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O País – A verdade como notícia

A Portagem de Moamba está entre 50 e 200 meticais mais cara desde sexta-feira. Carros de classe um pagam agora 240 meticais e não 190, como vinham pagando antes.

Se por um lado, o Fundo de Estradas tinha dito que não haveria subida de taxas de portagem este ano, pelo menos nas portagens geridas pela Rede Viária de Moçambique, REVIMO, por outro, a concessionária da Estrada Nacional Número 4, TRAC, decidiu agravar o custo da passagem pela portagem de Moamba.

Os carros de classe pagam agora 240 Meticais, quando antes, os condutores tinham de reservar 190 meticais para passar pela portagem (Aumento de 50 meticais).

As taxas variam dependendo de cada classe, mas houve agravamento para todas as viaturas. Para os veículos de classe 4, a mais alta, a taxa de portagem aumenta de 1600 para 1800 Meticais, registando uma subida de 200 Meticais.

As novas taxas entraram em vigor na última sexta-feira, 1 de Setembro, e foram publicadas no Boletim da República.

No anúncio, a TRAC não apresenta motivos no agravamento das taxas, mas sublinha que a  subida irá ocorrer apenas na portagem de Moamba e não na portagem de Maputo, onde as tarifas se mantém em 40 meticais para a classe 1, 550 meticais para a classe 4.

Em Moçambique, há mais nascimentos nas zonas rurais do que nas urbanas, segundo o Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-2023, publicado em Julho pelo Instituto Nacional de Estatísticas.

A fecundidade – capacidade que uma mulher tem de gerar filhos – é, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, mais elevada nas áreas rurais do que nas urbanas. Em média, as mulheres em áreas rurais têm 5,8 filhos ao longo da vida reprodutiva, enquanto as mulheres em áreas urbanas têm, em média, 3,6 filhos.

O Inquérito Demográfico e de Saúde 2022–2023 relata ainda que a fecundidade é baixa entre mulheres dos 15 aos 19 anos, havendo o registo de 158 nascimentos por mil mulheres, atingindo o pico na faixa etária dos 20 aos 24 anos, em que há o registo de 224 nascimentos por mil mulheres.

Quanto ao planeamento familiar, o inquérito diz que há, no geral, 26% de mulheres casadas dos 15 aos 49 anos de idade, e 47% de mulheres não casadas, sexualmente activas, usam algum método de planeamento familiar.

Entre as mulheres actualmente casadas, 25% usam algum método moderno e 1% usa algum método tradicional.
A percentagem de uso de métodos modernos entre as mulheres casadas dos 15 aos 49 anos de idade é maior na área urbana (40%) em comparação com a área rural (18%).

Em relação às províncias, Zambézia (11%), Nampula (13%) e Cabo Delgado (14%) são as que apresentam a percentagem mais baixa de mulheres casadas que usam algum método moderno.

Os métodos modernos mais usados, entre as mulheres casadas dos 15 aos 49 anos de idade, são: injecção (13%), implante (5%) e pílula (5%). No entanto, para as mulheres não casadas sexualmente activas, o preservativo masculino (15%), implantes (12%) e injectáveis (12%) são os métodos modernos mais usados.

Um total de 16 045 agregados familiares foram seleccionados para a amostra do Inquérito Demográfico e de Saúde 2022–2023, desses, 14 250 foram entrevistados com sucesso, resultando numa taxa de resposta de 97%.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, visitou à Suécia, de 26 de Agosto à 03 de Setembro, com o objectivo de aprofundar as relações de cooperação existentes entre Moçambique e Suécia nos domínios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na ocasião foram assinados acordos que vão reforçar a colaboração entre a Universidade de Lund, da Suécia e, as instituições de Ensino Superior moçambicanas.

“Firmamos o compromisso mútuo de promover a cooperação académica e científica entre Moçambique e a Suécia, nas áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação; Ensino Superior e TIC. Também serão criadas condições para a exploração de possibilidades de bolsas de estudo para estudantes moçambicanos em Lun e de oportunidades de pesquisa conjunta em áreas estratégicas, como formação, empreendedorismo, energias renováveis”, lê-se na nota do MCTES enviada ao “O País”.

Refira-se que a Suécia é um dos países que se destacada no mundo por se posicionar na dianteira na área de Inovação. A Universidade de Lund, em particular, tem-se destacado com inovações na área agrícola, industrial e digital.

