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O País – A verdade como notícia

A Tempestade Tropical moderada baptizada com o nome de “CANDICE,  localizada a nordeste da Ilha de Madagáscar, na bacia do sudoeste do oceano Índico, poderá evoluir para Tempestade Tropical Severa nas próximas horas, próximo a costa leste de Madagáscar.

Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia avisa que na mesma bacia do sudoeste do Índico, existe outro sistema meteorológico denominado “ANGGRIK”, que se formou na região da Austrália e se encontra no estágio de ciclone tropical intenso. 

Contudo, os dois sistemas não constituem perigo para o canal de Moçambique, bem como a parte continental do nosso país.

O INAM diz estar a monitorar a evolução destes sistemas.

Um consórcio tripartido vai iniciar, nos próximos dias, a instalação de empreendimentos turísticos no Parque Ecológico de Malhazine, antigo Paiol, na Cidade de Maputo.

O consórcio é constituído pelo Ministério da Terra e Ambiente, Conselho Municipal e estâncias hoteleiras de Maputo.

O anúncio foi feito, esta quinta-feira, na reunião de validação do plano de operacionalização do Parque Ecológico de Malhazine.

Para a operacionalização da iniciativa, são necessários pouco mais de 10 milhões de dólares.

Para marcar o início das actividades, serão colocados letreiros, abertura de vias internas e fixação de uma força para o controle dos cerca de 480 hectares que delimitam a área, explica o Ministério da Terra e Ambiente.

O Parque Ecológico de Malhazine foi criado após a extinção do Paiol de Malhazine, em 2012, para dar lugar a melhor qualidade de vida dos citadinos de Maputo, através da preservação do potencial paisagístico e turístico.

O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, inaugura, hoje, o silo auto do Mercado Central.

A infra-estrutura tem três pisos e capacidade de estacionamento para 440 viaturas, além de albergar mais de 300 bancas  e nove lojas, de acordo com uma nota de imprensa da edilidade.

A cerimónia de inauguração contará com a presença dos ministros dos Transporte e Comunicações e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, vereadores e directores municipais.

A Lei de Pescas proíbe a importação, a comercialização e a utilização de redes de pesca de arrasto com malhagem abaixo dos 50mm, como medida para evitar a captura de espécies marinhas ainda em fase de crescimento.

Ainda assim, há comerciantes e pescadores que driblam as autoridades e usam as referidas redes.

Trata-se de importadores de material de pesca que, para driblar as autoridades, colocam no mesmo contentor o tipo de redes permitidas em lugares acessíveis à fiscalização e no fundo mesmo, colocam sem declarar, redes com menos de 50 milímetros importadas de países como a Índia.

As redes são importadas ilegalmente e, no ano passado, as autoridades apreenderam mais de 500 mil metros de rede de pesca, com menos de 50mm de malha que estavam empilhadas em 50 fardos de 100 peças, sendo que cada uma delas tem 100 metros de comprimento.

Face a recorrentes casos de uso deste tipo de redes, o director da Divisão de Pescas no INAMAR alerta que, se um pescador for flagrado com material nocivo à pesca, este poderá pagar multas elevadas e ainda corre o risco de cumprir uma pena de prisão que vai de dois a oitos anos, dependendo da gravidade da infracção.

O pescador tem a obrigação de indicar o vendedor daquele material e ao vendedor, como medida punitiva, podem ser aplicadas multas que vão até 80 salários mínimos da Função Pública.

Nos primeiros 20 dias do presente ano, um pescador já foi encontrado em Inhambane a pescar com este tipo de redes proibidas.

O Governo nega-se a dizer se as câmeras de segurança, instaladas em Maputo, funcionam ou não, justificando tratar-se de questões operativas. O Executivo não fala também sobre a unidade anti-rapto prometida em 2021 e que ainda não existe.

O rapto do empresário proprietário dos Armazéns Atlântico ocorreu diante de muitas câmaras de segurança privada.

Consumado o crime, os raptores seguiram com a vítima na sua viatura pela Avenida Ho Chi Min. No percurso que fizeram até atravessar a Guerra Popular e alcançar a Filipe Samuel Magaia, não há câmaras de segurança instaladas na via pública pelo Governo. Mas há, nestas avenidas, forte presença policial que, no dia do rapto, não reagiu.

Depois de raptar o empresário, numa numa acção que durou quase três minutos, os raptores seguiram viagem num percurso de 700 metros até chegar à Avenida Filipe Samuel Magaia.

