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O País – A verdade como notícia

A ligação entre Macomia e Auasse, na  província de Cabo Delgado, está novamente interrompida devido ao desabamento do aqueduto. A intensidade das chuvas que se registaram este sábado estarão por detrás da queda e interrupção do trânsito.   

A Administração Nacional de Estradas confirma a ocorrência e diz estar no terreno para se inteirar sobre as causas e o impacto dos estragos.

O facto ocorre depois de, na última terça-feira, ter sido reposta a transitabilidade no mesmo troço, depois da queda do aqueduto no sábado.

A Universidade Licungo, na cidade de Quelimane, na Zambézia, ainda se ressente dos efeitos causados pelo Ciclone Freddy em Março do ano passado. A Faculdade de Educação e o sector administrativo foram os mais afectados. São necessários cerca de 26 milhões de Meticais para reconstrução.

No terreno, os rastos de destruição deixados pelo “Freddy”, no ano passado, ainda são visíveis.

Luck Injage, porta-voz da Universidade Licungo, fez saber que a vida laboral e estudantil decorre de forma condicionada.
“Por conta disso, todos os dois blocos de campus de Coalane foram afectados, onde funcionam a Faculdade de Educação e o sector administrativo. Na altura, quando fizemos o levantamento, ficámos com todo o primeiro semestre condicionado e, por conta disso, fomos trabalhando a meio gás”, disse Luck Injage, apontando grandes prejuízos nos sectores de laboratório de informática e biblioteca.

Na Zambézia, à semelhança do que aconteceu com outras infra-estruturas públicas, as da Universidade Licungo foram mapeadas, com o objectivo de se fazer intervenção por parte do Governo da província, na base do Fundo de Reabilitação de Emergência pós-ciclone Freddy, mas, até aqui, nem água vai e nem água vem. Aliás, a universidade não recebeu nenhuma comunicação referente aos custos por parte do executivo provincial.

“Está a existir uma demora deste desembolso. Nós, como instituição, fomos encontrando alternativas locais, através de receitas próprias, para intervenções pontuais nas salas de aula e gabinetes da área da Faculdade de Educação. Enquanto isso, a biblioteca, laboratório, o auditório e todo o sector administrativo carecem de intervenção.”

Do levantamento feito para intervenção nas infra-estruturas danificadas na Universidade Licungo, os custos rondavam os 26 milhões de Meticais.

E porque o Governo provincial não está a canalizar os fundos para repor as infraestruturas danificadas, a universidade está a utilizar os parcos recursos de receitas próprias provenientes de pagamentos propinas, para fazer algumas intervenções.
Neste sentido, a reabilitação centra-se nas salas de aula, para permitir o decurso das aulas enquanto se aguardam melhores dias para a conclusão do laboratório, biblioteca e blocos administrativos.

A Universidade Licungo funciona com receitas próprias e está há sensivelmente cinco sem receber investimento. Isto torna difícil a execução de projectos, sobretudo de construção.

Cerca de 38 mil alunos vão iniciar o ano lectivo em salas não apropriadas ao processo de ensino-aprendizagem em Sofala, como resultado dos danos provocados pelas mudanças climáticas naquela região, desde a passagem do ciclone Idai, em 2019.

Em Março de 2019, o ciclone Idai destruiu cerca de 2700 salas de aula em toda a província de Sofala e, destas, já foram reabilitadas 1400, faltando ainda cerca de 1300 salas, o que irá contribuir para que pouco mais de 38 mil alunos iniciem o ano lectivo em salas impróprias.

Há cerca de dois anos, existiam, em Sofala, cerca de 117 mil turmas ao ar livre. A reabilitação das salas danificadas, a ampliação de escolas e a construção de novas salas contribuíram para reduzir significativamente o número de alunos a estudarem em condições impróprias.

O sector da educação lamenta o facto de não poder contratar mais de mil professores, tal como tinha previsto em Sofala, devido a exiguidades financeiras.

Refira-se que o ano lectivo 2024 arranca oficialmente na próxima quarta-feira.

O Sistema Digital de Estacionamento Rotativo, introduzido em 2021 pelo Município de Maputo, continua a gerar menos receitas do que o esperado. De uma média de 250 milhões de meticais estimados por ano, apenas 150 chegam aos cofres da edilidade.

A maior parte das avenidas da Cidade de Maputo estão assim, abrangidas pelo estacionamento rotativo, há placas e separadores que indicam que nesta zona o estacionamento é remunerado.

São dez meticais por hora, sessenta por dia e novecentos e vinte por mês, tudo feito de forma digital.

Mas, nem tudo corre como planeado, segundo o Conselho Municipal de Maputo, dois anos depois, os munícipes estão longe de cumprir com a postura municipal.

Apesar de detectadas as viaturas que não pagam o estacionamento, a empresa municipal de mobilidade ainda enfrenta dificuldades para aplicar as multas.

João Ruas diz que a melhoria da mobilidade depende da mudança do comportamento dos munícipes.

Tudo isso continua uma expectativa, o certo é que o que vai aos cofres do Município é muito menos e se a situação permanecer, a edilidade vai continuar sem dinheiro e os problemas como os buracos nas estradas, vão ser difíceis de sanar. Enquanto isso, a edilidade vai buscando novas soluções com a construção de silos para o estacionamento como este.

O Presidente da República admite que o momento não é dos melhores em Cabo Delgado, pelo facto de os terroristas estarem em movimento. Entretanto, encoraja as Forças de Defesa e Segurança a não permitirem que aquilo que conseguiram conquistar volte às mãos dos terroristas.

Num contexto em que há uma nova onda de ataques terroristas em Cabo Delgado, o Presidente da República orientou uma formatura com alguns membros das Forças de Defesa e Segurança, com destaque para a PRM.
Na interação com as forças, o Chefe de Estado admitiu que a situação na província não está boa devido às movimentações dos grupos terroristas.