Há professores e direcções de escolas que manipulam pautas para aprovar alunos que não sabem ler nem escrever. Uma investigação exclusiva do jornal “O País” traz com detalhe como o esquema funciona. Os especialistas não têm dúvidas de que tal facto revela que a educação no país está no fundo do poço.

O Sistema Nacional de Educação não anda bem e quase todos sabem disso, desde as falhas nos livros, testes, até ao pagamento de horas extras aos professores. Isto é parte dos problemas, em resumo. Só que há outro que é trancado a sete chaves e estas lançadas ao fundo do mar.

Na verdade, é um esquema que envolve todos. Da base ao topo. Estamos a falar da manipulação de resultados pedagógicos para passar alunos sem competências básicas de leitura e escrita.

Com exclusividade, o jornal “O País” investigou o caso. Os professores são o motor que faz funcionar a educação. São eles os principais protagonistas nesta reportagem. Serão tratados na condição de anonimato.

Dizem eles que dão o melhor de si em cada palavra escrita, lida e ensinada aos alunos, mas, no final, não é só isto que conta.

“Quando tu vais entregar uma pauta, o DEC, costumam perguntar se observou questões de percentagem. Então, a percentagem que é apresentada nas escolas, hoje em dia, não reflete a realidade”, denunciou Eduardo, nome fictício de um professor secundário.

A realidade não está nos números apresentados, pois os professores são forçados a aprovar alunos que sequer sabem ler muito menos escrever.

“A orientação é que nós devemos estar preocupados com os números. Esses mesmos números devem ser positivos”, revelou outro professor, que vamos tratá-lo por Helton, nesta reportagem.

E a percentagem só é considerada positiva a partir de 75 por cento de alunos aprovados por turma. A ordem é clara. Ninguém deve apresentar abaixo disso.

“Então, nenhum professor deve dar-se ao capricho de apresentar uns 30 por cento, uns 20 por cento que é a realidade muitas das vezes. Se apresenta esse tipo de percentagem, vai alterar isso. Dizem mesmo que o professor tem que alterar isso”, referiu Eduardo, acrescentando que a “ordem superior” vem com um tom de ameaça à mistura: “Se você não altera, é normal no ano seguinte ser transferido para uma outra escola”.

A busca de números positivos, mas vazios de conteúdo, estende-se até às salas de exame.

“Há aquele momento em que o professor dita as respostas, mas o aluno não sabe escrever. Então, há professores que ajudam mesmo para o aluno conseguir ter nota e passar”, acrescentou o professor Eduardo.

E no meio dessas graves acusações, incluem-se as direcções das escolas. “Preocupam-se mais em querer estar numa situação da escola melhor, porque aquele que apresentar uma escola com melhor percentagem é o melhor, é a melhor escola, é o tal director, posso assim dizer”, observou o professor Helton.

Com exclusividade, tivemos acesso a mapas de notas, mais conhecidos por DEC, de algumas escolas nas versões original e manipulada. Os documentos são do aproveitamento pedagógico do trimestre passado.

Numa das versões iniciais entregue pelo professor à direcção da escola, foram reprovados 27 alunos do total de 75. O director da escola não gostou do resultado e, para a versão final, ordenou ao professor a subir o número para 40 alunos aprovados.

Noutro mapa, de acordo com a sua avaliação, foram reprovados 21 alunos, mas a cifra não agradou ao director, que exigiu que fossem reprovados apenas 13.

E com dados supracitados, os directores e as respectivas escolas são bem vistos, mas os seus alunos têm a leitura como um quebra-cabeça. A nossa equipa de reportagem foi a algumas escolas da Cidade e Província de Maputo, onde encontrou crianças que passaram das classes iniciais até às actuais sem saber ler nem escrever.

Com os alunos, começámos por fazer um breve exercício de leitura. Desafiámos um dos alunos a ler o excerto de um texto do jornal Canal de Moçambique: “Texto lido: CDD alerta para o risco de a missão militar da SADC terminar sem esclarecimento do escândalo da queima de corpos em Cabo Delgado”.

Logo no início da leitura, o menino ficou em silêncio… o aluno da sétima classe não conseguiu ler o texto até ao fim.

O aluno que foi aprovado da primeira até à sétima classe tem graves falhas de escrita.

Para os petizes, palavra Hino é escrita sem o H, ficando ino. O termo reensinando é escrito desta forma: “reicinando”. Social escreve-se, segundo alunos, assim: “cocial”. Já a palavra participa, os alunos escrevem assim: “partimpa”.