Estima-se que os supostos criminosos tenham feito esta viagem em três minutos e, neste período, não se viu a reacção da Polícia.

“Onde é que está o funcionamento do mecanismo de alerta? Os agentes deviam ligar uns para os outros a comunicarem-se sobre qualquer coisa suspeita. Mas, nos pontos estratégicos, onde estão essas brigadas, o que estão a fazer para reagirem a este mal? Como é que funciona este canal de comunicação? Isto tudo pode estar a falhar”, concluiu o criminalista Paulo de Sousa.

E fundamenta o seu posicionamento: “Não faz sentido os raptores passearem pela cidade com uma viatura identificada trocarem viatura sem que haja o seguimento”.

Porque não houve seguimento, os raptores tiveram, ainda, tempo de parar na Avenida Filipe Samuel Magaia para trocar de viatura.

“O País” sabe, também, que os supostos criminosos teriam mudado de roupa no mesmo local. Tudo isto aconteceu perante as câmaras de videovigilância instaladas pelo Ministério do Interior.

Esta ousadia dos raptores, segundo o criminalista, só tem uma explicação. “Estes indivíduos, provavelmente, tenham feito um estudo do funcionamento das câmaras de vigilância, da reacção da Polícia pelas avenidas por onde passaram. Eles não vão fazer este trajecto sem ter um estudo anterior. Os mecanismos de resposta a isto é que devem ser eficazes”, observou Paulo de Sousa.

As câmaras na via pública foram instaladas pelo Ministério do Interior em 2016, para ajudar a esclarecer vários tipos de crimes, incluindo os raptos.

Confrontámos o Governo sobre o funcionamento das câmaras na via pública e a resposta foi a seguinte: “Eu não lhe respondo a estas questões de forma directa. As câmaras foram colocadas onde estão por alguma razão. Não posso mencionar nesta conferência questões de natureza operativa, porque estaríamos a desvirtuar o papel que tem sido levado a cabo pelas nossas autoridades policiais e judiciais. Por isso, prefiro que esperemos que, como Governo, entendamos que temos material para partilhar sobre estas questões e aí vamos globalizar as respostas para satisfazer a questão que me coloca”, argumentou Filimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros .

UNIDADE ANTI RAPTO “EM BANHO-MARIA”

Outra questão colocada ao Governo, e que também não foi satisfeita, está relacionada à existência e acção da unidade anti-rapto. “Falar de raptos na Cidade de Maputo e não só, falar da unidade anti-raptos, são questões do dia-a-dia. Não as abordamos apenas hoje. Essas são matérias que fazem parte do nosso sumário diário. São preocupações do Governo. São matérias sobre as quais temos estado a trabalhar dia, tarde e noite e auguramos que tenhamos soluções para todas essas situações”, acrescentou o porta-voz do Conselho de Ministros.

A solução para os raptos, entende o criminalista Paulo de Sousa, passa por capacitar os agentes das Forças de Defesa e Segurança.

“Se nós não nos actualizarmos, não colocarmos indivíduos formados para reagir a este tipo específico de crime, vamos sempre ter crime sem solução e sem descobrimento dos autores. Então, será um conjunto de crimes contra desconhecidos e sem a identificação dos criminosos”, afirmou Paulo de Sousa.

Em Novembro de 2021, o Comandante-Geral da Polícia anunciou o início da formação de forças especiais da PRM para combater crimes de rapto, cuja duração seria de seis meses. Ora, passam-se mais de dois anos e nunca se viu nenhuma unidade anti-rapto e muito menos a sua intervenção no esclarecimento deste tipo legal de crime.

A formação de forças especiais para combater os raptos, e não só, iria decorrer no distrito de Manhiça, Província de Maputo.

“A ferramenta é do Estado moçambicano e é para servir, exclusivamente, aos moçambicanos honestos e não aqueles que pensam que têm de continuar a raptar para extorquir o cidadão e fazer fugir os investidores”, exortou o Comandante-Geral da PRM, Bernardino Rafael, aquando do lançamento da formação.

Pouco depois de dois anos, a força anti-rapto, que contaria com formadores moçambicanos e ruandeses, ainda não existe e, em Maio do ano passado, confrontámos a ex-ministra do Interior, Arsénia Massingue, que explicou o porquê.

“Ao nível interno, não encontrámos essa capacidade de formar as forças. Estamos a trabalhar com parceiros externos para podermos a formação, com muita rapidez, desta brigada para agilizarmos a prevenção e combate a este tipo legal de crime”, justificou, em Maio de 2023, a ex-ministra do Interior, Arsénia Massingue.

