Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) certificou Cabo Verde como um país livre de malária, “marcando uma conquista significativa na saúde global”, anunciou hoje, em comunicado. 

O país lusófono junta-se ao grupo de 43 países e um território a que a OMS já atribuiu esta certificação.

Cabo Verde é o terceiro país a ser certificado na região africana da OMS, juntando-se às Maurícias e à Argélia, que foram certificados em 1973 e 2019, respectivamente. 

O continente africano é o que mais sofre com a malária, refere a OMS, ao acolher 95% dos casos globais e 96% das mortes relacionadas com a doença, em 2021.

“A certificação da eliminação da malária impulsionará um desenvolvimento positivo em muitas frentes para Cabo Verde”, indica a organização. 

Duas instituições de ensino técnico-profissional ilegais acabam de ser encerradas na província de Sofala.

Os estabelecimentos funcionavam nos distritos da Beira e Nhamatanda, ministrando diversos cursos, sem docentes qualificados, escreve a Rádio Moçambique.

O director do Serviço Provincial de Assuntos Sociais, em Sofala, Luís Meno, disse a RM que as irregularidades foram detectadas durante uma inspecção levada a cabo pela Autoridade Nacional de Ensino Técnico Profissional.

Luís Meno apela aos estudantes para que, antes de inscrição, se certifiquem da legalidade das instituições. 

Seis enfermeiras de saúde materno-infantil afectas ao Hospital Provincial da Matola foram constituídas arguidas por cobranças ilícitas a uma gestante. Segundo uma nota do Gabinete de Combate à Corrupção de Maputo, as indiciadas exigiram um valor de mil Meticais para que a gestante tivesse melhor atendimento durante a actividade de parto.

“O País” reportou, em Novembro do ano passado, um caso de uma cidadã que acusava as profissionais de saúde do Hospital Provincial da Matola de terem cobrado mil Meticais para que a ajudassem no parto. E porque não tinha o referido valor, a mulher não teve a devida assistência, acabando por perder o bebé. O Hospital Provincial da Matola negou, na altura, que tal tenha acontecido, tendo prometido investigar.

Esta quinta-feira, o Gabinete de Combate à Corrupção de Maputo emitiu uma nota em que diz que as seis enfermeiras foram constituídas arguidas em conexão com o caso.

Na referida nota, confirma que uma enfermeira cobrou mil Meticais à gestante com a promessa de lhe proporcionar melhor atendimento durante o parto.

“E por não ter disponibilizado o valor solicitado, a cidadã teria sido mal-atendida. Pelo facto, foi a referida funcionária acusada de crime de Corrupção passiva para acto lícito e remetido ao tribunal para os ulteriores termos processuais. Em relação às demais arguidas, o processo foi arquivado por não se ter provado que as mesmas teriam solicitado dinheiro à denunciante”, lê-se no documento.

O gabinete explica ainda que não ficou provado que a recém-nascida perdeu a vida em consequência do mau atendimento na maternidade.

A mesma nota do Gabinete do Combate à Corrupção indica ainda que foram constituídos arguidos 10 cidadãos, entre magistrados do tribunal do Ministério Público, Judicial e oito agentes do Serviço de Investigação Criminal.

Estes teriam ocultado a existência de droga na residência de um cidadão de nacionalidade tanzaniana detido, em Junho de 2021, por tráfico de estupefacientes.

O Governo do Japão doou três milhões de dólares para apoiar o regresso à escola de milhares de crianças moçambicanas afectadas pelo ciclone Freddy em 2023, anunciou hoje a Parceria Global para a Educação.

De acordo com aquela organização, o apoio do Japão vai servir para “ajudar as crianças afectadas pelo ciclone em Moçambique a regressarem à escola e para aumentar a resiliência da educação às alterações climáticas”.

“As alterações climáticas já ameaçam o direito das crianças à educação. À medida que a frequência e a intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos aumentam em todo o mundo, quase mil milhões de raparigas e rapazes vivem em países que correm um risco extremamente elevado dos impactos das alterações climáticas, tais como secas, ciclones e inundações”, recorda a GPE.

O ciclone Freddy, o mais duradouro já registado, atingiu Moçambique duas vezes, entre 24 de Fevereiro e 11 de Março de 2023, afectando 1,2 milhões de pessoas “e perturbando a educação de milhares de crianças” – nomeadamente pela destruição de centenas de salas de aula já precárias, sublinha a organização.

Lurdes Mabunda foi empossada esta quinta-feira, em Maputo, como nova comandante provincial da PRM em Manica. Mabunda substitui Sérgio Faustino Age, que conduziu os destinos da Polícia em Manica de 22 de Abril do ano passado até à data.

Não foram tornadas públicas as razões de exoneração de Hage, mas fontes da Polícia asseguraram que a medida visa imprimir nova dinâmica na corporação.

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) arquivou, por inexistência de crimes, o processo que vinha investigando sobre o suposto concurso fraudulento de 500 milhões de Meticais para o fornecimento de um software de gestão do Conselho Municipal da Cidade da Matola.

Segundo dados na posse do “Notícias”, os magistrados do GCCC não encontraram indícios criminais no concurso público que culminou com a adjudicação, às empresas MCNET & AXIS SOLUTIONS, de 518 503 427,42 Meticais para o fornecimento de um sistema informático de gestão municipal.

Várias organizações da sociedade civil haviam solicitado uma investigação e, consequentemente, a anulação do processo, por julgarem estar ferido de irregularidades. No entanto, seis meses depois, o GCCC concluiu não haver quaisquer indícios da prática de actos criminais, segundo escreve o Notícias.