Esta é apenas uma demonstração da forma como os alunos da sétima classe escrevem e sequer conseguem ler o que eles próprios escreveram.

Recuamos um pouco até às classes iniciais. Especificamente a quinta classe. Para os alunos deste nível, escrever o próprio nome é uma operação matemática.

Resumindo, nas turmas visitadas pela nossa equipa de reportagem, grande parte dos alunos também não sabe ler. Entretanto, nem tudo corre mal. Há bons exemplos. Alunos que sabem ler e escrever perfeitamente.

Os professores estão cientes dos problemas de leitura e escrita que os alunos apresentam. Reconhecem que algo falhou nas classes iniciais.

“Alguns dos meus alunos não sabem ler nem escrever. Eu sei disso. Algo falhou na base. Mas não estou aqui para apontar falhas, mas para arranjar soluções”, disse Celestino Coronel, professor de uma das escolas da capital do país.

Os directores de algumas escolas desmentem que haja alunos que transitem de classe para outra sem saber ler nem escrever. “No final de cada trimestre, eles são submetidos a uma prova e, com base nela, nós já sabemos quantos alunos temos na escola que sabem ler e escrever. Os que não sabem ficam retidos na mesma classe”, explicou Carla Sambo, directora da Escola Primária Completa 25 de Setembro. 

Segundo a gestora escolar, não é, também, verdade, segundo as direcções das escolas, que haja manipulação de resultados para aprovação de alunos. “Nós temos exames no fim do ciclo. Lá, só passa quem reúne as condições para ser aprovado”, sublinhou Carla Sambo.

Até se pode passar para a classe seguinte, mas a busca da qualidade de ensino é constante. “Os desafios são aquilo que nós estamos sempre a fazer: lutar para melhorar a qualidade, mas estamos a um bom passo”, afirmou Amílcar Bata, director da Escola Primária Completa Unidade 10.

Estes são os discursos formais e politicamente correctos que as câmaras mostram e os gravadores captam.

Conversámos com directores de algumas escolas e estes revelaram tudo. Contaram que também recebem ordens superiores para passar alunos sem competências.

“No fim do ano, há-de vir uma adenda de lá de cima a dizer: senhor director, controla a situação. Quer dizer que tem de deixar passar aquele que tem sete (valores)”. Não se arredonda, mas vai aparecer alguém a dizer que temos de ponderar a partir de sete”, revelou o director.

O incumprimento da manipulação pode colocar em causa o cargo de director da escola. “Até a mim me dizem: você está aí a fazer o quê  como director? Você não está a fazer nada. Como a sua escola é sempre a última, você não está a fazer nada. E depois as próprias direcções provinciais também vão dizer que até Cabo Delgado, lá onde há guerra (apresentam melhores resultados). Então, este director está a fazer o quê?”, detalhou a nossa fonte.

A Organização Nacional dos Professores (ONP), diz que desconhece a pressão exercida sobre os docentes para a manipulação de pautas. “Oficialmente, eu não posso afirmar. Estou na sociedade moçambicana e tenho acompanhado que os professores devem resolver algumas situações. Mas o director da escola não pode obrigar o professor a inventar percentagem. Em contrapartida, ele é culpado porque não fez o acompanhamento do seu professor durante a aula, se ele ministra bem ou não”, negou Teodoro Muidumbe, secretário-geral da Organização Nacional dos Professores.

O secretário-geral da ONP diz não ser normal que um aluno chegue à quinta classe sem saber ler nem escrever e culpa o sistema. “A criança que está na primeira classe deveria chegar à quinta com o mesmo professor, porque este estaria a acompanhar a sua evolução. Ademais, para as classes iniciais, o número de alunos deveria ser reduzido, entre 30 e 40, para o professor poder acompanhar cada criança e conhecer os seus problemas”, sugeriu o secretário-geral da ONP. 

A ONP insta os professores a denunciarem para, assim, a organização tomar medidas junto da escola em causa.

Os especialistas em educação dizem que a falta de autonomia dos professores para que possam agir de acordo com os padrões pedagógicos e a má interpretação de progressões semi-automáticas pode estar por trás da manipulação de resultados. 

O conceito de progressões semi-automáticas surgiu em 2004 e estabelece que os alunos só são retidos por ciclo e não mais de duas vezes na mesma classe.

