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O País – A verdade como notícia

Um naufrágio acontecido este domingo na Ilha de Moçambique, em Nampula, fez, pelo menos, 91 vítmas mortais e cinco feridos que foram levados ao centro de saúde. As vítimas estavam numa embarcação de pesca com capacidade para 100 pessoas, mas no momento estavam 130.

A informação foi confirmada pelo administrador da Ilha de Moçambique, Silvino Nauaito, que disse que uma as vítimas fugiam de Lunga alegamente porque há uma epidemia de diarreias que tem seifado a vida da população daquela região.

“Trata-se de uma embarcação vocacionada para a pesca e não para pessoas, que vinha de Lunga para Ilha de Moçambique transportando pessoas. De acordo com informações que temos em nossa posse, o que acontece é que as pessoas estão a sair de Lunga de forma atabalhoada, alegadamente porque há uma epidemia de diarreias lá e as pessoas ficam com sintomas por apenas 3 minutos e morrem. De acordo com as nossas fontes em pouco tempo morreram entre 10 a 12 pessoas e alguns falam de 15. Não sabemos quantas são, o que sabemos é que foram procurar essa embarcação de pesca para pedir que os levassem até à Ilha de Moçambique, numa tentativa de fugir para estarem mais próximos do hospital”, explicou o administrador da Ilha de Moçambique.

De acordo com Silvino Nauaito as informações que se tem são de que estariam na embarcação cerca de 130 pessoas “e quando nós perguntamos ao dono da embarcação ele assegurou que podia aguentar até 100 pessoas mas estava com 130 pessoas”.

Em termos de vítimas, Silvino Nauaito confirmou a morte de 91 pessoas, entre adultos e crianças, para além de cinco feridos. “O resultado até este momento é que conseguimos apurar o desaparecimento de 91 pessoas mortas que foram registradas aqui no terreno e destas alguns corpos foram retornados para Lunga, pois as famílias vieram buscar. Ao nível da Ilha temos pelo menos 15 pessoas sendo 10 corpos e cinco doentes que foram levados para os nossos centros”, disse o administrador.

Entretanto, das cinco pessoas feridas e que foram levadas ao centro de saúde, sabe-se que duas pessoas continuavam em observação, enquanto as outras três já estavam fora do perigo.

“Portanto é isto que por enquanto podemos adiantar informar e dizer que continuamos no terreno a verificar os dados e para ver se poderá haver mais vítimas, mas por enquanto são esses os números que podemos confirmar, de 91 mortos, cinco feridos e que foram ao centro de saúde”, concluiu Silvino Nauaito.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral em Cabo Delgado não está a realizar recenseamento eleitoral no distrito de Quissanga devido aos ataques terroristas e mau estado das vias de acesso.

Não estamos a fazer recenseamento eleitoral em Quissanga devido a insegurança, mas estamos a tentar encontrar mecanismos para inscrever os eleitores. Como sabbe, nossos brigadistas têm de permanecer nos locais onde decorre o recenseamento e não fazer deslocações depois de trabalho para as zonas seguras, mas também o STAE só pode enviar rigadas para os locais onde tem população e no caso de Quissanga há muitas pessoas que abandonaram o distrito devido a insegurança, explicou Cassamo Camal, Director provincial do STAE em Cabo Delgado.

Outro problema que o STAE em Cabo Delgado está enfrentar é o mau estado das vias de acesso, uma situação que também poderá comprometer o actual recenseamento eleitoral.

Para além de Quissanga onde temos dezanove brigadas que não estão a funcionar, temos mais sete brigadas na mesma situação devido ao mau estado das vias de acesso. Nos havíamos proposto a alocação de um meio aéreo para evitar estes constrangimentos mas infelizmente até agora não temos meios aéreos, revelou Cassamo Camal.

Uma parte da população do distrito de Quissanga, na zona centro da província de Cabo Delgado, corre o risco de não votar este ano devido aos ataques terroristas que estão a impedir o Recenseamento eleitoral.

Segundo  previsões, no distrito de Quissanga deviam ser recenseados vinte e oito mil e novecentos e trinta eleitores,  que poderão não votar nas próximas eleições caso não seja reposta a segurança.

Treze pessoas assassinadas, dezenas de motorizadas roubadas e a desgraça que se abraça sem largar os jovens desempregados. Por que é que a motorizada é tão especial no Centro e Norte do país?