Assim, o Município da Matola, presidido por Calisto Cossa, tem legitimidade para prosseguir com a execução do projecto “Concepção, Desenvolvimento e Operacionalização de um Sistema Integrado de Gestão Municipal (SIGEM)”, cujo pacote está orçado em 518 503 427,42 Meticais.

Pelo menos sete províncias do país têm cólera e, neste momento, há cerca de nove mil casos já registados pelas autoridades sanitárias. A maior preocupação do sector da saúde é a desinformação em relação à doença.

A cólera continua a preocupar a sociedade e as autoridades sanitárias, sendo que o número de casos disparou nos últimos dias. Aliás, a campanha de vacinação contra a doença decorre em quatro províncias que o Ministério da Saúde entendia serem as mais preocupantes.

“Neste momento, temos cerca de nove mil casos de cólera em todo o país, incluindo a província de Nampula. O sistema de vacinação que se estabelece em Moçambique e a nível global é resultante da falta de vacinas em quantidades suficientes para fazer a vacinação de prevenção. Portanto, o que se faz é uma prevenção de emergência nos locais onde há surto. Nós já vacinámos em Nampula e, desde essa altura, pedimos vacinas para os distritos que tinham cólera, e é onde está a ser feita a vacinação. Para Nampula, nós já as pedimos à entidade competente, para os distritos que actualmente têm cólera.”

Armindo Tiago diz que a desinformação em relação à cólera tem sido um dos maiores obstáculos na prevenção, controlo e combate à doença, numa altura em que esta afecta sete províncias.

“Que nós todos façamos uma comunicação adequada sobre cólera e, neste momento, o maior problema que nós temos é a desinformação. Nós temos províncias com surto de cólera e, em todas essas províncias, estamos a fazer o tratamento. Nós temos cólera em Niassa, em Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala e Manica. Manica é uma província que declarou cólera, mas, neste momento, há mais de duas semanas não tem casos novos. Mas o critério para nós declararmos o fim de cólera é que a província tem de ter pelo menos trinta dias sem casos novos.”

Ainda no capítulo da desinformação, o sector da saúde distancia-se das informações propaladas, que dão indicação da existência de uma nova variante da COVID-19 no país.

“Nas redes sociais, existem dois tipos de mensagens, uma mensagem que fala de uma variante XX. Esta informação é de 2022, só estão a recircular numa perspectiva de desinformação. Eu só vou falar de informações correctas e não falo de desinformação. A segunda informação que está a circular é o aumento de gripe no país. Em relação a síndromes gripais, queremos dizer que toda a informação correcta consta do nosso comunicado que nós publicamos ontem e, em relação à matéria, devemos dizer como está no comunicado que entre Janeiro e Março este país observa de forma cíclica um aumento do número de casos de gripe. Apesar de nós termos um aumento da taxa de positividade de 12 para 20% na última semana de Dezembro. O que diz o comunicado é que nós ainda não começámos a observar aumento de casos de gripe nas unidades sanitárias. Entretanto, como o pico ainda está por vir, este aumento vai acontecer”, explicou Armindo Tiago.

O ministro da Saúde falava na manhã desta quinta-feira na Cidade de Maputo depois de entregar material ortopédico e de traumatologia ao Hospital Central de Maputo e a outras unidades sanitárias de referência no país.

O Ministério da Saúde (MISAU) emitiu um alerta ontem sobre a ocorrência de Infecções Respiratórias Agudas (IRA), também conhecidas como síndromes gripais, causadas principalmente por vírus respiratórios, como o da Influenza, o sincicial respiratório e o SARS COV-2.

Em comunicado de imprensa o MISAU refere que em Moçambique estas infecções ocorrem durante todo o ano, com o aumento de casos de Janeiro a Abril, com pico em Março e de Junho a Setembro, com pico em Agosto.

Assim, recomenda-se o reforço de medidas de prevenção de gripes como a etiqueta da tosse, reforço da higiene individual e colectiva, desinfecção ou lavagem regular das mãos e uso de máscaras para os indivíduos com sintomas respiratórios agudos.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura estima que mais de três milhões de moçambicanos vivem actualmente em situação de insegurança alimentar aguda, afectando especialmente a província de Cabo Delgado, no norte.

De acordo com um relatório divulgado hoje pela FAO, consultado pela Lusa, cerca de 2,6 milhões de moçambicanos estavam em situação de insegurança alimentar aguda entre Maio e Setembro e necessitavam “de assistência urgente”. Destes, 126.000 pessoas estavam na fase 4 do índice de Segurança Alimentar Integrada , em situação de emergência, e os restantes 2,5 milhões na fase 3, em situação de crise.

O relatório acrescenta que, para o período de Outubro de 2023 a Março de 2024, cerca de 3,3 milhões de pessoas “enfrentam insegurança alimentar aguda ou superior” em Moçambique, equivalente à fase 3 do IPC, dos quais 220.000 pessoas na fase 4, de emergência.

“Representam 21% da população dos distritos mais afetados pelos choques (climáticos e ataques terroristas) em 2023”, aponta o relatório.

Na província de Cabo Delgado “o número de pessoas que necessitam de alimentação de emergência a assistência continua elevada”. O relatório da FAO refere mesmo que 863.000 pessoas em Cabo Delgado vivem na fase 3 do IPC ou superior – em insegurança alimentar aguda -, equivalente a 32% da população total, no período entre outubro de 2023 a março de 2024, um aumento de 19% face ao período anterior.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE