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O País – A verdade como notícia

A secretária-geral-adjunta das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, está em Moçambique e quer advogar para que continue o apoio para a  população necessitada em Cabo Delgado e outros que poderão ser afectados pelas calamidades naturais.

As guerras na Ucrânia, no Médio Oriente, no Centro e Norte de África estão a empurrar milhares de pessoas para a dependência de ajuda humanitária. Essa situação pode complicar a vida daqueles que já vinham dependendo dessa ajuda, como é o caso das vítimas do terrorismo, ou mesmo das calamidades naturais no nosso país.

A tanzaniana Joyce Msuya ocupa o cargo de secretária-geral-adjunta das Nações Unidas para Assuntos Humanitários e está em Moçambique para se inteirar da situação da vulnerabilidade do país para advogar por mais recursos, sobretudo para Cabo Delgado.

“Agora que falamos, há crise em Gaza, no Afeganistão, no Sudão, na RDC… posso dar uma lista longa. Isto significa que há uma grande necessidade humanitária, e estou aqui para advogar por mais recursos para as necessidades humanitárias em Cabo Delgado. Depois de visitar, amanhã [quinta-feira], terei uma melhor ideia, incluindo histórias das comunidades. Assim, poderei levá-las para advogar, fora de Moçambique, por mais recursos”, disse Joyce Msuya.

A responsável aprecia a hospitalidade da província de Nampula que continua a acolher as vítimas do terrorismo, sendo que o maior exemplo é o centro de reassentamento de Corrane. “Porque estou em Nampula, devo expressar profundos agradecimentos ao governador e ao Secretário de Estado pelo humanismo que têm prestado. Acho que é muito importante para o Norte. Por exemplo, Nampula é a província mais populosa de Moçambique, e há crise humanitária em Cabo Delgado e noutras partes, devido aos desastres naturais a que temos assistido, como ciclones e também conflitos, mas o bom é a forma como os residentes de Nampula têm recebido e acolhido as pessoas de Cabo Delgado nas suas comunidades, dando-lhes abrigo”, frisou Msuya.

O Programa Mundial de Alimentação é a agência das Nações Unidas que tem prestado grande apoio a Moçambique na assistência alimentar aos deslocados internos devido aos conflitos armados, assim como às vítimas de cheias e seca.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu, quarta-feira, à entrega de  uma ressonância magnética molecular, um aparelho moderno com capacidade para diagnosticar doenças muito complexas através da captação de imagens detalhadas do corpo humano de forma não invasiva.

É o primeiro equipamento  de ressonância magnética fora da capital do país.  Com o aparelho, o Hospital Central da Beira, que é de referência na região Centro, vai deixar de depender da capital do país para onde eram transferidos,  anualmente,  mais de 20 doentes com patologias cerebrais, principalmente,  cancros, que os especialistas de saúde não sabiam em que fase está para definir o tipo de tratamento.

O aparelho irá contribuir, por isso, para melhorar a assistência médica e medicamentosa dos utentes da maior unidade sanitária do Centro do país.

“Foi nossa promessa que traríamos a ressonância magnética, íamos caprichar também noutros hospitais com o aparelho de TAC, significa que vão ter mais trabalho. Naquela altura, não temos capacidade, vai para Maputo ou para outro sítio onde tivesse, mas agora já não. Vamos ficar aqui. Então, vamos conservar, normalmente… costuma-se dizer que quem tem pouco, cuida, do que aqueles que têm muito, não têm sensibilidade do custo”, disse o Chefe de Estado moçambicano.

A ressonância magnética molecular custou cerca de  setenta milhões de Meticais, valor disponibilizado pelo Governo moçambicano.

O jornal O País sabe que o Ministério da Saúde (MISAU) tinha programado a aquisição do aparelho para o próximo ano, mas dado o  crescente número de doenças complexas e custos relacionados à transferências dos doentes, houve a necessidade urgente de comprá-lo este ano.

“Quando sentirem que o equipamento está a dar um sinal, não insistam porque estes equipamentos modernos são sensíveis. Quando um piloto acende, quer dizer que alguma coisa tem que ser concertada. Se insistirem em ligar e desligar, irão dar cabo do equipamento”, chamou atenção Filipe Nyusi.

Ainda no  Hospital Central da Beira, o Presidente da República reinaugurou as enfermarias I e II de medicina,  que se beneficiaram de reabilitação, depois de terem sido parcialmente destruídas pelo ciclone Idai em Março de 2019. Ao  mesmo hospital,  Filipe Nyusi entregou uma ambulância e diverso material médico cirúrgico.

Durante a sua visita à cidade da Beira, Nyusi inaugurou  um novo edifício da delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).  Nyusi apelou, na ocasião, para que “assegurem o atendimento profissional, pontual, ético e sério a todos os utentes do sistema. A casa é bonita. A alegria que vemos, queremos encontrar quando procurarmos serviços”.

O Presidente da República encorajou ainda  o Instituto Nacional de Segurança Social a avançar com a inscrição de trabalhadores moçambicanos na diáspora.

Nyusi disse haver muitos moçambicanos a trabalhar fora do país, como no Quénia, Malawi e Zâmbia, que precisam de ser assistidos, no território nacional.
A infra-estrutura modernizada  custou aos cofres do Estado cerca de 159 milhões de Meticais, sendo que a mesma  comporta um espaço de arrendamento para a rentabilização do investimento.

Subiu para nove o número de vítimas mortais em consequência do desabamento de cerca de 400 casas causadas pelas fortes chuvas  no Gurúè,  província da Zambézia.    Fontes governamentais indicam que 334 pessoas foram afectadas, registando-se, neste momento, um cenário desolador nos semblantes de quem acumulou prejuízos por conta das enxurradas dos últimos dois dias. A perda de familiares e amigos deixou chocados os residentes que foram surpreendidos com a queda de chuvas e ventos fortes.

“Nós estávamos em casa, por volta das 20h00. Jantámos e depois estendemos as nossas esteiras. De repente, a chuva começou a cair e o muro cedeu, afectando a nossa casa. Os meus filhos e minha irmã não escaparam com a queda do muro”, contou Natália Lourenço, uma das vítimas.

Por sua vez, Lourenço Leonardo disse que “eu estava na outra margem da machamba quando começou a chover muito, e os vizinhos ligaram a dizer que morreram pessoas.” A Secretária de Estado da Zambézia, Cristina Mafumo , deslocou-se a Gurúè para se inteirar  da tragédia e solidarizar-se com as famílias. Mafumo orientou, na tarde desta quarta-feira, a reunião do centro operativo de emergência distrital.

“Queremos, também, aproveitar esta oportunidade que a imprensa nos dá para continuarmos a apelar às pessoas para que já estamos na época  ciclónica-chuvosa 2023-2024 para se retirarem das zonas de risco. E, também, dizer que Gurúè e Gilé estão a registar um surto de diarreia. Queremos, uma vez mais, apelar à nossa população para olhar para questões de saneamento do meio, principalmente na lavagem das mãos e de géneros alimentícios antes da sua confecção”, apelou. As vítimas das enxurradas carecem de diversos apoios, bem como assistência  psico-social.

A província da Zambézia está a ser fustigada pelo surto de diarreia que só neste segundo semestre, já afectou cerca de mil pessoas, causando sete óbitos. Os distritos de Gilé, Morrumbala e Gurué são os que mais estão a ser assolados. 

Com a chuva dos últimos dias, Gurué é o que mais está a preocupar as autoridades, porque os casos ganham alguma subida, embora as autoridades falem de uma situação controlada, com um cumulativo de 182 casos. 

Neste momento, em Gurué, os profissionais de saúde esmeram-se para travar o surto da diarreia. Isaías Marcos diz que as autoridades estão a fazer de tudo para “debelar” a situação e evitar propagação. Fala de aprovisionamento de insumos, com destaque para purificador de água, para as comunidades fazerem tratamento de água. 

“Tivemos o surgimento de casos de diarreias de forma esporádica aqui ao nível de distrito de Gurué.   Os primeiros casos começaram na segunda quinzena de Outubro e depois alastraram-se para três localidades” disse Isaías Marcos médico chefe provincial, para quem a situação está controlada. 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que cerca de 5600 crianças foram deslocadas no mês de Setembro devido a ataques e à ameaça terrorista na província de Cabo Delgado.

De acordo com o relatório da situação humanitária referente ao mês de Setembro, divulgado esta quarta-feira pela organização, as facções terroristas na região “estão a reposicionar-se”, após a anunciada morte de líderes em operações militares realizadas em Agosto. Sucedem-se, desde Setembro, ataques em menor escala a populações em vários distritos de Cabo Delgado e a militares Incidentes que, segundo o relatório, “resultaram no deslocamento ou movimento de populações em fuga”.

“Em Setembro, 10 463 pessoas, das quais 54,4% crianças, deslocaram-se, principalmente devido aos ataques (26%), medo de ataques (21%) ou regresso às áreas de origem (27%). Mocímboa da Praia, Macomia, Muidumbe são os distritos principais de partidas e chegadas. Mais de 50% dos movimentos foram forçados e as principais necessidades relatadas foram, comida e abrigo”, acrescenta o UNICEF.
Segundo dados das agências das Nações Unidas no terreno, os ataques terroristas no Norte de Moçambique levaram à fuga de 338 086 crianças, com necessidades de ajuda humanitária.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, disse, em Outubro, que 70% da população deslocada pelos ataques terroristas regressou a Cabo Delgado, como resultado da restauração da segurança na região.

A província de Cabo Delgado enfrenta, há seis anos, uma insurgência armada com alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Essa insurgência levou a uma resposta militar desde Julho de 2021 com apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), libertando distritos junto aos projectos de exploração de gás.

Samora Machel Júnior questiona o que falta para Moçambique e outros países da África Austral desenvolverem, mesmo com abundantes recursos  como terra, água, energia e capital humano. A resposta de algumas questões veio da plateia.

Arrancou, esta quarta-feira, na Cidade de Maputo, a Conferência Internacional Samora Machel. O evento junta académicos nacionais e estrangeiros, pesquisadores, antigos e actuais  dirigentes do Estado, combatentes da luta de libertação nacional e  a família Machel. Falando em nome da fundação que leva o nome do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel Júnior questionou.”O que é que nos falta? o que é que nos falta?”
As respostas vieram da plateia, dizendo que faltam a paz, a liderança, a justiça social, a democracia, a liberdade de expressão e a boa gestão. Samora Machel Júnior finalizou, dizendo que falta a entrega dos cidadãos.

Citando o seu pai, Machel Júnior disse que a luta continua rumo a um país cada vez  melhor.

“Com conferências como estas, nós podemos começar a pensar no país, no futuro melhor. Como Samora dizia, a luta continua, a luta continua, a luta continua…continua contra o quê? ”

E a pergunta ficou sem resposta da plateia.

A Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia, da Universidade Pedagógica de Maputo, é a organizadora do evento. Do reitor desta instituição do ensino superior veio a indicação de que os ideais de Samora Machel se deparam, hoje em dia, com novas dinâmicas e desafios.

“Nós ainda enfrentamos desequilíbrios sociais e económicos em várias partes do nosso país, que, de certa forma, reflectem essa luta que Samora Machel se prontificou a fazer para ser ultrapassada. Igualmente, nós pensamos na crescente onda de xenofobia e na violência que são uma triste reviravolta na trajectória da unidade nacional, da harmonia e até da nossa harmonia regional.”

Já os oradores consideram Samora Machel uma figura humilde, exigente e comprometida com a causa nacional. No entanto, António Hama Thai diz que Samora Machel não tirava proveito das decisões que tomava.

Falando sobre o Acordo de Nkomati, assinado em 1984 entre Moçambique e África do Sul, visando a não agressão e a boa vizinhança, Jacinto Veloso, integrante do Governo de Samora Machel e um dos negociadores do acordo, diz que a decisão do primeiro Presidente de Moçambique em o assinar demonstrou coragem,  visto que, dentro e fora do país, havia vozes contra.

“Foi mais uma decisão de dimensão estratégica e muita corajosa de Samora Machel no quadro da defesa do interesse do Estado e da preservação da soberania nacional. Foi muito corajoso porque a decisão foi contra algumas posições internas que achavam que, politicamente, não se devia negociar com o apartheid. O Presidente Julyus Nyere insistiu com Samora para não negociar nada com o apartheid, participei pessoalemnte nessa negociação complexa.”

Ainda no evento, participou, como orador, o académico angolano Moreira Bastos, que enfatizou que Samora Machel foi o construtor da ponte entre Moçambique e Angola.

“A outra questão foi que Samora é um grandalhão, é um gigante, é um big man. O que vou falar de Samora? Então, surgiu-me  o tema: Samora Machel ponte de diálogo Índico-Atlântico, porque, de facto, Samora Machel foi essa ponte entre Moçambique e Angola , essa ponte continua, não morreu, continua de outra forma.”

Depois destas intervenções, seguiu-se o momento de debate. Arlindo Chilundo, académico e ex-governante, foi um dos primeiros a intervir.

“Porque razão, hoje, em condições que até são melhor entre os anos 70 e 80, havia muita fome e muita dificuldade por aí em diante, mas a corrupção não tinha espaço para crescer, mas hoje temos melhores condições do que essa altura, mas a corrupção está a varrer tudo isto, porquê? O que é que falta nessa inspiração de Samora Machel para erradicar essas injustiças?”

E mais outros intervenientes fizeram parte do debate sobre a obra de Machel. António Hama Thai diz que Samora Machel não tirava proveito das decisões que tomava.

“Depois de tudo o que foi dito, Samora Machel fez uma liderança de nível superior. Samora Machel nacionalizou os prédios e não ficou com nenhum, encerrou a fronteira com a colônia britânica da Rodésia do Sul e não tirou proveito de todos os outros processos das aldeias comunais, Samora não tirou proveito. No envio de estudantes para Cuba, Samora Machel fazia questão de certificar-se de que todos os distritos estão representados.”

A música de Roberto Chitsondzo criava um ambiente nostálgico entre os participantes da Conferência Internacional Samora Machel, que contou com os participantes oriundos da África do Sul, Zimbabwe, Angola, Alemanha e outros que participaram remotamente.

Houve mais um rapto na Cidade Maputo. O crime organizado, registado no bairro da Sommerchield, nas primeiras horas do dia. A vítima é uma cidadã, aparentemente jovem, identificada por Zakia Dassat, filha de um empresário de origem asiática, que actua no ramo comercial.

O crime ocorreu por volta das sete horas desta quarta-feira, em frente a residência da vítima, na rua Valentim Citi, bairro de Sommerchield, quando esta dirigia-se para sua viatura e foi interceptada por dois indivíduos, um dos quais armado.

Uma testemunha ocular confirma que houve disparos e que ninguém foi atingido.
A polícia confirmou a ocorrência ao “O País”, sem gravar entrevista.

A antiga ponte sobre o rio Save foi projectada na década de 1960 e inaugurada a 16 de Setembro de 1972.

Cinquenta anos depois, a ponte já estava em avançado estado de degradação e limitava a circulação de veículos pesados de transporte de carga.
É que, por razões de segurança, as autoridades tiveram de reduzir a capacidade máxima de cada veículo de 50 para 30 toneladas, o que causava constrangimentos aos transportadores, uma vez que, para passar pela ponte, obrigatoriamente eles tinham de diminuir a carga e voltar a colocar no camião depois de atravessar. Essa operação provocava perda de tempo e dinheiro.

Em resposta aos sinais de degradação da ponte, que condicionavam a normal circulação de viaturas de uma margem à outra do rio Save, o Governo avançou, em 2018, com um ambicioso projecto integrado de construção civil naquela importante secção da Estrada Nacional número 1 (EN1).

O projecto visava a reabilitação da antiga ponte, com mais de 50 anos de vida, e a construção de uma nova, mais moderna e dimensionada para os desafios impostos pelas mudanças climáticas na área de infra-estruturas rodoviárias.