Uma motorizada é capaz de mudar a vida de um jovem. Isso mesmo, a motorizada no Centro e no Norte do país vale mais que uma simples motorizada. É meio de transporte, símbolo de emancipação na zona e fonte de renda na família.Egas Gonçalves personifica tudo que dissemos. Há nove anos que tem na motorizada a sua fonte de renda. Vive literalmente na rua porque é mototaxista, mas à noite repousa numa casa de alvenaria que construiu com o rendimento do pequeno veículo motorizado de duas rodas.

“Estive a trabalhar, mas depois fiquei desempregado em 2014. A única forma que vi de me enquadrar na sociedade foi fazer taximota. Comecei com uma mota pequena, quase podre, e dessa mota pequena comecei a desenvolver, comprei a segunda motorizada, comprei a terceira a quarta que é esta”.

Dá o testemunho à nossa reportagem e enquanto fala da quarta conquista, acompanha apontando com o dedo a motorizada nova que a adquiriu há um ano e lhe custou 85 mil meticais. De seguida, faz um elogio à máquina que lhe dá dinheiro diariamente.

“Significa muito porque é daqui que consigui construir a minha casa e criar meus filhos. Tenho uma casa de 12 por 8 metros, composta por quatro quartos e tenho três filhos”.

As motorizadas mais pequenas custam entre 30 e 35 mil meticais na loja. A de Hussene destaca-se pelo porte (maior) e conforto que atrai mais os passageiros. No Centro de no Norte do país o serviço de táxi é assegurado maioritariamente pelas motorizadas. É daí que nasce o conceito de “mototaxista”.

“Na cidade de Nampula temos 3118 operadores de táximota que estão em 146 praças”, atira o número no decurso da entrevista para justificar o que se vê em quase todas as esquinas da cidade de Nampula. É Albertino José – presidente da Associação dos Mototaxistas de Nampula.

Os mais de 3 mil operadores de taximota são os que estão registados numa das associações, o que significa que no concreto há muito mais que isso. As viagens mais curtas custam entre 20 e 30 meticais e a motorizada acaba sendo o meio de transporte mais popular na zona Centro e no Norte devido à facilidade de entrar nos bairros onde o transporte semi-colectivo de passageiros não chega. Mas por detrás da actividade, há um grande risco. Em quase todos assaltos há um denominador comum: os criminosos fazem-se passar por passageiros, acontecem de madrugada ou à noite.

Na primeira pessoa falam os que passaram maus bocados nas mãos dos criminosos. Calton Joaquim – mototaxista: roubaram minha mota. Foi em frente à Escola Secundária de Nampula.Quando chegamos ao destino ele segurou-me pelo capuchinho, tirou uma garrafa no casaco e partiu na minha cabeça. De repente apareceram os amigos e roubaram minha motorizada.

João Goariate – mototaxista: levando a ele até ao destino, surpreenderam-me com duas motas e as pessoas desceram e me catanaram.

Gabriel Roda – mototaxista: chegamos lá e encontramos duas pessoas à espera. Tiraram catanas e tive que deixar minha motorizada e fugi. Os casos mais graves terminaram com a morte de mototaxistas.

Até aqui, há registo de sete jovens que cairam na desgraça dos criminosos.Geneco Cornélio descreve com amargura a forma brutal em que encontrou a morte o seu colega de praça que foi mais uma presa dos criminosos.

“Levou as pessoas até à zona de Muriaze, no distrito de Mogovolas. Ao chegar lá, foi assaltado. Tinha cortes nas pernas, nas mãos e no pescoço”.

“Temos registo de sete colegas que foram assassinados, mas acreditamos que o SERNIC tem mais dados”, lamenta Albertino José e em nome da associação dos mototaxistas de Nampula desencoraja o trabalho nos períodos de risco.

ASSASSINATOS TENDEM A REDUZIR EM MANICA

Banhada de lágrimas, Rosa José chora pelo seu filho, King Paulo que exercia a actividade de mototaxi e morreu em pleno exercicio da sua actividade na cidade de Chimoio. King deixou quatro filhos menores e esposa grávida.

“Eu gostaria mesmo de ver as pessoas que mataram meus filho. Assim estou a chorar, desde esse dia nem na machamba consigo ir, estou doente assim”, lamenta José, clamando por justiça no caso.

