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O País – A verdade como notícia

Um total de 740 730 crianças dos nove aos 59 meses serão submetidas à vacinação contra o sarampo em Manica.

A campanha surge em resposta ao surto de sarampo que se vem registando em todos os distritos da província desde o ano passado, assim como nas províncias circunvizinhas.

Uma nota da Direcção Provincial de Saúde de Manica a que o “O País” teve acesso indica que as crianças irão, igualmente, receber vitamina A e suplementação por albendazol.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e que pode levar a complicações graves e até mesmo à morte, especialmente nas crianças mais pequenas.

O lançamento da campanha de vacinação contra o sarampo será dirigido em Chimoio, na próxima sexta-feira, 28 de Julho, pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago.

Manuel Manoj, de 58 anos de idade, esteve no cativeiro no bairro de Malhampsene na Matola. Não consegue retomar ao trabalho porque o seu estado de saúde deteriorou -se. Ele sofre de problemas cardíacos e, porque durante os cinco dias que esteve com os supostos raptores, não medicava a saúde dele deteriorou -se e está com uma parte do corpo paralítico. O filho que também já foi raptado em 2013, tendo ficado 19 dias no cativeiro, diz que o estado de saúde do pai é preocupante.

O Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) rastreou, no primeiro trimestre do ano em curso, 7 639 reclusos, tendo sido diagnosticados 189 novos casos de tuberculose. Dos casos notificados, 10 de multidroga resistente.

São números que, segundo Filimão Suazi, vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, continuam a preocupar o Serviço Nacional Penitenciário, porque há cada vez mais casos de tuberculose nos estabelecimentos penitenciários.

“Em 2022, o SERNAP rastreou 11 001 reclusos e, destes, foram notificados 327 novos casos de tuberculose, dos quais 11 são tuberculose multidroga resistente, sendo quatro no Estabelecimento Provincial de Maputo e dois nos estabelecimentos provinciais de Gaza e Nampula e um no Estabelecimento Regional Centro”, disse Suazi.

De acordo com o vice-ministro da Justiça, estas cifras exigem aplicação de mais esforços da parte dos funcionários e de todos os intervenientes na saúde penitenciária para a implementação de medidas de prevenção e controlo da tuberculose nos estabelecimentos penitenciários.

A informação foi reiterada pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, que, na ocasião, reforçou a ideia de um trabalho colectivo, até porque os prisioneiros fazem parte dos grupos de maior risco, pelo facto de passarem muito tempo em locais fechados, com pouca ventilação e superlotados.

Os dirigentes falavam esta quarta-feira, no lançamento da campanha “Cuidados Integrados nas Penitenciárias de Moçambique: abordando a Tuberculose e outras Doenças”, projecto Saúde nas Cadeias, para rastreio desta e outras, como HIV/SIDA e sífilis.

A iniciativa da Health Through Walls será implementada de 17 a 21 meses, inicialmente, em três cadeias da Cidade e Província de Maputo, nomeadamente, Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava – vulgo B.O., Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo, vulgo Cadeia Central, e Estabelecimento Penitenciário Preventivo da Cidade de Maputo.

“Nós podemos acabar com a tuberculose através de intervenções centradas na pessoa, diagnósticos e tratamento correcto dos pacientes, além da oferta do tratamento preventivo da tuberculose para todos os casos elegíveis, incluindo a população que se encontra nas cadeias do país”, disse Armindo Tiago.

Para a campanha, foi disponibilizada uma máquina de Raio-X, que faz a leitura por inteligência artificial, há ainda uma e há médicos disponíveis para fazer o rastreio e diagnóstico das doenças.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) diz que são falsas as declarações da Polícia da República de Moçambique sobre a morte de um jovem em circunstâncias estranhas nas celas da terceira esquadra, em Maputo, e exige responsabilização dos agentes envolvidos.

