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O País – A verdade como notícia

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

Municípios formados em proteção social

Os Presidentes dos municípios estão a ser capacitados em Chimoio para reforçar os mecanismos de protecção social face aos choques climáticos. A formação pretende preparar

O Conselho de Ministros realizou, ontem, dia 5 de Dezembro de 2023, a sua 42.ª sessão ordinária e decidiu exonerar Julião Cumbane do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologias (ENPCT). Cumbane deixa o cargo quatro anos depois de ter assumido as funções.

O antigo PCA, Julião Cumbane, é natural da província de Inhambane, é docente da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde lecciona a disciplina de Física Ambiental.

Licenciou-se em Física, na mesma Universidade, em 1994, com uma monografia intitulada “Estudo do Efeito da Temperatura no Redimensionamento das Células Solares” e, mais tarde, fez o mestrado e doutoramento na Universidade de WitWatersrand, na vizinha África do Sul.

Com sede na localidade de Maluana, distrito da Manhiça, província meridional de Maputo, a ENPCT visa essencialmente estabelecer complexos integrados que desenvolvem investigação científica, promovem inovação e geração do conhecimento e do capital humano.

Criado em 2008, o Parque de Ciência e Tecnologia, localizado no Posto Administrativo de Maluana, distrito da Manhiça, passou, em 2014, para a gestão da Empresa Nacional de Parques de Ciência e Tecnologia. Nove anos depois, a gestão da infra-estrutura é feita com dificuldades financeiras, sobretudo no que diz respeito à materialização dos projectos.

“A situação real do Parque é que ainda é uma empresa dependente das subvenções do Estado para crescer. O que nós fizemos foi criar a empresa Parque de Ciências e Tecnologia e não fomos continuando a fazer os investimentos que se requerem, para que a empresa pudesse ficar sustentável a breve trecho”, disse em Agosto último à Imprensa, Julião Cumbane.

Segundo o antigo gestor da instituição pública, que falava à margem de uma visita do Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, são necessários cerca de 30 milhões de Meticais para que a empresa execute quatro projectos que tem em “manga”.

Ainda assim, Julião Cumbane garantiu que “esses investimentos estão a ser feitos agora e a empresa está gradualmente a sair da zona vermelha. Em 2017, a empresa estava a registar um prejuízo acumulado de 31 milhões de Meticais, mas as previsões apontam que ainda no ano em curso a empresa vai sair da linha vermelha”.

Criado para ser um modelo nacional e mundial de pesquisa em tecnologia e ciências, o Parque tem capacidade de realizar formações em segurança cibernética e digitalizar documentos e dados. O que é de grande importância, numa altura que muitas empresas públicas recorrem a países estrangeiros para realizar esse processo, gastando recursos que podiam investir noutra área, de acordo com a mesma fonte.

 

CUMBANE SAI DEPOIS DE PROPOR VOTAÇÃO ELECTRÓNICA NO PAÍS

Em Outubro último, Julião Cumbane propôs que o país adoptasse um sistema de urnas electrónicas como forma de evitar tensão pós-eleitoral.
“Vamos lá sair do barulho de supostos ‘roubos de vitórias’ eleitorais. A urna electrónica é uma solução tecnológica para sairmos do barulho. Não precisamos de inventar a roda, é só adaptar a já inventada às condições do nosso terreno”, diz Cumbane em sua página oficial do Facebook.

“Temos condições (conhecimento, pessoas talentosas e instituições competentes) em Moçambique para conceber e desenvolver um sistema de votação electrónica que respeita as especificações da nossa legislação eleitoral”, acrescentou.

Disse tratar-se de um sistema que comporta todas as características que assegurem eleições justas, livres e transparentes.

“O recurso à tecnologia digital pode tornar os processos eleitorais mais livres, justos, transparentes, seguros e credíveis. Encomendemos uma solução eleitoral digital agora, para evitar barulho nos próximos pleitos”, insistiu.

“O Centro de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Empresa Nacional de Parques de Ciência, no Parque de Ciência e Tecnologia de Maluana, reúne as condições necessárias para concepção e desenvolvimento da urna electrónica em Moçambique, bastando que uma decisão política seja tomada e o investimento necessário alocado para isso acontecer”, concluiu.

