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O País – A verdade como notícia

Esta quarta-feira, um grupo de extensionistas contratados para assistirem os agricultores na província denunciaram a falta de salários que se verificava há quatro meses. No entanto, na tarde de ontem começou a reflectir o salário cumulativo de três meses, estando em processo o pagamento do referente a este mês de Agosto.

Isaac Jamal, delegado provincial do Fundo do Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR), que tutela os extensionistas do SUSTENTA, disse à nossa reportagem que “o problema está especificamente pelo facto de o FAR ser duplamente tutelado: Pelo Ministério da Agricultura e igualmente pelo Ministério das Finanças e o pagamento desses extensionistas é feito via Tesouro Nacional. O que cabe ao FAR ao nível da província foi feito e acautelado em tempo e horas, no entanto, todo esse procedimento esbarrou no Tesouro Nacional onde por várias outras razões sistemáticas e de funcionalidade atrasou com que se fizesse o pagamento em tempo e horas a esses extensionistas”.

A fonte referiu ainda que o problema não vai se verificar mais, porquanto já está tudo regularizado. Quanto à falta de combustível para as motorizadas disponibilizadas aos extensionistas para se deslocarem ao campo onde assistem os produtores, Jamal garantiu que dentro de uma a duas semanas será lançado um concurso público para que os agentes económicos de cada um dos 23 distritos de Nampula forneçam o combustível aos extensionistas, como forma de facilitar a logística.

SUSTENTA é um programa do Governo, implementado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que dentre várias componentes, assiste os agricultores através de extensionistas formados na área agrária, com o objectivo de aumentar os rendimentos em termos de produção e produtividade.

O Presidente da República exige do novo ministro do Interior, Pascoal Ronda, uma postura intolerante no combate aos raptos e sequestros, bem como a modernizar o Serviço Nacional de Investigação Criminal. Pascoal Ronda assumiu as pastas hoje como ministro do Interior. 

Em Novembro de 2021, numa das salas da Presidência da República, Filipe Nyusi conferiu posse a Arsénia Massingue para o cargo de ministra do Interior, com orientações de eliminar a corrupção, raptos e sequestros, terrrorismo, tráfico de órgãos, entre outros crimes.

Cerca de dois anos depois, Arsénia Massingue voltou para a mesma sala, porém, desta vez,  para entregar as pastas a Pascoal João Ronda que tomou posse, hoje, para o cargo de ministro do Interior.

Ronda, que foi Comandante-geral da República até 2001, foi também desafiado a encontrar fórmulas para eliminar a criminalidade organizada, que desafia o sector há anos. 

Filipe Nyusi apelou ao empossado a visitar as promessas feitas em 2015, aquando da sua tomada de posse, onde prometia a garantia da segurança das pessoas e bens.

“Senhor ministro estas orientações já se encontram na vossa casa, porque as deixamos a 12 de Novembro de 2021, aquando da tomada de posse da sua antecessora. A estas areas juntam-se o combate ao terrorismo e ao extremismo violento, combate ao crime organizado, incluindo os raptos e seuestros, combate ao branquemanto de capitais, crimes ciberneticos e ambientais, operacionalizacao e modernizacao do SERNIC e combate sem tregas aos acidentes rodoviarios”, alistou Nyusi.

E nesta missão, o Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança apelou que Ronda não devesse ter medo de tomar decisões, apesar de se estar ciente de que haverá desafios, mas Nyusi garante que a escolha para o cargo foi tendo em conta esses desafios. 

“Privilegiam o trabalho em equipa e procurem sempre estimular os vossos subordinados, a libertarem os seus talentos em prol dos objectivos institucionais. O chefe que teme o seu subordinado não é líder e, claramente, transmite insegurança. O subordinado que pensa que faz mais que o seu superior se distrair do facto de que o chefe é quem favorece a sua produtividade e crescimento”

O empossado diz que conhece bem a casa e tem o TPC bem feito. Pascoal Ronda disse que o passo que se segue é a planificação, conciliação dos projectos e actividades do sector para poder desenhar melhores estratégias para responder aos desafios impostos pelo presidente da República. 

“O que nos compete a nós, como ministério do Interior, é buscar formas de implementar as linhas estabelecidas, no campo de formação, prevenção e combate ao crime organizado e transnacional, terrosirsmo e não só. O envolvimento de todas as áreas do ministério do Interior neste processo, por forma que a livre circulação de pessoas e bens neste país seja uma realidade”, declarou o ministro.

Pascoal Ronda fala também do combate à corrupção, destacando a necessidade de coordenação entre os vários sectores para acabar com o mal. 