De acordo com o Conselho Provincial da Ordem dos Advogados, na Cidade de Maputo, as autoridades competentes devem investigar de forma imparcial a conduta da polícia. “ Nós entendemos à nível dos direitos humanos que a Polícia da República de Moçambique tem vindo a perpetuar este tipo de ações”, disse Victor da Fonseca, representante do Conselho Provincial da Cidade de Maputo, Comissão dos Direitos Humanos.

A Comissão dos Direitos Humanos destaca ainda que os relatos e imagens presenciadas da agressão perpetrada pelos agentes da terceira esquadra da Cidade de Maputo violam gravemente o Artigo 40 da Constituição da República de 2004.

Arrancou, hoje, a atribuição de certificados aos estudantes do ensino técnico-profissional, na Cidade de Maputo. O processo abrange 235 estudantes, parte dos quais do Instituto Industrial de Maputo, que há cinco anos concluíram a formação, mas não tinham os respectivos certificados.

Há uma luz verde para pôr fim à longa espera dos estudantes do Instituto Industrial de Maputo, que há cinco anos aguardavam os seus certificados de habilitações literárias.

Esta quarta-feira (26), arrancou a entrega de 235 certificados a estudantes finalistas do ensino técnico-profissional, de algumas instituições de ensino, na Cidade de Maputo.

Nesta primeira fase, foram contemplados apenas três, dos mais de 200 estudantes do Instituto Industrial de Maputo, que concluíram a formação há anos. 

Alguns estudantes sentem-se aliviados, pois o documento que acabam de receber significa uma oportunidade para a concretização dos seus sonhos.

Depois da recepção do “tão esperado” certificado, Neuma Gomes, estudante do curso de Relações Públicas e Marketing, que concluiu o curso em 2018, conta que passou por momentos difíceis devido à falta do documento que lhe confere credibilidade.

Opinião semelhante é partilhada por Raul Machado, formado em 2021.

“Por falha da instituição, perdi oportunidades de trabalho e estas não voltam. Contudo, com este documento na mão, irei tratar de retomar os planos de formação que tinha”, disse Machado.

A esperança é igualmente partilhada pelos encarregados de educação, que exigiram seriedade por parte das instituições de ensino, bem como as que tutelam o sector.

Mas, mesmo sem certificado, houve quem traçou outros planos que deram certo. Ligia Jamisse cursou construção de edifícios e concluiu em 2016, mas não teve certificado.

Seguiu a sua vida académica, usando uma certidão para aceder a outros trabalhos, mas faltava-lhe o certificado. Daí que, com colegas de formação, abriu uma empresa de construção e hoje é uma empresária no ramo e pretende crescer mais.

“Um dos grandes desafios era o acesso ao ensino superior no estrangeiro, algo que sempre quis, mas com o certificado na mão, penso que tenho as portas abertas para sonhar”, relatou a estudante empresária.  

A entrega simbólica dos certificados foi feita pelo Secretário de Estado do Ensino Técnico-profissional, Mety Gôndola, que exigiu rigorosidade na certificação dos estudantes.

“Não certificar por certificar – demos aula, já está, pode ter certificado – não. Temos as nossas exigências. O currículo vocacional actualmente em vigor, de padrões de competências, exige que haja evidências de que o formando tem aquela competência”, explicou, acrescentando que não se trata de provas orais ou relatórios apenas, são também exigidas competências. 

Gondola acrescentou que o Governo, através do pelouro que dirige, está decidido a ser exigente neste domínio, ou seja, “certificar apenas aqueles que tenhamos evidências de que tenham de facto participado e adquirido ou alcançado competência que pretendia”.

Comentando sobre o atraso assistido na emissão e atribuição de certificados de habilitações, o secretário de Estado reconheceu o desafio que está a ser enfrentado pelos 14 552 estudantes que concluíram os seus cursos e não tiveram as devidas certificações, mas reiterou a necessidade de se olhar para as qualificações e competências acima de tudo.

Segundo Mety, a qualidade do ensino técnico-profissional é um desafio para o sector, que se pretende ultrapassar.

