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O País – A verdade como notícia

As temperaturas poderão chegar aos 36 graus no Sul do país, esta quarta-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta, no entanto, para tempo irregular, durante a semana, marcado por temperaturas que deverão variar entre baixo de 30 e acima de 35°C.

“Estamos a ter um ano atípico, estamos a ter uma situação de registar temperaturas muitos altas, antes da época chuvosa”, refere Acácio Tembe, meteorologista do INAM.

Para já, explica o meteorologista do INAM, ainda não há previsão de registo de ciclones, na próxima chuvosa. “Mas nós sabemos que os ciclones têm mais acção a partir de Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março, mas com o pico entre Dezembro e Janeiro. Então, a partir de Novembro já vamos ter a previsão da época ciclónica para o período 2023-24”.

Houve redução do número de acidentes de viação na província de Gaza, no primeiro trimestre deste ano, comparativamente ao ano passado. Entretanto, os óbitos continuam a preocupar.

As estradas da província de Gaza têm registado, nos últimos tempos, acidentes de viação com frequência, na sua maioria envolvendo transportes semicolectivos de passageiros.

Nos primeiros seis meses de 2023, a província registou 46 sinistros rodoviários, que resultaram em 68 óbitos, contra 76 acidentes e 69 mortes no mesmo período do ano passado.

Apesar da redução da sinistralidade rodoviária, a Polícia em Gaza mostra-se preocupada, porque, segundo explica, nenhuma não devia haver derramamento de sangue e mortes nas estradas.

“Dos 46 acidentes de viação registados, resultaram em 68 óbitos, contra 69 do ano passado, o que significa que decrescemos em um caso. 134 feridos, dentre graves e ligeiros, contra 190 do igual período; 99 danos materiais, contra 82 de igual período do ano passado. Isto mostra preocupação das autoridades”, disse Carlos Macuácua, Chefe das Relações Públicas da PRM em gaza.

O excesso de velocidade continua entre as principais causas dos acidentes de viação, com 67,4 por cento de todas as causas. A Polícia diz que tem estado a tomar medidas.

“O controlo de velocidade e álcool tinha mais objectivo de encontrar, educar e penalizar os infractores, de tal forma que acabámos por construir um cadastro para sabermos os motoristas envolvidos em acidentes foram formados em que escola de condução, de forma a trabalharmos também com as escolas de condução”, disse.

Mas os motoristas interprofissionais têm um outro entendimento sobre a situação.

“As estradas em si não estão em condições, e isso é uma das causas dos acidentes. Sobre excesso de velocidade, não é verdade. Se eu ando numa estrada onde a placa de velocidade indica 100 e ocorre um acidente naquela faixa, terá sido por excesso de velocidade? (…) Mas cada um é responsável pelas pessoas que carrega no seu carro”, disse Feliciano Bernardo, um motorista interprovincial.

Para que se pare de acusar o motorista, porque, segundo entendimento dos motoristas, não é causa única, é preciso melhorar as condições das vias, desde a sinalização, assim como tapamento de borrachos.

Samuel Mabjaia, representante dos transportadores interprovinciais no Terminal Rodoviário de Transporte Interprovincial da Junta, na Cidade de Maputo, disse: “o Governo deve saber que a maior parte dos acidentes que têm ocorrido têm sido no cruzamento entre carros ou despiste, mas isso ocorre devido à estrada que é muito estreita. Daí que sugerimos ao Governo que amplie as vias, mesmo que seja para colocar duas faixas de cada lado e um separador. Assim evitará os choques”.

A Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária, AMVIRO, reconhece os problemas nas estradas, porém chama a responsabilidade dos motoristas.

“O condutor, conhecendo as más condições da via, deve redobrar a atenção, mas muitas vezes vemos como são carregados os carros, a velocidade usada em lugares com condições precária e as consequências sempre serão de tragédias”, disse Alexandre Nhamposse, Presidente da AMVIRO.

