Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Está interrompida a circulação de comboios de passageiros e de carga na Região Sul do país. Em causa está o soterramento das linhas de circulação dos comboios devido às fortes chuvas que se fizeram sentir na Província e Cidade de Maputo.

Equipas técnicas estão no terreno para resolver os problemas decorrentes da chuva intensa nas três linhas que compõem o sistema da rede dos Caminhos de Ferro de Moçambique na Região Sul.

O director-executivo dos CFM Sul, Emídio Bata, explica que, com o trabalho de emergência realizado no terreno, a circulação de comboios pode ser retomada brevemente nas linhas do Limpopo – que liga Maputo e Zimbabwe – e de Goba – que liga Maputo e eSwatini.

Emídio Bata sublinha ainda que tudo está a ser feito para que ainda esta terça-feira os comboios de transporte de passageiros voltem a circular sem sobressaltos.

O director-executivo dos CFM Sul refere que a paralisação frequente da circulação de comboios na região Sul do país, sempre que chove, resulta, em parte, dos assentamentos informais ao longo das linhas ferroviárias.

O naufrágio que semeou luto no país terá ocorrido a partir de uma desinformação sobre a existência de um surto de cólera no povoado de Lunga, no distrito de Mossuril, o que provocou pânico no seio da população que, de seguida, procurou formas de abandonar o local.

Saindo em debandada, as pessoas terão recorrido a duas embarcações inapropriadas para navegação até ao município da Ilha de Moçambique.

Segundo informações colhidas no local, 130 mulheres e crianças teriam saído primeiro numa embarcação de pesca movida a motor, carregando consigo os seus pertences,  situação que provocou desequilíbrio na embarcação, que não resistiu à superlotação aliada ao mau tempo que se fez sentir na região, no domingo.

Segundo o administrador da Ilha de Moçambique, Silvino Nauaito, “trata-se de uma embarcação vocacionada para a pesca e não para pessoas, que vinha de Lunga para a Ilha de Moçambique, transportando pessoas.”

Silvino Nauaito disse ainda que, “de acordo com informações que temos em nossa posse, o que acontece é que as pessoas estão a sair de Lunga de forma atabalhoada, alegadamente porque há uma epidemia de diarreias lá e as pessoas ficam com sintomas por apenas 3 minutos e morrem”.

O administrador da Ilha de Moçambique contou ao “O País” que “o  que sabemos é que foram procurar essa embarcação de pesca para pedir que os levassem até à Ilha de Moçambique, numa tentativa de fugir para estarem mais próximos do hospital”, explicou.
Informações avançadas ainda por outras fontes que conversaram com o “O País”, apontam que ondas da maré alta teriam provocado, no interior da embarcação, um movimento brusco de pessoas e bens para um lado, e a embarcação não resistiu e naufragou.

 

ALGUMAS PESSOAS MORRERAM NA MARGEM POR FALTA DE SOCORRO

Nem todas as pessoas morreram no mar, até porque algumas conseguiram chegar à margem, mas não foram socorridas a tempo.
Alguns homens do povoado, que seguiam na mesma direcção, estavam a uma distância  considerável, uma vez que seguiam numa embarcação a vela, e não foram a tempo de prestar socorro às vítimas, maioritariamente crianças.

Até ao encerramento desta edição do “O País”, continuavam as buscas. Entretanto, dados do secretário de Estado na Província de Nampula indicam que, além das mortes, há 10 sobreviventes e dois corpos ainda não reclamados na unidade sanitária da Ilha de Moçambique.

A Ordem dos Advogados de Moçambique diz que este não é o momento certo para se avançar com responsabilizações, mas, sim, garantir assistência aos sobreviventes e continuar com as buscas pelos desaparecidos. Fisorosa Zacarias diz, entretanto, que “questões que têm a ver com responsabilização serão chamadas”.

A Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados de Moçambique,  Ferosa Zacarias, reflectiu, hoje, sobre o naufrágio na Ilha de Moçambique.  

Zacarias prestou condolências às famílias enlutadas. A advogada falou ainda da necessidade de se prestar assistência às vítimas sobreviventes e às famílias afetadas directamente. 

De acordo com Ferosa Zacarias, é necessário que se responsabilize as pessoas responsáveis pelo acidente.

O presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou, há instantes, condolências ao povo moçambicano pela morte de 98 pessoas no naufrágio que ocorreu, ontem, na ao longo da praia de Quissanga, na Ilha de Moçambique. 

