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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exige dos órgãos de justiça a verdade e credibilidade. No seu entender, o respeito e a boa reputação são valores que não estão à venda.

Filipe Nyusi falava hoje, na celebração dos 20 anos do Conselho Constitucional (CC), numa sala cheia e marcada pela presença da nata da justiça, onde usou do momento de festa para deixar ficar alguns recados aos órgãos da administração da justiça.

Segundo Nyusi, o Conselho Constitucional, de forma isolada, não pode garantir o cumprimento da Constituição da República. Há necessidade de um trabalho conjunto com outras instituições, como é o caso do Governo e da Assembleia da República, enquanto órgãos legislativos, mas também dos tribunais.

Por exemplo, para o caso dos tribunais, o Chefe de Estado disse que estes devem “controlar a constitucionalidade recusando a aplicação num processo em julgamento, em normas cuja constitucionalidade se suspeita e, nesses casos, deve remeter obrigatoriamente o pedido de apreciação ao Conselho Constitucional, que é o órgão com a palavra final”.

Assim, o CC ocupa o topo da hierarquia dos tribunais, por isso, a estes órgãos, Nyusi recomendou a preservação de valores morais, no âmbito da sua actuação, para garantir justiça nos seus processos.

“As instituições são como as pessoas. Nem as instituições nem as pessoas podem comprar o respeito, o bom nome e a boa reputação. Não estão à venda. Os nossos tribunais podem ter boa aparência, estar bem apetrechados, os nossos juízes podem envergar as suas vestes mais solenes, mas tudo isto não valerá nada se o nosso sistema de justiça não for credível e se os nossos juízes não forem respeitados”, disse.

E a solução apontada por Nyusi para garantir essa credibilidade da justiça é colocar a lei como prioridade.

“A justiça não pode ter soluções antecipadas, as pessoas e a sociedade têm de acreditar na justiça. Para tal, tem de ver o crime a ser punido e o bem a ser vencedor, têm de saber que não é por se ser rico ou poderoso que se vai ganhar a causa”, explicou o presidente da República.

No entender do Chefe de Estado, a dignidade da justiça em nenhuma parte é um dado adquirido, mas, ainda assim, é preciso garantir que as pessoas acreditem nesse sistema, e isso deve ser feito por via da honestidade e transparência, onde a verdade e a justiça devem sair sempre vencedoras.
Por sua vez, a presidente do CC, Lúcia Ribeiro, falou das atribuições do órgão, entre elas a validação dos resultados eleitorais, mas admite haver constrangimentos, entre os quais os políticos, culturais e sociais que afectam a democracia, que ainda é frágil, não só em Moçambique, como no continente.

Ribeiro considera que, apesar das dificuldades, há avanços registados nos 20 anos de existência do Conselho Constitucional, como é o caso do aumento dos recursos humanos, não apenas em número, mas na qualificação.

A celebração dos 20 anos do CC foi marcada por um seminário onde foram debatidos assuntos com o objectivo de melhorar o desempenho do Conselho Constitucional e enriquecer a democracia do país.

O Ministério dos Transportes e Comunicações diz que a elaboração do plano de contingência para a época chuvosa 2023/2024 está na fase final. A instituição acrescentou que não era possível produzir o documento antes do início do período. As informações foram avançadas logo depois da quarta sessão ordinária da Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas, que decorreu em Maputo.

A Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas esteve reunida, esta segunda-feira, na quarta sessão ordinária para debater, entre os vários assuntos, o impacto dos desastres naturais, da época chuvosa já em curso no país e a questão do aviso prévio.
O porta-voz do evento, dirigido pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, revelou que a elaboração do plano de contingência para a época chuva 2022/2023 está já numa fase avançada.

“Penso que a instituição está a fazer um bom trabalho no sentido de ter esse plano aprovado. Claro, há outras questões que podem ser levantadas depois, como, por exemplo, sobre a mobilização de recursos para alimentar esse plano, e sabemos que a nossa situação não tem sido fácil”, revelou Genito Maúre, porta-voz da Reunião sobre Mudanças Climáticas.

E sublinhou: “O plano já está numa fase final. São recomendações pequenas que estão a ser implementadas. Acreditamos que, com os subsídios que recebe da Comissão, as próximas versões serão muito melhores do que se pode ter até agora”.

E até agora, que a época chuvosa já está em curso, ainda não existe o plano de contingência, e há uma razão para isso.

“Não podemos fazer um plano para reagir a algo que nós não sabemos onde vai acontecer. Tem de se ter em conta, por exemplo, a questão logística, sobre quantas pessoas podem ser afectadas, onde elas (as pessoas) estão, que é para se poder calcular quanto custa assistir alguém que está em qualquer canto deste país. Então, não depende só do INGD (Instituto de Gestão e Redução do Risco de Desastres) desenvolver esse plano”, explicou Genito Maúre.

O porta-voz da quarta sessão ordinária da Comissão Técnico-Científica sobre as Mudanças Climáticas acrescenta que o plano de contingência “é resultado uma reacção à uma previsão sazonal que, infelizmente, só pode ocorrer no período em que ocorre, porque há uma ciência por trás disso. Se nós emitíssemos uma previsão sazonal em Junho, claramente teríamos o cenário do que ia acontecer. Temos de ter um conforto de o quão estamos próximos da realidade”.

A sessão serviu, também, para a partilha de experiências na gestão dos desastres naturais, aviso prévio e época chuvosa com o Madagáscar.

A extradição do suposto chefe dos esquadrões de raptos em Moçambique, detido em Janeiro passado, na África do Sul, continua com data incerta. A ministra da Justiça explicou hoje que o processo está refém da assinatura de um acordo de extradição entre Moçambique e África do Sul.

Depois do adiamento em Janeiro, a extradição do cidadão moçambicano, Ismael Nangy, indiciado pela justiça de ser mandante de raptos no país, ainda não tem previsão. A ministra da Justiça, abordada pela imprensa esta segunda-feira, explicou que a extradição está refém da assinatura de um acordo de extradição entre Moçambique e África do Sul.

Helena Kida fez saber que as partes estão a finalizar o acordo para o benefício das duas partes.

“Infelizmente, Moçambique e África do Sul ainda não têm um acordo de extradição. É verdade que já iniciamos o processo com vista a assinar o acordo de extradição que permita que cidadãos sul-africanos que pratiquem alguma acção criminosa estando em Moçambique possam ser extraditados e o mesmo aconteça com cidadãos moçambicanos na África do Sul. Está numa fase de finalização e não é por conta da inércia do nosso Estado; temos todo o interesse”, explicou.

Kida disse que o Governo espera assinar o acordo a qualquer momento para viabilizar a extradição.

O suposto chefe dos esquadrões de raptos está em prisão preventiva na África do Sul, depois de ser capturado pela Interpol em Pretória.

Os profissionais de saúde estenderam o prazo de suspensão da sua greve por mais 15 dias. A classe diz que o Governo cumpriu 45% das suas exigências, apesar disso, considera haver ainda muito mais por conversar com o Executivo.

Terminaram, este domingo, os 75 dias de paralisação da greve dos profissionais de saúde.

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) convocou, esta segunda-feira, a imprensa para anunciar que a classe decidiu estender a suspensão da greve por 15 dias, justificados pela actual situação política em que o país se encontra.

“Não haverá retoma por mais quinze dias para dar espaço ao governo para atender a tensão política, para não sermos confundidos, porque a tensão política, a partir do dia 11 de Outubro, interrompeu o diálogo entre os Profissionais de Saúde Solidários e Unidos de Moçambique e o governo.Os profissionais de saúde vão aguardar pacificamente, nos seus postos de trabalho até que o situação se normalize, até o dia 18 de Novembro”, esclareceu o presidente da APUSUM, Anselmo Muchave.

Os profissionais de Saúde dizem que durante o período de negociações com o Governo, houve cumprimento de 45% das exigências da classe, que se resumem em melhores condições de trabalho.

“Falamos, por exemplo, da construção de unidades sanitárias. há ambulâncias foram alocadas a alguns hospitais. Há aparelhos de tomografia computadorizada que foram montados nos hospitais Central de Maputo, Provincial da Matola e Central da Beira”, disse Anselmo Muchave.

Contudo, a classe considera que não é oportuno paralisar as actividades agora, sobretudo, tendo em conta o período da quadra festiva, que se aproxima, em que geralmente a procura por serviços hospitalares tende a ser maior.

“Neste contexto exorta-se a todos os profissionais de saúde a manterem-se nos seus postos de trabalho a aguardarem as informações que poderiam surgir no âmbito da continuidade das negociações com o Governo “, terminou..

Durante os 15 dias de extensão da suspensão da greve, os profissionais de saúde dizem que vão visitar armazéns de medicamentos a nível nacional para fazer levantamento das necessidades e condições da conservação de medicamentos.

O Bispo emérito da Diocese dos Libombos deu, este domingo, uma palestra sobre a importância da verdade e começou com um conselho. “Se tu fores escravo da verdade, serás uma pessoa plenamente livre. Como gostaria de te ver livre, a todo o momento, na minha qualidade de promotor da verdade, convido-te a ser pessoa da verdade. Em palavras, acções e atitudes, desde a infância até além, quando entrares na plenitude da eternidade”.

Dom Dinis explica o que significa a falta da verdade. “A falta de verdade chama-se mentira, falsidade ou falsificação, fraude, engano e muitos outros termos”, explica Dom Dinis. Para o antigo presidente do Conselho Cristão de Moçambique estes termos devem ser evitados por todos: crianças, adolescentes, jovens e adultos. Dom Dinis alerta que a mentira pode vir de todos os lados, até mesmo de líderes religiosos.

“A mentira vem de diabo, ainda que venha vestida de roupas bonitas, roupas opulentas e, às vezes, até de roupa sagrada, até roupa como a minha, parecendo que fala coisas de Deus. Mas no fim só te leva à ruína.” Uma ruína para a qual, segundo Dom Dinis Sengulane, alguns líderes religiosos levam os crentes de suas confissões religiosas. “Há líderes religiosos, mas vários líderes que perderam o seu lugar de fazer as coisas sagradas de Deus ligando as pessoas a Deus e causando, assim, muitos a desmaiarem na sua fé, ou no mínimo enfraquecê-la, porque eles faltaram à verdade, quer porque abraçaram a mentira quer por seu silêncio cúmplice’’, explicou.

Para o religioso, preferir o silêncio em situações em que se devia dizer a verdade também significa mentira. “O silêncio pode ser mentira quando se oculta aquilo que é a verdade, porque calar é consentir. Tua mentira por afectar a muitos, porque tu és pessoa de influência causará sem falta muitos danos, não só em termos numéricos, porque muitas pessoas podem ficar afectadas, mas também em termos de profundidade do impacto. Até pode colocar em risco vidas humanas e pode afectar futuras gerações”.

Bispo emérito da Diocese dos Libombos foi mais além e alerta que a mentira pode fazer cair Estados. “Há governantes, incluindo Chefes de Estado, a nível mundial, que não só perderam a sua reputação como também o seu ofício, por faltarem à verdade e abraçarem a mentira. Há países que entraram numa crise embaraçosa, porque os cidadãos sucumbiram na mentira ou por não defenderem e promoverem a verdade, e o país cai. É por isso que se diz que a corrupção e a indiferença podem fazer cair os Estados.”

Dom Dinis terminou a palestra, proferida na Paróquia de São João Evangelista, no Belo Horizonte, distrito de Boane, com uma mensagem de encorajamento para todos que querem sair da mentira. “Porque Deus é fiel para preservar os seus podemos e devemos permanecer na verdade seja quais foram as pressões sobre nós. Muitos vão a mentira porque são pressionados por outros. Vamos continuar a perseverar na verdade porque nela temos a vitória”.

 

Terminou hoje o período de suspensão da greve dos profissionais de saúde. Entretanto, a associação diz que só esta segunda-feira é que vai anunciar se volta ou não a paralisar as actividades.

O período de suspensão da greve dos profissionais de saúde terminou este domingo. 

Durante a paralisação das actividades, que durou mais de uma semana, os enfermeiros, anestesistas, motoristas e outros profissionais abandonaram até os serviços mínimos nas unidades sanitárias.

Cerca de dois meses depois, a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique mantém-se firme e promete voltar à greve, caso todas as suas preocupações não estejam resolvidas até ao início desta segunda-feira.

“Caso isso não aconteça a associação não tem de tolerar mais nada. Amanhã poderemos voltar à greve”, disse Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM).

A associação não avança os pontos que foram resolvidos do mês de Agosto a esta parte nem clarifica sobre as directrizes a seguir caso os profissionais de saúde voltem à greve, mas apela ao bom senso do Governo.

“Não podemos avançar as estratégias da associação, senão o Governo se prepara. Mas é certo que nós sabemos o que iremos fazer”.

Os profissionais de saúde prometem revelar à imprensa, esta segunda-feira, se voltam ou não a paralisar as actividades, depois da conclusão da reunião com o Governo, este domingo.

Uma estrada avaliada em cerca de 80 milhões de Meticais,  com cerca de 12 quilómetros de extensão, foi abandonada pelo empreiteiro. A obra, iniciada em 2020,  liga vários bairros da Matola, Marracuene e Moamba, na Província de Maputo. Agastados, os utentes exigem explicações.

Quando a construção da estrada começou,  até  parecia um alívio para os moradores dos bairros Boquisso, Mukatine e Vundissa. Mas toda a expectativa está a esvaziar-se, uma vez que a prometida obra está sem fim à vista.

Castro Novela, transportador, viu-se forçado a desembarcar todos os passageiros, porque a sua viatura avariou em plena marcha, devido às péssimas condições da via.

“O carro parou e eu vinha com passageiros. A viatura partiu rótulas e amortecedores. Neste momento, estou a desembarcar os passageiros e tenho de procurar o material para fazer a reparação. O material é caro, mas vou comprar para repor o carro”, desabafou.

É uma vida difícil para os utentes e moradores que precisam da via em condições para desenvolverem as  suas actividades. Os produtos de primeira necessidade, esses, são caros devido ao mau estado da estrada, e o acesso ao transporte é o principal obstáculo para os moradores.

“É isto que estão a ver, a estrada parou, a obra foi abandonada e nós passamos mal com isto; tudo fica complicado; a nossa vida está muita cara”, reclamou.

E nos dias de chuva a situação complica-se ainda mais, já que os transportadores encurtam as rotas ou encarecem a tarifa.

Ao longo do troço onde ainda não foi colocado o pavê,  a transitabilidade quase não existe. Miguel Mulhovo, que  conduz o seu “txopela” para colocar pão em cima da mesa, diz que trabalhar naquela via é um verdadeiro sacrifício. 

E para quem deve trabalhar com mototáxi, ou seja “txopela”, o esforço não compensa. “Não compensa mesmo, há riscos de avarias, mas estamos aqui. Eu prefiro não trabalhar aqui, mas enfim, é nossa estrada.”

Dado o abandono da obra, os sinais de trânsito, de velocidade e de direcção, estão no  chão. Uma parte do pavê  está a ser danificada e há indivíduos desconhecidos que roubam o material. A via é da responsabilidade da Administração Nacional de Estradas, delegação da Província de Maputo, que ainda não se pronunciou, mesmo depois de vários contactos.

Duas pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas, esta noite, na sequência de um acidente de viação na Cidade de Maputo. O sinistro aconteceu na Avenida Guerra Popular, esquina com Josina Machel.

Um autocarro que vinha do bairro de Albazine em direcção à Baixa da Cidade perdeu travões na Avenida Guerra Popular, esquina com Josina Machel, onde atropelou várias pessoas, duas das quais perderam a vida no local e mais de 10 contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros.

Houve, também, danos materiais, com destaque para a destruição de viaturas.

Foi lançado, ontem, em Maputo, o livro “O Provedor de Justiça”, da autoria de Lídia Soares. A obra apresenta, em seis capítulos e 164 páginas, a figura do provedor de justiça aos moçambicanos.

A obra intitulada “O Provedor de Justiça – Materialização e Consolidação da Democracia em Moçambique”, da autoria de Lídia Soares, é uma apresentação da figura do provedor de justiça à sociedade moçambicana.
Apresentadora do livro, a Presidente do Conselho Constitucional considera a obra um ganho para o cidadão, para a academia e para o Estado de Direito.

“A obra está escrita de forma acessível para os juristas, para o cidadão leigo, com destaque para o universo de pessoas que mais utilidade tirarão deste Provedor de Justiça, assim como aos administrados no controlo por intermédio do Provedor de Justiça, da legalidade e da justiça na actuação da administração pública”, indicou Lúcia Ribeiro, presidente do Conselho Constitucional.

Numa cerimónia que contou com a presença de governantes, académicos e diversos actores do sector da justiça, a autora da obra por suas próprias palavras quem é esta figura que apresenta aos leitores.

“Uma grande parte dos cidadãos moçambicanos ainda não sabe que existe um Provedor de Justiça em Moçambique eleito pela Assembleia da República, isto é, pelos representantes do povo para defender os seus direitos contra as ilegalidades e as injustiças cometidas por acção ou omissão pelos poderes públicos. Ainda que saibam, não compreendem muito bem as suas funções e, consequentemente, não se beneficiam delas como deveriam”, constatou Lídia Soares, a autora do livro.

É neste sentido que, entende a autora, “na obra procurei mostrar as diferentes facetas do Provedor de Justiça, como pacificador e mediador entre o cidadão e a administração pública desde o atendimento ao cidadão, a importância do acatamento das recomendações, a força do poder de persuasão que o Provedor de Justiça tem até à reposição da justiça e a melhoria dos serviços públicos prestados aos cidadãos”.

O Provedor de Justiça considera que a obra vai ser um dos canais para fazer conhecer este órgão do Estado por parte dos cidadãos.

“Esta é uma oportunidade que nós trouxemos para a sociedade para que as pessoas possam compreender o livro. Nesta perspectiva, o livro é muito rico em exemplos e vai ser um útil para toda a gente, para academia e vamos todos nós ficar a saber melhor sobre qual é o papel, atribuições e competências do provedor de justiça”, referiu Isaque Chande, Provedor de Justiça.

A autora do livro foi assessora do Provedor de Justiça e o livro traz as acções deste órgão a nível de todo o país no período entre 2012 e 2022.

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