Cumbane exprimiu o posicionamento após a divulgação dos resultados intermédios das eleições autárquicas do passado dia 11 nas 65 autarquias de Moçambique, um processo que  levantou posições divergentes.

Na sessão de ontem, o Governo apreciou e aprovou a Proposta de Lei que Estabelece os Princípios e Normas Gerais do Ordenamento Jurídico Tributário Moçambicano Aplicável a todos os Tributos Nacionais e Autárquicos e revoga a Lei n.º 2/2006, de 22 de Março, a submeter à Assembleia da República. Ao mesmo tempo, aprovou a proposta de lei que visa actualizar e ajustar a Lei n.º 2/2006 às mudanças que se verificam nos diferentes sectores económicos e sociais, simplificar procedimentos e alargar a base tributária.

Ainda nesta sessão, o Conselho de Ministros apreciou as informações sobre a situação epidemiológica da cólera e as medidas de prevenção e controlo, para além do Programa Emprega, que está sob implementação da Secretaria do Estado da Juventude e Emprego (SEJE).

A Cidade de Maputo registou mais de 1400 casos de violência doméstica de Janeiro a Setembro deste ano, contra 345 em igual período do ano passado. A PRM lançou, esta segunda-feira, uma campanha de neutralização de todos os foragidos indiciados nos casos.

Os casos de violência doméstica têm sido recorrentes nos distritos municipais de KaMpfumu, KaMavota e Nhamankulu, na Cidade de Maputo, e as principais vítimas são mulheres e crianças.

O Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência está a registar com preocupação o aumento de denúncias destes casos.
“Os dados de Janeiro até ao mês de Setembro apontam que o Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência registou 1408 casos, contra 345 em igual período do ano passado”, disse Ana Maria Langa, chefe do Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência, no comando da PRM, na Cidade de Maputo.

E porque nem todos os casos de violência doméstica chegaram às autoridades e outros ainda não foram esclarecidos, a PRM pretende, durante três dias, intensificar acções de busca e captura de todos os foragidos que estão envolvidos nos casos.

“Esta operação visa recolher os foragidos que cometeram crimes contra a mulher e a rapariga, que são os que mais sofrem a violência doméstica e a violência baseada no género”.

Ana Maria Langa lembra que os casos de violência contra homens devem também ser denunciados.

“O homem está livre de se aproximar à secção de atendimento para denunciar os casos. Antes, havia uma pequena confusão. O nome era Departamento de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas de Violência, mas passou a denominar-se Departamento de Atendimento à Família e Menor, por isso, todos estão livres de se aproximar”.

O lançamento da operação Basadi enquadra-se na campanha de 16 dias de activismo sobre Violência praticada contra mulheres e raparigas, que culmina com a celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a 10 de Dezembro.

Os condenados a dois anos de prisão convertidos em multa exerciam, na altura dos factos, os cargos de director do STAE em Ribáuè, na província de Nampula, supervisor de um posto de recenseamento e digitador de um posto de recenseamento. Combinaram ir inscrever eleitores ilicitamente, entre as 19 e as 21 horas.

A juíza Edna Pais, do Tribunal Distrital de Ribáuè, na província de Nampula, disse, na sentença, que ficou provado que os três cidadãos condenados pelo crime de produção ilícita de material de recenseamento eleitoral decidiram, no dia 06 de Maio de 2023, deslocar dois mobiles e duas impressoras do posto de recenseamento da Escola Primária Completa (EPC) de Ribáuè-Sede e da Escola Primária de Quithele, para introduzirem ilicitamente eleitores.

O material de recenseamento eleitoral foi deslocado com os objectivos legais para a casa do primeiro-secretário da Frelimo do Comité do Posto Administrativo de Iapala, Arlindo Pilote, onde entre as 19 e as 21 horas estavam a ser inscritas irregularmente pessoas no recenseamento eleitoral. Estranhamente, o proprietário da residência onde aconteceu a fraude não foi arrolado nos condenados.

