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O País – A verdade como notícia

O Presidente do Município de Maputo, Eneas Comiche, esteve, hoje, reunido com os residentes do Distrito Municipal KaMpfumo num comício para a apresentação de contas da sua governação iniciada em 2019 e que está prestes a findar.

No encontro, Eneas Comiche fez o balanço da sua governação em sete áreas, sendo uma delas a melhoria de segurança no distrito com a alocação de uma viatura “Mahindra” e duas motorizadas para o Comando Distrital da Polícia Municipal, a desactivação de 52 “bocas de fumo” e, desencadeadas operações no Mercado Estrela Vermelha, para a recuperação de acessórios de viaturas roubadas.

Outras áreas destacadas por Comiche foram a saúde e a educação, tendo recordado que, durante o seu mandato, foi reabilitada a Morgue do Hospital Central de Maputo, reabilitadas e requalificadas as casas de banho dos utentes do Centro de Saúde da Malhangalene.

Mas também falou dos trabalhos feitos para a melhoria da iluminação pública e abastecimento de água.

“Provida iluminação pública na Rua Avelino Mondlane e escadarias da Barreira de Maxaquene, colocados 851 candeeiros na via pública, repostos 144 postes de iluminação pública com os respectivos, candeeiros que haviam sido derrubados, efectuadas 1268 novas ligações de energia a igual número de usuários, reparadas 1091 fugas de água no sistema e realizadas 130 novas ligações de água aos utentes”, avançou Lutero Simango, Presidente do MDM.

Outras áreas mencionadas foram a cultura, o desporto, a juventude, a construção, a reabilitação e o equipamento de infra-estruturas, mas falou, também, da reabilitação em curso de algumas avenidas, que, por muito tempo, foram dor de cabeça dos munícipes.

“Reabilitação das faixas laterais da Av. Eduardo Mondlane; construção do sanitário público na Av. 24 de Julho, reabilitação dos passeios das avenidas Zedequias Manganhela, Fernão Magalhães, Filipe Samuel Magaia, Samora Machel e Karl Marx; e reabilitação do Centro Cultural Municipal Gil Vicente no âmbito de parcerias públicas e privadas.”

Entretanto, o edil de Maputo reconheceu que a construção e o apetrechamento do edifício-sede de Administração do Distrito Municipal KaMpfumo e a manutenção e conservação das infra-estruturas ainda constituem desafios.

Feita a prestação de contas, chegou, como não poderia faltar, a vez de os munícipes falarem do que acham do mandato prestes a terminar. Todos os intervenientes consideraram o trabalho realizado positivo.
Entretanto, há ainda quem sente que algumas coisas ainda não foram feitas, como a reabilitação de passeios na Avenida Eduardo Mondlane.

“Os passeios da Avenida Eduardo Mondlane são uma vergonha. Se andar sem cuidado e atenção, é capaz de tropeçar e voltar para casa com uma ferida ou um gesso”, reclamou Abdul Remane, munícipe de Maputo.
Outro ponto mencionado foi a retirada dos vendedores informais dos passeios da baixa da Cidade de Maputo em 2020 e que, em meados do ano passado, voltaram a ocupar os passeios, não permitindo, assim, uma passagem dos transeuntes.

Sobre as preocupações, os vereadores disseram que os trabalhos para resolver a situação ainda estão em curso e soluções não tardarão.
Antes do comício, Eneas Comiche inaugurou sanitários públicos, uma quadra polivalente no bairro Sommerschield e lançou a primeira pedra para a construção da sede da Administração do Distrito KaMpfumo.

A Ordem dos Médicos decidiu criar uma comissão independente, para ajudar a aproximar o Governo e os médicos e encontrar soluções para as tensões entre as duas partes.

Num comunicado, divulgado esta sexta-feira, a Ordem diz estar preocupada com a actual crise nas relações entre o Governo e os médicos e decidiu intervir, através da criação de uma comissão independente e imparcial.

A referida comissão é composta por Dom Dinis Sengulane, Brazão Mazula, Dinis Matsolo, Rodrigues Dombo, Severino Ngoenha, Jorge Ferrão, Jorge Matine e Angelina Magibire.

No documento, a Ordem explica que a comissão terá a missão de estabelecer uma comunicação, aproximar e reestabelecer a confiança entre os envolvidos. Além disso, deverá “perceber a sensibilidade das partes e os aspectos de contenda e apoiá-las na definição de melhor formato de resolução das referidas diferenças”.

A formação desta comissão foi decidida num encontro havido esta quinta-feira, que visava discutir os caminhos para tirar o Governo e os médicos da rota de colisão.

Os médicos estão em greve há mais de 30 dias, em todo o país, devido ao alegado incumprimento dos acordos por parte do Governo, no âmbito do enquadramento na Tabela Salarial Única.

Recentemente, o executivo anunciou que vai contratar 60 médicos para fazer face à greve.

Seis homens foram detidos na noite do dia 9 do mês em curso num dos bairros de expansão na cidade de Nampula, encontrados na posse de ossada humana.

Suspeita-se que se trate de ossada de um albino.

A porta-voz do SERNIC em Nampula, Enina Tsinine, disse que os ossos terão sido exumados na Zambézia, distrito de Gilé, mas ainda sem detalhes. A fonte avançou ainda que três dos detidos são da Zambézia e três de Nampula.

Tsinine avançou ainda que o SERNIC frustrou assim um “negócio” de ossada humana que ia render ao grupo 500 mil Meticais. Sobre os mandantes ou os supostos compradores, o SERNIC avança que está em investigação.

José Manuel, Embaixador de Angola em Moçambique, falava em representação dos Altos-Comissários e Embaixadores de 14 países com representações em Moçambique, durante o lançamento da semana comemorativa da Comunidade de Países para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), realizado esta quinta-feira, na província da Zambézia. São 43 anos que a organização assinala no próximo dia 17 de Agosto sob o lema “Economia Azul Fortalecendo a Integração Regional na SADC”.

O diplomata fez saber que os países têm centrado a sua cooperação em vários domínios, desde culturais, económicos e políticos. “Os países-membros da SADC têm cooperado no campo político, económico, político e social com o objectivo último de fazer a  integração regional. Esta integração regional é um dos últimos fins da SADC, que pretende ver os estados-membros a desenvolver-se de uma maneira sustentável, equilibrada e que possamos cooperar entre nós”, precisou José Manuel, Embaixador de Angola em Moçambique, em representação de todos os diplomatas cujo os países estão representados em Moçambique e são membros da SADC.

Henriques Bongesse, vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, que dirigiu o lançamento da Semana Comemorativa da SADC, sob o lema “Economia Azul Fortalecendo a Integração Regional na SADC”, defendeu que o engajamento da missão da organização é visível no país. Destacou a intervenção da organização no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado. “Na província Cabo Delgado, temos sossego, a nossa população já está a regressar à sua zona de origem graças a essa cooperação entre os países e as nossas Forças de Defesa e Segurança”, destacou Bongesse.

Os altos-comissários e embaixadores de 14 países-membros da SADC ofereceram víveres a um centro de acolhimento de crianças órfãs e vulneráveis.

A província da Zambézia vai acolher as cerimónias centrais do Dia da SADC no próximo dia 17 Agosto.

A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade defende a implementação de estratégias combinadas de resiliência climática, no país. A ideia foi defendida, esta quinta-feira, por Graça Machel, durante a apresentação de um plano para a redução do risco de desastres, sobretudo durante a época chuvosa.

As alterações climáticas estão a afectar o mundo. Em Moçambique, os recentes ciclones e outros eventos climáticos severos são sinal disso.

E porque eles vieram para ficar, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) chama atenção para a importância de uma agenda colectiva comum para que as comunidades, principalmente as mais vulneráveis, estejam preparadas para a ocorrência de choques climáticos.

“Vamos ter conversações muito sérias. É por isso que a implementação da estratégia vai levar 10 anos. Para concordarmos áreas de habitação, de produção e de investimentos que possam querer fazer (que sejam mais duradouros), para as pessoas sofrerem menos. Porque nós temos de fazer com que haja menos perdas humanas, e se possível nenhuma morte”, disse Graça Machel, que acrescentou que a perda de bens das populações que vivem em zonas de risco deve ser mínima.