Enquanto a brigada anti-rapto continua inexistente por conta da incapacidade interna para a formação desta força, os crimes de rapto vão-se intensificando, minando o ambiente de negócios, sobretudo na capital do país.

Em Dezembro passado, o jornal O País noticiou que cerca de 400 vendedores do Mercado de Verduras, na cidade de Tete, tinham abandonado as suas bancas para venderem alimentos no chão no interior de um outro mercado, o de Canongola, alegando falta de clientes. Um mês depois, os vendedores voltaram às bancas, mas dizem que a decisão está a criar-lhes prejuízos e acusam o Conselho Municipal de ditadura.

A nossa luta é por falta de movimento, por isso gostaríamos de voltar para o interior do Mercado Canongola, disse uma vendedeira de tomate.
Uma outra vendedeira disse que, com o seu regresso ao mercado, o negócio está a criar-lhe prejuízos e acusa o edil de ditador.

Por seu turno, a edilidade diz que a volta dos vendedores ao mercado se deve à sensibilização e assegura que a autarquia vai continuar a trabalhar para dar comodidade aos vendedores e compradores a nível dos mercados informais.

Depois do abandono dos vendedores do mercado para si providenciado, foi criada uma equipa para os sensibilizar sobre a importância de estarem no interior do mercado.

Amiel dos Santos, porta-voz do Município de Tete, acrescentou que já decorre, no mesmo mercado, o levantamento das bancas danificadas para a sua reposição.

Apesar de quase todos os vendedores que haviam abandonado o Mercado de Verduras terem regressado ao local, a maior parte expõe produtos no chão por entender que não existem bancas suficientes para todos.

Outro aspecto que chamou a atenção da nossa equipa de reportagem é que a carne vendida no local está mal conservada, o que pode representar riscos à saúde.

Foi na madrugada de 01 de Agosto de 2023 que se deu o incêndio de grandes proporções no Mercado Central de Quelimane, tendo atingido e consumido 500 barracas, para a desgraça de cerca de 2500 famílias. Três meses depois, comerciantes falam de lentidão na reconstrução da infra-estrutura.

A 16 do mesmo mês de Agosto, o edil Manuel de Araújo lançou a primeira pedra para o processo de reconstrução do referido mercado. Um evento que ocorreu duas semanas depois, com o objectivo de implantar uma infra-estrutura moderna e que observe padrões que evitem cenários iguais aos do incêndio. O lançamento ocorreu diante de várias entidades, desde Governo central, municípios de outras províncias e um parceiro virado para a construção de mercados modernos adaptados para a segurança das pessoas e conservação de alimentos.

Depois, seguiram os trabalhos, mas a meio gás para aquilo que eram as expectativas dos comerciantes do mercado central. Abrão Mobrica, chefe da Associação dos Comerciantes Informais de Quelimane, perdeu a sua banca e está a vender na estrada ao lado do mercado. Explica que a falta do mercado complica a vida de muitas famílias.

“Os trabalhos estão muito lentos para aquilo que visa acabar com o sofrimento das famílias, pois é preciso que o presidente do Município desça ao mercado, junte-se à empreitada que está a trabalhar de forma muito lenta, pavimente o piso afectado pelo incêndio, pelo menos do lado frontal e nos entregue para nós continuarmos a reconstruir para a retoma das nossas vidas e das nossas famílias”, disse Abrão Mobrica, para quem, ao fazer isso, o edil estaria a mostrar o seu compromisso com os munícipes, sobretudo com aqueles que perderam tudo no incêndio.

“A parte do mercado que não precisa de pavimentação, aí o município devia também entregar os donos para reconstruírem as suas vidas. Os comerciantes estrangeiros que vendiam no mercado, facilitando as nossas vidas com mercadorias, estão a abandonar a cidade por falta de ambiente de negócios, assim não vamos andar para nenhum lado”, lamentou Mobrica.

Santos Moreira, outro comerciante do Mercado Central de Quelimane, diz que o processo de reconstrução está a atrasar, pois, segundo suas palavras, “o Conselho Municipal se comprometeu em pavimentar e depois entregar aos legítimos proprietários. Estamos há seis meses, mas nada acontece, as bancas frontais em construção estão a ser feitas de forma individual e não com o Conselho Municipal”.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, diz que a reconstrução está a avançar e que a edilidade conseguiu cerca de 400 mil dólares para construir de raiz a zona afectada pelo incêndio.