Consta dos Autos que Mazário Viera, supervisor num posto de recenseamento, e António João, digitador num posto de recenseamento, foram reportando avarias, entre as 8 e as 16 horas do referido dia nos postos de recenseamento em que estavam afectos para em seguida informarem que deviam levar os mobiles e as impressoras para o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de Ribáuè com o alegado de objectivo de reparar os equipamentos. Todo o trabalho foi feito em coordenação com o então director do STAE em Ribáuè, Charles Amade.

Os condenados só pararam de produzir os cartões de eleitor quando foram denunciados, através de filmagens feitas por um cidadão no local dos factos. Todos os que estavam na casa do primeiro-secretário da Frelimo de Comité do Posto Administrativo de Iapala abandonaram o local em fuga. O trabalho ilícito foi paralisado às 21 horas devido à denúncia, o que mostra que poderia ter continuado pela noite e madrugada a dentro.

Não havendo mais nada, o denunciante, acompanhado de três agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) dirigiu-se ao Posto Policial de Iapala para os devidos autos de denúncia e trâmites legais.

Antes de serem julgados, os condenados colocaram os seus lugares à disposição, no dia sete de Maio de 2023, dois dias depois do facto ilícito, o que foi aceite pelo director do STAE da província de Nampula.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Adamugi Talapa, exortou os trabalhadores inscritos no sistema de segurança social obrigatório, gerido pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), a todos os níveis, a fazerem o acompanhamento directo da sua situação contributiva no sistema, como forma de garantir que a sua empresa ou entidade patronal esteja a honrar com o seu compromisso social.

Falando na reunião nacional sobre a gestão da dívida de contribuições e averiguações, que decorreu semana finda na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, a titular da pasta do Trabalho e Segurança Social explicou como essa colaboração pode ser efectivada por parte dos trabalhadores (beneficiários), apontando a plataforma electrónica criada pelo INSS, designada M-Contribuição (minha contribuição, meu benefício), como sendo a via mais fácil e sem custos operacionais para quem a usa para obter informação do seu interesse, como é o caso de consulta se a sua empresa entregou o desconto feito no seu salário à segurança social ou não.

De acordo com a ministra, a plataforma M-Contribuição é eficaz, rápida e instantânea para a obtenção de informações ou serviços, porque o beneficiário ou o contribuinte pode, através do seu número de inscrição e a respectiva senha, entrar directamente no sistema, onde quer que esteja, e verificar se o que está a ser descontado pela sua empresa ou entidade empregadora está a ser canalizado ao INSS ou se os meses canalizados correspondem ao descontado. Tal controlo, individual ou colectivo, pode ajudar, sobremaneira, na redução da dívida das empresas à segurança social e tirar os trabalhadores abrangidos do perigo social.

A reunião de Pemba, organizada conjuntamente pela Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) e o INSS, em que estiveram cerca de 60 participantes, tinha como objectivo a harmonização dos métodos de cobrança da dívida e reflectir a sua gestão. Razão pela qual o encontro juntou técnicos afectos às áreas específicas do INSS e da IGT, como são os casos de auditores, inspectores, juristas, entre outros, provenientes de todas as delegações provinciais do INSS e da IGT, bem como dos serviços centrais.

A pertinência do encontro obrigou os organizadores a agendarem matérias sobre o dia-a-dia da gestão da dívida do INSS, nomeadamente a “uniformização de procedimentos de recolha de informação no SISSMO; a massificação do mecanismo de execução judicial e reclamação de créditos no processo de cobrança da dívida de contribuições; estratégias de maximização de resultados na cobrança de dívida do INSS, entre outros.

Tendo em conta que o objectivo da reunião conjunta era a padronização da actuação dos sectores de auditoria e contencioso do INSS e da IGT, a nível nacional, os participantes passaram em revista os procedimentos vigentes e partilharam a experiência de algumas delegações provinciais, no que concerne à cobrança de dívida de contribuições e do processo de averiguações, nomeadamente Sofala, Inhambane, Niassa e Gaza.

A ministra Margarida Talapa disse, a propósito, que a preocupação do seu pelouro é ver a situação das dívidas das empresas para com a segurança social, resultantes da não canalização dos descontos salariais aos trabalhadores, regularizada, de forma a evitar o sofrimento destes e dos seus dependentes.

