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O País – A verdade como notícia

“Zona do Impossível” apresentado em Portugal

O empresário moçambicano Daniel David apresentou, no último sábado, dia 17 de Outubro,  em Óbidos, Portugal, o livro Zona do Impossível, uma obra autobiográfica que

“Zona do Impossível” apresentado em Portugal

O empresário moçambicano Daniel David apresentou, no último sábado, dia 17 de Outubro,  em Óbidos, Portugal, o livro Zona do Impossível, uma obra autobiográfica que

Perto de duzentas mil pessoas do distrito de Namuno, em Cabo Delgado, estão a enfrentar escassez de água potável. O número representa pouco mais de 65 por cento  de uma população estimada em 300 mil habitantes.

A administradora do distrito de Namuno, Felisbela Lázaro, disse à Rádio Moçambique, que nas comunidades onde não existem fontes, as famílias recorrem a água imprópria para o consumo, colocando em risco a saúde das pessoas. 

Para minimizar a crise de água, em Namuno, de acordo com a administradora distrital, estão em construção fontes de água potável, cuja prioridade é dada às comunidades mais críticas, escreve a RM.

O sinistro deu-se por volta das 13 horas desta segunda-feira, quando um camião de carga, que fazia o sentido sul-norte, despistou, embateu em três viaturas, derrubou um muro e foi embater numa outra viatura que estava dentro de uma residência, na cidade de Maxixe.

O sinistro causou duas mortes no local, sendo que a terceira vítima perdeu a vida no hospital.

Das vítimas mortais, o destaque vai para o motorista do camião, outro de uma outra viatura que estava estacionada, mas foi violentamente embatida pelo camião, e uma criança que, na ocasião, estava no local do acidente a vender utensílios diversos.

A Polícia da República de Moçambique confirma as três mortes em consequência do acidente e diz que as prováveis causas do mesmo são excesso de velocidade, aliado às deficiências mecânicas do camião de carga.

Entre as vítimas, há outras três pessoas feridas, das quais uma em estado grave, que foram encaminhadas para o Hospital Rural de Chicuque para a assistência médica.

Rompimento de uma tubagem de condução de águas negras no bairros Jardim e o Vale do Infulene, concretamente na zona da 2M, condicionou o trânsito causando o congestionamento nas primeiras horas desta segunda-feira.

No local para além do tráfego, e das águas paradas, algo chama atenção: o cheiro nauseabundo que advém da água. É que são águas negras que segundo os residentes daquele bairro, vem das Cadeias “Civil e BO” e do Hospital Geral da Machava, que após o tubo que transporta as águas ter rompido, estagnaram-se no meio da estrada, condicionado a circulação de peões e viaturas.

Segundo os moradores, a situação vem há três meses, mas agudizou-se no último sábado, quando causou um acidente de viação.

“Aqui já têm covas, e como as águas são escuras não dá para ver nada no sábado um camião que transportava arroz, farinha capotou aqui, e nao deu para recuperar nada, muitas vezes temos assistido acidentes aqui, mas no sábado foi pior, porque levou-se muito tempo para tirar o camião daqui”, contou, Alberto Borges.

Esta segunda-feira, o tráfego intensificou, viaturas ficaram mais de duas horas no engarrafamento para sair dos vários bairros do Município da Matola e entrar na Cidade de Maputo, até porque a polícia teve que interromper o trânsito, precisamente no entroncamento das faixas no sentido Jardim e Joaquim Chissano onde a água se encontra estagnada.

“Estou aqui há mais de duas horas, só para sair do estádio da Machava e entrar no bairro do jardim, não se anda, o que vou fazer a minha volta é usar via portagem para não sofrer aqui, muitos passageiros acabaram descendo para continuarem a viagem a pé, porque estamos a muito tempo parados mesmo”, explicou Raul Manhiça, transportador público.

