram uma subida que varia de 2,5 a 15,5 por cento.

“Analisando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços do tomate (2,5%), da cebola (15,5%), da farinha de milho (5,5%), do amendoim (4,5%), do feijão manteiga (2,8%), dos veículos automóveis em segunda mão ligeiros (2,3%) e da couve (3,7%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,38 pp (pontos percentuais) positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o milho em grão (19,5%), o óleo alimentar (1,6%), o coco (2,9%), a alface (6,6%), a galinha viva (1,9%), as motorizadas (0,9%) e os receptores de televisão (3,1%) contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,34 pp negativos no total da variação mensal”, lê-se no documento.

Destaca-se ainda no comunicado de imprensa do INE que os dados de Abril, quando comparados com os de igual período de 2022, indicam que o país registou um aumento de preços na ordem de 9,61%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes foram as que tiveram maior aumento de preços, ao variarem com 17,02% e 11,61% respectivamente.

Na Cidade de Maputo, por exemplo, os preços da batata e da cebola dispararam. O saco de 10 kg de cebola registou uma subida de 250 Meticais.

A nossa reportagem visitou os mercados da Malanga, Fajardo e Central, onde constatou estas realidades.

Moisés Mucambe, comerciante, diz que não percebe a razão da alta de preços.

“A batata subiu muito. Por exemplo, no princípio do mês passado, o saco de 10 kg era vendido a 350, mas hoje sai a 450 Meticais. Já a cebola foi registando subidas, já esteve 450 Meticais, depois 600, depois 650 e hoje custa 700 Meticais”, disse.

Comprar meio saco de cebola, por 350 Meticais, tem sido alternativa para quem não consegue suportar o preço deste incontornável ingrediente para as iguarias locais.

“Eles reclamam do preço, sempre que perguntam, mas compram a mesma, pois não há alternativa. Estes não são apenas meus preços. Todos aqui praticam o mesmo”.

O tomate, o feijão, a farinha de milho e até as hortaliças não escaparam à alta dos preços, conforme testemunhou Zinha Abudo, um comerciante de hortaliças no mercado Fajardo.

“No Zimpeto, os preços oscilam. Isso condiciona os nossos lucros. As pessoas não têm dinheiro, por isso, às vezes, só lutamos para ter de volta o valor investido”, desabafou.

E consequência disso é o fraco movimento.

Eunice Mahumane vende alface e couve. A sua alface é vendida entre 50 e 60 Meticais. Poucas vezes compram, por isso é obrigada a baixar o preço, facto que prejudica as suas contas.

Segundo o INE, de Janeiro a Abril do ano em curso, o país registou um aumento de preços na ordem de 3,58%, com maior destaque para a província de Inhambane, que teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 7,18%.

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Enfermeiro. Os profissionais celebram a data, exigindo melhores condições de trabalho e valorização da classe. Já o Governo apela ao abandono das práticas que mancham a classe, com destaque para o mau atendimento.

Dezenas de profissionais de saúde, trajados de branco, bloquearam parte da avenida Joaquim Chissano, para depois das 8 horas desta sexta-feira marchar, pela avenida Acordos de Lusaka em direcção à Praça dos Heróis moçambicanos, onde, em homenagem aos heróis nacionais, foi depositada uma coroa de flores.

Depois deste momento, os profissionais juntaram-se no anfiteatro do Instituto de Ciências de Saúde, ISCISA, para uma cerimónia que contou com a presença de membros do Governo.

Os profissionais aproveitaram a ocasião para reconhecer a sua importância e contribuição no garante da saúde e bem-estar das pessoas, uma vez que correspondem quase à metade do número de profissionais no Sistema Nacional de Saúde, com mais de 18 mil profissionais, divididos em diversas especialidades.

Odete Oficial é uma das enfermeiras que participou na celebração. Profissional há 34 anos, sente que os desafios do dia-a-dia da profissão passaram de formação (no início da sua profissão) para desvalorização da classe.

“No dia-a-dia, ouvimos os enfermeiros a reclamarem sobre as condições de trabalho a que são sujeitos, sem falar das condições salariais. Toda a gente conhece o salário do enfermeiro e sabe que não dignifica, nem o profissional, nem a classe”, disse.

Igual a ela, Olga Novela, enfermeira há 43 anos, que mereceu homenagem pelo seu desempenho ao longo dos anos, no exercício das suas várias funções, diz que só os próprios enfermeiros podem mudar e buscar a valorização que merecem. Por isso, apela aos profissionais para darem o seu máximo, servindo ao povo, e um dia será reconhecido.

No mesmo evento, a Ordem dos Enfermeiros destacou a necessidade do reforço da formação dos profissionais.

“Os desafios que nós enfrentamos começam com a nossa numerosidade. Somos muitos e o que nos coloca em uma situação de vulnerabilidade, desde o custo que aparentemente representamos, a lista de anseios não satisfeitos que de nós derivam, dentre elas a necessidade de protecção e de ambiente propício para prestar cuidados dignos aceitáveis, a necessidade de aprender mais e elevar as nossas competências clínicas, éticas e de gestão”, disse Grácio Guambe, vice-bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique.

O Governo, por seu turno, reconheceu os desafios do sector, principalmente sobre a disponibilidade de enfermeiros no país, que ainda está abaixo do recomendado internacionalmente.

“O rácio de enfermeiros gerais em Moçambique é de 3,1 por 10 mil habitantes, contra o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde de 3,4 por 10 mil habitantes. Este rácio irá continuar a sofrer o impacto do rápido crescimento da população do nosso país. Por isso, decorre um esforço para formar mais profissionais de enfermagem e colocá-los no Serviço Nacional de Saúde. Durante o período 2016-2022, as instituições de formação pública graduaram 5893 enfermeiros, um número superior à previsão inicial de 4741 graduações”, disse o vice-ministro da Saúde, Ilesh Jani.

Sobre a formação académica, Jani diz que o Governo tem em vista um programa intensivo de formação de quadros especialistas.

“Verificamos a necessidade de formar quadros de enfermagem de áreas especializadas, como, por exemplo, em neonatologia, cuidados intensivos, anestesiologia e instrumentação. Para estas áreas, o Ministério da Saúde está a implementar o Plano Acelerado de Formação, a partir do qual se prevê graduar 1728 enfermeiros especializados até 2025”, prometeu.

Contudo, exige que os enfermeiros abandonem as práticas que mancham a classe: “Apelamos, no entanto, para que lutem contra todos os males que atentam ao bom nome da classe de enfermagem e de todos os profissionais de saúde, incluindo a indiferença ao sofrimento do próximo, o mau atendimento hospitalar, o desvio de produtos de saúde, o uso irracional dos recursos do Estado e as cobranças ilícitas. Faz-se, por isso, necessária a implementação integral do Código de Ética e Deontologia Profissional do Enfermeiro, recentemente lançado pela Ordem dos Enfermeiros de Moçambique”.

Este ano, o Dia dos Enfermeiros é celebrado sob o lema “Nossos profissionais de enfermagem, nosso futuro”.

Trata-se de um autocarro de transporte de passageiros que foi assaltado na fronteira de Lebombo, na África do Sul, por mais de 10 homens armados. Do assalto não houve feridos. Na mesma região, tem acontecido tumultos devido a restrições de energia, o que ameaça a segurança dos transportadores moçambicanos que realizam viagens para o país vizinho.

Por meio de um comunicado, a transportadora Cheetah Express diz que um dos seus autocarros foi assaltado por volta das 18h30 desta quinta-feira na fronteira de Lebombo, na África do Sul, posto fronteiriço interligado ao de Ressano Garcia, na Província de Maputo.

Na ocasião, os mais de 10 homens armados levaram bens dos passageiros, mas não houve feridos.

“A Cheetah Express está profundamente preocupada com o incidente e está a tomar medidas imediatas para garantir a segurança dos seus passageiros. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades policiais para identificar e levar os perpetradores à justiça. Além disso, a Cheetah Express está a implementar novas medidas de segurança para evitar futuros incidentes”, diz a transportadora em comunicado.

Os transportadores Moçambicanos também têm sofrido assaltos e relatam medo e insegurança.

“Um dos meus colegas escapou, mas um carro desta praça foi atacado anteontem. Viajamos com o coração na mão, então pedimos ajuda”, disse um transportador, no Terminal Rodoviário Internacional da Baixa da Cidade de Maputo.

Por outro lado, na mesma região tem havido greves devido às restrições de energia. Os manifestantes lançam pedras contra viaturas que passam pelo local.

“Às vezes temos que parar o carro, ligar para os colegas para perceber se é seguro ou não usar aquela via”, disse outro transportador.

Apesar disso, os transportadores não interromperam viagens para África do Sul nem pretendem fazê-lo.

“Nós estamos a transportar normalmente, mas temos que tomar precauções quando chegamos àquela via, seguimos as orientações da Polícia sul-africana. Interromper é parar as finanças, temos que estar na luta.”

Desde que a situação iniciou, não se verificou nenhum incidente envolvendo carros moçambicanos.

Filipe Nyusi inaugurou hoje a central fotovoltaica do Posto Administrativo de Mapulanguene, no distrito de Magude, Província de Maputo. A infra-estrutura vai beneficiar directamente 190 famílias. O Presidente da República promete que, até finais deste ano, 64% dos moçambicanos terão energia eléctrica.

A central fotovoltaica ontem inaugurada custou ao Estado pouco mais de 79,4 milhões de Meticais e tem capacidade para produzir 600 kilowatts por hora. Pelo custo e utilidade da infra-estrutura, Filipe Nyusi apela para protecção da infra-estrutura de modo que não seja vandalizada.

“Os recursos financeiros aqui aplicados representam um alto custo de oportunidade para o Governo, que enfrenta restrições orçamentais face à multiplicidade de prioridades em todo o país. Por isso, queremos apelar aos residentes de Mapulanguene para participarem de forma activa na vigilância e denúncia dos casos de roubo e, bem assim, do uso indevido de infra-estruturas”, disse o Presidente da República, tendo realçado as metas do Executivo no que ao fornecimento de corrente eléctrica diz respeito.

“De uma forma progressiva, almejamos concretizar o acesso universal à energia. Em 2022, em todo o território nacional, foram realizadas 467,155 novas ligações, o que permitiu que a taxa de acesso à energia passasse de 41% em 2021 para 48% em 2022.”

O que se pretende, neste 2023, é que o acesso à corrente eléctrica no país suba para 64% até ao fim do ano. A nova central fotovoltaica consegue, depois de ter sido carregada com base na energia do sol, alimentar as famílias durante pelo menos quatro dias independente do sol. Além das 190 famílias a serem alimentadas pelo sistema, o que corresponde  a perto de 1000 pessoas, a central fornece corrente também ao hospital local, a uma fonte de abastecimento de água e a várias outras infra-estruturas.

Enfim, Mapulanguene está já iluminado. Mas há, naquele Posto Administrativo, outros desafios indisfarçáveis, com destaque para as vias de acesso. Só para ter uma ideia, a região está a 120 quilómetros da vila-sede de Magude. O percurso, que é feito em terra batida, leva no mínimo, cerca de três horas.

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