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O País – A verdade como notícia

Está em debate, pela primeira vez, a lei de promoção e protecção dos direitos da pessoa com deficiência. Durante anos, a Fórum das Associações moçambicanas de pessoas com deficiência lutou pela defesa  dos seus direitos, no entanto ressentiam-se da falta de uma lei específica. 

Você sabia que, de acordo com o Censo de 2017, em Moçambique existem 727.620 pessoas com deficiência, equivalente a 2,6% da População, das quais 355,559 são mulheres? O censo indica ainda que 38,2% têm deficiência física, 14, 1% auditiva, 18,2% visual, 11,3% mental e dificuldade de memória ou concentração, 6% paralisia e 12,2% correspondente a outros tipos de deficiência. 

São desafios mais sonantes: o estigma, dificuldades na circulação na via pública e acesso às instituições públicas, principalmente, devido à falta de rampas, sinalização, entre outros. 

A lei está, neste momento, a ser fundamentada pela ministra do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane.

A UNISCED já não vai ministrar o curso de enfermagem online. A informação é avançada pela instituição através de comunicado, que prometeu partilhar detalhes sobre o rumo que os actuais estudantes devem seguir.

A decisão de suspensão do curso de enfermagem online na UNISCED é tomada na sequência da denúncia da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique que acusava a referida instituição de ensino de banalizar o curso de enfermagem.

A agremiação ameaçava não atribuir carteira profissional aos formandos que saírem da instituição.

A licenciatura em enfermagem nesta modalidade é, segundo a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, um atentado ao Sistema Nacional de Saúde.

A Ordem dos Enfermeiros revela, ainda, que em nenhum momento a UNISCED foi autorizada a leccionar o curso de enfermagem pelas instituições que o deveriam fazer.

Trata-se de um professor da Escola Secundária 25 de Setembro, na vila de Homoíne, que, no passado dia 2 de Dezembro, forçou uma adolescente de 16 anos de idade a manter relações sexuais com ele, como condição para passar de classe.

Nem a referida adolescente, nem mesmo a família aceitaram falar à imprensa, mas ao Serviço Nacional de Investigação a rapariga contou que aquela não foi a primeira tentativa do professor.

Na primeira vez, não cedeu à chantagem e foi reprovada. Após o sucedido, em Dezembro passado, a rapariga foi ao encontro do professor para alegadamente ter aulas de explicação, mas o que aconteceu foi outra coisa.

Na noite do mesmo dia, os pais da rapariga acabaram por descobrir o que aconteceu e foram apresentar o caso à polícia, de onde veio a confirmação da violação sexual, através de um diagnóstico médico.

Depois de confirmada a violação, o professor acabou detido, mas solto, no dia seguinte.

O professor não só foi solto 72 horas depois da sua detenção, como também continua a trabalhar na mesma escola onde estuda a rapariga violada.

A Procuradoria Provincial da República Inhambane publicou um comunicado de impressa, no qual faz saber que registou um caso de assédio sexual na Escola Secundária 25 de Setembro, em Homoíne, ocorrido no dia 2 de Dezembro de 2023.

O referido professor foi constituído arguido, indiciado pela prática de crimes sexuais com menores, previsto e punível pelo número 2 do artigo 203, e assédio sexual, previsto e punido pelo nrº 1 do artigo 205, ambos do Código Penal.

Nos termos das alíneas a) e b) do número 1 do artigo 333, conjugado com número 5 do artigo 331, ambos do Código de Processo Penal, o arguido e o assistente foram notificados da acusação e, findo o prazo legal, os mesmos não apresentaram requerimento para abertura da audiència preliminar. O processo foi remetido ao Tribunal Judicial do Distrito de Homoíne para trâmites subsequentes.

O Ministério Público, no cumprimento do seu dever plasmado na alínea g) do número 2 do artigo 126 da Lei número 1/2022 de 12 de Janeiro (Lei Orgânica do Ministério Público), informou aos superiores hierárquicos dos arguidos de que contra eles foi instaurado processo-crime de modo a prevenir a continuação da actividade criminosa.

Dezanove pessoas com  conjuntivite hemorrágica complicada estão internadas no Hospital Central da Beira. A complicação está  directamente ligada a tratamentos caseiros, com base em mitos, como  é o caso do uso da urina para lavar os olhos, água com espuma de sabão ou ainda líquido extraído da moringa e maçaniqueira.

“O uso destas substâncias cria maior irritação nos olhos que vão roendo a córnea gradualmente, provocando feridas, por perfuração  aumentando a inflamação”, explica Abel Polazi, médico oftalmologista do Hospital Central da Beira.  

A deficiente higiene individual e colectiva  estão a contribuir, por outro lado,  para o aumento de casos de conjuntivite na cidade da Beira, o que leva o sector a considerar preocupante estes casos pois, parte dos doentes  terão sequelas para o resto da vida.  

Face ao aumento dos casos de conjuntivite e de complicações, quais são as medidas que devem ser tomadas por todos?, perguntámos ao Médico.

“Qualquer infecção nos olhos, mesmo que não seja conjuntivite hemorrágica, qualquer doente deve recorrer imediatamente a uma unidade sanitária para serem avaliados”, respondeu Polazi.  

Para os que passarem a serem atendidos de forma ambulatorial, devem remover com rigor as secreções nos olhos. “Pode ser num intervalo de uma ou de duas em duas horas, lavar os olhos com água limpa e de preferência gelada para quem puder, pois a água gelada ajuda a combater a inflamação. 

Os doentes devem igualmente lavar os olhos e as mãos com água e sabão. Não estamos a dizer para meter a espuma do sabão dentro dos olhos. O doente deve fechar os olhos e lavar a parte externa”.  Importa referir que nos últimos sete dias,  mais 400 profissionais de saúde contraíram a conjuntivite hemorrágica, totalizando 630 desde 28 de Fevereiro. 

Os dados oficiais indicam que, até esta segunda-feira, cerca de 3200 pessoas foram infectadas pela referida doença na cidade da Beira. 

O Instituto Nacional de Estatística diz estar a travar dificuldades para ter  acesso aos agregados familiares residentes em  condomínios para a recolha de dados, o que pode comprometer o censo da população em 2027. Em Cabo Delgado, o INE diz estar a implementar o método representativo para com os deslocados. 

As dificuldades de acesso aos agregados familiares se deve às restrições impostas por questões de segurança nos condomínios. A situação limitou a colecta de dados do inquérito demográfico de saúde, IDS 2022-2023, e o Instituto Nacional de Estatística teme o pior nos próximos censos.

“Nós enfrentamos dificuldades até em áreas nobres que achávamos que pudéssemos encontrar mais compreensão por parte dos fornecedores de informação, porque entendemos que são pessoas com certo nível de escolaridade e de compreensão, mas entendemos que não podemos desistir por causa de dificuldades”, disse Alexandre Marrupi, director nacional de Censos e Inquéritos no INE.

Para o Instituto Nacional de Estatística, a solução passa por criar grupos de contacto entre o INE e os condôminos.

“Estamos a pensar em fazer um pacto, um tipo de memorando, em conversa com eles, os chefes dos condomínios, no sentido de, por exemplo, indicar alguns condôminos idôneos, da confiança deles, para que sejam preparados pelo INE  para poderem fazer a recolha de dados dentro dos seus condomínios”, sugere Marrupi.

A situação do terrorismo em Cabo Delgado também é uma preocupação  para o INE, que diz preparar-se para a realização do quinto censo geral da população em 2027.

“Na questão de Cabo Delgado, nós temos uma população deslocada de forma massiva para as áreas mais seguras da zona sul da província, e considerando que transportam o seu estrato social e seu hábitos culturais consigo para onde se encontram actualmente e tendo respondido às questões que lhes foi colocado, então estes são representativos”, afirmou a nossa fonte.

Os dados do Inquérito Demográfico de Saúde 2022-2023 serão lançados dentro de duas semanas, após o último publicado em 2018. 

A barragem dos Pequenos Libombos está a efectuar descargas na ordem de 200 metros cúbicos por segundo, por conta da chuva que tem vindo a cair nos últimos dias na Cidade e província de Maputo. O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, visitou a infra-estrutura e garante que o nível de descargas não irá afectar a população.

A razão para as descargas que estão a ser feitas está relacionada com o altos níveis de escoamento das águas no caudal do rio Umbeluzi, resultado da chuva intensa que tem estado a cair, aliado ao facto de a barragem já ter esgotado a sua capacidade de armazenamento, aquando da passagem da tempestade “Filipo’.

“O nível da barragem está praticamente a 100 por cento, por isso, de ontem para hoje,  teve de se aumentar o nível de descargas. 50 primeiro depois foi-se para 100 metros cúbicos por segundo e, hoje, estão a proceder descargas na ordem de 200 metros cúbicos por segundo”,  avançou Carlos Mesquita.

Questionado se o nível de descarregamento nos Pequenos Libombos  coloca em causa as áreas de produção, o ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, garantiu não haver motivos de preocupação para as zonas de produção.

“No ano passado, em Fevereiro, esta barragem chegou a descarregar cerca de 2.800 metros cúbicos por segundo, este ano está a descarregar 200 metros cúbicos. Ou seja, 8 por cento quando comparado a 2023. Neste momento, o que temos como registo são culturas que se encontram nas proximidades da barragem e nada mais gravoso do que isso”, garantiu Mesquita durante a visita. 

Neste momento, a Administração Regional de Águas do Sul (ARA Sul) diz estar a monitorar a situação junto com outras entidades, nomeadamente, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e  a comunidade.

Quanto à barragem de Corumana, no rio Sábie, também na província de Maputo, a ARA Sul diz estar a 60 % da sua capacidade e a de Massingir está a 70%.

Está interdita a circulação de viaturas pesadas de carga, a partir de hoje até dia 10 de Abril, na estrada que liga Montepuez e Mueda, na província de Cabo Delgado. A Administração Nacional de Estradas diz que a medida visa permitir a reabilitação do troço Rio Muirite-Mueda, danificado com a chuva.

 Há troços intransitáveis na estrada número 698, que liga Montepuez e Mueda, especificamente no troço entre rio Muirite e Moeda, devido às chuvas intensas que caem na província de Cabo Delgado.

Por conta disso, a Administração Nacional de Estradas interditou a circulação de viaturas pesadas de carga, durante 16 dias, a partir desta terça-feira, para dar lugar às obras de reabilitação dos troços mais críticos.

A subida do nível das águas interrompeu também a transitabilidade da estrada Macomia-Awasse, na mesma província. 

De acordo com o delegado provincial da ANE em Cabo Delgado, decorrem trabalhos para apurar as infra-estruturas afectadas na província.

A ANE recomenda a não circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas, em tempos chuvosos em estradas terraplanadas.

Trata-se de um professor da Escola Secundaria 25 de Setembro, na Vila de Homoíne, província de Inhambane,  que no passado dia 2 de Dezembro, terá forçado uma adolescente de 16 anos de idade a manter relações sexuais como condição  para passar de classe. 

A adolescente e a família não  aceitaram falar à imprensa, mas contaram ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) que aquela não foi a primeira tentativa de se aproveitar sexualmente da vítima. 

A rapariga não cedeu à “chantagem” e reprovou de classe. Em Dezembro passado, enganada pelo mesmo, a rapariga foi ao encontro do professor para alegadamente ter aulas de explicação, mas o que aconteceu foi outra coisa.

Na noite do mesmo dia, os pais da rapariga acabaram descobrindo o que aconteceu e foram apresentar o caso à Polícia. As autoridades confirmaram o crime, depois de um diagnóstico médico.

Depois de confirmada a violação, o professor acabou detido, mas solto, no dia seguinte. O professor não só foi solto 72 horas depois de sua detenção, como também continua a trabalhar na mesma escola onde a rapariga violada está a estudar.

A Procuradoria Provincial da República de  Inhambane publicou um comunicado de impressa no qual faz saber que registou um caso de assédio sexual na Escolas Secundária 25 de Setembro de Homoine, ocorrido no dia 2 de Dezembro de 2023, no qual um professor de 32 anos de idade teria convidado uma menor de 16 anos de idade, por sinal sua aluna, para um encontro alegadamente para tratar assunto relacionados com ensino e aprendizagem. 

No referido documento, o Ministério Público diz que, após a denúncia, foi aberto processo-crime e tendo sido instruído com arguido em liberdade, mediante Termo de Identidade e Residência.

O referido professor foi constituído arguido, indiciado pela prática dos crimes de actos sexuais com menores, previsto e punível pelo nrº 1 do artigo 203, e assédio sexual, previsto e punido pelo nrº 1 do artigo 205, ambos do Código Penal.

Terminada a instrução, o professor foi acusado pela prática dos crimes acima mencionados.

“Nos termos das alíneas a) e b) do número 1 do artigo 333 conjugado com nr. 5 do artigo 331, ambos do Código de Processo Penal, o arguido e o assistente foram notificados da acusação e findo o prazo legal os mesmos não apresentaram requerimento para abertura da audiência preliminar. O processo foi remetido ao Tribunal Judicial do Distrito de Homoine para trâmites subsequentes”, lê-se no documento.

E mais: “O Ministério Público, no cumprimento do seu dever plasmado na alínea g) do nrº 2 do artigo 126 da Lei nr 1/2022 de 12 de Janeiro (Lei Orgânica do Ministério Público), informou aos superiores hierárquicos dos arguidos de que contra eles foi instaurado processo crime de modo a prevenir a continuação da actividade criminosa, tendo descrito e diz que continuará de forma intransigente a defender os interesses dos menores, e intensificar as medidas de prevenção nas escolas”.

A força das águas levou consigo duas vidas e deixou um ferido, na capital do país. Até segunda-feira, havia o registro de cerca de 10 mil famílias afectadas pelas inundações. O Conselho Municipal fala ainda de 15 escolas totalmente inundadas e alguns hospitais com serviços condicionados.

Choveu intensamente entre domingo e segunda-feira, na Cidade de Maputo. O resultado não podia ser bom. 

Quase todos os distritos municipais ficaram inundados. Até esta segunda-feira, o Conselho Municipal tinha o registo de cerca de 10 mil famílias afectadas, “isto podemos traduzir, mais ou menos, em 42.220 pessoas afectadas”, revelou, esta terça-feira, Anabela Inguane, vereadora do Conselho Municipal de Maputo.

A edilidade acredita que tais números podem aumentar e assegura estarem disponíveis 18 centros de acomodação, sendo 13 transitórios (o que significa que vão acolher pessoas por determinado período de tempo), que por conta das últimas chuvas, abrigam 3500 pessoas.

“Nós estamos a prestar assistência alimentar, baldes, mantas, esteiras e estamos a prestar assistência também, em coordenação com o INGD, no fornecimento de tendas e um pouco daquilo que eles precisam”, afirmou a vereadora.

A fúria das águas não poupou também as infra-estruturas públicas. Ao todo, 15 escolas ficaram completamente inundadas, na capital do país, pelas chuvas que afectaram  tanto Maputo, como Matola, e fustigaram igualmente as províncias de Gaza e Inhambane e outros pontos do centro e norte do país, entre domingo e segunda-feira.

As aulas foram interrompidas, até ao dia 29 próximo. Apesar de reconhecer que a situação das inundações é crítica, a edilidade assegura que a normalidade está para breve, no sector da Educação.

“As nossas equipas estão a trabalhar para desobstrução das valas, fazendo este trabalho as águas começam a correr normalmente e leva o seu decurso normal ”, garantiu Anabela Inguane.

Alguns hospitais tiveram o tecto desabado, outros tiveram problemas de infiltração como o Centro de Saúde Primeiro de Maio, Hospitais Gerais de Mavalane  e José Macamo, que condicionaram serviços como o de maternidade.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê o abrandamento das chuvas a partir desta terça-feira no sul do país. Por outro lado, há previsão de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas, nas regiões centro e norte de Moçambique.

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