Com a actividade que exercia, King era verdadeiro rei na familia, conseguia prover sustento para seus pais, esposa e filhos. Agora a mãe teve que se reinventar. Fabrica e vende bebida tradicional aqui conhecida por dhoro e também faz negócios de pequena montra. O pai lamenta a forma bárbara como King foi assassinado.

“Tinha um sinal de ter sido batido. Bateram na cabeça, toda a cabeça estragaram. O resto do corpo estava bom. Levaram a motorizada”, disse.

King faz parte das seis pessoas que este ano foram assassinadas na cidade de Chimoio, segundo Neto Chiganda, Presidente da Associação dos Mototaxistas na capital de Manica.

“Levam cliente para uma zona chamada Kutchi e lá são assassinados e levados as motas. Esse ano são seis pessoas que foram assassinadas”, disse ChigandaMuitos mototaxistas são assassinados durante a noite.

Neto Chiganda diz que os mototaxistas trabalham até altas horas para poder completar a receita dos seus patrões, muitas vezes fixada entre 2000 a 2500 meticais por semana.Nos primeiros três meses do ano passado 11 mototaxistas foram assassinados em Manica, contra seis de igual periodo deste ano.

Neste Chiganda diz que isso resulta da intensificação de patrulhamento pela Policia da República de Moçambique (PRM), que em coordenação com a associação que dirige têm estado a fazer de tudo para acabar com esse tipo de crimes. Aliás, ha cerca de duas semanas, a Polícia apresentou um grupo de oito pessoas indiciadas no assassinato a mototaxistas nos distritos de Báruè, Chimoio, Gondola e Vandúzi.

Vinte cidadãos de nacionalidade malawiana foram retidos em Sofala quando sem nenhuma documentação tentavam imigrar ilegalmente para a África do Sul. Sobe assim para mais de 50 o número de malawianos que tentam enganar as autoridades de migração em menos de um mês em Sofala.

Estes malawianos foram retidos no início desta semana no distrito de Dondo, em Sofala, quando estava a espera de um transporte organizado por um cidadão nacional para seguirem para a vizinha África do Sul.  As autoridades sabem que os mesmos usavam rotas interdistritais para despistar as autoridades.   

Os detidos não apresentaram nenhum documentado e não há  data da entrada dos mesmos no país.

A migração em Sofala está preocupado com a imigração ilegal, pois em menos de dois meses foram retidos 50 estrangeiros ilegais em Sofala, todos eles encontrados numa paragem interdistrital. 

O repatriamento destes e dos outros 32 irá decorrer dentro de uma semana.

36 doentes internados na oftalmologia do HCB, podem perder a visão dada a gravidade da infeccção na sequência de tratamento caseiro da conjuntivite hemorrágica. Os referidos doentes recorreram à água da praia, limão e piri-piri.  

O estado dos olhos destes doentes internados no HCB é considerado muito preocupante pelos profissionais de saúde, devido a  complicações severas. 

As complicações severas estão directamente relacionadas com o recurso a tratamentos caseiros.

Contudo de uma forma geral o número de doentes que procuram cuidados médicos  padecendo de conjuntivite hemorrágica  baixaram. Nesta semana 40 a 50 pacientes foram ao HCB por dia contra cerca de 100 a 150 nas últimas três semanas.

Dados cumulativos indicam que 722 profissionais foram infectados e cerca de 5 mil casos foram registados desde finais de Fevereiro deste ano, nesta unidade sanitária. 

O Mercado Central de Inhambane voltou a funcionar, cinco anos depois de ter sido encerrado para obras de reabilitação.

Entretanto, nem todos vendedores estão a trabalhar nas novas instalações, tudo porque o processo de atribuição de bancas ainda não foi concluído.

O novo rosto do Mercado Central da Cidade de Inhambane, um mercado que volta a funcionar 5 anos depois de ter sido encerrado para obras de reabilitação e requalificação.

O mercado oferece um novo ambiente para os vendedores, desde pequenas bancadas, até bancas de pequeno e médio porte.

Ao trabalhar aqui há 2 dias, os vendedores dizem que as condições de trabalho melhoraram.

Está melhor, mas nem tudo agrada a quem vai trabalhar aqui. É o caso destas bancadas onde estão estas mulheres que as consideram pequenas para o tipo de actividade que exercem.