A situação só ficou normalizada por volta das 11 horas. “O País” entrou em contacto com o Município da Matola, mas este prometeu pronunciar-se oportunamente.

Quatro pessoas encontram-se detidas na Cidade de Maputo, acusadas de raptar um empresário de nacionalidade indiana. Supostamente, o objectivo era cobrar uma alegada dívida de cerca de quatro milhões de Meticais.

O facto aconteceu este sábado, quando uma senhora e três homens foram ter com o empresário indiano para cobrar a suposta dívida e, como forma de o pressionar, segundo o SERNIC, o grupo levou, de forma forçada, o empresário até a uma residência, na Matola. A mulher, que diz ser jurista, nega que tenha raptado o empresário, que é seu cunhado.

“Eu não mandei sequestrar nenhum cidadão indiano. Eu fui ter com ele sozinha, e a pé. Em casa dele, há câmeras, vocês podem ver isso. Eu queria falar com ele, conversar com ele, para cobrar o dinheiro que ele me deve e já há muito tempo que ele não quer pagar”, disse a indiciada, que, segundo o SERNIC, mandou raptar o empresário.

Um dos homens que participou na acção diz ter visto o empresário no carro em que seguiam, mas não sabia que se tratava de um rapto.

“Eu não sei de nada, vi minha patroa conversar com o senhor e, de repente, discutiram, depois entrou no carro, fomos até à casa do irmão dela para conversarmos.”

O SERNIC não explica com clareza as circunstâncias em que ocorreu o suposto rapto, mas Hilário Lole diz que foi com a sua intervenção que o empresário voltou ao convívio familiar.

“Eles mantiveram o indivíduo das oito até por volta das 17h, quando se conseguiu, depois de supostamente entrarem num acordo em que a vítima se comprometia a pagar o valor dentro de uma semana. Entretanto, estamos aqui a falar de um caso em que todas as circunstâncias indicam para a ocorrência de tipo legal de crime de rapto”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC na Cidade de Maputo.  

O caso deu-se no bairro do Alto Maé, na Cidade de Maputo.

A gripe aviária, notificada na província de Inhambane, poderá não ter impacto no Norte do país. O nosso jornal ouviu gestores da maior farma de produção de frango, ovos e pintos em Nampula, que garantem que têm a cadeia completa de produção e não importam ovos da África do Sul.

Trata-se da maior farma de produção de frango de corte na zona Norte do país. Tem a particularidade de ter a cadeia completa que vai da produção de ovos, incubação para a produção de pintos, criação do frango, abate, processamento e distribuição por toda a zona Norte.

Por semana o matadouro processa 90 a 100 toneladas de frango. O facto de terem a cadeia completa, não dependendo do ovo importado da África do Sul, os deixa mais tranquilos. E, por isso, assegura que o preço do ovo e do frango congelado não vai subir, pelo menos em Nampula.

Enquanto isso, as autoridades reforçam o alerta para que os avicultores, pequenos, médios ou grandes, tomem medidas preventivas para evitar a eclosão da gripe aviária em Nampula.

A gripe aviária é altamente transmissível na população avícola e um dos sintomas é a coloração roxa nas patas.  

Arrancou hoje, na Beira, o julgamento do homem que espancou a esposa e depois a queimou com um ferro de engomar. A vítima, que veio a falecer três meses depois, deixou uma menor que, na altura dos factos, tinha apenas cinco meses de vida.

Em meados de Fevereiro deste ano, uma jovem que, em vida, respondia pelo nome de Fátima Ndacuo, que tinha apenas 23 anos de idade, morreu no Hospital Central da Beira, depois de ter ficado três meses internada em estado de coma, na sequência de agressões físicas supostamente protagonizadas pelo marido.  Além de a espancar com recurso a um pau, recorreu a um ferro de engomar para queimar a vítima, segundo acusação do Ministério Público (MP).