“Um formador deve ser exímio conhecedor da prática da área em que vai leccionar. Por isso, estamos a promover estágios, bolsas de estudo para formadores por forma a dotá-los de capacidade prática.”

O director do Instituto Industrial de Maputo explicou que 175 estudantes requereram certificados. Entretanto, mais de 80 apresentaram processos com irregularidades.

“Nós temos 21 dias para concluir o processo e, neste momento, os estudantes que solicitaram certificados estão a concluir os módulos em falta e penso que, depois desse período, submetemos à avaliação e, se estiver tudo conforme, poderão receber os seus certificados”, disse Zacarias Bié.

Este evento enquadra-se no âmbito do processo de regularização e entrega de certificados, lançado recentemente pelo Presidente da República. 

A PRM deteve, na Beira, dois jovens supostamente envolvidos no abuso sexual e assassinato de uma jovem. Na posse dos detidos foi encontrado o celular da vítima, que estava a ser usado desde o dia em que ela foi assassinada.

O caso ocorreu há cerca de duas semanas e a vítima, que tinha cerca de 30 anos de idade, foi encontrada morta numa dependência desocupada de um prédio no bairro de Matacuane na cidade da Beira. A jovem apresentava vestígios de abuso sexual, fato que foi observado pelo SERNIC.

As investigações levaram à detenção de dois jovens que foram encontrados na posse do celular da vítima. Um dos indiciados admitiu que estava com a jovem na noite em que foi assassinada e disse que, a dado momento, se ausentou para comprar cigarros, tendo a vítima ficado com os seus três amigos.

“Quando regressei, passado algum tempo, ela já estava morta. Soube que os meus amigos abusaram dela porque não tinham dinheiro para pagar os serviços da mesma. Ela era uma trabalhadora de sexo.”

O outro detido negou o seu envolvimento no crime. Explicou que apenas comprou um celular do primeiro indiciado e que não sabia que o telefone em causa pertencia a uma pessoa que foi assassinada, uma justificação que segundo o SERNIC é descabida, porque a investigação concluiu que ele estava a usar o referido telemóvel desde a manhã em que a vítima foi encontrada morta.

Refira-se que, na terça-feira da semana passada, uma mulher foi encontrada morta. O SERNIC diz que estes últimos dois casos não podem ser relacionados à onda de assassinatos que ocorreram entre Outubro a Dezembro do ano passado na Beira, em que as vítimas, na sua maioria, foram trabalhadoras de sexo.

As investigações ainda estão a decorrer, explicou Alfeu Sitoe, porta-voz do SERNIC em Sofala.

A Polícia da República de Moçambique usou cães e um forte contingente para reprimir uma vigília. O plano era da família do jovem que morreu nas celas da terceira esquadra, em Maputo. A Polícia diz que fez o que fez porque havia a intenção de perturbar a tranquilidade pública. Quanto à morte do jovem, a família diz que foi assassinado, enquanto a PRM diz ter sido um derrame cerebral.

“Mataram meu filho porquê? o que ele fez?”. São perguntas de uma tia que de um dia para o outro perdeu o seu sobrinho em circunstâncias estranhas. Massacar Abacar foi detido na semana passada por agentes da Polícia da República de Moçambique.

A detenção foi na quinta-feira e na manhã do Sábado, morreu! As razões, essas, colocaram a família aos prantos e revoltada, tudo por entender que a Polícia o assassinou.

“Meteram um plástico na cara para ele perder a respiração e mataram a ele”, disse, Sérgio Raimundo, irmão da vítima.

Revoltada, a família decidiu juntar-se a alguns membros da sociedade civil para fazer uma vigília defronte à terceira esquadra. Debalde! Não foi possível nem chegar perto da subunidade policial. Os agentes, com reforço de cães, não só bloquearam a passagem dos familiares do malogrado, como também de todos os cidadãos.

Após tomar conhecimento da detenção do jovem Cebolinha, a mãe diz ter se aproximado à terceira esquadra, mas foi impedida de ver o seu filho. “Quando cheguei na esquadra perguntei se o meu filho estava detido, responderam positivamente, disse que queria ver o meu filho e não me deixaram ver o meu filho”, disse a mãe da vítima.

A Polícia bloqueou a avenida Mao-Tsé-Tung entre as avenidas Tomás Ndunda e Salvador Allende. As velas até chegaram a estar acesas, mas sem chance de se chegar a marchar com elas. Isso revoltou a todos.

Havia menos de 30 pessoas. E a Polícia diz que a movimentação do contingente nada mais foi senão cumprimento do seu trabalho.

“A segurança pública faz- se de diversas formas, nós estamos numa zona, primeiro com um potencialidade para a violência, falamos da zona da Colômbia, e estamos a falar de uma manifestação que se chama para instalar-se numa subunidade policial. As pessoas podem usar desta oportunidade para criar tumultos, a segurança das pessoas é que está em primeiro lugar”, explicou Leonel Muchina, porta-voz da PRM, na Cidade de Maputo.

Sobre o alegado assassinato do jovem, a Polícia da República de Moçambique dise duas coisas: primeiro, sim, o jovem morreu na esquadra. Segundo, “o jovem perdeu a vida diante de uma situação de derrame cerebral, ocasionado não por uma agressão física que o jovem, eventualmente, teria sofrido, como se vem dizendo em alguma media. Ficamos ainda a saber que esta mesma família teria ainda sido solicitada pela unidade sanitária para prestar este depoimento de que o seu familiar teria perdido a vida diante de uma situação de derrame cerebral, disse Leonel Muchina, afirmando que em nenhum momento o jovem foi violentado.

Bancos comerciais estão a introduzir uma nova tecnologia nos cartões, terminais de pagamento, POS e máquinas de ATM. O processo está a ser marcado por enchentes nas agências bancárias e pouca informação aos clientes.

Há algumas semanas, os bancos comerciais estão a emitir novos cartões e a modernizar as tecnologias nos ATM e POS.

Um comunicado da Associação Moçambicana dos Bancos fala da introdução de tecnologia contactless, para novas funcionalidades dos dispositivos, e apela à adesão aos novos cartões.

“Nesta óptica, incentivamos os clientes a estarem atentos às comunicações efectuadas pelos seus bancos, de modo a recolherem os seus cartões nas respectivas agências. Esta iniciativa envolve um volume muito considerável de cartões e está a ser realizada em todo o país, sem qualquer custo adicional para os clientes,” escreve a AMB.

No terreno, a situação está a dar lugar a enchentes. O jornal O País testemunhou, esta terça-feira, longas filas que se estendiam pelos passeios de algumas agências bancárias. Os utentes reclamam da morosidade no atendimento.

“Estamos aqui desde as 10, já passa muito tempo e ainda não recebemos o cartão. Recebi a mensagem na quarta-feira”, disse Celestino Armando, utente de umas das agências bancárias na Cidade de Maputo.

Outro utente na mesma situação é Benedito Comangane. Chegou às 11 horas e até às 15 ainda não tinha sido atendido. “Encontrei colegas que chegaram às 7h e até agora ainda não conseguiram levantar os cartões.”

Outro constrangimento é a falta de informação sobre as razões da mudança, já que os antigos cartões continuam operacionais.

Utentes desconhecem as funcionalidades dos novos cartões e pedem mais esclarecimentos. Aliás, para alguns clientes dos bancos, há também constrangimentos na sua activação.

No comunicado, a Associação Moçambicana dos Bancos também fala da conta móvel, que também está indisponível para o levantamento nalgumas caixas electrónicas.

“O serviço de conta móvel será em breve actualizado com a introdução de novas funcionalidades, procurando tornar o serviço mais universal e inclusivo. Os detalhes desta actualização serão oportunamente comunicados pelos bancos parceiros aos usuários destes serviços.”