A tragédia da Ilha de Moçambique está a mexer com entidades estrangeiras. Entre as personalidades que se pronunciaram está o Presidente de Portugal,  Marcelo Rebelo de Sousa, que  lamentou a ocorrência que semeou luto em várias famílias.
Numa nota publicada no sítio oficial de informação da Presidência da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa confortou o seu homólogo moçambicano.

“O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa enviou ao Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, uma mensagem de sentidas condolências e uma palavra de conforto e solidariedade para com os familiares das numerosas vítimas do naufrágio de uma embarcação, ocorrido ontem, na província de Nampula, bem como a todos os afectados por este trágico acidente”, refere a nota.
Fora figuras, vários “sites” internacionais de notícias abordaram a tragédia causada pela superlotação de uma embarcação de pesca. A renomada estação de televisão BBC News escreveu o seguinte: “Desastre de barco em Moçambique mata mais de 90, dizem autoridades”.

Já a cadeia sul-africana SABC reporta que “mais de 90 mortos em acidente de barco na costa de Moçambique”. A Bloomberg junta-se ao grupo ao escrever “URGENTE: Acidente de ferry em Moçambique deixa mais de 90 mortos, incluindo crianças, dizem meios de comunicação locais”.

O líder da Renamo exige que seja decretado um luto nacional pela morte de 98 pessoas no naufrágio que ocorreu ontem na Ilha de Moçambique. Ossufo Momade diz ainda que este momento deve ser “reconhecido pelas  autoridades como mais um sinal de negligência e falta de segurança públicas”. 

Foi através das redes sociais que Ossufo Momade reagiu à morte de 98 pessoas na ilha de Moçambique. 

“Foi com sentimento de choque e profunda consternação que tomámos conhecimento da tragédia provocada pelo naufrágio de um barco com 130 pessoas a bordo na noite neste domingo,  na Ilha de Moçambique, província de Nampula, deixando mais de 94 (já são 98) vítimas mortais”, lê-se na rede social Facebook. 

Perante a situação, o líder máximo da perdiz exigiu que “o Governo decrete luto nacional e que este momento seja reconhecido pelas autoridades como mais um sinal de negligência e falta de segurança públicas”. 

Ossufo Momade diz ter ficado comovido e preocupado pelo facto de a embarcação em alusão ser vocacionada à actividade pesqueira e não a transporte de pessoas e bens,  daí que lança uma reflexão sobre a segurança marítima no país. 

Os terroristas que há quase sete anos realizam ataques na província de Cabo Delgado roubaram duas ambulâncias durante o mais recente ataque ao distrito de Quissanga, que ocorreu em Março último.

Segundo contam testemunhas, além das duas ambulâncias, o grupo armado roubou igualmente uma outra viatura do Estado.

“As viaturas foram carregadas em embarcações, e não sabemos para onde levaram, mas ouvimos que as as viaturas estão a ser usadas pelos terroristas no distrito de Macomia”, revelou um residente de Quissanga,  que foi obrigado a conviver com o grupo armado por 17 dias.

Além de viaturas e outros bens da população e do Estado, o grupo roubou medicamentos e destruiu várias casas e edifícios.

“Eles entraram em Quissanga por volta das oito horas do dia dois de Março e só saíram no dia 17 de Março. Eram cerca de 500 homens e vinham com uniformes de militares, de policiais, e traziam quase todo tipo de armas, mas não chegaram a disparar nem uma vez e não mataram ninguém, apenas roubar bens das pessoas que abandonaram as casas por medo e incendiaram a esquadra da polícia, a residência do administrador e todas tendas onde funcionavam algumas instituições do Estado foram queimadas”, confirmou uma testemunha que também pediu anonimato.

No mesmo dia em que houve assalto a Quissanga, uma parte do grupo armado atravessou para Ilha das Quirimbas, onde além de roubar outros bens da população e do Estado, acabaram assassinando um número indeterminado de membros das Forças de Defesa e Segurança.

“Recebi chamadas de familiares que estão em Quissanga durante a noite a avisar que os terroristas estavam a caminho de Quirimba e, na verdade, de madrugada fomos acordados com tiroteios, e logo que chegaram, perseguiram, cercaram e mataram vários militares sem piedade nenhuma. Dias depois, vieram outros militares para recolher os corpos dos colegas”, contou uma mulher que fugiu com a família para a cidade de Pemba, o único distrito de Cabo Delgado que ainda não foi alvo de ataque terrorista e um dos poucos lugares considerados seguros.

Assim como em Quissanga, em Quirimba o grupo armado roubou quantidades consideráveis de produtos alimentares que encontraram nos estabelecimentos comerciais e deixaram a população com fome..