O ministro das Obras Pública, Habitação e Recursos Hídricos exige maior rigor às entidades gestoras e ou promotoras dos serviços de abastecimento de água e saneamento, de modo a controlar-se a eclosão da cólera no país.  Carlos Mesquita diz que esse trabalho deve ser feito em coordenação com o sector da saúde.

O Governante falava, esta quarta-feira, em Maputo, na abertura da Reunião Nacional do Sector de Águas, num encontro onde participaram os parceiros de cooperação do sector das águas e saneamento. Carlos Mesquita mostrou preocupação em se estancar com a eclosão de cólera em algumas províncias do centro e norte do país. 

“Às entidades gestoras e ou promotoras dos serviços de abastecimento de água e saneamento exortamos maior rigorosidade no controle de todos os factores que possam propiciar a eclosão da cólera e outras doenças de origem hídrica para complementar os esforços que estão sendo feitos pelas autoridades da saúde, e destacamos a contribuição do sector de águas no plano nacional de eliminação da cólera assente no pilar de água, saneamento e higiene”, disse Carlos Mesquita. 

Os parceiros de cooperação defendem também uma maior interacção entre o sectores para a erradicação da cólera. Maria Luísa Fonara, representante dos parceiros de cooperação, mostrou preocupação com o limitado acesso à água nas escolas e unidades sanitárias, o que coloca os profissionais e utentes em perigo de contágio de doenças de origem hídrica.

 Fonara que é também representante da Unicef em Moçambique disse que os sectores de água e saneamento devem colaborar com os Ministérios da Saúde e Educação para que se possa erradicar a cólera em Moçambique. 

Dados do Ministério das Obras Pública, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) indicam que nos últimos três anos foram construídas e reabilitadas nas zonas rurais 8 102 fontes dispersas das 14 481 fontes dispersas planificadas, sendo que 3.517 foram reabilitações. Foram também construídos 246 sistemas de abastecimento de água com potencial para cobrir 615.000 pessoas adicionais.  O número total de pessoas potenciais a aceder a serviços melhorados de abastecimento de água nas zonas rurais foi de 1.670.000, o que equivale a 5.2% da população total de 2022 e 8% da população rural de 2022. 

No mesmo período, foram construídas pelas famílias 342 mil latrinas melhoradas e cerca de 66 mil fossas sépticas nas zonas rurais que resultaram num potencial para cerca de 1.8 milhão de novas pessoas com serviços melhorados de saneamento nas zonas rurais o que corresponde a cerca de 5.5% da população de 2022.

Nas zonas urbanas e nos últimos três anos foram estabelecidas pelo serviço público cerca de 135 mil ligações domésticas e foram construídos 199 fontanários o equivalente a cerca de 667 mil pessoas servidas por serviços melhorados de água, o correspondente a 2.1% da população total de 2022 e 6.1% da população urbana de 2022. existem também cerca de 353 mil ligações domésticas do sector privado cujo serviço ainda não é regulado, entretanto, abastece uma porção muito significativa da população urbana com uma contribuição de cerca de 18% da cobertura.

Ainda nas zonas urbanas, foram construídas cerca de 99 mil latrinas melhoradas, cerca 54 mil fossas sépticas e estabelecidas 256 ligações a rede de esgoto que criaram um potencial para mais 687 mil pessoas com serviços de saneamento melhorado, o equivalente a 2.1% da população de 2022.

No que diz respeito a área de recursos hídricos, os dados do MOPHRH destacam a  conclusão das intervenções já iniciadas no quinquénio passado sobre a barragem de Corumana, na província de Maputo, instalando-se uma capacidade de armazenamento de um volume total adicional de 520 milhões de metros cúbicos, alcançando desta forma uma capacidade nacional de 59.1 mil milhões. 

“Com este volume de água, asseguramos a disponibilidade de água para consumo doméstico de cerca de 2.5 Milhões de pessoas, com destaque para populações residentes na área de Grande Maputo. Garantimos fiabilidade de água para os projectos de rega para cerca de 11.4 hectares; e de produção de cerca de 16 Megawatts por hora de energia eléctrica. Foram também criadas condições para a implementação de actividades ligadas ao turismo e pesca, abeberamento de cerca 94 mil de gado bovino;”, disse o ministro Carlos Mesquita.

O governante realçou a conclusão das obras de construção da barragem de Gorongosa, na província de Sofala, que vai assegurar água para diferentes usos com destaque para o abastecimento de cerca de 40.000 pessoas, irrigação e geração de 0,4 Megawwats de energia, para além de pesca artesanal ao longo da albufeira. 