O mais recente acidente na província de Gaza, recorde-se, aconteceu na localidade de Mapapa, em Chókwè, envolvendo uma camioneta e uma viatura de transporte de passageiros, e resultou na morte imediata de nove pessoas.

Na noite deste domingo, o Ministério da Saúde enviou, à nossa Redacção, um comunicado de imprensa reagindo à greve, o qual transcrevemos na íntegra.

“No contexto do diálogo permanente com os funcionários, associações e ordens profissionais do da saúde, o Ministério da Saúde estabeleceu, desde 2020, um fórum de discussão para busca de soluções conjuntas para os desafios do sector. O país regista, desde o dia 10 de Julho de 2023, uma greve promovida pela Associação Médica de Moçambique (AMM). O Governo lamenta que a AMM tenha tomado a decisão de mais uma vez prolongar a greve, apesar dos progressos alcançados na resolução das reivindicações constantes no seu Caderno Reivindicativo. Adicionalmente, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) promove uma greve de outros profissionais de saúde desde o dia 20 de Agosto, ainda que as suas reivindicações estejam a ser atendidas no contexto do quadro legal vigente.  Não obstante os desafios que estas paralisações laborais impõem no sector da saúde, o Governo vai garantir a continuidade de serviços de saúde à população.

O Ministério da Saúde continuará a disponibilizar regularmente informação relevante sobre o funcionamento dos serviços de saúde. Nestes termos, apelamos à sociedade em geral para o uso de fontes oficiais de informação. O Governo reconhece o papel de todos os profissionais de saúde, que, apesar dos desafios prevalecentes, se fazem diariamente aos seus postos de trabalho honrando o seu juramento. O Ministério da Saúde reitera que continua a privilegiar o diálogo como forma de busca de soluções para os diferendos com os profissionais de saúde”.

eira celebrou, este domingo, 116 anos de elevação à categoria de cidade. Na ocasião, o edil da Beira, Albano Carige, queixou-se da falta de transferência de Fundos de Compensação Autárquica há mais de nove meses. Carige reiterou apelos para construção de infra-estruturas resilientes.

Depois da confusão instalada entre os membros do MDM e da Frelimo,  a cerimónia de celebração dos 116 anos de elevação da Beira à categoria de cidade prosseguiu, normalmente, na Praça do Município. O evento foi marcado por um desfile, no qual os funcionários do Município exibiram aquilo que têm sido as suas actividades diárias.

Depois, o Governador de Sofala, Lourenço Bulha, fez o discurso de praxe, lembrando, durante a sua intervenção, que o maior desafio que a cidade da Beira tem são as mudanças climáticas, o que exige dos munícipes mudança de atitudes.

“É importante que os munícipes continuem a apostar em construções resilientes. Nós, como Conselho Executivo Provincial, dentro do leque da nossa actuação, pautamos pela mudança de abordagem no âmbito das construções resilientes pós-ciclone Idai.”

Por sua vez, o edil da Beira, Albano Carige, disse que, apesar de o Município estar há nove meses sem receber Fundos de Compensação Autárquica, as obras continuam na urbe. “Aqueles que dizem que nós não temos condições de fazer a gestão da educação e saúde primária, estamos a demonstrar que estão errados. Estamos a demonstrar que temos capacidade. O Albano Carige e a sua equipa estão a trabalhar arduamente mesmo com algumas dificuldades de Fundos de Compensação Autárquica. O nosso compromisso é com o bem-estar dos beirenses”, disse Albano Carige.

Carige destacou, ainda, as obras realizadas no sector de educação e saúde, nomeadamente a construção de uma escola primária e um centro de saúde primário, que serão entregues à administração  do distrito da Beira na próxima semana.

A festa contou ainda com a entrega de prémios a vários atletas que participaram em diversas actividades desportivas ligadas ao dia da cidade, assim como o corte do bolo que simboliza os 116 anos da urbe.

A Beira tem o estatuto de cidade desde 20 de Agosto de 1907 e, do ponto de vista administrativo, é um Município com governo local eleito; e é também, desde Dezembro de 2013, um distrito, uma unidade local do Governo central, dirigido por um administrador.

Retomou, hoje, a greve geral dos profissionais de saúde à escala nacional com garantia de prestação de serviços mínimos. Entretanto, na Cidade de Maputo, algumas unidades sanitárias não estão a atender aos doentes.

A meio da manhã de hoje, os três gabinetes de atendimento junto ao Serviço de Urgências, ou seja, os bancos de Socorros do Hospital Geral de Chamanculo estavam fechados, nenhum paciente estava a ser atendido, os próprios pacientes fizeram questão de mostrar isso.

António é nome fictício de um paciente que conta que estava ali já havia algum tempo e ninguém o atendia. “Não sei o que está a acontecer, estou aqui, não há atendimento, estou com uma dor tremenda de cabeça e quem me devia atender não está aqui, o que ouço dizer é que estão em greve todos.”

Sara, nome fictício de uma mãe que levava no colo a sua filha que estava febril, conta que, à entrada no hospital, foi questionada: “Perguntaram-me à entrada e não tive resposta porque afinal quando alguém está doente deve seguir para o hospital para ser curado. Estou aqui com a minha filha e todas as portas das triagens estão fechadas”.

 O Centro de Saúde de Xipamanine funcionou com mais estagiários que profissionais. Na manhã deste domingo, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique anunciou a retoma da greve.

“Como havíamos falado ontem que íamos a greve por 21 dias prorrogáveis e com garantia de serviços mínimos em todas as unidades sanitárias, que inclui o serviço de urgências, berçário, maternidades, entre ouros.”

Na noite de sábado até este domingo, decorrem conversações entre o Governo e a Associação dos Profissionais de Saúde.

“O primeiro avanço esse momento de abertura do Governo em querer implementar o prometido, o que os profissionais de saúde cobraram que são o enquadramento na tabela salarial, então, aqui havia uma necessidade de implementar. O Governo não estava a implementar, não estava a sentar com os profissionais de saúde para abrir este espaço, de modo a acolher os anseios dos profissionais de saúde e também o Governo mostra-nos algum material, porque nos prometeu fazer visitas aos armazéns de medicamentos de todas as unidades sanitárias, o que deve ser implementado com urgência.”

No Centro de Saúde Primeiro de Maio, até ao principio da tarde, só estava a funcionar com uma enfermeira e um técnico de farmácia. A maternidade funcionava com uma enfermeira e quatro estagiárias.

Os 21 dias da prorrogação inicial da paralisação de actividades pela classe médica terminam já amanhã. Os médicos dizem que, independentemente da greve dos profissionais de saúde, se a classe médica tiver de paralisar as actividades, assim o fará.

No período em que esteve a decorrer a segunda fase da terceira greve nacional, pelo menos até à tarde de hoje, a relação entre os médicos e o Governo não mostrou nenhuma melhoria, pelo menos das informações que vinham a público.

Os médicos tinham marcado uma reunião para esta sexta-feira, que decidiria se há ou não nova prorrogação. Mas ficou adiada para este domingo.

“Efectivamente, a classe médica, por uma questão de tentar manter o diálogo (com o Governo) até à última hora possível, de modo a encontramos soluções para os problemas que estão na mesa, achamos por bem adiar a reunião nacional para domingo, para procurar soluções que possam reverter uma possível prorrogação da greve”, argumentou Napoleão Viola, porta-voz da Associação Médica de Moçambique, que avança que, ao ritmo em que as negociações andam, o resultado poderá ser adverso, levando os profissionais a manter a paralisação das actividades. O médico diz que as negociações têm estado a acontecer, mas sem nenhum resultado esperado. Aliás, acusa o Governo de rejeitar mediadores no processo, que foram propostos pela Ordem dos Médicos de Moçambique. Ainda assim, diz que estes têm estado a procurar influenciar para que haja entendimento entre as partes desavindas.

“Naquilo que é nevrálgico, estrutural no Estatuto do Médico na Função Pública e das principais reivindicações da classe médica, infelizmente não vemos nenhum avanço e isto, evidentemente, pode pesar para o lado negativo e fazer com que a classe médica tome uma decisão de continuar com a greve.”

Os médicos estão cientes da greve anunciada pela Associação dos Profissionais de Saúde, mas nenhuma influência esta greve terá na decisão a ser tomada este domingo. Ou melhor, Viola diz que se tiver de se avançar para greves de dois grupos no ramo da saúde, assim terá de ser.

Contactámos o ministro da Saúde, Armindo Tiago, quer sobre a greve dos profissionais de saúde, quer sobre a reunião decisiva da Associação Médica, que vai determinar a continuidade ou não da paralisação de actividades, ao que Tiago disse estarem a decorrer as negociações e que, pontualmente, o Ministério que dirige não faria qualquer pronunciamento.

Os médicos saíram à rua, hoje, para uma marcha em Quelimane, na província da Zambézia, como forma de clamar por melhores condições de trabalho. Os médicos naquele ponto do país ameaçam paralisar na totalidade as suas actividades caso o governo não atenda às suas reivindicações.

Foi uma marcha que juntou mais de 50 médicos que trabalham nos hospitais da província da Zambézia. O grupo de médicos diz que as reivindicações são para a reposição dos direitos alegadamente violados pelo Governo.

O representante da Associação Médica de Moçambique na Zambézia, Fernando Mavone, diz que, nos hospitais da província, as condições de trabalho não são das melhores.

Caso as autoridades governamentais não atendam ao clamor dos médicos, a Associação dos Médicos diz que os profissionais vão prolongar a greve.

Retoma, este domingo, a greve dos profissionais de saúde, suspensa há 60 dias, para dar lugar a negociações com o Governo. São ao todo 65 mil técnicos de saúde, enfermeiros, serventes, anestesistas e outros profissionais que vão paralisar as suas actividades em todas as unidades sanitárias do país. A associação diz que o Governo não está preocupado em resolver as suas preocupações.

Entre elas, constam a falta de material médico-cirúrgico nas unidades sanitárias e as condições de trabalho e do trabalhador.

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique diz que o Governo não mostrou interesse em resolver as suas inquietações, em 60 dias, que era o prazo acordado entre as partes, por isso alertam que irão paralisar as actividades em todos os sectores das unidades sanitárias nacionais.

A greve dos profissionais de saúde poderá durar 21 dias. A associação diz que os mais de 60 mil profissionais só voltarão a trabalhar depois que todas as suas preocupações forem resolvidas.

A falta de acesso a serviços de oftalmologia está a comprometer a saúde ocular da população em alguns distritos da província de Tete, devido à falta de cobertura efectiva de cirurgias de catarata. Dos quinze distritos existentes na província, apenas cinco têm capacidade cirúrgica.

Encontrar um oftalmologista para tratar catarata ou corrigir uma miopia, não é tarefa fácil em alguns distritos da província de Tete, devido a falta de cobertura efectiva e profissionais preparados para atender com qualidade a população. A situação faz com que o número de cegueira e a procura pelos serviços aumente.

De acordo com o oftalmologista do hospital provincial de Tete e especialista em glaucoma, Amosse Foloma, o principal motivo pelo qual os pacientes deixam de ir às consultas médicas é a falta de uma unidade sanitária próxima das comunidades.

Apesar de considerar que ao longo do tempo tenha havido melhoria significativa no acesso a esse serviço, o oftalmologista defende que ainda não é o suficiente e muito precisa ser melhorado. Para inverter este cenário e reduzir as distâncias percorridas pela população, os serviços provinciais de saúde em Tete em parceria com a Ligth for World, desencadearam uma campanha móvel de cirurgias de catarata em quatro distritos e vai beneficiar cerca de cem pacientes.

Anualmente, pelo menos seiscentas pessoas com problemas de saúde ocular são operadas na província de Tete.

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