O jornal O País tentou, sem sucesso, ouvir a Associação Moçambicana dos Bancos sobre as reclamações em relação à morosidade na emissão e activação dos novos cartões.

Duas pessoas estão hospitalizadas e há uma detida após troca de tiros com a Polícia. As três pessoas são implicadas no rapto ocorrido na última quinta-feira, na Cidade de Maputo. O tiroteio aconteceu no suposto cativeiro, uma casa arrendada em Malhampsene, e a vítima foi resgatada com vida e goza de boa saúde.

Os factos desencadearam-se no bairro de Malhampsene, no município da Matola. Ninguém imaginava que naquele bairro estaria um homem privado de liberdade, que enfrentou cinco dias nas mãos de supostos raptores, até que a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) o libertaram.

Um dos neutralizados pela polícia é um homem de 42 anos de idade, formado em Engenharia Rural pela Universidade Eduardo Mondlane. Vivia em Chicumbane, na província de Gaza. Segundo conta, o indivíduo terá recebido uma chamada de um amigo seu a partir da África do Sul, a propor-lhe trabalho. Mesmo sem especificar o tipo de trabalho, ele viajou de Gaza até Maputo e ficou a saber que, pelo seu envolvimento no rapto, receberia, no fim, 100 mil rands, o equivalente a cerca de 350 mil Meticais.

“Quando cheguei, uma senhora levou-me para aqui, depois trouxeram uma pessoa, um indiano, e disseram que eu só devia ficar com essa pessoa. Eles queriam negociar com ele, queriam tirar um dinheiro, só que não sei quanto é. Nós não estávamos armados, mas havia uma arma aqui dentro, que eles tinham deixado e disseram para não usarmos.”

Depois de raptado o empresário, o  líder do grupo, que é um cidadão moçambicano com residência na África do sul, terá regressado à proveniência, de onde dava instruções aos seus operativos. Por dia, efectuavam-se três chamadas a partir da África do Sul e já se iniciava o processo de cobrança de resgate.

“Não sei quem mandou raptar. Só sei que me disse que é Tony e que está na África do Sul. Não sei como me meti nisto, não sei se podia ser ganância ou dinheiro fácil, não sei. Aqui só acordávamos e sentávamos com a pessoa, cozinhávamos e dávamos comida e não fazíamos mais nada, não maltratámos a pessoa.”

Dias antes de efectuar o rapto, o grupo terá estado no bairro de Malhampsene, na Matola, Província de Maputo onde arrendou uma casa. Pelo arrendamento da casa, foram pagos 45 mil Meticais. O rapto ocorreu no dia 20 de Julho corrente, na noite de quinta-feira. Quatro dias antes, celebrou-se o contrato com Meriana Américo, que recebeu de um dos homens o valor. “Eu não sabia quem são estes homens. Estou assustada com o sucedido.”

No estendal da casa, há ainda roupa da mulher que zelava pela residência, que neste momento se encontra hospitalizada em resultado do baleamento que sofreu. Os vizinhos dizem que não sabiam quase nada sobre os novos inquilinos da casa. Tonecas José, um dos vizinhos, disse que quase não via movimento dos vizinhos.

O quarteirão 2 do bairro Malhampsene, onde está fixada a casa que terá sido usada como cativeiro, é pouco agitado. A residência fica perto do quartel das Forças Armadas. O Serviço Nacional de Investigação Criminal chegou até ao local através de denúncias.

“A equipa de operativos do SERNIC, depois do trabalho de perícia, confirmou que se tratava de cativeiro, daí que começou a acção. Detivemos aqui três indivíduos. Fizeram resistência, mas logramos sucesso. A vítima foi resgatada com vida, está aparentemente bem de saúde e, neste momento, encontra-se no convívio familiar”, explicou Henrique Mendes, porta-voz do SERNIC na Província de Maputo.

A casa do tipo dois era também usada como centro de operações, onde se coordenava o resgate.

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