“Eles não mataram civis, mas recolheram quase toda comida que havia em Quirimba e como não aguentamos com a fome, decidimos sair da ilha para casa de nossos familiares em Pemba, porque eles tinham intenções de atacar a ilha do Ibo”, disse uma deslocada.

O nosso jornal procurou obter mais detalhes em relação ao ataque terrorista a Quissanga e Quirimba, mas até hoje, quase um mês depois,  o Governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assalto, que aconteceu quase dois anos depois de o Governo ter prometido não deixar que o grupo armado voltasse a ocupar uma vila.

Mulheres encorajam umas às outras a não desistir de lutar para alcançar seus objectivos. A mensagem foi deixada em Maputo durante a celebração do dia 7 de Abril, dia da mulher moçambicana.

Afinal, tratava-se de um dia de festa para as mulheres. Até porque estavam trajadas a rigor com vestes de capulana para celebrar o seu dia. O dia 7 de Abril é um dia importante para todas as mulheres moçambicanas que lutam dia e noite para alcançar os seus objectivos.

As mulheres encorajam-se para que nenhuma delas perca a sua confiança e não desistam dos seus sonhos, seus objectivos e suas metas.

Em mensagem de encorajamento, algumas mulheres na cidade de Maputo aproveitaram a ocasião para falar de paz e para dizer ‘‘não’’ à violência e às guerras, principalmente em Cabo Delgado, onde as mulheres não têm oportunidade de festejar este dia.

Para além de encorajar umas às outras, algumas também recordam os feitos de Josina Machel, a quem se inspiraram.  

Por ocasião da data, o Presidente da República endereçou uma mensagem a todas as mulheres, tendo destacado a necessidade de reforçar o seu empoderamento.

“Cada mulher moçambicana com a sua resiliência inabalável, força incomparável, amor incondicional, contribuiu para a riqueza cultural, social, política e económica do nosso país”, disse Nyusi na sua mensagem de 7 de Abril.

Filipe Nyusi diz ainda que a data serve para exaltar o contributo da mulher para o desenvolvimento do país.

“As mulheres são um exemplo de superação, determinação, de força, pois nunca desistem e estão sempre à frente do nosso tempo. Feliz 7 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana”, vincou Nyusi.

Refira-se que, na capital moçambicana, Maputo, as celebrações do Dia da Mulher estão a ser manchadas pelas chuvas torrenciais que caem desde a madrugada de sábado, provocando inundações urbanas.

Este ano, o 7 de Abril é comemorado sob o lema: Investir na Mulher é Acelerar o Progresso. 

Subiu de 91 para 98 o número de mortos devido ao naufrágio que ocorreu na praia de Quissanga, no distrito da Ilha de Moçambique, província de Nampula.

Dados dos Secretário de Estado na Província de Nampula indicam que, além das mortes, há 10 sobreviventes e dois corpos  ainda não reclamados na  unidade sanitária da Ilha de Moçambique. Há vários outros desaparecidos.

A embarcação era de pesca, mas  levava a bordo cerca de 130 pessoas. Aponta-se a superlotação como a principal causa do incidente.

O Governo da província de Nampula, em comunicado, diz lamentar as perdas de vida e solidariza-se com as famílias enlutadas. 

“As autoridades marítimas e administrativas, continuam empenhadas na identificação dos corpos e localização dos familiares, bem como na assistência aos sobreviventes”, garante.

Os Serviços Nacionais de Investigação Criminal em Cabo Delgado apreenderam 55 quilogramas de cocaína e 30 quilogramas de haxixe, mas não chegaram a encontrar o proprietário da mercadoria e nem descobriram a origem e o destino do produto.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal  apreendeu em Cabo Delgado quase noventa quilogramas de droga numa das praias de Pemba, a capital da província.

“A droga foi encontrada num barco, na praia do bairro de Chuiba, e quando a nossa força  chegou ao local, os proprietários puseram-se em fuga, e apreendemos uma viatura e 85 quilogramas de droga, sendo 55 de cocaína e 30 quilogramas de haxixe”, confirmou Noemia João, porta voz do SERNIC em Cabo Delgado.

Dias depois da apreensão da droga, o SERNIC deteve um cidadão moçambicano, supostamente envolvido no crime.

Em conexão com este caso, o SERNIC deteve um cidadão moçambicano de 34 anos de idade, dono da viatura. A detenção ocorreu quando o mesmo veio procurar saber sobre as causas da apreensão da sua viatura, explicou Noemia João.

Cabo Delgado é considerado um dos corredores de drogas em Moçambique e, nos últimos cinco anos, foram apreendidas quase meia tonelada de droga.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE