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O País – A verdade como notícia

O naufrágio aconteceu por volta das 6h00 da manhã desta segunda-feira no distrito de Moma, parte costeira da província de Nampula. “Uma embarcação pertencente a um cidadão daqui, da vila de Moma-sede, naufragou e tivemos lá três mortos, 21 sobreviventes e dois feridos”, confirmou Abacar Chande, administrador de Moma, e fez saber que o mau tempo que se fazia sentir e o número de passageiros que seguiam a bordo terão sido determinantes para o naufrágio.

“A travessia foi da vila-sede para a localidade de Mpaco, onde se localiza a Haiyu Mining – uma empresa de exploração de areias pesadas. Essa embarcação carregava os trabalhadores. Quando é fim-de-semana, os trabalhadores sempre passam aqui na vila e essa era a hora de voltarem ao seu trabalho”, acrescentou o dirigente, numa altura em que ainda há três desaparecidos.

O Serviço Nacional de Salvação Pública, juntamente com técnicos do Instituto Nacional do Mar e da Polícia Lacustre estão nas buscas. “Os colegas de Angoche já estão lá e os colegas, a nível do Serviço Nacional de Salvação Pública na província, estão a caminho para se juntarem aos demais para continuarem com as buscas”, assegurou Abílio Chinai, porta-voz dos Bombeiros em Nampula.

Dos três mortos, um era o dono e comandante da embarcação naufragada.

Estão a ser emitidos bilhetes de identidade, gratuitamente, na Feira Internacional de Maputo, que decorre em Ricatla, Província de Maputo. Neste primeiro dia, foram emitidos cerca de 200 documentos.

É numa tenda improvisada na parte exterior da FACIM onde está instalada a brigada da Direcção Nacional de Identificação Civil que emite os bilhetes de identidade. A fila é longa, há gente de todas as idades que esperam pela oportunidade de entrar e ter seu documento, tal como foi com David Salomão.

”Vim aqui muito cedo, fiquei na fila, entrei e fui atendido, mas não foi fácil. Não paguei, foi de borla.”
A Direcção Nacional de Identificação Civil, através da sua porta-voz Gilda Lameque, explica que, no acto da emissão do documento, o requerente recebe talão e depois é notificado para levantar o Bilhete de Identidade durante os dias da FACIM.
“Já emitámos, para o dia de hoje, quase 200 bilhetes e estamos a trabalhar para atender a esta toda gente que está aqui. Não estamos a cobrar a emissão dos bilhetes aqui, na FACIM. Como podem ver, há muita gente que está aqui e vamos atender a todos. Os documentos são levantados aqui.”

Há também emissão de passaportes na FACIM, mas estes não são gratuitos. Juca Bata, porta-voz do Serviço de Migração na Província de Maputo, esclarece que houve informações difundidas por desconhecidos a partir das redes sociais, dando conta de que os passaportes serão gratuitos.
“Não é verdade que o passaporte não se paga, estamos aqui a trabalhar e todos estão a pagar pela emissão do passaporte, portanto não sabemos qual é o objectivo da pessoa que difundiu essa informação.”
Outros documentos que estão a ser emitidos são os registos de nascimento e o Número Único de Identificação Tributária (NUIT).

O Presidente da República, Filipe Nyusi,  acaba de exonerar a ministra do Interior, Arsénia Massingue. De acordo com um comunicado da Presidência da República, Pascoal Ronda passa a ocupar o cargo em substituição de  Arsénia Massingue.

Arsénia Massingue assumiu as pastas do Ministério do Interior em Novembro de 2021, sendo a primeira mulher no país  a liderar aquele ministério.

Massingue, que substituiu o então Ministro Amade Miquidade, teve como principais desafios questões ligadas aos raptos a empresários, sendo que, até hoje, pouco ou nada se sabe sobre os mandantes desses crimes. Além dos raptos, a ministra foi desafiada a arranjar soluções para outras formas de crime organizado, associado ao terrorismo em Cabo Delgado.

Mais uma viatura despitou-se e caiu na vala de drenagem da Praça 16 de Junho, na cidade de Maputo. É o segundo incidente que ocorre no local em menos de 20 dias.

Passaram-se só vinte dias e a história repete-se…

Desta vez, uma viatura ligeira, que seguia para o Munícipio da Matola, despistou-se e caiu na vala de drenagem, por volta das 6h da manhã desta segunda-feira. No carro, seguia apenas o condutor que saiu ileso do sinistro.

No mesmo local, há 20 dias, uma camião que transportava seis pessoas e 80 sacos de carvão despitou-se.

O Munícipio de Maputo reconhece o perigo existente na vala, mas diz que nada pode fazer senão sensibilizar os condutores e reforçar as barreiras existentes no local, as mesmas que não têm conseguido evitar que carros caiam na vala.