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos diz que a ponte foi construída, usando tecnologia de ponta, e garante que, com as devidas manutenções, a ponte vai ter durabilidade de 50 anos.

As obras estão avaliadas em cerca de 5,5 mil milhões de Meticais  do Orçamento de Estado; foram adjudicados ao empreiteiro China Road & Bridge Corporation, e deveriam durar três anos, prazo que acabou por ser estendido devido aos desafios conjunturais, com destaque para a pandemia da COVID-19.

A reabilitação da antiga ponte consistiu, entre outros trabalhos, na substituição de cabos pendurais; substituição dos aparelhos de apoio; substituição das juntas de dilatação; reparação do pavimento; diversas reparações de betão e pintura geral.

A ponte tem uma extensão total de 810 metros e duas faixa de rodagem, perfazendo 7,2 metros e passeios laterais de 1,3 metros, mas, devido à fragilidade que apresentava antes das obras, a carga máxima que devia transitar sobre ela baixou para 35 toneladas e só devia passar um veículo de cada vez, provocando constrangimentos aos transportadores.

A nova ponte tem mil metros de extensão e 13,5m de largura, sendo 9,6m de faixas de rodagem e 1,2m de passeio de cada lado.
Foi dimensionada tendo em conta as mudanças climáticas e os efeitos no pico de cheias, bem como as exigências actuais e futuras da secção da EN1 no que tange ao escoamento de tráfego pesado  no sentido Sul-Norte e Norte-Sul.

A Confederação das Associações Económicas olha para a nova ponte como uma importante infra-estrutura para dinamizar a economia do país, considerando que os camiões poderão circular sem restrições, facto que vai permitir a redução em até 3 dias, o tempo de viagem de Maputo para Cabo Delegado.

Para melhorar a circulação na zona, a ponte antiga servirá para o tráfego ligeiro e a nova também vai permitir a passagem de carros com até 48 toneladas.

Com as duas pontes nas condições infra-estruturais boas em que se encontram, fica garantido o fluxo ininterrupto da circulação de viaturas e bens nesta travessia mesmo em momento de inspecção e manutenção.

Na ocasião, o Presidente da República anunciou que o Governo está também a mobilizar fundos para a construção de uma segunda ponte sobre o rio Save na província de Gaza, que vai ligar a província de Manica.

O Chefe de Escritório do  Programa Mundial de Alimentação (PMA), em Cabo Delgado, Maurício Burtet, informou, segunda-feira última, que a organização das Nações Unidas registou uma redução de assistência  aos deslocados internos  de  seiscentas mil para quatrocentas mil pessoas o seu apoio às vítimas do terrorismo naquele ponto do país. 

De acordo com Maurício Burtet, o corte tem que ver com “o recrudescimento da situação humanitária decorrente das guerras à escala global”.

Apesar da redução da assistência, garantiu o  Chefe de Escritório do  Programa Mundial de Alimentação, haverá continuidade do apoio ao nosso país como forma de minimizar a crise humanitária decorrente dos ataques terroristas que eclodiram em 2017, em Cabo Delgado.

“O contexto global está muito preocupante, a um tempo atrás estávamos falando da guerra da Ucrânia e Rússia, mas hoje já existem outras guerras”, disse Maurício Burtet, citadado pela Rádio Moçambique.

Em Novembro do ano passado, O Programa Mundial de Alimentação (PMA) disse que necessitava de cerca de 18 milhões de dólares por mês para assistir mais de um milhão de pessoas  vítimas dos ataques terroristas na província de Cabo Delgado.

A informação foi partilhada, na altura, pela directora nacional do PMA, Antonella D’Aprile, falando aos jornalistas momentos após um encontro com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves.

Na ocasião, Antonella D’Aprile falou do trabalho que a sua organização está a realizar nas regiões afectadas devido à emergência provocada por acções terroristas.

Em Junho do mesmo ano,  o Governo dos EUA fizera uma doação de 29,5 milhões de dólares para apoiar a assistência alimentar humanitária às populações do norte de Moçambique, que enfrentam uma insurgência armada.

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