Assim, de acordo com a nova Lei do Sistema Nacional de Educação, os alunos só devem ou pelo menos deveriam ser retidos na terceira e sexta classes para o ensino primário; na nona e décima segunda classes no secundário.

“Entrou-se num círculo vicioso, em que todos passam e ninguém tem o cuidado de, na classe seguinte, tentar perceber quais são as competências que faltam àqueles alunos”, observou o especialista em educação da Universidade Pedagógica de Maputo, Camilo Usse.

E disse mais: “Hoje em dia, nós vemos crianças de quinta, sexta e sétima, até estudantes das universidades com muitos défices de leitura e escrita. Isso se aprende na segunda classe. Ninguém deveria passar da primeira para segunda sem saber ler e escrever”.

Camilo Ussene diz que não faz sentido justificar a manipulação de resultados com a falta de infra-estruturas escolares.

“Não temos de pensar em aprovar 100 por cento, porque,quando nos dermos conta, dos 100 por cento, apenas 40 por cento é que tem as competências. Não devemos preocupar-nos com os números, mas sim ter o cuidado pedagógico, de cidadania, de criar condições para que os outros 60 por cento saibam ler e escrever”, indicou Camilo Ussene.

Mais do que um crime, manipular dados para aprovar alunos sem competência é matar a educação. “Está a matar uma sociedade e cérebros. Podem não assumir a coisa, mas como já é um problema, há um ruído. Existe algo errado. É preciso fazer um trabalho de base de pesquisa e intervenção para salvar o país”, exortou Gildo Comenguena, especialista em educação.

Gildo Comenguena defende que o professor deve pautar pela ética e deontologia profissional e nunca ceder à pressão. “Se eu, como professor, aceito ser manipulado, eu estou a faltar à responsabilidade, como educador. Tenho de saber que a minha satisfação, como professor, é ver o aluno brilhar”, concluiu Gildo Comenguena.

Actualmente, a taxa de analfabetismo no país é de 49 por cento nas mulheres e 27 por cento nos homens.

Até finais deste ano, a cidade de Pemba, em Cabo Delgado, terá um um novo sistema de abastecimento de água. A garantia foi dada pelo ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita.

O projecto de construção e ampliação do sistema de abastecimento de água de Pemba iniciou-se  em 2021 e, segundo o plano, deveria terminar em 2022, mas até hoje, as obras não terminaram e a população continua a sofrer devido à crise de água.

Com o sistema de abastecimento de água de Pemba quase concluído, agora o Governo está preocupado com a situação do “planalto dos macondes”, uma zona com uma grave crise de água que dura há quase cinquenta anos.

Enquanto não se consegue dinheiro para resolver definitivamente a crise de água, o Governo tem estado periodicamente a reabilitar o actual sistema, que foi construído na época colonial, além de abertura de furos de água para minimizar a situação que se agravou com a chegada de milhares de deslocados devido ao terrorismo. 

Subiu de 70 mil para 72 mil o número de unidades de sangue doadas no primeiro semestre deste ano, em comparação com o ano passado, no Serviço Nacional de Sangue. Entretanto, a instituição fala da necessidade de mais dadores para satisfazer a procura.

Ajudar quem necessita é a palavra de ordem de Herman, que doou sangue voluntariamente pela segunda vez, este domingo, na Cidade de Maputo.

“O que me motiva a doar sangue é que, procedendo assim, eu posso salvar pelo menos uma vida, e salvar uma vida significa salvar o mundo”, disse Herman Geraldo.

No Serviço Nacional de Saúde, há pelo menos 48 por cento de dadores voluntários de sangue. Os restantes 52 por cento doam para pessoas específicas, na falta do líquido vital.

Trata-se de Números que estão aquém do necessário para garantir que não haja falta de stock, segundo fez saber a directora-adjunta da instituição.

“Continuamos a enfrentar desafios para conseguir ter sangue atempadamente para quem precisa. Estamos a lutar para que consigamos ter 100 por cento de doações voluntárias, porque isso implica que teremos sempre disponibilidade de sangue para que o paciente não fique à espera, caso precise”, explicou Dina Ibraimo, directora-adjunta do SENASA.

Ibraimo explicou que a fraca consciência sobre a importância de doar o líquido vital é uma das razões para o ainda reduzido número de dadores voluntários.

“Uma doação de sangue pode salvar até três vidas, então apelamos para que as pessoas continuem a doar e não esperem que haja uma necessidade. Que doem todos os dias, porque as pessoas precisam”. 