Durante 10 anos, isto é, entre 2024 e 2034, a Fundação e o Governo vão executar iniciativas combinadas para o reforço da capacidade do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) face à problemática das alterações climáticas.

“É mais um reforço àquilo que o Governo tem estado a fazer”, assinalou o dirigente. Questionado se o período de 10 anos, para a implementação da estratégia, é suficiente para os ganhos necessários, o vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Gabriel Belém Monteiro, justificou que se trata de um processo dinâmico.

“Podemos atingir o objectivo antes dos 10 anos, por exemplo. O processo é dinâmico, vai depender da forma como as comunidades vão adaptar-se, e a forma como a sociedade civil vai mobilizar. Porque as mudanças climáticas são uma realidade, mesmo que não queiramos, elas são uma realidade. Vamos neste processo auscultar, teremos de estar atentos às mensagens do Governo, para evitarmos danos maiores”, explicou.

A implementação do plano estratégico vai custar pouco mais de de 16 milhões de dólares, distribuídos em parcelas anuais de aproximadamente 1,7, 1,4 e 1,1 milhões de dólares no primeiro, segundo e terceiro triénio, respectivamente.

Refira-se que, de acordo com a estratégia, o recrutamento e a formação do pessoal da Unidade de Gestão e Resiliência Climática, a Gestão e Redução do Risco de Desastres da FDC consumirão cerca de 25 por cento do orçamental total.

No primeiro dia de visita da Primeira-Dama do Quénia a Moçambique, Isaura Nyusi levou a sua homóloga para conhecer o Centro de Acolhimento Hakumana, no centro da Cidade de Maputo.

O centro desenvolve diversas actividades, como artesanato, com o objectivo de devolver a dignidade e autovalorização a pessoas com doenças sem cura – como o HIV/SIDA – que muitas vezes são discriminadas pelas próprias famílias e pela sociedade.

Sala por sala, as Primeiras-Damas de Moçambique e do Quénia conheceram muitos dos compartimentos que acolhem cerca de 200 pessoas, entre crianças e adultos, vítimas de estigma e discriminação social devido a doenças crónicas como o HIV/SIDA.

No fim da visita, Isaura Nyusi e Rachel Ruto foram recebidas no auditório do Instituto Maria Mãe de África, por vários crentes da Igreja Católica e membros do centro Hakumana.

Isaura Nyusi recordou as dificuldades que o sector da saúde tem para o tratamento de doenças e, por isso, louvou o empenho do centro.

Por sua vez, a sua homóloga queniana disse que os dois países africanos têm muito em comum, sobretudo no que diz respeito a iniciativas de ajuda aos carenciados, pelo que reforçou a mensagem de Isaura e doou 1000 dólares, pouco mais de 64 mil Meticais para ajudar a iniciativa do Hakumana.

A visita da Primeira-Dama do Quénia no país termina este sábado.

A governadora de Manica ordenou, esta quinta-feira, o sector de saúde na província a processar disciplinarmente os médicos que estão a aderir à greve que já tem mais de 30 dias.

Francisca Tomás, que falava na sessão extraordinária do colectivo de Direcção Provincial de Saúde, disse não fazer sentido que profissionais que juraram tratar com dignidade a população sejam os mesmos a abandoná-los por alegadas reivindicações.

“Eles devem ter processos disciplinares. Eles ficaram sete a oito anos na formação para virem fazer greve ou tratar a população?” questionou a governadora, alertando que a maior parte dos grevistas não têm consigo o leque de reivindicações.

“Porque, ao que tomámos conhecimento, nem existe o leque de reivindicação. Quando questionamos o que estão a reivindicar, eles dizem para questionarmos os seus superiores, porque são estes que lhes mandam reivindicar. A pessoa deve aderir à greve quando sabe o que está a reivindicar.”

Nos últimos meses, a sala de cuidados intensivos do Hospital Central de Nampula esteve a beneficiar-se de obras de reabilitação e equipamento, e a partir desta quarta-feira, passou a entrar em funcionamento, contando com 12 camas e mais uma especializada para pacientes que simultaneamente precisam de fazer hemodiálise devido à insuficiência renal.