Ainda de acordo com a governante, tal falta de canalização de contribuições ao INSS “traz consigo consequências negativas, principalmente para os milhares de trabalhadores e suas famílias que se vêem privados de se beneficiar do direito à segurança social, direito este que está consagrado na Constituição da República de Moçambique, a Lei Mãe”.

Talapa esclareceu que apesar da obrigação legal de se canalizar as contribuições ao sistema de segurança social, constata-se, com muita preocupação, a existência de empresas que ainda se furtam a este dever, embora descontem 3%, mensalmente, nas remunerações dos seus trabalhadores, acto que é condenável e que constitui crime nos termos da lei.

E, prosseguiu, é lamentável que ainda haja entidades empregadoras que, quando interpeladas pelas brigadas inspectivas, se têm mostrado surpreendidas com a informação de dívida de contribuições ao sistema de segurança social, alegadamente porque a tarefa de canalizar as contribuições se encontra sob escopo de terciarização aos contabilistas, a quem se dá a responsabilidade de pagar as contribuições à segurança social, o que não chega a efectivar-se.

Quanto a esta alegação, a ministra do Trabalho e Segurança Social disse que não é aceitável que se atire a responsabilidade a terceiros no processo de pagamento de contribuições, lembrando às entidades empregadoras, patronais e a todos os parceiros sociais que a relação contributiva é entre as entidades empregadoras e o INSS. E não entre o INSS e os referidos contabilistas. Daí que não se deve atirar a responsabilidade a terceiros no processo de pagamento de contribuições.

Para elucidar o quão é preocupante a situação da dívida de contribuições ao INSS, Margarida Talapa disse que, à entrada do ano em curso, havia, em todo o país, um registo de 77 035 contribuintes devedores no sistema, com um valor total em dívida de 4334 213 806,15 Meticais. E, como resultado de um trabalho de cobrança da dívida, foram recuperados, até ao terceiro trimestre de 2023, um total de 1141 520 187,98 Meticais, sendo 49 704 651,92 Meticais através da cobrança judicial e 1091 815 536,06 Meticais por via de cobrança extra-judicial.

Face a esta realidade, a ministra recomendou às duas instituições para privilegiarem a parceria com os órgãos de administração da justiça na cobrança da dívida, nomeadamente a PGR, SERNIC, Tribunais e o Juízo Privativo de Execuções Fiscais, ao mesmo tempo que sublinhou a importância da instrução correcta de processos, bem como da sua celeridade nos julgamentos dos contribuintes infractores. Antes de terminar, exortou os empregadores e entidades patronais, através da confederação das Associações Económicas (CTA), a continuarem a consciencializar os seus associados sobre a necessidade de se cumprir a lei, no âmbito dos descontos que realizam nos salários dos seus trabalhadores, canalizando ao sistema, regularmente, para este assistir os legítimos beneficiários.

Uma mulher está detida, em Moatize, na província de Tete, acusada de tentar raptar três menores de idade.  A indiciada terá cobrado 150 mil meticias para o resgate de cada uma das vítimas para pagar uma dívida. 

O caso deu-se na última sexta-feira, quando uma cidadã de 30 anos de idade convenceu três adolescentes com idades que variam entre 14 e 15 anos, a se juntarem a um suposto negócio de revenda de perfumes. 

Mas na verdade, a ideia era raptá-las e pedir resgate para pagar dívidas, segundo fez saber o porta-voz do comando provincial da Polícia, em Moatize. 

“Quando as três menores chegaram a casa da cidadã, a indiciada anunciou a situação de captura em que as mesmas se encontravam e as manteve durante um período de cerca de 10 horas contra a sua vontade, e no período nocturno quando pretendia transferí-las para um outro local, chegados um posto de abastecimento de combustível as menores acabaram por fugir”. 

Para o resgate das vítimas, a indiciada terá cobrado aos familiares o valor de 150 mil meticais, por cada menor. 

Uma das vítimas relatou como tudo aconteceu. “Encontramos uma senhora que nos interceptou e disse que estava à procura de pessoas para fazerem encomendas de perfumes, nós aceitamos mas dissemos que primeiro precisamos consultar os nossos pais. Depois demos o nosso contacto à senhora,  e quando eram 13 horas chamou-nos a sua casa. Quando lá chegamos, ela trancou-nos e ligou para os nossos pais, depois disse que os nossos pais não estavam a colaborar, por isso ela ia nos entregar quando fossem 20 horas”, contou a vítima. 

Entretanto, em poucas palavras, a indiciada negou o seu envolvimento no caso, “eu não fiz nada, não levei as meninas ”.

A PRM em Moatize deteve também um indivíduo de 21 anos de idade por porte ilegal de uma arma de fogo que era usada em assaltos à residências. 

Quatro pessoas morreram e outras duas ficaram feridas com gravidade em Sofala, vítimas de descargas atmosféricas causadas pelo mau tempo caracterizado por ventos fortes e chuvas.

Um vendaval atingiu, nas noites de quinta e sexta-feira, a província de Sofala, tendo  sido caracterizado por ventos fortes, que atingiram 41 quilómetros por hora, chuvas e descargas atmosféricas.

De acordo com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD), as referidas descargas atmosféricas mataram quatro pessoas, entre elas uma criança, e feriram outras duas. As vítimas mortais foram registadas no distrito de Nhamatanda.

“Das vítimas, duas pessoas pertenciam à mesma família e outras duas eram de uma outra família”, explicou Aristides Armando, delegado do Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD) na província de Sofala.

Os outros dois feridos foram registados nos distritos de Gorongosa e Marínguè, sendo que as vítimas  já receberam alta hospitalar.
No ano passado, foram registadas 25 vítimas mortais, segundo contou Aristides Armando.

“Este é um assunto preocupante ao nível da província de Sofala. Zonas que não eram propensas a este fenómeno começam, infelizmente, a sofrer o impacto”, manifestou a sua preocupação o Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais.

O delegado do INGD apela às populações para observarem as medidas de precaução para se evitar luto nas famílias. “Quando estamos numa situação de mau tempo, não devemos ficar debaixo das árvores. Devemos evitar estar em espaços abertos, porque os raios atingem os objectos mais altos. Temos de evitar também estar perto das janelas e portas. Devemos desligar os nossos electrodomésticos. Quando estivermos, por exemplo, numa zona coberta, onde haja descargas atmosféricas, o melhor que se tem a fazer é agachar-se, colocando as mãos na cabeça, isto para permitir que o nível dos raios não nos possa atingir”, aconselhou.

O mau tempo, além de causar vítimas humanas, destruiu, no distrito de Marínguè, duas escolas e seus respectivos blocos administrativos.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) garante que não haverá escassez de transporte interprovincial de passageiros durante a quadra festiva e promete combate cerrado à especulação de preços.

Com o aproximar da quadra festiva, começa a intensificar-se a procura pelo transporte de passageiros para diversos destinos e, muitas das vezes, o transporte escasseia. Castigo Nhamana, presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários, assegura que os transportadores estão mobilizados para colocar as suas viaturas ao serviço dos passageiros.

“Não vou avançar números, mas garanto que não haverá falta de transporte. É verdade que na quadra festiva o maior movimento é de Maputo para as zonas Centro e Norte do país e, nos primeiros dias de Janeiro, o movimento é no sentido contrário, mas estamos preparados para isso. Não haverá falta de transporte”.

A FEMATRO diz que não haverá alteração das tarifas de transporte e garante que não vai permitir especulação de preços.

“O reajuste da tarifa é feito quando se justifica, e nós negociamos com o Ministério dos Transportes e Comunicações e distribui-se tabela e data em que entra em vigor. Neste momento, estamos a aproveitar esta ocasião para alertar os nossos transportados – a maior parte dos quais trabalha nos países vizinhos, e a esta altura do ano eles voltam para se juntar às suas famílias para passarem o Natal e a festa do fim do ano – de que não há nenhuma mexida na tarifa de transporte, e nós estaremos lá para controlar. Vamos disponibilizar os nossos contactos para fazerem as respectivas denúncias. Vamos controlar o movimento nas fronteiras de Ressano Garcia e Ponta de Ouro”.