“Este é um local, certamente, de perigo. Grande parte dos acidentes é de usuários frequentes da própria via, então está associado ao sono, ao cansanço e a fadiga, daí que á um trabalho que vamos continuar a fazer que é de sensibilização. Há danos materiais, nquanto decorrem processos legais, o Município tem de fazer uma intervenção e isso requer custos avultados.

Segundo a edilidade “este local teve uma intervenção há menos de 10 dias. A 24 de Julho  é uma avenida protocolcar e pensar-se em trabalhar com lombas precisaria de uma análise envolvendo outros intervenientes da actividade rodoviária.

A edilidade gastou acima de um milhão e meio de meticais para colocar  as barreiras na praça 16 Junho, de modo a evitar sinistros.

O Conselho Municipal da Beira anunciou, sexta-feira, que a partir de Setembro próximo, todos os seus funcionários passarão a auferir salários na base da Tabela Salarial Única, um exercício que implica um aumento de um milhão e setecentos mil meticais em despesas salariais. A Edilidade vai alocar mais de um 1 milhão e 700 mil Meticais para aumentos salariais.

Reunido em sessão extraordinária, o actual elenco do Conselho Municipal da Beira definiu que todos os funcionários do município passarão a auferir, a partir de Setembro próximo, na base da Tabela Salarial Única. No entanto, segundo explicou Francisco Majoi, Vereador das Finanças do Conselho Municipal da Beira, a edilidade respeitou escrupulosamente os tetos fixados na lei. 

“Fizemos uma alocação de cerca de um milhão e setecentos mil Meticais no âmbito da Tabela Salarial Única. Esta alocação tem a ver com a capacidade financeira. Portanto, nós respeitamos a lei, respeitamos tectos fixados na lei, mas poderíamos, portanto, informar aos funcionários, sobretudo, aqueles do cargo de chefia que aquilo que receberiam se os cálculos tivessem sido feitos na tabela TSU não vamos poder pagar”, explicou para depois acrescentar que “vamos encontrar uma medida no sentido da autarquia poder efectuar o pagamento.”

Francisco Majoi disse ainda que este processo não irá incluir retroactivos, visto que o Conselho Municipal da Beira tem limitações financeiras. “Nós não temos capacidade de pagar os retroactivos, mas se o Governo reforçar o fundo de compensação autárquica, em função da Tabela Salarial Única, procederemos os pagamentos dos retroactivos. Neste momento, não temos capacidade.” 

A edilidade voltou a queixar-se de não receber há onze meses do Governo central o fundo de compensação autárquica.  “O orçamento aprovado é de mil milhões de Meticais. O maior valor será aplicado a acções de investimento. ”

A sessão extraordinária do Conselho Municipal da Beira tinha como objectivo fazer a primeira revisão do orçamento municipal do exercício económico de 2023. O documento foi aprovado com votos maioritários do Movimento Democrático de Moçambique e da Renamo. A Frelimo votou contra. 

“Tal alteração tem em vista, também, garantir o funcionamento pleno da máquina governativa, prevalecendo a regularidade dos salários dos funcionários da edilidade”, disse Leocádio Diakos, chefe da bancada do MDM na Assembleia Municipal da Beira.

Por sua vez, João Marata, deputado da Renamo, entende que “a bancada da Renamo votou a favor do plano de orçamento por ser legal, oportuno e um instrumento para execução do interesse dos munícipes.”

Já Manuel Severino, porta-voz da bancada da Frelimo, justificou que o “constatamos que o documento apresentado a nossa bancada foi adulterado com objectivos obscuros e que a edilidade não conseguiu esclarecer.”

Na referida sessão, foi igualmente aprovada a proposta do plano e orçamento autárquico para o exercício económico de 2024.  

Arrancou hoje o XVI conselho coordenador do Ministério Público, que decorre em formato híbrido. A sessão foi dirigida pela Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, que no seu discurso, Buchili destacou a necessidade de criação do da Direcção de Cooperação Jurídica e Judiciária.

“A recente criação dos novos gabinetes especializados no Ministério Público, nomeadamente, os Gabinetes Centrais de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional e de Recuperação de Activos exige que os mesmos sejam dotados não só de meios humanos e técnico-operativos, mas, também, como fizemos referência, sejam reforçados em matéria de cooperação jurídica e judiciária com os
países envolvidos nas investigações, através de mecanismos mais eficientes e céleres. Daí que na presente Sessão propomos a criação da Direcção de Cooperação Jurídica e Judiciária não só para responder ao imperativo legal, o qual designa a PGR como autoridade central, mas, também, por forma a responder, com maior celeridade, aos pedidos de cooperação jurídica e judiciária internacional que efectuamos e que nos são solicitados”, disse.