O marido que estava em liberdade foi detido dias depois de a vítima perder a vida  e o MP iniciou os procedimentos para o julgamento do caso. O julgamento iniciou-se esta quinta-feira, na 3ª sessão do Tribunal Judicial da cidade da Beira, e o suposto autor do crime, Marcílio Guta, é   acusado de homicídio agravado.

Perante o Juiz, Iaquine Zingo, Marcílio Guta afirmou que não agrediu a esposa tal como acusa o MP. Ele referiu  que, na noite do dia 4 de Novembro do ano passado, chegou à casa cerca das 23 horas e minutos depois iniciou uma discussão com a esposa, em torno da sua chegada tarde à residência.

Guta explicou que, quando se dirigia à casa de banho,  a esposa seguiu-o e terá agarrado a gola da sua camisa e puxado-o,  estando nas suas costas.

Reagindo a este gesto, Guta indicou que virou bruscamente com os braços levantados e a sua mão direita acertou a face da esposa. Esta terá supostamente escorregado e caído, tendo, durante a queda, batido com a parte traseira da cabeça numa mesa feita de cimento.

O acusado acrescentou que concluiu que era algo espiritual e decidiu fazer uma oração que não resultou. Chamou os vizinhos e estes socorreram a vítima de txopela, cerca de duas horas depois, para o hospital local, onde depois foram transferidos na manhã do dia seguinte, cerca das seis horas para o Hospital Central da Beira, donde nunca mais saiu.

O acusado disse que, durante os três meses que a esposa ficou internada, nunca visitou a mesma, nem falou com ela, porque foi impedido pelos familiares da mesma.

O Juiz da causa mostrou duas fotos da vítima a Guta, tiradas ainda com vida. Na primeira, ela aparece com a face muito inchada e, na segunda, com sinais de queimaduras. O Juiz leu, depois, as declarações da vítima que referem que fora espancada pelo marido com recurso a um pau e este depois o queimou com um ferro de engomar.

Guta disse apenas que a esposa ficou inchada durante o percurso para o hospital e que não a violentou nem queimou.

Chamada uma testemunha, Mário Vitorino,  que foi ajudar a socorrer a esposa para o hospital, este confirmou tudo o que Guta tinha contado, contudo divergem no local onde ele encontrou a vítima. Vitorino afirmou que encontrou Fátima Ndacuo na porta do quarto principal da casa, deitada de cabeça e desmaiada, enquanto Guta disse que a mesma estava na porta que dá acesso à casa de banho.

Depois de ouvir a testemunha, o julgamento foi interrompido, será retomada no próximo dia 7 de Novembro e contará com a presença de técnicos de saúde que assistiram à vítima, para ajudarem a clarificar alguns termos técnicos. Neste período, o tribunal deslocar-se-á até ao local onde ocorreram os factos para melhor produção de provas.

Decorre nas cidades da Beira e Dondo, em Sofala, a segunda ronda do inquérito populacional de saúde, com o objectivo de actualizar informações das características demográficas, saneamento do meio e sobre o estado vacinal da COVID-19 e outras doenças.

A iniciativa tem como principal objectivo melhorar a assistência médica e medicamentosa da população, medindo os níveis de eficácia em termos de imunidade da vacina contra a COVID-19, assim como de outras doenças. Esta é a segunda ronda de inquérito populacional sobre saúde.
Mas quais são as questões a serem colocadas neste inquérito?

“Questões que pretendem trazer os factores de risco associados às infecções das vias respiratórias, doenças diarreicas, doenças crónicas como hipertensão e diabetes. Também iremos fazer inquéritos sobre o uso de métodos preventivos de gravidez. Com estes dados, saberemos caracterizar a comunidade e os dados servirão de base para que as próximas intervenções possam ser orientadas com base nas informações que forem a sair. O maior benefício é sabermos quais são as necessidades, baseadas em evidências saídas das comunidades e, assim, orientar da melhor maneira as futuras intervenções, quer a nível de pesquisa quer a nível de programas implementadas pelo Governo”, detalhou Igor Capitine, coordenador nacional do projecto que consiste em avaliar a eficácia de vacinas, particularmente da COVID-19.

Refira-se que, na primeira ronda do inquérito de saúde, o objectivo era encontrar caminhos para a definição de estratégias que deveriam ser tomadas para a redução de patologias.

O que indicam os resultados preliminares da primeira ronda?

“Indicam que é pertinente que as autoridades governamentais se empenhem profundamente na melhoria do saneamento do meio ambiente e na melhoria do abastecimento de água potável”, indicou João Manuel, delegado do Instituto Nacional de Saúde.
Esta segunda ronda irá envolver mais de 250 mil pessoas, na sua maioria do distrito de Dondo, e alguns bairros da cidade da Beira, e terminará em Março do próximo ano.

Setenta por cento dos deslocados devido à guerra em Cabo Delgado já retornaram às suas zonas de origem. A informação foi revelada, esta sexta-feira, pelo ministro da Defesa que garante que a situação está a melhorar progressivamente.

Foi durante a cerimónia de acreditação de seis novos adidos de defesa do Quénia, Bélgica, Espanha, Alemanha, Brasil e República da Índia, que o ministro da Defesa Nacional falou do ponto de situação do conflito em Cabo Delgado. Chume fala de melhorias.

“Ainda no quadro dos sucessos alcançados no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, é de realçar o regresso paulatino das populações em algumas zonas, anteriorimente ocupadas pelos terroristas, e hoje podemos referir que a cifra anda por volta dos 70%”, avançou Cristóvão Chume.

O governante diz ainda que três líderes terroristas foram abatidos este ano, em Cabo Delgado.

Na décima quinta reunião com os adidos acreditados em Moçambique, Chume apelou para maior cooperação de modo a fazer face ao terrorismo e a crimes cibernéticos.

Os médicos residentes do Hospital Central de Maputo ameaçam paralisar actividades extraordinárias a partir do dia 1 de Novembro próximo.  Em resposta, a direcção do hospital diz estar a procurar soluções junto das autoridades responsáveis por disponibilizar o valor referente a sua remuneração.

Através de uma carta direcionada ao Hospital Central de Maputo, os médicos residentes daquela unidade sanitária queixaram-se do facto de não estarem a receber o pagamento referente aos serviços prestados fora do horário normal de expediente, assim como nos feriados e finais de semana, há nove meses.

Na carta, os médicos queixam-se de desgaste físico e psicológico, bem como dos custos de deslocação para execução das referidas actividades. Os médicos anunciaram no mesmo documento, que até reuniram entre eles por duas vezes, mas não encontraram solução possível.

“Decidiu-se por unanimidade, declarar a indisponibilidade dos residentes para actividades fora do horário normal do expediente, nos feriados e finais de semana (rondas, urgências e outras actividades pertinentes neste período) a partir das zero horas do dia 1 de Novembro de 2023”.

Um médico residente é aquele que está em um período de especialização em uma determinada área da medicina, actuando em um hospital ou instituição de saúde.

“De facto recebemos uma carta dos médicos, este é um problema que não vem de hoje e que tem sido discutido.  “Não é um assunto do hospital, é um assunto que está a ser discutido, por isso ainda não tem solução. Quando tivermos resultado vocês saberão”, disse Mouzinho  Saíde, director do HCM.

Não se sabe ao todo quanto profissionais estão envolvidos, mas uma fonte próxima ao HCM garantiu que a paralisação das actividades extraordinárias será feita por vários médicos, de diferentes especialidades.

O HCM reconhece os prejuízos que a paralisação poderá causar no funcionamento do hospital e diz estar em busca de soluções internas.

Por outro lado, o Hospital continua a ressentir-se da falta de sangue e reiterou a necessidade de se reforçarem os cuidados com a saúde nesta época quente.

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