Há chefes de quarteirão que estão a fazer recolha de dados nos cartões de eleitor, com o objectivo de manipular o processo eleitoral. A denúncia foi feita, hoje, pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Os alegados casos ocorrem nos bairros de Nkobe, Matola A e C, T3, Singathela, Matola J e Unidade H, Município da Matola e, segundo o MDM, são verificados, sobretudo, no período noturno.

Em conferência de imprensa, o partido explicou que teve conhecimento da situação através de denúncias feitas por moradores de alguns bairros e comunicou, formalmente, às autoridades, mas nada foi feito.
O Movimento Democrático de Moçambique não tem dúvidas de que a Frelimo esteja envolvida no caso e, por isso, garantiu que não vai permitir manipulações no processo. “Não nos responsabilizamos pelas consequências que vão advir por essas atitudes de andar a recolher cartões de eleitor”, alertou Agusto Pelembe.

“Queríamos, também, dar um recado ao secretário-geral do partido Frelimo, Roque Silva, para mandar parar essas brincadeiras. Ele é o administrador do partido e, para nós, ele é que está a dar essas orientações para entrarem nas casas e recolher cartões de eleitor”, acrescentou Amável Vera Cruz, delegado político MDM, na Matola.

A formação política entende que a recolha de dados é a preparação para uma fraude nas eleições autárquicas de 11 de Outubro e que a situação pode desmobilizar o eleitorado, impedindo, assim, uma transição transparente do poder.

Três estrangeiros em situação ilegal no país foram retidos na província de Sofala. Um dos detidos é um cidadão de nacionalidade bengali, que foi encontrado com um cartão de eleitor emitido em Manica.

Três indivíduos foram retidos na semana finda, em Sofala, por estarem a residir ilegalmente no país. Um deles, para além do seu passaporte, emitido em Bangladesh, foi encontrado com um cartão de eleitor emitido em seu nome, numa região denominada Nhamatanda, distrito de Machipanda, província de Manica, o que levou as autoridades a retê-lo indiciado de possuir documento falso.

O indiciado alegou que perdeu os seus documentos no início do ano e, durante o processo de recenseamento, achou que poderia aproveitar o mesmo para ficar documentado, enquanto aguardava pelo seu novo passaporte, alegadamente pedido no seu país.
O cartão de eleitor indica que o bengali é natural do distrito de Manica, província com o mesmo nome.

A Migração em Sofala, não encontrando nexo que justifique a aquisição do cartão de eleitor por parte do cidadão, sendo ele um estrangeiro, o mesmo foi encaminhado à audição.

O cidadão somali foi encontrado com um cartão de asilo falso e o caso já está na posse do SERNIC.
O terceiro retido é um cidadão de nacionalidade portuguesa que está em Moçambique ilegalmente desde 2016, a residir na Beira.
Mas denúncias populares levaram à localização do mesmo.

Menor de quatro anos está entre a vida e a morte no Hospital Central de Quelimane, depois de ter sido baleado por malfeitores na região de Namagoa, distrito de Mocuba, província da Zambézia. Na mesma incursão, uma outra criança de dois anos perdeu a vida. O pai que também não escapou a tiros luta pela vida no Hospital Rural de Mocuba.

A criança deu entrada por volta das 10 horas desta terça-feira no Hospital Central de Quelimane, depois de os médicos não terem conseguido tratamento no distrito de Mocuba, dada a complexidade do local onde está alojada a bala no pescoço. A avó do menor explicou a jornalistas que seis meliantes se introduziram na noite de domingo na residência do filho, por sinal comerciante.

Na sequência, conta a avó, os meliantes balearam o seu filho com extrema gravidade e que está internado nos cuidados intensivos no Hospital Rural de Mocuba entre a vida e a morte. Duas crianças, por sinal irmãos, um de dois anos foi baleado mortalmente até sair os intestinos e outro de quatro anos em estado grave.

“Estou aqui, no hospital, a acompanhar o meu neto aqui internado no Hospital Central de Quelimane. A única pessoa que saiu ilesa na incursão dos malfeitores foi a esposa do meu filho, o comerciante”, disse Ana Maria Luís mãe, sogra e avó dos menores, visivelmente transtornada com a situação.

No decurso da sua abordagem, explicou ainda que “vieram, à noite, seis homens e a mulher do meu filho; a minha nora  que ouviu o barulho dos bandidos gritou para o marido se levantar. O marido assim o fez, mas logo foi recebido por dois tiros que atingiram o abdômen e a mão. Outros tiros atingiram a barriga de outro meu neto de dois anos que morreu no local. Outro tiro foi para o de quatro anos que recebe cuidados médicos no Hospital Central de Quelimane. O pai desta criança, por sinal meu filho, está na sala de reanimação a ser assistido por médicos em Mocuba”, disse Anamaria Luís, avó do menor.