“O momento não é dos melhores, não porque o nosso trabalho não está bem, mas porque em todas as guerras, refiro-me agora ao combate ao terrorismo, há momentos altos e momentos baixos, mas também há momentos em que o inimigo se reestrutura, e é o que está a acontecer agora. Estão a movimentar-se muito por Quissanga, Mucojo… o distrito de Macomia está mais movimentado. Vão para Pangane e alguns de vocês têm estado lá ou gerem a partir daqui, do vosso comando”.
Contudo, o Presidente da República entende que os terroristas estão desesperados e que é necessário apertá-los mais para tirá-los do combate.

“Não permitam que aquilo que nós já conseguimos conquistar possa voltar para as mãos dos terroristas. O movimento que estão a fazer é um movimento de desespero. Sabemos como eles estão a actuar e como estão a actuar. Estamos a conjugar esforços para ver se conseguimos apertá-los de novo, para eles não terem tempo de respiração. Depois de terem colocado fora de combate alguma liderança deles, surgiu uma outra. Já sabem, essas coisas… é assim como… Mas, esperamos que, a qualquer momento, vamos colocá-los fora do combate, vocês próprios sabem, a esses… em colaboração com as forças locais”.

Filipe Nyusi disse estar em trânsito na província de Cabo Delgado, após ter estado quinta-feira ao fim do dia em Kigali, onde manteve conversações com o seu homólogo e as forças ruandesas que reforçam as nacionais no norte do país.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, visitou, hoje, a posição da Força de Intervenção Rápida em Metuge, para interagir com todas as Forças de Defesa e Segurança (FDS) destacadas para o Teatro Operacional Norte.

Na sua interacção, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança enalteceu o trabalho realizado pelas FDS em prol da paz, segurança e integridade do país, no combate ao terrorismo.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, “o ânimo das nossas FDS mantém-se resiliente, e, apesar de os terroristas estarem a tentar outras formas de desestabilização, causadas pelo desespero, as nossas FDS estão bem firmes e corajosamente comprometidas com a defesa da pátria e da nossa soberania”.

Um grupo de 100 jovens em condição de pobreza recebeu, esta quinta-feira, igual número de bicicletas em Quelimane. De acordo com os beneficiários, os veículos vão ajudar a impulsionar o sustento das suas famílias.

O processo de selecção de jovens para o recebimento dos meios foi feito através das associações a que estão filiados, designadamente, Associações de Taxistas de Motociclo da Zambézia e da cidade de Quelimane, Atamoz e STAC.

Trata-se de jovens desfavorecidos, sem capacidade de adquirir um meio do género.

Com a oportunidade, os beneficiários vão poder desenvolver a actividade de táxi no âmbito do empreendedorismo. Os jovens pertencem a duas associações: a Atamoz e a STAC, ambas baseadas em Quelimane.

Francisco da Costa, PCE do BCI, que fez a entrega dos meios, fez saber que, com o gesto, o banco pretende mudar a vida de 500 pessoas, já que cada membro, em média, vem de uma família composta por cinco membros.

“Acreditamos que, com os meios, as famílias vão poder dar um salto nas suas vidas. Com as bicicletas, vão poder fazer o transporte diário e, daí, ter dinheiro para sustentar as suas famílias”, disse Da Costa, afirmando que os taxistas podem, assim, gerar riqueza.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, disse que a iniciativa vai contribuir para o bem-estar da cidade e das famílias dos taxistas. De Araújo encoraja mais iniciativas por parte de várias empresas da banca, e não só.

Quatro indivíduos são acusados de assassinar um jovem com albinismo e tentar vender suas ossadas por 15 milhões de Meticais.

No princípio de Novembro do ano passado, cinco  indivíduos, detidos pela Polícia, na cidade da Beira, terão confessado o assassinado de um jovem com albinismo no distrito de Vandúzi, província de Manica, com o objectivo de, posteriormente, vender as ossadas por 15 milhões de Meticais.

Um dos supostos autores do crime contou que aliciaram a vítima, que era amigo de um dos assassinos, com bebidas alcoólicas, e, quando este já estava embriagado, fingiram que queriam acompanhá-lo até à sua residência e, pelo caminho, estrangularam-no.

“Fomos enterrar o corpo num cemitério local. Trinta minutos depois, retornámos ao cemitério, exumámos o corpo e retiramos  os ossos que nos  interessavam, nomeadamente dos braços e das pernas, segundo orientações da pessoa que pretendia comprá-los.”

O suposto mandante e comprador estava na cidade da Beira, para onde os autores do crime foram, ao seu encontro. Este, que reside em Maputo, nega que seja o mandante.

“Não sou mandante. Apenas fui contactado por um amigo, denominado Domingos, que me perguntou se eu conhecia alguém que pretende comprar ossos de pessoas com albinismo. Liguei a um amigo que responde pelo nome de Helton a lhe perguntar. Esta foi a minha participação neste crime.”

O SERNIC disse que os indiciados foram detidos em flagrante a tentarem negociar os ossos e que está a reunir outros elementos para depois encaminhar  todos os supostos envolvidos para o tribunal em Manica, onde ocorreu o crime hediondo.

Em Cabo Delgado alguns professores não recebem salários há quase três meses e o pior de tudo é que não sabem as causas que levaram ao governo a suspender o pagamento em Setembro do ano passado.

Muitos professores têm receio de falar com a imprensa por temer represálias, mas alguns decidiram quebrar o silêncio apenas para pedir ajuda.

A Direcção Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano e os Serviços Provinciais de Economia e Finanças de Cabo Delgado ainda não reagiram ao assunto. 

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