Na agenda dos delegados e convidados ao Conselho Coordenador consta a apreciação dos relatórios de actividades dos órgãos do Ministério Público, da proposta dos Limites Orçamentais, Plano Económico Social e Orçamento do Estado alocado para o Ministério Público em 2024. 

A reunião decorre sob o lema “Por um Ministério Público em Prol do Reforço e Promoção da Cooperação Jurídica e Judiciária na Prevenção e Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional”, e terá a duração de cinco dias.

Dois moçambicanos condenados a cinco anos de prisão, por terem sido surpreendidos na posse de um pangolim no distrito de Mchinji, norte do Malawi, noticiou a Rádio Moçambique.

Para além da reclusão, os dois moçambicanos  serão submetidos a trabalhos forçados.

Trata-se de Jackson Yakobe, 40 anos de idade, e Suleman Felix, 26 anos de idade, presos em Maio passado, após terem sido flagrados por agentes da polícia na posse de um pangolim, depois de uma denúncia popular, escreve a RM.

Os dois reclusos, provenientes do povoado do régulo Katsabola no distrito de Chifunde, na província de Tete, negam as acusações que pesam sobre eles. Mas o tribunal considerou-os culpados, por terem sido encontrados na posse de uma espécie protegida, à luz da lei de Parques Nacionais e Vida Selvagem.

Hospitais voltam a funcionar em pleno na capital do país
Com a retoma das actividades pelos profissionais de saúde, o atendimento tende a voltar à normalidade nalgumas unidades sanitárias da Cidade de Maputo. Esta segunda-feira, o jornal O País encontrou um cenário de enchentes e longas filas, mesmo assim, tudo corria em pleno.
Arnosso Cuco
O País
Estão dadas as tréguas, temporariamente, depois dos médicos, os profissionais de saúde também voltaram ao trabalho.
No Hospital Geral José Macamo, os enfermeiros, agentes de serviços e outros profissionais fizeram-se à unidade sanitária, os utentes tiveram poucos motivos para reclamar, porque, na manhã desta segunda-feira, quase todos os serviços tinham voltado a funcionar.
“Graças a Deus, chegámos aqui e não passou uma hora, fomos atendidos”, afirmou Joana Manuel, utente naquela unidade sanitária.
Foram-se os dias da greve, mas continuam algumas dificuldades de quem, durante este período, sempre foi mandado voltar para casa.
“Recebi a informação de que todos os profissionais já retomaram as actividades e, por isso, estou aqui para, mais uma vez, tentar submeter minha esposa a uma cirurgia, venho tentando desde o início do ano, mas sem sucesso por conta da greve”, disse Armindo.
Durante a ronda, o país registou cenários de enchentes nalguns hospitais, como, por exemplo, o Hospital Geral de Chamanculo. Nas consultas externas, havia muitos pacientes que esperavam pelo atendimento.
O director do Hospital Geral de Mavalane, Mário Jacob, disse que todos os profissionais estiveram presentes nesta segunda-feira e garantiu o funcionamento pleno dos serviços.
“Passamos alguns dias de muitas dificuldades, na sequência da greve dos profissionais de saúde, mas, neste momento, com a informação da suspensão da greve, no domingo, já temos os profissionais a trabalhar e até o momento não temos registo de algum sector incapaz de fornecer os serviços”, disse Mário Jacob, director do Hospital Geral de Mavalane.
Os profissionais de saúde prometeram trabalhar até ao dia 5 de Novembro e só as negociações com o Governo poderão determinar a sua permanência ou retoma da  greve.

Ultimam-se os preparativos para o arranque, esta segunda-feira, da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), com presença confirmada de cerca de 2500 expositores nacionais e estrangeiros, segundo projecções oficiais. A abertura será dirigida pelo Presidente da República.

Bandeiras de 25 países estrangeiros foram erguidas em Ricatla, onde a menos de 24 horas o Presidente da República vai proceder à cerimónia de abertura da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo.

Expositores estão todos empenhados para que tudo corra dentro do esperado. “Estamos a trabalhar e já temos contactos. Esperamos o melhor na feira.”

“A nossa empresa produz máquinas para o sector açucareiro, para a indústria pesada, eletricidade e mineração, e esperamos, nesta edição, fazer bons contactos”, disse Delsa Guirrugo, representante de uma empresa sul-africana.

Os jovens empreendedores moçambicanos não ficam para trás. Estão presentes na FACIM para mostrarem o que sabem fazer.

Almira Zanate está num grupo de jovens que buscam oportunidade de trabalho na FACIM. 

“Venho em busca de emprego. Há aqui várias empresas. Tenho esperança e vou conseguir.”

O sector da agricultura também afina tudo para que amanhã as potencialidades do sector agrário sejam mostradas ao país e ao mundo.

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