A equipa médica do Hospital Central de Quelimane desdobra-se para salvar a criança. Os médicos dizem que o menor entrou com hipoglicemia, “por isso foi imediatamente hidratado para dar seguimento à posterior ao bloco de cirurgia, como forma de retirar a bala encravada no pescoço. O menino está em estado grave, mas tudo será feito para salvar a criança”, disse Sheila Manuel, responsável pelo sector no Hospital Central de Quelimane.

Cinco pescadores estão desaparecidos na sequência de um naufrágio ocorrido pelas 16 horas do dia 27 deste mês na localidade de Mitange, distrito de Chinde. Os mesmos seguiam numa embarcação tradicional de pesca que transportava oito pessoas de Mitange até Olinda, no distrito de Inhassunge. Trabalhos continuam no terreno para esclarecer o caso.

Das oito pessoas que seguiam na embarcação, cinco são dadas como desaparecidas e outras apareceram com vida e estão na localidade de Mitange, distrito de Chinde, local de onde saíam na embarcação para Olinda, no distrito de Inhassunge. O administrador marítimo da Zambézia, Augusto Dongo, diz que duas equipas multissectoriais foram destacadas para o terreno.

“Era grupo de oito pescadores e foram abordados na ocasião por conselho comunitário de pesca local, para não seguirem, mas não quiseram acatar. Assim, seguiram de Mitange em direcção a Olinda. No percurso, depararam com um sistema que criou um moinho e nisto não conseguiram travar a situação e a embarcação começou a entrar água”, disse Augusto Dongo, administrador marítimo da Zambézia, adiantando que, para esclarecer este naufrágio, foram destacadas duas equipas para o terreno. A segunda equipa multissectorial seguiu na tarde desta terça-feira para se juntar às que já estão no terreno a fazer busca e salvamento.

O administrador marítimo recordou que o país está a ressentir do sistema El Niño que provoca mudanças climáticas repentinas e são muito frequentes nas zonas de massas de água. As comunidades ainda não se aperceberam da forma como este sistema funciona. Este facto tem levado a autoridade marítima a desencadear explicações no terreno para grupo de pescadores e diversas comunidades para evitar cenários similares nos próximos momentos. “Este sistema funciona em jeito de moinho e, quando atinge certo percurso de água, provoca naufrágios. Temos estado a trabalhar afincadamente com órgãos locais de representação para divulgação de informação sobre este facto”, disse Dongo.

A província de Manica registou, nos primeiros três meses, mais de 600 mil casos de malária. Houve aumento em 100 por cento em relação ao mesmo período de 2023. Por isso, as autoridades de saúde e parceiros arrancaram esta terça-feira a campanha de distribuição massiva de redes mosquiteiras para travar casos da doença.

Os dados estatísticos sobre a malária na província de Manica, onde houve registo de sete mortes no primeiro trimestre, são reveladores de um quadro sombrio.

O sector de saúde e parceiros entendem que devem ser desencadeadas várias acções visando a prevenção da doença. Uma delas é a que arrancou esta segunda-feira e consiste na distribuição massiva de redes mosquiteiras, tal como avançou Adelino Xerinda, da Fundação de desenvolvimento da comunidade, organização parceira da iniciativa.

Os distritos de Bárue, Machaze, Vandúzi e Manica são os que registaram mais casos de malária este ano.

Uma fábrica de colchões ficou parcialmente destruída em Nampula, depois de um incêndio originado por um curto-circuito. Os bombeiros precisaram de cerca de 8 horas para debelar as chamas.

O incêndio de grandes proporções consumiu uma fábrica de colchões localizada na periferia da cidade de Nampula. A primeira equipa de bombeiros que se fez ao local teve de ser reforçada, assim como os meios de extinção, devido à dimensão das chamas, tal como fez saber o porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública em Nampula, Abílio Chinai.

“Levou-se praticamente sete horas e 45 minutos para a sua extinção, e foi necessário reforçar as equipas para poder debelar as chamas. No local, vimos que uma viatura não era suficiente para extinguir o incêndio e tivemos de solicitar outra viatura”.

A ocorrência é da última quinta-feira e os vestígios do incidente ainda estão bem visíveis. Das diligências feitas depois de se extinguir o incêndio, ficou provado que na origem esteve um curto-circuito na instalação eléctrica.

“Uma das máquinas de corte de espuma que estava perto da fábrica aderiu ao incêndio”.

Os gestores da fábrica não se mostraram abertos para falar dos prejuízos.

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