Nesta quadra festiva, espera-se também que parte dos 17 mil mineiros que trabalham na África do Sul regressem ao país, e estes vão demandar o serviço de transporte.

Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas quer que haja aumento da produção e produtividade pesqueira na Província de Maputo. Para tal, pescadores e aquacultores, vítimas das inundações, receberam  kits de trabalho.

Os beneficiários são pessoas que perderam quase tudo durante as cheias havidas em Fevereiro deste ano, na Província de Maputo.
A pesca e a aquacultura, actividades de sobrevivência, também não escaparam da fúria das águas, que só no distrito de Boane causaram danos materiais avultados, segundo fez saber a administradora Guilhermina Kumalulu.

“A áreas da pesca e aquacultura foram severamente afectadas pelas inundações. Meios de trabalho e infra-estruturas foram destruídos, com destaque para dois centros comunitários de pesca e 31 tanques piscícolas, e foram dadas por desaparecidas 91 embarcações”, disse.
Sem meios de trabalho durante cerca de 10 meses, os dias não foram fáceis para os pescadores daquele ponto de país, segundo relataram à nossa equipa de reportagem.

A preocupação chegou ao Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, que pretende reverter o cenário.
Entre redes de pesca, gaiolas para captura de mariscos e ração, os pescadores passam, a partir desta segunda-feira, a ter novos meios de trabalho.
“Nós vamos entregar, no total, de 941 redes de emalhar, 600 gaiolas para a captura de lagostim, um palangre e 10 gangos. Para a aquacultura, entregamos 93 mil alevinos, 10,7 toneladas de ração e estamos a reabilitar 95 tanques”, disse a ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca, Lídia Cardoso.

Segundo a governante, pretende-se, com a entrega dos meios, aumentar a produção pesqueira.

“Ao entregarmos estes insumos, fazemo-lo, não somente para as famílias afectadas garantirem o seu sustento e a sua segurança alimentar e nutricional, como também para contribuírem na recuperação dos níveis de produção nacional, que podem estar comprometidos, tendo em conta as previsões iniciais. Aliás, porque queremos reduzir a quebra na produção e, consequentemente, na cadeia de valor da pesca, trabalhamos no sentido de garantir que estes insumos, que são um grande incentivo à produção, cheguem a cada zona afectada e imediatamente produzam o que deles se espera”.

Já os beneficiários esperam restaurar a actividade.

“O que nos ofereceram hoje deixa-nos muito felizes. Agradecemos bastante. Iremos conseguir revitalizar a nossa actividade, pois tivemos muitas perdas”, disse Rosália Mondlane, uma das beneficiárias.
Os meios de pesca e aquacultura são direccionados a todos os distritos da Província de Maputo.

A Província de Maputo registou redução de mortes por acidentes de viação. De Janeiro a Setembro deste ano, de acordo com dados oficiais, o número de óbitos reduziu 64%, quando comparado com igual período do ano passado.

A informação foi partilhada hoje, na segunda reunião de reflexão sobre abordagem local aos desafios da segurança rodoviária, que junta académicos, juristas e governantes.

O director provincial dos Transportes e Comunicações, Paulo Cossa, disse, na sua intervenção, que o aumento de postos de controlo permanente na Estrada Nacional Número Um, passando de quatro para sete, garantiu mais segurança rodoviária. O dirigente afirmou, ainda, que a reintrodução do teste de álcool contribuiu para a diminuição de acidentes de viação e, consequentemente, do número de mortes nas estradas.

O evento  decorre em Manhiça, um distrito da Província de Maputo que no passado registou acidentes sangrentos e mortíferos. O governador provincial, Júlio Parruque, destaca que, de Janeiro a Setembro, houve registo de 92 acidentes de viação, contra 195 ocorridos em igual período do ano passado. Quanto às mortes, houve registo de 99 óbitos contra 203. Ainda assim, o dirigente apela para que haja mais sensibilização e controlo, para evitar a perda de vidas humanas nas estradas.

A Polícia de Trânsito aponta prováveis causas dos acidentes, destacando o consumo de álcool durante a condução, a condução sob fadiga, a ultrapassagem irregular e a inobservância das regras elementares de trânsito.

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