Até ao fecho desta reportagem estas bancas continuavam vazias, uma vez que o processo de atribuição das mesmas ainda não tinha sido fechado.

No primeiro andar do Mercado tem infraestruturas que poderão funcionar como restaurantes além de outras bancas para diversos tipos de actividades.

O Hospital central de Quelimane já tem serviços de tomografia axial computorizada (TAC), um ano depois da avaria do equipamento. A situação anima o pessoal médico e pacientes que procuram por aqueles serviços especializados. 

No passado os pacientes eram encaminhados ao Hospital Central de Nampula para encontrar aqueles serviços. Trata-se de um exame importante para diagnósticos de doenças complexas que felizmente já foi feita a reposição do equipamento pelo ministério da saúde. 

Quando a nossa reportagem chegou ao Hospital Central de Quelimane testemunhou uma criança a ser submetida ao exame de TAC. A referida criança vem sofrendo com dores de cabeça constantes e intensas. Na ocasião, o técnico que operava o aparelho de TAC fez questão de comunicar-se com o paciente para lhe tranquilizar no sentido de que o exame iria iniciar. Trata-se de um momento que visa relaxar o paciente, já que o equipamento faz movimentos e que podem causar algum medo ao paciente. 

De acordo com a direcção do Hospital Central de Quelimane,  enviava em média quatro doentes por semana ao HCN para diagnósticos de patologias complexas. 

Hoje, com serviços de TAC funcional, por dia são feitos em média 6 exames. “É um passo muito grande para os serviços de imagiologia onde já fazemos todos os exames. Concretamente ao TAC já conseguimos fazer todos os exames necessários. No ano passado tínhamos um problema com o equipamento, por isso enviávamos em média quatro doentes para o Hospital Central de Nampula para exames de várias patologias complexas.  Já temos o TAC funcional e fazemos em média seis doentes por dia, no caso desta criança que estão a ver,  ela sofre de dores de cabeça persistentes e o médico neurocirurgião pediu o exame do TAC crânio encefálico e assim já vai fazer”, disse Ladino Suade director-geral do Hospital Central de Quelimane. 

No serviço de imagiologia do Hospital Central de Quelimane é possível igualmente fazer exames de mamografia para o diagnóstico precoce de cancro da mama, densitometria óssea para pacientes com problemas dos ossos e ecografia para diagnóstico de várias patologias sobretudo do abdômen. 

O Hospital Central de Quelimane está a migrar para a digitalização. Deixou de usar máquinas de raio X analógicas. Desde o segundo semestre de 2023 está a usar uma máquina digital.

 Aqui o raio  X é feito no serviço de radiologia e enviada a imagem para os computadores dos gabinetes médicos. 

A nossa reportagem deparou com um jovem paciente, por sinal estudante, que fraturou a sua perna, fez o raio X e toda informação foi enviada ao computador.

Zefanias Carlos, médico ortopedista, explicou que a digitalização permite de forma eficiente o médico estar em contacto com o documento do paciente.  “Conseguimos em tempo real ter imagens de radiografias, ou de raio X que os doentes fazem, e que tem a grande vantagem porque já temos o papel que implicaria imprimir para fazer leitura. Através de uma tela de televisão temos acesso a informação clínica dos nossos pacientes. Isso permite com que o doente não tenha chapa de raio X consigo, porque tínhamos muitos constrangimentos nas consultas subsequentes, onde a pacientes por qualquer motivo perdiam. Agora temos um arquivo clínico digital que facilita muito bem o acompanhamento dos doentes” disse o médico ortopedista Zefanias Carlos. 

O director-geral do HCQ  explica que nos oito anos da existência daquela maior unidade sanitária, o Ministério da Saúde tem feito esforços no sentido de garantir melhor qualidade ao  atendimento aos doentes urgentes. 

“Estamos a notar uma grande melhoria na eficiência dos serviços  do hospital , o desafio do momento não é apenas o raio X ser enviado para os computadores dos gabinetes dos médicos, mas também os resultados dos exames de sangue e urina serem enviados de forma digital para os computadores dos gabinetes médicos”, disse Ladino Suade. 

Sabe-se que o Hospital Central de Quelimane tem um dos  melhores serviços de radiologia do país, em termos de número e qualidade dos equipamentos.

Um agente da PRM e um membro da Polícia Municipal na Ilha de Moçambique estão detidos por terem fornecido droga para a comercialização. Os mesmos terão se apoderado de droga apreendida e decidiram fazer negócio.

São cerca de cinquenta quilogradas de dois tipos de droga apreendida das mãos de agentes que têm por missão manter a ordem e tranquilidade públicas.

“Recebemos informasções a partir do dia 27 dando conta que no distrito da Ilha de Moçambique, concretamente no Lumbo, havia uma casa cm suspeita de ter um produto que se suspeitava que fosse droga. Formamos nossa equipa dos nossos agentes que foi ao terreno e culminou com a recuperação de 37 embalagens contendo droga diversa, neste caso, a metanfentamina e heroína. Em termos de peso estamos a falar de 48.5 kg”, explicou Enina Tsinine, porta-voz do SERNIC na província de Nampula.

O SENIC deteve primeiro um jovem que foi encontrado com uma tijela contend a droga. Ele terá sido confiado a missão de vender a referida droga. Através do mesmo, os investigadores criminais chegaram aos fornecedores que são membros da Polícia.

“As informações que nos deu levaram à detenção de um chefe das operações da Polícia Municipal [do Município da Ilha de Moçambique], bem como o chefe do posto policial de Lumbo que eram tidos como as pessoas que entregaram para a sua comercialização”.

Trata-se de droga que terá sido apreendida numa residência e no lugar de entregar às autoridas competentes para a conservação como prova e posterior destruição, os mesmos viram uma oportunidade de negócio.

“Não são só estes elementos que foram arrolados. Existem outros: um é agente da PRM e outros cidadãos que terão compactuado com a prática do mesmo crime”, concluiu Tsinine.

Os indiciados contam a sua versão dos factos.

“Estive a perseguir populares que possivelmente tinham invadido uma casa e retiraram lá droga. Na perseguição, deixaram cair uma tijela e apanhei. Foi isso só”, disse um dos indiciados e o outros acrescentou: “por causa de uma tijela de droga que encontrei durante a fiscalização e perseguição de uns miúdos. Peguei na droga e vendi”.

Por serem agentes da Polícia, a sua pena, caso sejam condenados, poderá ser agravada.

Os moradores do bairro Vaz, na cidade da Beira, exigiram  ao Município acções concretas para pôr fim ao martírio a que estão sujeitos, sempre que chove, caracterizado por águas estagnadas durantes meses, pelo facto de todas as saídas estarem bloqueadas por construções comerciais de investidores chineses.  

Em resposta às exigências, a edilidade diz que vai  abrir valas de drenagem com urgência.  

A história começou há cerca de três anos, quando dois investidores estrangeiros, um português e outro chinês, ergueram naquele bairro longos muros de vedação com objectivo de protegerem os seus investimentos comerciais.

A construção dos estabelecimentos comerciais e dos muros de vedação não foi devidamente acompanhada pela edilidade e, na sequência disso, os caminhos naturais das águas foram fechados e sempre que chove a mesma fica estagnada por longo período que chega a ultrapassar três meses, deixando inundando quintais e residências. 

Nas últimas três semanas, os moradores daquele bairro têm vindo a pressionar a edilidade para solucionar o problema e, ontem, os serviços autónomos de saneamento e os representantes das empresas que obstruíram as vias de acesso das águas, foram ao referido bairro e os moradores exigiram soluções concretas e imediatas.

Laura Tomé, representante dos moradores disse ao edil que “vivemos aqui há mais de 50 anos e nunca enfrentamos tanta inundações como nos últimos anos e tudo por conta destas obras autorizadas pelo Município. Exigimos que resolvam estes problemas”.  

Em resposta a esta exigências, Albano Carige, edil da Beira começou por dizer que as exigências dos moradores do Vaz eram legítimas e que, por isso, a edilidade iria resolver a curto prazo com a construção de valas de drenagem. 

“Infelizmente todas as bacias de retenção e vias das águas  naturais deixaram de existir por conta das obras. Reconhecemos que algo não foi desenhado nos projectos dos investimentos, por isso, em coordenação com os mesmos, vamos abrir canais de drenagem de céu aberto e de tubagem enterrado com cálculos para permitir um rápido escoamento das águas”, garantiu o edil.

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