De Janeiro a Junho deste ano, o Serviço Nacional de Sangue teve 72 mil unidades de sangue doadas, duas mil a mais, quando comparado ao igual período do ano passado.  

Este domingo, pelo menos 150 pessoas foram mobilizadas para doar sangue, no âmbito de uma campanha de sensibilização. 

Os cinco corpos encontrados entre quarta e quinta-feira eram dados como desaparecidos no naufrágio registado no dia 27 de mês de Agosto, última segunda-feira. As vítimas estavam entre um grupo de oito pescadores, numa embarcação artesanal que não resistiu às tempestades.

Augusto Dongo, administrador marítimo da província da Zambézia, explicou que os corpos foram encontrados na quarta e quinta-feira. Todos são do sexo masculinos com idades compreendidas entre 35 e 50 anos.

“Queremos lamentar a situação ocorrida em consequência do naufrágio e ao mesmo tempo apelar às comunidades para observarem o estado de tempo como também medidas de segurança, para evitar casos similares”, disse o administrador marítimo, afirmando que destacou duas equipas no terreno para trabalho de busca e esclarecimento do caso.

Sucede que o mau tempo verificado é que culminou com o naufrágio e ocorreu na sequência do fenómeno El Niño, que provoca ondas em forma de moinho. Estes moinhos causam um fenómeno designado por fortuito. Trata-se de um estágio muitas vezes severo quando atinge embarcações de pequeno porte.

Devido ao estado avançado de decomposição, quatro corpos foram enterrados no local e apenas um foi entregue à família no bairro Icidua para a devida sepultura. “Não tínhamos outra alternativa, os corpos estavam já decompostos em estado muito avançado. Enterrar no local foi a única alternativa encontrada”, disse o administrador marítimo, Augusto Dongo.

Assim, só este ano, Zambézia passa a contar com mais de 15 óbitos provocados por naufrágios no mar. O destaque vai para o rio Chire, no distrito de Morrumbala.

Celebra-se em todo o mundo, no dia 08 de Setembro, o Dia Internacional de Alfabetização, que este ano assinala-se sob o lema “Promovendo a Alfabetização para um Mundo em Transição: Construindo Bases para Sociedades Pacíficas e Sustentáveis.”

A Primeira-dama da República endereçou uma mensagem a propósito do lançamento da semana comemorativa que hoje inicia. Isaura Nyusi destaca os avanços que o país já deu e fala das metas por alcançar.

“Exortamos que sejam feitas reflexões profundas sobre a redução da taxa de analfabetismo que actualmente se situa em 38.3%, segundo o Inquérito de Orçamento familiar (IOF) 2022, para 26% em 2024 e 23%, em 2029. Igualmente, apelamos para a identificação de estratégias que levem à aceleração da alfabetização através de actividades culturais e lúdicas que despertem a consciência das comunidades para a necessidade de ser alfabetizado, com maior enfoque na mulher e rapariga e pessoas com deficiência”, apelou.

Na sua mensagem, Isaura Nyusi também sensibiliza para a adesão aos centros de alfabetização.

“Exorto ainda às mamãs, aos papás, aos rapazes e às raparigas com idade igual ou superior a 15 anos, que por diferentes razões não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade certa, para se inscreverem nos centros de alfabetização tutelados pelas escolas primárias, secundárias e instituições de formação de professores que funcionam nas suas comunidades, ou ainda, junto da família com os filhos, amigos e vizinhos que frequentam o ensino secundário e superior, para aprenderem a ler, escrever e calcular a partir de casa. Poderão também, participar em cursos de curta duração de Habilidades para a vida, tais como, o corte e costura, carpintaria, culinária, entre outros que concorrem para o auto-emprego a fim de melhorar as suas vidas, das suas famílias e das comunidades”, disse.

A cerimónia central do Dia Internacional da Alfabetização vai ter lugar no distrito de Limpopo, na província de Gaza. 

Dados actualizados sobre o naufrágio ocorrido na segunda-feira, em Moma, província de Nampula, apontam para seis óbitos e um desaparecido, além de 21 sobreviventes.

A informação foi confirmada, esta quinta-feira, pelo administrador de Moma, Abacar Chande, que avançou que, ontem e hoje, foram localizados mais dois corpos.

Os dados preliminares apontavam para a morte de três pessoas. O Serviço Nacional de Salvação Pública, juntamente com técnicos do Instituto Nacional do Mar e da Polícia Lacustre são os responsáveis pelas buscas.

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