“Nós já assinámos um memorando de entendimento com uma organização que vai transferir, de forma substancial, aqueles fundos para reabilitação. O mercado será o melhor e mais moderno de Moçambique, esse é o nosso desafio”, prometeu o edil de Quelimane.

Enquanto não acontece esta intervenção de culto do mercado propriamente dito,  comerciantes tomam de assalto parte da Avenida 25 de Junho, ao lado do Mercado Central, para desenvolverem as suas actividades.

Dois sargentos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) foram detidos na cidade da Beira, província de Sofala, indiciados de venda e consumo de drogas. Em sua posse, foram encontrados cinco quilogramas de canabis sativa, vulgo soruma, que supostamente acabavam de comprar por cinco mil Meticais.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) alega que os dois oficiais pretendiam vender o estupefaciente no município de Dondo, onde estão afectos.

De acordo com Alfeu Sitoe, porta-voz do SERNIC em Sofala, no dia 17 deste mês, os dois se deslocaram à cidade da Beira com o objectivo de adquirir a droga de origem suazi.

“O produto já estava preparado para a venda. Olhando para as quantidades e o valor usado para adquirir o mesmo, fica claro que o fim era revender a droga. Ora, uma atitude desta, cometida por indivíduos que deviam garantir a segurança da sociedade e coordenar com as demais forças para prevenir o crime, é condenável, e eles serão exemplarmente responsabilizados”, garantiu Sitoe.

Os dois detidos recusaram-se a prestar declarações à imprensa.

O SERNIC adiantou que há, neste momento, diligências para localizar o fornecedor, que, no dia da detenção dos dois oficiais das FDS, mandou alguém para ir ao encontro dos mesmos e, quando se apercebeu da presença da Polícia, fugiu.

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique explica que a aeronave que tinha avariado no Aeroporto de Tete, na terça-feira, já foi reparada e está em circulação. Sobre o cancelamento do voo, a LAM argumenta que foi uma situação inesperada e que cumpriu todos os procedimentos de assistência aos viajantes. Sobre os compromissos perdidos, a firma diz estar disponível a ajudar a justificar.

A aeronave da empresa Linhas Aéreas de Moçambique avariou, na terça-feira, no Aeroporto de Tete, o que culminou com o cancelamento do voo e a desprogramação de compromissos de cerca de 50 passageiros.

A tripulação até tentou, duas vezes, levantar o voo, mas debalde. A avaria não permitiu.

Esta quinta-feira, a chamada companhia de bandeira justificou-se dizendo que foi uma situação inesperada, detectada no momento do embarque.
“O avião é uma máquina. Sendo uma máquina, no acto do embarque, o avião fez o reset, deu a informação de que tinha uma avaria. Foi, realmente, por motivos técnicos. Sendo motivos técnicos, o piloto achou melhor abortar por causa desses motivos técnicos a que me referi. A equipa técnica central teve de ir a Tete para poder verificar a situação da aeronave. Sendo assim, nós seguimos todos os procedimentos inerentes à aviação, acomodámos os passageiros que estavam nesse voo, demos alimentação e fizemos a programação para o dia seguinte”, justificou Alfredo Cossa, do Gabinete de Comunicação da firma.

Bom, todos os procedimentos inerentes à aviação foram seguidos, conforme avança o responsável, até que se conseguisse viajar, mas não foi só uma reprogramação do voo. Houve perda de compromissos. Entre os passageiros, havia, por exemplo, pessoas que viajavam para a Cidade de Maputo para realizarem exames de admissão e que agora se vêem na obrigação de esperar um ano até à próxima oportunidade.

Sobre estes prejuízos, a LAM reitera que a avaria era inesperada e que, quando muito, pode ajudar os que perderam compromissos a justificar o que terá acontecido.

“Realmente, é de lamentar esta situação, mas são situações fora do controlo da própria companhia. É uma avaria, e a avaria não foi uma situação propositada nem premeditada. Foi uma situação técnica que aconteceu naquele momento. Se for a ver, o avião estava no terreno”, argumentou Cossa, e, quando insistimos em questionar sobre a responsabilidade da companhia nestes casos, o que a LAM disse é que “foram situações fora do nosso controlo. [Quanto aos] exames, o que eu acho que a pessoa deve fazer é: se pretenderem alguma justificação na escola, nós estaremos abertos a fazer uma carta a informar que houve este motivo.”

A firma garante que já houve o devido reparo da aeronave e que, neste momento, retomou a normal circulação.

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