“Não tínhamos equipamento que faz hemodiálise ao nível de cuidados intensivos, o que quer dizer que aquele doente que tiver alguma falha muito orgânica ou falha de insuficiência renal aguda naquele momento que inclusive está entubado era necessário transferir para outra sala e agora não vai ser necessário porque esse equipamento já está dentro da sala de cuidados intensivos. Em termos de laboratório, aquilo que não tínhamos, é o equipamento de gasometria e é extremamente importante para uma sala de cuidados intensivos. O que quer dizer que os medicamentos que administramos, o equilíbrio dos soros tem que ser avaliado se esse soro está a entrar na qualidade que é necessária ou não e esse equipamento dá-nos a possibilidade de dizermos em cinco minutos que a qualidade do soro ou do medicamento que estamos a colocar está elevada e temos que reduzir”, explicou Cachimo Mulina, director do Hospital Central de Nampula, falando aos jornalistas ao lado do secretário de Estado na província de Nampula, Jaime Neto, que acabara de visitar a nova sala de cuidados intensivos.

Neto esteve atento à explicação dada pelos médicos nacionais e estrangeiros que estavam a prestar serviços de saúde a uns pacientes que estavam na altura a receber cuidados intensivos. Foi-lhe transmitido que o equipamento é mesmo de ponta e vai ajudar qualitativamente na prestação de cuidados de saúde naquele que é o hospital-escola e de referência em toda a zona Norte do país, por isso mesmo recebe casos complicados referenciados das províncias de Niassa, Cabo Delgado e parte da Zambézia.

“É uma sala que dispõe de equipamento que muito rapidamente pode fazer o diagnóstico das doenças, mas também pode recuperar aqueles que tenham traumas de origem diversa. Mais uma vez, nota-se a preocupação que o Governo tem, de facto, de melhorar as condições de todos”, referiu Jaime Neto, que à nossa pergunta sobre a sua apreciação em relação ao funcionamento daquele hospital se mostrou mais tranquilo.

“A informação que tenho e aquilo que vejo é que os médicos estão a trabalhar. Nós temos aqui no hospital acima de 300 médicos e aqueles que não estão presentes hoje são 37. Queremos saudar a toda a equipa médica que está presente e que está a trabalhar e está a cumprir o seu papel de curar os doentes. Em relação aos outros que faltaram, acredito que brevemente hão-de vir porque o Governo está continuamente a criar condições para que possam trabalhar em ambientes seguros com equipamento que possa facilitar o diagnóstico de doenças”, concluiu o secretário de Estado.

Na ocasião, foi entregue, igualmente, uma ambulância que diferentemente de outras está equipada com meios que permitem a reanimação ambulatória de um doente que esteja numa situação de perda de sinais vitais.

Mais de 5 milhões de crianças foram vacinadas contra o sarampo. A campanha de vacinação terminou a 4 de Agosto e abrangeu cinco províncias. O Ministério da Saúde fala de metas alcançadas em mais de 100 por cento.

As províncias de Manica, Sofala, Tete, Zambézia e Niassa são as mais vulneráveis ao Sarampo, com o registo de 80 por cento dos casos da doença nos últimos quatro anos.

Na campanha de vacinação lançada a 31 de Julho, nas cinco províncias, a meta era de vacinar mais de 4,8 milhões de crianças dos nove aos 59 meses de vida.

Segundo o director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, que falava esta quinta-feira em conferência de imprensa, as metas foram alcançadas em mais de 100 por cento, uma vez que foi possível vacinar mais de cinco milhões de crianças.

“Todas as províncias alcançaram as coberturas desejadas. O sucesso da campanha de vacinação foi resultante do engajamento da liderança a vários níveis, dos pais e encarregados de educação das províncias onde decorreu o processo”, explicou Quinhas Fernandes.

Para o processo, foram investidos cerca de cinco milhões de dólares e mobilizados mais de 38 mil actores do sector da saúde.

O lançamento da próxima ronda está previsto para o próximo ano.

Sobre a situação da cólera no país, Quinhas Fernandes que falava em conferência de imprensa, esta quinta-feira, avançou que ainda há focos da doença nos distritos de Mueda e Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, e distritos de Meconta e Eráti, em Nampula.

O director nacional de Saúde Pública avançou, na ocasião, que a realização da nona ronda de vacinação contra a poliomielite está prevista para o mês de Setembro próximo.

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